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  • Brasil amplia presença na Ásia com gergelim e feijão-mungo

    Brasil amplia presença na Ásia com gergelim e feijão-mungo

    O crescimento das exportações de gergelim e feijão-mungo recolocou o Brasil no centro da estratégia de abastecimento asiática e abriu espaço para um novo ciclo de negócios no agronegócio. Dados do Instituto Brasileiro do Feijão e Pulses (IBRAFE) mostram que, até setembro de 2025, o País embarcou 349,6 mil toneladas de gergelim e 171 mil toneladas de feijão-mungo, avanços que superaram 60% em relação ao mês anterior e consolidaram uma rota comercial em expansão.

    Esse movimento está ligado à combinação entre tecnologia de produção, rastreabilidade e maior demanda do mercado asiático por alimentos com origem comprovada.

    A ampliação de estabelecimentos brasileiros habilitados pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA) reforça esse cenário: já são 61 plantas autorizadas a exportar gergelim para a China, responsável por cerca de 38% do consumo mundial do produto.

    Para entender o impacto desse reposicionamento e os próximos passos do setor, o Portal Agro em Campo conversou com Daniel Pinheiro Barbosa, CEO da FEX Agro, empresa que atua no mercado de insumos e comercialização de grãos.

    A seguir, ele explica como o Brasil se tornou um parceiro de confiança da Ásia e por que culturas antes secundárias agora ganham protagonismo.

    “O Brasil deixou de ser apenas fornecedor e passou a ser parceiro estratégico”

    Como o senhor avalia o aumento das exportações de gergelim e feijão-mungo registradas em 2025?

    Esse crescimento mostra que o Brasil entrou em uma nova fase. Essas culturas tinham participação pequena na pauta exportadora e, de repente, passaram a conectar o produtor ao mercado asiático de forma muito mais direta. Quando o IBRAFE aponta um salto de mais de 60% em um único mês, isso revela um nível de confiança que não existia antes.

    Daniel Pinheiro Barbosa, CEO da Fex Agro – Arquivo Pessoal

    O que explica esse avanço tão rápido?

    Há dois fatores. Primeiro, a demanda asiática está mais sofisticada. O consumidor quer saber origem, manejo, sustentabilidade e estabilidade de fornecimento. Segundo, o Brasil tem capacidade de entregar isso. Produzimos com tecnologia, possuímos áreas adaptadas ao cultivo e garantimos volume com regularidade. Esse conjunto cria vantagem competitiva.

    Como a habilitação de 61 estabelecimentos para exportar gergelim à China impacta o setor?

    Essa habilitação é um marco. A China responde por quase 40% do consumo global e, para acessar esse mercado, é preciso ter credibilidade sanitária e institucional. Quando o MAPA amplia as plantas autorizadas, envia um recado claro: o Brasil é confiável e está alinhado aos padrões internacionais.

    Rastreabilidade e governança puxam novo ciclo de confiança

    A Fex Agro adotou a rastreabilidade como base do modelo operacional. Por quê?

    Porque a Ásia valoriza segurança alimentar. Quando apresentamos origem, lote, análise, histórico do produtor e logística, mostramos respeito pelo comprador. A rastreabilidade virou a nova moeda de confiança. Ela reduz ruído, diminui risco e fortalece relações de longo prazo.

    Os produtores estão preparados para essa nova exigência?

    Sim. O produtor brasileiro é tecnificado e sabe que rastreabilidade não é obstáculo — é ferramenta comercial. Muitos já entenderam que quem entrega transparência se posiciona melhor no mercado internacional.

    O gergelim e o feijão-mungo podem se tornar culturas permanentes no calendário nacional?

    Com certeza. São culturas eficientes, rentáveis e bem adaptadas ao clima. Além disso, dialogam com janelas estratégicas de plantio no Centro-Oeste, o que ajuda a melhorar a renda e distribuir melhor o uso do solo.

    “A Ásia já não vê o Brasil apenas como vendedor, mas como parceiro”

    Como o senhor enxerga essa relação nos próximos anos?

    Vejo como uma parceria madura. A Ásia não está buscando apenas toneladas. Ela busca previsibilidade, segurança e compromisso ambiental. O Brasil tem capacidade de entregar tudo isso — e tem feito isso cada vez melhor. Por isso o relacionamento evoluiu: deixou de ser transacional e se tornou estratégico.

