Tag: doença de Newcastle

  • Doença de Newcastle desafia exportações brasileiras de ovos

    Doença de Newcastle desafia exportações brasileiras de ovos

    O avanço da doença de Newcastle no Brasil tem imposto desafios significativos às exportações de ovos, mesmo diante do crescimento histórico do setor. Em março de 2025, as exportações brasileiras de ovos para os Estados Unidos atingiram 2.705 toneladas, um aumento expressivo de 346,4% em relação ao mesmo período do ano anterior. O surto de gripe aviária nos EUA impulsionou a demanda, tornando o país o principal destino dos ovos brasileiros. No entanto, a presença do vírus da doença de Newcastle em território nacional gera restrições comerciais, especialmente para mercados de alto valor agregado, como os de ovos para consumo humano e ovos líquidos pasteurizados.

    A doença de Newcastle é uma enfermidade viral altamente contagiosa que afeta o sistema respiratório, digestivo e nervoso das aves. Ela apresenta sintomas como tosse, espirros, torcicolo, paralisias, diarreia, queda na produção de ovos e alta mortalidade em casos graves. Em granjas comerciais, a ocorrência da doença resulta em prejuízos econômicos devido à redução da produtividade, aumento dos custos sanitários e necessidade de abate sanitário. Países como Estados Unidos, Japão, Coreia do Sul e União Europeia impõem exigências rigorosas e restringem a importação de ovos e derivados de regiões com histórico da doença.

    Segundo Eduardo Muniz, gerente técnico de aves da Zoetis, “o último caso da doença no Brasil foi detectado em 2024. Mesmo sem surtos ativos, a simples presença do vírus já é suficiente para limitar exportações, reforçando a necessidade de vigilância epidemiológica e programas de imunização robustos”.

    Agilidade

    A resposta rápida das autoridades sanitárias brasileiras à detecção da doença no Rio Grande do Sul foi fundamental para evitar impactos mais severos nas exportações. De acordo com a Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), o autoembargo anunciado pelo Ministério da Agricultura foi uma medida esperada, alinhada aos acordos sanitários internacionais. E demonstra o compromisso do Brasil com a transparência e a segurança sanitária. Em cenários extremos, os embargos podem impactar até 7% da produção mensal. Mas a expectativa é de rápida retomada da normalidade, graças à eficiência das ações de monitoramento e esclarecimento.

    A vacinação é a principal estratégia de controle da doença de Newcastle na avicultura brasileira. Conforme a Instrução Normativa MAPA nº 56/07, a imunização é obrigatória para estabelecimentos com aves de ciclo longo, como reprodutoras e poedeiras comerciais. A notificação imediata ao Serviço Veterinário Oficial (SVO) é obrigatória em casos de suspeita ou detecção do vírus. Isso conforme determina o Programa Nacional de Sanidade Avícola (PNSA), do Ministério da Agricultura.

    A expectativa do setor é de crescimento de 62% nas exportações de ovos em 2025, podendo atingir 30 mil toneladas, segundo a ABPA. Para manter a competitividade e garantir acesso aos mercados internacionais, é fundamental intensificar a vigilância sanitária e os esforços de imunização. A sustentabilidade e o sucesso da avicultura nacional dependem do compromisso contínuo com a sanidade do plantel. E assim, assegurando aprodutividade e reputação do Brasil como fornecedor confiável de produtos avícolas.

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  • Empresa lança vacina contra doença de Newcastle

    Empresa lança vacina contra doença de Newcastle

    A Boehringer Ingelheim anunciou o lançamento da Trovac NDV, vacina inovadora que protege aves contra a doença de Newcastle e a Bouba Aviária. O produto, com tecnologia americana, será apresentado no Congresso APA 2025. O evento ocorre de 24 a 27 de março, em Ribeirão Preto/SP, e é principal do setor avícola brasileiro.

    A vacina destaca-se pela aplicação no incubatório, garantindo proteção precoce contra as duas enfermidades. Sua composição inclui duas proteínas que reforçam a imunização contra a doença de Newcastle, reconhecida por sua alta contagiosidade e mortalidade – que pode chegar a 100% em aves jovens e 50% em adultos.

