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  • Conheça o porco que fala e está no Guinness Book

    Conheça o porco que fala e está no Guinness Book

    Merlin não é um influenciador digital comum. Na verdade, ele nem é um humano. O animal de estimação da americana Mina Alali, de Sacramento, na Califórnia (Estados Unidos), entrou para o Guinness Book ao conquistar o título de porco com o maior número de seguidores no Instagram.

    Quando o recorde foi oficializado, em 23 de fevereiro de 2026, Merlin já reunia 1,1 milhão de seguidores na plataforma. Apenas três meses depois, esse número ultrapassou a marca de 1,2 milhão, consolidando ainda mais sua fama nas redes sociais.

    O que mais chama a atenção é a forma como o animal se comunica. Espalhados pela casa, mais de 30 botões coloridos reproduzem palavras e comandos diferentes, permitindo que Merlin expresse seus desejos.

    https://www.instagram.com/reel/DOwQBh7ARbA/?igsh=Z3Z3OGx3aGMwdnM1

    Livro dos Recordes

    Segundo o Guinness Book, o treinamento começou quando o porco tinha apenas três meses de idade. Utilizando técnicas de reforço positivo e muita repetição, Mina Alali ensinou o animal, que hoje pesa 82 quilos, a utilizar os botões para se comunicar. A habilidade rapidamente chamou a atenção do público e impulsionou sua popularidade nas redes sociais.

    “Ele tem uma comunidade fiel e carinhosa de seguidores que aguardam ansiosamente por seus conteúdos. O que ele faz também gerou conversas online sobre o quão inteligentes, emotivos e parecidos com os humanos os porcos podem ser quando recebem tempo e paciência.”

    Os botões utilizados por Merlin vão muito além de respostas simples como “sim” e “não”. Nos vídeos publicados pela tutora, é possível vê-lo “pedindo” comida, “chamando” a mãe e o pai e demonstrando diferentes preferências por meio das palavras gravadas nos dispositivos.

    Para a tutora, o desempenho do animal reforça o potencial de aprendizagem da espécie.

    “De um modo geral, acredito que, com paciência, tempo e reforço positivo, tudo é possível com porcos. Eles têm a capacidade intelectual de uma criança de três a cinco anos”, afirma Mina Alali.

    Porcos estão entre os animais mais inteligentes do mundo

    Os porcos possuem uma capacidade cognitiva surpreendente. Estudos científicos demonstram que esses animais têm excelente memória de longo prazo, conseguem resolver quebra-cabeças complexos, compreendem o funcionamento de espelhos e aprendem comandos rapidamente.

    Além do raciocínio lógico, os porcos exibem uma vida social e emocional extremamente rica e complexa. Eles são seres empáticos, capazes de sentir e refletir as emoções dos companheiros, e se comunicam por meio de uma linguagem de mais de 20 grunhidos distintos.

    Eles também formam laços sociais fortes, escolhem seus melhores amigos dentro do grupo e conseguem reconhecer rostos humanos e de outros animais mesmo após anos de separação.

  • Urso sobe em poste e causa apagão nos EUA

    Urso sobe em poste e causa apagão nos EUA

    Um urso mobilizou equipes de resgate após subir em um poste de energia no Condado de Cochise, no estado do Arizona, Estados Unidos. O animal ficou a poucos metros de um cabo energizado com 7.500 volts, provocou a interrupção do fornecimento de eletricidade para centenas de moradores e, apesar do risco, saiu ileso.

    As imagens do episódio, registradas em novembro e divulgadas posteriormente, chamaram a atenção pela situação inusitada. Segundo o jornal Il Messaggero, o caso aconteceu em uma área próxima à cidade de Willcox.

    A concessionária responsável pela rede elétrica precisou desligar temporariamente o sistema para que o resgate pudesse ser realizado com segurança. Apesar do susto, não houve registro de feridos nem necessidade de acionamento dos serviços de emergência, além da comunicação feita pela própria empresa de energia.

    Urso ficou próximo de cabo com alta tensão

    Entre os profissionais envolvidos na operação estava o eletricista Werner Neubauer, encarregado de interromper o fornecimento de energia e reduzir o risco de um acidente fatal.

    Em entrevista à Fox News, ele explicou que o animal corria sério perigo.

