Tag: frango

  • Frango perde força e reduz poder de compra do avicultor

    Frango perde força e reduz poder de compra do avicultor

    O poder de compra do avicultor paulista frente ao milho e ao farelo de soja recua em agosto. Este é o segundo mês consecutivo de queda. Segundo o Cepea, o movimento ocorre devido à desvalorização do frango vivo e à alta dos principais insumos.

    No início de agosto, a oferta interna elevada de frango vivo pressionou as cotações. Entretanto, os preços começaram a se estabilizar com a redução do excedente. Enquanto isso, os preços do milho e do farelo de soja avançaram no mercado.

    Segundo a Equipe de Grãos do Cepea, o farelo apresentou a alta mais expressiva. O movimento reflete a maior disputa entre consumidores internos e externos. Além disso, a valorização do dólar frente ao real influenciou os preços.

    Ovos recuam na segunda quinzena de agosto

    Após permanecerem estáveis na primeira quinzena, os preços dos ovos recuaram na segunda metade de agosto. A desaceleração das vendas, típica deste período, pressionou as cotações. Com a demanda mais fraca, atacadistas e varejistas aumentaram a pressão por descontos.

    Diante desse cenário, produtores reduziram os preços nas negociações para garantir o giro dos estoques nas granjas. No entanto, a oferta controlada em diversas praças limitou as quedas em algumas regiões. O Cepea também registrou recuos nas regiões produtoras e nos atacados dos principais centros consumidores.

  • Carne de frango reage e exportações batem recorde em agosto

    Carne de frango reage e exportações batem recorde em agosto

    As cotações da carne de frango reagem no mercado doméstico, impulsionadas pelo aumento da demanda. Segundo o Cepea, o período de pagamento de salários elevou o poder de compra dos consumidores.

    Além disso, a volta às aulas contribuiu para aquecer a demanda e sustentar os preços da carne de frango. Os agentes consultados pelo Cepea também apontam estoques relativamente ajustados à demanda. Assim, o equilíbrio entre oferta e procura evita maior pressão sobre as cotações no mercado doméstico.

    Exportações de frango atingem ritmo recorde

    No mercado externo, o cenário também permanece firme para a carne de frango brasileira. Dados da Secex, analisados pelo Cepea, mostram ritmo recorde nas exportações de carne de frango *in natura* em agosto.

    Nos cinco primeiros dias úteis do mês, o Brasil embarcou, em média, 30 mil toneladas por dia. Esse volume representa o maior ritmo diário de toda a série histórica da Secex. A série histórica começou em 1997 e registra os dados das exportações brasileiras.

    Ovos processados registram recorde em julho

    As exportações de ovos começaram o segundo semestre em alta, principalmente com o avanço dos produtos processados. Entre junho e julho, as vendas externas dessa categoria cresceram de forma expressiva. Em julho, os embarques de ovos processados alcançaram o melhor resultado para o mês.

    O desempenho representa o maior volume para julho em toda a série histórica da Secex. De acordo com dados da Secex, compilados e analisados pelo Cepea, o Brasil exportou 2,68 mil toneladas em julho. O volume inclui ovos in natura e produtos processados.

    O resultado supera em 3,3% o volume embarcado em junho, mas recua 49% ante julho de 2025. Do total exportado, cerca de 1,21 mil toneladas corresponderam aos produtos processados. A categoria inclui itens como ovalbumina e ovos secos ou cozidos. O volume processado avançou 122% em relação às 548 toneladas embarcadas em junho.

  • Brasil deve exportar quase 6 milhões de toneladas de frango em 2026

    Brasil deve exportar quase 6 milhões de toneladas de frango em 2026

    A Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) projeta um novo avanço da produção e das exportações brasileiras de proteínas animais nos próximos anos. As estimativas, divulgadas nesta terça-feira (28), indicam crescimento para os setores de frango, carne suína e ovos, reforçando a posição do Brasil entre os maiores fornecedores mundiais de alimentos.

    No caso da carne de frango, a expectativa é que o país exporte até 5,875 milhões de toneladas em 2026, volume 10,3% superior ao embarcado no ano anterior, quando foram exportadas 5,324 milhões de toneladas.

    Segundo a entidade, as vendas externas deverão continuar avançando em 2027, embora em ritmo mais moderado, alcançando 6,050 milhões de toneladas, alta de 3%.