    Impacto da doença de Newcastle

    A enfermidade, causada pelo vírus NDV, é um dos maiores desafios globais para a avicultura. Segundo estudos, representa 40,8% dos custos diretos com doenças respiratórias em frangos, além de provocar queda na produção de ovos, perda de peso e danos ao pâncreas das aves. No Brasil, que exporta 32% da carne de frango, os surtos podem causar perdas bilionárias. Como por exemplo o que ocorreu nos EUA, onde um único surto em 2002 custou USD 160 milhões.

    A escolha do Congresso APA para o anúncio reforça a estratégia da empresa de alcançar decisores do setor. “A vacinação precoce é crucial para segurança do plantel. Especialmente contra a doença de Newcastle, que exige vigilância constante”, explica Tobias Filho, gerente técnico da unidade de aves da Boehringer. Abílio Alessandri, diretor da área, destaca a carência de soluções eficazes no mercado brasileiro e a expectativa de ampla aceitação.

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  • Além da gripe aviária: outras doenças virais ameaçam a avicultura

    Além da gripe aviária: outras doenças virais ameaçam a avicultura

    A avicultura mundial enfrenta desafios constantes com diversas doenças virais, e o surto de gripe aviária (Influenza A – subtipo H5N1) nos Estados Unidos serve de alerta. Em janeiro de 2025, produtores americanos perderam mais de 8,3 milhões de aves devido à doença, reforçando a necessidade de um manejo rigoroso para proteger a avicultura, setor em que o Brasil é líder mundial na exportação de carne de frango.

    O vírus da gripe aviária, transportado por aves migratórias, pode contaminar plantéis e aves domésticas através de fezes e secreções respiratórias. “A doença é antiga conhecida. Mas as grandes variações climáticas que têm acontecido ao redor do mundo alteram o comportamento e a rota de voo de pássaros selvagens. Eles são os principais portadores do vírus. Como resultado, acontecem os picos e surtos mais exacerbados da gripe. Como o que estamos vendo nos Estados Unidos, por exemplo”, comenta Eduardo Muniz, Gerente Técnico de Aves na Zoetis Brasil.

    No Brasil, o Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA) monitora de perto os casos suspeitos. “Apesar das semelhanças entre os sintomas das doenças respiratórias, a gripe aviária de alta patogenicidade pode levar à morte súbita do animal. Por isso, é fundamental que, ao notar qualquer sinal, o MAPA seja alertado para investigar o caso. E descartar quaisquer possibilidades da gripe aviária no plantel”, alerta Muniz.

    Outras ameaças virais

    Além da gripe aviária, outras doenças virais representam um risco constante para a avicultura, como bronquite infecciosa, metapneumovirose aviária e doença de Newcastle. “O grande problema é que não há tratamento efetivo para essas doenças virais. Além disso, uma vez que a galinha ou o frango são infectados, a transmissão para as demais aves do plantel ocorre rapidamente. E logo, toda a granja é comprometida”, explica Muniz. “Essas infecções causam prejuízos no desempenho das aves e, consequentemente, geram prejuízos econômicos significativos”.

    A prevenção é a chave para proteger os plantéis avícolas. A adesão rigorosa aos cronogramas de vacinação é essencial, juntamente com o reforço dos protocolos de biossegurança. “O monitoramento rigoroso da sanidade das aves, o controle do acesso de pessoas às granjas e a ventilação adequada nos ambientes habitados pelos animais são algumas medidas que contribuem com a diminuição do risco de contaminação”, finaliza o especialista.

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  • Brasil retoma exportações de carne de frango para China

    Brasil retoma exportações de carne de frango para China

    A Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) celebrou a retomada das exportações de carne de frango do Brasil para a China. O Ministério da Agricultura e Pecuária oficializou o anúncio nesta terça-feira. No entanto, as exportações provenientes do estado do Rio Grande do Sul continuam suspensas.

