Tag: Coreia do Sul

  • Boi gordo abre a semana estável

    Boi gordo abre a semana estável

    O mercado do boi gordo iniciou a semana com pouca movimentação e preços praticamente estáveis em todo o país. Levantamento divulgado pela Scot Consultoria nesta segunda-feira (28) mostra que, das 33 regiões acompanhadas, 29 mantiveram as cotações inalteradas.

    As únicas altas foram registradas no norte de Minas Gerais, no sudoeste de Mato Grosso e no Rio de Janeiro. Já a única queda ocorreu em Roraima.

    Preço do boi gordo segue em R$ 344 nas principais praças

    Nas praças de Araçatuba (SP) e Barretos (SP), que servem de referência para o mercado nacional, o boi gordo permaneceu cotado em R$ 344 por arroba, considerando o pagamento a prazo.

    As cotações do chamado “boi China”, além da vaca gorda e da novilha, também permaneceram estáveis ao longo do dia.

    Segundo a Scot Consultoria, parte das indústrias ainda não retomou as compras nesta semana e concentrou esforços na definição das estratégias comerciais. Entre os frigoríficos que atuaram no mercado, prevaleceram as mesmas referências de preços observadas na sexta-feira anterior.

    Algumas unidades chegaram a oferecer valores inferiores, mas não houve fechamento de negócios nesses patamares.

    Atacado registra valorização da carne bovina

    Enquanto o mercado do boi gordo permaneceu estável, o atacado apresentou alta nas cotações da carcaça bovina.

    De acordo com a Scot, o movimento foi impulsionado pela combinação entre maior procura e menor oferta de carne, resultado da redução no ritmo dos abates.

    Mesmo com o avanço dos preços, os atacadistas mantiveram as compras de forma moderada para evitar excesso de estoques. A expectativa é que os valores permaneçam firmes até o início de agosto.

    Exportações seguem em ritmo forte

    O desempenho das exportações continua sendo um dos principais fatores de sustentação do mercado pecuário brasileiro.

    Dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex) mostram que, nos primeiros 18 dias úteis de julho, o Brasil embarcou 195,214 mil toneladas de carne bovina in natura, com média diária de 10,845 mil toneladas.

    Além do elevado volume exportado, o preço médio pago pelo produto segue em um dos maiores patamares do ano, alcançando US$ 6.368,90 por tonelada.

    Brasil avança para abrir mercado na Coreia do Sul

    Outro fator acompanhado pelo setor é o avanço das negociações para ampliar os mercados compradores da carne bovina brasileira.

    Uma missão técnica da Coreia do Sul deve visitar o Brasil em agosto para inspecionar frigoríficos nacionais. A etapa é considerada decisiva para a abertura do mercado sul-coreano às exportações brasileiras.

    Caso o processo seja concluído, o país poderá ampliar sua presença na Ásia e diversificar ainda mais os destinos da carne bovina produzida no Brasil, fortalecendo a competitividade do setor no comércio internacional.

  • Brasil conquista mercado de ovos na Coreia do Sul

    Brasil conquista mercado de ovos na Coreia do Sul

    O agronegócio brasileiro celebra um novo marco histórico em sua expansão internacional. O governo federal anunciou a conclusão das negociações que permitem ao Brasil exportar ovos e produtos derivados para a Coreia do Sul. Esta abertura estratégica amplia significativamente o alcance da avicultura nacional, permitindo que produtos brasileiros atendam tanto ao consumo direto quanto à robusta indústria de alimentos sul-coreana.

    Com este novo anúncio, o Brasil atinge a impressionante marca de 602 aberturas de mercado desde o início de 2023. Este resultado é fruto de um esforço coordenado entre o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) e o Ministério das Relações Exteriores (MRE) para diversificar o portfólio exportador e consolidar a presença brasileira em mercados de alto valor agregado.

