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  • Natureza bruta: sucuri ataca peixe com ferrões

    Natureza bruta: sucuri ataca peixe com ferrões

    Um flagrante raro da natureza chamou atenção nas redes sociais: o pescador, guia de pesca e influencer Rony Dronov registrou o momento em que uma sucuri esmagava um peixe armal às margens do rio Dourado, na região de Porto Vilma, município de Deodápolis, no Mato Grosso do Sul. As imagens mostram a serpente em plena ação de caça. E revelam um duelo que poucos esperariam ver: o maior predador aquático do Pantanal frente a frente com um peixe de defesas poderosas o suficiente para matar.

    https://www.instagram.com/p/DXdNOshkrg8/

    A sucuri pertence ao gênero Eunectes e figura entre as maiores serpentes do mundo em massa corporal. Sem peçonha, ela mata por constrição: prende a presa com os dentes, envolve o corpo ao redor dela e aumenta a pressão até causar parada cardíaca. A sucuri-verde, espécie mais comum e estudada, pode atingir até sete metros de comprimento e pesar mais de 130 quilos, embora animais com mais de cinco metros sejam raros de se encontrar.

    No cardápio habitual dessa serpente entram peixes grandes, aves aquáticas, capivaras e até jacarés jovens. A sucuri gigante ocupa o topo da cadeia alimentar nos rios, corixos e áreas alagadas do Pantanal, com estratégia de caça baseada na emboscada: o animal permanece quase totalmente submerso, ataca com rapidez e envolve a presa com o corpo.

    Mas o armal não é uma presa qualquer.

    O peixe pré-histórico blindado

    Conhecido cientificamente como Pterodoras granulosus, o armal, também chamado de abotoado, armado ou bacu-pedra, pertence à família dos Doradídeos e aparece em vários rios brasileiros. Nos rios de Mato Grosso e Mato Grosso do Sul, habita poços fundos e pode atingir 70 cm de comprimento.

    Foto: Blog do Pescador

    O armal possui uma capa protetora na cabeça, dois ferrões laterais e um ferrão dorsal, características raras entre as espécies de peixes brasileiros. Os ferrões e o dorsal podem causar lesões graves em pessoas desavisadas ou que manuseiem o peixe de forma inadequada.

    Essas defesas físicas funcionam de maneira passiva. As placas endurecidas se projetam para fora do corpo e os ferrões são capazes de causar perfurações profundas, sem que o peixe precise reagir ativamente. O risco para predadores está justamente na possibilidade de cortes e perfurações internas ao engolir o animal.

    Em casos já documentados na região, essa armadura se mostrou fatal para a própria sucuri. Registros anteriores no rio Dourado mostram que sucuris morreram após engolir um armal inteiro, com o abdômen excessivamente inchado e os órgãos internos perfurados pelas placas e ferrões da presa. O episódio flagrado por Rony Dronov mostra exatamente esse risco: a serpente em ação contra um dos poucos peixes capazes de virar o jogo.

    O rio Dourado e a fauna do Pantanal sul-mato-grossense

    O rio Dourado, que corta a região de Deodápolis e Naviraí no sul de Mato Grosso do Sul, integra a bacia hidrográfica do Pantanal e concentra grande diversidade de fauna aquática e semiaquática. A área de Porto Vilma, onde Rony Dronov fez as imagens, é ponto frequentado por pescadores esportivos justamente pela riqueza de espécies.

    Avistamentos de sucuris de grande porte às margens do rio Dourado não são incomuns. Recentemente, outra sucuri chamou atenção de pescadores ao aparecer descansando na margem do rio, aparentemente em processo de digestão após se alimentar. A presença constante desses animais reforça a preservação do ecossistema na região.

    Preservar é essencial

    Especialistas reforçam que é um mito que sucuris atacam pessoas. Não há registros históricos comprovados de sucuris que tenham comido humanos no Brasil. E esses animais, apesar do tamanho, têm temperamento tranquilo e preferem fugir a atacar.