    O que ainda falta para consolidar essa posição?

    Continuar investindo em governança, comunicação e coordenação da cadeia produtiva. Cada grão exportado carrega a reputação do País. Quando mantemos padrão, mostramos que somos mais do que um celeiro mundial: somos guardiões da segurança alimentar global.

  • TCP lidera embarques de gergelim e feijão

    TCP lidera embarques de gergelim e feijão

    A abertura do mercado chinês para o gergelim brasileiro transformou o cenário das exportações em menos de um ano. A TCP, empresa que administra o Terminal de Contêineres de Paranaguá, exportou 249 mil toneladas de gergelim até setembro de 2025, volume que representa crescimento de 184% em relação às 88 mil toneladas do mesmo período de 2024.

    O Terminal conquistou 71% de participação de mercado no volume total que o Brasil embarca. A China sozinha absorve 46% de todo o gergelim que sai pela TCP, seguida por Índia (21%) e Vietnã (8%).

    Giovanni Guidolim, gerente comercial, de logística e atendimento da TCP, destaca o impacto do mercado asiático. “A China consome mais de um terço do gergelim mundial. A abertura desse mercado e as recentes habilitações de empresas brasileiras fizeram os embarques dispararem. Em menos de um ano, o país asiático já se tornou o principal destino do gergelim que exportamos”, afirma o executivo.

    Conectividade marítima garante vantagem competitiva

    A TCP opera oito serviços semanais com destino à Ásia, fator que proporciona flexibilidade e maior capacidade de embarque. Enquanto o Brasil expandiu suas exportações de gergelim em 42%, a TCP absorveu alta de 184%, segundo Carolina Brown, gerente comercial de armadores e de inteligência de mercado da TCP.

    “Os três maiores mercados para o gergelim brasileiro concentram-se no continente asiático. Nossa conectividade marítima traz vantagem competitiva e evidencia a preferência do mercado por embarcar a carga pelo Terminal”, explica Brown.

    Dados da Secretaria de Comércio Exterior compilados pelo Instituto Brasileiro de Feijão e Pulses (IBRAFE) confirmam o recorde: o Brasil exportou 349,67 mil toneladas de gergelim entre janeiro e setembro de 2025, maior volume da série histórica, superando as 246,65 mil toneladas do mesmo período de 2024.

    Embarques de feijão crescem 79% e TCP alcança 87% do mercado brasileiro

    O feijão brasileiro expande presença no mercado internacional. O IBRAFE aponta que as exportações nacionais atingiram 361,86 mil toneladas até setembro de 2025, maior volume da série histórica, com crescimento de 4% sobre o ano anterior.

    A TCP embarcou 315 mil toneladas de feijão entre janeiro e setembro de 2025, crescimento de 79% em relação às 176 mil toneladas de 2024. O resultado posiciona o Terminal de Contêineres de Paranaguá como o maior corredor de exportação de feijão do Brasil, com 87% de participação de mercado.

    A Índia lidera os destinos do feijão exportado pela TCP, com 64% do volume, seguida por Portugal (6%) e África do Sul (5%).

    Guidolim ressalta que a eficiência operacional faz a diferença para produtos perecíveis. “O feijão exige fumigação e os produtores buscam agilidade para que as remessas cheguem no prazo. A parceria do Terminal com armazéns da retroárea de Paranaguá e o alinhamento contínuo com órgãos intervenientes tornam o embarque de pulses por Paranaguá mais ágil e rentável”, explica o executivo.

    Feijão-mungo-preto lidera exportações brasileiras

    O relatório do IBRAFE destaca que o feijão-mungo-preto liderou as exportações brasileiras, com 171 mil toneladas embarcadas. O Instituto Agronômico de Campinas (IAC) lançou oficialmente a variedade em 2024. Antes disso, agricultores não cultivavam o produto no país. O feijão-caupi branco ficou em segundo lugar, com 66 mil toneladas.

    Diferente do feijão carioca e do feijão preto, os mais consumidos internamente, o feijão-mungo-preto e o feijão-caupi branco atendem o mercado externo e integram a culinária de países asiáticos.