    Os principais produtos do comércio entre Brasil e Coreia do Sul

    A relação comercial entre as duas nações é sólida e demonstra um crescimento contínuo. Em 2025, as exportações do agronegócio brasileiro para a Coreia do Sul totalizaram o montante de US$ 2,4 bilhões.

    Entre os produtos que lideram a pauta exportadora e são essenciais para o mercado sul-coreano, destacam-se:

    • Farelo de soja;
    • Carne de aves;
    • Café;
    • Soja em grão;
    • Milho;
    • Fumo;
    • Algodão;
    • Couro.

    Embora o volume total financeiro tenha atingido os US$ 2,4 bilhões no setor agrícola, a inclusão de ovos e derivados agora se soma a esta lista, prometendo elevar ainda mais o volume de negócios nos próximos anos.

    Cooperação e inovação: o futuro das relações bilaterais

    A expansão do mercado não se limita apenas à venda de commodities. Durante a missão presidencial à República da Coreia, realizada em fevereiro de 2026, foram assinados memorandos de entendimento (MOUs) focados em áreas críticas para o futuro do campo.

    Os acordos visam a cooperação em:

    • Inovação e desenvolvimento rural;
    • Medidas sanitárias e fitossanitárias;
    • Bioinsumos.

    Essa agenda reforça o diálogo sanitário entre os países, facilitando a resolução de tratativas técnicas e garantindo que o setor agrícola brasileiro continue a avançar com segurança e tecnologia no mercado asiático.

  • MBRF investe US$ 70 milhões e amplia produção no Uruguai

    MBRF investe US$ 70 milhões e amplia produção no Uruguai

    A MBRF anunciou um investimento de US$ 70 milhões para ampliar sua planta de proteína bovina em Tacuarembó, no norte do Uruguai. A companhia implementa no país o mesmo modelo de complexo industrial já adotado no Brasil, com foco na produção de alimentos de maior valor agregado.

    A estratégia acompanha o crescimento da demanda global por proteínas e fortalece a presença da empresa na América do Sul. O Uruguai se consolidou como um mercado-chave para a MBRF desde o início das operações com bovinos na região, em 2006.

    Segundo o chairman da MBRF, Marcos Molina, o novo modelo industrial amplia escala, eficiência e padronização, além de garantir maior agilidade no atendimento a diferentes mercados.

    Produção de hambúrgueres cresce 350%

    A ampliação da unidade eleva significativamente a capacidade produtiva, com destaque para a linha de industrializados. A produção de hambúrgueres aumentou de 200 para 900 toneladas mensais, avanço de 350%. O volume equivale a cerca de 500 mil unidades produzidas por dia.

    Com o novo patamar, a MBRF reforça sua posição como maior produtora global de hambúrgueres.

    O volume de abate também cresceu, passando de 900 para 1.400 animais por dia, alta de aproximadamente 40%. Com isso, o complexo de Tacuarembó se torna o maior em capacidade de abate bovino no Uruguai.

    A empresa também ampliou a infraestrutura da unidade. As câmaras de pré-resfriamento passaram de 1.800 para 2.800 animais, e a planta recebeu um novo túnel de congelamento com capacidade para 21 mil caixas.

    Exportações e mercado estratégico

    A produção abastecerá tanto o mercado interno quanto o externo. A MBRF mantém embarques para destinos estratégicos, como Estados Unidos, China, Japão, Coreia do Sul e União Europeia.

    Atualmente, a empresa responde por cerca de 30% das exportações de carne bovina do Uruguai, consolidando sua liderança no comércio exterior do país.

    O CEO da MBRF, Miguel Gularte, destaca que o Uruguai oferece vantagens competitivas relevantes, como qualidade produtiva, confiabilidade sanitária e amplo acesso a mercados internacionais, fatores que sustentam novos investimentos.

    A companhia também ampliou programas de certificação de carne junto a produtores parceiros, fortalecendo sua atuação em mercados exigentes.

