Tag: Goiás

  • Produção de uva cresce em Goiás e impulsiona turismo

    Produção de uva cresce em Goiás e impulsiona turismo

    A produção de uva em Goiás mais que dobrou entre 2020 e 2024, consolidando o avanço da vitivinicultura no Cerrado e impulsionando o surgimento de novos destinos turísticos no Centro-Oeste.

    Dados da Embrapa, reunidos no Panorama da Viticultura no Brasil (2020–2024), mostram que o estado saiu de 1.516 toneladas para 3.264 toneladas no período. Embora ainda distante do Rio Grande do Sul, líder nacional, o crescimento marca uma mudança estrutural na produção agrícola goiana.

    Segundo a Associação Nacional de Produtores de Vinho de Inverno (Anprovin), Goiás já responde por 7% da produção de vinhos no Brasil, com destaque para rótulos elaborados em condições tropicais.

    Tecnologia impulsiona cultivo no Cerrado

    A expansão da viticultura para regiões de clima tropical ganhou força com a adoção da técnica de dupla poda. O método altera o ciclo natural da videira e induz a maturação no inverno, período mais seco e favorável à qualidade das uvas.

    Foto: Divulgação

    Com isso, o Brasil alcançou produção anual próxima de 1,8 milhão de toneladas de uva, ao mesmo tempo em que regiões como o Cerrado passaram a investir no cultivo e na produção de vinhos finos.

    Em Goiás, áreas como o entorno do Distrito Federal, Paraúna e Hidrolândia já cultivam a fruta, mas a principal vitrine do setor hoje é a Rota dos Pirineus.

    Rota dos Pirineus lidera vitivinicultura em Goiás

    Localizada entre Pirenópolis, Cocalzinho e Corumbá, a Rota dos Pirineus reúne nove vinícolas e se consolida como o principal polo de vinhos finos do Centro-Oeste.

    A região combina produção vitivinícola com gastronomia artesanal, especialmente queijos, e fortalece um roteiro turístico que inclui visitas guiadas, degustações e experiências diretamente com produtores.

    Cachoeira do Salto
    Cachoeira do Salto. Foto: Divulgação

    Esse modelo tem ampliado a visibilidade dos vinhos do Cerrado e estimulado o desenvolvimento econômico local.

    Turismo cresce e atrai novos investimentos

    O avanço da vitivinicultura se soma aos atrativos naturais da região, como serras, cachoeiras e clima ameno, elevando o fluxo turístico.

    A Rota dos Pirineus recebe cerca de 80 mil visitantes por mês na baixa temporada e até 120 mil na alta temporada. Esse movimento impulsiona o mercado imobiliário e a oferta de hospedagens de curta duração.

    Empreendimentos como o condomínio Salto Imperial surgem nesse contexto. Localizado próximo ao Salto Corumbá, o projeto vendeu 93% dos lotes na primeira fase e já iniciou a segunda etapa.

    Segundo o coordenador de vendas Rodrigo Ribeiro, terrenos com topografia acidentada lideram a procura, impulsionados pela demanda por imóveis com apelo visual e potencial para locação.

    Novo perfil de moradores e estilo de vida

    Além do turismo, a região também atrai novos moradores, especialmente profissionais que adotaram o teletrabalho.

    De acordo com o especialista imobiliário Robério Siquiero, cresce a busca por segunda residência entre profissionais de tecnologia e outros setores, interessados em conciliar trabalho remoto e qualidade de vida.

    Para os desenvolvedores, o interesse vai além do investimento imobiliário. “As pessoas buscam experiências, contato com a natureza e um estilo de vida mais equilibrado”, afirma Rodrigo Estivallet, sócio do projeto.

  • Conheça a Capital Nacional do Açafrão

    Conheça a Capital Nacional do Açafrão

    O Governo Federal sancionou a Lei 15.464/26, que confere ao município de Mara Rosa, no norte de Goiás, o título de Capital Nacional do Açafrão. O Diário Oficial da União publicou a norma na última sexta-feira (10), oficializando em âmbito federal o que produtores da região já reivindicavam havia anos: o reconhecimento de Mara Rosa como o principal polo brasileiro de cultivo da especiaria.