    “O urso estava muito próximo de um cabo energizado com 7.500 volts e poderia ter sido eletrocutado a qualquer momento”, afirmou.

    https://www.instagram.com/reel/DbG8DvKAK6k/?utm_source=ig_web_copy_link&igsh=NTc4MTIwNjQ2YQ==

    Com a rede desligada, Neubauer utilizou um caminhão com cesto elevatório para alcançar o topo da estrutura. Durante a tentativa de resgate, ele falou calmamente com o urso, que permaneceu imóvel por alguns instantes.

    Resgate terminou sem ferimentos

    Na etapa final da operação, o eletricista utilizou uma vara de manejo para estimular o animal a deixar o poste. O urso ainda tentou agarrar e morder o equipamento antes de finalmente descer da estrutura.

    Segundo informações da Associated Press (AP), o resgate foi concluído com sucesso e o animal deixou o local sem apresentar ferimentos.

  • Atriz viveu com um leão dentro de casa e hoje chama decisão de “incrivelmente estúpida”

    Atriz viveu com um leão dentro de casa e hoje chama decisão de “incrivelmente estúpida”

    Uma casal de artistas excêntricos, um plano mirabolante e os filhos correndo pela casa ao lado de um leão. É assim que viviam Tippi Hedren, estrela do clássico ‘Os Pássaros’ e Noel Marshall, produtor de ‘O Exorcista’, na Califórnia.

    O animal, chamado Neil, convivia diariamente com a família e circulava livremente por todos os cômodos. Isso mesmo.

    Fotos impressionaram o mundo

    Em 1970, a revista Life publicou uma reportagem mostrando Neil vivendo como se fosse um animal doméstico. As imagens exibiam o leão brincando na piscina com Melanie Griffith, filha de Tippi Hedren, descansando na cozinha e até dormindo na cama da adolescente.

    Naquele momento, a convivência parecia tranquila. No entanto, a atriz passou a enxergar a situação de forma completamente diferente anos depois.

    O leão de estimação de Tippi Hedren, Neil (Foto: Michael Rougier/The LIFE Picture Collection)

    Em entrevista concedida ao Daily Mail, em 2014, Hedren foi direta ao comentar aquelas fotografias.

    “Eu me encolho quando vejo essas fotos agora. Devo dizer que éramos incrivelmente estúpidos. Nunca deveríamos ter assumido esses riscos. Esses animais são tão rápidos e, se decidirem ir atrás de você, nada além de uma bala no cérebro os deterá.”

    Como um leão foi parar dentro da casa?

    A ideia surgiu durante a preparação de um projeto cinematográfico. Tippi Hedren e seu então marido, o produtor Noel Marshall, planejavam gravar um filme sobre uma família que vivia cercada por leões, tigres e panteras.

    Antes das filmagens, eles procuraram o treinador de animais Ron Oxley, que sugeriu uma experiência prática: conviver primeiro com um único leão antes de reunir dezenas de felinos em um mesmo set.

    Neil passou vários dias por semana morando com a família (Foto: Michael Rougier/The LIFE Picture Collection)

    Segundo Hedren, Oxley estabeleceu diversas regras para reduzir os riscos da convivência. Entre elas estavam evitar movimentos bruscos, nunca correr em direção ao animal, não provocar o leão e jamais permitir que ele se tornasse dono de um cômodo ou móvel da casa.

    Durante esse período, o felino nunca atacou nenhum integrante da família.

    Filme virou um dos mais perigosos da história

    Depois da experiência, Tippi Hedren e Noel Marshall decidiram seguir adiante com o projeto de “Roar”, longa-metragem que acabou entrando para a história pelos bastidores extremamente perigosos.

    As gravações levaram vários anos para serem concluídas, consumiram cerca de US$ 17 milhões — muito acima do orçamento inicial — e ficaram marcadas pelos inúmeros acidentes envolvendo animais selvagens.

    Cenas do filme ‘Roar’ (1981)

    A própria atriz reconheceu que a produção registrou diversos episódios graves.

    “Houve sete grandes incidentes e duas pessoas quase morreram durante a produção do filme.”

    Entre os casos mais conhecidos está o de Melanie Griffith, que sofreu um ataque de uma leoa. A atriz precisou levar cerca de 50 pontos e passou por cirurgia plástica após quase perder um dos olhos.

    Já Noel Marshall foi mordido diversas vezes ao longo das filmagens. Em um dos acidentes, quase perdeu um braço. Em outro, sofreu ferimentos graves no rosto e no peito, desenvolvendo complicações como septicemia e gangrena.

