Tag: dia do Agricultor

  • Dia do Agricultor: Entenda a origem da data

    Dia do Agricultor: Entenda a origem da data

    Todos os anos, em 28 de julho, o Brasil celebra o Dia do Agricultor. A data homenageia os milhões de trabalhadores responsáveis pela produção de alimentos, fibras e matérias-primas essenciais para o dia a dia da população. No entanto, poucas pessoas conhecem a verdadeira origem dessa comemoração.

    Ela não surgiu por acaso nem está ligada ao calendário agrícola. A escolha do dia faz referência a um momento histórico que ajudou a organizar a administração da agricultura brasileira ainda durante o Império.

    Homenagem criada para lembrar um marco da agricultura

    O Dia do Agricultor foi instituído em 1960, por decreto do então presidente Juscelino Kubitschek, durante as comemorações do centenário do Ministério da Agricultura.

    A origem da pasta, porém, é ainda mais antiga. Em 28 de julho de 1860, Dom Pedro II criou a Secretaria de Estado dos Negócios da Agricultura, Comércio e Obras Públicas, responsável por coordenar políticas voltadas ao desenvolvimento do setor em um período de expansão econômica do país.

    Ao oficializar a homenagem, Juscelino destacou a importância dos trabalhadores que transformam os recursos naturais em riqueza e impulsionam o crescimento nacional

    Agricultura moldou a economia brasileira

    Na segunda metade do século XIX, a agricultura era a principal atividade econômica do Brasil. O café liderava as exportações e impulsionava o desenvolvimento de estados como São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais e Espírito Santo.

    Ao lado do café, culturas como cana-de-açúcar, algodão e tabaco também sustentavam boa parte da economia brasileira, consolidando o país como um importante produtor agrícola desde o período imperial.

    O agro continua sendo um dos pilares do Brasil

    Mais de 160 anos após a criação da estrutura que deu origem ao Ministério da Agricultura, o setor segue desempenhando papel decisivo na economia nacional.

    Dados da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) e do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea) mostram que o PIB do agronegócio alcançou R$ 2,72 trilhões em 2024, respondendo por 23,2% da economia brasileira.

    Além da geração de empregos e renda, o campo abastece indústrias de alimentos, vestuário, papel, energia e biocombustíveis, demonstrando que sua importância vai muito além das lavouras.

    Brasil alimenta milhões

    A relevância da agricultura brasileira ultrapassa as fronteiras nacionais. Um levantamento da Embrapa estima que a produção agropecuária do país seja capaz de alimentar aproximadamente 10% da população mundial.

    O estudo aponta que, somente em 2020, a produção brasileira de grãos e oleaginosas foi suficiente para abastecer cerca de 212 milhões de brasileiros e outros 424 milhões de pessoas em diferentes países.

  • Dia do Agricultor: protagonismo feminino redefine o agronegócio no país

    Dia do Agricultor: protagonismo feminino redefine o agronegócio no país

    No Dia do Agricultor, celebrado em 28 de julho, o agronegócio brasileiro destaca um movimento cada vez mais evidente: o avanço da liderança feminina no campo. Em 2026, a data ganha ainda mais relevância com o Ano Internacional da Mulher Agricultora, instituído pela Organização das Nações Unidas (ONU), que amplia o debate sobre diversidade e inovação no setor.

    Dados do Censo Agropecuário do IBGE (2017) mostram que mulheres comandam cerca de 30 milhões de hectares no Brasil, o equivalente a 8,5% da área total de produção e 19% das propriedades rurais. Já levantamento mais recente do Cepea (USP) aponta que, em 2025, elas representavam aproximadamente 20% da força de trabalho no agro. Apesar de ainda serem minoria, mulheres ampliam sua presença em cargos estratégicos e fortalecem a tomada de decisão no setor.

    As trajetórias de Patricia Brunetta, no Mato Grosso, e Carla Nemitz, no Rio Grande do Sul, exemplificam como a atuação feminina contribui para um agronegócio mais eficiente, tecnológico e sustentável.