    O IBRAFE esclarece que essas exportações não comprometem o abastecimento interno. O feijão-carioca, que representa 65% da produção nacional, permanece voltado ao consumo doméstico.

  • Brasil abre mercados para gergelim e mudas de cana

    Brasil abre mercados para gergelim e mudas de cana

    O Brasil ampliou as exportações agropecuárias com duas novas aberturas de mercado anunciadas pelo governo federal. A primeira negociação, com a África do Sul, autoriza a exportação de gergelim brasileiro. O acordo representa avanço para o setor produtivo.

    África do Sul

    A África do Sul, com mais de 63 milhões de habitantes, possui a economia mais diversificada e industrializada do continente africano. Em geral, em 2024, o país importou cerca de US$ 635 milhões em produtos agropecuários brasileiros, como carnes, açúcar refinado, café verde e produtos florestais.

    Gergelim brasileiro

    As exportações brasileiras de gergelim somaram aproximadamente US$ 348 milhões em 2024, alta de mais de 58% em relação a 2023. Em geral, o crescimento foi impulsionado pela forte demanda internacional.

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    Guatemala

    Foto: divulgação – Mapa

    A segunda negociação, com a Guatemala, autoriza a venda de mudas “in vitro” de cana-de-açúcar para aquele país. O produto tem alto valor agregado por conta da pesquisa científica envolvida.
    Portanto, a abertura cria oportunidades para o setor privado brasileiro, com possibilidade de parcerias em biotecnologia, consultoria e assistência técnica. 
    Em resumo, em 2024, o Brasil exportou cerca de US$ 249 milhões em produtos agropecuários para a Guatemala, incluindo cereais, sementes de oleaginosas e produtos florestais.
    Com os dois anúncios, o agronegócio brasileiro chegou a 399 novas aberturas de mercado desde 2023. Os resultados são fruto da parceria entre o Ministério da Agricultura e Pecuária e o Ministério das Relações Exteriores.

     

  • Brasil amplia exportação de gergelim para a China

    Brasil amplia exportação de gergelim para a China

    O Brasil quase dobrou os estabelecimentos habilitados a exportar gergelim para a China. O número passou de 31 para 61, conforme lista da Administração-Geral das Alfândegas da China (GACC). A ampliação reforça a presença brasileira no comércio global e estreita laços com o maior consumidor do produto.

    A China anunciou a abertura do mercado para o gergelim brasileiro em novembro de 2024, durante visita oficial do presidente Xi Jinping ao Brasil. A habilitação marcou a 200ª abertura de mercado da atual gestão. O processo envolveu negociações entre o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), a Adidância Agrícola em Pequim, a Embaixada do Brasil na China, o Ministério das Relações Exteriores (MRE) e o setor privado. Além disso, o grupo trabalhou de forma integrada para atender às exigências chinesas.

    Hoje, o Brasil ocupa a sétima posição entre os exportadores de gergelim, com 5,31% do mercado global. Mato Grosso, Goiás, Pará e Tocantins lideram a produção. Bahia, Minas Gerais, Maranhão e Rondônia também avançam e mostram potencial de crescimento.

    A China consome 38,4% do gergelim mundial e é o maior importador do produto. Portanto, o aumento das habilitações cria oportunidade para expandir a presença brasileira e estimular desenvolvimento regional com agregação de valor.

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  • Mercado de gergelim cresce com acordos comerciais

    Mercado de gergelim cresce com acordos comerciais

    O mercado de gergelim no Brasil está em forte expansão, impulsionado por recentes acordos comerciais com a China e a abertura do mercado da Coreia do Sul, que prometem aquecer ainda mais as exportações do grão. Dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex) revelam que as exportações brasileiras saltaram de 151.216 toneladas em 2023 para 246.250 toneladas em 2024, um crescimento de 63%. Mato Grosso lidera a produção nacional, respondendo por 65% das exportações em 2024, com parte significativa do produto escoada pelo terminal da Brado em Rondonópolis, ponto estratégico para o transbordo entre modais rodoviário e ferroviário.

    “O gergelim é produto sazonal e tem um perfil concentrado no mercado de exportação brasileiro. A Brado oferece uma solução logística específica para esse produto. E consegue trazer eficiência para a cadeia de exportação”, afirma Greici Araujo Silva, executiva de vendas da Brado.