    Marshall interpretou o protagonista Hank na trama 

    Tippi Hedren também ficou ferida durante a produção. Ela foi mordida por um leão na cabeça, sofreu uma lesão no tornozelo após ser levantada por um elefante e ainda foi atacada por outros grandes felinos durante as gravações.

    O caso mais grave envolveu o diretor de fotografia Jan de Bont, que teve parte do couro cabeludo arrancada após ser mordido por um leão e precisou receber mais de 220 pontos.

    E, fechando com chave de ouro, uma enchente destruiu parte da estrutura do set, rompeu jaulas e permitiu a fuga de diversos leões e tigres.

    Fracasso nos cinemas

    Apesar do enorme investimento, “Roar” teve um desempenho muito abaixo do esperado nas bilheterias.

    O longa arrecadou apenas cerca de US$ 2 milhões, tornando-se um fracasso comercial. Com o passar dos anos, porém, ganhou fama justamente pelos bastidores caóticos e passou a ser considerado por muitos como o filme mais perigoso já produzido.

    No relançamento realizado em 2015, a divulgação utilizou um slogan que resume a história da produção:

    “Nenhum animal foi ferido durante as gravações deste filme. Setenta pessoas do elenco e da equipe foram.”

     Imagens dos ferimentos eram usadas para a divulgação do filme (Foto: Divulgação)

    Mudança de opinião e defesa dos animais

    Depois da experiência, Tippi Hedren mudou completamente sua visão sobre manter grandes felinos como animais de estimação.

    Quando concedeu a entrevista ao Daily Mail, em 2014, ela já dirigia o santuário Reserva Shambala, na Califórnia, dedicado ao acolhimento de grandes felinos, e defendia publicamente que esses animais permanecessem em ambientes apropriados.

    A atriz passou a criticar duramente a criação doméstica de leões, tigres e outros predadores.

    “Os criadores vão dizer que os leões são animais de estimação maravilhosos — e isso é uma absoluta mentira.”

  • 10 curiosidades que revelam a história surpreendente do queijo

    10 curiosidades que revelam a história surpreendente do queijo

    Antes de conquistar tábuas de degustação e harmonizações sofisticadas, o queijo cumpriu uma missão muito mais urgente: garantir a sobrevivência humana. Há cerca de 5 mil anos, povos que jamais se encontraram descobriram, em diferentes regiões do mundo, uma forma semelhante de transformar leite em alimento durável.

    O acaso, combinado às enzimas presentes nos estômagos dos animais que transportavam leite, deu origem a um dos alimentos mais consumidos da história.

    Kennidy de Bortoli, eleito melhor queijeiro do Brasil.
    Kennidy de Bortoli, eleito melhor queijeiro do Brasil. Foto: Divulgação Biopark

    Para entender essa trajetória, o engenheiro de alimentos e pesquisador do Laboratório de Queijos Finos do Biopark, Kennidy de Bortoli, eleito com a equipe o melhor queijeiro do Brasil, reuniu dez curiosidades sobre a evolução do queijo e sua influência na alimentação ao longo dos séculos.

    O queijo nasceu antes da escrita

    Arqueólogos estimam que a produção de queijo começou há cerca de 8 mil anos, antes mesmo do surgimento da escrita. A prova mais antiga veio de pesquisadores que encontraram, na atual Polônia, potes de cerâmica com resíduos de gordura de leite datados de 5.500 a.C., a evidência mais antiga da produção de laticínios na Europa.

    O queijo também é um caso exemplar de convergência cultural: povos de diferentes regiões do planeta, sem qualquer contato entre si, chegaram à mesma solução na mesma época. Enquanto os egípcios registravam a fabricação de queijos em pinturas nas tumbas, nômades no Tibete produziam queijo com leite de iaque e, no Vale do Indo, surgia o ancestral do paneer, um queijo fresco semelhante ao cottage.

    Um superalimento de sobrevivência

    Esqueça conservantes e geladeiras. O queijo foi, durante milênios, o que viabilizou a vida em condições extremas. Por durar meses graças à salga e à prensagem, ele sustentou exércitos, nômades e exploradores em longas travessias.

    Civilizações inteiras dependeram dele para sobreviver a invernos rigorosos e expedições sem retorno certo.