    Liderança no beneficiamento de sementes no Mato Grosso

    Engenheira agrônoma e produtora rural, Patricia Brunetta atua em um dos elos mais estratégicos da cadeia do algodão: o beneficiamento de sementes. Ela lidera operações responsáveis por cerca de 60% das sementes de algodão do mercado brasileiro e gerencia a qualidade no Grupo Itaquerê, em Primavera do Leste (MT).

    Engenheira agrônoma e produtora rural Patricia Brunetta

    Patricia construiu sua trajetória com base em conhecimento técnico, gestão de pessoas e foco em qualidade. O contato com a agricultura começou ainda na infância, influenciado pelo pai. Desde 1999, ela atua diretamente com a cultura do algodão e hoje conecta ciência, tecnologia e produção no campo.

    Gestão com dados e sucessão familiar no Sul

    No município de Manoel Viana (RS), Carla Nemitz lidera a produção de soja, arroz e milho em cinco fazendas. Representante da terceira geração da família no campo, ela conduz a operação com foco em tecnologia, análise de dados e gestão eficiente.

    Carla Nemitz

    Carla defende que decisões no agro precisam se basear em informação. Segundo ela, os dados se tornaram o principal insumo da gestão rural moderna. Além disso, destaca o papel da sucessão familiar, com a participação ativa de suas duas filhas na rotina da propriedade.

    A produtora também reforça a importância do diálogo entre agricultores e indústria como fator-chave para o desenvolvimento do setor e construção de um legado sustentável.

    Do campo ao corporativo: liderança que conecta a cadeia

    O protagonismo feminino no agro também se estende para além das fazendas. Graciela Mognol, diretora de Marketing da BASF Soluções para Agricultura, cresceu no interior do Rio Grande do Sul, em uma família de agricultores, e levou essa experiência para o ambiente corporativo.

    Para ela, a diversidade de lideranças fortalece a inovação e a competitividade do agronegócio. A integração entre conhecimento de campo e estratégias de mercado impulsiona soluções mais eficientes em toda a cadeia produtiva.

    Graciela destaca que o setor está mais aberto a diferentes perfis profissionais e que as mulheres desempenham papel fundamental na ampliação dessa diversidade. Segundo a executiva, a colaboração entre diferentes visões favorece o desenvolvimento de um agro mais produtivo, tecnológico e sustentável.

  • Dia do agricultor: conectividade rural é a transformação rumo ao futuro

    Dia do agricultor: conectividade rural é a transformação rumo ao futuro

    A conectividade e a inteligência de dados no agro deixaram de ser diferenciais e passaram a ser ativos obrigatórios para quem almeja alcançar o máximo de eficiência produtiva e responsabilidade socioambiental num cenário de alta competitividade. É neste contexto que o agricultor brasileiro ganha ainda mais relevância, pois manter o Brasil com o título de celeiro do mundo e polo de desenvolvimento tecnológico agronômico requer muita responsabilidade. Tendo em vista que nossos campos já possuem tudo que precisa em clima, área, água e inovação, é hora de atribuir à conectividade rural o novo componente potencializador da produção de alimentos segura e sustentável que o planeta demanda.

    Já parou para pensar que o agricultor brasileiro é ator-chave para os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável das Nações Unidas (ODS/ONU)? Segundo a própria entidade, “a abordagem dos sistemas agroalimentares da FAO considera a agricultura para além das suas funções produtivas e macroeconómicas como o meio para concretizar a segurança alimentar e meios de subsistência resilientes, promover a inovação e catalisar investimentos e parcerias. Esta abordagem foi sintetizada como uma melhor produção; melhor nutrição; um ambiente melhor; e uma vida melhor”.

