Tag: exportação de frango

  • Controle de amônia pode gerar R$ 2 bilhões por ano à avicultura

    Controle de amônia pode gerar R$ 2 bilhões por ano à avicultura

    A adoção de tecnologias voltadas ao controle da amônia em aviários pode injetar cerca de R$ 2 bilhões anuais na economia da avicultura brasileira. A estimativa faz parte de um estudo desenvolvido pela Dux Grupo, que aponta a melhoria da ambiência nas granjas como fator decisivo para aumentar a produtividade, reduzir perdas sanitárias e ampliar a competitividade do Brasil nos mercados internacionais.

    Segundo o levantamento, a redução da concentração de gases tóxicos nos ambientes de criação impacta diretamente o desempenho das aves. As validações realizadas em campo indicaram ganho médio de 60 gramas de peso vivo por animal criado em condições controladas. Quando projetado para o volume nacional de abates, estimado em aproximadamente 7 bilhões de aves em 2026, o resultado representa centenas de milhões de quilos adicionais de carne produzidos ao longo do ano.

    O estudo destaca que esse incremento ocorre sem a necessidade de ampliar áreas de produção ou elevar proporcionalmente os custos com alimentação. O que favorece a rentabilidade dos produtores e a eficiência da cadeia produtiva.

    Impactos sanitários e comerciais

    Além dos ganhos em produtividade, o controle da amônia contribui para reduzir problemas sanitários que afetam a qualidade final dos produtos. Entre eles está a pododermatite, conhecida popularmente como calo nas patas, condição agravada pela umidade excessiva e pelas altas concentrações de amônia presentes na cama dos aviários.

    De acordo com a Dux Grupo, a neutralização dos gases pode diminuir a incidência dessas lesões entre 5% e 17,5%. O resultado tem reflexos diretos na comercialização internacional, especialmente em mercados asiáticos, como a China, que exigem elevados padrões de qualidade e integridade das patas para importação.

    Além disso, a redução das lesões diminui perdas por condenações e agrega valor aos produtos exportados. Dessa forma, a melhoria da ambiência passa a ser vista não apenas como uma questão de bem-estar animal. Mas também como estratégia econômica para o setor.

    Química verde como aliada da produção

    Os resultados observados no estudo estão relacionados ao uso de tecnologias baseadas nos princípios da química verde. Diferentemente de soluções que apenas reduzem o odor dos aviários, os processos analisados atuam na decomposição molecular da amônia, neutralizando sua toxicidade e reduzindo os impactos sobre animais, trabalhadores e meio ambiente.

    A tecnologia utiliza compostos biodegradáveis capazes de promover a neutralização química dos gases sem provocar saturação química nos galpões. Com isso, a produção se torna mais alinhada às exigências globais de sustentabilidade, governança ambiental e bem-estar animal.

    “Tecnologias como o Amonix, solução que lançaremos este ano no Brasil, são o resultado prático e direto desses estudos de viabilidade, projetadas para oferecer ao mercado uma ferramenta de alta performance que une rentabilidade e sustentabilidade”, afirma Spaziani.

    Segundo o executivo, o objetivo é transformar desafios ambientais e químicos em oportunidades de crescimento para o agronegócio brasileiro, com resultados mensuráveis para produtores e integradoras.

    A Dux Grupo atua no segmento de química verde e registrou crescimento de 241% entre 2020 e 2025. Atualmente, a empresa está presente em sete países da América Latina e em Portugal. Portanto, ampliando sua participação no agronegócio por meio de soluções voltadas à eficiência operacional, sustentabilidade e produtividade animal

  • China retoma importação de frango brasileiro e impulsiona exportações

    China retoma importação de frango brasileiro e impulsiona exportações

    O governo chinês suspendeu a proibição de importação de frango do Brasil, o que reacende o otimismo no setor avícola nacional e abre caminho para um recorde histórico nas exportações em 2025. A decisão reverte as restrições que o país asiático impôs após registrar um caso isolado de gripe aviária no Brasil e marca a retomada de um dos mercados mais estratégicos para a proteína brasileira.

    O Brasil lidera as exportações mundiais de carne de frango, com vendas para 151 países. A China mantém a posição de principal destino dessa proteína. A GTF, que figura entre os seis maiores produtores de frango do Brasil e está entre os dez principais exportadores do país, vê a reabertura do mercado chinês como um importante impulso para seus embarques internacionais.