    Foto aérea de Mara Rosa
    Foto: Reprodução/ manaimempreendimentos.com.br

    A lei tem origem no Projeto de Lei 2522/21, apresentado pelo então deputado federal João Campos (GO), hoje vice-prefeito de Aparecida de Goiânia. A Câmara dos Deputados aprovou a proposta e a encaminhou ao Senado Federal, onde a Comissão de Agricultura e Reforma Agrária (CRA) analisou o texto. O senador Wilder Morais (PL-GO) relatou a matéria e apresentou parecer favorável, destacando o vínculo histórico, cultural e socioeconômico entre a cidade e o cultivo da Curcuma longa, nome científico do açafrão-da-terra.

    Ao justificar a proposta original, João Campos citou números que evidenciam a força da cultura na região. Mara Rosa respondia, à época, por cerca de 90% da produção goiana de açafrão e por aproximadamente 30% de toda a produção nacional.

    Mara Rosa concentra a maior produção de açafrão do país

    Localizada na microrregião de Porangatu, entre as bacias dos rios Araguaia e Tocantins, Mara Rosa tem população estimada em cerca de 10 mil habitantes. O clima tropical úmido da região, com estação chuvosa entre outubro e abril e período seco de abril a outubro, cria condições ideais tanto para o desenvolvimento da planta quanto para a secagem do produto colhido.

    Ex-deputado João Campos
    Ex-deputado João Campos foi o autor do projeto que originou a lei. Foto: Bruno Spada/Câmara dos Deputados

    O município cultiva atualmente cerca de 250 hectares de açafrão e produz em torno de 5 mil toneladas por ano. A cadeia produtiva envolve mais de 300 famílias, muitas organizadas em cooperativas, caso da Cooperativa dos Produtores de Açafrão de Mara Rosa (Cooperaçafrão), fundada em 2003. Ela gera mais de 3 mil empregos diretos e indiretos. O Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI) já havia concedido à região o selo de Indicação Geográfica (IG), que certifica a origem e a qualidade do produto e também abrange os municípios vizinhos de Amaralina, Alto Horizonte, Estrela do Norte e Formoso.

    A relação entre Mara Rosa e o açafrão começou ainda no século XVI, quando bandeirantes usavam a planta para marcar trilhas até as minas e temperar alimentos. As primeiras sementes e mudas se incorporaram à vegetação nativa do cerrado goiano. E ao longo dos séculos, garimpeiros e escravos ampliaram o cultivo na região, hoje descrita por produtores locais como “o ouro do cerrado goiano”.

    O que é o açafrão-da-terra e para que serve

    Apesar do nome popular, o açafrão cultivado em Mara Rosa não é a espécie de origem europeia (Crocus sativus), e sim o açafrão-da-terra. Ele também é chamado de cúrcuma, açafrão-da-índia ou gengibre amarelo, uma raiz da família Zingiberaceae, nativa da Índia e cientificamente classificada como Curcuma longa. A indústria alimentícia utiliza a raiz, seca e moída em pó, como tempero, corante natural e ingrediente de mostardas, massas, molhos e margarinas. O produto também ganha espaço crescente nas indústrias farmacêutica e cosmética, impulsionado por pesquisas sobre suas propriedades funcionais.

    Flor do açafrão
    Flor Crocus sativus, de onde vem o açafrão. Foto: Redes Sociais

    Em Goiás, o açafrão já integra o cardápio típico. Pratos como o tradicional “franguinho com açafrão” e festas populares, entre elas a Feira do Açafrão de Mara Rosa, consolidaram a especiaria como patrimônio cultural imaterial do estado. Um reconhecimento que a Assembleia Legislativa goiana já havia formalizado por lei estadual em 2022.

    Próximos passos para o setor

    Com o título nacional em vigor, produtores da região esperam ganhos de visibilidade e novos incentivos para a cadeia produtiva, que hoje direciona a maior parte da produção ao mercado interno, mas já exporta volumes menores para países como Índia e Israel.

    Assim, a expectativa de lideranças locais é que o reconhecimento federal amplie investimentos em infraestrutura, beneficiamento e comercialização do açafrão goiano.

  • Automação redefine logística de peças no agronegócio

    Automação redefine logística de peças no agronegócio

    A automação passa a ocupar um novo espaço na logística de peças agrícolas brasileira. A Stara colocou em operação, em Aparecida de Goiânia (GO), o primeiro Centro de Distribuição de Peças Agrícolas do País equipado com o sistema AutoStore. A tecnologia utiliza robôs para armazenar, organizar e separar componentes. Com isso, a empresa pretende reduzir o tempo de expedição e ampliar a eficiência no atendimento aos produtores rurais.

