Tag: comercio

  • Brasil e Honduras ampliam cooperação para modernizar o agro

    Brasil e Honduras ampliam cooperação para modernizar o agro

    O Brasil e Honduras avançaram nas negociações para ampliar a cooperação agrícola e fortalecer a segurança alimentar. A missão oficial do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) também consolidou entendimentos em pesquisa agropecuária, inovação tecnológica e desenvolvimento rural.

    A agenda ocorreu em Honduras e resultou em novos encaminhamentos para fortalecer as relações comerciais entre os dois países.

    O secretário-executivo do Mapa, Cleber Soares, liderou a missão. A comitiva também reuniu a embaixadora do Brasil em Honduras, Andrea Watson, a adida agrícola Priscila Rech, a chefe de gabinete Erika Ferraz e o representante do Instituto Interamericano de Cooperação para a Agricultura (IICA), Cristian Fischer.

    A programação começou com uma reunião entre a delegação brasileira e o ministro da Agricultura e Pecuária de Honduras, Moisés Molina. Durante o encontro, as autoridades discutiram ações conjuntas para impulsionar o setor agropecuário.

    Temas em foco

    Os debates abordaram planejamento agrícola, inovação tecnológica, melhoramento genético e transferência de conhecimento. Além disso, os representantes avaliaram oportunidades para ampliar a cooperação técnica entre os países.

    A delegação brasileira também se reuniu com representantes da Dirección de Ciencia y Tecnología Agropecuaria (Dicta), principal instituição de pesquisa agropecuária hondurenha.

    Durante a reunião, os participantes discutiram medidas para fortalecer a instituição, qualificar profissionais e modernizar os sistemas de inovação. As conversas também destacaram oportunidades de intercâmbio técnico.

    As áreas prioritárias incluem pesquisa agropecuária, assistência técnica, sanidade animal e vegetal e adaptação às mudanças climáticas. Nesse contexto, instituições brasileiras como a Embrapa e o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) poderão contribuir com conhecimento e tecnologia.

    Comércio

    No campo comercial, a missão avançou em negociações sobre produtos de interesse bilateral. Entre os itens debatidos estão farinhas de origem animal, carne de aves e carne suína. Esses produtos integram a estratégia de ampliação do comércio agropecuário entre Brasil e Honduras.

    A missão terminou com uma reunião na Presidência da República de Honduras. O encontro reafirmou o interesse dos dois governos em ampliar o diálogo técnico e institucional. As autoridades também destacaram prioridades comuns, como segurança alimentar, inovação, desenvolvimento rural e modernização da agricultura.

    O IICA apoiou a missão e atuou na articulação institucional. A entidade também contribuiu para identificar novas oportunidades de cooperação. Os resultados da agenda reforçam o compromisso brasileiro com o desenvolvimento agropecuário sustentável. Além disso, fortalecem as relações do Brasil com os países da América Central.

  • Além do vinho, salmão também lidera exportações em 2026

    Além do vinho, salmão também lidera exportações em 2026

    As exportações do Chile para o Brasil movimentaram US$ 897 milhões entre janeiro e abril de 2026, segundo dados do ProChile, órgão ligado ao Ministério das Relações Exteriores chileno. O valor representa 4,72% de todos os embarques do país no período e mantém o Brasil como o quinto principal destino das exportações chilenas no mundo, atrás apenas de China, Estados Unidos, Japão e Índia.

    Entre os produtos mais exportados ao mercado brasileiro, o salmão e a truta seguem na liderança. Juntos, eles somaram US$ 359 milhões nos quatro primeiros meses do ano, o equivalente a 40% de tudo o que o Chile vendeu ao Brasil no período. Além disso, o setor registrou crescimento de 3,6% na comparação com o mesmo intervalo de 2025.

    O vinho aparece na segunda posição entre os destaques da pauta exportadora chilena. As vendas da bebida alcançaram US$ 64 milhões entre janeiro e abril, avanço de 17,6% em relação ao ano anterior.

    Dentro da categoria, os vinhos tintos engarrafados lideraram os embarques, com US$ 31 milhões e alta de 28,3%. Na sequência aparecem os vinhos brancos engarrafados, como Riesling, Pinot Blanc e blends, que somaram US$ 8 milhões, crescimento de 38,7%. Já os vinhos tintos Cabernet Sauvignon engarrafados movimentaram US$ 6 milhões, com avanço de 7,6%.