    Ásia concentra quase metade das exportações brasileiras

    Em 2024, a GTF comercializou 35 mil toneladas de carne de frango para o mercado asiático, volume que representou 45% de suas exportações totais. Desse montante, 61% foram destinados à China, país que contribui de forma significativa para o desempenho das exportações brasileiras do setor.

    Antes da suspensão temporária, os embarques da companhia para o país asiático já cresciam em forte ritmo, impulsionados pela confiança dos compradores internacionais na qualidade e segurança alimentar dos produtos brasileiros.

    “A suspensão da proibição e a reabertura das exportações representam um marco importante para nós. Mantemos uma relação comercial sólida com o mercado asiático, tendo na China um dos destinos mais estratégicos, responsável por quase 27% de nossas exportações”, afirma Rafael Tortola, CEO da GTF.

    O executivo destaca que a retomada reforça o compromisso da empresa com a excelência, a sustentabilidade e os mais rigorosos padrões sanitários exigidos globalmente.

    China lidera ranking de consumo mundial

    Segundo dados da GTF, a China lidera o ranking mundial de consumo de frango com 562.207 toneladas e 10,9% de participação global. Os Emirados Árabes Unidos ocupam a segunda posição, com 455.121 toneladas (9%), seguidos pelo Japão, com 443.201 toneladas (8,6%).

    Esses três países estão entre os principais destinos da carne de frango brasileira, seguidos por Arábia Saudita (7,2%) e África do Sul (6,3%).

    Projeção de crescimento de 10% para 2025

    A reabertura do mercado chinês representa um marco estratégico para as exportações brasileiras de frango. Em 2024, a GTF direcionou cerca de 28% de suas exportações à China. Para 2025, a empresa projeta expectativas ainda mais ambiciosas, com aumento de aproximadamente 10% nas exportações, incluindo os mercados asiáticos, e o fortalecimento contínuo de sua presença global.

    “Com a China liderando o consumo e sendo responsável por uma parte significativa de nossas vendas, essa decisão reforça a confiança dos mercados internacionais na qualidade e segurança dos produtos brasileiros”, destaca Tortola.

    Preferências regionais definem estratégia de exportação

    A GTF exporta cortes específicos de acordo com as preferências de consumo de cada região. Na Ásia, os produtos mais demandados incluem asa inteira, meio da asa, coxa e sobrecoxa (com e sem osso), cartilagens e pés de frango.

    Na África, os cortes mais procurados são coxa e sobrecoxa, MDM (carne mecanicamente separada), peito e pés de frango. O Oriente Médio prefere coxas, sobrecoxas, moelas, fígados e peito. Na Europa, o peito domina as vendas. Nas Américas, a demanda concentra-se em coxas e sobrecoxas (com e sem osso), asa inteira, coxinha da asa, peito e pés de frango.

    Diferenças culturais determinam valor dos cortes

    “As diferenças culturais também se refletem nas partes mais valorizadas de cada região. Os pés de frango, por exemplo, são amplamente consumidos em países emergentes, mas na China são considerados uma iguaria de alto valor”, explica Kendi Okumura, gerente de exportação da GTF.

    A executiva destaca que as cartilagens do peito e do joelho, muitas vezes descartadas em outros mercados, são apreciadas na China e no Japão, onde existe valorização do aproveitamento integral da proteína.

    No Brasil, o consumo também se mostra diversificado, mas não há cortes vendidos exclusivamente no mercado interno. Isso permite às empresas otimizar a exportação de todas as partes do frango conforme a demanda internacional.

  • China revoga embargo e retoma importação de frango do Brasil

    China revoga embargo e retoma importação de frango do Brasil

    Em uma decisão amplamente comemorada pelo agronegócio brasileiro, o governo da China revogou a suspensão às exportações de carne de frango do Brasil. A medida, anunciada pela Administração Geral das Alfândegas da China (GACC), entra em vigor imediatamente e põe fim a um embargo que durava desde maio, quando um único foco de Influenza Aviária de Alta Patogenicidade (IAAP) foi detectado no Rio Grande do Sul.

    A retomada do comércio com a China, principal destino da carne de frango brasileira, é crucial para a economia do país. De acordo com a Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), o Brasil é o maior exportador mundial do produto, sendo responsável por aproximadamente 35% de todo o frango comercializado globalmente. Em 2022, as vendas para os chineses somaram mais de US$ 1,2 bilhão, destacando a importância estratégica desse mercado.