    A nova unidade marca a expansão da estrutura logística da fabricante para fora do Rio Grande do Sul. Além disso, reforça a estratégia de aproximar os estoques das regiões com maior demanda. Enquanto o centro de distribuição da matriz, em Não-Me-Toque (RS), permanece responsável pela metade sul do Brasil, a unidade de Goiás passa a atender concessionárias e clientes da Bahia, Goiás, Maranhão, Minas Gerais, Mato Grosso, Pará, Piauí, Rondônia, Roraima, Sergipe e Tocantins.

    Segundo a empresa, essa divisão reduz distâncias e fortalece o suporte pós-venda. Dessa forma, aumenta a disponibilidade de peças e contribui para que o produtor rural tenha mais rapidez no atendimento durante as operações no campo.

    Robôs automatizam a separação de peças

    O principal diferencial da nova estrutura está no sistema AutoStore. Ao todo, sete robôs automatizam as etapas de armazenagem e separação dos produtos. Além disso, a tecnologia organiza as peças de acordo com a frequência de utilização, posicionando os itens de maior demanda nas partes superiores da estrutura.

    Segundo o gerente de Peças da Stara, Filipe Flores Quincoses, esse modelo reduz significativamente o tempo necessário para localizar e disponibilizar os componentes.

    “São sete robôs que automatizam as etapas de armazenagem e separação de produtos. O sistema organiza os itens conforme a frequência de apontamentos, posicionando os de alta frequência na parte superior do equipamento. Isso agiliza a coleta das caixas que precisam ser apresentadas ao operador, permitindo que o processo aconteça em um tempo médio de 15 segundos”, explica.

    Além da automação, o centro reúne sistemas integrados de gestão de estoque, monitoramento eletrônico, dispositivos de segurança e ferramentas de rastreabilidade. Com isso, a empresa amplia o controle operacional e torna a preparação dos pedidos mais eficiente.

    A estrutura possui 3.504,95 metros quadrados de área construída, pé-direito de 15 metros, seis docas e 18.144 posições de armazenagem. Ao mesmo tempo, tem capacidade para estocar 15.604 tipos diferentes de peças e expedir até 14 mil itens por dia.

    Centro de Distribuição da Stara em Goiás – Foto: Divulgação

    Centro fortalece a logística no Norte, Nordeste e Centro-Oeste

    A escolha de Goiás levou em conta a posição estratégica do estado na malha logística nacional. Por isso, a nova unidade concentrará a distribuição de peças para os estados da metade norte do País, enquanto o Rio Grande do Sul continuará responsável pelo atendimento da região sul.

    Segundo a Stara, a nova operação permitirá reduzir o tempo de entrega. Em algumas situações, conforme a disponibilidade da peça e a modalidade de transporte, os componentes poderão chegar ao destino em poucas horas.

    Para garantir esse desempenho, a empresa selecionou transportadoras preparadas para atuar de forma integrada ao novo sistema. Além disso, promoveu treinamentos específicos para os colaboradores da unidade, incluindo movimentação de materiais, desenho técnico, sistemas e operação do AutoStore. Gerentes de peças e compradores das concessionárias também participaram da preparação para a nova dinâmica logística.

    Durante a inauguração da unidade, realizada em 18 de junho, o diretor-presidente da Stara, Átila Stapelbroek Trennepohl, destacou que o investimento busca aproximar a empresa dos produtores rurais e fortalecer o atendimento às concessionárias.

    “Estamos ampliando nossa estrutura para estarmos ainda mais próximos dos produtores rurais e das concessionárias. Nosso objetivo é garantir que o cliente tenha a peça necessária exatamente quando precisa, contribuindo para que suas operações no campo sigam com máxima produtividade”, afirma.

  • Goiás lidera produção de sorgo no Brasil e cresce 40% na safra 2025/26

    Goiás lidera produção de sorgo no Brasil e cresce 40% na safra 2025/26

    Goiás confirmou, pelo oitavo ano consecutivo, a liderança na produção de sorgo no Brasil. Dados do 8º levantamento da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) indicam que o estado deve colher 2,2 milhões de toneladas na safra 2025/26, alta de 40,3% em relação ao ciclo anterior.

