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  • Capim-pé-de-galinha ameaça lavouras de algodão

    Capim-pé-de-galinha ameaça lavouras de algodão

    O Brasil conquistou a posição de maior exportador de algodão do mundo. Na safra 2024/2025, os cotonicultores brasileiros colheram 4,11 milhões de toneladas de pluma e exportaram 2,83 milhões de toneladas. Os produtores investem constantemente em tecnologia e inovação no campo para manter esse desempenho, mas enfrentam desafios diários que incluem condições climáticas adversas, altos custos de produção e, principalmente, a infestação de pragas e plantas daninhas.

    O capim-pé-de-galinha (Eleusine indica) representa uma das ameaças mais sérias à rentabilidade da cultura. A planta daninha mostra resistência a diversos herbicidas e pode devastar as lavouras.

    “Essa planta reduz até 50% da produção agrícola. O controle tornou-se cada vez mais complexo devido à resistência a diferentes grupos químicos”, alerta Fábio Lemos, gerente de culturas e portfólio da FMC, empresa de ciências para agricultura.

    Planta se adapta facilmente e infesta todo o país

    O capim-pé-de-galinha demonstra ampla adaptabilidade. A planta daninha infesta lavouras anuais e perenes, cresce em praticamente todos os tipos de solo e está presente em quase todas as regiões agrícolas brasileiras. Cada planta dispersa até 120 mil sementes e compete intensamente por água, luz e nutrientes com as culturas comerciais.

    “Além disso, essa daninha atua como ponte-verde. Ela hospeda pragas e doenças, o que agrava ainda mais os danos à lavoura. Por isso, a introdução de novos modos de ação tornou-se fundamental”, reforça Lemos.

    Manejo integrado é a solução mais eficaz

    Diante desse cenário, produtores precisam adotar herbicidas com novas moléculas e procedimentos integrados de manejo para manter a produtividade e a competitividade da cotonicultura.

    O especialista ressalta a importância de estratégias integradas de manejo além do uso de herbicidas inovadores. “O capim-pé-de-galinha exige atenção e planejamento constantes. Combinar práticas culturais, como rotação de culturas, ao uso de herbicidas com novos modos de ação é a melhor estratégia para enfrentar a complexidade do controle”, afirma.

    Lemos conclui que essa prática aumenta a eficiência do manejo e contribui para uma agricultura mais sustentável e produtiva. A combinação de diferentes ferramentas representa o caminho mais seguro para os cotonicultores protegerem seus investimentos e manterem o Brasil na liderança global do setor.

  • Broca-do-café ameaça safra brasileira com perdas de até 20 milhões de sacas

    Broca-do-café ameaça safra brasileira com perdas de até 20 milhões de sacas

    A cafeicultura brasileira enfrenta uma ameaça significativa para a safra 2024/25: a intensa infestação da broca-do-café (Hypothenemus hampei). Ela é considerada a praga mais devastadora da cultura em escala mundial. As estimativas apontam para perdas que podem alcançar 20 milhões de sacas, colocando em risco a produtividade e a competitividade internacional do café brasileiro.

    O inseto, presente no Brasil desde 1913, está disseminado em todas as regiões produtoras do país, atacando tanto lavouras de café arábica quanto conilon. Os prejuízos globais causados pela broca ultrapassam US$ 350 milhões por ano, segundo dados do setor.

    Impacto na qualidade e produtividade

    O ataque da broca-do-café ocorre quando a fêmea perfura os frutos para realizar a postura de ovos. Os danos resultantes são extensos: queda prematura dos frutos, perda de peso e qualidade dos grãos, depreciação na classificação comercial e abertura de portas para a entrada de fungos e bactérias. Em casos extremos, a infestação pode comprometer até 80% da safra.

    Pesquisas demonstram que cafés brocados podem ter até 21% de perda no rendimento, o que representa uma diminuição de 12,6 kg por saca. Esse impacto direto na qualidade ameaça a reputação do café brasileiro no mercado internacional.