    Geração de empregos e impacto local

    A expansão da planta vai gerar 570 novos empregos diretos, elevando o total para cerca de 2.270 postos de trabalho na operação uruguaia.

    O complexo incorpora tecnologias voltadas à eficiência e à gestão ambiental. A unidade opera com um sistema avançado de tratamento de efluentes, que trata água e resíduos antes da devolução ao meio ambiente.

    A matriz energética inclui aerogeradores, responsáveis por cerca de 10% do consumo da planta, reduzindo a dependência de fontes convencionais.

    Outro destaque é a nova unidade de produção de farinha de sangue, com capacidade de 100 toneladas por mês, iniciativa alinhada à economia circular e ao aproveitamento de subprodutos.

    Presença consolidada no Uruguai

    A MBRF atua no Uruguai há cerca de duas décadas e mantém operações em diferentes etapas da cadeia produtiva. A estrutura inclui unidades de abate, confinamento, processamento, logística e escritório comercial.

    A marca Sadia lidera o mercado local, com aproximadamente 70% de participação, refletindo a forte presença da empresa entre os consumidores uruguaios.

  • Exportações brasileiras aos EUA despencam e atingem pior nível desde 2023

    Exportações brasileiras aos EUA despencam e atingem pior nível desde 2023

    As exportações brasileiras para os Estados Unidos enfrentam um dos momentos mais desafiadores dos últimos anos. Segundo dados inéditos do Monitor do Comércio Brasil–EUA, divulgado pela Amcham Brasil, o valor embarcado para o país norte-americano no primeiro bimestre de 2026 foi o menor para o período desde 2023.

    Entre janeiro e fevereiro, as vendas externas para os EUA totalizaram US$ 4,9 bilhões, uma queda expressiva de 23,2% em comparação com o mesmo intervalo de 2025. A retração representa US$ 812 milhões a menos na balança comercial bilateral.

    Somente em fevereiro, o recuo foi de 20,3% na comparação anual, atingindo US$ 2,5 bilhões. Com esse resultado, o fluxo de exportações para o mercado americano acumula agora sete meses consecutivos de queda livre. Um movimento iniciado em agosto de 2025, quando os EUA impuseram sobretaxas de importação que variaram entre 40% e 50% para uma vasta gama de produtos brasileiros.

    O efeito das tarifas e a virada na corte americana

    É importante ressaltar que os números divulgados ainda não refletem a recente reviravolta judicial. No final de fevereiro, a Suprema Corte dos Estados Unidos decidiu pôr fim às sobretaxas de 40% e 50%. Substituindo-as por uma nova tarifa global de 10%. Como a decisão saiu apenas no fim do mês, os seus efeitos práticos no comércio bilateral devem começar a ser percebidos nas estatísticas a partir de março.

    “Os dados de fevereiro ainda não capturam os efeitos da redução das sobretaxas decorrente da decisão da Suprema Corte. Será importante acompanhar, nos próximos meses, em que medida essa mudança contribuirá para melhorar o desempenho das exportações”, afirma Abrão Neto, presidente da Amcham Brasil.

    Petróleo e café puxam queda, mesmo sem tarifas

    A pressão sobre a pauta exportadora em fevereiro veio, surpreendentemente, de setores que não estavam sujeitos às tarifas. O petróleo bruto, principal item da pauta, sofreu uma queda abrupta de 80,7% nas vendas. Os combustíveis derivados também recuaram 42,2%, influenciados por questões conjunturais de mercado.

    Outro destaque negativo foi o café, que, apesar de isento das sobretaxas desde novembro, viu suas exportações caírem 40% em relação a fevereiro do ano passado, contribuindo significativamente para o resultado negativo.

    Já os produtos que estavam sob o guarda-chuva das tarifas mais pesadas (entre 40% e 50%) registraram uma queda de 27,4% no mês. Itens de madeira, enquadrados nas tarifas da Seção 232, tiveram retração ainda mais severa.

