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  • Produção de mel cresce e impulsiona renda de agricultores familiares

    Produção de mel cresce e impulsiona renda de agricultores familiares

    A apicultura vem ganhando espaço no município de Carlinda, no norte de Mato Grosso, onde famílias da agricultura familiar estão descobrindo no mel uma fonte de renda sustentável e uma aliada da conservação ambiental. Em uma região já conhecida pela pecuária leiteira e fruticultura, a produção de mel vem se consolidando como nova frente econômica e fortalecendo o campo com mais oportunidades.

    Foto: Seaf/Empaer

    Nos últimos anos, o avanço da atividade tem sido impulsionado por investimentos e pelo acompanhamento técnico que ajudam produtores a aprimorar suas práticas. Apenas em Carlinda, a agricultura familiar recebeu R$ 3,8 milhões entre 2019 e 2025 em equipamentos, insumos e maquinários. Parte desse investimento foi destinada à apicultura. Com a entrega de 6 mil caixas de abelha e mil kits completos de apicultor. Cada kit contém traje, luvas, formão, botas e fumegador, para pequenos produtores em todo o estado.

    Segundo o extensionista da Empaer, Antônio Carlos Carneiro, a chegada dos equipamentos transformou a atividade local. “A apicultura está ganhando força na região. Conseguimos organizar um grupo de produtores, unir famílias e estimular trocas de conhecimento. Hoje, já são 35 apicultores no município, com 180 caixas distribuídas e produção crescente”, afirma.

    Parceria

    A extensionista Viviane Saches Passos ressalta que a parceria entre a Secretaria de Estado de Agricultura Familiar (Seaf-MT) e a Empaer fortalece a cadeia produtiva. “As políticas públicas da Seaf, somadas à assistência técnica da Empaer, estão gerando resultados concretos. Pequenos apicultores, como o senhor Valdete, passaram a comercializar o mel de forma estruturada e ampliar a renda”, explica.

    Foto: Seaf/Empaer

    Exemplo disso é o Sítio Salmos 24, onde o produtor Valdete Pimenta Lopes e sua esposa, Ângela Maria Rodrigues da Silva, fizeram da apicultura mais do que uma profissão, mas um novo modo de vida. Com dois apiários e 60 colmeias espalhadas em 45 hectares, o casal produz mel de qualidade, em meio a áreas de mata nativa e frutíferas. “O mel trouxe renda e satisfação. Aprendemos muito com o acompanhamento técnico e hoje conseguimos investir mais na produção”, conta o produtor.

    A expansão da apicultura em Mato Grosso reforça um modelo produtivo de baixo impacto ambiental, que incentiva a polinização e contribui para o equilíbrio ecológico. Além de gerar renda no campo, o mel vem se firmando como símbolo de um futuro mais sustentável para centenas de famílias da agricultura familiar no estado.

  • Mudas de banana-terra anã transformam produção em Mato Grosso

    Mudas de banana-terra anã transformam produção em Mato Grosso

    A introdução da banana-terra anã em Cáceres tem revolucionado a agricultura familiar do município. Com ciclo produtivo mais curto, iniciando colheitas a partir de sete meses, alta resistência a pragas e elevado potencial produtivo, a variedade se adaptou com sucesso às condições locais. Atualmente, produtores do Assentamento Cinturão Verde lideram o cultivo, adotando técnicas modernas para ampliar a produtividade e qualidade da banana-terra anã.

    A secretária de Agricultura Familiar, Andreia Fujioka, destaca que a experiência de Cáceres comprova o impacto positivo da união entre políticas públicas, pesquisa científica e organização social. “O acesso a mudas de qualidade, assistência técnica e infraestrutura aumenta a renda e fortalece a economia local. É assim que a agricultura familiar se torna mais competitiva e sustentável”, afirmou.

    Inovação no cultivo e sustentabilidade

    Na vanguarda da produção, Círo Cercino Santos, do Sítio Cerro Verde, aplica um sistema de plantio adensado com até 2.800 plantas por hectare. Segundo ele, essa técnica ajuda a manter a umidade do solo e controlar plantas daninhas. Resultando em uma produção que pode chegar a 500 caixas de banana por hectare, superior ao método tradicional.

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    Além disso, Círo investiu em energia solar para reduzir custos e aumentar a sustentabilidade da produção. Com planos de implantar plasticultura — técnica que utiliza cobertura plástica para proteger a plantação — ele mira uma maior proteção das plantas, redução de perdas e qualidade constante dos frutos ao longo do ano.

    Tecnologia e investimento social na agricultura familiar

    Outro produtor que se destaca é Wellington Barbosa de Araújo, do Sítio Três Irmãos, que atua em área arrendada com contrato formal. Com perfuração de poço artesiano e instalação de energia solar, ele realiza melhorias que permanecem na propriedade ao final do contrato, visando fortalecer a produção regional.

    Wellington mantém irrigação contínua e parcerias para garantir fornecimento regular. Ao mesmo tempo em que planeja a aquisição de terras próprias para ampliar investimentos e deixar um legado para a família. Ele também enxerga potencial econômico no aproveitamento integral da banana-terra anã, com produção de biomassa, doces, chips e até embalagens ecológicas feitas a partir das fibras e folhas da planta.

