Tag: Entressafra

  • Cuidados na entressafra ajudam a preservar máquinas agrícolas

    Cuidados na entressafra ajudam a preservar máquinas agrícolas

    O armazenamento adequado de máquinas agrícolas durante a entressafra ou em períodos de inatividade ajuda a reduzir desgastes prematuros, evitar falhas e diminuir os custos de manutenção no campo. Tratores participam de diversas etapas da produção e, por isso, precisam de cuidados mesmo quando permanecem parados por semanas ou meses.

    Além das revisões e inspeções periódicas, a conservação durante a parada também influencia diretamente o desempenho e a vida útil dos equipamentos. A exposição prolongada ao sol, à chuva e à umidade pode acelerar a corrosão. Da mesma forma, essas condições podem comprometer sistemas elétricos, peças de borracha e outros componentes.

    Segundo Eder Pinheiro, coordenador de Marketing de Produto Trator da Massey Ferguson, medidas simples ajudam a manter a máquina em boas condições e pronta para voltar ao trabalho quando necessário. Dessa forma, o produtor reduz o risco de falhas e evita despesas inesperadas no início das operações.

    Limpeza deve anteceder o período de parada

    O primeiro passo recomendado pelo especialista é realizar uma limpeza completa do equipamento antes de iniciar o armazenamento. A retirada de resíduos acumulados durante o trabalho no campo contribui para preservar diferentes componentes da máquina.

    “A remoção de resíduos de terra, palha, fertilizantes e defensivos evita o acúmulo de umidade e reduz o risco de corrosão em partes metálicas”, detalha Pinheiro.

    Por isso, a limpeza deve fazer parte da preparação do trator para períodos prolongados de inatividade. Além de remover sujeiras, o procedimento permite identificar possíveis danos que poderiam passar despercebidos durante a rotina de trabalho.

    Na sequência, o produtor deve escolher um local adequado para guardar o equipamento. Ambientes cobertos, ventilados e protegidos das intempéries oferecem melhores condições de conservação.

    “Ambientes cobertos, ventilados e protegidos das intempéries ajudam a preservar a pintura, os componentes eletrônicos e os elementos de borracha. Quando possível, a máquina deve permanecer protegida da incidência direta do sol e da chuva”, afirma o especialista.

    Pneus, fluidos e funcionamento exigem atenção

    Os cuidados durante a entressafra também envolvem pneus e fluidos. A calibragem correta dos pneus ajuda a evitar deformações provocadas pelo peso do próprio equipamento durante longos períodos de parada.

    Além disso, o produtor deve verificar as condições do óleo do motor, do fluido hidráulico e do líquido de arrefecimento. Essas inspeções permitem identificar necessidades de manutenção antes que pequenos problemas afetem a operação da máquina.

    Outra recomendação é ligar o trator a cada 15 dias por aproximadamente 20 minutos. Segundo a orientação apresentada, o procedimento favorece a circulação do lubrificante pelos componentes internos. Assim, contribui para manter a proteção das peças e preservar as condições de funcionamento do equipamento.

    Ainda durante o período de armazenamento, o produtor deve realizar inspeções periódicas. A verificação de possíveis vazamentos, sinais de corrosão e presença de animais em componentes da máquina pode evitar problemas futuros.

    “Pequenos cuidados podem gerar ganhos significativos ao produtor. Além de contribuir para a disponibilidade operacional da máquina, eles ajudam a reduzir custos de manutenção e preservam o valor do equipamento ao longo dos anos”, destaca Pinheiro.

    Portanto, a preparação adequada para a entressafra não deve ser vista apenas como uma etapa de conservação. O cuidado durante a inatividade também contribui para que o equipamento retorne ao trabalho em melhores condições. Com isso, o produtor pode reduzir riscos de paradas inesperadas e preservar o investimento realizado na máquina.

    Sobre a Massey Ferguson

    A Massey Ferguson, marca pertencente ao grupo AGCO, acumula mais de 175 anos de experiência global na produção para a indústria agrícola. A empresa é apresentada como a maior exportadora de máquinas agrícolas da América Latina e atua no mercado brasileiro há seis décadas.

    A marca comercializa tratores, colheitadeiras, plantadeiras, implementos, pulverizadores, enfardadoras e produtos e serviços de agricultura de precisão para mais de 80 países.

