O Rio Grande do Sul confirmou um foco de Influenza Aviária de Alta Patogenicidade (H5N1), conhecida como gripe aviária, em aves silvestres encontradas na Lagoa da Mangueira, dentro da Reserva do Taim, em Santa Vitória do Palmar. O diagnóstico foi feito pelo Departamento de Vigilância e Defesa Sanitária Animal (DDA), vinculado à Secretaria da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação (Seapi).
Segundo a Seapi, a ocorrência não altera o status sanitário do estado nem do país como área livre de Influenza Aviária de Alta Patogenicidade (IAAP) e não afeta as exportações de carne e ovos. O consumo desses produtos continua seguro, pois o vírus não é transmitido por ingestão.
As aves infectadas pertencem à espécie Coscoroba coscoroba, conhecida como cisne-coscoroba. Técnicos do Serviço Veterinário Oficial (SVO-RS) coletaram amostras de animais mortos e as enviaram ao Laboratório Federal de Defesa Agropecuária de Campinas (LFDA-SP), referência da Organização Mundial da Saúde Animal (OMSA), que confirmou o resultado positivo para o vírus H5N1.
- Câmara libera R$ 500 milhões do Fundo Garantidor para agricultura familiar
- Falta de presas ameaça extinção da onça-pintada na Mata Atlântica
Contenção e vigilância,
Equipes do SVO e da Seapi atuam na região com medidas de contenção e vigilância, em parceria com o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio). As ações incluem monitoramento, barreiras sanitárias e campanhas de educação e conscientização sobre a importância de evitar o contato com aves doentes ou mortas.
O diretor do DDA, Fernando Groff, explicou que o estado intensificou as práticas de biossegurança nas propriedades avícolas. “O Rio Grande do Sul convive com o vírus desde 2023. E vem reforçando continuamente as ações de prevenção para proteger o plantel e manter a condição sanitária do Estado”, afirmou.
O que é a gripe aviária e como agir diante de suspeitas
A gripe aviária é uma doença viral altamente contagiosa que atinge principalmente aves, mas pode infectar alguns mamíferos e, raramente, seres humanos.
A Seapi recomenda que a população não toque em aves silvestres feridas ou mortas. E comunique qualquer suspeita à Inspetoria de Defesa Agropecuária mais próxima ou pelo WhatsApp (51) 98445-2033. Devem ser relatadas aves com sintomas respiratórios, neurológicos ou mortes súbitas em grande número.