    Manejo integrado como estratégia de controle

    Especialistas alertam que o monitoramento contínuo é essencial para a tomada de decisão no combate à praga. O manejo integrado, que combina práticas culturais com soluções biológicas e químicas, emerge como a principal estratégia de controle.

    “A colheita mecanizada muitas vezes deixa grãos no pé, que servem como fonte de inóculo para a infestação no ano seguinte. Por isso, é essencial o uso de produtos para o controle inicial, na época de migração da broca. E na sequência, a aplicação de  Benevia, por exemplo, que trará o residual de longo período para proteger o grão por mais tempo”, explica Luís Grandeza, gerente da cultura de café da FMC.

    Entre as práticas recomendadas estão a colheita completa, a varrição e destruição de restos de lavouras abandonadas, além da aplicação preventiva de controle químico no momento de migração da praga.

    Expedição capacita produtores em Minas Gerais e Bahia

    Para auxiliar os cafeicultores no enfrentamento da broca-do-café, a FMC lançou a Expedição Especialistas do Café, projeto que oferece um roteiro prático desde a prevenção até o controle químico.

    “O objetivo é capacitar técnicos e cafeicultores a identificar pontos críticos do ciclo da broca. E também aplicar boas práticas de manejo integrado, assegurando lavouras mais produtivas, rentáveis e com grãos de qualidade superior”, afirma Fernanda Duarte, desenvolvedora de mercado da FMC.

    A expedição está estruturada em cinco etapas:

    • eliminação de frutos remanescentes para reduzir a sobrevivência da broca entre safras;
    • registro do calendário de floradas;
    • instalação de armadilhas atrativas para detectar o início da infestação;
    • amostragem e avaliação dos frutos para medir níveis de risco;
    • aplicação de inseticidas quando necessário.

    Os encontros técnicos serão realizados em municípios estratégicos de Minas Gerais, como Patrocínio, Araguari, Araxá, Rio Paranaíba, Alfenas, Varginha, São Sebastião do Paraíso e Guaxupé, além de mais de dez localidades em Minas Gerais e Bahia, incluindo Campos Altos, São Gotardo, Vitória da Conquista e Patos de Minas.

  • Bicudo da cana-de-açúcar é ameaça ao setor canavieiro

    Bicudo da cana-de-açúcar é ameaça ao setor canavieiro

    A praga Sphenophorus levis, conhecida como bicudo da cana-de-açúcar, representa a maior ameaça ao setor canavieiro no Brasil. Ela pode causar perdas de até 1,6 tonelada de produtividade para cada 1% de toco atacado. Todos os anos, produtores tratam aproximadamente 3,5 milhões de hectares de cana para combater essa praga, abrangendo quase 40% da área cultivada com cana-de-açúcar no país.

    Maurício Oliveira, gerente de marketing regional da FMC, explica que os danos causados pelo Sphenophorus levis são severos e podem reduzir significativamente o número de canas por metro. “Em São Paulo, estima-se que cerca de 10 toneladas por hectare sejam perdidas anualmente devido a essa praga”, afirma Oliveira. A larva do bicudo ataca os rizomas das plantas, levando à morte dos perfilhos e comprometendo a produtividade do canavial.

    Disseminação e controle do bicudo da cana-de-açúcar

    O Sphenophorus levis está presente em todas as regiões produtoras de cana do Brasil, com sua disseminação ocorrendo principalmente através do transporte de mudas infestadas. Oliveira ressalta que algumas localidades enfrentam maior pressão da praga do que outras. “Quando a praga é visualizada, geralmente o nível de infestação já está alto”, alerta.

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    Para mitigar os danos, é essencial adotar práticas e tecnologias desde a formação do viveiro. A FMC oferece soluções como o inseticida Premio® Star, eficaz no controle do Sphenophorus e outras pragas como a broca-da-cana (Diatraea saccharalis) e a broca-dos-rizomas (Migdolus fryanus).