    Na América do Sul, a empresa possui fábricas no Brasil e na Argentina. No território brasileiro, as unidades estão localizadas em Canoas (RS), Santa Rosa (RS), Ibirubá (RS) e Mogi das Cruzes (SP). A empresa também mantém uma unidade em General Rodríguez, na Argentina.

    No Brasil, a Massey Ferguson conta ainda com uma rede de concessionárias com mais de 200 lojas.

  • Girassol: opção rentável para diversificar a produção agrícola

    Girassol: opção rentável para diversificar a produção agrícola

    Quem busca diversificação na lavoura tem encontrado no girassol uma alternativa cada vez mais atraente, e os dados confirmam esse movimento.

    Segundo a Conab, a área plantada na safra 2022/23 chegou a 70 mil hectares, um crescimento de 12% em relação ao ano anterior. A cultura reúne uma combinação rara de baixo custo de manejo, ciclo curto e múltiplas fontes de receita.

    Encaixe perfeito no calendário agrícola

    O ciclo de aproximadamente 120 dias é um dos grandes trunfos da cultura. Ele permite o plantio justamente nos períodos de entressafra, ocupando a terra em janelas que normalmente ficariam ociosas. Combinado com soja e milho na rotação, o girassol ainda contribui para a saúde do solo, quebrando o ciclo de pragas e doenças, o que traz benefícios que vão além da safra atual.

    Para pequenos e médios produtores, essa flexibilidade é especialmente valiosa.

    Girassol: uma oportunidade lucrativa para agricultores
    Uma oportunidade lucrativa para agricultores

    Números que explicam o interesse crescente

    A produtividade média no Brasil fica entre 1.500 e 2.000 kg por hectare, de acordo com a Embrapa. Com manejo adequado e condições favoráveis de solo e clima, esse número pode ultrapassar os 2.500 kg/ha.

    No mercado, as cotações têm se mantido atraentes, em torno de R$ 100 por saca de 60 kg. Considerando uma produtividade média de 1,8 tonelada por hectare e preço médio de R$ 1.700 por tonelada, um produtor pode alcançar receita bruta de aproximadamente R$ 3.060 por hectare. Dependendo da eficiência do manejo e das condições de mercado, esse valor pode ser ainda maior.

    Mais de uma fonte de renda na mesma planta

    Um ponto que chama atenção é a diversidade de produtos que a cultura gera. O óleo é o mais conhecido, com ampla aplicação na indústria alimentícia e cosmética, além do crescente interesse para a produção de biodiesel, um mercado em expansão no Brasil.

    Além disso, há outro produto que muitos ignoram: o farelo. Subproduto do processo de extração de óleo, ele é altamente valorizado na alimentação animal, especialmente na pecuária leiteira, pelo alto teor proteico.

    Onde a produção acontece

    Estados como Mato Grosso, Goiás e Paraná concentram a maior parte da produção nacional, destacando-se pela alta eficiência. Mas a Embrapa reforça que a cultura tem boa adaptação a diferentes tipos de solo e clima, incluindo regiões mais secas, o que abre espaço para expansão em áreas onde outras culturas têm dificuldade de prosperar.

    Nem tudo são facilidades, é claro. A colheita exige máquinas específicas, o que representa um investimento inicial que pode pesar no orçamento de quem ainda não tem esse maquinário. Em algumas regiões, a escassez de sementes de qualidade e a falta de assistência técnica especializada também travam a expansão.

    No entanto, com o suporte de instituições de pesquisa como a Embrapa e o acesso a programas de assistência técnica, muitos produtores têm conseguido superar essas barreiras e colher bons resultados já nas primeiras safras.

  • Crescimento da canola impulsiona diversificação e renda no campo

    Crescimento da canola impulsiona diversificação e renda no campo

    O cultivo de canola vem conquistando espaço no Brasil e se destaca como uma opção rentável de diversificação agrícola. A oleaginosa, tradicional em países de clima temperado, mostra excelente adaptação ao Sul do país, especialmente no Rio Grande do Sul, onde as condições climáticas favorecem o plantio na entressafra de soja e milho.