    Produção de frango também deve crescer

    A ABPA estima que a produção brasileira de carne de frango fique entre 16 milhões e 16,150 milhões de toneladas em 2026, representando crescimento de até 5,6% em relação ao ano anterior.

    Para 2027, a previsão é de nova expansão, desta vez de 2,8%, elevando a produção para aproximadamente 16,6 milhões de toneladas.

    No mercado interno, a disponibilidade de carne de frango também deve aumentar. A projeção é de 10,275 milhões de toneladas em 2026, alta de 3,1%. Em 2027, a oferta pode atingir 10,550 milhões de toneladas, avanço de 2,7%.

    Carne suína mantém trajetória de expansão

    As perspectivas também são positivas para a carne suína.

    A produção brasileira deve chegar a 5,870 milhões de toneladas em 2026, crescimento de 5% sobre o ano anterior. Em 2027, a expectativa é de aumento de 3,1%, totalizando cerca de 6,050 milhões de toneladas.

    Nas exportações, a ABPA projeta embarques de 1,6 milhão de toneladas em 2026, resultado 5,9% superior ao registrado anteriormente.

    Para 2027, a previsão é de novo avanço, com exportações próximas de 1,7 milhão de toneladas, crescimento estimado em 6,3%.

    Produção de ovos continua em alta

    A produção brasileira de ovos deverá alcançar 64,8 bilhões de unidades em 2026, volume 4,1% maior que o registrado no ano anterior.

    Em 2027, a ABPA prevê novo crescimento, desta vez de até 2,6%, levando a produção para aproximadamente 66,5 bilhões de unidades.

    Exportações de ovos devem se recuperar em 2027

    Ao contrário do desempenho esperado para frango e carne suína, as exportações de ovos devem recuar em 2026.

    A associação estima embarques de 30 milhões de unidades, queda de 26,6% em relação ao ano anterior.

    Para 2027, entretanto, a expectativa é de recuperação. A ABPA projeta crescimento de 15% nas exportações, que poderão atingir cerca de 64,5 milhões de unidades.

    O que indicam as projeções da ABPA

    As estimativas reforçam a expectativa de continuidade da expansão da proteína animal brasileira nos mercados nacional e internacional. O avanço da produção e das exportações de frango e carne suína demonstra a competitividade do setor, enquanto o mercado de ovos deve recuperar parte das perdas registradas em 2026, segundo as projeções apresentadas pela ABPA.

  • Competitividade do frango frente ao suíno cai quase 70%

    Competitividade do frango frente ao suíno cai quase 70%

    A carne de frango perdeu competitividade frente à suína no mercado atacadista da Grande São Paulo. O movimento ocorreu após a queda dos preços das duas proteínas na primeira quinzena de julho, segundo dados do Cepea.

    Entre os dias 1º e 15 de julho, as cotações da carne suína, representada pela carcaça especial, e do frango resfriado recuaram em relação às médias de junho. Ainda assim, a proteína de frango perdeu espaço diante da carne suína.

    Competitividade do frango frente ao suíno

    Os pesquisadores do Cepea destacam que a diferença se torna ainda mais evidente na comparação anual. Entre as médias de julho de 2026 e julho de 2025, a competitividade do frango frente ao suíno caiu quase 70%. Esse desempenho resulta da forte desvalorização da carne de frango. Atualmente, a carcaça acumula queda real de 33,2% em relação a julho do ano passado.

    Mercado de ovos

    No mercado de ovos, a demanda enfraquecida também provocou mudanças nos preços. As vendas mais lentas reduziram a diferença entre as cotações dos ovos brancos e vermelhos nas regiões acompanhadas pelo Cepea.

    Em Maria de Jetibá (ES), a diferença entre os dois produtos atingiu o menor nível do ano. Na parcial de julho, até o dia 15, o intervalo médio ficou em R$ 15,22 por caixa. Esse valor representa queda de 38,6% frente a junho. Além disso, ficou 24,4% abaixo do registrado em julho de 2025, em termos reais, considerando a inflação medida pelo IGP-DI.

    De acordo com os pesquisadores do Cepea, o movimento reflete o desequilíbrio entre a oferta interna e a demanda por ovos. Como consequência, a menor liquidez elevou os estoques nas granjas. Diante desse cenário, os produtores passaram a conceder descontos nas negociações. A estratégia busca acelerar o escoamento da produção e reduzir a pressão sobre os preços.