    Inovações no manejo

    O produto proporciona proteção imediata às partes novas da planta e tem um período prolongado de controle. Além disso, sua combinação inovadora de ativos gera um efeito sinérgico que melhora a proteção do cultivo.

    O controle eficaz do Sphenophorus levis é crucial para garantir a produtividade e a longevidade dos canaviais brasileiros. Com perdas significativas associadas à infestação dessa praga, os produtores devem adotar estratégias integradas de manejo e utilizar tecnologias inovadoras para proteger suas lavouras. Portanto, a conscientização sobre os riscos e as melhores práticas é fundamental para assegurar a saúde e a rentabilidade do setor canavieiro no Brasil.

  • Brasil trata 17 milhões de hectares de soja contra nematoides

    Brasil trata 17 milhões de hectares de soja contra nematoides

    No Brasil, um total de 17 milhões de hectares de soja recebeu tratamento para o controle de nematoides na safra 2023/24, segundo dados da pesquisa Farmtrak, da Kynetec. Esses parasitas, que afetam o sistema radicular das plantas, podem causar perdas significativas na produção, chegando a 50% ou mais.

    Os nematoides prejudicam o desenvolvimento das raízes, comprometendo a absorção de água e nutrientes essenciais para as plantas. A presença dessas pragas invisíveis aos olhos humanos tem um impacto direto na produtividade das lavouras. Fábio Lemos, gerente de culturas e portfólio da FMC, enfatiza a importância de um manejo integrado e contínuo para o controle eficaz dos nematoides. “Os bionematicidas são amplamente adotados devido à sua eficiência e ao bom custo-benefício”, afirma Lemos.

    Adoção de soluções biológicas

    Os produtores do Cerrado lideram a adoção de soluções biológicas, com cerca de 40% da área tratada utilizando esse método. Em contraste, na região Sul do Brasil, menos de 10% das lavouras recebem tratamento contra nematoides, o que representa uma oportunidade significativa para melhorar a produtividade e a saúde do solo.

    Leonardo Antolini, gerente regional de marketing estratégico de Plant Health da FMC, alerta para os riscos associados à subestimação do impacto dos nematoides. “Investir em um bionematicida protege a produtividade da lavoura e promove um ambiente agrícola mais sustentável”, destaca.

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    Entre as espécies mais prejudiciais está o nematoide-das-galhas (Meloidogyne incognita), que causa deformações nas raízes e reduz a capacidade das plantas de absorver nutrientes e água. Em infestações severas, as perdas podem ultrapassar 50%. Outro agente preocupante é o nematoide-das-lesões (Pratylenchus brachyurus), que provoca lesões nas raízes e facilita infecções secundárias, impactando negativamente a produtividade em até 50%.

    Estratégias de controle

    Para o controle eficaz dos nematoides, produtos biológicos podem ser aplicados no tratamento de sementes ou no sulco de plantio, como  fungicida Presence® Full da FMC.

    As bactérias presentes nesse bionematicida ajudam a formar um biofilme natural no sistema radicular. Desta forma, protegendo contra a penetração dos nematoides e estimulando o desenvolvimento das raízes.

    Com 17 milhões de hectares tratados contra nematoides nesta safra, os produtores brasileiros estão cada vez mais conscientes da importância do manejo adequado para garantir colheitas produtivas. O investimento em técnicas eficazes não apenas protege as lavouras, mas também contribui para a sustentabilidade do setor agrícola no Brasil.

  • Perigo: mancha-alvo cresce 33% ao ano

    Perigo: mancha-alvo cresce 33% ao ano

    A mancha-alvo, causada pelo fungo Corynespora cassiicola, tem se tornado uma preocupação crescente nas lavouras de soja brasileiras. De acordo com um levantamento recente da Kynetec, a área tratada contra essa doença aumentou 33% ao ano entre as safras 2018/19 e 2023/24. Esse crescimento é superior ao de outras doenças que afetam a soja, como ferrugem, mofo-branco e antracnose.