    Atualmente, o estado concentra cerca de 90% da área nacional, com semeadura entre março e maio. Segundo José Geraldo Mendes, engenheiro agrônomo e responsável pela área de supply chain da Advanta Seeds, o crescimento da cultura vai além do retorno financeiro. “A canola contribui para a rotação de culturas, melhora a estrutura do solo e reduz pragas e doenças, agregando valor ao sistema produtivo”, explica.

    Expansão acelerada e novas fronteiras

    Dados da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) indicam que a área plantada com canola atingiu 211,8 mil hectares em 2025, alta de 43% em relação ao ano anterior. A produção também cresceu: o país colheu cerca de 195 mil toneladas em 2025, com expectativa de 300 mil toneladas em 2026.

    Mendes projeta que a área cultivada deve ultrapassar os 300 mil hectares na safra 2026, acompanhando o aumento da demanda. Além do Sul, novas iniciativas despontam em regiões como o entorno de Brasília, que apresenta solos e altitude favoráveis à cultura.

    Mercado aquecido e demanda por biocombustíveis

    O mercado de canola ganha força com o aumento do consumo global de seus derivados. O óleo de canola, reconhecido pelo baixo teor de gordura saturada, cresce na alimentação humana e na indústria de biodiesel. O farelo, rico em proteína, é cada vez mais utilizado na nutrição animal.

    O avanço dos biocombustíveis e do combustível sustentável de aviação (SAF) tende a elevar ainda mais a demanda. “Se o uso do óleo de canola em SAF se confirmar, veremos mais liquidez e incentivo ao plantio”, afirma Mendes.

    Investimento em genética e tropicalização

    Para sustentar o crescimento, o setor investe no fortalecimento da cadeia produtiva, ampliando o acesso a sementes de qualidade e tecnologia. A Advanta Seeds lidera pesquisas para adaptar materiais genéticos ao clima tropical, por meio de programas de tropicalização da canola.

    “Já contamos com híbridos desenvolvidos na Austrália que se adaptaram bem às condições brasileiras. Além disso, iniciamos a produção nacional de sementes, o que abre caminho para o Brasil se tornar polo exportador para países como Paraguai, Uruguai e África do Sul”, destaca o engenheiro agrônomo.

  • Etanol mantém preços firmes na entressafra em SP

    Etanol mantém preços firmes na entressafra em SP

    Os preços do etanol seguem sustentados em São Paulo durante a entressafra, impulsionados pela oferta restrita. As usinas paulistas mantêm firmeza nas negociações, influenciadas pela menor disponibilidade do biocombustível no período. Além disso, a alta do petróleo, em meio a conflitos no Oriente Médio, reforça a sustentação dos preços.

    Segundo os pesquisadores do Cepea, a demanda por etanol permanece em nível considerado razoável. Por outro lado, distribuidoras adotam postura cautelosa diante das incertezas no cenário global e nos preços do petróleo.

    Esses agentes também aguardam definições sobre políticas da Petrobras. Assim, as compras ocorrem em volumes limitados, suficientes apenas para atender necessidades imediatas.

    Entre 9 e 13 de março, o Indicador CEPEA/ESALQ do etanol hidratado fechou em R$ 2,9439 por litro. O valor, líquido de ICMS e PIS/Cofins, representa alta de 0,30% frente ao período anterior. Já o etanol anidro registrou preço de R$ 3,2731 por litro no mesmo intervalo. O indicador, sem PIS/Cofins, aponta leve recuo de 0,02% na comparação semanal.

  • Abelhas mais saudáveis ajudam a preservar o equilíbrio dos ecossistemas

    Abelhas mais saudáveis ajudam a preservar o equilíbrio dos ecossistemas

    Durante a entressafra, quando há menor oferta de néctar e pólen, as abelhas sofrem com a falta de nutrientes essenciais. Esse cenário pode comprometer a saúde dos enxames e reduzir a eficiência da polinização, processo vital para a reprodução de mais de 70% das espécies de plantas cultivadas no mundo.

    Um suplemento nutricional desenvolvido por uma empresa do Rio Grande do Sul está ajudando a manter colmeias saudáveis e ativas durante períodos de escassez de flores, contribuindo diretamente para o equilíbrio dos ecossistemas e a produtividade agrícola no Brasil.