    Segundo Hugo Corales, diretor do ProChile no Brasil, a relação comercial entre os dois países segue fortalecida. Atualmente, as exportações chilenas ao mercado brasileiro giram em torno de US$ 4,6 bilhões por ano, enquanto as vendas brasileiras ao Chile variam entre US$ 7 bilhões e US$ 9 bilhões.

    “Essa forte relação faz do Brasil o principal mercado do Chile na América Latina. Quase 100% do salmão, mais de 44% do vinho importado e a liderança mundial em cerejas e frutas secas vêm de um único vizinho, a menos de quatro horas de voo”, destacou Corales.

    Brasil registra recorde no consumo de vinho

    Enquanto o consumo mundial de vinho caiu 2,7%, o Brasil seguiu na contramão e bateu recorde em 2025. De acordo com dados da Organização Internacional da Vinha e do Vinho (OIV), o consumo interno cresceu 41,9%, alcançando 4,4 milhões de hectolitros, a maior marca já registrada no país.

    O aquecimento do mercado também impulsionou a produção nacional. A área de vinhedos brasileiros cresceu pelo quinto ano consecutivo e atingiu 91 mil hectares.

    Além disso, o setor vitivinícola encerrou 2025 com faturamento estimado em R$ 21,1 bilhões, resultado 10% superior ao registrado no ano anterior.

  • Brasil quer ampliar comércio com a Índia e propõe parcerias

    Brasil quer ampliar comércio com a Índia e propõe parcerias

    O ministro da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro, apresentou as oportunidades do agronegócio brasileiro no India–Brazil Business Forum, em Nova Délhi, neste sábado (21). Em um painel com empresários e autoridades dos dois países, Fávaro destacou a retomada das relações bilaterais. E defendeu uma nova etapa de cooperação baseada em confiança, diálogo e complementaridade econômica.

    O fórum integra a agenda oficial da comitiva brasileira na Índia, liderada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva a convite do primeiro-ministro Narendra Modi. A missão reúne ministros, parlamentares e uma grande delegação de empresários brasileiros.

    Fávaro ressaltou que Brasil e Índia compartilham o compromisso com o desenvolvimento sustentável, a segurança alimentar e a estabilidade global. Ele atribuiu a transformação da agropecuária brasileira nas últimas décadas à ciência, tecnologia e governança, com papel central da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) na adaptação de soluções aos trópicos e no aumento da produtividade.

    O ministro citou exemplos práticos desse avanço, como a eficiência da produção de carne de frango no Brasil, estruturada em modelo de integração com pequenas propriedades e padrões sustentáveis. Ele mencionou ainda o melhoramento genético do girolando, tecnologia já negociada com o mercado indiano. E os ganhos de qualidade em feijões e pulses, segmento com potencial de cooperação bilateral.

    Na área de sustentabilidade, Fávaro destacou a adoção de tecnologias de baixa emissão de carbono, a liderança brasileira no uso de bioinsumos, a recuperação de áreas degradadas no âmbito do programa Caminho Verde Brasil e o desenvolvimento de moléculas biodegradáveis e seletivas.

    Comércio e cooperação:

    Ao tratar das perspectivas comerciais, Fávaro defendeu a ampliação do intercâmbio com base na reciprocidade. Ele lembrou que o agro brasileiro abriu 538 mercados internacionais nos últimos anos e reforçou a importância do equilíbrio nas relações: “Quem deseja vender precisa comprar.”

    O ministro apontou áreas para cooperação em inovação, como o desenvolvimento conjunto de produtos biológicos, parcerias em agricultura regenerativa e atração de investimentos. Ele também mencionou o interesse de empresas brasileiras em ampliar a presença na Índia, especialmente no processamento de alimentos. E o interesse de companhias indianas em investir no Brasil em tecnologia, inteligência artificial e bioinsumos.

    Em 2025, a Índia figurou como o quinto maior parceiro comercial do Brasil, com corrente de comércio de US$ 15,2 bilhões. Ao encerrar a participação no fórum, Fávaro reforçou o compromisso brasileiro com previsibilidade regulatória e ambiente seguro para investimentos como base para parcerias de longo prazo.