    Déficit comercial explode

    A situação é agravada pela dinâmica das importações. Embora as compras brasileiras de produtos americanos também tenham caído em fevereiro (-16,5%), a retração foi menos intensa do que a das exportações. Como resultado, o déficit do Brasil no comércio bilateral com os EUA saltou para US$ 900 milhões no bimestre. Um aumento colossal de 142,3% em relação ao mesmo período do ano anterior.

    Portanto, com esse movimento, os Estados Unidos perderam uma posição no ranking de fornecedores do Brasil, caindo para o terceiro lugar, atrás de China e Coreia do Sul.

    Enquanto o mercado aguarda para ver se a nova tarifa global de 10% amenizará o impacto sobre os produtos brasileiros, a Amcham faz um alerta para o futuro. “É fundamental que os governos dos dois países avancem em entendimentos para evitar novas restrições comerciais. Especialmente no âmbito da investigação da Seção 301”, conclui Abrão Neto, destacando a necessidade de diálogo para evitar novos solavancos no comércio entre as duas nações.

  • Embrapa firma cooperação científica com Coreia do Sul

    Embrapa firma cooperação científica com Coreia do Sul

    A Embrapa assinou acordo de cooperação científica com a Coreia do Sul nesta segunda-feira (23). A presidente Silvia Massruhá formalizou o memorando com a Rural Development Administration (RDA), agência de pesquisa sul-coreana. O acordo prioriza agricultura, recursos naturais e desenvolvimento sustentável. Além disso, amplia a parceria científica e tecnológica entre os países.

    A cooperação inclui temas estratégicos como mudanças climáticas, bioeconomia e biotecnologia. Também abrange agricultura digital, inteligência artificial e sistemas de produção animal e vegetal.

    O memorando contempla segurança alimentar, nutrição, saúde e desenvolvimento rural. Além disso, prevê formação e intercâmbio de pesquisadores. O documento estabelece regras sobre propriedade intelectual e proteção de dados. Também define diretrizes para disseminação de resultados científicos e intercâmbio de material genético. As instituições seguirão as legislações nacionais e adotarão mecanismos de governança conjunta.

    Missão fortalece comércio e parcerias estratégicas

    A assinatura integrou a comitiva presidencial brasileira entre 19 e 24 de fevereiro. A missão incluiu agendas na Índia e na Coreia do Sul. O governo priorizou o fortalecimento do comércio e de parcerias estratégicas. Além do acordo com a Embrapa, o Brasil firmou mais nove atos institucionais. Os compromissos envolveram ministérios da Agricultura, Saúde, Fazenda e Ciência e Tecnologia. Também participaram Anvisa e Polícia Federal.

    Na Índia, Silvia participou da inauguração do escritório da ApexBrasil, em Nova Déli. Em seguida, ela esteve no Fórum Empresarial Brasil-Índia, no dia 21. O evento buscou ampliar cooperação e comércio bilateral. O fórum reuniu cerca de 600 empresários indianos e mais de 300 brasileiros. Os participantes identificaram cerca de 400 oportunidades de exportação de para o Brasil.

    Durante o evento, Silvia destacou o papel estratégico da ciência na agricultura tropical brasileira. Ela afirmou que a pesquisa impulsionou o Brasil como referência tecnológica na produção de alimentos. Segundo a presidente, inovação e ciência garantem produtividade com sustentabilidade. Ela também ressaltou que Brasil e Índia compartilham desafios climáticos e produtivos.

    Fungicultura entra na agenda Brasil-Coreia do Sul

    O acordo entre Embrapa e RDA prioriza o avanço da fungicultura em regiões tropicais e subtropicais. O foco inclui novas linhagens, automação e aproveitamento de resíduos.