    Metas de conectividade rural

    A conectividade rural aponta especificamente para duas metas ODS. O objetivo 9, que trata de Indústria, Inovação e Infraestrutura, pois a inovação abre novos mercados para pequenos agricultores. E o objetivo 13, sobre Ação Climática, uma vez que agricultura é chave na resposta para mudanças climáticas.  E a conectividade rural é a peça que faltava no quebra-cabeças de análises de dados agrícolas.

    Sabemos que não é uma tarefa fácil. Sondando os últimos números do CAR (Cadastro Ambiental Rural), temos que pouco mais de 37% das propriedades rurais possuem conexão 3G /4G. O acesso limitado à internet e sinal de celular não afeta apenas o setor, mas sim o desenvolvimento socioeconômico de todas as comunidades pelo interior do Brasil.

    Leia mais:
    + Agro em Campo: Agronegócio: um futuro cada vez mais sustentável e eficiente
    + Agro em Campo: Crédito rural – Fintechs se consolidam no mercado

    E olha que, mesmo nestas condições, o agricultor brasileiro produz como um gigante. Imagina se pudesse ter à disposição todo o potencial tecnológico do campo destravado pela conectividade? Em 2023, a atividade agrícola atingiu safra recorde mais uma vez e foi a grande impulsionadora do crescimento do PIB, com uma alta de 15,1%. Tudo isso foi alcançado tendo apenas 30% das áreas agrícolas conectadas à internet, segundo dados do IBGE e da Anatel. Para efeito de comparação, competimos com países como os Estados Unidos. Onde a pirâmide se inverte, sendo 70% das áreas rurais conectadas e apenas 30% sem acesso à internet.

    Apoio

    A SOL By RZK tem se dedicado a sustentar o agricultor nesta jornada. Já são cerca de 450 torres 3G/4G conectando 12 milhões de hectares por todo o território nacional, o que representa 15% da área cultivada brasileira. Estamos falando de, pelo menos, 66 mil propriedades rurais e 200 mil famílias em 14 estados e de um impacto que vai muito além da agricultura. A conectividade rural tem um impacto transformador em diversos aspectos sociais e econômicos. Ela melhora o acesso à educação, saúde e serviços públicos, facilita a comunicação e o engajamento social, fortalecendo os laços comunitários. Recentemente, um comerciante local de uma das regiões onde a Sol instalou torres me agradeceu por simplesmente conseguir usar máquina de cartão em sua lojinha. E isso foi uma virada de página em seu pequeno empreendimento.

    Há ainda o aspecto sustentável da conectividade, que permite práticas agrícolas mais precisas e eficientes. Por meio do uso de sensores remotos, IoT (Internet das Coisas) e análise de big data, que só funcionam se houver conectividade, os agricultores podem monitorar o uso de recursos naturais, água e fertilizantes. E assim, otimizar o planejamento de cultivos e reduzir consumo de combustível de maquinário. E também minimizar o desperdício e reduzir a emissão de poluentes, obter previsões climáticas mais certeiras.

    Produção Agrícola

    Por fim, a conectividade impulsiona significativamente a produtividade agrícola, com maior eficiência agronômica, produtiva, financeira e na gestão de riscos. Propriedades agrícolas conectadas abrem a porteira da inteligência de dados para serviços como telemetria, controle de riscos associados ao uso de maquinário campo, otimização de gargalos antigos como logística, armazenagem e mão-de-obra, relatórios climáticos e tomadas de decisão em tempo real. Pequenos e médios produtores passam a ter na palma da mão todas as informações de suas produções, fazendas, safras e culturas. Assim, podem comprovar sustentabilidade de forma a obter melhor acesso a incentivos de crédito e seguros.

    Essa é a realidade que está posta hoje. Neste dia tão especial, e cada vez mais daqui pra frente, é difícil imaginar um agricultor que não queira investir em conectividade rural para seguir contribuindo para um futuro seguro e promissor.

    Rodrigo Oliveira, CEO da Sol by RZK
    Rodrigo Oliveira, CEO da Sol by RZK

    Rodrigo Oliveira é CEO da Sol By RZK, empresa de tecnologias em conectividade rural e inteligência de dados do Grupo RZK.