  • Preços da carne bovina e suína caem; frango sobe

    Preços da carne bovina e suína caem; frango sobe

    O mercado atacadista da Grande São Paulo registra queda nos preços das carnes bovina e suína nesta parcial de julho. Em contrapartida, o frango resfriado acumula alta no mesmo período. O levantamento do Cepea considera as negociações realizadas entre 30 de junho e 14 de julho.

    O consumo doméstico moderado explica a retração das cotações das carnes bovina e suína. Além disso, o atacado costuma repor estoques com mais cautela na primeira quinzena de julho.

    No mercado bovino, a queda do preço da arroba reduz o ritmo das negociações. Ao mesmo tempo, a dificuldade para repassar os preços ao varejo também limita os negócios. Por outro lado, a oferta mais restrita de animais terminados e o bom desempenho das exportações impedem desvalorizações mais acentuadas da carne bovina.

    Carnes suína e de frango

    Na carne suína, as exportações seguem aquecidas. Entretanto, a demanda doméstica enfraquecida continua pressionando as cotações no mercado interno.

    Já o frango apresenta desempenho mais favorável. Conforme o Cepea, a proteína mantém preço mais competitivo que as demais carnes.

    Com isso, muitos consumidores substituem a carne bovina e a suína pelo frango. Como resultado, a demanda permanece firme e sustenta os preços.

    O que vem pela frente?

    Para a segunda quinzena de julho, o Cepea avalia que o mercado da carne bovina dependerá da demanda doméstica e da oferta de animais para abate. Se o consumo não reagir de forma consistente, a pressão sobre os preços das carnes bovina e suína deve continuar no atacado. Enquanto isso, o frango poderá manter a valorização caso a procura permaneça aquecida.

  • Exportação de frango bate recorde histórico em 2026

    Exportação de frango bate recorde histórico em 2026

    As exportações brasileiras de carne de frango alcançaram recorde histórico no primeiro semestre de 2026. O resultado veio mesmo diante das tensões geopolíticas no Oriente Médio, um dos principais destinos da proteína brasileira.

    Segundo pesquisadores do Cepea, o desempenho confirma a capacidade da avicultura nacional de ampliar mercados e reduzir os impactos das instabilidades internacionais. Em 2025, o Oriente Médio respondeu por quase 25% das exportações brasileiras de carne de frango. Neste ano, porém, os conflitos na região desafiaram o comércio internacional.

    Exportação de frango cresce apesar da crise no Oriente Médio

    O Cepea explica que os desdobramentos do conflito afetaram o tráfego no Estreito de Ormuz. Como consequência, o recebimento da carne de frango enfrentou dificuldades em diversos países da região. Mesmo assim, o Brasil manteve o ritmo das exportações ao ampliar as vendas para outros mercados estratégicos.

    Os embarques para os Emirados Árabes Unidos recuaram 8,3% no primeiro semestre, frente ao mesmo período de 2025. Por outro lado, as vendas ao Japão cresceram 21,2%. Além disso, os embarques para a África do Sul avançaram expressivos 38,3%. Segundo o Cepea, esse movimento demonstra a ampla diversificação da carteira de compradores da avicultura brasileira.

    Maior volume nas exportações de carne de frango

    O levantamento da Secex, analisado pelo Cepea, mostra que o Brasil exportou 2,9 milhões de toneladas de carne de frango, entre produtos in natura e processados, no primeiro semestre. O volume representa alta de 12,9% sobre as 2,6 milhões de toneladas embarcadas no mesmo período de 2025.

    Além disso, o resultado estabelece o maior volume para um primeiro semestre desde o início da série histórica da Secretaria de Comércio Exterior, em 1997.

    Exportação de ovos cresce com aumento das compras do Chile

    As exportações brasileiras de ovos voltaram a avançar em junho. Segundo o Cepea, o principal fator foi o aumento da demanda do mercado chileno.

    Dados da Secex mostram que o Brasil embarcou 2,59 mil toneladas de ovos in natura e processados no mês. O volume cresceu 19% em relação a maio. Contudo, permaneceu 60% abaixo do registrado em junho de 2025.

    Chile lidera importações de ovos brasileiros pelo quinto mês

    O Chile permaneceu como principal destino dos ovos brasileiros pelo quinto mês consecutivo. Em junho, o país importou 1,87 mil toneladas do produto. O volume representa crescimento de 41% frente ao mês anterior.

