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  • Paraná amplia liderança nacional em produtos certificados com o Ginseng

    Paraná amplia liderança nacional em produtos certificados com o Ginseng

    O ginseng de Querência do Norte, localizado no Noroeste do Paraná, acaba de alcançar um novo patamar de reconhecimento internacional. O Instituto Nacional da Propriedade Industrial (Inpi) concedeu ao produto o registro de Indicação Geográfica (IG), na modalidade Denominação de Origem. Com essa conquista, o Paraná consolida sua posição de liderança no Brasil, somando agora 25 produtos com o selo de IG.

    A chancela do Inpi não é apenas formal; ela atesta que as propriedades únicas do ginseng local são fruto direto da combinação entre solo, clima e o saber-fazer dos produtores da região. Segundo Natalino Avance de Souza, diretor-presidente do IDR-Paraná, a IG funciona como uma poderosa ferramenta de diferenciação, garantindo ao consumidor a autenticidade do território e permitindo que o agricultor capture mais valor em mercados globais que exigem rastreabilidade.

    A certificação assegura exclusividade: apenas o ginseng produzido em Querência do Norte pode utilizar essa denominação, o que eleva a credibilidade e os preços de mercado. Além disso, o selo impulsiona a organização dos produtores e atrai novos investimentos para o município.

    Do Paraná para o mundo

    O impacto econômico já é visível. A Associação de Pequenos Agricultores de Ginseng de Querência do Norte (Aspag) está finalizando o envio de 1,2 tonelada do produto para a França, com foco na indústria de cosméticos. A tradição exportadora da região, entretanto, já vem de longa data, atendendo mercados exigentes como China e Japão desde 2015 para fins medicinais.

    O que torna o ginseng paranaense especial? Estudos científicos realizados durante o processo de certificação, iniciado em 2019, comprovaram que a variedade local possui uma concentração superior de beta-ecdisona em comparação com plantas cultivadas em outros estados. Esta substância é a principal responsável pelos benefícios à saúde associados à planta.

    Outro diferencial técnico revelado por pesquisas é que tanto as raízes quanto as partes aéreas (talos, folhas e flores) possuem princípios ativos, permitindo o aproveitamento integral da planta. Atualmente, a produção ocupa cerca de 30 hectares e gera renda para 30 famílias, produzindo anualmente cerca de 300 toneladas in natura.

    Conheça a espécie e seus benefícios

    O produto certificado pertence à espécie Pfaffia glomerata, uma planta nativa da Mata Atlântica adaptada às várzeas do Rio Paraná. O cultivo é realizado majoritariamente por agricultores familiares e comunidades tradicionais.

    Imagem gerada por IA/LM Notebook

    Entre as principais propriedades do ginseng de Querência do Norte, destacam-se:

    • Ação estimulante e revitalizante;
    • Redução de estresse e fadiga;
    • Melhora da memória;
    • Propriedades anti-inflamatórias e antioxidantes.

    A conquista do selo é fruto de um esforço coletivo entre a Aspag, Sebrae Paraná, IDR-Paraná, Prefeitura de Querência do Norte e Sicredi

  • Coréia do Sul – Do K-pop e doramas para a produção agrícola

    Coréia do Sul – Do K-pop e doramas para a produção agrícola

    A Coreia do Sul é mundialmente conhecida por suas exportações culturais, como o K-pop e os dramas televisivos (doramas), que geraram uma “onda coreana” (Hallyu), influenciando a moda, a música e o entretenimento global. No entanto, além desse sucesso no campo cultural, o país também é um importante exportador de produtos agrícolas e agroindustriais, ligando a inovação tecnológica à produção agrícola de alta qualidade.

    Essa onda coreana por também ser aproveitada pelos agricultores, pois cresce o número de pessoas que, influenciados pelas séries, quer conhecer a culinária do país. E apesar de muitos produtos não serem plantados no Brasil, outros podem ser produzidos aqui com facilidade.

    Agricultura e exportações alimentares da Coreia do Sul

    A Coreia do Sul não é tradicionalmente vista como uma potência agrícola devido ao seu território limitado e ao foco em tecnologia e indústria pesada. No entanto, o país tem investido em aumentar sua produção e exportação de produtos agrícolas e alimentos processados. Entre os principais itens exportados estão:

    • Ginseng: A Coreia do Sul é o maior exportador de ginseng do mundo. Esse produto é famoso por suas propriedades medicinais e é altamente valorizado em mercados como o chinês e o americano. Além de seu uso tradicional, o ginseng também aparece em cosméticos e alimentos funcionais.
    • Frutas e vegetais frescos: A produção de morangos, maçãs e peras tem crescido de forma significativa, com as exportações destinadas a países da Ásia e Europa. O morango coreano em particular é valorizado por sua doçura e aparência uniforme, tornando-o um produto premium.
    • Alimentos processados: A Coreia do Sul exporta alimentos processados de forma massiva. Produtos como ramyun (macarrão instantâneo), kimchi (conserva de acelga fermentada) e doces típicos coreanos, como tteokbokki (bolos de arroz picantes), são muito populares em mercados internacionais, especialmente entre consumidores familiarizados com a cultura coreana.
    • Alimentos halal: Recentemente, a Coreia também começou a expandir seu mercado para alimentos halal, mirando em consumidores de países islâmicos. Essa iniciativa tem aberto novas oportunidades para exportações agrícolas certificadas.

    A Coreia do Sul tem investido significativamente em agricultura de precisão, utilizando tecnologias como drones, sensores IoT e big data para monitorar plantações e otimizar o uso de recursos como água e fertilizantes. Essas inovações ajudam o país a maximizar a produtividade em áreas relativamente pequenas.

    Além disso, a Coreia investe na agricultura urbana, uma tendência crescente nas cidades de Seul e Busan. Estufas verticais e hidropônicas são usados para cultivar hortaliças, oferecendo uma alternativa sustentável à produção tradicional.

    Ligando a cultura pop ao agro

    Assim como o K-pop e os doramas são cuidadosamente produzidos e promovidos, a Coreia do Sul tem adotado uma estratégia similar para divulgar seus produtos agrícolas. A popularidade global da cultura coreana tem ajudado a impulsionar o consumo de produtos alimentares típicos do país. Por exemplo, o kimchi, muitas vezes mencionado em doramas e filmes, tornou-se um item familiar para o público internacional, ampliando sua exportação.

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    Além disso, artistas de K-pop e celebridades coreanas frequentemente atuam como embaixadores de marcas agrícolas, ajudando a conectar a cultura pop com os produtos tradicionais. E criando, portanto, um ciclo virtuoso entre a demanda cultural e agrícola.

    Produtos da culinária coreana e sua produção no Brasil

    A culinária coreana é caracterizada pelo uso de ingredientes tradicionais que conferem sabores únicos aos seus pratos. Entre os ingredientes mais comuns estão:

    • Gochujang (pasta de pimenta fermentada): Essencial para pratos como bibimbap e tteokbokki, essa pasta confere um sabor picante e doce. Embora o clima brasileiro não seja ideal para a fermentação tradicional do gochujang, a produção de pimentas para sua base é possível no Brasil.
    • Soja: Usada em diversos produtos como doenjang (pasta de soja fermentada), tofu e molho de soja. Além disso, a soja é um ingrediente central em sopas, marinadas e acompanhamentos, e o Brasil é um dos maiores produtores de soja do mundo, facilitando a produção local de derivados.
    • Gergelim: O óleo de gergelim e as sementes de gergelim são usados amplamente para dar sabor e textura a muitos pratos coreanos, como o bibimbap e kimchi. O Brasil também cultiva gergelim, tornando, portanto, sua produção viável.
    • Alho e cebolinha: Ingredientes cruciais em quase todos os pratos coreanos, como o kimchi e marinadas. Ambos os itens são facilmente cultivados no Brasil.
    • Arroz: O arroz de grão curto, que é um alimento básico da cozinha coreana, também pode ser cultivado no Brasil. Especialmente, porém, nas regiões com técnicas de irrigação adequadas.
    • Nabo (daikon): Utilizado em sopas e acompanhamentos como o kkakdugi (kimchi de nabo), o daikon pode ser facilmente cultivado no Brasil em climas temperados.
    • Pimenta coreana (gochugaru): Usada em pratos como kimchi e jjigae (ensopado), a pimenta gochugaru é única, mas o Brasil tem um clima propício para o cultivo de variedades semelhantes, o que poderia adaptar-se ao paladar e produção local.

    Vegetais produzidos no Brasil

    Além desses, vegetais como acelga, espinafre, brotos de feijão e algas marinhas, comuns na culinária coreana, podem ser parcialmente substituídos por variedades brasileiras. Ou até mesmo cultivados em regiões específicas do país, aproveitando o clima diversificado do Brasil.

    A ligação entre a produção agrícola brasileira e a culinária coreana é promissora, com muitos ingredientes sendo viáveis para cultivo ou adaptação local, ajudando a popularizar a comida coreana fora da Ásia.

    Em suma, a Coreia do Sul está se destacando tanto pelo entretenimento quanto pela exportação de produtos agrícolas, mostrando que a inovação e o planejamento estratégico podem elevar um país culturalmente relevante a um player importante no comércio agrícola global.