    No Brasil, o plano será executado pela Embrapa Recursos Ge néticos e Biotecnologia, em Brasília. A equipe do Laboratório de Cultivo de Cogumelos liderará as ações. Os pesquisadores promoverão intercâmbio de materiais genéticos e desenvolverão cultivares adaptadas ao clima brasileiro. O objetivo é elevar a eficiência produtiva.

    A parceria também prevê compartilhamento de máquinas e sistemas automatizados. As instituições estudarão produção industrial de substrato e manejo de cultivo. Além disso, as equipes pesquisarão espécies nativas com potencial econômico, medicinal e nutricional. Os cientistas buscarão domesticar cogumelos brasileiros com valor biotecnológico.

    Outro foco será transformar o substrato pós-colheita em insumos biológicos. A aplicação poderá atender agricultura, pecuária e aquicultura.

    O memorando ainda prevê programas de treinamento e intercâmbio técnico. As ações visam acelerar a transferência de tecnologia.

    A analista Loeni Ludke Falcao avaliou que a cooperação fortalece a cadeia produtiva de cogumelos. Segundo ela, o setor ainda é pequeno, mas registra crescimento anual. Ela destacou que o cogumelo oferece alternativa alimentar funcional e sustentável. Também afirmou que o produto possui potencial para bioinsumos e indústria farmacêutica.

     

  • Brasil inicia 2026 como líder global na carne bovina

    Brasil inicia 2026 como líder global na carne bovina

    O Brasil inicia 2026 consolidado como o maior exportador e fornecedor de carne bovina do mundo. Após um 2025 de recordes históricos de abate e exportação, o país se firma como pilar estratégico em um cenário global de oferta limitada e concentrada. Segundo Larissa Barboza Alvarez, analista de mercado da StoneX, começam a surgir sinais de mudança no ciclo pecuário, o que pode afetar a disponibilidade de gado nos próximos anos.

    Essas tendências estão detalhadas no relatório “Perspectivas para Commodities 2026”, publicado pela StoneX em 27 de janeiro. O documento traz projeções para os principais mercados agropecuários e destaca a carne bovina como ativo central para o Brasil em 2026.

    Oferta de gado e virada do ciclo

    O ponto de maior incerteza neste início de ano está na oferta de animais para abate. Em 2025, a pecuária nacional registrou volume recorde de abates, impulsionado sobretudo pelo descarte expressivo de fêmeas. Movimento que tende a se limitar naturalmente, já que essas matrizes garantem a reposição do rebanho.

    “Nos últimos meses, a queda no abate de fêmeas indica que os produtores podem estar iniciando um novo ciclo de retenção”, afirmou Larissa. Como o ciclo pecuário costuma durar de 18 a 30 meses, ajustes realizados agora devem influenciar a oferta até 2027. Se a virada realmente se confirmar, a produção pode se tornar mais ajustada justamente em um momento de demanda aquecida nos mercados interno e externo, favorecendo a valorização da carne bovina ao longo do ano.

    Consumo interno em expansão

    O bom momento da economia brasileira, com crescimento e baixo desemprego, sustenta o avanço do consumo doméstico. “A melhora da renda tende a estimular a compra de carne bovina, que tem papel central na dieta do brasileiro”, explicou a analista.

    Ainda assim, ela alerta para fatores de moderação, como o aumento da inadimplência e a maior cautela das famílias em um ano eleitoral. Eventos sanitários também seguem no radar — o impacto da gripe aviária em 2025 mostrou como choques pontuais de oferta podem alterar a competitividade entre proteínas e influenciar preços.

    Dependência global do Brasil

    No cenário externo, o Brasil mantém posição dominante no comércio internacional. A China segue como principal destino das exportações brasileiras e ainda apresenta necessidade de importação superior à capacidade total de embarque do país. Outros mercados relevantes, como Japão, Coreia do Sul, Egito, Emirados Árabes, Chile e Estados Unidos, continuam com demanda estável.