    Sucuris, como qualquer animal silvestre, não devem ser mortas. Ao preservar a fauna e a flora, é possível continuar a prática da pesca como a conhecemos. A Lei nº 9.605/1998 prevê detenção de 6 meses a 1 ano, além de multa, para quem matar, perseguir, caçar ou apanhar espécimes da fauna silvestre.

    O flagrante de Rony Dronov, além de render imagens impressionantes, serve como lembrete do que o Pantanal esconde: disputas silenciosas, predadores imponentes e presas que surpreendem. A natureza, como sempre, não precisa de roteiro.

  • Em Tucumã, drone agrícola transporta água e piloto

    Em Tucumã, drone agrícola transporta água e piloto

    Um vídeo inusitado filmado em Tucumã, no sul do Pará, viraliza na web. Nele, o piloto de drone agrícola Hudson Vinícius entra no próprio compartimento do equipamento e decolam juntos. Depois de um tempo, a gravação mostra ele voltando. Tudo para buscar água para trabalhadores rurais da região.

    O equipamento, normalmente destinado à aplicação de defensivos agrícolas, funciona nesse caso como meio de transporte hídrico. Segundo as imagens, essa marca a primeira vez que alguém emprega um drone dessa forma em uma zona rural do Pará.

    A solução nasce de uma necessidade real. Em muitas regiões rurais do Brasil, o acesso direto a fontes de água representa um desafio constante. O drone, com sua capacidade de voo rápido e sem dependência de estradas ou veículos terrestres, oferece uma alternativa ágil para cobrir essas distâncias.

    Porém, a maneira como Hudson Vinícius realizou o procedimento no vídeo envolve riscos extremos. Drones agrícolas não possuem projeto ou certificação para transportar pessoas. Qualquer falha técnica durante o vôo, como perda de bateria, falha no sistema de controle ou problema mecânico, pode resultar em queda livre.

    A tecnologia dos drones no campo brasileiro cresceu rapidamente nos últimos anos. Segundo dados da Anac e do Sindag, o país registrava cerca de 7.800 drones agrícolas em 2024, um aumento de mais de 2.100% em relação a 2021. Isso reflete o potencial da tecnologia, mas também aumenta a necessidade de seu uso seguro e regulamentado.

  • Treinamento em drones para fiscalização ultrapassa 850 participantes

    Treinamento em drones para fiscalização ultrapassa 850 participantes

    O treinamento em operação de drones para fiscalização na Defesa Agropecuária do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) já capacitou cerca de 850 pessoas e deve atingir mais de mil alunos até o final de 2025. Iniciado em 2023 pela Divisão de Aviação Agrícola do Departamento de Sanidade Vegetal e Insumos Agrícolas, com apoio da Superintendência de Agricultura e Pecuária do Estado de São Paulo (SFA-SP), o curso evoluiu e atualmente está aberto a não servidores.

    A iniciativa foi finalista do Prêmio Ceres 2025, do Mapa, que reconhece projetos inovadores e de alto impacto no setor público. O prêmio valoriza a criatividade e o comprometimento dos profissionais que elevam a gestão pública.

    O treinamento amplia o conhecimento e o uso de drones como ferramentas essenciais para fiscalização. Os servidores relatam maior confiança no uso dessas tecnologias e também em softwares de georreferenciamento, que se atualizam constantemente. Além disso, o conteúdo do curso é disponibilizado à sociedade na Escola Nacional do Agronegócio (Enagro), onde recebe feedbacks positivos sobre sua relevância atual.

    O curso forma servidores qualificados e multiplicadores do conhecimento, com acesso liberado para outros órgãos públicos e população geral. No campo da Defesa Agropecuária, os drones auxiliam em diversas áreas: inspeção de fertilizantes, combate a agrotóxicos ilegais, fiscalização de sementes, monitoramento de rebanhos, inspeção de propriedades orgânicas, ações na aviação agrícola e monitoramento de pragas, entre outras funções.

    Dois anos de projeto

    O projeto começou com aulas presenciais em Campinas e Botucatu, SP, em 2023. Formando 102 servidores divididos em quatro turmas, com aulas teóricas remotas e certificado pela Enagro.