    O volume representa 29,3% da produção nacional, estimada em 7,5 milhões de toneladas. Com o resultado, Goiás segue à frente dos principais polos agrícolas do país e mantém posição isolada no ranking da cultura.

    A expansão do sorgo no estado também aparece na área plantada. Os produtores ampliaram a semeadura em 59,9%, alcançando 631,1 mil hectares, ante 394,7 mil hectares na safra passada. A produtividade média chega a 3,5 toneladas por hectare.

    O avanço ocorre principalmente pela resistência do sorgo ao déficit hídrico e pela adaptação à safrinha. Além disso, o cereal ganha espaço na nutrição animal, devido ao alto valor nutricional e à competitividade frente a outros grãos.

    Segundo o secretário de Agricultura, Pecuária e Abastecimento de Goiás, Ademar Leal, o desempenho reflete a capacidade dos produtores em diversificar o sistema produtivo. “O sorgo fortalece a segunda safra, contribui para o abastecimento das cadeias de proteína animal e abre oportunidades para a agroindústria e a bioenergia”, afirma.

    Os dados também mostram que Goiás responde por 30,7% dos cerca de 2 milhões de hectares cultivados com sorgo no Brasil, reforçando o protagonismo do estado no avanço da cultura.

    Municípios impulsionam produção

    A produção de sorgo já alcança 128 municípios goianos, com maior concentração no Sul do estado e no entorno do Distrito Federal. Cristalina e Rio Verde lideram o ranking nacional e, juntas, respondem por 28,3% da produção estadual.

    Novos polos também ganham força. Montividiu ampliou a produção de 3,6 mil para 49,5 mil toneladas em apenas um ano. Regiões como São Domingos e São Miguel do Araguaia também registram expansão da cultura.

    No desempenho por produtividade, Itapaci lidera com média de 4,0 toneladas por hectare, seguido por Rio Verde e Flores de Goiás, com 3,8 t/ha.

    Bioenergia abre nova frente de mercado

    O avanço do sorgo em Goiás também impulsiona o setor de bioenergia. O estado, líder na produção de sorgo granífero, começa a ampliar o uso do sorgo sacarino como matéria-prima para etanol.

    A variedade apresenta alta concentração de açúcares e ciclo curto, o que permite abastecer usinas durante a entressafra da cana-de-açúcar. Além disso, produtores aproveitam a mesma estrutura operacional dos canaviais, o que reduz custos e facilita a adoção.

    A integração entre produção de grãos e biocombustíveis também amplia a oferta de coprodutos, como os DDGs (Distillers Dried Grains), utilizados na nutrição animal por seu alto teor proteico e energético.

    Com isso, Goiás fortalece a integração entre as cadeias de proteína animal e bioenergia, diversifica a matriz produtiva e cria novas oportunidades de investimento no agronegócio.

  • Fazenda em Goiás atraiu estrelas de Hollywood e até presidente dos EUA; entenda

    Fazenda em Goiás atraiu estrelas de Hollywood e até presidente dos EUA; entenda

    Muito antes de se tornar o 40º presidente dos Estados Unidos, Ronald Reagan esteve entre as personalidades que passaram por uma fazenda em Anápolis, a cerca de 55 quilômetros de Goiânia.

    Nas décadas de 1960 e 1970, a chamada “Nossa Fazenda Halliday” se transformou em um refúgio frequentado por artistas, produtores e celebridades de Hollywood, tornando-se um dos capítulos mais curiosos da história de Goiás.

    Além de Reagan, nomes como Cary Grant, astro de “Intriga Internacional”, e Janet Leigh, eternizada pelo clássico “Psicose”, estiveram entre os visitantes da propriedade rural.

    Como estrelas de Hollywood chegaram ao interior de Goiás

    Segundo o historiador Jairo Leite, a história começou com a atriz Joan Lowell e seu marido, o capitão Leek Bowen.

    Lowell chegou ao Brasil em 1935 durante uma excursão e acabou se encantando pela região do Vale de São Patrício.