    Em 2025, a rápida reação da China à redução das compras norte-americanas  após o aumento de tarifas reforçou a competitividade brasileira e a confiança na capacidade de resposta do setor exportador.

    “O Brasil entra em 2026 com protagonismo ampliado e o desafio de equilibrar consumo interno firme com uma possível redução na oferta de gado”, destacou Larissa Barboza Alvarez. O desfecho desse equilíbrio deve orientar preços, margens e a dinâmica da pecuária nacional ao longo do novo ciclo.

  • Brasil e Coreia do Sul fortalecem aliança por agricultura sustentável

    Brasil e Coreia do Sul fortalecem aliança por agricultura sustentável

    Em um movimento estratégico para posicionar o agronegócio brasileiro na vanguarda da inovação, uma delegação de alto nível do Brasil realizou uma visita técnica a polos de tecnologia na Coreia do Sul nesta segunda-feira (24). O objetivo central da missão foi ampliar a cooperação bilateral no desenvolvimento de tecnologias voltadas para uma agricultura sustentável.

    Liderada pelo secretário de Defesa Agropecuária do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), Carlos Goulart, a comitiva visitou as instalações das multinacionais LG e CJ Bio, duas referências globais em química, biotecnologia e soluções para o agro.

    A agenda focou em estreitar laços para o desenvolvimento de agrotóxicos mais modernos e seguros, bioinsumos e tecnologias de baixo impacto ambiental. A iniciativa reforça a busca do Brasil por parcerias que garantam a competitividade do setor, aliando produtividade à sustentabilidade.

    “A agricultura brasileira é baseada em inovação. Somos a potência que somos por conta da inovação. Por isso, estreitar relações entre os países é essencial para manter a competitividade do agro”, afirmou o secretário Carlos Goulart.

    Na vanguarda da inovação: visita à LG

    Na LG, os representantes brasileiros conheceram a estrutura global do conglomerado, que vai desde a eletrônica até a química avançada. A empresa apresentou seu modelo de gestão, que prioriza sustentabilidade e governança, e destacou o trabalho de sua divisão agrícola, a FarmHannong, líder na Coreia em proteção de cultivos.

    A multinacional demonstrou forte interesse em expandir suas operações no mercado brasileiro e em dar continuidade às parcerias já estabelecidas com o Mapa e com a Anvisa – que também integrou a delegação.

    Biotecnologia a serviço do campo: reunião na CJ Bio

    Já na CJ Bio, especialista mundial em biotecnologia aplicada, a delegação acompanhou de perto os avanços em plataformas de desenvolvimento de microrganismos e processos de fermentação para produção de bioinsumos.

    Foram apresentadas soluções inovadoras para a produção de inoculantes, bioestimulantes e pesticidas biológicos, todas com foco na redução de emissões e na recuperação de solos. A empresa confirmou interesse em criar produtos biológicos específicos para as culturas de soja e milho, fundamentais para a economia do Brasil.

  • Coreia do Sul suspende compra de carne de frango do Brasil

    Coreia do Sul suspende compra de carne de frango do Brasil

    A lista de países que suspenderam as importações de carne de frango brasileira cresceu. A Coreia do Sul aderiu ao embargo após a confirmação de um caso de gripe aviária em uma granja comercial no Rio Grande do Sul.

    No domingo, a China também oficializou o bloqueio a 51 frigoríficos brasileiros. Esses estabelecimentos estavam habilitados para exportar carne de frango ao país asiático. Além de China e Coreia do Sul, outros quatro países e a União Europeia mantêm o embargo: Chile, Argentina, Uruguai e México. A medida da China foi publicada pela Administração Geral de Alfândegas (GACC). O documento formaliza a suspensão temporária, válida por até 60 dias.

    Oito frigoríficos do Rio Grande do Sul já estavam suspensos desde julho do ano passado. Na época, o motivo foi a detecção da doença de Newcastle.