    “O projeto trouxe inovação para o Mapa. Pois antes não havia conhecimento específico para uso de drones na fiscalização,” destacou Estanislau Steck, superintendente da Agricultura e Pecuária em São Paulo. O treinamento consolidou o drone como ferramenta oficial de fiscalização, aumentando a precisão, segurança e transparência. As imagens e vídeos capturados servem como provas em processos administrativos.

  • Coopercitrus e IAC lançam programa ‘Drones SP’

    Coopercitrus e IAC lançam programa ‘Drones SP’

    A Fundação Coopercitrus Credicitrus, vinculada à Coopercitrus, uma das maiores cooperativas agrícolas do país, e o Centro de Engenharia e Automação (CEA) do Instituto Agronômico (IAC) iniciaram o programa ‘Drones SP’. O objetivo é aprimorar tecnologias de aplicação aérea de defensivos agrícolas químicos e biológicos por meio de drones.

    O programa começa hoje a cadastrar empresas interessadas em integrar a iniciativa, que terá caráter permanente. Localizado em Bebedouro (SP), o CEA-IAC e a Fundação Coopercitrus Credicitrus informaram ter aberto um campo de provas e experimentação para drones agrícolas. O campo é homologado por órgãos oficiais, para concentrar as pesquisas do Drones SP.

    Segundo o pesquisador científico Hamilton Ramos, coordenador do Drones SP e diretor do CEA-IAC, há expectativa inicial de receber a adesão de cinco a dez empresas no primeiro ano. Ramos espera agregar ao Drones SP o mesmo modelo de negócio de outras iniciativas do CEA-IAC, como o programa IAC-Quepia, voltado à melhoria da qualidade de EPIs agrícolas e viabilizado há mais de 17 anos com recursos privados de cotistas.

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    “Os ensaios do programa Drones SP já começaram e os primeiros resultados são promissores. Nossa meta contempla reunir um grupo de empresas do setor de defensivos agrícolas e do agronegócio, em geral, capazes de gerar recursos para investimentos contínuos nas pesquisas, através da aquisição de cotas iguais de participação”, reforça Ramos.

    Benefícios para as empresas participantes

    As empresas que aderirem ao Drones SP terão acesso a todos os dados e conclusões das pesquisas. Além de outros benefícios, como sessões de treinamentos em ‘dias de campo’. “O programa foca na tecnologia de aplicação e no uso eficaz e seguro do equipamento nas propriedades. Abrange os conceitos volume de calda, taxa de cobertura, tamanho de gotas, condições climáticas, deriva de produtos, compatibilidade de insumos e outros”, explica Ramos.

    Divulgação

    O pesquisador destaca que se trata de uma tecnologia emergente e revolucionária, mas com muitos pontos ainda a esclarecer no tocante à eficácia e viabilidade econômica nas propriedades.

    Com o lançamento do programa ‘Drones SP’, a Coopercitrus e o IAC buscam impulsionar o uso de drones na aplicação de defensivos agrícolas. E além disso, promovendo pesquisas e compartilhando conhecimento com as empresas participantes para o desenvolvimento de soluções mais eficientes e sustentáveis.

  • Agronegócio: um futuro cada vez mais sustentável e eficiente

    Agronegócio: um futuro cada vez mais sustentável e eficiente

    Nos próximos anos, o agronegócio brasileiro e global deverá passar por uma transformação significativa, impulsionada por avanços tecnológicos como inteligência artificial (IA), drones e energia solar. Essas inovações não apenas prometem aumentar a eficiência da produção agrícola, mas também contribuir para a sustentabilidade do setor, enfrentando desafios como a escassez de recursos naturais e as mudanças climáticas.

    Inteligência Artificial: otimização e precisão

    A inteligência artificial está revolucionando a forma como os agricultores gerenciam suas operações. Com algoritmos avançados e análise de dados, a IA pode prever padrões climáticos, otimizar o uso de insumos e melhorar a gestão de culturas. Sistemas de IA são capazes de analisar grandes volumes de dados em tempo real, permitindo que os produtores tomem decisões mais informadas sobre irrigação, fertilização e controle de pragas.

