O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) publicou no Diário Oficial da União desta quinta-feira (21) a portaria que define o direcionamento dos recursos do Fundo de Defesa da Economia Cafeeira (Funcafé) para o financiamento da cafeicultura no Ano Safra 2026/2027. Ao todo, o governo destinou R$ 7,368 bilhões ao setor.
Os valores já tinham recebido aprovação do Conselho Monetário Nacional (CMN) por meio da Resolução nº 5.289, divulgada em 26 de março de 2026. Dessa forma, o governo fortalece o suporte à cadeia produtiva do café, uma das mais relevantes do agronegócio brasileiro.
Comercialização concentra maior volume de recursos
A linha de Comercialização ficou com a maior parcela dos recursos aprovados. O governo direcionará R$ 2,713 bilhões, valor que corresponde a 37% do total disponibilizado. Com isso, o setor busca ampliar a estabilidade do mercado e fortalecer as vendas da produção cafeeira.
Além disso, a linha de Aquisição de Café receberá R$ 1,708 bilhão, o equivalente a 23% do orçamento. Essa modalidade atende diferentes segmentos da cadeia produtiva e contribui para sustentar o mercado.
Já os financiamentos de Custeio contarão com R$ 1,616 bilhão, representando 22% dos recursos totais. Enquanto isso, o segmento de Capital de Giro terá acesso a R$ 1,150 bilhão, quantia que equivale a 16% do montante aprovado.
Por sua vez, a linha de Recuperação de Cafezais contará com R$ 180 milhões, o que representa 2% do orçamento da safra.
Distribuição dos recursos seguirá critérios do governo
Segundo a portaria, o governo distribuirá os recursos entre as instituições financeiras com base em critérios que a autoridade competente ainda definirá em ato normativo específico.
A Secretaria de Política Agrícola do Mapa, responsável pela gestão do Funcafé, reforçou a importância dos incentivos à produção nacional. Além disso, o órgão destacou o reconhecimento internacional do café brasileiro, conhecido pela qualidade e pela força econômica da cafeicultura.
Funcafé também investe em pesquisa e sustentabilidade
Além de financiar produtores e empresas do setor, o Funcafé garante liquidez ao mercado, amplia a previsibilidade financeira e permite respostas mais rápidas diante de crises climáticas ou oscilações econômicas. Ao mesmo tempo, o fundo incentiva práticas mais sustentáveis na produção cafeeira.
Os investimentos também abrangem pesquisa, capacitação de produtores e técnicos e ações de promoção do café brasileiro no mercado internacional. Parte desse trabalho ocorre por meio do Consórcio Pesquisa Café, coordenado pela Embrapa Café.
Com essa parceria, o setor amplia a competitividade do produto brasileiro e fortalece a sustentabilidade e a qualidade do café nacional no exterior.
Edital para instituições financeiras
O governo também publicou o edital de chamamento para contratar instituições financeiras integrantes do Sistema Nacional de Crédito Rural, que atuarão como agentes financeiros do Funcafé.
De acordo com o edital, as propostas deverão ser enviadas ao e-mail oficial do programa entre 1º de junho de 2026, às 8h, e 15 de junho de 2026, às 18h.
A análise dos documentos acontecerá entre os dias 16 e 22 de junho. Já a divulgação da lista de instituições habilitadas está prevista para ocorrer entre 23 e 26 de junho de 2026. A relação será disponibilizada no Portal de Compras do Governo Federal.
O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) divulgou o resultado da análise das instituições financeiras aprovadas para operacionalizar os recursos do Fundo de Defesa da Economia Cafeeira (Funcafé) na safra 2025/2026. A decisão foi publicada na última sexta-feira (1º) no Diário Oficial da União (DOU).
Ao todo, 33 bancos e cooperativas que integram o Sistema Nacional de Crédito Rural (SNCR) receberam habilitação para administrar um montante de R$ 7,18 bilhões voltado ao financiamento do setor cafeeiro. Um aumento de cerca de 4% em relação à safra anterior (2024/2025).
Os recursos serão distribuídos da seguinte forma: R$ 1,81 bilhão para custeio; R$ 2,59 bilhões para comercialização; R$ 1,68 bilhão para aquisição de café; e mais de R$ 1 bilhão para capital de giro de indústrias de café solúvel, torrefação e cooperativas de produção.
“O anúncio é um avanço essencial para garantir que políticas públicas cheguem efetivamente aos produtores rurais. Ampliando o acesso ao crédito e promovendo mais opções de financiamento”, destacou Guilherme Campos, secretário de Política Agrícola do Mapa.
A análise das propostas considerou os critérios estabelecidos na portaria do Mapa de 28 de junho de 2024 e envolveu a equipe de contratação designada em portaria de 10 de junho de 2025.
Entre as instituições habilitadas estão nomes como Banco do Brasil, Itaú Unibanco, Banco Bradesco, Banco Santander. Banco Safra, Banco BTG Pactual, além de cooperativas de crédito Sicredi, Sicoob, Cresol e outras.