    Segundo pesquisadores do Cepea, o avanço das compras ocorreu após o Chile confirmar, em abril, o primeiro caso de gripe aviária em uma granja comercial. Desde então, o mercado chileno intensificou as importações de ovos do Brasil, fortalecendo o desempenho das exportações brasileiras da proteína.

  • Preço do ovo cai com demanda mais fraca

    Preço do ovo cai com demanda mais fraca

    Os preços dos ovos voltaram a cair nas principais regiões acompanhadas pelo Cepea. A demanda mais fraca pressionou as negociações na segunda quinzena de junho. Após estabilidade na primeira metade do mês, o mercado perdeu ritmo. Com isso, produtores concederam descontos para manter o escoamento da produção.

    Segundo o Cepea, a redução do consumo é típica deste período do mês. Esse cenário aumentou a pressão sobre as cotações. Agora, o setor acompanha o comportamento do mercado durante as férias escolares. Tradicionalmente, o consumo de ovos perde força nesse período.

    Em algumas regiões, produtores já programam o descarte de poedeiras mais velhas. A estratégia busca ajustar a oferta interna e conter novas quedas nos preços.

    Frango mais valorizado fortalece avicultor paulista

    O poder de compra do avicultor paulista cresceu pelo terceiro mês consecutivo. A alta do frango vivo e a queda dos insumos sustentaram o resultado. O milho e o farelo de soja ficaram mais baratos em junho. Ao mesmo tempo, o frango vivo registrou valorização.

    A média do frango vivo em São Paulo alcançou R$ 5,12 por quilo até 24 de junho. O valor representa alta de 1,1% frente à média de maio. Apesar do avanço, o ritmo de valorização perdeu força neste mês. O Cepea atribui o movimento à leve redução da procura por lotes.

    No mercado de grãos, compradores permanecem retraídos durante a safra. Esse comportamento contribuiu para a queda dos preços do milho. Já o farelo de soja recuou devido ao aumento da oferta. O cenário reduziu os custos da atividade avícola. Com isso, o produtor paulista consegue comprar 4,82 quilos de milho ao vender um quilo de frango. O volume é 3,9% superior ao registrado em maio.

    Além disso, o avicultor adquire 3,06 quilos de farelo de soja com a venda de um quilo de frango. Esse é o maior volume desde novembro de 2025 e representa alta de 3,7% frente ao mês anterior.

  • Frango tem alta de preços e produção recorde

    Frango tem alta de preços e produção recorde

    A carne de frango registra alta de preços desde o início de junho em todo o Brasil. O movimento ocorre mesmo na segunda quinzena do mês, período que costuma apresentar demanda mais fraca. Segundo o Cepea, a valorização reflete a retomada gradual do consumo e a oferta interna ajustada. O cenário foi observado em todas as regiões acompanhadas pela instituição.

    Ao mesmo tempo, a produção nacional de carne de frango alcançou recorde para um primeiro trimestre. Os dados são do IBGE e consideram a série histórica iniciada em 1997. Entre janeiro e março de 2026, a avicultura de corte produziu 3,734 milhões de toneladas. O volume superou em 2,2% o registrado no último trimestre de 2025.

    Além disso, a produção cresceu 6,9% em comparação com as 3,492 milhões de toneladas obtidas no primeiro trimestre de 2025.

    Produção de ovos inicia 2026 em ritmo moderado

    A produção brasileira de ovos para consumo começou 2026 com desempenho mais contido. Dados do IBGE, analisados pelo Cepea, mostram redução no volume produzido. De janeiro a março, o país produziu 995,5 milhões de dúzias de ovos para consumo. O resultado ficou 0,5% abaixo do registrado no mesmo período de 2025. Na comparação com o último trimestre do ano passado, a queda foi mais intensa, atingindo 3,8%.

    Menor oferta impulsiona preços dos ovos

    Com menor disponibilidade no mercado interno, os preços dos ovos avançaram no primeiro trimestre deste ano. A média do ovo branco tipo extra, posto em Bastos (SP), atingiu R$ 147,20 por caixa com 30 dúzias. O valor representa alta real de 8,7% frente ao trimestre anterior.

