Tag: fazendas

  • Vídeo flagra gado fugindo de incêndio que avança por Jangada há quase uma semana

    Vídeo flagra gado fugindo de incêndio que avança por Jangada há quase uma semana

    Um incêndio florestal de grandes proporções avança por áreas rurais de Jangada, em Mato Grosso, e ameaça propriedades, pastagens e animais. O fogo começou na sexta-feira (14) e mobiliza equipes do Corpo de Bombeiros, Prefeitura e Defesa Civil.

    As chamas atingem áreas próximas à BR-364 e avançam também no sentido de Acorizal. Em vídeos divulgados do local, cerca de dez bois aparecem correndo pela pastagem para fugir do fogo.

    https://www.instagram.com/reel/DcNdlHqS6Nd/?igsi=ZWZ5cDhvaWt2ajlx

    O Corpo de Bombeiros Militar de Mato Grosso (CBMMT) atua no combate às chamas com equipes em solo e apoio aéreo.

    Incêndio avança por áreas rurais

    Segundo o motorista Joailson Aparecido, de 34 anos, há focos próximos à cidade, na zona rural e às margens da rodovia. Ele relatou que as chamas já atingiram áreas entre Jangada e o trevo de acesso a Acorizal.

    “Aqui na região tá foco de incêndio para todo lado que tá próximo à cidade, dentro da cidade, na zona rural, próximo à rodovia, a BR. Só que o Corpo de Bombeiro já tá pelo local dando apoio com o caminhão-pipa, brigadista, avião. Só que o fogo tá muito alto mesmo, tá queimando em vários lugares”, relatou.

    O CBMMT confirmou as ações de combate ao incêndio com duas aeronaves. As equipes atuam na região desde segunda-feira (17), com militares em solo e apoio de um caminhão-pipa cedido pela Prefeitura.

    A concessionária responsável pela rodovia também participa da operação, com trabalhos de apoio às margens da via.

    O objetivo das equipes é controlar os focos e impedir que o incêndio avance para novas áreas rurais.

    Moradores deixam propriedades com medo das chamas

    Além das pastagens e dos animais ameaçados, o avanço do fogo preocupa moradores de sítios e chácaras da região.

    Segundo Joailson, algumas pessoas estão deixando as propriedades diante da aproximação das chamas.

    “Tem muitos sitiantes, moradores que têm chácara, têm casa, estão tudo abandonando e saindo do local com medo do fogo, porque o fogo tá muito forte, tá vindo queimando tudo”, afirmou.

    Como o incêndio começou

    Segundo o prefeito, o tempo seco seria um dos principais fatores relacionados ao incêndio. Mato Grosso enfrenta condições de calor e baixa umidade, cenário que favorece a propagação do fogo em áreas de vegetação.

    Já Joailson afirma que as chamas teriam começado na região do lixão do município. Essa versão é um relato do morador e não deve ser tratada como causa oficialmente confirmada.

    De acordo com ele, o fogo teria avançado do local para uma propriedade rural próxima e depois alcançado as margens do Rio Jangada.

    “Esse incêndio começou no lixão aqui da cidade. Aí desse lixão pegou numa fazenda que tem próximo. Aí desceu na beira do Rio Jangada, atravessou o rio e pegou do outro lado e começou a queimar”, contou.

    Ainda segundo o relato, após atravessar o rio, as chamas se espalharam por chácaras e propriedades próximas à rodovia.

  • Crise se agrava em Cuba e agricultores abandonam fazendas

    Crise se agrava em Cuba e agricultores abandonam fazendas

    A falta de combustível tem provocado dias difíceis em Cuba. Sem diesel para operar máquinas, irrigar lavouras e transportar alimentos, agricultores estão colocando fazendas à venda por preços reduzidos enquanto parte da produção apodrece antes mesmo de chegar ao mercado.

    Segundo reportagem do Financial Times, a interrupção de grande parte dos embarques de petróleo para a ilha agravou a escassez de energia. Em algumas regiões, os apagões chegam a durar até 22 horas por dia, comprometendo praticamente toda a cadeia agrícola.

    Agricultores tentam vender propriedades

    Sem condições de manter a produção, muitos produtores passaram a anunciar fazendas, equipamentos e outros bens rurais em redes sociais. Mesmo oferecendo descontos, a maioria encontra dificuldade para fechar negócio devido à crise econômica que afeta o país.