    A revogação foi baseada nos resultados da análise de risco conduzida pelas autoridades sanitárias chinesas, que atestaram a eficácia dos controles implementados pelo Brasil. Conforme comunicado oficial do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), desde 18 de junho o país recuperou o status sanitário de “país livre de IAAP”, após a conclusão bem-sucedida de todos os procedimentos de desinfecção e vigilância na propriedade afetada.

    Fim do embargo e panorama atual

    A suspensão temporária foi um reflexo dos protocolos sanitários internacionais. A detecção de um caso em uma granja comercial em Montenegro (RS) acionou medidas automáticas por parte de alguns países importadores. No entanto, a rápida ação do Mapa e dos produtores para conter e erradicar o vírus foi fundamental para minimizar o impacto.

    Com a reabertura do mercado chinês, a atenção do setor agora se volta para o Canadá, que se tornou o único país a manter a suspensão total das importações de carne de aves brasileiras. A ABPA e o governo brasileiro já sinalizaram que estão trabalhando junto às autoridades canadenses para normalizar o fluxo comercial o mais breve possível.

    Especialistas apontam que a retomada com a China deve ser rápida, com os embarques sendo normalizados nas próximas semanas. Portanto, reintegrando o produto brasileiro, conhecido por sua qualidade e competitividade, ao prato dos consumidores chineses.

  • Produtores do Paraná avançam no plantio da safra de verão

    Produtores do Paraná avançam no plantio da safra de verão

    Os produtores do Paraná começaram o plantio da safra de verão com foco no milho e na batata. Segundo o Boletim Semanal de Conjuntura Agropecuária, elaborado pelo Departamento de Economia Rural (Deral), essas culturas lideram o avanço dos trabalhos no estado.

    O plantio da soja, por sua vez, ainda é restrito e acontece majoritariamente na Região 2, que abrange o Norte, Noroeste, Centro-Oeste e Oeste. Nas demais regiões, o vazio sanitário segue em vigor, e a liberação para o plantio deve ocorrer ao longo deste mês.

    Milho avança com 9% da área prevista semeada

    O milho tem aproveitado as condições climáticas favoráveis. Até agora, cerca de 29 mil hectares já foram plantados, o que representa 9% dos 314 mil hectares previstos para esta safra. A região de Ponta Grossa, maior produtora do estado, responde por 21 mil hectares plantados, representando 23% da área total estimada para o Paraná.

    A região de Guarapuava ocupa a segunda posição, com 15% da área prevista para o milho, cerca de 47,6 mil hectares. A projeção para a safra é de 3,2 milhões de toneladas no primeiro ciclo do ano agrícola.

    Plantio da batata atinge 22% da área, mas desacelera por solo seco

    A batata de primeira safra está plantada em 3,5 mil hectares, o equivalente a 22% da área total estimada em 16,3 mil hectares. O avanço ficou abaixo do registrado no ano passado, que marcava 35% do plantio neste período. A secura do solo atrasou o ritmo das operações.

    As principais regiões produtoras incluem Curitiba (39% da área), Guarapuava (23%) e Ponta Grossa (13%). A expectativa de colheita é de 517,1 mil toneladas, volume 11% menor que as 584,2 mil toneladas colhidas em 2024.

    Tabaco deve registrar maior área plantada da história do Paraná

    Os produtores de tabaco planejam ampliar o plantio para 85,3 mil hectares, o maior já registrado no estado. Principal alternativa de renda para pequenas propriedades do Sudeste paranaense, a previsão é colher 217,5 mil toneladas, superando o recorde anterior de 195,1 mil toneladas.

    Exportação de frango tem alta no faturamento, mas queda no volume

    O Brasil vendeu 2,906 milhões de toneladas de frango entre janeiro e julho, redução de 2,3% em relação ao mesmo período de 2024. Ainda assim, o faturamento cresceu 0,9%, atingindo US$ 5,472 bilhões.

    No Paraná, o volume exportado caiu 5,7%, para 1,189 milhão de toneladas, e a receita diminuiu 4%, somando US$ 2,181 bilhões. A retração resulta dos embargos de alguns países após confirmarem caso de gripe aviária em maio, no Rio Grande do Sul.

    O valor da arroba bovina fechou agosto em R$ 310,50, com alta de 5,49% impulsionada pela menor oferta de animais. As exportações mantiveram ritmo forte, com recorde de 310 mil toneladas embarcadas em julho.