  • Ação em homenagem ao dia do Agricultor promove atividades em escolas rurais

    Ação em homenagem ao dia do Agricultor promove atividades em escolas rurais

    A ONG Gaia+, especializada em educação com compaixão, e a Divisão de Soluções para Agricultura da BASF  lançaram uma parceria inovadora para promover ativações socioemocionais em escolas da zona rural de Ilhéus, Bahia. A iniciativa, que começou na segunda quinzena de julho e se estende até setembro, visa comemorar o Dia do Agricultor e continuar a ação “Nosso Legado Nasceu para Continuar”.

    A ação contempla 11 escolas e busca refletir sobre a importância das habilidades socioemocionais para professores, gestores, coordenadores e assistentes de ensino. O projeto beneficiará 80 profissionais da educação, impactando mais de mil estudantes. Os participantes terão acesso ao curso de Formação “Aprendizagem para Corações e Mentes” (programa SEE Learning®), oferecido pela ONG Gaia+.

    Marcelo Batistela, vice-presidente da Divisão de Soluções para Agricultura da BASF no Brasil, destacou a importância de investir em educação e apoiar as escolas. “Junto à família, temos a escola e, sobretudo, os professores, que criam o alicerce e direcionadores na nossa vida. Por isso, é essencial fomentar atividades como essa”, afirmou Batistela. Ele ressaltou a relevância de apoiar escolas rurais, onde as crianças estão na escola aprendendo enquanto as famílias trabalham na agricultura.

    Marcelo Batistela, vice-presidente da Divisão de Soluções.
    Marcelo Batistela, vice-presidente da Divisão de Soluções. (Foto: Divulgação BASF)

    Além das atividades educativas, a BASF doou tintas para que os alunos das escolas participantes possam criar murais representando a interdependência e o trabalho coletivo na construção de um mundo melhor. “Essa ação é uma forma de materializar e reforçar nosso compromisso pela agricultura, por tudo que amamos”, disse Daniela Tavares, gerente sênior de Marketing da Divisão Agro da BASF.

    Programa de aprendizagem

    O SEE Learning®, representado no Brasil pela ONG Gaia+, é um programa de aprendizagem social, emocional e ética desenvolvido pela Universidade Emory (EUA). Ele visa fortalecer a compaixão, autoconsciência e engajamento social, abordando temas como manejo de emoções, desenvolvimento da empatia e decisões responsáveis.

    Gabriela Pacífico, diretora executiva da ONG Gaia
    Gabriela Pacífico, diretora executiva da ONG Gaia+

    Gabriela Pacífico, diretora executiva da ONG Gaia+, enfatizou a importância das parcerias com empresas privadas para ampliação do impacto. “Parcerias com empresas privadas, como a BASF, permitem que o nosso impacto seja ampliado ao mesmo tempo que continuamos honrando e atuando em nossa principal causa, a educação com compaixão”, afirmou.

    Leia mais:
    + Agronegócio: um futuro cada vez mais sustentável e eficiente
    + Cerrado Mineiro – produção de café e sustentabilidade andam juntos

    Escolas Contempladas:

    • Escola Municipal Banco da Vitória Sede – Banco da Vitória
    • Escola Municipal Herval Soledade Anexo – EMBV
    • Escola Municipal Herval Soledade Morada do Porto
    • Escola Municipal Herval Soledade Cáritas Diocesana
    • Escola Municipal Herval Soledade Anexo – Vila Cachoeira
    • Escola Municipal de Juerana – Associação
    • Escola Municipal de Juerana – Retiro
    • Escola Municipal de Juerana – Brígido Portela | Mamoan
    • Escola Municipal de Juerana – Pedro Inácio
    • Escola Municipal de Juerana Sede – Prédio escolar
    • Escola Municipal Vila Nazaré Única unidade