    Além disso, a IA pode ser utilizada para monitorar a saúde das plantas e identificar problemas antes que se tornem críticos. Isso não apenas aumenta a produtividade, mas também reduz o uso de produtos químicos, promovendo práticas agrícolas mais sustentáveis.

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    A revolução mais evidente ocorre no setor de tratores e colheitadeiras autônomas, guiados por IA. Além de tornar o trabalho no campo mais eficiente e seguro, ssas máquinas podem operar 24 horas por dia, realizando tarefas repetitivas com precisão.

    Tratores poderão ser controlados por IA

    A IA acelera o processo de melhoramento genético, identificando rapidamente as características desejáveis em plantas e animais. Isso resulta em cultivares e raças mais resistentes e produtivas, ou seja, mais qualidade e lucro futuro.

    Ferramentas de IA também analisam tendências de mercado e preços, ajudando os agricultores a tomar decisões estratégicas sobre quando e como vender seus produtos.

    Drones: monitoramento e aplicação eficiente

    Os drones estão se tornando ferramentas indispensáveis no agronegócio moderno. Equipados com câmeras de alta resolução e sensores, esses dispositivos podem realizar monitoramento aéreo das lavouras, fornecendo informações detalhadas sobre a saúde das plantas, a umidade do solo e a presença de pragas. Essa visão panorâmica permite que os agricultores identifiquem áreas que necessitam de atenção, otimizando o uso de recursos.

    Além disso, os drones podem ser usados para a aplicação de insumos, como fertilizantes e defensivos agrícolas, de maneira mais precisa e eficiente. Isso não apenas reduz o desperdício, mas também minimiza o impacto ambiental, contribuindo para práticas agrícolas mais responsáveis.

    Um bom exemplo é o Orbio, desenvolvido pela Embrapa e a empresa paulista BirdView, com apoio financeiro da Fapesp.

    Ele promete revolucionar o controle biológico na agricultura, substituindo agroquímicos, por exemplo. Desenvolvido para combater pragas e doenças sem prejudicar o meio ambiente, o Orbio utiliza um sistema de otimização de planos de voo com dispensador de insetos.

    A presidente da Embrapa, Silvia Massruhá, apresentou a tecnologia ao presidente Lula, destacando sua importância para o controle biológico. “Pragas e doenças agrícolas causam prejuízos financeiros de milhões por ano”, explicou Lúcio Jorge, pesquisador da Embrapa Instrumentação. Ele enfatizou as vantagens do uso de drones, como o baixo custo operacional, alta eficiência e grande alcance de aplicação.

    Energia Solar: sustentabilidade e redução de custos

    Hoje, a maioria dos produtores rurais tem grande dependência do gerador a diesel na sua propriedade, independente do segmento que atua. Culturas com suinocultura, piscicultura, avicultura, irrigação e mercado de silos, entre outras, ainda usam de forma intensiva o equipamento, arcando com altos custos de combustível e manutenção, sem falar no prejuízo causado ao meio ambiente e falta de compromisso com as causas sustentáveis.

    A energia solar está emergindo como uma solução viável para a sustentabilidade no agronegócio. A instalação de painéis solares em propriedades rurais pode reduzir significativamente os custos com eletricidade, permitindo que os agricultores utilizem energia limpa para operar suas máquinas e sistemas de irrigação.

    Além disso, a energia solar pode ser combinada com tecnologias de armazenamento, permitindo que os agricultores utilizem energia renovável mesmo durante a noite ou em dias nublados. Essa independência energética não apenas diminui os custos operacionais, mas também reduz a pegada de carbono do setor agrícola.

    Empresas continuam investindo em energias renováveis

    “Temos a solução completa para resolver rapidamente este problema com excelente custo/benefício para o produtor rural”, diz Marcelo Taborda, diretor de Vendas da BYD Energy no Brasil. “Podemos reduzir o consumo ou até mesmo eliminar por completo o equipamento, melhorando o nível de atendimento e a confiabilidade desse sistema”. “Somos o maior produtor mundial de baterias recarregáveis incluindo baterias de NiMH, Íon de Lítio e NCM, com ampla variedade de usos, como em aparelhos eletrônicos, veículos elétricos e sistemas de armazenamento de energia”, informa Taborda.