    Já os ovos vermelhos registraram valorização real de 11,5% no mesmo período. A média alcançou R$ 167,04 por caixa na praça paulista. O comportamento dos preços reforça o impacto da oferta mais restrita sobre o mercado brasileiro de ovos no início de 2026.

     

  • Churrasco ganha força com a Copa e anima mercado de carnes

    Churrasco ganha força com a Copa e anima mercado de carnes

    As principais empresas brasileiras de proteína animal enxergam na Copa do Mundo uma oportunidade estratégica para fortalecer vendas e ampliar o consumo interno.

    Enquanto o setor de aves e suínos projeta um aumento expressivo na comercialização de produtos, a indústria da carne bovina acredita que o torneio pode marcar uma nova fase para o consumo per capita da proteína no país.

    Sadia aposta em crescimento de até 50% como patrocinadora BR

    A Sadia, marca de aves e suínos da MBRF, reforça sua presença no evento como patrocinadora oficial da seleção brasileira. A empresa estima que o volume de vendas durante a competição alcance níveis comparáveis aos registrados em datas tradicionalmente fortes para o varejo, como o Dia das Mães e as festas de fim de ano.

    Além disso, a marca firmou parceria com a Confederação Brasileira de Futebol (CBF) até 2030. Dessa forma, será responsável pelo fornecimento de proteínas aos atletas da seleção principal e também a outras 19 equipes ligadas à entidade, incluindo categorias de base e seleções femininas.

    A previsão é distribuir cerca de duas toneladas mensais de produtos para aproximadamente 160 integrantes das equipes. Ao longo de quatro anos, o volume pode se aproximar de 100 toneladas.

    “A seleção, independentemente do período, é uma paixão nacional. Por isso, estamos muito felizes de ver nossa marca ligada à seleção, ainda mais agora com a Marfrig e a BRF em uma empresa única, as oportunidades são potencializadas”, afirmou Miguel Gularte, diretor-executivo da MBRF.

    ‘Lek Trek’ e ‘Canarinho’ em campanha da Sadia — Foto: CBF

    Após encerrar o primeiro trimestre com vendas domésticas 5,5% menores na comparação anual, a empresa vê a Copa como um dos principais vetores de crescimento em 2026.

    Por isso, a expectativa é ampliar em até 50% o volume comercializado durante o torneio em relação à edição de 2022. O desempenho deverá ser impulsionado principalmente por produtos como linguiças, salames, empanados e itens destinados ao churrasco.

    Engajamento digital

    Segundo levantamento da plataforma de inteligência de consumo Winnin, o interesse pelo torneio cresceu de forma significativa entre os consumidores. O volume de interações relacionadas à Copa nas redes sociais saltou de cerca de 20 milhões por mês no início do ano para 240 milhões em maio.

    Para aproveitar esse cenário, a Sadia desenvolveu uma linha especial com 20 produtos temáticos e lançou uma promoção que oferece brindes oficiais da seleção brasileira aos consumidores participantes.

    De acordo com a empresa, o planejamento das ações começou ainda em janeiro.

    “A procura pelos nossos produtos aumenta de forma significativa nos dias de jogos. Por isso, começamos a nos preparar com bastante antecedência”, destacou Manoel Martins, vice-presidente de Mercado Brasil e Marketing da MBRF.

    Sadia lançou ação promocional em parceria com a seleção brasileira — Foto: Divulgação

    Seara aposta no conceito do “primeiro tempo do churrasco”

    A Seara, marca de aves e suínos da JBS, também projeta forte crescimento nas vendas durante o torneio. A expectativa é registrar aumento de aproximadamente 40% em comparação à Copa anterior.

    Diferentemente da estratégia adotada em 2022, quando o foco estava em produtos específicos, a empresa decidiu concentrar sua campanha na valorização da etapa inicial do churrasco brasileiro.

    Segundo o presidente da Seara, João Campos, a proposta foi batizada de “1º tempo do churrasco”.

    “O churrasco brasileiro tem dois momentos. Tem a abertura, que é a linguiça, o frango, o suíno, às vezes um pão de alho, o petisco. Depois vai para o bovino. Fazendo alusão ao futebol, estamos dando foco na ideia de que o primeiro tempo do churrasco é tão importante quanto o segundo”, explicou.

    Além disso, a companhia lançou kits churrasco, inspirados nos tradicionais kits natalinos.