    Joan Lowell Bowen em seu escritório em Anápolis, em Goiás — Foto: Dmitri Kessel/The LIFE Picture Collection

    Após se estabelecer em Goiás, ela passou a divulgar as oportunidades oferecidas pelo estado, especialmente para criação de gado e desenvolvimento agrícola. Assim, seu trabalho acabou atraindo outras figuras importantes do cinema americano.

    Entrada da fazenda de Joan Lowell em Anápolis. Na placa observa-se que ela era chamada de “Dona Joana” e o marido de “ Capitão” — Foto: Divulgação

    A chegada da primeira vencedora do Oscar

    Entre os nomes convencidos por Joan Lowell estava Janet Gaynor, considerada a primeira mulher a conquistar um Oscar.

    Ao lado do marido, o renomado figurinista Gilbert Adrian, ela adquiriu a Fazenda Amazon, em Anápolis.

    A mudança tinha relação com o desejo do casal de buscar uma vida mais tranquila, longe do ritmo intenso de Hollywood.

    Segundo o historiador, Janet chegou a considerar propriedades na África antes de conhecer as oportunidades existentes em Goiás.

    Nossa Fazenda Halliday virou ponto de encontro de celebridades

    Posteriormente, a atriz Mary Martin e seu marido, o produtor Richard Halliday, também se estabeleceram na região.

    O casal construiu a famosa “Nossa Fazenda Halliday”, que se tornou uma das propriedades rurais mais conhecidas de Anápolis.

    Estrela da Broadway escolheu Goiás como lar — Foto: Divulgação

    De acordo com Jairo Leite, o local passou a receber frequentes visitas de artistas, produtores, diretores e críticos de cinema.

    Isso acontecia porque Halliday também atuava como agente artístico e mantinha uma ampla rede de contatos no meio cultural norte-americano.

    Leia mais: Milho com fungo vale R$ 400 e vira iguaria no México

    Trabalhadores nem sempre sabiam quem eram os visitantes

    Apesar da movimentação constante de celebridades, muitos moradores e funcionários da fazenda desconheciam a importância dos hóspedes.

    Segundo o historiador, boa parte dos visitantes chegava pelo aeroporto de Goiânia e seguia para Anápolis sem chamar muita atenção.

    Embora a presença dessas personalidades fosse percebida pela população local, poucos imaginavam a projeção internacional daqueles nomes.

    Segundo registros locais, Marilyn Monroe esteve no Brasil e visitou a ‘Nossa Fazenda Halliday’ — Foto: Divulgação

    Fazenda produzia gado, ovos, café e morangos

    A propriedade de Mary Martin não servia apenas como local de descanso.

    A fazenda mantinha atividades agropecuárias diversificadas, incluindo criação de gado, produção de ovos, granja de galinhas, cultivo de banana e morangos, e plantação de café.

    Segundo relatos históricos, os ovos produzidos na fazenda eram comercializados no Mercado Municipal de Anápolis e também em Brasília.

    Boutique vendia produtos inspirados na moda americana

    Além das atividades rurais, Mary Martin abriu uma loja no centro de Anápolis chamada “Nossa Loja”.

    O estabelecimento vendia roupas, tecidos e produtos trazidos dos Estados Unidos.

    A atriz também desenhava peças próprias e aproveitava a proximidade com Gilbert Adrian, considerado um dos maiores figurinistas de Hollywood, para desenvolver novas ideias ligadas ao universo da moda.

    Leia mais: Goiás compra fazendas para proteger uma das maiores cavernas do país

  • Fiscalização ambiental combate pesca ilegal e salva tartarugas

    Fiscalização ambiental combate pesca ilegal e salva tartarugas

    O Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) encerrou, na última semana, uma operação de fiscalização em áreas de desova da tartaruga-da-amazônia no norte de Goiás. A ação teve como objetivo proteger a espécie durante o período reprodutivo em praias de rios da região.

    Durante a operação, os agentes ambientais aplicaram 26 autos de infração, que somam aproximadamente R$ 135 mil em multas. As equipes atuaram nos municípios de São Miguel do Araguaia, Nova Crixás, Mundo Novo, Bonópolis e Amaralina, principais áreas de reprodução da espécie no estado.

    Os fiscais realizaram patrulhamento terrestre e fluvial, além de monitoramento ambiental, para identificar e coibir práticas ilegais que ameaçam a fauna aquática. A operação resultou na apreensão de 36,7 quilos de pescado, quatro embarcações com motor, 15 tarrafas, sete redes de pesca e diversos petrechos utilizados em atividades irregulares. Os agentes também encontraram um jacaré abatido.