    Cooperativismo fortalece produtores locais

    A Cooperativa Agropecuária de Produtores da Agricultura Familiar (Cooperfami), com cerca de 80 associados, tem papel fundamental nesse processo. Presidida por Jaqueline Rodrigues da Silva, com Nivaldo Policeno de Souza como vice-presidente, a cooperativa participa de iniciativas como o Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE) e a Rota da Banana — projeto que acelera o escoamento e amplia os mercados para a banana-terra anã.

    “A cooperativa atua para garantir que o produtor tenha mercado para sua produção, abrindo portas e assegurando preço justo,” explicou Jaqueline.

    Com essa união de esforços, a banana-terra anã consolida-se como uma importante cultura para o fortalecimento da agricultura familiar em Mato Grosso. Gerando renda e promovendo a sustentabilidade econômica e ambiental no município de Cáceres.

    O projeto foi feito graças a uma parceria entre a Empresa Mato-grossense de Pesquisa, Assistência e Extensão Rural (Empaer), a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) e o apoio do Governo de Mato Grosso por meio da Secretaria de Estado de Agricultura Familiar (Seaf/MT).

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  • Tecnologia de embriões triplicam renda de produtores de leite

    Tecnologia de embriões triplicam renda de produtores de leite

    A biotecnologia de transferência de embriões está transformando a realidade de pequenos produtores de leite em Mato Grosso. Desde 2020, o projeto estadual já investiu mais de R$ 6,7 milhões e atendeu 1.043 produtores rurais em 32 municípios, resultando em 3.894 prenhezes confirmadas.

    A iniciativa da Secretaria de Estado de Agricultura Familiar (Seaf) utiliza embriões sexados de fêmeas da raça Girolando ½ sangue, oriundos do cruzamento entre vacas Gir Leiteiro – com potencial produtivo superior a 5.000 kg de leite por lactação – e sêmen sexado de touros da raça Holandesa importados.

    Resultados comprovados no campo

    Em Campo Verde, o produtor Ademirson Machado, do assentamento Dom Osório, exemplifica o sucesso do programa. Beneficiário da primeira etapa em 2023, ele já contabiliza o nascimento de dez novilhas com alto padrão genético em sua propriedade.

    “Cada uma pode chegar a produzir até 35 litros por dia. Hoje, nossa média é de 25 litros. Um embrião desses custa de R$ 3 mil a R$ 4 mil, e sozinho a gente não conseguiria”, explica o pecuarista, demonstrando o impacto econômico da tecnologia.

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    Estudos técnicos da Seaf indicam que as vacas geradas pelo projeto devem produzir no mínimo 15 litros de leite diários, superando significativamente a média estadual atual de 4,34 litros. Essa melhoria pode representar um incremento de até R$ 735,60 na renda mensal por animal, potencialmente triplicando a receita de muitos produtores familiares.

    Secretária de Estado de Agricultura Familiar, Andreia Fujioka. Foto: Divulgação

    “Este projeto oferece uma resposta concreta, com tecnologia de ponta, para que o pequeno produtor possa competir, aumentar sua renda e permanecer no campo com dignidade”, afirma Andreia Fujioka, secretária de Estado de Agricultura Familiar.

    Assistência técnica especializada

    O projeto conta com apoio integral da Empresa Mato-grossense de Pesquisa, Assistência e Extensão Rural (Empaer) e secretarias municipais de agricultura. Os técnicos acompanham todas as fases, desde a seleção das propriedades até o monitoramento dos nascimentos.

    Suelme Fernandes, presidente da Empaer, destaca que “a transferência de embriões em rebanhos da agricultura familiar é uma das ações mais estratégicas que já executamos”, enfatizando a democratização do acesso à genética de excelência.

    O engenheiro agrônomo Marcelo Furtado, que acompanha o projeto desde 2022, relata resultados impressionantes: “Começamos com 66 prenhezes. Hoje, já temos novilhas com 26 meses prenhas novamente”.

    Em Campo Verde, já são quase 80 animais frutos do projeto, segundo o técnico da Empaer Kênio Batista Nogueira, que enfatiza como o programa tem “mudado a dinâmica das comunidades rurais e fortalecido a permanência das famílias no campo”.

    Projeto referência nacional

    A proposta prevê a oferta total de 2.000 prenhezes, divididas em quatro lotes, com cobertura em todas as macrorregiões de Mato Grosso. A execução conta com parcerias estratégicas envolvendo prefeituras, cooperativas e associações.

    O projeto de melhoramento genético por transferência de embriões já é considerado referência nacional no uso de biotecnologias reprodutivas na agricultura familiar, alinhado à política estadual de desenvolvimento rural sustentável.

    Juraci Vasto, secretário municipal de Agricultura de Campo Verde, confirma o impacto positivo: “É gratificante ver esse salto. Estamos em diálogo com a Seaf para expandir o projeto, porque a primeira etapa foi um sucesso”.

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