    A cultura do gergelim é plantada principalmente na segunda safra, após a colheita da soja ou do milho, com ciclo curto de 90 a 100 dias. Isso permite a rotação e torna a cultura uma opção lucrativa e com menor consumo de água, ideal para regiões com restrições hídricas. Apesar de não alcançar volumes comparáveis a commodities como soja e algodão, o gergelim possui alto valor agregado.

    Mercado chinês

    Em novembro de 2024, o Brasil e a China firmaram um acordo comercial que abriu o mercado chinês para o gergelim brasileiro, com 21 empresas brasileiras habilitadas para exportação em março de 2025. A China é o maior importador mundial do grão, respondendo por 36,2% das importações globais. E utiliza o gergelim principalmente na indústria alimentícia para produção de óleo. Em janeiro de 2025, a Coreia do Sul também abriu seu mercado para o produto brasileiro, ampliando as oportunidades para os produtores.

    “Com esses novos acordos, as perspectivas para 2025 são ainda mais promissoras. E estamos preparados para oferecer soluções logísticas eficientes e seguras para os produtores de gergelim”, destaca Mayra Antunes Coelho, executiva de vendas da Brado. A empresa registrou aumento de 80% no transporte do produto em 2024 e prevê alta nas exportações com os acordos internacionais.

    A solução multimodal da Brado combina transporte ferroviário e rodoviário, garantindo segurança e eficiência. O grão é estufado nos contêineres na propriedade do produtor e segue lacrado até o destino final, preservando a qualidade e minimizando riscos de contaminação. O transporte ferroviário, além de eficiente, é mais sustentável, reduzindo emissões de CO2 e contribuindo para uma cadeia logística mais verde.

    Assim, com a ampliação dos mercados e o crescimento da produção, o Brasil se consolida como um player importante no comércio internacional de gergelim. Especialmente com Mato Grosso na liderança da produção e exportação. E posicionando o país para aproveitar as oportunidades globais e impulsionar o agronegócio nacional.

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  • Brasil e China fortalecem parceria e impulsionam agropecuária brasileira

    Brasil e China fortalecem parceria e impulsionam agropecuária brasileira

    Os acordos firmados entre Brasil e China durante a visita oficial do presidente Xi Jinping ao Brasil, na última quarta-feira (20), prometem fortalecer a posição brasileira no mercado agropecuário global. Em resumo, dos 37 acordos assinados, seis estão diretamente relacionados ao Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), enquanto outros também impactam o setor.

    Avanços entre Brasil e China

    Entre os avanços, o Brasil conquistou a abertura de cinco novos mercados junto à Administração Geral de Aduanas da China (GACC). O Mapa assinou protocolos fitossanitários que liberam a exportação de uvas frescas, gergelim, sorgo e produtos derivados de pescado, como farinha e óleo de peixe. Esses mercados podem gerar até US$ 500 milhões anuais em negócios. Em junho, a China já havia aprovado a importação de noz-pecã brasileira, ampliando a pauta exportadora.

    Essas aberturas comerciais incentivam a produção agropecuária em diversas regiões do Brasil. Além disso, o país tem potencial para consolidar sua posição como maior exportador mundial de produtos agropecuários, como já ocorreu no mercado de algodão, onde superou os Estados Unidos neste ano.

    Cafeteria Luckin Coffee

    Outro destaque é o contrato firmado com a cafeteria chinesa Luckin Coffee. O acordo, articulado pela ApexBrasil e o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), prevê a compra de 240 mil toneladas de café brasileiro entre 2025 e 2029, totalizando US$ 2,5 bilhões. Esse contrato resulta de reuniões realizadas em junho na China, onde foi fechado um acordo inicial para a venda de 120 mil toneladas de café, no valor de US$ 500 milhões.

    O novo contrato supera em mais de seis vezes as exportações de café brasileiro para a China em 2022, que somaram US$ 80 milhões.

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    Acordos de cooperação

    Durante a visita de Xi Jinping, Brasil e China também firmaram acordos para cooperação técnica, científica e comercial. Entre eles, destaca-se o Memorando de Entendimento sobre tecnologia e regulação de pesticidas e a Carta de Intenções com a Administração Estatal de Regulação de Mercados (SAMR) para avanços no setor agrícola.