    A suspensão durou 26 dias e ocorreu após a detecção de um caso isolado de Doença de Newcastle em uma granja em Anta Gorda (RS). A ABPA destacou a rapidez e transparência com que o Ministério da Agricultura e Pecuária lidou com a situação. A entidade também elogiou a liderança do Ministro Carlos Fávaro e o apoio das equipes dos secretários Carlos Goulart e Roberto Perosa. Nesse sentido, a embaixada brasileira e a adidância agrícola também tiveram papel crucial no esclarecimento junto às autoridades chinesas.

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    Apesar da retomada das exportações, a ABPA continua apoiando o Governo Brasileiro nas negociações para encerrar as suspensões impostas ao Rio Grande do Sul.

    De acordo com a ABPA, a China é o principal destino das exportações de carne de frango do Brasil. Entre janeiro e julho deste ano, o país importou 337,2 mil toneladas da proteína, gerando US$ 745,6 milhões em receita. Portanto, só em julho, os embarques somaram 61 mil toneladas, com receita de US$ 144,6 milhões.

    Mesmo com a suspensão temporária, os impactos no fluxo de exportações foram baixos. A ABPA informou que houve redirecionamento das cargas para outros mercados que demandam os mesmos produtos enviados à China.

     

     

  • Newcastle: fim da emergência zoossanitária no Rio Grande do Sul

    Newcastle: fim da emergência zoossanitária no Rio Grande do Sul

    O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) anunciou o fim do estado de emergência zoossanitária no Rio Grande do Sul. Nesta terça-feira (6), o Mapa oficializou a medida ao publicar a Portaria nº 706, após detectar o vírus patogênico da doença de Newcastle em aves comerciais na região.

    Entretanto, a decisão do Mapa mantém a restrição de exportação de produtos avícolas e material genético em uma área de 10 km ao redor do foco da doença. Além disso, a fiscalização dos produtos destinados ao mercado doméstico continua rigorosa. Ou seja, a vigilância epidemiológica na região permanece ativa, com possíveis exigências de termoprocessamento antes da comercialização interna.

    Emergência zoossanitária

    Em 19 de julho, o Mapa decretou a emergência zoossanitária, válida por 90 dias, para permitir uma resposta rápida à doença. As ações incluíram vigilância epidemiológica e procedimentos de erradicação, conforme o Plano de Contingência do Mapa.

    Marcelo Mota, diretor do Departamento de Saúde Animal, explicou que a ausência de novos casos e a avaliação positiva da condição epidemiológica permitiram a declaração de normalidade sanitária no estado. Primeiramente, em 26 de julho, o Mapa notificou a Organização Mundial de Saúde Animal (OMSA) sobre a conclusão dos trabalhos de limpeza e desinfecção do foco da doença. Depois, na semana seguinte, o Mapa relatou que não foram detectados novos casos suspeitos.

    O ministro da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro, enfatizou a transparência do processo e a importância de tranquilizar a população e os países importadores sobre a segurança do sistema de defesa agropecuária brasileiro. Ele destacou também a rapidez e a eficiência das equipes de defesa agropecuária na resolução do caso.

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    Foco confirmado

    Em 17 de julho, o Mapa confirmou o foco da doença de Newcastle no município de Anta Gorda (RS). Isso aconteceu após análise do Laboratório Federal de Defesa Agropecuária de São Paulo. Esse laboratório, por sua vez, é reconhecido pela OMSA como referência internacional para o diagnóstico. Além disso, as ações de campo continuam para garantir o restabelecimento completo da normalidade sanitária.

    Doença de Newcastle

    Em resumo, a doença de Newcastle é uma enfermidade viral que atinge aves domésticas e silvestres, causando sintomas respiratórios, nervosos e diarreia. Além disso, o vírus paramixovírus aviário sorotipo 1 (APMV-1), causa a doença que deve ser notificada à OMSA devido à sua gravidade em aves comerciais.