    A escassez de combustível também atinge propriedades voltadas ao turismo rural, que enfrentam dificuldades para manter as atividades.

    Produção agrícola é perdida por falta de transporte

    Os prejuízos vão além das fazendas. Sem caminhões abastecidos, alimentos deixam de ser transportados e parte das colheitas acaba sendo desperdiçada.

    Em fazendas estatais produtoras de manga, por exemplo, frutas têm apodrecido porque não conseguem sair do campo antes do período de maturação. A falta de logística compromete o abastecimento e aumenta as perdas na agricultura cubana.

    Um vendedor ambulante de flores empurra seu carrinho passando por um mural que retrata o líder revolucionário nascido na Argentina, Ernesto “Che” Guevara, lendo “Até a vitória, sempre.” em Havana, em 25 de fevereiro de 2026 • Foto: Yamil Lage/AFP

    Reformas econômicas tentam conter a crise

    Diante do cenário, o presidente Miguel Díaz-Canel anunciou mudanças no sistema de racionamento que existe desde 1962.

    Pelas novas regras, apenas aposentados, crianças com doenças crônicas e outros grupos considerados vulneráveis continuarão recebendo alimentos subsidiados. O restante da população deverá comprar produtos a preços de mercado ou depender de alimentos enviados por familiares que vivem no exterior.

    No entanto, até essas entregas enfrentam dificuldades, já que a distribuição entre Havana e outras regiões do país também sofre com a falta de diesel.

    Sanções aumentam a pressão sobre o agronegócio cubano

    A crise se intensificou após medidas adotadas pelo governo do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, reduzirem significativamente os embarques de combustível destinados à ilha.

    Sem petróleo suficiente para manter a geração de energia e o transporte funcionando, o setor agrícola enfrenta dificuldades para produzir, colher e distribuir alimentos.

    O governo cubano afirma que pretende acelerar reformas econômicas para reduzir os impactos da crise, mas agricultores seguem convivendo com perdas crescentes e um cenário de forte incerteza no campo.

  • Do gramado ao campo: os astros do futebol que investem em fazendas e vinícolas

    Do gramado ao campo: os astros do futebol que investem em fazendas e vinícolas

    Eles conquistaram Copas do Mundo, encheram estádios e emocionaram torcidas em quatro continentes. Hoje, longe dos gramados, um novo tipo de terreno ocupa as atenções de vários craques. Andrés Iniesta, Gabriel Batistuta, Edinson Cavani, David Beckham, Hernanes, Taffarel, Pelé e Arturo Vidal agora tem um pé no agronegócio. De vinhedos premiados na Europa a fazendas imensas na América do Sul, esses ex-jogadores transformaram a paixão pelo campo em negócios sólidos e provam que o talento vai muito além da bola.

    E não são apenas os craques que vestiram chuteiras. O narrador esportivo Galvão Bueno, voz de incontáveis Copas do Mundo pela TV brasileira, também entrou de cabeça nesse universo. Confira quem são eles e o que constroem fora dos gramados.

    Andrés Iniesta: o herói de 2010 que comanda 300 hectares na Espanha

    Autor do gol que deu à Espanha o título da Copa do Mundo de 2010, Iniesta transformou sua cidade natal em destino obrigatório para apreciadores de vinho. O ex-meia do Barcelona comanda a Bodega Andrés Iniesta, vinícola familiar em Fuentealbilla, com 300 hectares e 14 variedades de uvas. A produção anual ultrapassa 1 milhão de garrafas, entre espumantes e vinhos branco, tinto e rosé.

    Reprodução: Redes Sociais

    A operação conta com tecnologia de ponta. E já acumula mais de 200 medalhas em competições internacionais como o Bacchus International Wine Competition, o Concours Mondial de Bruxelles e o Concours Mondial du Sauvignon, desde 2011. O jornal espanhol El Debate destacou a vinícola como a grande revelação de 2025, após o empreendimento conquistar 24 prêmios dentro da Denominação de Origem Manchuela.