  • Exportações brasileiras ao Canadá crescem 15% e batem recorde

    Exportações brasileiras ao Canadá crescem 15% e batem recorde

    O Brasil conquistou um marco histórico no comércio com o Canadá em 2025. O país exportou US$ 7,25 bilhões em produtos para o mercado canadense, crescimento de 15% em relação a 2024, segundo dados do Quick Trade Facts (QTF), estudo que a Câmara de Comércio Brasil-Canadá (CCBC) elabora.

    O resultado representa o maior valor que a série histórica anual do ranking registra desde 2018, quando a Câmara iniciou o levantamento. As exportações superaram o recorde anterior em mais de US$ 900 milhões.

    As importações brasileiras de produtos canadenses também avançaram. O Brasil comprou US$ 3,14 bilhões do Canadá em 2025, alta de 13% na comparação anual. O movimento gerou um superávit comercial de US$ 4,11 bilhões, o maior que os dois países já registraram.

    A corrente de comércio bilateral – soma de exportações e importações – cresceu 14% no período. A participação do Canadá nas exportações totais do Brasil subiu de 1,9% em 2024 para 2,1% em 2025. Nas importações brasileiras, a fatia canadense avançou de 1,06% para 1,12%.

    “Os números de 2025 mostram que o Brasil consolidou e ampliou sua presença no mercado canadense. O avanço expressivo em ouro, café e carnes evidencia a competitividade da pauta exportadora brasileira, mesmo em um cenário de incertezas econômicas”, afirma Hilton Nascimento, diretor-presidente da CCBC.

    Ouro lidera com crescimento de 74%

    O setor de extração mineral comandou o desempenho recorde. As exportações de ouro em formas brutas para uso não monetário totalizaram US$ 3,14 bilhões, crescimento de 74% sobre 2024. O produto representou 43,3% de tudo que o Brasil vendeu ao Canadá no ano.

    Divulgação/CCBC

    O café verde não torrado registrou expansão de 46%, com vendas de US$ 336,6 milhões. O agronegócio também se destacou nas proteínas animais: as exportações de carne bovina desossada e congelada saltaram 189%, atingindo US$ 60,5 milhões, enquanto outras carnes suínas congeladas cresceram 58%, para US$ 40,9 milhões.

    Outros destaques incluem ouro em barras, fios e perfis (alta de 214%), minérios de níquel (77%), manteiga e gordura de cacau (163%) e coque de petróleo calcinado (75%).

    Alguns segmentos apresentaram retração. As exportações de aeronaves caíram 52%, os açúcares de cana recuaram 25% e a alumina calcinada registrou queda de 7%.

    Fertilizantes e turborreatores puxam importações

    O Brasil intensificou as compras de produtos canadenses após a retração que ocorreu entre 2023 e 2024. Os fertilizantes lideraram a pauta: os cloretos de potássio somaram US$ 1,52 bilhão em importações, crescimento de 22%. O produto respondeu por 48,4% do total importado do Canadá.

    Os turborreatores de empuxo superior a 25 kN avançaram 46,5%, alcançando US$ 201 milhões. Outros setores registraram crescimentos expressivos: enxofre a granel (678,3%), aparelhos para filtragem de gases (380,2%), moldes para borracha e plásticos (109,1%) e máquinas agrícolas (83,3%).

    Equipamentos para colheita cresceram 69,4%, helicópteros de até 2.000 kg subiram 29,4% e medicamentos contendo compostos heterocíclicos expandiram 13,4%.

    “O Canadá continua sendo um parceiro essencial para cadeias produtivas estratégicas no Brasil, especialmente nos segmentos químico, farmacêutico e de máquinas industriais”, diz Nascimento. “O crescimento das importações em 2025 reforça a integração entre as economias”, complementa.

    O desempenho comercial entre Brasil e Canadá ganhou relevância em um ano marcado por incertezas no comércio internacional, especialmente após o ‘tarifaço’ que os Estados Unidos impuseram. O fortalecimento da relação bilateral demonstra a capacidade dos dois países de expandir negócios mesmo em cenários desafiadores.

  • Câmara Árabe propõe ampliar exportações brasileiras para países árabes

    Câmara Árabe propõe ampliar exportações brasileiras para países árabes

    A Câmara de Comércio Árabe-Brasileira apresentou ao governo federal um plano para ampliar as exportações brasileiras nos países árabes. O objetivo é redirecionar os produtos afetados pelo tarifaço americano para novos mercados.

    O plano recomenda ações conjuntas, como visitas oficiais à região, missões empresariais a feiras, rodadas de negócios entre empresas brasileiras e árabes, e a aceleração de acordos de livre comércio. Sugere também facilitar a obtenção de vistos para empresários.