Ampliação do acesso pelo novo Plano Safra 2025/2026
Lançado em julho, o novo Plano Safra trouxe mudanças importantes no acesso ao Funcafé, beneficiando principalmente os médios e pequenos produtores rurais. Produtores vinculados ao Pronamp e Pronaf poderão agora acessar modalidades adicionais de crédito com recursos controlados, inclusive do Funcafé, respeitando os limites do Sistema Nacional de Crédito Rural.
Essa iniciativa visa atender a demanda crescente desses produtores por alternativas de financiamento mais flexíveis. Porém, sem alterar o teto de crédito, garantindo segurança financeira ao sistema e fortalecendo a cadeia produtiva do café no Brasil.
O Governo Federal lançou nesta terça-feira (1º), no Palácio do Planalto, o Plano Safra 2025/2026, que destina R$ 516,2 bilhões para impulsionar a agricultura empresarial no Brasil. O valor supera em R$ 8 bilhões o montante da safra anterior e marca o maior investimento já feito no setor. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o ministro da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro, além do ministro da Fazenda, Fernando Haddad, participaram da cerimônia de lançamento, que reforçou o compromisso com o crescimento do agro nacional sob o slogan “Força para o Brasil crescer”.
Crédito ampliado e foco em sustentabilidade
O Plano Safra 2025/2026 oferece crédito para médios e grandes produtores, abrangendo operações de custeio, comercialização e investimento. As condições de financiamento variam conforme o perfil do produtor e o programa acessado. Os detalhes sobre taxas de juros e prazos estão disponíveis nas tabelas oficiais do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa).
Foto: Ricardo Stuckert / PR
A nova edição traz medidas inéditas para promover segurança e sustentabilidade no campo. Agora, o crédito rural de custeio agrícola exige o cumprimento das recomendações do Zoneamento Agrícola de Risco Climático (Zarc), ampliando a exigência para operações acima de R$ 200 mil e para contratos sem Proagro. A medida busca evitar financiamentos fora dos períodos indicados e em áreas com restrições, fortalecendo a produção sustentável.
O plano também permite financiar rações, suplementos e medicamentos adquiridos até 180 dias antes da formalização do crédito, facilitando o acesso a insumos. Além disso, produtores podem destinar recursos à produção de sementes e mudas de essências florestais, nativas ou exóticas. E investir em plantas de cobertura para proteger o solo no período de entressafra.
Renegociação de dívidas e acesso ampliado ao Funcafé
Para apoiar produtores que enfrentaram dificuldades em safras anteriores, o Plano Safra facilita a renegociação de dívidas, proporcionando mais flexibilidade para reorganizar passivos e manter o fluxo produtivo.
O Fundo de Defesa da Economia Cafeeira (Funcafé) ampliou o acesso nesta edição. Agora, portanto, os beneficiários do Pronaf e do Pronamp podem acessar o fundo mesmo com contratos ativos pelo Plano Safra, fortalecendo o setor cafeeiro e ampliando as opções de crédito.
O governo manteve a taxa de desconto de 0,5 ponto percentual nos juros do crédito rural de custeio até junho de 2026 para produtores do Pronamp e para quem investir em práticas sustentáveis. Além disso, os programas Moderagro e Inovagro foram unificados, aumentando o limite para investimentos em granjas e facilitando a modernização das estruturas.
O subprograma RenovAgro Ambiental agora inclui ações de prevenção e combate a incêndios, além da recuperação de áreas protegidas. Assim, produtores podem financiar caminhões-pipa, carretas-pipa e mudas de espécies nativas para recompor áreas de preservação permanente e reservas legais.
O Programa de Construção e Ampliação de Armazéns (PCA) dobrou o limite de capacidade por projeto, passando de 6 mil para 12 mil toneladas. Assim, melhorando a infraestrutura de estocagem e escoamento da produção rural.
Outra novidade é o aumento do limite de renda anual para enquadramento no Pronamp, que subiu de R$ 3 milhões para R$ 3,5 milhões. Portanto, ampliando o acesso às condições diferenciadas do programa.
Agro fortalecido para o futuro
O Plano Safra 2025/2026 reforça o papel estratégico da agropecuária no desenvolvimento do Brasil. Ao ampliar o crédito, incentivar práticas sustentáveis e modernizar o campo, o governo aposta em um setor mais eficiente, competitivo e alinhado às demandas ambientais, consolidando o agro brasileiro como referência mundial.
O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) autorizou a liberação de R$ 5,016 bilhões do Fundo de Defesa da Economia Cafeeira (Funcafé) para financiar a safra 2024/2025. Ou seja, as instituições financeiras integrantes do Sistema Nacional de Crédito Rural (SNCR), autorizadas pelo Mapa, poderão operacionalizar os recursos. Os extratos dos 22 termos aditivos dos contratos foram publicados nesta sexta-feira (9) na seção 3 do Diário Oficial da União (DOU).
Recursos disponíveis em breve
Os recursos estarão disponíveis nas instituições financeiras a partir da próxima semana. O secretário de Política Agrícola, Guilherme Campos, destacou que esses recursos fazem parte dos R$ 6,8 bilhões autorizados pelo Conselho Monetário Nacional, conforme a Resolução CMN nº 5.138/2024. Segundo Campos, em breve será aberto um edital de credenciamento para a contratação do valor total. Ou seja, garantindo que os recursos cheguem aos produtores no momento adequado para o financiamento das etapas da cafeicultura.