    A parceria com a China ainda inclui a promoção da agropecuária brasileira em acordos como o Memorando de Entendimento entre o Grupo de Mídia da China (CMG) e a Confederação de Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA).

    A boa relação diplomática estabelecida na gestão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva resultou na habilitação de 38 novas plantas frigoríficas. Ou seja, o foco é para exportação de carne bovina in natura à China. Além disso, hoje, 51,6% das exportações brasileiras do produto têm como destino o mercado chinês.

    Como reflexo dessa parceria, as exportações agrícolas brasileiras para a China bateram recorde em 2023. Em resumo, elas alcançaram US$ 60,24 bilhões, um aumento de US$ 9,53 bilhões em relação ao ano anterior. Portanto, esses resultados consolidam ainda mais a China como o principal parceiro comercial da agropecuária brasileira.

     

  • Brasil conquista novos mercados na China para produtos agropecuários

    Brasil conquista novos mercados na China para produtos agropecuários

    A China, principal parceiro comercial do Brasil, abriu quatro novos mercados para produtos agropecuários brasileiros. Os acordos foram firmados nesta quarta-feira (20), durante um encontro entre os presidentes Luiz Inácio Lula da Silva e Xi Jinping, em Brasília. Portanto, com essa conquista, o Brasil alcançou 281 mercados agropecuários abertos desde o início de 2023.

    Protocolos Brasil e China

    Os protocolos foram assinados pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) e a Administração Geral de Aduanas da China (GACC). Ou seja, eles definem requisitos fitossanitários e sanitários para a exportação de uvas frescas, gergelim, sorgo, além de farinha e óleo de peixe e outras gorduras derivadas de pescado para alimentação animal.

    O presidente Lula destacou o papel do Brasil como principal fornecedor de alimentos para a China desde 2017. “O agronegócio brasileiro segue garantindo a segurança alimentar chinesa”, afirmou, durante pronunciamento no Palácio da Alvorada.

    O ministro da Agricultura, Carlos Fávaro, ressaltou a relevância da parceria entre os dois países. “O Brasil é um fornecedor confiável de alimentos e energia renovável. Temos capacidade para ampliar essa relação com sustentabilidade”, disse.

    Potencial de exportação e demanda chinesa

    A Secretaria de Comércio e Relações Internacionais do Mapa estima que os novos mercados podem gerar US$ 450 milhões anuais em exportações. O secretário Luis Rua acredita que, considerando o potencial brasileiro, esse valor pode superar US$ 500 milhões por ano. “A China importa quase US$ 7 bilhões desses produtos e o Brasil se consolida como parceiro estratégico e seguro”, afirmou.

    A China é o maior importador global de gergelim, com 36,2% das importações mundiais, totalizando US$ 1,53 bilhão em 2023. O Brasil, que ocupa a sétima posição nesse mercado, está ampliando a área de cultivo do produto.

    No caso da farinha de pescado, a China lidera as compras, com US$ 2,9 bilhões importados em 2023. Apesar de ainda ter participação limitada, o Brasil busca expandir sua presença nesse segmento.

    Já no sorgo, a China importou US$ 1,83 bilhão no último ano, com o Brasil representando 0,29% das exportações globais.

    As uvas frescas, que vêm ganhando destaque no mercado internacional, agora chegam ao mercado chinês. O Brasil já responde por 2% do comércio global da fruta, com foco em consumidores de uvas premium.

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    Requisitos para exportação

    Os novos protocolos estabelecem exigências específicas para cada produto. Os estados de Pernambuco e Bahia concentrarão a exportação de uvas frescas. Ao mesmo tempo, os produtores devem seguir boas práticas agrícolas e obter registro no Mapa. 

    Além disso, para os derivados de pescado, como farinha e óleo de peixe, as empresas precisam adotar sistemas de controle rigorosos, como o Análise de Perigos e Pontos Críticos de Controle (APPCC). Em resumo, os produtos devem ser rastreáveis, atender aos requisitos da China e ter registro válido por cinco anos.