    O documento foi entregue ao secretário-adjunto de Comércio e Relações Internacionais do Ministério da Agricultura, Marcel Moreira, e ao diretor do Departamento de Promoção Comercial do Itamaraty, embaixador Alex Giacomelli. Parlamentares e embaixadores árabes em Brasília também participaram da apresentação.

    Mohamad Mourad, secretário-geral da Câmara Árabe, destaca o potencial da região. “Queremos trabalhar com governo, parlamentares, embaixadas, entidades e empresas para minimizar o tarifaço. Os países árabes podem absorver parte dos produtos sobretaxados. Há demanda, e o Brasil pode ampliar sua inserção”, afirmou. Em 2024, as exportações brasileiras para os 22 países árabes alcançaram recorde de US$ 23,68 bilhões.

    Plano

    O plano inclui 13 produtos com potencial para o mercado árabe, identificados em estudo da entidade. Entre eles estão semimanufaturados de aço e ferro, café, petróleo refinado, carne bovina congelada, ligas de aço, bulldozers, pás-carregadeiras, açúcar e diversos produtos de madeira.

    O estudo não detalha as quantidades que o mercado árabe pode absorver, mas aponta países prioritários que ampliam a importação desses itens. No caso do café, por exemplo, Arábia Saudita, Egito e Argélia importaram US$ 905,48 milhões no ano passado, cerca da metade das vendas brasileiras para os EUA. Porém, o Brasil participou com apenas 13,42% dessas compras. Mourad enfatiza o potencial de crescimento do café brasileiro em eventos na região MENA (Oriente Médio e Norte da África).

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    A carne bovina congelada também tem espaço de crescimento, sobretudo no Egito, Emirados Árabes Unidos e Arábia Saudita. Juntos, esses países importaram US$ 2,26 bilhões do produto, dos quais 42,78% foram do Brasil. A entidade acredita em maior aproveitamento nesses mercados, que são grandes consumidores e reexportadores da carne brasileira.

    O estudo releva que os países árabes aplicam alíquotas de importação que variam de zero a 30%, mas a maioria taxa produtos entre 5% e 6%. A Câmara Árabe acredita que novas parcerias comerciais podem reduzir essas tarifas. Atualmente, o único acordo em vigor é o Mercosul-Egito.

    Como prioridade, a entidade destaca negociações com os Emirados Árabes Unidos — em fase final — e a retomada ou aceleração de acordos com o Conselho de Cooperação do Golfo, Marrocos, Palestina e Líbano.

    O plano da Câmara Árabe indica que os países árabes têm população jovem e crescimento econômico acima da média mundial. O Brasil figura como importante fornecedor para a segurança alimentar da região. O redirecionamento das exportações pode minimizar os impactos das sobretaxas dos EUA e fortalecer os laços comerciais entre o Brasil e o mundo árabe.

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  • Comércio interestadual de leite, mel e ovos ganha autorização excepcional

    Comércio interestadual de leite, mel e ovos ganha autorização excepcional

    O governo federal liberou, por um ano, o comércio interestadual de leite fluido pasteurizado, ultrapasteurizado, mel e ovos in natura. A medida, publicada nesta sexta-feira (14) no Diário Oficial da União, beneficia estabelecimentos registrados em serviços de inspeção estadual, distrital e municipal que possuem cadastro ativo no Sistema de Gestão de Serviços de Inspeção (e-Sisbi).

    A autorização não altera as exigências sanitárias. O controle dos produtos segue os programas oficiais do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) para prevenção e erradicação de doenças.

    Regras para a comercialização

    Para vender os produtos em outros estados, os estabelecimentos devem estar cadastrados no e-Sisbi. Os rótulos precisam conter informações de rastreabilidade, identificando o serviço de inspeção responsável. Além disso, os produtos devem atender aos controles oficiais e seguir os padrões microbiológicos, físico-químicos e higiênico-sanitários exigidos pela legislação.

    Os registros dessas informações devem ser mantidos por pelo menos um ano após o vencimento do produto. Quando o serviço de inspeção for municipal e vinculado a consórcios públicos, a rotulagem deve incluir a identificação do consórcio em letras maiúsculas, sigla da unidade federativa, CNPJ, endereço e telefone da sede.