    Fábio Lemos, gerente de culturas e portfólio da FMC, destacou que a mancha-alvo apresenta alta severidade e problemas de resistência, o que torna seu manejo cada vez mais desafiador. “As perdas pela falta de controle preventivo podem ser devastadoras, com reduções de 15% a 20% no potencial produtivo”, alertou Lemos. Ele enfatizou a importância de um programa preventivo que inclua produtos multissítios e biológicos para o controle eficaz da doença.

    Fatores contribuintes para a expansão

    A evolução da mancha-alvo está relacionada a diversos fatores, incluindo a seleção genética de cultivares altamente produtivas, mas suscetíveis a patógenos. Além disso, o cultivo em larga escala e o sistema de rotação soja-algodão favorecem o desenvolvimento da doença. Entretanto, as condições climáticas também desempenham um papel crucial na incidência da mancha-alvo.

    Fábio Lemos, gerente de culturas e portfólio da FMC

    Para combater a mancha-alvo, o uso do fungicida Onsuva®, desenvolvido pela FMC, é recomendado por Fábio. Este produto possui uma formulação balanceada que combina uma carboxamida inédita e um triazol altamente seletivo, oferecendo uma abordagem eficaz para o manejo das doenças na soja. A rotação de ingredientes ativos é essencial para reduzir a pressão sobre as populações de patógenos e manter a eficácia do controle.

    Importância do manejo preventivo

    O manejo adequado das lavouras é fundamental para maximizar a produtividade e minimizar as perdas. “Controlar as doenças no momento correto traz benefícios que vão além da soja, contribuindo para o manejo das pragas em outros cultivos”, ressaltou Fábio Lemos.

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    Com um aumento significativo na incidência da mancha-alvo nas lavouras de soja, os produtores devem estar atentos às práticas de manejo preventivo e ao uso adequado de fungicidas. Portanto, a implementação de estratégias eficazes não apenas protege as lavouras, mas também assegura a rentabilidade do setor agrícola brasileiro em um cenário cada vez mais desafiador.

  • Produção de soja sofre com infestações de lagartas e percevejos

    Produção de soja sofre com infestações de lagartas e percevejos

    Além das condições climáticas, os produtores têm lutado contra a infestação simultânea de pragas severas, como lagartas e percevejos, que têm prejudicado a produtividade das lavouras. A produção de soja no Brasil, o principal grão cultivado no país, enfrenta grandes desafios na safra 2023/2024. Segundo a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), a produção do grão caiu para 147,38 milhões de toneladas. Uma redução de 4,7% em relação ao ciclo anterior.

    O impacto se deve a diversos fatores climáticos, como baixa precipitação e altas temperaturas, especialmente nas regiões Centro-Oeste, Sudeste e Matopiba, onde o plantio ocorreu entre setembro e outubro. Fábio Lemos, gerente de culturas e portfólio da FMC, destacou que, devido à ação dessas pragas, muitos produtores têm optado por aumentar o uso de defensivos. “Na safra 23/24, a área aplicada de defensivos para controle de lagartas e percevejos aumentou 31%, atingindo 27% dos modos de tratamento na sojicultura”, disse Lemos, citando uma pesquisa da Kynetec.

    Spodoptera e percevejos

    Entre as principais ameaças estão as espécies de Spodoptera. Ela é uma lagarta de alto potencial de dano que pode causar até 10% de perda na produtividade, se não controlada. Outra preocupação crescente são os percevejos, como o percevejo-marrom (Euschistus heros) e o barriga-verde (Dichelops melacanthus). Que têm aumentado os ataques à soja, prejudicando tanto a quantidade quanto a qualidade dos grãos.