    As vacas do Brasil vieram de barco

    Quando os portugueses desembarcaram no Brasil em 1500, não havia uma única vaca no território. Os primeiros bovinos chegaram em 1534, vindos da colônia de Cabo Verde, na África.

    Queijo colonial. Foto: Fernando Dias/Seapi

    Por décadas, esses animais serviram apenas como força de tração nos engenhos de cana-de-açúcar ou como fonte de carne e couro, o leite ainda ficava fora do cardápio colonial.

    Artigo de luxo nas mesas da Casa-Grande

    Quando a produção leiteira finalmente ganhou escala no Brasil, chegou elitizada. O leite e seus derivados eram caros, escassos e restritos aos senhores de engenho e à corte colonial.

    Os primeiros queijos produzidos em solo brasileiro não chegavam à mesa da maioria da população. Apenas permaneciam como símbolo de status e poder.

    A origem cruel do mito “manga com leite”

    O mito de que manga e leite combinados fazem mal tem origem documentada no período colonial. E nasceu de uma estratégia deliberada de controle social.

    Para impedir que pessoas escravizadas consumissem o leite das fazendas, senhores de engenho inventaram e espalharam o boato, sem qualquer fundamento científico, usando o medo de uma morte dolorosa como ferramenta de exclusão.

    Quilombos como centros inovadores de produção

    A opressão não apagou o conhecimento. Relatos históricos registram que, em alguns quilombos, comunidades de escravizados fugidos aplicaram técnicas de fabricação de queijo aprendidas nos engenhos para garantir a própria subsistência.

    Alguns chegaram a construir quartos dedicados exclusivamente à maturação, devolvendo ao queijo sua essência mais antiga: o alimento que sustenta a vida nas piores condições.

    Da mineração à imigração europeia

    Com a expansão da pecuária para o interior do país no início do século XVIII, o queijo começou a se democratizar. Durante o Ciclo do Ouro, o Queijo Minas Artesanal surgiu como alimento dos mineradores.

    No século XIX, imigrantes europeus trouxeram suas tradições para o Sul do Brasil e deram origem ao Queijo Colonial. Produtos que hoje integram o patrimônio gastronômico nacional.

    O primeiro queijo brasileiro no top 10 mundial

    Em 2024, pela primeira vez em mais de 36 edições do World Cheese Awards, um queijo brasileiro chegou ao pódio dos dez melhores do mundo. O Passionata, criado no Laboratório de Queijos Finos do Biopark, leva na composição uma infusão de maracujá, fruta nativa das Américas tropicais. E prova que o diferencial brasileiro pode estar tanto na técnica quanto na escolha ousada de ingredientes locais.

    queijo com maracuja
    Foto: Divulgação Biopark

    O reconhecimento consolidou o terroir brasileiro no cenário global e abriu caminho para produtores artesanais e grandes indústrias nacionais em competições internacionais.

    A lei que prende o sabor no mapa

    Para chamar um queijo de Roquefort, a lei francesa exige que sua maturação ocorra nas cavernas de calcário do vilarejo de Roquefort-sur-Soulzon. Fora dali, o nome não vale.

    Essa é a lógica das Denominações de Origem Protegida (DOP), uma espécie de certidão de nascimento que amarra a receita ao território e protege séculos de tradição contra imitações industriais. Mais do que um selo de qualidade, a DOP preserva o clima, o relevo e até os microrganismos nativos que tornam cada queijo insubstituível.

    O queijo fala e há quem saiba ouvi-lo

    Maturadores experientes batem levemente na casca do queijo e interpretam o som que retorna. Com os ouvidos treinados, conseguem antecipar a textura interna e identificar falhas antes de abrir o produto.

    Um pequeno erro nessa “escuta” pode destruir meses de trabalho. Para esses profissionais, provar o queijo começa muito antes da boca: começa no ouvido.

  • Papagaio ‘dedo-duro’ avisava traficantes sobre a polícia

    Papagaio ‘dedo-duro’ avisava traficantes sobre a polícia

    Um dos casos mais curiosos envolvendo o crime organizado aconteceu em 2010, na cidade de Barranquilla, na Colômbia. O protagonista foi o papagaio Lorenzo, que ficou conhecido mundialmente depois de ser encontrado durante uma operação policial contra traficantes.

    Segundo as autoridades, a ave havia sido treinada para avisar os criminosos sempre que policiais se aproximavam do local.