    O Japão, um dos principais mercados do Brasil, restringiu a compra apenas ao município de Montenegro, onde ocorreu o foco da gripe aviária. Os Emirados Árabes Unidos ainda não anunciaram restrições. Porém, o Ministério da Agricultura e a indústria avícola esperam que o país suspenda as compras na zona afetada, dentro de um raio de 10 quilômetros. As Filipinas devem seguir o mesmo protocolo. Já a Arábia Saudita pode ampliar o embargo para todo o território do Rio Grande do Sul.

    Certificação suspensa em todo o país

    Neste domingo, o Ministério da Agricultura anunciou que suspendeu a certificação sanitária para quatro mercados: China, União Europeia, Canadá e África do Sul.

    Essa certificação atesta o status de país livre de gripe aviária. A medida atende aos acordos fitossanitários e orientações da Organização Mundial de Saúde Animal (OMSA).

    Brasil aposta na retomada rápida

    Apesar das restrições, o ministro da Agricultura, Carlos Fávaro, afirmou que o governo negocia com os países importadores para restabelecer as exportações.

    “Temos espaço para negociar. Se eliminarmos o foco e rastrearmos os animais, o fluxo pode se normalizar antes dos 60 dias”, disse Fávaro.

    O presidente da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), Ricardo Santin, também acredita em um desfecho rápido. “Cada país segue seus critérios sanitários. O Japão, por exemplo, limitou o bloqueio a Montenegro”, afirmou.

    A OMSA recomenda restrições regionalizadas, com um raio de 10 quilômetros ao redor do foco. Fora dessas áreas, a produção é considerada segura.

    Segundo especialistas, essa estratégia de contenção rápida dificulta a projeção de prejuízos imediatos ao setor.

    Casos semelhantes não afetaram exportações dos EUA

    Como exemplo, os Estados Unidos registraram episódios de gripe aviária em diversos estados no ano passado. Mesmo assim, exportaram 3,3 milhões de toneladas de carne de frango.

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  • Mercado de gergelim cresce com acordos comerciais

    Mercado de gergelim cresce com acordos comerciais

    O mercado de gergelim no Brasil está em forte expansão, impulsionado por recentes acordos comerciais com a China e a abertura do mercado da Coreia do Sul, que prometem aquecer ainda mais as exportações do grão. Dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex) revelam que as exportações brasileiras saltaram de 151.216 toneladas em 2023 para 246.250 toneladas em 2024, um crescimento de 63%. Mato Grosso lidera a produção nacional, respondendo por 65% das exportações em 2024, com parte significativa do produto escoada pelo terminal da Brado em Rondonópolis, ponto estratégico para o transbordo entre modais rodoviário e ferroviário.

    “O gergelim é produto sazonal e tem um perfil concentrado no mercado de exportação brasileiro. A Brado oferece uma solução logística específica para esse produto. E consegue trazer eficiência para a cadeia de exportação”, afirma Greici Araujo Silva, executiva de vendas da Brado.

    A cultura do gergelim é plantada principalmente na segunda safra, após a colheita da soja ou do milho, com ciclo curto de 90 a 100 dias. Isso permite a rotação e torna a cultura uma opção lucrativa e com menor consumo de água, ideal para regiões com restrições hídricas. Apesar de não alcançar volumes comparáveis a commodities como soja e algodão, o gergelim possui alto valor agregado.

    Mercado chinês

    Em novembro de 2024, o Brasil e a China firmaram um acordo comercial que abriu o mercado chinês para o gergelim brasileiro, com 21 empresas brasileiras habilitadas para exportação em março de 2025. A China é o maior importador mundial do grão, respondendo por 36,2% das importações globais. E utiliza o gergelim principalmente na indústria alimentícia para produção de óleo. Em janeiro de 2025, a Coreia do Sul também abriu seu mercado para o produto brasileiro, ampliando as oportunidades para os produtores.

