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  • Algodão: produtores priorizam contratos a termo na colheita

    Algodão: produtores priorizam contratos a termo na colheita

    Cotonicultores priorizam contratos a termo com o avanço da colheita no Brasil, apontam levantamentos do Cepea. Esses contratos foram firmados com valores mais atrativos que os atuais do mercado spot.

    Parte dos vendedores libera volumes extras, mas compradores oferecem valores menores. Essa diferença pressiona as cotações no mercado interno.

    Demanda e aprovação de lotes

    A dificuldade na aprovação dos lotes também reduz a liquidez, conforme colaboradores do Cepea informaram.
    Do lado da demanda, indústrias seguem cautelosas para novas compras devido ao enfraquecimento das vendas.
    Muitas empresas recorrem ao uso de estoques próprios ou de contratos já firmados, reforçam os pesquisadores.

  • Incertezas atrasam contratos da safra de laranja 25/26

    Incertezas atrasam contratos da safra de laranja 25/26

    O ritmo de fechamento de contratos da laranja 2025/26 está lento, mostram dados do Cepea. Citricultores aguardam uma postura mais firme da indústria. As indústrias ajustam valores no mercado spot e observam oferta e demanda antes de fechar novos acordos. Portanto, esse cenário difere de anos anteriores. 

    Pesquisadores destacam que, em outros anos, contratos eram firmados no primeiro semestre. Em 2025, porém, negociações se arrastam.

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    Atrasos ocorrem devido à safra tardia, à queda dos preços após março e às incertezas com tarifas dos Estados Unidos.

    Embora o suco de laranja brasileiro esteja livre da sobretaxa de 40%, produtos essenciais seguem taxados. Óleos essenciais e células cítricas pagam tarifa de 50%.

  • Preço da laranja para indústria sobe com exclusão de tarifa

    Preço da laranja para indústria sobe com exclusão de tarifa

    O preço da laranja destinada à indústria reagiu nesta semana, segundo levantamento do Cepea.
    Entre 4 e 7 de agosto, a média alcançou R$ 45,42 por caixa de 40,8 quilos. Ou seja, o valor subiu 4,61% em comparação ao período anterior. Em geral, a alta ocorreu após semanas de estabilidade, marcadas pela espera de definições sobre tarifas dos Estados Unidos.

    Contratos

    Produtores aguardam a retomada de contratos para a safra 2025/26. Vale lembrar que as negociações ficaram paralisadas durante julho. 

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    Livre do tarifaço de Donald Trump

    A decisão que excluiu o suco de laranja da nova sobretaxa de importação de 40% foi oficializada na quarta-feira (6). A medida trouxe alívio imediato ao setor citrícola brasileiro. Estoques reduzidos nos Estados Unidos e baixa oferta global influenciaram a exclusão do suco da lista de produtos taxados. Portanto, com o novo cenário, exportações brasileiras podem ganhar impulso no curto prazo. 
    Ao mesmo tempo, os pesquisadores destacam que a menor concorrência de outros fornecedores globais pode favorecer as vendas externas.

  • Preços do café em alta podem impactar demanda global

    Preços do café em alta podem impactar demanda global

    Os preços futuros do café arábica seguem em alta, impulsionados pela expectativa de uma safra menor no Brasil em 2025/26 e estoques globais reduzidos. O contrato de março/25 superou 430 c/lb na última semana, acumulando valorização superior a 20% no ano. Em geral, além da menor oferta, o aumento dos custos operacionais na Bolsa de Nova York (NY) também pressiona as cotações, segundo Laleska Moda, analista de Inteligência de Mercado da Hedgepoint Global Markets.

    Valorização do café

    Com a valorização do café nos últimos anos, produtores estão capitalizados e não têm pressa para vender. O robusta também registra alta, ampliando a arbitragem entre as variedades. A elevação das margens iniciais na Bolsa de NY aumentou os custos operacionais, principalmente para o contrato maio/25, que já subiu cerca de 10% e se tornou o mais negociado.

    Como resultado, a alta dos preços e o encarecimento das operações podem levar traders com menor acesso a crédito a liquidar posições, aumentando a recompra de contratos futuros e intensificando a volatilidade do mercado. Segundo Laleska, os spreads entre contratos também pressionam o fluxo financeiro, tornando a rolagem de posições mais cara.

    Apesar da valorização, há incertezas sobre a demanda. Em resumo, no Brasil, os preços do café arábica tipo 6 bebida dura e do 600 def caíram em fevereiro, sugerindo dificuldades do mercado interno para absorver as altas. A desvalorização do dólar frente ao real também influencia essa tendência.

    Café arábica

    Os diferenciais do arábica em diversas origens perderam força desde fevereiro, apontando um possível enfraquecimento da demanda global. No Brasil, o diferencial do fine cup 17/18 está estagnado, enquanto em Honduras já registra valores negativos, refletindo o avanço da colheita local.

    Diante do cenário de custos elevados, torrefadoras podem repassar os aumentos ao consumidor. No Brasil, três grandes empresas já anunciaram reajustes até março. No mercado internacional, a Nestlé também confirmou aumentos acima do esperado, alimentando preocupações sobre um possível impacto no consumo.

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  • Preços do etanol seguem em alta há quatro semanas

    Preços do etanol seguem em alta há quatro semanas

    Os preços do etanol no mercado paulista registram alta contínua há quatro semanas. Pesquisadores do Cepea apontam que a demanda aquecida pelo biocombustível, que se mantém competitivo em relação à gasolina C, impulsiona essa valorização. Além disso, produtores de usinas permanecem firmes nos valores estabelecidos para novos contratos.

    Outro fator que sustenta os preços é o valor elevado do açúcar no mercado internacional, aliado ao dólar forte. Esse cenário leva as usinas a direcionarem mais cana-de-açúcar para a produção de açúcar, reduzindo a oferta de etanol. Entre os dias 1º e 5 de julho, o Indicador CEPEA/ESALQ do etanol hidratado fechou em R$ 2,5337 por litro (líquido de ICMS e PIS/Cofins), um aumento de 2,72% em relação ao período anterior. Já o etanol anidro teve alta de 6,32%, com o Indicador a R$ 2,9077 por litro (líquido de PIS/Cofins).

    Preços do etanol

    Mesmo com essas altas, os preços atuais ainda estão abaixo dos registrados em anos anteriores. Os Indicadores CEPEA/ESALQ mensais de junho de 2024 para o etanol hidratado e anidro (considerando spot e contratos) foram os menores das últimas três safras, em termos reais, ajustados pelo IGP-M de junho.