    Para enfrentar esses desafios, a FMC, empresa especializada em ciências agrícolas, lançou o um inseticida que oferece controle simultâneo dessas pragas. “O produto tem amplo espectro, longo residual e alta performance em percevejos, além de evitar a mistura de defensivos no tanque”, explica Lemos. O inseticida utiliza a tecnologia do lagarticida Rynaxypir, considerado um dos mais potentes no mercado para controle de percevejos e lagartas.

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    A FMC aponta que a combinação exata de ingredientes proporciona uma fórmula de alta performance, indicada para 50 alvos biológicos em mais de 50 culturas. O produto oferece duplo modo de ação, amplo espectro de controle e menor risco de lavagem pela chuva, garantindo maior eficácia no manejo das lavouras de soja.

    Resistência e ciclo contínuo

    Outro ponto de atenção destacado por Lemos é a resistência que a Spodoptera tem desenvolvido ao longo dos anos. “É essencial adotar novas soluções para evitar essa resistência. Além disso, o manejo deve considerar o sistema de produção como um todo. Já que a lagarta tem vários hospedeiros alternativos em todo o Brasil”, afirma.

    O plantio de sucessão, especialmente com milho safrinha e algodão, contribui para a proliferação da praga. Que tem alta capacidade de adaptação e pode completar seu ciclo ao longo de todo o ano. Produtores têm observado a presença constante da Spodoptera na palhada, o que exige um monitoramento ainda mais rigoroso.

    Com a soja sendo um dos pilares da economia agrícola brasileira, a luta contra pragas como lagartas e percevejos, aliada às dificuldades climáticas, impõe um grande desafio aos produtores. A implementação de tecnologias de controle integrado de pragas e o uso de defensivos eficientes são passos cruciais para mitigar os danos e garantir a produtividade das lavouras.

    A Conab ainda não divulgou se haverá novas estimativas de produção. Mas os produtores continuam a adotar estratégias para minimizar os impactos das pragas e das condições climáticas adversas.

  • Líder em algodão: tecnologia impulsiona a produção no Brasil

    Líder em algodão: tecnologia impulsiona a produção no Brasil

    A safra de algodão 2023/2024 no Brasil atingiu um recorde histórico de 3,7 milhões de toneladas de pluma, resultado de práticas agrícolas inovadoras, avanços tecnológicos e parcerias estratégicas. Esses temas foram destaque em diversas das 114 palestras apresentadas no 14º Congresso Brasileiro do Algodão, em Fortaleza (CE). O aumento da área plantada no país, que chegou a dois milhões de hectares (um crescimento de 15% em relação à safra anterior), reforça a importância da tecnologia no campo.

    “Com o resultado positivo, já fechamos novos negócios, como a contratação de colhedoras para a próxima safra, mesmo por produtores que ainda nem começaram a plantar. Eles buscam se antecipar, entender as tecnologias das máquinas para estar preparados na colheita”, explica Alex Johann, Gerente de Frotas e Mecanização da RZK Rental.

    Muitos optam pela locação das máquinas, uma estratégia que, segundo Eduardo Martinatti, diretor comercial da RZK Rental, reduz custos em torno de 30%, e 13% no ganho de eficiência da máquina, refletindo em melhorias gerais nas propriedades. “Contribuir para o Brasil ser líder na produção de algodão é motivo de orgulho”, diz Martinatti. A RZK Rental foi responsável por atender cerca de 10% da área plantada no Mato Grosso. Segundo ele, isso demonstra a crescente aceitação da gestão eficiente com novas máquinas.

    Tecnologia para alto desempenho

    A Bayer, por sua vez, contribui com a plataforma  , que será destaque na safra 2024/2025. Essa tecnologia proporciona proteção contra plantas daninhas, integrando dicamba e glufosinato de amônio, ampliando a eficácia no controle e manejo das plantações.