    Os alertas chamaram a atenção dos agentes e rapidamente transformaram o caso em notícia ao redor do mundo.

    Papagaio funcionava como um “vigia”

    De acordo com Hollman Oliveira, integrante da Polícia Ambiental colombiana na época, Lorenzo era utilizado como uma espécie de sistema de alerta pelos traficantes.

    “O papagaio mandava alertas. Podemos dizer que era uma espécie de ‘pássaro de guarda’”.

    As autoridades estimavam que Lorenzo seria apenas um entre cerca de 1.700 papagaios treinados por organizações criminosas para desempenhar essa função.

    Operação terminou com prisões e apreensões

    Na operação policial em Barranquilla, nove pessoas foram presas.

    À época, além das detenções, os agentes apreenderam cerca de 250 armas brancas, motocicletas roubadas e grande quantidade de maconha.

    Leia mais: Cobras exóticas são encontradas vivas em encomenda postal

    Dono negou participação em esquema criminoso

    Após a repercussão, Lorenzo permaneceu temporariamente sob os cuidados da Polícia Ambiental.

    Posteriormente, autoridades locais e o comerciante apontado como dono da ave esclareceram que o papagaio não fazia parte, de forma intencional, de uma organização criminosa.

    O animal apenas reproduzia comandos e frases aprendidas durante o convívio com pessoas que frequentavam o local.

    Traficantes já recorreram a outros animais

    O caso de Lorenzo não foi o único envolvendo animais utilizados por criminosos.

    Também em 2010, policiais italianos prenderam integrantes de um cartel em Milão que utilizavam uma serpente com mais de três metros para proteger um esconderijo.

    Além das acusações relacionadas ao tráfico de cocaína, os suspeitos também responderam por manter ilegalmente uma espécie rara.

  • Fazenda em Goiás atraiu estrelas de Hollywood e até presidente dos EUA; entenda

    Fazenda em Goiás atraiu estrelas de Hollywood e até presidente dos EUA; entenda

    Muito antes de se tornar o 40º presidente dos Estados Unidos, Ronald Reagan esteve entre as personalidades que passaram por uma fazenda em Anápolis, a cerca de 55 quilômetros de Goiânia.

    Nas décadas de 1960 e 1970, a chamada “Nossa Fazenda Halliday” se transformou em um refúgio frequentado por artistas, produtores e celebridades de Hollywood, tornando-se um dos capítulos mais curiosos da história de Goiás.

    Além de Reagan, nomes como Cary Grant, astro de “Intriga Internacional”, e Janet Leigh, eternizada pelo clássico “Psicose”, estiveram entre os visitantes da propriedade rural.

    Como estrelas de Hollywood chegaram ao interior de Goiás

    Segundo o historiador Jairo Leite, a história começou com a atriz Joan Lowell e seu marido, o capitão Leek Bowen.

    Lowell chegou ao Brasil em 1935 durante uma excursão e acabou se encantando pela região do Vale de São Patrício.

    Joan Lowell Bowen em seu escritório em Anápolis, em Goiás — Foto: Dmitri Kessel/The LIFE Picture Collection

    Após se estabelecer em Goiás, ela passou a divulgar as oportunidades oferecidas pelo estado, especialmente para criação de gado e desenvolvimento agrícola. Assim, seu trabalho acabou atraindo outras figuras importantes do cinema americano.

    Entrada da fazenda de Joan Lowell em Anápolis. Na placa observa-se que ela era chamada de “Dona Joana” e o marido de “ Capitão” — Foto: Divulgação

    A chegada da primeira vencedora do Oscar

    Entre os nomes convencidos por Joan Lowell estava Janet Gaynor, considerada a primeira mulher a conquistar um Oscar.

    Ao lado do marido, o renomado figurinista Gilbert Adrian, ela adquiriu a Fazenda Amazon, em Anápolis.

    A mudança tinha relação com o desejo do casal de buscar uma vida mais tranquila, longe do ritmo intenso de Hollywood.

    Segundo o historiador, Janet chegou a considerar propriedades na África antes de conhecer as oportunidades existentes em Goiás.

    Nossa Fazenda Halliday virou ponto de encontro de celebridades

    Posteriormente, a atriz Mary Martin e seu marido, o produtor Richard Halliday, também se estabeleceram na região.