    Durante as ações, as equipes resgataram duas tartarugas e 60 minhocuçus, que retornaram ao habitat natural. Segundo o Ibama, a maior parte das autuações ocorreu por pesca irregular, prática que impacta diretamente o equilíbrio dos ecossistemas aquáticos.

    A presença intensiva da fiscalização também contribuiu para inibir a caça ilegal e outras atividades que ameaçam a biodiversidade local. A retirada de redes, tarrafas e espinhéis proibidos impede a captura indiscriminada de peixes, quelônios e outros animais, reforçando a proteção da fauna na região.

  • Goiás reduz ICMS do feijão em 60% para recuperar competitividade no mercado nacional

    Goiás reduz ICMS do feijão em 60% para recuperar competitividade no mercado nacional

    O governador Daniel Vilela anunciou a redução da alíquota interestadual do ICMS incidente sobre o feijão in natura comercializado fora de Goiás. O tributo cai de 6,06% para 2,4%, uma redução de 60,4%. Portanto, equiparando o estado ao Distrito Federal e tornando o grão goiano mais competitivo frente a rivais como Minas Gerais, que concede isenção total, e o Paraná, que aplica apenas 1%.

    Governador vai encaminhar à Assembleia Legislativa projeto de lei com proposta de redução do ICMS Foto: Adalberto Ruchelle

    O governo enviará projeto de lei com as alterações à Assembleia Legislativa. A renúncia fiscal estimada é de R$ 12 milhões por ano, a partir de 2027, e baseia-se em estudos técnicos sobre o cenário tributário nacional e a sustentabilidade das contas estaduais.

    Por que a medida é urgente

    Cerca de 70% da produção goiana de feijão precisam sair do estado, pois o mercado interno não absorve o volume colhido. Com a desvantagem tributária atual, o produto perde espaço para concorrentes que operam com cargas menores. Enquanto Goiás cobrava 6,06%, Mato Grosso praticava cerca de 4,5%, o Distrito Federal, 2,4%, e o Paraná, 1%.

    “A decisão faz todo sentido pela concorrência desleal, principalmente do Distrito Federal e Minas Gerais”, avaliou o secretário da Agricultura, Ademar Leal. A secretária da Economia, Renata Noleto, reforçou: “Fizemos planejamento para conceder o benefício e entendemos que a medida vai favorecer a comercialização do produto.”

    Reação do setor

    Produtores e representantes do agronegócio celebraram o anúncio. “É um pleito muito antigo que a gente nunca desistiu”, disse o produtor rural Dário Luiz, de Cristalina, um dos dez maiores municípios produtores do estado. O prefeito local, Luís Otávio, destacou o avanço: “Os produtores já estavam desacreditados com esta reivindicação.”

    Eduardo Veras, presidente em exercício da Federação da Agricultura do Estado de Goiás (Faeg), defendeu que a redução abrirá espaço para crescimento: “A partir do momento que a gente realmente reduzir essa carga, vamos aumentar a produtividade de Goiás.” Leonardo Machado, integrante da Aprosoja e do IFAG, foi além: “Goiás sempre foi expoente na produção de feijão. Com essa atitude, vamos retomar a posição de destaque.”

    Goiás no cenário nacional

    O estado ocupa a quinta posição no ranking nacional de produção de feijão, com 9,7% do total do país. Para a safra 2025/2026, a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) projeta colheita de 281,2 mil toneladas em 109,2 mil hectares. Mesmo com redução de 8,4% na área plantada e de 3% no volume produzido em relação à safra anterior, a produtividade deve crescer 5,9%, chegando a 2,6 toneladas por hectare.

    Os números financeiros reforçam a relevância da cultura. O Valor Bruto da Produção Agropecuária (VBP) do feijão goiano deve atingir R$ 1,63 bilhão em 2026, alta de 20,5% sobre o ano anterior. Ou seja, o quarto maior VBP do país para a cultura, representando 12,1% do valor gerado pelo setor em todo o Brasil.

    O cultivo está presente em 91 municípios. Os maiores produtores são Cristalina, São João d’Aliança, Jussara, Luziânia, Paraúna, Catalão, Água Fria de Goiás, Planaltina, Campo Alegre de Goiás e Formosa.