  • Foco de doença de Newcastle é contido com esforço de guerra

    Foco de doença de Newcastle é contido com esforço de guerra

    A Secretaria da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação (Seapi) mobilizou 89 servidores para conter um foco de doença de Newcastle em Anta Gorda. Ou seja, a ação rápida incluiu vigilância ativa e barreiras sanitárias, o que permitiu ao Ministério da Agricultura e Pecuária anunciar o encerramento do foco na última quinta-feira (25/7).

    Visitas e biosseguridade

    No fim de semana, a Seapi concluiu visitas a todas as propriedades avícolas nas áreas de perifoco e de vigilância, com raio de três e dez quilômetros, respectivamente. Agora, restam apenas revisitas às granjas comerciais em intervalos de três e sete dias. Além disso, a secretaria está realizando uma nova auditoria de biosseguridade nas granjas, dentro de um raio de dez quilômetros.

    “Estamos fazendo uma auditoria adicional de biosseguridade, que não estava prevista no Plano de Contingência”, explicou Francisco Lopes, diretor adjunto do Departamento de Vigilância e Defesa Sanitária Animal da Seapi.

    Desafios da operação

    Brunele Weber Chaves, fiscal agropecuária da Regional Alegrete, participou da operação, realizando vigilância em granjas comerciais e propriedades com criações de subsistência. A operação enfrentou desafios, como estradas danificadas pelas fortes enchentes de maio. Portanto, os agentes tiveram dificuldade de acesso às propriedades.

    “Foram visitadas cerca de 200 propriedades, apesar das dificuldades com pontes e estradas em mau estado”, relembrou Brunele.

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    Barreiras sanitárias

    Das oito barreiras sanitárias instaladas no início da contenção, três permanecem ativas, operando 24 horas por dia. Além disso, a Brigada Militar apoia a operação com 50 servidores, que trabalham em turnos de seis horas. As equipes realizam a desinfecção de veículos e controlam a movimentação de animais e materiais que possam carregar o vírus.

    “A operação começou com 34 servidores nas barreiras, mas agora, com a redução para três barreiras, contamos com 25 servidores”, detalhou Eduardo Zart, chefe da Divisão de Controle e Informações Sanitárias da Seapi. As barreiras devem permanecer até quinta-feira (1º/8).

    Tecnologia como aliada

    A gestão do foco foi facilitada pela Plataforma de Defesa Sanitária Animal (PDSA-RS), desenvolvida pela Universidade Federal de Santa Maria (UFSM). Essa ferramenta de geoanálise, já testada no controle da Influenza Aviária H5N1, reduz o tempo de análise de dados de horas para minutos. Ou seja, ela agiliza a resposta e otimiza recursos.

    “O PDSA permite uma resposta mais rápida e eficiente, com uso racional de recursos humanos e financeiros”, concluiu Francisco Lopes.

  • Doença de Newcastle – ABPA acredita em normalização do setor

    Doença de Newcastle – ABPA acredita em normalização do setor

    A Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) prevê uma rápida normalização nas exportações de carne de frango do Brasil. Isso após o Ministério da Agricultura notificar a Organização Mundial de Saúde Animal (OMSA) sobre a conclusão de um caso isolado de Doença de Newcastle. O caso ocorreu no município de Anta Gorda (RS).

    Apesar de boa parte das exportações sob suspensão estar sendo redirecionada para outros mercados, a ABPA acredita que a notificação à OMSA e a esperada recuperação do status de país livre da doença, juntamente com a alteração no status de autossuspensão e na área sob monitoramento, devem acelerar as negociações com os mercados importadores.

    A ABPA destacou o trabalho fundamental do Ministro da Agricultura, Carlos Fávaro, e dos Secretários Carlos Goulart e Roberto Perosa, além de suas equipes, na otimização da resolução do problema.

    A situação foi pontual, conforme mostrado pelos resultados das amostras coletadas. A rapidez e a transparência das ações reforçam a elevada biosseguridade que posicionou o Brasil como líder global nas exportações de carne de frango.