    Friboi vê oportunidade

    No segmento de carne bovina, a Friboi, operação da JBS, também trabalha com expectativas positivas. A expectativa é elevar em cerca de 10% as vendas.

    Base atual de consumo da marca já é superior à observada durante a Copa de 2022 — Foto: Friboi

    Nos dias em que houver partidas, entretanto, a projeção é ainda mais otimista. A empresa espera comercializar pelo menos 20% mais produtos em relação aos dias sem jogos.

    Segundo o diretor-executivo comercial da empresa, Leonardo Monteiro, a Copa pode representar um marco importante para a expansão do consumo de carne bovina no país.

  • Embarques de frango batem recorde e superam US$ 1 bilhão

    Embarques de frango batem recorde e superam US$ 1 bilhão

    As exportações brasileiras de carne de frango alcançaram um recorde histórico em maio de 2026. Pela primeira vez, a receita mensal do setor superou US$ 1 bilhão. Segundo a Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), as vendas externas somaram US$ 1,009 bilhão no período. O valor representa alta de 36,1% sobre maio de 2025.

    Além do avanço na receita, o volume exportado atingiu 509,9 mil toneladas. O resultado foi o maior já registrado para um mês de maio. Na comparação anual, os embarques cresceram 29,6%. Em maio do ano passado, o Brasil exportou 393,4 mil toneladas. A base de comparação foi menor devido ao impacto do único caso de Influenza Aviária de Alta Patogenicidade já registrado no setor brasileiro.

    No acumulado de janeiro a maio, as exportações de carne de frango alcançaram 2,453 milhões de toneladas. O volume supera em 8,7% o registrado no mesmo período de 2025. A receita acumulada chegou a US$ 4,714 bilhões. O valor representa crescimento de 11,3% em relação ao ano passado.

    China lidera compras de carne de frango

    A China permaneceu como principal destino da carne de frango brasileira em maio. O país importou 48,3 mil toneladas, avanço de 34,7%. Na sequência aparecem Japão, com 43,2 mil toneladas, e União Europeia, com 40,2 mil toneladas.

    Também figuram entre os principais compradores a Arábia Saudita, os Emirados Árabes Unidos, a África do Sul e o México. Coreia do Sul e Reino Unido também ampliaram as compras do produto brasileiro.

    Paraná mantém liderança nacional

    Entre os estados exportadores, o Paraná liderou os embarques com 213,9 mil toneladas. Santa Catarina ocupou a segunda posição com 113,9 mil toneladas. Em seguida aparecem Rio Grande do Sul, São Paulo e Goiás.

    De acordo com o presidente da ABPA, Ricardo Santin, o setor enfrentou desafios logísticos globais durante o período. Segundo ele, as tensões no Oriente Médio e as incertezas nas rotas ligadas ao Estreito de Ormuz elevaram a complexidade das operações. Mesmo assim, o Brasil ampliou sua presença em mercados estratégicos e de maior valor agregado.

    Carne suína registra melhor maio da história

    As exportações brasileiras de carne suína também alcançaram desempenho histórico em maio. Os embarques totalizaram 129,4 mil toneladas. O volume superou em 9% o registrado no mesmo mês de 2025.

    A receita chegou a US$ 302,1 milhões. O resultado representa crescimento de 3,8% na comparação anual. Segundo a ABPA, tanto o volume quanto a receita estabeleceram recordes para meses de maio.

    Entre janeiro e maio, as exportações de carne suína somaram 661,7 mil toneladas. O número é 13,1% superior ao registrado no mesmo período do ano passado. A receita acumulada atingiu US$ 1,546 bilhão. O avanço foi de 11,9% sobre os primeiros cinco meses de 2025.

    Filipinas seguem como principal mercado

    As Filipinas lideraram as importações de carne suína brasileira em maio, com 27,2 mil toneladas. O Japão ocupou a segunda posição e registrou forte crescimento de 83,2% nos embarques. Chile, México, Hong Kong, Argentina e Uruguai também aparecem entre os principais destinos.

    No ranking dos estados exportadores, Santa Catarina manteve a liderança com 62,5 mil toneladas embarcadas. Rio Grande do Sul e Paraná completam as três primeiras posições.

    Para Ricardo Santin, a diversificação dos mercados continua sustentando o crescimento das exportações brasileiras. Segundo ele, a expansão em destinos estratégicos fortalece a demanda internacional e aumenta as perspectivas para novos recordes em 2026.