    O casal construiu a famosa “Nossa Fazenda Halliday”, que se tornou uma das propriedades rurais mais conhecidas de Anápolis.

    Estrela da Broadway escolheu Goiás como lar — Foto: Divulgação

    De acordo com Jairo Leite, o local passou a receber frequentes visitas de artistas, produtores, diretores e críticos de cinema.

    Isso acontecia porque Halliday também atuava como agente artístico e mantinha uma ampla rede de contatos no meio cultural norte-americano.

    Leia mais: Milho com fungo vale R$ 400 e vira iguaria no México

    Trabalhadores nem sempre sabiam quem eram os visitantes

    Apesar da movimentação constante de celebridades, muitos moradores e funcionários da fazenda desconheciam a importância dos hóspedes.

    Segundo o historiador, boa parte dos visitantes chegava pelo aeroporto de Goiânia e seguia para Anápolis sem chamar muita atenção.

    Embora a presença dessas personalidades fosse percebida pela população local, poucos imaginavam a projeção internacional daqueles nomes.

    Segundo registros locais, Marilyn Monroe esteve no Brasil e visitou a ‘Nossa Fazenda Halliday’ — Foto: Divulgação

    Fazenda produzia gado, ovos, café e morangos

    A propriedade de Mary Martin não servia apenas como local de descanso.

    A fazenda mantinha atividades agropecuárias diversificadas, incluindo criação de gado, produção de ovos, granja de galinhas, cultivo de banana e morangos, e plantação de café.

    Segundo relatos históricos, os ovos produzidos na fazenda eram comercializados no Mercado Municipal de Anápolis e também em Brasília.

    Boutique vendia produtos inspirados na moda americana

    Além das atividades rurais, Mary Martin abriu uma loja no centro de Anápolis chamada “Nossa Loja”.

    O estabelecimento vendia roupas, tecidos e produtos trazidos dos Estados Unidos.

    A atriz também desenhava peças próprias e aproveitava a proximidade com Gilbert Adrian, considerado um dos maiores figurinistas de Hollywood, para desenvolver novas ideias ligadas ao universo da moda.

    Leia mais: Goiás compra fazendas para proteger uma das maiores cavernas do país

  • Onça-vidente aposta em derrota do Brasil contra o Haiti

    Onça-vidente aposta em derrota do Brasil contra o Haiti

    Uma brincadeira realizada no Gramado Zoo, no Rio Grande do Sul, viralizou nas redes às vésperas de mais uma partida da Seleção Brasileira na Copa do Mundo de 2026. Desta vez, a onça-pintada que costuma participar da atividade indicou um resultado desfavorável para o Brasil no confronto contra o Haiti, marcado para esta sexta-feira (19).

    Segundo o zoológico, a onça chegou a se aproximar da caixa do Brasil, mas acabou escolhendo a que representava o Haiti, indicando uma possível vitória da equipe adversária.

    A onça ficou famosa por acertar os resultados dos jogos do Brasil durante a Copa de 2022 e também o placar do amistoso mais recente da seleção contra o Marrocos — Foto: Reprodução/Gramado Zoo

    A bióloga Tathiana Gosaric de Barros, responsável técnica pelo Gramado Zoo, destaca que não existe qualquer comprovação científica para esse tipo de previsão.

    “Não há evidências científicas de que a onça-pintada possua algum tipo de capacidade sensitiva para prever acontecimentos, como o resultado de uma partida de futebol. O que observamos durante essas atividades são comportamentos naturais de exploração e interação com os estímulos oferecidos”.

    Como funciona a dinâmica

    Para realizar a atividade, os tratadores posicionam duas caixas de papelão contendo iscas de carne. Uma delas recebe a bandeira da Seleção Brasileira, enquanto a outra é identificada com a bandeira do país adversário.

    Em seguida, a onça é liberada no recinto e escolhe uma das opções. A seleção feita pelo animal é interpretada como um palpite para o resultado da partida.

    Além disso, a ação integra o programa de enriquecimento ambiental desenvolvido pelo zoológico. O principal objetivo é estimular comportamentos naturais da espécie e promover o bem-estar animal.

    Acertou tudo

    A onça-pintada foi transferida para o Gramado Zoo em 2012, onde permanece sob cuidados especializados.

    Durante a Copa do Mundo de 2022, a fêmea escolheu a caixa do Brasil antes da estreia da seleção. Na ocasião, o palpite coincidiu com a vitória brasileira por 2 a 0 sobre a Sérvia.