    MAPA notifica OMSA

    Na última quinta-feira (25), o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) enviou uma notificação à Organização Mundial de Saúde Animal (OMSA). Foi informado sobre a conclusão do foco da doença de Newcastle (DNC) no Brasil. Assim, o governo brasileiro aguarda a retirada das suspensões impostas por países importadores para a retomada integral das exportações de carnes de aves e seus produtos.

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    O foco da DNC foi confirmado em 17 de julho em um estabelecimento de avicultura comercial de corte em Anta Gorda. O município é localizado no Vale do Taquari, no Rio Grande do Sul. Após o controle da situação, o Mapa reduziu a área de emergência zoossanitária.

    Em relação às exportações, o Mapa atualizou as áreas de suspensão da certificação temporária para carne de aves e seus produtos. Algumas restrições ainda se aplicam, como para China, Argentina e México em relação ao Brasil. E também para Arábia Saudita no caso específico do estado do Rio Grande do Sul.

    Além disso, o Mapa ressalta que as regras de suspensão são revisadas diariamente. E que age em colaboração com os países parceiros, para garantir que todas as ações necessárias sejam tomadas para eliminar o foco da doença de Newcastle.

  • Ministério da Agricultura atualiza sobre Doença de Newcastle

    Ministério da Agricultura atualiza sobre Doença de Newcastle

    Na última quinta-feira (25), o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) enviou uma notificação à Organização Mundial de Saúde Animal (OMSA) informando sobre a conclusão do foco da doença de Newcastle (DNC) no Brasil. Com isso, o governo brasileiro aguarda a retirada das suspensões impostas por países importadores para a retomada integral das exportações de carnes de aves e seus produtos.

    Carlos Goulart, secretário de Defesa Agropecuária do Mapa, destacou que todas as informações relevantes sobre o diagnóstico atual e as medidas adotadas serão disponibilizadas aos países importadores. Essas informações são cruciais para que eles confirmem que o Brasil está livre da doença, possibilitando assim a retomada das certificações para exportação.

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    O foco da DNC foi confirmado em 17 de julho em um estabelecimento de avicultura comercial de corte em Anta Gorda. O município é localizado no Vale do Taquari, no Rio Grande do Sul. Após o controle da situação, o Mapa reduziu a área de emergência zoossanitária. O controle vale para os municípios de Anta Gorda, Doutor Ricardo, Putinga, Ilopolis e Relvado, onde continuam sendo aplicadas medidas de vigilância e controle em um raio de 10 km do foco.

    É importante ressaltar que não há estabelecimentos avícolas avozeiros e bisavoseiros na área de emergência. Os protocolos de biosseguridade em aviários estão sendo reforçados em todo o país, conforme enfatizado por Goulart, desde o alerta máximo para influenza aviária.

    Monitoração continua

    A granja afetada continua sendo monitorada por 42 dias para garantir a ausência do vírus. Após esse período, se o resultado for negativo para a presença do agente patógeno, o aviário poderá retomar suas operações. As demais granjas na região estão sujeitas a protocolos específicos para liberação.

    Marcelo Mota, diretor do Departamento de Saúde Animal da Secretaria de Defesa Agropecuária, informou que a emissão de Guias de Trânsito Animal (GTA) para movimentação e venda de animais sem risco sanitário continua centralizada no Centro de Operações de Emergência Zoossanitária.

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    Em relação às exportações, o Mapa atualizou as áreas de suspensão da certificação temporária para carne de aves e seus produtos. Algumas restrições ainda se aplicam, como para China, Argentina e México em relação ao Brasil. E também para Arábia Saudita no caso específico do estado do Rio Grande do Sul.

    Além disso, o Mapa ressalta que as regras de suspensão são revisadas diariamente. E que age em colaboração com os países parceiros, para garantir que todas as ações necessárias sejam tomadas para eliminar o foco da doença de Newcastle.

  • Foco de Newcastle preocupa o setor avícola

    Foco de Newcastle preocupa o setor avícola

    A confirmação de um foco da doença de Newcastle em uma granja comercial de frangos no município de Anta Gorda (RS) preocupa o setor avícola. A granja está localizada na região do Vale do Taquari e a confirmação ocorreu no final da semana passada. Pesquisadores do Cepea afirmam que uma suspensão prolongada das compras de carne de frango brasileira pode impactar o mercado interno.