    Gabriel Batistuta: o artilheiro que agora produz soja em 20 mil hectares

    Artilheiro histórico da seleção argentina, posto que só perdeu para Lionel Messi, Batistuta disputou três Copas do Mundo (1994, 1998 e 2002) e construiu uma das carreiras mais marcantes da história do futebol sul-americano. Fora das quatro linhas, ele dirige uma fazenda de 20 mil hectares na província de Santa Fé, a 450 quilômetros de Buenos Aires, onde produz soja, milho e girassol e atua na pecuária.

    Reprodução: Redes Sociais

    O ex-atacante participa ativamente de eventos do setor e já defendeu publicamente a importância do agronegócio para a economia argentina.

    Edinson Cavani: do Boca Juniors para a fazenda em Salto

    Cavani não esconde o amor pela vida no campo. Quando não está defendendo o Boca Juniors, o atacante uruguaio que jogou as Copas de 2010, 2014 e 2022 se refugia na propriedade rural que mantém em Salto, cidade a 500 quilômetros de Montevidéu. Durante a pandemia de Covid-19, o jogador passou semanas em isolamento com a família no local.

    Reprodução: Redes Sociais

    Em abril de 2024, Cavani expandiu sua presença no setor e lançou a marca Cavani Wines, linha de rótulos desenvolvida em parceria com duas vinícolas tradicionais do Uruguai e estampada com sua própria silhueta.

    David Beckham: galinhas raras, mel e hortaliças orgânicas nos Cotswolds

    Além de ser um dos proprietários do Inter Miami, clube que tem Lionel Messi como estrela, o ex-camisa 7 da seleção inglesa em três Copas do Mundo (1998, 2002 e 2006) mantém uma fazenda ativa na região de Cotswolds, no Reino Unido. Pelas redes sociais, Beckham compartilha a criação de galinhas, o cultivo de hortaliças orgânicas e a produção de mel.

    Reprodução: Redes Sociais

    A ligação com o campo ganhou destaque quando ele celebrou o Dia Mundial das Abelhas com uma publicação sobre a importância dos insetos para o meio ambiente. Outro momento que viralizou: a esposa Victoria presenteou o marido, no aniversário de 51 anos, com seis galinhas de raças raras.

    Hernanes: o Profeta que trocou os gramados pelos vinhedos do Piemonte

    Campeão da Copa das Confederações de 2013 e convocado por Luiz Felipe Scolari para a Copa do Mundo de 2014, Hernanes escolheu a Itália para construir seu projeto fora do futebol. O ex-meia adquiriu uma propriedade na região de Piemonte, no noroeste italiano. E lá administra a Ca’ Del Profeta, empreendimento que reúne vinícola, restaurante e espaço de hospedagem.

    Reprodução: Redes Sociais

    O nome do projeto faz referência direta ao apelido que Hernanes carregou ao longo da carreira. “Seu proprietário é um nome de destaque no mundo esportivo, o jogador de futebol Hernanes, que se apaixonou por esta região a ponto de decidir construir sua própria casa aqui. Daí o projeto que, por meio de diversas modificações, assumiu sua forma atual. Não é por acaso que o nome Cà del Profeta vem do apelido pelo qual ele é conhecido, o Profeta”, descreve a apresentação da marca.

    Taffarel: do tetra à importação de vinhos italianos

    Goleiro titular do Brasil tetracampeão em 1994 e atualmente preparador de goleiros na comissão técnica de Carlo Ancelotti, Taffarel também encontrou no universo do vinho um novo campo de atuação. Ao lado da esposa Andrea e do filho Cláudio, ele comanda a Italy Import, importadora de vinhos sediada em Porto Alegre, com rótulos que variam de R$ 99 a R$ 3,6 mil.

    Reprodução: Redes Sociais

    A conexão com a bebida nasceu durante os anos que o ex-goleiro passou jogando na Itália. “Depois de viver na Itália por tantos anos e conhecer de perto a cultura, os vinhos e os produtores, nos pareceu que trabalhar no Brasil com produtos italianos de qualidade seria uma atividade que realizaríamos com prazer e naturalidade”, escreveu Taffarel no site da empresa.

    Pelé: o Rei do Futebol que construiu um império rural em São Paulo

    Tricampeão mundial com a seleção brasileira nas Copas de 1958, 1962 e 1970 e amplamente considerado o maior jogador de todos os tempos, Pelé também escreveu um capítulo importante no agronegócio. Em meados da década de 1960, sob inspiração de seu pai Dondinho, ele adquiriu um pequeno sítio entre os municípios de Registro e Juquiá, no Vale do Ribeira, em São Paulo.

