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  • Urucum: o ouro vermelho da agricultura

    Urucum: o ouro vermelho da agricultura

    O urucum (Bixa orellana), também conhecido como “ouro vermelho”, é uma planta nativa da América Tropical, cujas sementes são fonte do corante natural bixina, amplamente utilizado nas indústrias alimentícia, cosmética, farmacêutica e têxtil. No Brasil, o Paraná lidera a produção, mas Rondônia vem se destacando como uma nova fronteira agrícola para essa cultura, que oferece alta rentabilidade e baixo custo de manejo.

    O cultivo do urucum exige solos bem drenados e corrigidos com calcário, além de técnicas de adubação orgânica para garantir alta produtividade. Pesquisas recentes mostram que o pigmento não está apenas nas sementes, mas também nas folhas, o que pode revolucionar a extração do corante no futuro. Em Rondônia, o governo tem incentivado o uso de defensivos biológicos e práticas sustentáveis para reduzir impactos ambientais.

    Foto: Neide Makiko Furukawa/Embrapa

    O preço do urucum saltou de R$ 3 para R$ 15 o quilo nos últimos anos, impulsionado pela demanda global por corantes naturais. Empresas e indústrias farmacêuticas já enxergam no fruto um potencial para cápsulas de vitamina E e outros produtos de alto valor agregado.

    Governo de Rondônia impulsiona cultivo com tecnologia e apoio técnico

    Em 6 de junho de 2025, o Governo de Rondônia, por meio da Secretaria de Estado da Agricultura (Seagri) e da Emater-RO, realizou um evento técnico em Cabixi para fomentar o cultivo de urucum no Cone Sul do estado. O encontro reuniu agricultores, estudantes e especialistas em busca de soluções sustentáveis e rentáveis para a agricultura familiar.

    O governador Marcos Rocha afirmou que o urucum é uma alternativa viável para diversificar a produção no estado, enquanto o secretário Luiz Paulo reforçou o compromisso com o Programa Mais Calcário e futuras doações de adubo para os agricultores.

    Com o sucesso do evento, a expectativa é que a produção de urucum cresça não só em Cabixi, mas em toda a região. E assim, atrair mais investimentos e consolidar Rondônia como um polo de agricultura sustentável e inovadora.

    O urucum se consolida como uma cultura estratégica para Rondônia, combinando sustentabilidade, alto valor de mercado e apoio governamental. Com o avanço das pesquisas e o incentivo à agricultura familiar, o estado pode se tornar uma referência nacional nesse segmento.

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  • Babaçu: riqueza natural do Brasil

    Babaçu: riqueza natural do Brasil

    O babaçu (Attalea speciosa) é uma palmeira nativa das regiões Norte e Nordeste do Brasil, especialmente encontrada no Maranhão, Piauí, Tocantins e Pará. Sua importância vai além de sua presença na paisagem, pois é um recurso valioso tanto histórica quanto economicamente. Essa árvore tem uma longa história de uso pelas comunidades locais e vem ganhando destaque por suas diversas aplicações na indústria e no comércio.

    Historicamente, o babaçu tem sido uma fonte de sustento para muitas comunidades rurais e indígenas. As mulheres dessas comunidades, conhecidas como “quebradeiras de coco babaçu”, desempenham um papel crucial na colheita e processamento dos cocos, usando técnicas tradicionais que passam de geração em geração.

    Produtores utilizam as amêndoas e o óleo extraído do fruto na alimentação, na fabricação de sabão e na iluminação. As folhas são empregadas na construção de casas e na confecção de utensílios domésticos. Desempenha um papel fundamental na subsistência de muitas famílias rurais, sendo considerada um dos principais produtos extrativos da região.

    Produtividade e Condições de Lucro

    O babaçu é uma palmeira de grande porte, podendo atingir até 20 metros de altura. Cada árvore pode produzir até 3.000 frutos por ano, cada um contendo de 2 a 4 amêndoas. Deles dos quais se extraem óleo, farinha, e carvão.

    Indústrias valorizam o óleo de babaçu na cosmética e na alimentação por suas propriedades nutritivas e hidratantes. Para os produtores, a cadeia produtiva do babaçu oferece diversas oportunidades de lucro, desde a venda de matéria-prima até produtos processados, como o óleo e a farinha.

    Embrapa – Foto: José Rey Santos Souza

    Estima-se que existam cerca de 10 milhões de hectares de babaçuais nativos no Brasil, com um potencial de produção de 840 mil toneladas de amêndoas por ano.

    Apesar desse grande potencial, apenas uma pequena parte da produção é aproveitada atualmente. Isso se deve a diversos fatores, como a falta de infraestrutura para a coleta e o transporte dos frutos, a concorrência com outras culturas e a baixa remuneração dos coletores.

    Uso Sustentável e Benefícios Ambientais

    O extrativismo do babaçu é uma atividade sustentável, pois não envolve o corte das árvores. No entanto, para que essa atividade seja realmente sustentável, é necessário adotar práticas adequadas de manejo, como a poda das folhas secas, a limpeza dos babaçuais e a proteção das árvores jovens.

    Além disso, o babaçu desempenha um papel importante na conservação dos ecossistemas naturais. Suas folhas e frutos servem de alimento para diversas espécies de animais, e suas raízes ajudam a prevenir a erosão do solo. Além disso, o fortalecimento das cooperativas de quebradeiras de coco e o apoio a políticas públicas que valorizem a extração sustentável são cruciais.

    Aplicações na Indústria e Comércio

    Indústrias utilizam o óleo de babaçu para fabricar cosméticos, sabonetes e produtos de limpeza, devido às suas propriedades emolientes e antioxidantes. A farinha de babaçu é uma alternativa nutritiva na alimentação animal e humana. Além disso, o carvão de babaçu é uma importante fonte de energia renovável.

    Os produtores utilizam as amêndoas na fabricação de óleo comestível, margarina, sabão e cosméticos. A casca do fruto serve como combustível e na produção de carvão vegetal. As pessoas utilizam as folhas na confecção de artesanato e na cobertura de casas.

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    Além disso, a indústria química e farmacêutica vem explorando novas aplicações para os compostos extraídos do babaçu, como a produção de biocombustíveis e de fármacos.

    A versatilidade do babaçu e seus subprodutos fazem desta palmeira uma fonte inestimável de recursos, contribuindo significativamente para a economia local e nacional. A exploração consciente e sustentável do babaçu pode garantir a preservação ambiental e o desenvolvimento socioeconômico das comunidades envolvidas.

    Portanto, o babaçu é uma árvore de grande importância econômica, social e ambiental para a região norte do Brasil. Para aproveitar plenamente o potencial do babaçu, é necessário investir em pesquisa, melhorar a infraestrutura e criar políticas públicas que valorizem o extrativismo sustentável, além de promover a inclusão social.

    https://www.youtube.com/watch?v=JZFPPut5390&t