    Ou seja, com esses acordos, o Brasil reforça sua posição como um dos principais fornecedores globais de alimentos, ampliando sua presença em mercados estratégicos.

     

  • Coréia do Sul – Do K-pop e doramas para a produção agrícola

    Coréia do Sul – Do K-pop e doramas para a produção agrícola

    A Coreia do Sul é mundialmente conhecida por suas exportações culturais, como o K-pop e os dramas televisivos (doramas), que geraram uma “onda coreana” (Hallyu), influenciando a moda, a música e o entretenimento global. No entanto, além desse sucesso no campo cultural, o país também é um importante exportador de produtos agrícolas e agroindustriais, ligando a inovação tecnológica à produção agrícola de alta qualidade.

    Essa onda coreana por também ser aproveitada pelos agricultores, pois cresce o número de pessoas que, influenciados pelas séries, quer conhecer a culinária do país. E apesar de muitos produtos não serem plantados no Brasil, outros podem ser produzidos aqui com facilidade.

    Agricultura e exportações alimentares da Coreia do Sul

    A Coreia do Sul não é tradicionalmente vista como uma potência agrícola devido ao seu território limitado e ao foco em tecnologia e indústria pesada. No entanto, o país tem investido em aumentar sua produção e exportação de produtos agrícolas e alimentos processados. Entre os principais itens exportados estão:

    • Ginseng: A Coreia do Sul é o maior exportador de ginseng do mundo. Esse produto é famoso por suas propriedades medicinais e é altamente valorizado em mercados como o chinês e o americano. Além de seu uso tradicional, o ginseng também aparece em cosméticos e alimentos funcionais.
    • Frutas e vegetais frescos: A produção de morangos, maçãs e peras tem crescido de forma significativa, com as exportações destinadas a países da Ásia e Europa. O morango coreano em particular é valorizado por sua doçura e aparência uniforme, tornando-o um produto premium.
    • Alimentos processados: A Coreia do Sul exporta alimentos processados de forma massiva. Produtos como ramyun (macarrão instantâneo), kimchi (conserva de acelga fermentada) e doces típicos coreanos, como tteokbokki (bolos de arroz picantes), são muito populares em mercados internacionais, especialmente entre consumidores familiarizados com a cultura coreana.
    • Alimentos halal: Recentemente, a Coreia também começou a expandir seu mercado para alimentos halal, mirando em consumidores de países islâmicos. Essa iniciativa tem aberto novas oportunidades para exportações agrícolas certificadas.

    A Coreia do Sul tem investido significativamente em agricultura de precisão, utilizando tecnologias como drones, sensores IoT e big data para monitorar plantações e otimizar o uso de recursos como água e fertilizantes. Essas inovações ajudam o país a maximizar a produtividade em áreas relativamente pequenas.

    Além disso, a Coreia investe na agricultura urbana, uma tendência crescente nas cidades de Seul e Busan. Estufas verticais e hidropônicas são usados para cultivar hortaliças, oferecendo uma alternativa sustentável à produção tradicional.

    Ligando a cultura pop ao agro

    Assim como o K-pop e os doramas são cuidadosamente produzidos e promovidos, a Coreia do Sul tem adotado uma estratégia similar para divulgar seus produtos agrícolas. A popularidade global da cultura coreana tem ajudado a impulsionar o consumo de produtos alimentares típicos do país. Por exemplo, o kimchi, muitas vezes mencionado em doramas e filmes, tornou-se um item familiar para o público internacional, ampliando sua exportação.

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    Além disso, artistas de K-pop e celebridades coreanas frequentemente atuam como embaixadores de marcas agrícolas, ajudando a conectar a cultura pop com os produtos tradicionais. E criando, portanto, um ciclo virtuoso entre a demanda cultural e agrícola.