Do total do Funcafé, R$ 1,735 bilhões são destinados ao custeio, R$ 2,49 bilhões à comercialização e R$ 1,615 bilhões à linha de Financiamento para Aquisição de Café. Além disso, o crédito para capital de giro de indústrias de café solúvel, torrefação e cooperativas de produção será de R$ 1,015 bilhões. Já o crédito para recuperação de cafezais danificados foi estabelecido em R$ 30 milhões. Em julho, o Mapa iniciou o recebimento de propostas para a contratação dos recursos do Funcafé.
A distribuição dos recursos entre as instituições financeiras será feita com base no número de operações de crédito realizadas no ano anterior. Além disso, o percentual de aplicação dos recursos contratados também servirá como base..
Instituições financeiras que não firmaram contrato em 2023 também poderão apresentar suas propostas, conforme os termos do Edital de Credenciamento, que será publicado em breve.
Começou o prazo para recebimento das propostas para o Funcafé. O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) publicou nesta sexta-feira (12) a Portaria nº 88/2023 no Diário Oficial da União (DOU). Ou seja, o documento abre o prazo para o recebimento das propostas de contratação dos recursos do Fundo de Defesa da Economia Cafeeira (Funcafé) para o ano safra 2024/25.
As instituições financeiras que fazem parte do Sistema Nacional de Crédito Rural (SNCR) e estão autorizadas a operar os recursos do Funcafé devem enviar suas propostas. Elas têm oito dias corridos, a partir da publicação da portaria, para apresentar a documentação necessária para habilitação.
Essa abertura de prazo é exclusiva para as instituições financeiras que já firmaram contratos com o Mapa para operacionalizar os recursos do Funcafé em 2023. Essas instituições devem se enquadrar no art. 1º da Resolução nº 5.138/2024, do Conselho Monetário Nacional (CMN). Além disso, se habilitadas, as instituições financeiras firmarão termos aditivos aos contratos vigentes para a safra 2024/25.
As instituições que não firmaram contrato em 2023 poderão apresentar suas propostas conforme os termos do Edital de Credenciamento, que o Mapa publicará em breve.
As instituições devem enviar as propostas de contratação e a documentação exigida exclusivamente para a Secretaria de Política Agrícola, por meio do endereço eletrônico [email protected]
O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) publicou as portarias nº 697 e nº 698 que estabelecem os critérios para uso de mais de R$ 6,8 bilhões destinados ao Fundo de Defesa da Economia Cafeeira (Funcafé), em apoio aos produtores de café. Os recursos foram aprovados pelo Conselho Monetário Nacional (CMN) e publicados no Diário Oficial da União desta quarta-feira (3).
Segundo o secretário-adjunto de Política Agrícola do Mapa, Wilson Vaz, as portarias normatizam a operacionalização de um volume recorde de recursos do Funcafé direcionados aos financiamentos da cafeicultura brasileira. “Estamos trabalhando para efetivar a liberação dos recursos aos cafeicultores e demais beneficiários do Fundo”, afirmou.
Mais de R$ 1,6 bilhão para financiamento na aquisição do grão de café
Mais de R$ 1 bilhão de crédito para capital de giro para indústrias de café solúvel. Também para indústrias de torrefação de café e para cooperativa de produção
Até R$ 30 milhões para a recuperação de cafezais danificados
O Ministério distribuirá os recursos do Funcafé entre as instituições financeiras com base em critérios definidos. Por exemplo, eles levarão em conta a quantidade de operações de crédito realizadas no ano anterior e o percentual de aplicação dos recursos contratados com os beneficiários.
Além disso, as instituições financeiras interessadas em operar os recursos do Funcafé deverão seguir os procedimentos estabelecidos em um edital que será publicado em breve. O chamamento dessas instituições ocorrerá por meio de um Edital de Credenciamento e inexigibilidade de licitação, atendendo a recomendações da área jurídica do Ministério
Quais são os critérios específicos para a distribuição dos recursos do Funcafé
De acordo com a Portaria nº 698 do Mapa, os critérios para a distribuição dos recursos do Funcafé entre as instituições financeiras interessadas em operacionalizar esses recursos são:
Quantidade de operações de crédito realizadas. A distribuição será baseada na quantidade de operações de crédito. Isso baseado em operações realizadas pela instituição financeira no ano anterior, com base no contrato firmado entre a IF e o Mapa.
Percentual de aplicação dos recursos contratados. Outro critério é o percentual de aplicação dos recursos contratados pela instituição financeira com os beneficiários das linhas de crédito, também em relação ao valor contratado no ano anterior.
Portanto, a alocação dos mais de R$ 6,8 bilhões do Funcafé para a safra 2024/2025 entre as instituições financeiras será definida com base em dois critérios principais. São eles, a quantidade de operações de crédito realizadas no ano anterior e o percentual de aplicação dos recursos contratados com os beneficiários.