    No mercado interno, a maioria dos cortes bovinos sofreu aumento de preço em agosto. Apenas alcatra sem osso e contrafilé com osso registraram queda nos valores. Os demais cortes subiram entre 1,7% e 4,3%.

  • Sete países retiram barreiras à importação de carne de aves brasileira

    Sete países retiram barreiras à importação de carne de aves brasileira

    O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) anunciou nesta sexta-feira (4) a atualização do status das exportações de carne de aves do Brasil, após a detecção de um foco de Influenza Aviária de Alta Patogenicidade (IAAP) no município de Montenegro (RS). Segundo o órgão, sete países decidiram retirar as restrições impostas à carne de frango brasileira: Argentina, Cuba, Emirados Árabes Unidos, Filipinas, Índia, Mauritânia e Uruguai.

    A decisão representa um avanço para o setor avícola nacional, que vinha enfrentando barreiras comerciais desde o registro do surto. Com a reabertura desses mercados, o Brasil reforça sua posição como um dos principais exportadores mundiais de carne de frango.

    Países sem restrições à carne de frango do Brasil

    Além dos sete países que reabriram seus mercados, outros destinos importantes já não possuem restrições à carne de aves brasileira. Entre eles estão Argélia, Bolívia, Bósnia e Herzegovina, Egito, El Salvador, Iraque, Lesoto, Líbia, Marrocos, Mianmar, Paraguai, República Dominicana, Sri Lanka, Vanuatu e Vietnã.

    Apesar dos avanços, alguns mercados mantêm restrições totais ou parciais às exportações brasileiras de carne de aves:

    • Suspensão total: Albânia, Canadá, Chile, China, Macedônia do Norte, Malásia, Paquistão, Peru, Timor-Leste e União Europeia.
    • Suspensão restrita ao Rio Grande do Sul: África do Sul, Angola, Arábia Saudita, Armênia, Bahrein, Bielorrússia, Cazaquistão, Coreia do Sul, Kuwait, México, Namíbia, Omã, Quirguistão, Reino Unido, Rússia, Tajiquistão, Turquia e Ucrânia.
    • Suspensão limitada ao município de Montenegro (RS): Catar e Jordânia.
    • Suspensão limitada aos municípios de Montenegro, Campinápolis e Santo Antônio da Barra: Japão.
    • Suspensão limitada à zona específica: Hong Kong, Maurício, Nova Caledônia, São Cristóvão e Nevis, Singapura, Suriname e Uzbequistão.

    O Mapa destaca que a regionalização das restrições segue as diretrizes da Organização Mundial de Saúde Animal (OMSA) e do Acordo sobre Medidas Sanitárias e Fitossanitárias (SPS) da Organização Mundial do Comércio (OMC). Esse reconhecimento permite que apenas áreas afetadas pelo surto sejam alvo de restrições, preservando a competitividade das demais regiões produtoras do país.

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  • Brasil deve se declarar livre da gripe aviária hoje

    Brasil deve se declarar livre da gripe aviária hoje

    O Brasil deve anunciar nesta quarta-feira (18) a erradicação da gripe aviária em granjas comerciais, após cumprir o período de 28 dias sem registro de novos focos da doença. A medida segue protocolos internacionais. E marca um passo importante para a retomada das exportações de carne de frango. Elas foram impactadas por embargos desde o primeiro caso em Montenegro (RS), registrado em maio.

    O período de 28 dias, conhecido como “vazio sanitário”, começou a ser contado após a desinfecção da granja em Montenegro. Na cidade ocorreu o primeiro e único foco da doença em aves comerciais no Brasil. De acordo com o Ministério da Agricultura, esse intervalo é fundamental para garantir que não restem vestígios do vírus H5N1 no ambiente antes da retomada das atividades normais nas granjas.

    Durante esse período, o governo brasileiro monitorou possíveis suspeitas em granjas comerciais e todas foram descartadas. As investigações ocorreram em municípios como Ipumirim (SC), Aguiarnópolis (TO), Bom Despacho (MG), Anta Gorda (RS), União da Serra (RS) e Westfalia (RS), sem confirmação de novos casos.

    Comunicação internacional e impacto nas exportações

    Com o fim do vazio sanitário, o Brasil irá notificar oficialmente a Organização Mundial da Saúde Animal (OMSA) e os países importadores sobre a condição de livre de influenza aviária. O objetivo é facilitar a reabertura dos mercados e a redução das áreas sob restrição. Porém, a retirada dos bloqueios não seja automática e dependa da avaliação de cada país importador.