    Reprodução: Redes Sociais

    A propriedade, batizada de “Sossego”, rapidamente deixou de ser apenas um refúgio e se tornou um centro de atividades econômicas. Pelé desenvolveu uma operação robusta de criação de gado, peixes e suínos, transformando a fazenda em modelo de negócio na região. Com 661 hectares, dos quais 370 destinados à criação de animais, a fazenda também produzia banana e palmito.

    Após a morte de Pelé, em dezembro de 2022, a propriedade foi colocada à venda por R$ 35 milhões. Carregando não só valor imobiliário, mas também um profundo legado histórico e emocional.

    Arturo Vidal: o guerreiro chileno que ergueu um haras do zero

    Peça-chave da “Geração de Ouro” do Chile nas Copas de 2010 e 2014, e ídolo de clubes como Juventus, Bayern de Munique e Barcelona, Arturo Vidal construiu fora dos gramados um negócio tão combativo quanto seu estilo de jogo.

    Apaixonado por cavalos desde criança, Vidal ergueu do zero o Haras Il Campione em San Clemente, cidade na região de Maule, a 300 quilômetros de Santiago, em um terreno de 50 hectares. O projeto nasceu em parceria com seu primo Carlos Aliaga. “Era o sonho que Arturo sempre teve quando criança. Criar os próprios cavalos e depois vê-los correndo”, contou o primo ao jornal Las Últimas Notícias. “Quando compramos o terreno, era milho puro. Era preciso limpar, trabalhar a terra e fazer toda a construção de um haras do zero.”

    Reprodução: Redes Sociais

    O investimento se provou lucrativo. O cavalo Il Campione venceu várias competições e rendeu mais de US$ 210 milhões de pesos chilenos em prêmios, cerca de R$ 1,2 milhão. Sendo depois vendido por um valor estimado em US$ 2 milhões.

    Galvão Bueno: a voz das Copas que virou um dos maiores produtores de vinho do Brasil

    Narrador das Copas do Mundo pela TV brasileira por décadas, Galvão Bueno administra um empreendimento vitivinícola de 100 hectares no município de Candiota, na região sul do Rio Grande do Sul. A propriedade, chamada Bellavista Estate, cultiva variedades como Merlot, Cabernet Sauvignon, Pinot Noir, Sauvignon Blanc e Chardonnay.

    O projeto começou em 2010 com o lançamento do rótulo Bueno Paralelo 31 e cresceu rapidamente. A produção hoje inclui 13 vinhos, sendo dez tintos, dois brancos e um rosé, além de quatro espumantes. Em 2019, um dos seus vinhos recebeu o título de melhor Pinot Noir do país em competição nacional.

    Reprodução: Redes Sociais

    A produção da Bellavista Estate opera sob a supervisão do renomado winemaker italiano Roberto Cipresso, considerado um dos melhores enólogos da Itália. Além da vitivinicultura, a propriedade também produz azeite com três variedades de oliveiras. E mantém criações de gado Hereford, da raça Crioula e um dos maiores plantéis de gado Angus do Brasil.

    O agronegócio, portanto, não é apenas uma distração para esses nomes do futebol: é uma segunda carreira construída com a mesma seriedade com que disputaram Copas do Mundo. Do vinhedo ao pasto, eles mostram que o jogo continua, só que em outro campo.

  • Fazendas do Grupo Bertolo vão a leilão em SP para pagar dívida

    Fazendas do Grupo Bertolo vão a leilão em SP para pagar dívida

    A Justiça determinou o leilão de três propriedades rurais pertencentes à massa falida da Floralco Açúcar e Álcool, empresa do extinto Grupo Bertolo, localizadas em Santa Adélia, no interior de São Paulo. Juntas, as áreas somam cerca de 109,8 hectares e estão avaliadas em aproximadamente R$ 8,7 milhões.

    A plataforma Teza Leilões realizará o leilão de forma online com o objetivo principal de arrecadar recursos para pagar parte da dívida da companhia, atualmente estimada em R$ 2,11 bilhões.