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    Como exemplo de aplicação e solução, Taborda cita o funcionamento de um aviário, onde o controle da temperatura interna é fundamental. Dependendo da região, pode haver instabilidade no sistema e principalmente a falta de energia elétrica. Estes fatos acabam gerando grande prejuízo ao produtor e até, em casos extremos, a perda de seu principal insumo. A implantação da solução completa BYD poderá reduzir esse risco a praticamente zero, de forma definitiva. “Há a leitura constantemente de energia gerada pelos módulos fotovoltaicos, rede elétrica e bateria. Se for constatada a falta ou queda, o inversor identificará imediatamente o problema e, em poucos milissegundos, o gerador assumirá a carga do local”, justifica Taborda.

    O futuro do agronegócio com os avanços tecnológicos

    À medida que essas tecnologias se tornam mais acessíveis e integradas às práticas agrícolas, espera-se que o agronegócio se torne mais sustentável e eficiente. A combinação de IA, drones e energia solar não apenas aumentará a produtividade. Ela também ajudará a preservar os recursos naturais, garantindo que as futuras gerações possam continuar a produzir alimentos de maneira responsável.

    Em resumo, os avanços tecnológicos estão moldando um novo paradigma no agronegócio, onde a eficiência e a sustentabilidade caminham lado a lado. Com a adoção dessas inovações, o setor agrícola poderá enfrentar os desafios do futuro, contribuindo para um mundo mais sustentável e resiliente.

  • Embrapa: drone traz inovação para pequenos produtores

    Embrapa: drone traz inovação para pequenos produtores

    O lançamento do Plano Safra 2024-2025 em Brasília apresentou uma solução inovadora para pequenos produtores. Em parceria com a Embrapa e a empresa paulista BirdView, com apoio financeiro da Fapesp, o drone Orbio promete revolucionar o controle biológico na agricultura, substituindo agroquímicos, por exemplo.

    Desenvolvido para combater pragas e doenças sem prejudicar o meio ambiente, o Orbio utiliza um sistema de otimização de planos de voo com dispensador de insetos. A nova tecnologia foi destaque na exposição na Praça dos Três Poderes, onde o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e vários ministros, incluindo Paulo Teixeira, Carlos Fávaro, Fernando Haddad e Marina Silva, estiveram presentes.

    O presidente da Embrapa, Silvia Massruhá, apresentou a tecnologia ao presidente Lula, destacando sua importância para o controle biológico. “Pragas e doenças agrícolas causam prejuízos financeiros de milhões por ano”, explicou Lúcio Jorge, pesquisador da Embrapa Instrumentação. Ele enfatizou as vantagens do uso de drones, como o baixo custo operacional, alta eficiência e grande alcance de aplicação.

    Drone no campo

    Segundo Jorge, os drones otimizam o planejamento de rotas para o controle biológico, reduzindo o tempo de planejamento e minimizando erros humanos graças à automatização. Além disso, ele destacou que softwares existentes no mercado não possuem a capacidade de otimização de rotas configurada pelo usuário, exigindo maior experiência do operador.

    A parceria com a BirdView foi essencial para o desenvolvimento do projeto. “A empresa é especialista na aplicação de biodefensivos por drones desde 2015, com operações no Brasil, África do Sul, Índia e México”, disse Jorge. O protótipo do Orbio está em fase final de testes em fazendas e como resultado, promete ampliar a gama de clientes, incluindo a agricultura familiar.

    Drone para produtores familiares

    Durante a solenidade de lançamento, o ministro Paulo Teixeira elogiou a Embrapa e a presidente Silvia Massruhá, destacando sua contribuição para o setor leiteiro e outras áreas. O presidente Lula demonstrou interesse na acessibilidade da tecnologia para produtores familiares. Silvia Massruhá destacou que o Plano Safra é uma oportunidade para que as tecnologias da Embrapa. Elas devem chegar a todos os produtores rurais, e as linhas de crédito são um estímulo à adoção de práticas sustentáveis como a Integração Lavoura-Pecuária-Floresta.