    Como funciona o e-Sisbi

    O e-Sisbi é um sistema eletrônico que gerencia serviços de inspeção de produtos de origem animal nos estados, no Distrito Federal e nos municípios. A plataforma permite o cadastro voluntário de serviços de inspeção, estabelecimentos e produtos. Além disso, facilita a adesão ao Sistema Brasileiro de Inspeção de Produtos de Origem Animal (Sisbi-POA), dentro do Sistema Unificado de Atenção à Sanidade Agropecuária (Suasa).

    Por meio do e-Sisbi, os serviços de inspeção podem indicar digitalmente estabelecimentos e produtos para integração ao Sisbi-POA, conforme a solicitação dos interessados.

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  • Elas Exportam: inscrições para programa estão abertas

    Elas Exportam: inscrições para programa estão abertas

    As inscrições para a 4ª edição do Programa Elas Exportam estão abertas até 10 de março, oferecendo 50 vagas para mentoras e 50 vagas para mentoradas. Este programa, uma parceria entre a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil) e o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), visa impulsionar a participação feminina no comércio exterior, conectando mulheres empreendedoras experientes a novatas no mercado internacional.

    O programa promove a troca de experiências e conhecimento entre mentoras e mentoradas, alinhando perfis com base em setor de atuação, destino das exportações e região geográfica. Essa correspondência maximiza o impacto das mentorias, contribuindo para o desenvolvimento profissional das lideranças e o sucesso do programa.

    Novidades na 4ª edição

    Uma das principais novidades desta edição é a criação de um Banco de Mentoras, que permanecerá aberto ao longo de 2025. Este banco será acionado em dois momentos: agora, para a 4ª edição, e no segundo semestre, para a 5ª edição. Isso proporciona mais previsibilidade e tempo para as candidatas se organizarem.

    Para se candidatar como mentora, é necessário ter experiência em comércio exterior ou áreas correlatas, além de compromisso e dedicação para orientar empreendedoras selecionadas. Empresárias de qualquer ramo que desejem exportar podem se inscrever para a mentoria.

    A secretária de Comércio Exterior, Tatiana Prazeres, destaca o compromisso do governo em promover inclusão e diversidade no comércio exterior. Já a diretora de Negócios da ApexBrasil, Ana Repezza, enfatiza a força da parceria entre as instituições envolvidas, visando fortalecer as mulheres empreendedoras no mercado internacional. A 4ª edição do programa promete ampliar ainda mais esse impacto, levando novas empresas a se posicionarem globalmente.

    Empreendedoras interessadas podem acompanhar mais informações e realizar inscrições aqui.

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  • China abre investigação sobre importação de carne bovina

    China abre investigação sobre importação de carne bovina

    O governo chinês anunciou, nesta sexta-feira (27), o início de uma investigação sobre as importações de carne bovina, justificando a medida pelo excesso de oferta no mercado interno, que tem pressionado os preços da proteína. Segundo o Ministério do Comércio da China, a análise abrangerá as importações realizadas entre 1º de janeiro de 2019 e 30 de junho de 2024 e terá duração prevista de oito meses.

    A Associação Chinesa de Agricultura Animal (CAAA) solicitou a investigação, alegando que o aumento significativo nas importações de carne bovina — que cresceram 64,93% entre 2019 e 2023 e mais do que dobraram (106,28%) no primeiro semestre de 2024 em relação ao mesmo período de 2019 — tem causado danos à indústria local. A participação das importações na produção total da China subiu para 43,87%, comparado a 24,87% em 2019, evidenciando a crescente dependência do país em relação à carne bovina importada.

    Impacto nas exportações brasileiras

    A carne bovina brasileira é um dos principais produtos exportados para a China, com mais de 1 milhão de toneladas enviadas em 2024, representando um aumento de 12,7% em relação ao ano anterior. O governo brasileiro, em conjunto com o setor exportador, planeja demonstrar que as exportações brasileiras não prejudicam a indústria chinesa e são essenciais para complementar a produção local.

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    A Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (Abiec) destacou a importância da carne bovina brasileira para o mercado chinês e reafirmou seu compromisso em cooperar com as autoridades durante o processo investigativo. “Estamos dispostos a fornecer quaisquer esclarecimentos e participar ativamente do processo”, afirmou a entidade.