    Etapas

    O processo será dividido em três etapas. A primeira fase começa em 8 de maio, com lances a partir do valor total de avaliação dos imóveis. Caso não haja propostas, a segunda etapa será iniciada em 12 de maio, permitindo descontos de até 50%. Se ainda assim não houver arremates, uma terceira fase ocorrerá entre 27 de maio e 11 de julho, com lances mínimos a partir de R$ 1 mil.

    As propriedades estão organizadas em três lotes distintos. O maior deles possui 58,08 hectares, avaliado em R$ 4,6 milhões, com infraestrutura completa que inclui casa-sede com 12 cômodos, imóveis de apoio, residências para funcionários, energia elétrica e abastecimento de água.

    O segundo lote conta com 38,39 hectares e está avaliado em R$ 3,07 milhões. A área tem localização estratégica às margens da Rodovia Washington Luís (SP-310), um dos principais corredores logísticos do estado de São Paulo.

    Já o terceiro lote possui 13,35 hectares, com valor estimado em R$ 1,06 milhão. A propriedade inclui casa-sede, pomar com árvores frutíferas e área destinada à produção agrícola, sendo uma opção atrativa para pequenos e médios produtores.

    Os interessados devem acessar o portal da Teza Leilões, onde estão disponíveis os editais, documentos e orientações para habilitação e envio de propostas.

    Crise e falência do Grupo Bertolo

    Fundado na década de 1930 como um negócio familiar voltado à produção artesanal de rapadura e cachaça, o Grupo Bertolo se consolidou como um dos principais nomes do setor sucroalcooleiro no Brasil. A empresa expandiu suas operações com as usinas Bertolo e Floralco, atuando na produção de açúcar, etanol, energia e comercialização agrícola.

    A crise financeira teve início em 2007, agravada pela queda nos preços do setor e pela crise econômica global de 2008. Que reduziu o crédito e pressionou os preços internacionais. Em 2010, o grupo entrou com pedido de recuperação judicial, apontando fatores como alto endividamento, dificuldades operacionais, vendas antecipadas e falta de capital de giro.

    Sem conseguir reverter o cenário, a empresa acumulou prejuízos, interrompeu atividades e deixou de cumprir obrigações financeiras, levando à decretação da falência em 2017.

    Desde então, a empresa vendeu diversos ativos, incluindo imóveis, áreas agrícolas e equipamentos industriais.Um dos principais negócios foi a venda da Usina Floralco, em 2019, por R$ 54 milhões. Até o momento, a liquidação de ativos já arrecadou mais de R$ 197 milhões.

  • R$ 10 mil o quilo: brasileiro cria única fazenda de wasabi do país e vira referência

    R$ 10 mil o quilo: brasileiro cria única fazenda de wasabi do país e vira referência

    Um dos ingredientes mais raros e caros da gastronomia mundial também é produzido no Brasil. No interior de São Paulo, uma fazenda se tornou a única da América Latina a cultivar o verdadeiro wasabi em escala comercial, com preços que podem chegar a R$ 10 mil por quilo.

    A produção é liderada pelo engenheiro agrônomo Vinícius Shizuo Abuno, responsável pela marca Minato Wasabi. Após anos de pesquisa, ele conseguiu adaptar a planta japonesa às condições brasileiras, superando um dos maiores desafios da agricultura de alta precisão.

    Um cultivo extremamente delicado

    Diferente de outras culturas, o wasabi exige condições muito específicas para se desenvolver. A planta precisa de água limpa e corrente, temperaturas baixas e ambiente controlado, características comuns em regiões montanhosas do Japão, mas raras no Brasil.

    Por isso, o cultivo ocorre em sistemas altamente controlados, com uso de tecnologia e manejo minucioso. Além disso, o ciclo produtivo é longo: a raiz pode levar até dois anos para atingir o ponto ideal de colheita.

    Esse nível de exigência explica o valor elevado do produto, considerado uma iguaria até mesmo no mercado internacional.

    Preço de luxo e produção limitada

    Atualmente, a produção ainda é pequena e artesanal, com cerca de 10 a 15 quilos por mês. Mesmo assim, a demanda é alta, principalmente entre chefs de alta gastronomia.

    O preço varia conforme a qualidade, podendo atingir valores entre R$ 6 mil e R$ 10 mil por quilo, patamar semelhante ao de produtos premium, como trufas importadas.