    Produtos da culinária coreana e sua produção no Brasil

    A culinária coreana é caracterizada pelo uso de ingredientes tradicionais que conferem sabores únicos aos seus pratos. Entre os ingredientes mais comuns estão:

    • Gochujang (pasta de pimenta fermentada): Essencial para pratos como bibimbap e tteokbokki, essa pasta confere um sabor picante e doce. Embora o clima brasileiro não seja ideal para a fermentação tradicional do gochujang, a produção de pimentas para sua base é possível no Brasil.
    • Soja: Usada em diversos produtos como doenjang (pasta de soja fermentada), tofu e molho de soja. Além disso, a soja é um ingrediente central em sopas, marinadas e acompanhamentos, e o Brasil é um dos maiores produtores de soja do mundo, facilitando a produção local de derivados.
    • Gergelim: O óleo de gergelim e as sementes de gergelim são usados amplamente para dar sabor e textura a muitos pratos coreanos, como o bibimbap e kimchi. O Brasil também cultiva gergelim, tornando, portanto, sua produção viável.
    • Alho e cebolinha: Ingredientes cruciais em quase todos os pratos coreanos, como o kimchi e marinadas. Ambos os itens são facilmente cultivados no Brasil.
    • Arroz: O arroz de grão curto, que é um alimento básico da cozinha coreana, também pode ser cultivado no Brasil. Especialmente, porém, nas regiões com técnicas de irrigação adequadas.
    • Nabo (daikon): Utilizado em sopas e acompanhamentos como o kkakdugi (kimchi de nabo), o daikon pode ser facilmente cultivado no Brasil em climas temperados.
    • Pimenta coreana (gochugaru): Usada em pratos como kimchi e jjigae (ensopado), a pimenta gochugaru é única, mas o Brasil tem um clima propício para o cultivo de variedades semelhantes, o que poderia adaptar-se ao paladar e produção local.

    Vegetais produzidos no Brasil

    Além desses, vegetais como acelga, espinafre, brotos de feijão e algas marinhas, comuns na culinária coreana, podem ser parcialmente substituídos por variedades brasileiras. Ou até mesmo cultivados em regiões específicas do país, aproveitando o clima diversificado do Brasil.

    A ligação entre a produção agrícola brasileira e a culinária coreana é promissora, com muitos ingredientes sendo viáveis para cultivo ou adaptação local, ajudando a popularizar a comida coreana fora da Ásia.

    Em suma, a Coreia do Sul está se destacando tanto pelo entretenimento quanto pela exportação de produtos agrícolas, mostrando que a inovação e o planejamento estratégico podem elevar um país culturalmente relevante a um player importante no comércio agrícola global.

  • Produção de grãos no Brasil atingirá 299,27 milhões de toneladas

    Produção de grãos no Brasil atingirá 299,27 milhões de toneladas

    A produção brasileira de grãos deve atingir 299,27 milhões de toneladas na safra 2023/2024, segundo a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). Esse volume representa uma queda de 6,4%, ou 20,54 milhões de toneladas a menos em relação ao ciclo anterior. Mesmo assim, a safra ainda será a segunda maior já colhida no país.

    A pesquisa de campo realizada no final de junho indicou uma variação positiva de 0,6%, ou 1,72 milhão de toneladas, em relação à pesquisa do mês anterior. O avanço da colheita das principais culturas, como milho segunda safra, gergelim e arroz, contribuiu para essa recuperação. No entanto, houve uma redução na produção de milho primeira safra, feijão, trigo, algodão e soja.

    O fenômeno El Niño foi o principal responsável pela quebra em relação ao ciclo passado. Ou seja, a intensidade do fenômeno afetou negativamente o clima desde o início do plantio, prejudicando as lavouras de primeira safra plantadas até o final de outubro nas principais regiões produtoras do país.

    Desempenho da produção de grãos

    A produção de soja está estimada em 147,34 milhões de toneladas, uma redução de 4,7%, ou 7,27 milhões de toneladas, em comparação com a safra anterior. Mato Grosso se destaca como o maior produtor, com 39,34 milhões de toneladas, enquanto a Bahia apresenta a maior produtividade, com 3.780 kg/ha.

    Já a produção de milho, incluindo as três safras, é estimada em 115,86 milhões de toneladas, 12,2% abaixo da safra 2022/23. Apesar da queda, as condições climáticas têm favorecido o desenvolvimento das lavouras.

    A área cultivada total no país aumentou 1,5%, somando 1,21 milhão de hectares a mais em relação à safra passada. Os maiores crescimentos foram observados na soja, seguida de gergelim, algodão, sorgo, feijão e arroz. Em contrapartida, a área plantada com milho, trigo e outras culturas de inverno diminuiu.