    Segundo Cesar Souza, diretor executivo da Védera, empresa responsável pelo desenvolvimento do suplemento em pó, a baixa oferta de nutrientes naturais reduz o metabolismo das abelhas, enfraquece os enxames e ameaça o papel desses polinizadores no ciclo ecológico. “Preservar a saúde das abelhas significa preservar cadeias inteiras de vida, do alimento ao solo”, destaca Souza.

    Resultados positivos no campo

    O apicultor Alisson Paulinelli, dos Apiários Paulinelli (RS), utiliza o suplemento há dois anos em suas 220 colmeias e relata melhorias significativas. “Na entressafra e também no final da primavera, percebo aumento na postura das rainhas e maior atividade dos enxames. As abelhas permanecem ativas, o que mantém o ciclo ecológico funcionando”, afirma.

    Já o professor Eduardo Ferreira, do Instituto Federal do Espírito Santo – Campus Santa Teresa, criador de abelhas sem ferrão, destaca que o suplemento Melero evita a queda de postura mesmo nos períodos mais secos. “Conseguimos manter a saúde das colmeias em níveis semelhantes aos da primavera, o que é raro nessa época. Isso impacta diretamente a continuidade da polinização.”

    Preservação ambiental e produtividade

    Com mais de 2 milhões de colmeias, o Brasil é um dos maiores produtores de mel do mundo. No entanto, além da produção, o país enfrenta o desafio de conservar sua biodiversidade, na qual as abelhas desempenham papel fundamental. Investir na saúde desses polinizadores é garantir a sustentabilidade dos ecossistemas e a segurança alimentar do futuro.

    Leia mais:

    + Agro em Campo: Francisco, o porco influencer que virou febre na internet

    + Agro em Campo: Brasil deixa de embarcar mais de 350 mil sacas de café em maio por estrutura limitada nos portos

  • Preço do açúcar oscila com o fim da entressafra 2024/25

    Preço do açúcar oscila com o fim da entressafra 2024/25

    O preço do açúcar cristal no mercado paulista experimentou flutuações significativas na última semana, com variações tanto positivas quanto negativas. Pesquisadores do Cepea apontam que essa instabilidade, no final da entressafra 2024/25, resulta da postura das usinas, que exigem valores diferenciados para os tipos Icumsa 150 e Icumsa 180. A diferença entre esses tipos chegou a R$ 17 por saca de 50 kg nas vendas no mercado spot.

    No período de 17 a 21 de março, a média do Indicador CEPEA/ESALQ para açúcar de cor Icumsa entre 130 e 180 foi de R$ 138,83 por saca de 50 kg, uma queda de 1,24% em relação ao período anterior. Essa volatilidade reflete a dinâmica do mercado, onde os agentes buscam maximizar seus ganhos em um cenário de incertezas.

    No contexto global, o preço do açúcar em 2025 está marcado por tendências de alta, impulsionadas por demanda crescente e restrições na oferta. Em janeiro de 2025, os preços do açúcar no mercado internacional registraram aumentos. O contrato de maio de 2025 subiu 1,40% atingindo US$ 555,40 por tonelada.

    Na Europa, os preços do açúcar branco também aumentaram, influenciados por condições climáticas adversas e alta demanda global.

    Além disso, a recuperação da demanda global pós-pandêmica e a escassez de oferta em regiões como a Índia e a Tailândia têm contribuído para o aumento dos preços. No entanto, a competição de alternativas naturais e artificiais ao açúcar continua a pressionar o mercado tradicional, forçando as empresas a diversificar suas ofertas.

    Portanto, a combinação de fatores globais e locais mantém o mercado de açúcar em um estado de constante ajuste e adaptação.

    Leia mais:
    + Agro em Campo: Preço do etanol caem com o fim da entressafra
    + Agro em Campo: Agro da Bahia registra crescimento histórico

  • Cotações do trigo sobem neste início de junho

    Cotações do trigo sobem neste início de junho

    Os preços internos do trigo têm registrado uma alta acentuada no início de junho. De acordo com pesquisadores do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), essa elevação é impulsionada pelos baixos estoques domésticos no período de entressafra.

    Mesmo as recentes desvalorizações no mercado externo não interromperam essa tendência de alta. Pesquisadores do Cepea destacam que as indústrias estão cautelosas na compra de novos lotes. Isso devido às mudanças no uso de créditos tributários do PIS/Cofins, introduzidas pela Medida Provisória 1.227 em 4 de junho.