    Atualmente, a União Europeia e outros 20 países mantêm bloqueio total à carne de frango brasileira. Enquanto outros 19 restringem apenas produtos do Rio Grande do Sul. Em quatro países, o embargo é local, atingindo principalmente a região de Montenegro. O Japão, terceiro maior importador, ampliou recentemente o embargo para cidades de Goiás e Mato Grosso devido a casos em criações domésticas.

    Situação da gripe aviária no Brasil

    Desde o início dos registros em 2023, o Brasil confirmou 174 casos de gripe aviária. Foram 168 em aves silvestres, cinco em criações domésticas e apenas um em granja comercial (Montenegro). O Ministério da Agricultura reforça que a gripe aviária não é transmitida pelo consumo de carne de aves ou ovos. Além disso, o país nunca registrou casos da doença em humanos.

    Apesar da queda de 13% nas exportações de frango em maio, segundo a Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), a maior parte da produção segue destinada ao mercado interno. O governo espera que, com o reconhecimento internacional da erradicação da doença, os principais mercados importadores, como a China, flexibilizem as restrições, inicialmente limitando os embargos ao Rio Grande do Sul ou à região de Montenegro, com expectativa de normalização gradual das exportações.

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  • Gripe aviária: governo confirma controle de foco em granja do RS

    Gripe aviária: governo confirma controle de foco em granja do RS

    O Ministério da Agricultura declarou nesta quarta-feira (4) que o foco de gripe aviária identificado há duas semanas em uma granja comercial de Montenegro, no Rio Grande do Sul, está tecnicamente controlado. Segundo o ministro Carlos Fávaro, o Brasil deve retomar o status de zona livre da doença em até 14 dias. Isso caso não haja novos registros em granjas comerciais.

    De acordo com Fávaro, o vírus da influenza aviária não se espalhou para além da unidade afetada, atestando a eficiência do sistema sanitário brasileiro. “Há um indício muito forte de que conseguimos conter o foco com eficiência. Esse vírus é tão letal que em questão de quatro a cinco dias não teria restado nenhum animal vivo”, destacou o ministro. O protocolo de vazio sanitário, iniciado em 22 de maio, prevê um período de 28 dias sem novos casos para que o país possa ser novamente reconhecido como livre da doença.

    Atualmente, oito casos suspeitos de gripe aviária estão sob investigação, todos envolvendo aves silvestres ou de criação doméstica, sem envolvimento de novas granjas comerciais. O Ministério da Agricultura reforça que o monitoramento permanece intensivo para garantir a segurança sanitária do plantel avícola nacional.

    Impacto nas exportações e negociações internacionais

    A confirmação do foco em Montenegro levou 24 países a suspenderem totalmente as importações de carne de frango brasileira, enquanto outros 14 restringiram as compras ao estado do Rio Grande do Sul e dois limitaram as restrições ao município de Montenegro. Entre os principais mercados impactados estão China, União Europeia e Japão.

    Apesar das restrições, o ministro minimizou os efeitos econômicos e afirmou que as negociações para a redução dos embargos já estão em andamento. “O impacto é praticamente zero”, declarou Fávaro. Ele ressaltaou que a maior parte da produção brasileira é consumida no mercado interno. E que o governo mantém diálogo transparente com os parceiros comerciais para reverter as suspensões.

    Perspectiva para retomada do status sanitário

    Com metade do período de vazio sanitário já cumprido, a expectativa do governo é que o Brasil seja reconhecido novamente como livre da gripe aviária em granjas comerciais até 18 de junho, caso não surjam novos casos. Além disso, o Ministério da Agricultura segue acompanhando de perto a situação para garantir a retomada plena das exportações e a manutenção da confiança internacional na avicultura brasileira.

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  • Sem novos casos, Brasil pode ser declarado livre da gripe aviária em 28 dias

    Sem novos casos, Brasil pode ser declarado livre da gripe aviária em 28 dias

    O ministro da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro, afirmou nesta segunda-feira (19) que o Brasil precisa passar por um período de 28 dias sem registrar novos casos de gripe aviária para ser oficialmente declarado livre do vírus H5N1. Esse prazo corresponde ao ciclo do vírus . Ao ser cumprido, permitirá ao país retomar as exportações de carne de frango para mercados que suspenderam suas importações após o primeiro caso confirmado no Brasil.