    Isso acontece porque o verdadeiro wasabi é extremamente raro. Na maioria dos restaurantes, o que se consome é uma pasta industrializada feita de raiz-forte, corantes e aromatizantes.

    Diferença que poucos conhecem

    Quem prova o wasabi fresco percebe rapidamente a diferença. Ao contrário da pasta comum, o sabor é mais suave, herbal e equilibrado, com uma ardência rápida e menos agressiva.

    Além disso, o produto perde suas propriedades poucos minutos após ser ralado, o que torna o consumo fresco ainda mais valorizado na gastronomia.

    Expansão e investimento

    O sucesso do cultivo já atraiu investimentos para ampliar a produção. Com apoio financeiro e tecnológico, a expectativa é aumentar significativamente o volume produzido nos próximos anos.

    A meta é escalar a produção sem perder a qualidade, mantendo o padrão exigido pelos chefs e pelo mercado premium.

    Um novo nicho no agronegócio

    O caso mostra como o agronegócio brasileiro tem avançado para além das commodities tradicionais. Cultivos de alto valor agregado, como o wasabi, ganham espaço e abrem novas oportunidades para produtores.

    Além disso, a iniciativa reforça o potencial da pesquisa e da tecnologia no campo. Afinal, uma planta considerada quase impossível de cultivar no país hoje já cresce em solo brasileiro.

  • Do palco ao campo: como celebridades brasileiras investem no agronegócio

    Do palco ao campo: como celebridades brasileiras investem no agronegócio

    O agronegócio brasileiro atrai cada vez mais investidores vindos do mundo do entretenimento. Cantores sertanejos e outras personalidades públicas têm destinado parte de suas fortunas à compra de fazendas, criação de gado de elite e produção agrícola em larga escala, transformando visibilidade em patrimônio rural sólido.

    O movimento revela uma mudança no perfil do setor: o agro deixou de ser apenas tradição para se tornar também estratégia financeira entre os grandes nomes da música brasileira.

    Gusttavo Lima: fazenda de até 39 mil hectares no Mato Grosso

    Entre os artistas com maior presença no campo, Gusttavo Lima se destaca pelo tamanho e pela estrutura de suas propriedades. O cantor possui fazendas em diferentes estados, com destaque para uma área no Mato Grosso de aproximadamente 39 mil hectares, voltada à produção de grãos e pecuária.

    A propriedade conta com estrutura para armazenamento de grãos, pista de pouso particular e criação de gado de corte. O modelo adotado segue o padrão dos grandes produtores rurais brasileiros: escala de produção, uso de tecnologia e diversificação de atividades.

    Leonardo e a Fazenda Talismã: 5 mil cabeças de gado em Goiás

    O cantor Leonardo é dono da Fazenda Talismã, localizada em Goiás, uma das propriedades rurais mais conhecidas no meio artístico brasileiro. Com cerca de 1.000 hectares e aproximadamente 5 mil cabeças de gado, o patrimônio é avaliado em torno de R$ 60 milhões.

    Além da pecuária de corte, Leonardo tem ampliado sua atuação no setor rural com a aquisição de novas áreas. Sua trajetória ilustra como artistas transformaram fazendas em verdadeiras operações produtivas, não apenas em símbolos de status.

    Luan Santana: produção aliada à sustentabilidade no Mato Grosso do Sul

    Com uma fazenda avaliada em cerca de R$ 40 milhões no Mato Grosso do Sul, Luan Santana representa uma tendência crescente no agronegócio: a integração entre produção pecuária e preservação ambiental.

    A propriedade mantém áreas de mata nativa e combina a criação de gado com práticas de conservação, alinhando-se às exigências do mercado consumidor e às políticas de ESG que ganham força no setor.

    Imagem: Divulgação

    Amado Batista: 7.200 hectares e mais de 20 mil cabeças de gado

    Mais discreto em relação à sua vida no campo, Amado Batista figura entre os maiores investidores rurais do meio artístico. Sua fazenda no Mato Grosso reúne cerca de 7.200 hectares, mais de 20 mil cabeças de gado e uma infraestrutura completa, com rios, lagos e pista de pouso.

    O patrimônio rural do cantor é avaliado em centenas de milhões de reais, consolidando-o como um dos exemplos mais expressivos dessa migração do entretenimento para o campo.