    Fêmea já previu vitória da Croácia sobre o Brasil, em 2022 — Foto: Reprodução/Gramado Zoo

    O zoológico também repetiu a experiência para a partida diante de Camarões. Dessa vez, a onça demonstrou indecisão, aproximando-se das duas caixas antes de fazer a escolha. O resultado em campo foi a derrota do Brasil por 1 a 0.

    Agora, a expectativa é acompanhar se o novo palpite se confirmará. A Seleção Brasileira enfrenta o Haiti às 21h30 (horário de Brasília), no estádio Lincoln Financial Field, na Filadélfia, nos Estados Unidos.

  • Guia de pesca se surpreende com ‘leite’ liberado por piraíba gigante no Rio Araguaia

    Guia de pesca se surpreende com ‘leite’ liberado por piraíba gigante no Rio Araguaia

    Um vídeo gravado no Rio Araguaia, em Aruanã, no noroeste de Goiás, chamou atenção nas redes sociais após mostrar uma piraíba gigante liberando uma substância esbranquiçada semelhante a leite. O registro foi feito pelo guia de pesca Leandro Rodrigues, que afirmou nunca ter visto tamanha quantidade do material saindo do peixe.

    Nas imagens, o grupo que acompanhava o pescador brinca com a situação inusitada e compara o animal a uma “vaca leiteira”. Em seguida, a piraíba é devolvida à água. A pesca e o consumo da espécie são proibidos por lei em Goiás.

    “Agora nós vamos mostrar o leite da piraíba. Só faltou o toddy agora”, brinca Leandro durante a gravação, enquanto a substância escorre do peixe.

    https://www.instagram.com/reel/DYsEuo2IHcP/?utm_source=ig_web_copy_link&igsh=NTc4MTIwNjQ2YQ==

    Ao comentar o episódio, o guia explicou que trabalha na área há cerca de três anos e que já tinha observado a presença da secreção em outras piraíbas, mas nunca naquela quantidade.

    “Eu já tinha visto leite em piraíba, mas sair daquele tanto foi a primeira vez. Foi o que mais me impressionou”, relatou.

    Substância funciona como proteção natural do peixe

    Após a repercussão do vídeo, Leandro publicou uma nova gravação para esclarecer que o suposto “leite” é, na verdade, o muco natural produzido pela piraíba.

    Segundo ele, a secreção funciona como uma espécie de barreira protetora para o animal dentro da água.

    “Aquele leite nada mais é do que o muco do peixe. Quem já pegou uma piraíba sabe que ela é toda babenta. Não pode tirar da água porque, se o peixe secar esse muco, a chance de ele morrer é muito grande. O muco funciona como uma proteção, tipo um verniz. Parece um lubrificante, um óleo ou uma graxa”, explicou o guia.

    Especialistas apontam que a substância viscosa é rica em proteínas e anticorpos, além de atuar na defesa do peixe contra fungos, bactérias e outros microrganismos presentes no ambiente aquático.

    A secreção é produzida nas laterais do corpo da piraíba e costuma ser liberada principalmente quando o animal se sente ameaçado ou estressado. Além disso, o muco possui gosto amargo e odor característico, fatores que ajudam a afastar possíveis predadores.

    Vídeo gerou curiosidade nas redes

    A cena rapidamente repercutiu entre os internautas, que fizeram comentários curiosos e bem-humorados sobre o episódio.

    “Registro interessante que muita gente não sabia”, escreveu um seguidor.

    Outro usuário brincou com a situação: “Já vi tirar leite de onça, agora de peixe é a primeira vez”.

  • Você sabia? O canto dos sapos pode ajudar a prever o tempo

    Você sabia? O canto dos sapos pode ajudar a prever o tempo

    Quando o gelo começa a derreter nas regiões montanhosas da Califórnia, os sapos deixam a hibernação e seguem rapidamente para lagos e lagoas temporárias. Lá, os machos iniciam um verdadeiro coro para atrair as fêmeas antes que a água congele novamente.

    Mas os cientistas descobriram que esses sons servem para muito mais do que conquistar parceiras. Segundo um estudo publicado na revista Frontiers in Ecology and the Environment, a velocidade e a frequência do coaxar mudam conforme a temperatura da água. Em ambientes frios, os sons ficam lentos e espaçados. Já em águas mais quentes, os cantos se tornam rápidos e intensos.