    A investigação ocorre em um momento em que os preços da carne na China caíram para os níveis mais baixos em cinco anos. Isso ocorre devido à desaceleração econômica e à diminuição do consumo. A maioria das fazendas de gado está enfrentando prejuízos. E os preços médios da carne bovina no atacado caíram cerca de 22% nos últimos dois anos.

    Governo Brasileiro reage

    O governo brasileiro afirmou em nota que tomou conhecimento da comunicação do Ministério do Comércio da China. Em resposta à investigação, em colaboração com o setor exportador, se comprometeu a demonstrar que a carne bovina brasileira não causa prejuízos à indústria chinesa. “Reafirmamos nosso compromisso em defender os interesses do agronegócio brasileiro, respeitando as decisões soberanas do nosso principal parceiro comercial”, afirmou um representante do governo.

    Leia a nota oficial aqui.

    Contexto econômico

    Além das questões relacionadas às importações, a economia chinesa enfrenta desafios com a desaceleração do crescimento e uma demanda interna reduzida. Os preços da carne bovina na China caíram para os níveis mais baixos em cinco anos, refletindo um mercado saturado e uma diminuição no consumo. O governo chinês já havia solicitado aos pecuaristas que limitassem e otimizassem seus rebanhos para conter a queda nos preços.

    A investigação sobre as importações de carne bovina pela China destaca as complexas relações comerciais entre os dois países. E também os desafios enfrentados pelo setor agrícola brasileiro. Com um histórico de parcerias sólidas, a expectativa é que ambas as partes busquem soluções que beneficiem suas economias. Garantindo assim a continuidade do comércio bilateral.

    Enquanto o Brasil busca defender seus interesses no mercado internacional, a China enfrenta desafios internos que podem influenciar suas políticas comerciais. O desenrolar dessa situação será monitorado atentamente por analistas e produtores do setor.

  • Novo recorde de exportações do agronegócio brasileiro

    Novo recorde de exportações do agronegócio brasileiro

    As exportações do agronegócio brasileiro atingiram um recorde histórico em setembro, totalizando US$ 14,19 bilhões, o que representa um crescimento de 3,6% em relação ao mesmo mês do ano passado. Esse resultado positivo foi impulsionado principalmente pelo aumento no volume de produtos exportados.

    De acordo com a Secretaria de Comércio e Relações Internacionais do Ministério da Agricultura e Pecuária (SCRI/Mapa), os principais setores responsáveis por esse desempenho foram o complexo soja, carnes, complexo sucroalcooleiro, produtos florestais, cereais e café. Juntos, esses seis setores representaram 84,6% da pauta exportadora do agronegócio.

    Durante uma coletiva na sede do Mapa, o secretário Luis Rua destacou que o valor recorde de setembro é resultado da abertura de novos mercados para produtos agropecuários brasileiros. “Quando abrimos mercados para uma cadeia produtiva que eventualmente não exporta muito, criamos novas oportunidades e impulsionamos outros mercados,” afirmou.

    Produtos em destaque

    O setor de carnes teve um desempenho notável, com a carne bovina registrando o maior valor exportado pelo Brasil. Em setembro de 2024, as vendas externas de carne bovina alcançaram US$ 1,25 bilhão, um aumento de 29,2% em relação ao mesmo mês do ano anterior. O volume embarcado também foi recorde, com 251,76 mil toneladas (+29,1%), sendo a China o principal comprador.

    O complexo sucroalcooleiro exportou US$ 1,92 bilhão em setembro (+6,4%), com o açúcar representando quase 95% das vendas desse setor. Os embarques de açúcar de cana em bruto atingiram um volume recorde de 3,47 milhões de toneladas (+25,9%).

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    Os produtos florestais também apresentaram forte desempenho. A celulose foi o único produto do setor a ultrapassar a marca de US$ 1 bilhão em vendas. O setor totalizou US$ 1,04 bilhão e estabelecendo um novo recorde para setembro. Os mercados mais industrializados foram os principais importadores.

    Outro destaque foi o café verde, cujas vendas externas subiram de US$ 573,84 milhões em setembro de 2023 para US$ 1,07 bilhão em setembro de 2024 (+86,6%), também um recorde para o mês. O volume embarcado atingiu 243,1 mil toneladas.

    Nos últimos doze meses, entre outubro de 2023 e setembro de 2024, as exportações do agronegócio brasileiro totalizaram US$ 166,19 bilhões. Isso representa uma elevação de 1,8% em comparação aos US$ 163,19 bilhões exportados nos doze meses anteriores.