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  • RenovaBio evita 147 milhões de toneladas de CO₂

    RenovaBio evita 147 milhões de toneladas de CO₂

    O RenovaBio completou cinco anos consolidando o Brasil como referência internacional em transição energética e descarbonização. Criado como política pública de longo prazo, o programa já evitou a emissão de 147,6 milhões de toneladas de CO₂ equivalente.

    Desde 2020, os distribuidores de combustíveis aposentaram mais de 147,6 milhões de CBios para cumprir a meta de descarbonização. Ou seja, esse volume representa o mesmo benefício climático que o plantio e conservação de árvores por 20 anos. Portanto, ao transformar ganhos ambientais em créditos financeiros, o RenovaBio impulsionou a eficiência nas usinas e incentivou melhorias contínuas no setor de biocombustíveis.

    Além de reduzir emissões, o programa estimulou avanços operacionais e tecnológicos. A pesquisadora Marilia Folegatti, da Embrapa Meio Ambiente, destaca o impacto das atualizações regulatórias. “A nova resolução da ANP representa um salto técnico importante no amadurecimento do programa”, afirma.

    Nova resolução fortalece controle e eficiência

    Publicada em 16 de junho, a Resolução ANP nº 984/2025 substitui normas anteriores e traz mais rigor e transparência. O novo texto atualiza regras de certificação, contabilidade de carbono e funcionamento das auditorias. Confira os principais pontos da nova regulamentação:

    Certificação exige dados detalhados

    Produtores e importadores devem informar dados de produção e consumo para cálculo da Nota de Eficiência Energético-Ambiental. O cálculo é feito na ferramenta oficial Renovacalc.

    Biocombustíveis com bônus por eficiência

    Produtos com emissões líquidas negativas podem receber até 20% de bônus. A medida valoriza o desempenho ambiental superior.

    Reconhecimento de rotas produtivas

    Somente rotas parametrizadas no Renovacalc podem ser certificadas. A inclusão de novas rotas exige proposta técnica, consulta pública e aprovação da ANP.

    Auditoria por firmas independentes

    Empresas auditoras devem ser acreditadas pelo Inmetro. Elas não podem auditar clientes que tenham atendido como consultores nos dois anos anteriores.

    Penalidades para não conformidade

    Falhas técnicas, fraudes ou conflitos de interesse podem levar à suspensão ou ao cancelamento do credenciamento das auditorias.

    Rastreabilidade e exigência ambiental

    A biomassa usada não pode vir de áreas desmatadas após novembro. Todas as áreas devem estar regularizadas no Cadastro Ambiental Rural (CAR).

    Certificação segue várias etapas

    O processo inclui contratação da firma inspetora, envio de dados, auditorias e consulta pública. A validade do certificado varia entre um e três anos.

    Transparência na documentação

    Todos os documentos devem ser arquivados por, no mínimo, cinco anos. A ANP exige a publicação de notas técnicas e relatórios completos.

    Consolidação normativa

    A nova resolução revoga a ANP nº 758/2018 e parte da nº 802/2019. A medida traz mais clareza e segurança jurídica ao setor.

    Brasil se consolida como líder em bioenergia

    A nova fase do RenovaBio reforça o papel do programa na política energética e climática brasileira. “Ele conecta o campo à mitigação das mudanças climáticas, com base técnica e visibilidade internacional”, explica Folegatti.

    As atualizações também criam novas oportunidades de mercado. Para produtores, a diferenciação ambiental garante acesso a países com exigências rigorosas de sustentabilidade.

    Ao estimular práticas agrícolas e industriais de baixa emissão, o RenovaBio ajuda o Brasil a cumprir as metas do Acordo de Paris e a consolidar sua posição como líder global em bioenergia sustentável.

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  • Fertilizante orgânico de lodo de esgoto eleva eficiência da adubação mineral na cana-de-açúcar

    Fertilizante orgânico de lodo de esgoto eleva eficiência da adubação mineral na cana-de-açúcar

    O uso de fertilizante orgânico composto a partir de lodo de esgoto tem se destacado como alternativa sustentável para o aumento da produtividade e da eficiência da adubação mineral na cultura da cana-de-açúcar no Brasil, maior produtor mundial da cultura. Estudo realizado pela Universidade Estadual Paulista (Unesp), com apoio da Tera Ambiental, comprovou que o adubo orgânico melhora a fertilidade do solo. Além disso,  potencializa o aproveitamento dos fertilizantes minerais. E traz benefícios econômicos e ambientais para o setor sucroenergético.