    A ecologista Julianne Pekny explica que os anfíbios vivem em uma corrida contra o tempo. Em algumas áreas, os lagos formados pelo derretimento da neve permanecem descongelados por poucos meses, o que reduz drasticamente o período de reprodução.

    Coaxares funcionam como uma espécie de “previsão do tempo”

    Os pesquisadores acreditam que as fêmeas conseguem interpretar essas mudanças sonoras para escolher os melhores locais para colocar os ovos. Assim, os coaxares funcionariam como um “alerta climático” natural.

    Até então, os cientistas acreditavam que os cantos serviam apenas para demonstrar força e atratividade dos machos. Sapos maiores, por exemplo, costumam emitir sons mais graves e chamativos. Agora, o novo estudo sugere que os coaxares também carregam informações sobre o ambiente.

    A teoria surgiu durante pesquisas de campo no norte da Califórnia. Pekny percebeu diferenças claras nos coros dos sapos ao longo das estações e decidiu investigar o comportamento em laboratório. Ela analisou 35 sapos em aquários com diferentes temperaturas da água e registrou a frequência dos sons emitidos.

    Os testes mostraram que a água fria desacelera os coaxares, enquanto temperaturas mais altas deixam os sons mais rápidos. Essa informação pode ajudar as fêmeas a evitar locais inadequados para reprodução.

    Mudanças climáticas podem afetar reprodução dos anfíbios

    Especialistas afirmam que a descoberta ajuda a entender como os anfíbios reagem às mudanças climáticas. Embora pesquisadores ainda precisem realizar novos testes, o estudo reforça a relação entre comportamento animal e ambiente.

    Os cientistas alertam que alterações no clima podem desregular o período de reprodução dos sapos e rãs. Caso os animais se reproduzam cedo demais, os girinos podem nascer antes do momento ideal, quando ainda há pouca oferta de alimento.

    Hoje, os anfíbios estão entre os grupos mais ameaçados do planeta. Cerca de 41% das espécies enfrentam risco de extinção, o que aumenta a importância de pesquisas sobre adaptação climática e preservação dos habitats.

  • Cientistas recorrem a “barrigas de aluguel” para salvar rinoceronte da extinção

    Cientistas recorrem a “barrigas de aluguel” para salvar rinoceronte da extinção

    Com apenas duas fêmeas vivas no mundo, o rinoceronte-branco-do-norte entrou em uma corrida contra o tempo para não desaparecer de vez. Sem machos da subespécie vivos e sem possibilidade de reprodução natural, cientistas passaram a apostar em uma alternativa de alta complexidade: criar embriões em laboratório.

    Considerado um dos casos mais críticos da conservação animal, o projeto tenta evitar a extinção definitiva da espécie usando fertilização in vitro. As duas últimas fêmeas, Najin e Fatu, vivem sob proteção constante no Quênia e não conseguem gerar filhotes naturalmente.

    Como funciona a técnica?

    Os pesquisadores coletam óvulos das fêmeas remanescentes e realizam a fertilização em laboratório com esperma de machos já mortos, preservado em bancos genéticos. Até agora, dezenas de embriões considerados viáveis já foram produzidos.

    A próxima etapa é ainda mais delicada: implantar esses embriões em fêmeas de rinoceronte-branco-do-sul, que funcionarão como barrigas de aluguel. A estratégia tenta contornar a impossibilidade de gestação das últimas representantes da subespécie.

    Os primeiros testes já mostraram que o procedimento pode funcionar. Em uma das tentativas, um embrião conseguiu se desenvolver por cerca de 70 dias após a implantação. A gestação, no entanto, foi interrompida depois que a fêmea hospedeira morreu por complicações de saúde.

    Mesmo assim, os cientistas consideraram o experimento um avanço importante, já que ele comprovou que a gestação é biologicamente possível.

    Apesar do otimismo, o processo ainda envolve muitos desafios. A gravidez de um rinoceronte dura cerca de 16 meses, e cada tentativa apresenta riscos elevados tanto para o embrião quanto para a fêmea substituta.

    Além das dificuldades técnicas, o projeto também levanta debates éticos e financeiros. Isso porque a reprodução assistida exige investimentos milionários e mobiliza equipes internacionais, o que reacende discussões sobre o custo e os limites da conservação de espécies ameaçadas.