    As autoridades registraram oficialmente o primeiro caso de gripe aviária em uma granja comercial brasileira em Montenegro, no Rio Grande do Sul, com divulgação em 15 de maio de 2025. Em resposta, países como China, União Europeia e Argentina suspenderam temporariamente a compra de frango brasileiro, impactando diretamente a cadeia produtiva nacional.

    O ministro destacou que, mesmo após o prazo de 28 dias, a reabertura dos mercados pode ser gradual. Com alguns países restringindo inicialmente as importações apenas ao estado do Rio Grande do Sul ou à área afetada em Montenegro. A expectativa é que, com o tempo, as restrições sejam totalmente suspensas.

    Investigação de novos casos suspeitos

    Além do caso confirmado em Montenegro, o Ministério da Agricultura está investigando outros dois casos suspeitos em granjas comerciais localizadas em Ipumirim (SC) e Aguiarnópolis (TO). Também há investigações em andamento sobre quatro casos suspeitos em produções familiares nos estados do Rio Grande do Sul, Sergipe, Ceará e Mato Grosso.

    O Ministério da Agricultura reforça que não há risco para o consumo humano da carne de frango ou ovos provenientes de aves inspecionadas. O consumo desses produtos não transmite o vírus H5N1, já que o cozimento adequado elimina o patógeno. A Organização Mundial da Saúde (OMS) e o Ministério da Saúde do Brasil confirmam que o risco de infecção em humanos é baixo. E ocorre principalmente por contato direto com aves doentes ou ambientes contaminados.

    “O risco não está no consumo. Mas na contaminação sanitária dos plantéis comerciais nos países importadores, caso carcaças contaminadas entrem em contato com aves vivas,” explicou o ministro Carlos Fávaro.

    O governo brasileiro está realizando um rigoroso bloqueio sanitário e rastreamento de toda a produção oriunda da granja afetada em Montenegro. A inutilização das aves e produtos contaminados é fundamental para reduzir o risco de novos surtos.

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  • Paraná intensifica vigilância contra gripe aviária no Litoral

    Paraná intensifica vigilância contra gripe aviária no Litoral

    A Agência de Defesa Agropecuária do Paraná (Adapar) reforçou nesta semana a fiscalização em propriedades rurais e áreas de circulação de aves migratórias no Litoral paranaense. O objetivo é evitar a entrada da gripe aviária H5N1, doença que já causou prejuízos bilionários nos Estados Unidos e preocupa o maior produtor e exportador de frangos do Brasil.

    Após o registro de 23 milhões de aves infectadas nos EUA apenas em janeiro de 2025, o Paraná ampliou medidas de biossegurança para proteger seu rebanho avícola. De acordo com Rafael Gonçalves Dias, chefe do Departamento de Saúde Animal da Adapar, “o vírus H5N1 representa um risco econômico imenso para o Estado, que responde por 34,2% da produção nacional de frangos”.

    Desde maio de 2023, quando o Brasil confirmou o primeiro caso da doença em uma ave silvestre, o Paraná registrou 13 focos isolados, todos controlados em animais silvestres.

    Por que o Litoral é prioritário?

    A região é rota de aves migratórias que podem carregar o vírus de outros países. A Adapar atua em parceria com o Centro de Estudos Marinhos da UFPR para monitorar espécies como maçaricos e batuíras, potenciais vetores da doença. “Elas são a porta de entrada do vírus. Por isso, intensificamos a vigilância e a orientação a produtores de subsistência”, explica Dias.

    O governo paranaense prorrogou até julho de 2025 o decreto de emergência zoossanitária, válido desde janeiro de 2023. A medida permite ações rápidas de contenção, como interdição de propriedades e restrições sanitárias.

    Impacto na economia: Paraná lidera exportações

    Dados do IBGE de 2024 mostram que o Estado:

    • Abateu 2,2 bilhões de frangos (34,2% do total nacional).
    • Produziu 4,756 milhões de toneladas de carne de frango.
    • Exportou 2,171 milhões de toneladas, gerando US$ 4 bilhões em receita.

    “Se o vírus atingir granjas comerciais, o prejuízo será incalculável. Não podemos baixar a guarda”, alerta Dias. A Adapar orienta produtores e moradores a:

    • Evitar contato com aves silvestres mortas ou doentes.
    • Notificar imediatamente casos suspeitos pelo telefone 181.
    • Reforçar higiene em criações domésticas.

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