    “Com esses novos acordos, as perspectivas para 2025 são ainda mais promissoras. E estamos preparados para oferecer soluções logísticas eficientes e seguras para os produtores de gergelim”, destaca Mayra Antunes Coelho, executiva de vendas da Brado. A empresa registrou aumento de 80% no transporte do produto em 2024 e prevê alta nas exportações com os acordos internacionais.

    A solução multimodal da Brado combina transporte ferroviário e rodoviário, garantindo segurança e eficiência. O grão é estufado nos contêineres na propriedade do produtor e segue lacrado até o destino final, preservando a qualidade e minimizando riscos de contaminação. O transporte ferroviário, além de eficiente, é mais sustentável, reduzindo emissões de CO2 e contribuindo para uma cadeia logística mais verde.

    Assim, com a ampliação dos mercados e o crescimento da produção, o Brasil se consolida como um player importante no comércio internacional de gergelim. Especialmente com Mato Grosso na liderança da produção e exportação. E posicionando o país para aproveitar as oportunidades globais e impulsionar o agronegócio nacional.

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  • Jovem desenvolve tecnologia que transforma borra de café em produtos biodegradáveis

    Jovem desenvolve tecnologia que transforma borra de café em produtos biodegradáveis

    Seokhun Alex Kim, um jovem de 17 anos, desenvolveu um projeto de iniciação científica que revoluciona a utilização da borra de café. Natural da Coreia do Sul e residente em São Paulo, Alex criou uma tecnologia que transforma resíduos de café em produtos totalmente biodegradáveis. E elimina a necessidade de polímeros plásticos no processo.

    Alex imigrou para o Brasil com sua família há 10 anos, buscando novas oportunidades. Adaptado à nova cultura, ele se envolveu em atividades extracurriculares que o levaram a perceber a quantidade significativa de resíduos gerados pela indústria do café. “Das cerca de 10,3 milhões de toneladas produzidas anualmente no planeta, apenas 0,2% é consumida; o restante é descartado, contribuindo para a poluição”, explica Alex.

    Inovação sustentável

    A tecnologia desenvolvida por Alex utiliza exclusivamente materiais vegetais naturais para modificar a borra de café, transformando-a em um substrato biodegradável que se decompõe completamente em poucas semanas. Essa abordagem contrasta com os métodos tradicionais que utilizam Ácido Polilático (PLA), um bioplástico que só se degrada em condições específicas e pode ser tão prejudicial ao meio ambiente quanto os plásticos convencionais.

    Atualmente, a fórmula criada por Alex está em processo de registro de patente e promete ser uma alternativa viável aos bioplásticos sintéticos. Os produtos resultantes incluem sabões, esfoliantes e vasos para plantas, todos feitos a partir da borra de café.

    Além dos benefícios ambientais, a tecnologia também pode gerar renda extra para famílias em situação de vulnerabilidade econômica. O projeto permite que o que antes era considerado resíduo se transforme em matéria-prima para novos produtos sustentáveis. Alex fundou a startup Recafenet, que opera sob o princípio da economia circular. A empresa estabelece parcerias com restaurantes para coletar resíduos, cooperativas de artesãos para produção e lojas locais para venda dos produtos.

    Programa de capacitação

    A Recafenet também possui um braço social que oferece programas de treinamento para comunidades de baixa renda, capacitando-as na fabricação de produtos a partir da borra de café. A técnica não requer condições industriais específicas e utiliza recursos naturais, promovendo um uso sustentável dos resíduos.

    A inovação trazida por Seokhun Alex Kim não apenas contribui para a redução do desperdício gerado pela indústria do café. Além disso, ela também promove práticas sustentáveis que podem beneficiar comunidades vulneráveis. Com o crescente interesse por soluções ecológicas e sustentáveis, iniciativas como a da Recafenet representam um passo importante rumo a um futuro mais responsável e consciente ambientalmente.

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