  • Helicóptero da PM chama atenção ao pousar em fazenda de Gusttavo Lima

    Helicóptero da PM chama atenção ao pousar em fazenda de Gusttavo Lima

    O cantor Gusttavo Lima recebeu em sua fazenda, localizada às margens da GO-020, em Bela Vista de Goiás, integrantes do Grupo de Radiopatrulha Aérea (Graer), da Polícia Militar de Goiás. O encontro foi registrado em vídeo e compartilhado nas redes sociais do artista.

    Durante a visita, o sertanejo agradeceu o trabalho realizado pelos policiais na região rural. Além disso, destacou a sensação de segurança proporcionada pela atuação das forças de segurança pública.

    “Como a gente fica aqui mais na zona rural, mais aqui para o lado da roça, a gente também tem a segurança. E olha que às vezes até melhor que a capital. Do fundo do meu coração, agradecer a vocês pelo carinho com a nossa região”, declarou o cantor.

    Gusttavo Lima faz homenagem à Polícia Militar — Foto: Instagram

    Convite especial

    O comandante do Graer, tenente-coronel Antônio Carlos Morais, explicou que a visita teve como principal objetivo formalizar um convite ao famoso.

    Segundo o oficial, Gusttavo Lima foi convidado para ser o paraninfo da atual turma do Curso de Operações Aéreas (COA) e aceitou participar da cerimônia.

    “Ele aceitou ser o paraninfo da turma. É uma formatura. O governador está marcando. Mas muito provavelmente vai ser no dia 26 de junho. A ida foi para fazer o convite”, afirmou Morais.

    O título de paraninfo é concedido a uma personalidade escolhida para atuar como padrinho ou conselheiro homenageado de uma turma de formandos.

    Artista posa com boné do Graer, unidade tática especial da Polícia Militar e do Corpo de Bombeiros — Foto: Instagram

    Cantor também ajudará a divulgar ação beneficente

    Além do convite para a formatura, o comandante informou que o sertanejo também participará da divulgação da segunda edição do Portões Abertos do Graer.

    A iniciativa beneficente busca aproximar a população do trabalho realizado pelo grupamento aéreo da Polícia Militar. Durante o evento, a corporação apresenta equipamentos, aeronaves, armamentos e detalhes das operações desempenhadas pela unidade.

     

  • Guia de pesca se surpreende com ‘leite’ liberado por piraíba gigante no Rio Araguaia

    Guia de pesca se surpreende com ‘leite’ liberado por piraíba gigante no Rio Araguaia

    Um vídeo gravado no Rio Araguaia, em Aruanã, no noroeste de Goiás, chamou atenção nas redes sociais após mostrar uma piraíba gigante liberando uma substância esbranquiçada semelhante a leite. O registro foi feito pelo guia de pesca Leandro Rodrigues, que afirmou nunca ter visto tamanha quantidade do material saindo do peixe.

    Nas imagens, o grupo que acompanhava o pescador brinca com a situação inusitada e compara o animal a uma “vaca leiteira”. Em seguida, a piraíba é devolvida à água. A pesca e o consumo da espécie são proibidos por lei em Goiás.

    “Agora nós vamos mostrar o leite da piraíba. Só faltou o toddy agora”, brinca Leandro durante a gravação, enquanto a substância escorre do peixe.

    https://www.instagram.com/reel/DYsEuo2IHcP/?utm_source=ig_web_copy_link&igsh=NTc4MTIwNjQ2YQ==

    Ao comentar o episódio, o guia explicou que trabalha na área há cerca de três anos e que já tinha observado a presença da secreção em outras piraíbas, mas nunca naquela quantidade.

    “Eu já tinha visto leite em piraíba, mas sair daquele tanto foi a primeira vez. Foi o que mais me impressionou”, relatou.

    Substância funciona como proteção natural do peixe

    Após a repercussão do vídeo, Leandro publicou uma nova gravação para esclarecer que o suposto “leite” é, na verdade, o muco natural produzido pela piraíba.

    Segundo ele, a secreção funciona como uma espécie de barreira protetora para o animal dentro da água.