    Casa do Algodão da Bayer no Congresso do Algodão 2024

    Fernando Prudente, líder de Produto de Soja e Algodão da Bayer, enfatiza que a combinação de novas tecnologias e boas práticas ajudou a colocar o Brasil entre os maiores produtores de algodão do mundo. Nos últimos três anos, a Bayer investiu mais de € 6,5 bilhões em pesquisa e desenvolvimento de sementes e biotecnologias. “Nosso foco é contribuir para o crescimento sustentável e produtivo, o que nos move a buscar inovações”, diz Prudente.

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    Durante o Congresso Brasileiro do Algodão, a FMC, outra gigante do setor, apresentou a plataforma Arc™ farm intelligence. Ela promete ser capaz de prever a pressão de pragas com precisão maior que 90%. Isso gera uma aplicação de proteção de cultivos mais assertiva para garantir a produtividade e a rentabilidade do agricultor.

    Previsão de clima regional

    A ferramenta móvel da FMC também conta com uma previsão de clima a nível regional em parceria com a IBM. Ela conta com uma tecnologia patenteada que é capaz de identificar imediatamente qual praga está na armadilha. O histórico de pressão fica disponível aos produtores, como um auxílio a mais para tomada de decisão, facilitando o manejo regional e um futuro modelo preditivo.

    “Sabemos da importância da Abrapa (Associação Brasileira dos Produtores de Algodão) para o desenvolvimento da cadeia produtiva no Brasil e, por isso, a FMC tem orgulho de participar dessa história desde o início. Neste ano, nossa participação no Congresso Brasileiro do Algodão é para reforçar o nosso compromisso em estar à frente dos debates e inovações para cotonicultura. Pois, além de termos o mais completo e eficiente portfólio do mercado, oferecemos soluções para o manejo integrado para todo o ciclo, buscando otimização de recursos, maior produtividade, melhor qualidade de fibra e, consequentemente, a sustentabilidade do algodão brasileiro”, diz Fábio.

    Sustentabilidade e novas parcerias

    A Sipcam Nichino Brasil, outra gigante do setor, apresentou no congresso três novos produtos voltados para o desenvolvimento da cultura do algodão. Leandro Alves Martins, diretor de marketing da empresa, destacou a crescente abertura do mercado de algodão para novas oportunidades.

    Com o objetivo de garantir produtividade e resiliência frente às mudanças climáticas, os produtores estão cada vez mais focados em práticas sustentáveis. E buscando reduzir sua pegada ambiental e preservar recursos naturais. Prudente, da Bayer, ressalta que o uso de ferramentas digitais, proteção já na semente e manejo flexível são essenciais para produzir mais em menos espaço. Ao mesmo tempo que regeneram o meio ambiente.

    A Bayer também apoia o movimento “Sou de Algodão”, promovido pela Abrapa e pelo Instituto Brasileiro do Algodão (IBA). O movimento incentiva a produção responsável e certificada. “Essa colaboração nos permite antecipar tendências e promover impactos positivos em toda a cadeia do algodão”, finaliza Prudente.

    Essa trajetória de inovação e parceria é o que mantém o Brasil como um dos principais líderes globais na produção de algodão, unindo alta tecnologia, sustentabilidade e eficiência operacional no campo.

  • Milho verão: opção rentável para produtores rurais

    Milho verão: opção rentável para produtores rurais

    O milho verão é uma cultura atrativa para os produtores brasileiros em diversas regiões, sendo cultivado em aproximadamente 5 milhões de hectares. Com alta produtividade, essa opção de cultivo pode ser rentável para os agricultores que enfrentam desafios climáticos e a incidência de pragas, como lagartas, percevejos e cigarrinhas.

    Para garantir a rentabilidade do milho verão, que é plantado entre outubro e novembro na região Sul e até novembro na Bahia, os produtores devem adotar boas práticas de manejo. Por exemplo, como adubação adequada e semeadura de híbridos de alto potencial.  A utilização de tecnologias inovadoras para proteção da cultura e controle de pragas e doenças também ajuda.