    Exportação x foco de newcastle

    O embargo inicial já imposto pelo Brasil dura 21 dias. Se esse prazo for ampliado, a disponibilidade interna de carne de frango aumentará acentuadamente. Esse cenário pode resultar em quedas significativas nos preços da proteína, afetando a competitividade com as carnes bovina e suína.

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    No curto prazo, pesquisadores do Cepea preveem ajustes no alojamento de aves. O Brasil, atualmente o maior exportador de carne de frango do mundo, registrou crescimento nas exportações no segundo trimestre. Os embarques aumentaram 12,1% em comparação com os três primeiros meses do ano e 4,1% em relação ao mesmo período do ano passado, segundo dados da Secex analisados pelo Cepea.

     

  • Doença de Newcastle: novos casos testam negativo no RS

    Doença de Newcastle: novos casos testam negativo no RS

    Duas análises de casos suspeitos na zona de proteção contra a doença de Newcastle (DNC) deram negativo. Até agora, as autoridades confirmaram apenas um caso em uma avicultura comercial de corte em Anta Gorda, no Vale do Taquari, em 17 de julho.

    O ministro da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro, destacou que os resultados negativos indicam que o caso confirmado é um evento isolado. “Não há sinais de propagação no entorno da granja comercial onde o vírus foi identificado”, afirmou Fávaro.

    O Laboratório Federal de Defesa Agropecuária de São Paulo (LFDA-SP), realiza as análises dos casos suspeitos. Isso porque a  Organização Mundial de Saúde Animal (OMSA) reconhece internacionalmente o LFDA-SP para o diagnóstico da DNC.

    Equipes do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) e da defesa agropecuária estadual continuam no local afetado, aplicando o Plano de Contingência. Isso inclui uma investigação epidemiológica em um raio de 10 km ao redor da área do foco confirmado. Na granja comercial, os animais foram sacrificados, enterrados e o processo de limpeza e desinfecção foi iniciado, conforme o protocolo oficial do Mapa.

    Redução da área de emergência zoossanitária

    A redução da abrangência da área de emergência zoossanitária no estado do Rio Grande do Sul agora inclui apenas os municípios de Anta Gorda, Doutor Ricardo, Putinga, Ilópolis e Relvado.

    O Mapa informou que, até o momento, não foram identificadas novas suspeitas de DNC nas 443 propriedades visitadas, incluindo todas as aviculturas comerciais na área de perifoco. “A agilidade da nossa equipe é crucial para normalizar as exportações de frango”, reforçou Fávaro.

    Portanto, a população pode continuar consumindo carne de frango e ovos, inclusive da região afetada. Ou seja, o Mapa garante que os produtos avícolas inspecionados pelo Serviço Veterinário Oficial (SVO) são seguros.

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    Impacto nas exportações

    Após a redução da área de emergência zoossanitária, o Mapa atualizou as áreas de suspensão temporária de exportações de carnes de aves. China, Argentina e México mantêm restrições para todo o Brasil, enquanto Bolívia, Chile, Cuba, Peru e Uruguai têm restrições específicas para o Rio Grande do Sul.

    Outros países, incluindo África do Sul, Arábia Saudita e Japão, aplicam protocolos sanitários baseados em zonas de restrição. O Mapa revisa diariamente as regras de suspensão conforme negocia com os parceiros comerciais e implementa ações para erradicar o foco da doença.

    Doença de Newcastle

    A doença de Newcastle é uma enfermidade viral que afeta aves domésticas e silvestres. Ela causa sintomas respiratórios, manifestações nervosas, diarreia e edema da cabeça, por exemplo. A OMSA exige a notificação da DNC, causada por um paramixovírus aviário sorotipo 1 (APMV-1), virulento em aves de produção comercial.

    Os últimos casos confirmados no Brasil ocorreram em 2006 em aves de subsistência nos estados do Amazonas, Mato Grosso e Rio Grande do Sul.