    “Aquele leite nada mais é do que o muco do peixe. Quem já pegou uma piraíba sabe que ela é toda babenta. Não pode tirar da água porque, se o peixe secar esse muco, a chance de ele morrer é muito grande. O muco funciona como uma proteção, tipo um verniz. Parece um lubrificante, um óleo ou uma graxa”, explicou o guia.

    Especialistas apontam que a substância viscosa é rica em proteínas e anticorpos, além de atuar na defesa do peixe contra fungos, bactérias e outros microrganismos presentes no ambiente aquático.

    A secreção é produzida nas laterais do corpo da piraíba e costuma ser liberada principalmente quando o animal se sente ameaçado ou estressado. Além disso, o muco possui gosto amargo e odor característico, fatores que ajudam a afastar possíveis predadores.

    Vídeo gerou curiosidade nas redes

    A cena rapidamente repercutiu entre os internautas, que fizeram comentários curiosos e bem-humorados sobre o episódio.

    “Registro interessante que muita gente não sabia”, escreveu um seguidor.

    Outro usuário brincou com a situação: “Já vi tirar leite de onça, agora de peixe é a primeira vez”.

  • Goiás compra fazendas para proteger uma das maiores cavernas do país

    Goiás compra fazendas para proteger uma das maiores cavernas do país

    O Governo de Goiás anunciou a aquisição de duas fazendas localizadas no entorno do Parque Estadual de Terra Ronca, no nordeste do estado. As propriedades garantem o acesso à entrada da Caverna São Vicente I, considerada a quinta maior caverna do Brasil, com aproximadamente 16,4 quilômetros de extensão.

    Segundo a Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável (Semad), os imóveis também incluem o início da trilha utilizada para chegar até a caverna. Além disso, a pasta destacou que a medida fortalece a preservação ambiental e oferece mais segurança jurídica para a administração da unidade de conservação.

    Atualmente, o Parque Estadual de Terra Ronca possui cerca de 57 mil hectares. Com a incorporação das novas áreas ao patrimônio estadual, aproximadamente 68% do território do parque passa a estar regularizado. De acordo com a Semad, a iniciativa amplia a proteção do importante patrimônio espeleológico existente na região.

    O parque está localizado entre os municípios de São Domingos e Guarani de Goiás. Ainda conforme a secretaria, a Caverna São Vicente I abriga 12 cachoeiras formadas pelo rio São Vicente, o que transforma o local em um dos cenários naturais mais impressionantes do estado.

    Entretanto, por conta do nível de dificuldade do percurso e das características naturais da região, a visitação exige cuidados especiais. A Semad informou que os interessados precisam solicitar autorização prévia no site oficial do órgão. Além disso, as visitas só podem ocorrer com o acompanhamento de condutores habilitados.

    A secretaria explicou ainda que a compra dos imóveis busca garantir o acesso público de maneira controlada e sustentável. Com isso, o governo pretende preservar os ambientes subterrâneos e, ao mesmo tempo, incentivar atividades de pesquisa científica, educação ambiental e turismo de natureza.

    Outras cavernas passam a integrar patrimônio estadual

    Além da São Vicente I, as propriedades recém-adquiridas também incluem outras cavernas importantes da região, que agora passam a integrar de forma definitiva o patrimônio público estadual. Entre elas estão:

    • Bezerra;
    • São Vicente II;
    • Sistema São Mateus;
    • São Bernardo-Palmeiras;
    • São Bernardo;
    • Pau-Pombo;
    • Sambaíba.

    A Semad também informou que áreas consideradas estratégicas para o acesso à caverna Terra Ronca I, um dos principais atrativos turísticos do parque, já foram adquiridas pelo Estado. Enquanto isso, o governo segue negociando a compra da área remanescente.

    Caverna São Vicente I — Foto: Divulgação/Semad

    Visitação exige autorização prévia

    Apesar de a visitação já ser permitida no parque, a Semad reforçou que o passeio não é indicado para turistas sem preparo. Isso porque o ambiente possui formações rochosas e trechos considerados perigosos.

    Por esse motivo, o órgão exige autorização prévia para todas as visitas. Além disso, os passeios precisam ocorrer obrigatoriamente com o suporte de guias credenciados e experientes na região.

    A expectativa do governo é que as novas aquisições contribuam para ampliar a preservação ambiental e fortalecer o turismo sustentável em uma das áreas naturais mais importantes de Goiás.