    Em relação ao comércio externo, dados da Secex mostram que, em maio, o Brasil importou 657,13 mil toneladas de trigo, um aumento de 44,6% em comparação a abril e de 131,8% em relação a maio de 2023.

    Por outro lado, as exportações foram de 55,2 mil toneladas em maio. Bem abaixo das 362,85 mil toneladas exportadas em abril de 2023 e das 71,04 mil toneladas em maio de 2023.

    CNA aplaude devolução parcial de Medida Provisória pelo Senado

    O presidente da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), João Martins, elogiou a decisão do presidente do Senado, Rodrigo Pacheco, de devolver parte do texto da MP 1.227/2024 ao Executivo. “O consenso prevaleceu. Mostramos aos parlamentares e ao governo que essa medida provisória não poderia prosperar e que ela iria trazer sérias consequências para o setor produtivo”, afirmou Martins.

    Pouco antes do anúncio de Pacheco, Martins, acompanhado pelo presidente da Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA), Pedro Lupion, e a senadora Teresa Cristina, se reuniu com o presidente do Senado. Durante a reunião, alertaram sobre os riscos e impactos negativos da MP. “Precisamos reconhecer a busca pelo consenso do presidente da Casa, Rodrigo Pacheco, que devolveu parte do texto. Foi a maneira mais adequada”, disse Martins.

    Martins destacou que a decisão trouxe alívio aos produtores rurais e à cadeia produtiva. “Esperamos que outras medidas, no futuro, sejam discutidas com o setor produtivo. Estamos dispostos a dialogar para que determinadas medidas não impactem no bolso dos produtores e dos contribuintes”, completou.

    Neste sentido, o presidente da FPA, Pedro Lupion, reforçou a importância do diálogo no Congresso Nacional. “Nosso agradecimento ao presidente, às entidades e a todos os parlamentares que estiveram mobilizados neste exercício”, afirmou.

  • Preço do leite continua subindo

    Preço do leite continua subindo

    Levantamento divulgado pelo CEPEA no final do mês passado mostra que o preço do leito pago ao produtor continua subindo. A alta em maio foi de 5,1%, e mantém a tendência de alta que vem sendo seguida pelos últimos seis meses.

    Entre os fatores apontados com justificativa pela alta do preço do leite, estão o clima, a entressafra e o menor interesse nos produtores em investir na produção. A alta dos preços dos grãos, utilizado na cadeia produtiva para alimentar os animais, e dos combustíveis também colaboram nessa alta.

    Essa alta mantém a tendência do mês anterior, como visto aqui. A produção no ano teve queda de 7,8%, mas os índices podem se inverter a partir de junho, com os preços começando a cair.

    Enquanto essa é uma boa notícia para o produtor, que consegue recuperar parte do investimento na produção, para o consumidor é um problema, pois o leite mais caro aumenta toda a cadeia de produtos que dependem do latícinio.

    Variação outro ano seguido

    Em 2023, o preço do leite no Brasil registrou uma série de quedas consecutivas, afetando negativamente a rentabilidade dos produtores.

    Por exemplo, de janeiro a setembro, as importações de lácteos aumentaram significativamente, alcançando 1,6 bilhão de litros em equivalente leite, quase o dobro do volume registrado no mesmo período de 2022, pressionando as cotações domésticas ao longo da cadeia, levando a uma redução nos preços pagos aos produtores.

    Produtor se anima com alta, enquanto consumidor reclama

    A média do preço do leite cru ao produtor caiu 31,54% em termos reais entre setembro de 2022 e setembro de 2023, atingindo R$ 2 na “Média Brasil” líquida. A baixa na rentabilidade do setor levou a uma redução no crescimento da produção, que foi de apenas 0,8% no terceiro trimestre de 2023 em relação a 2022.

    Entretanto, a crise no setor leiteiro também foi agravada pelo baixo consumo de lácteos no mercado brasileiro nos primeiros meses do ano e pela alta no custo de produção, que aumentou 50% entre 2020 e outubro de 2023.

    Embora o preço do leite tenha subido 1,2% em dezembro em relação a novembro, o preço médio pago ao produtor em 2023 foi de R$ 2,4680/litro, 14% menor que o registrado no ano anterior.