    Imagem: Divulgação

    Por que o agro atrai celebridades brasileiras?

    O agronegócio oferece valorização de longo prazo e proteção contra instabilidades econômicas. Além disso, gera renda real com produção agrícola e pecuária. Por essas razões, o setor se tornou uma das aplicações mais atrativas para grandes fortunas no Brasil.

    No caso dos artistas sertanejos, há ainda um diferencial importante: a proximidade cultural com o universo rural. Esse vínculo facilita a transição para o campo e, ao mesmo tempo, confere autenticidade ao investimento.

    Como resultado, celebridades brasileiras participam hoje de leilões de gado de elite. Produzem, ainda, soja, milho e café em escala comercial. Além disso, utilizam tecnologias avançadas de genética e manejo. Portanto, o que antes era símbolo de status tornou-se uma operação empresarial estruturada.

    https://www.instagram.com/p/DVei18BDwo9/?utm_source=ig_web_copy_link&igsh=MzRlODBiNWFlZA==

    Agro como destino de grandes fortunas

    A trajetória de nomes como Gusttavo Lima, Leonardo, Luan Santana e Amado Batista evidencia uma transformação importante no agronegócio brasileiro: o setor se consolida como um dos principais destinos de capital privado no país e como uma nova forma de demonstrar sucesso e visão de futuro.

  • EUA perdem 15 mil fazendas em 2025 e registram menor número em mais de um século

    EUA perdem 15 mil fazendas em 2025 e registram menor número em mais de um século

    A crise na pecuária e as tarifas comerciais impulsionadas pelo governo Donald Trump voltaram a impactar o campo norte-americano. O número de propriedades rurais nos Estados Unidos diminuiu mais uma vez em 2025, de acordo com o relatório Farms and Land in Farms 2025 Summary, divulgado pelo Departamento de Agricultura dos EUA (USDA).

    O país encerrou o ano com 1,865 milhão de fazendas, cerca de 15 mil a menos que em 2024, mantendo uma tendência de retração observada na última década. Segundo o USDA, a área total dedicada à agricultura caiu para 353,7 milhões de hectares. O que representa uma redução anual de 1,02 milhão de hectares.

    Mesmo com menos propriedades e menor área produtiva, o tamanho médio das fazendas aumentou para 190 hectares, frente a 189 hectares no ano anterior. O dado evidencia a ampliação da concentração fundiária, que avança à medida que pequenos produtores deixam a atividade e grandes grupos agropecuários expandem sua presença.

    Especialistas apontam que a alta nos custos de produção, as incertezas de mercado e as medidas protecionistas adotadas pelo governo Trump desde 2025 têm pressionado o setor. As tarifas sobre importações e o enfraquecimento das exportações de carne bovina e grãos para mercados como China e México contribuíram para agravamento da crise rural.

    De acordo com o USDA, o número de fazendas nos Estados Unidos já é o menor registrado em mais de 170 anos. Refletindo um movimento estrutural de consolidação e mecanização no campo norte-americano. Estados do Meio-Oeste, como Iowa, Kansas e Nebraska, concentram a maior parte das propriedades e áreas agrícolas do país.

  • Vídeo flagra Border Collie separando patos por cores em fazenda

    Vídeo flagra Border Collie separando patos por cores em fazenda

    O registro divertido mostra dois cães da raça Border Collie em um trabalho árduo de separar patos por cores. O objetivo dos animais, no vídeo, é deixar os patos brancos separados dos patos pretos.

    O Border Collie destaca-se como um dos cães mais eficazes no pastoreio, sendo um verdadeiro aliado para os trabalhadores do campo.

    Com origem nas regiões fronteiriças da Escócia e Inglaterra, essa raça combina inteligência, agilidade e um instinto natural para o trabalho com rebanhos. A raça chegou ao Brasil na década de 1980, importada por fazendeiros de São Paulo e do Rio Grande do Sul.

    Os Border Collies são amplamente reconhecidos por sua inteligência excepcional. Esses cães não apenas aprendem comandos rapidamente, mas também demonstram uma capacidade impressionante de resolver problemas. Essa habilidade os torna indispensáveis nas fazendas, onde podem substituir até três peões em tarefas de pastoreio. A eficiência do Border Collie reduz custos operacionais e melhora a produtividade nas atividades rurais.