    Principais pragas

    Uma das principais pragas do milho verão é o percevejo barriga-verde (Dichelops melacanthus). Ela pode causar uma redução de aproximadamente 5,38% na produção de grãos por hectare, caso haja uma infestação de um percevejo por metro quadrado. Esse inseto se alimenta das plântulas, causando danos físicos e fisiológicos, podendo levar a espigas reduzidas ou até mesmo afetar completamente o desenvolvimento da cultura.

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    Outra praga importante é a cigarrinha (Dalbulus maidis), vetora de doenças como o enfezamento pálido, enfezamento vermelho e risca do milho. Ela pode atingir altas populações em apenas um ciclo da cultura, que dura cerca de 180 dias. “A ponte verde entre o milho verão e o milho safrinha permite que o ciclo de vida da cigarrinha seja completo, favorecendo o aumento de sua população. E, consequentemente, mais incidência de enfezamentos”, explica Fábio Lemos, gerente de culturas e portfólio da FMC.

    Rentabilidade e desafios

    De acordo com a Embrapa, a cigarrinha adquire os molicutes ao se alimentar da seiva de uma planta de milho doente. Desta forma, pode transmiti-los para plantas sadias durante a alimentação. Isso após um período latente de 3 a 4 semanas, que pode ser reduzido em condições de altas temperaturas.

    Apesar dos desafios, o milho verão continua sendo uma opção rentável para os produtores rurais em diversas regiões do Brasil. Com a adoção de boas práticas de manejo e o controle eficaz das principais pragas, os agricultores podem maximizar a produtividade e a rentabilidade dessa cultura.

  • La Niña vai afetar o preço da alimentação

    La Niña vai afetar o preço da alimentação

    O fenômeno climático La Niña, caracterizado pela queda de mais de 0,5 °C na temperatura e pelo aumento da incidência de chuvas nas regiões Norte e Nordeste, está afetando diretamente as plantações de hortifrútis no Brasil. Culturas de tomate, uva e melão, localizadas principalmente na Bahia, Pernambuco, Sergipe e Ceará, enfrentam perdas significativas em produtividade e qualidade dos frutos devido à alta umidade, que favorece a proliferação de doenças.

    De acordo com Luís Grandeza, gerente de culturas e portfólio da FMC, “na região do Vale do São Francisco, os meses de junho e julho normalmente não são chuvosos. No entanto, neste ano, já registramos algumas chuvas, e os produtores devem se atentar ao controle fitossanitário preventivo contra fungos e bactérias”.

    Doenças fúngicas em alta

    Entre as doenças mais preocupantes nesse período estão a requeima (Phytophthora infestans) no tomate e na batata, e o míldio (Plasmopara vitícola) na uva. Essas doenças podem dizimar áreas inteiras em poucos dias, especialmente sob condições de temperatura noturna amena (11°C a 23°C) e alta umidade (acima de 90%). “Os fungos não são visíveis na fase inicial, por isso, quando os sintomas aparecem, a lesão já está formada na folha”, alerta Grandeza.

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    Para mitigar os riscos, ele recomenda que “sempre que houver previsão de chuva, o agricultor deve fazer a pulverização no dia anterior, a fim de reduzir a população de esporos e evitar a propagação das doenças”. A utilização integrada de soluções biológicas e químicas é fundamental para aumentar a eficiência do manejo de forma sustentável.

    Manejo integrado e sustentabilidade

    O manejo integrado é uma estratégia que visa potencializar os resultados, minimizando a resistência às soluções de controle e preparando as plantas para condições adversas. Com a expectativa de aumento nos índices pluviométricos, La Niña também traz à tona outra doença relevante: o mofo-branco (Sclerotinia sclerotiorum), que pode causar uma redução média de produtividade de 20% a 30%, chegando a 70% em condições desfavoráveis.