    A pesquisa avaliou a aplicação do lodo de esgoto compostado (LEC) em solos tropicais de baixa fertilidade cultivados com cana-de-açúcar em Suzanápolis (SP). Os resultados mostraram aumento significativo da matéria orgânica e maior disponibilidade de nutrientes como fósforo, cálcio e magnésio. Além de redução da acidez do solo e elevação dos teores de micronutrientes como zinco e cobre. O tratamento que combinou 5 t/ha de LEC com 50% da fertilização mineral convencional apresentou os melhores resultados em produtividade e qualidade do solo.

    Potencializar o uso dos fertilizantes minerais

    O estudo destaca ainda que o LEC pode potencializar em até 50% o uso dos fertilizantes minerais. E assim promover economia de insumos e redução da dependência de produtos importados, um desafio recorrente no setor agrícola brasileiro. Além disso, a aplicação do composto contribui para a economia circular ao transformar resíduos urbanos em insumos agrícolas, reduzindo custos de produção e impactos ambientais.

    Fernando Carvalho Oliveira, engenheiro agrônomo e responsável técnico pelos fertilizantes orgânicos da Tera Ambiental, ressalta que o uso do lodo de esgoto compostado é um marco para a agricultura sustentável no Brasil. “Os fertilizantes orgânicos compostos representam uma alternativa viável para diminuir a dependência de fertilizantes minerais importados. Além de reduzir custos e promover a sustentabilidade do setor sucroenergético”, afirma.

    O experimento da Unesp testou diferentes doses de LEC e fertilização mineral, comprovando ganhos em matéria orgânica, pH, soma de bases e capacidade de troca de cátions do solo. A pesquisa reforça o potencial do LEC como fertilizante orgânico natural, promovendo produtividade agrícola, benefícios socioeconômicos e menor impacto ambiental, alinhando-se às práticas modernas de agricultura sustentável.

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  • Embrapa: drone traz inovação para pequenos produtores

    Embrapa: drone traz inovação para pequenos produtores

    O lançamento do Plano Safra 2024-2025 em Brasília apresentou uma solução inovadora para pequenos produtores. Em parceria com a Embrapa e a empresa paulista BirdView, com apoio financeiro da Fapesp, o drone Orbio promete revolucionar o controle biológico na agricultura, substituindo agroquímicos, por exemplo.

    Desenvolvido para combater pragas e doenças sem prejudicar o meio ambiente, o Orbio utiliza um sistema de otimização de planos de voo com dispensador de insetos. A nova tecnologia foi destaque na exposição na Praça dos Três Poderes, onde o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e vários ministros, incluindo Paulo Teixeira, Carlos Fávaro, Fernando Haddad e Marina Silva, estiveram presentes.

    O presidente da Embrapa, Silvia Massruhá, apresentou a tecnologia ao presidente Lula, destacando sua importância para o controle biológico. “Pragas e doenças agrícolas causam prejuízos financeiros de milhões por ano”, explicou Lúcio Jorge, pesquisador da Embrapa Instrumentação. Ele enfatizou as vantagens do uso de drones, como o baixo custo operacional, alta eficiência e grande alcance de aplicação.

    Drone no campo

    Segundo Jorge, os drones otimizam o planejamento de rotas para o controle biológico, reduzindo o tempo de planejamento e minimizando erros humanos graças à automatização. Além disso, ele destacou que softwares existentes no mercado não possuem a capacidade de otimização de rotas configurada pelo usuário, exigindo maior experiência do operador.

    A parceria com a BirdView foi essencial para o desenvolvimento do projeto. “A empresa é especialista na aplicação de biodefensivos por drones desde 2015, com operações no Brasil, África do Sul, Índia e México”, disse Jorge. O protótipo do Orbio está em fase final de testes em fazendas e como resultado, promete ampliar a gama de clientes, incluindo a agricultura familiar.

    Drone para produtores familiares

    Durante a solenidade de lançamento, o ministro Paulo Teixeira elogiou a Embrapa e a presidente Silvia Massruhá, destacando sua contribuição para o setor leiteiro e outras áreas. O presidente Lula demonstrou interesse na acessibilidade da tecnologia para produtores familiares. Silvia Massruhá destacou que o Plano Safra é uma oportunidade para que as tecnologias da Embrapa. Elas devem chegar a todos os produtores rurais, e as linhas de crédito são um estímulo à adoção de práticas sustentáveis como a Integração Lavoura-Pecuária-Floresta.