    Trabalhador Incansável

    Além disso, a raça é conhecida por sua resistência e energia. Os Border Collies trabalham incansavelmente, muitas vezes até dentro d’água, se necessário. Eles operam com um estilo silencioso, evitando estressar os rebanhos, o que é crucial para manter a calma entre os animais. O olhar atento e a postura característica durante o trabalho refletem seu comprometimento e concentração.

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    O treinamento adequado é fundamental para que um Border Collie utilize plenamente suas capacidades. Um cão não treinado pode usar apenas 30% de seu potencial. Portanto, é essencial que os proprietários invistam tempo e recursos na educação desses animais desde filhotes. O contato com o rebanho pode começar aos três meses, mas o treinamento formal deve iniciar apenas aos 12 meses.

    Além disso, os cuidados com a saúde e o bem-estar do Border Collie também são vitais. Eles necessitam de atividade física regular e estímulo mental para evitar comportamentos indesejados, como pastorear crianças ou objetos inanimados. Um dono experiente pode ajudar a canalizar essa energia de forma construtiva.

    O Border Collie não é apenas um cão de pastoreio; ele é um parceiro valioso para aqueles que trabalham no campo. Sua inteligência, resistência e habilidade inata para o trabalho fazem dele uma escolha ideal para pecuaristas que buscam eficiência e economia em suas operações diárias. Com o treinamento adequado e cuidados apropriados, esses cães podem se tornar aliados indispensáveis na lida com rebanhos, contribuindo significativamente para a produtividade rural.

  • Entenda o sucesso da Starlink, de Elon Musk, no Agro

    Entenda o sucesso da Starlink, de Elon Musk, no Agro

    A Starlink, serviço de internet via satélite desenvolvido pela SpaceX, de Elon Musk,  tem se destacado como uma solução inovadora para a conectividade em áreas rurais. Com uma constelação de satélites em órbita baixa, a tecnologia oferece velocidades de download que variam entre 50 e 200 Mbps, transformando a realidade de fazendas e sítios em regiões isoladas do Brasil.

    Desafios da Conectividade Rural

    Historicamente, a conectividade no campo sempre foi um desafio. Muitas áreas rurais carecem de infraestrutura adequada, o que limita o acesso à internet e a utilização de tecnologias modernas. Essa lacuna impede que os produtores adotem práticas de agricultura de precisão e ferramentas digitais essenciais para otimizar suas operações. A falta de conexão não apenas afeta a produtividade, mas também compromete a qualidade de vida dos trabalhadores rurais.

    A Starlink surge como uma resposta eficaz para esses problemas. Ao utilizar uma rede de satélites em órbita baixa, a empresa garante uma latência reduzida e uma transmissão de dados eficiente. Essa tecnologia permite que agricultores monitorem suas propriedades em tempo real, otimizando recursos como água e insumos.

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    Além disso, a Starlink possibilita que os produtores participem ativamente do comércio eletrônico. Com uma conexão estável, eles podem acessar mercados online, ampliando suas oportunidades de vendas e aumentando a competitividade no setor.

    Benefícios Diretos para o Agronegócio

    Os benefícios da Starlink vão além da simples conectividade. Ela transforma o modo como os agricultores operam:

    • Agricultura de Precisão: A conectividade permite o uso de tecnologias como drones e sensores IoT, essenciais para monitorar condições climáticas e o desempenho das máquinas agrícolas.
    • Acesso a Serviços: Produtores têm acesso facilitado a serviços como telemedicina e educação à distância, melhorando sua qualidade de vida e capacitação profissional.
    • Logística Eficiente: A instalação da internet nas fazendas possibilita uma gestão mais eficiente das operações logísticas. Ou seja, desde a emissão de notas fiscais até o acompanhamento do transporte de mercadorias.

    Ao superar as barreiras geográficas e fornecer acesso à internet em locais antes considerados desconectados, essa tecnologia não apenas melhora a produtividade agrícola, mas também transforma a vida dos produtores.

    Com um futuro promissor pela frente e planos para expandir ainda mais sua constelação de satélites, a Starlink se posiciona como uma ferramenta indispensável para o desenvolvimento do agronegócio brasileiro.