    Para o manejo dessas doenças, Grandeza sugere uma solução biológica que atua por meio de antibiose, competição e indução sistêmica de resistência. “A interação de defensivos químicos e biológicos agrega à sustentabilidade e segurança alimentar, pois pode controlar pragas e doenças simultaneamente sem gerar impactos ambientais”, destaca.

    Com a crescente incidência de doenças fúngicas devido ao fenômeno La Niña, é crucial que os produtores adotem práticas de manejo integrado e soluções sustentáveis para proteger suas culturas. A atenção ao controle fitossanitário e a utilização de tecnologias inovadoras serão fundamentais para garantir a produtividade e a qualidade dos hortifrútis no Nordeste brasileiro.

  • Novo produto combate Cigarrinha-das-Raízes na Cana-de-Açúcar

    Novo produto combate Cigarrinha-das-Raízes na Cana-de-Açúcar

    A cigarrinha-das-raízes (Mahanarva fimbriolata) representa uma das principais pragas nos canaviais brasileiros, especialmente após a suspensão da queima da cana e a adoção da colheita mecanizada, que resulta no acúmulo de palhada. Essa praga pode causar prejuízos de até 60% na produtividade agrícola e na qualidade da matéria-prima ao injetar toxinas nas raízes durante a alimentação.

    Agricultores têm utilizado por mais de uma década produtos baseados em neonicotinoides e piretróides para o controle da cigarrinha-das-raízes. Contudo, a eficácia desses métodos tem diminuído, exigindo soluções mais inovadoras e eficazes. Pesquisas recentes apontam para as diamidas, especialmente as antranílicas, como uma solução promissora.

    Uma dessas soluções é o inseticida desenvolvido pela FMC, que apresenta uma alta sistemicidade, permitindo sua translocação dentro da planta mesmo quando aplicado no solo. “Esse é um fator importante para atingir a cigarrinha ainda na fase ninfa. Testes realizados na safra 23/24 mostraram um controle de até 70% do número de ninfas, 120 dias após a aplicação,” explicou Maurício Oliveira, engenheiro agrônomo e gerente de marketing regional de cana da FMC.

    Maurício Oliveira – gerente de marketing regional de cana da FMC – Divulgação

    Outras pragas afetadas

    Além do controle da cigarrinha, o produto demonstrou eficácia contra outras pragas. Os testes revelaram uma redução de 60% no ataque de Sphenophorus em tocos atacados. Isso 180 dias após a aplicação, e uma diminuição de 75% na infestação da broca da cana (Diatraea saccharalis), 200 dias após a aplicação. “É crucial que o período de controle do produto seja em torno de 90 a 120 dias para que todas as gerações da cigarrinha sejam controladas,” enfatizou Oliveira.

    A sistemicidade do inseticida proporciona um longo residual no controle das pragas. Isso mantendo a proteção dentro da cana e apresentando excelente seletividade aos insetos benéficos, como formigas, joaninhas e tesourinhas. Estes insetos são responsáveis por grande parte do controle de pragas e contribuem para a sustentabilidade do canavial.

    “Nas áreas de teste, esse manejo mais efetivo e inovador demonstrou um aumento de produtividade de 12%, comparado com um tratamento padrão. Ou seja, benefícios para o produtor, matéria-prima e meio ambiente,” afirmou Maurício Oliveira.

    O produto, de nome comercial Verimark®, ainda possui outras vantagens. Por exemplo, como a compatibilidade com a temperatura de gelificação da gelatina bovina comercial (17 °C), e uma alta força de gel, classificando-o como Bloom médio. Sua cor esbranquiçada, inodora e sem turbidez, também atende aos requisitos comerciais da gelatina.

    A introdução desse novo grupo químico, aliado a um manejo mais tecnológico e inovador, não apenas melhora a eficiência no controle de pragas como também potencializa a produtividade e sustentabilidade dos canaviais brasileiros.