Tag: combate ao greening

  • SP investe R$ 3,6 milhões no combate ao Greening

    SP investe R$ 3,6 milhões no combate ao Greening

    O governo de São Paulo anunciou um investimento de R$ 3,6 milhões para fortalecer o combate ao HLB (Greening), uma das principais ameaças à citricultura mundial. O valor integra o Edital Público SAA nº 03/2025, que prevê a contratação de 28 profissionais para atuar ao lado da Defesa Agropecuária no monitoramento e controle da doença.

    Foto: Divulgação Governo SP

    Segundo o secretário executivo da Agricultura e Abastecimento, Alberto Amorim, a medida é essencial para garantir a sustentabilidade do setor. “Mais monitoramento significa mais segurança e produtividade. São Paulo concentra cerca de 80% da produção nacional de citros e gerou quase 50 mil empregos em 2024”, destacou.

    Novas equipes e regionalização das ações

    A seleção dos profissionais ocorrerá por meio de termo de colaboração com uma Organização da Sociedade Civil (OSC). O contrato terá duração inicial de um ano, com possibilidade de prorrogação. As equipes serão formadas por engenheiros agrônomos, inspetores de pragas e auxiliares administrativos, distribuídos em seis frentes de atuação pelo estado.

    As OSC interessadas podem enviar propostas até 26 de janeiro de 2026. De acordo com Alexandre Paloschi, chefe do Departamento de Defesa Sanitária Vegetal (DSV), as equipes ajudarão a regionalizar as ações de controle. “A atuação localizada permite medidas específicas conforme a incidência da doença em cada região”, explica.

    Reforço das ações de defesa vegetal

    A Defesa Agropecuária mantém fiscalização, ações sanitárias e orientação técnica em todos os municípios paulistas. Em 2025, o órgão fiscalizou 17.549 propriedades, retirou mais de 60 mil mudas irregulares de circulação e realizou 26 palestras educativas sobre o tema. Também mantém canal direto para denúncias de pomares abandonados ou mal manejados.

    Além disso, a Secretaria publicou as Resoluções nº 23 e nº 24 de 2025, que proíbem o plantio de hospedeiros do HLB e o uso da murta no paisagismo urbano, exceto em casos de pesquisa científica autorizada. As medidas visam impedir a propagação da bactéria Candidatus Liberibacter asiaticus, transmitida pelo inseto vetor psilídeo.

    O edital completo está disponível no site da Defesa Agropecuária.

    De acordo com o Levantamento de Greening 2025 do Fundecitrus, a incidência da doença no cinturão citrícola paulista aumentou de 44,35% em 2024 para 47,63% em 2025, evidenciando a necessidade de intensificar o controle. Apesar disso, a taxa de avanço do HLB desacelerou pelo segundo ano consecutivo, e houve redução expressiva nos pomares jovens, sinalizando que as estratégias de manejo e erradicação têm surtido efeito.

  • 50ª Expocitros celebra meio século de inovação e força da citricultura paulista

    50ª Expocitros celebra meio século de inovação e força da citricultura paulista

    A Expocitros, maior feira da América Latina dedicada ao setor citrícola, comemora 50 anos de história com uma edição especial. O evento está sendo realizado de 3 a 6 de junho em Cordeirópolis (SP). Em paralelo à 46ª Semana da Citricultura, o evento espera superar o recorde de público de 2024, recebendo mais de 10 mil participantes entre produtores, técnicos, pesquisadores e empresários do agronegócio.

    Na abertura da Expocitros 2025, a Secretaria de Agricultura e Abastecimento de São Paulo anunciou um edital para contratação de técnicos. São investimento de quase R$ 4 milhões para reforçar a fiscalização, sanidade e sustentabilidade da cadeia citrícola estadual. A medida complementa as ações da Coordenadoria de Defesa Agropecuária (CDA) no combate ao greening, doença que ameaça a produção de citros no Brasil.

    Programação técnica e inovação

    Com mais de 70 expositores, a feira oferece uma programação robusta com painéis, palestras e eventos paralelos. Especialistas do Instituto Agronômico de Campinas (IAC-APTA) e da CDA apresentam as últimas pesquisas, orientações de manejo e tecnologias para a citricultura. Um escritório móvel da CDA também estará disponível para atendimento direto aos produtores no local, facilitando o acesso a informações e suporte técnico.

    Sediada no Centro de Citricultura Sylvio Moreira do IAC, com mais de 90 anos de tradição, a Expocitros reforça a posição de São Paulo como maior produtor e exportador mundial de citros. O estado responde por cerca de 80% da produção nacional de laranja e 90% do suco processado no país. Segundo dados da CitrusBR, mais de 57 mil empregos diretos e indiretos foram gerados em São Paulo na safra 2023/2024, parte dos mais de 200 mil empregos no setor em todo o Brasil.

    Perspectivas para a safra 2025/2026

    O suco de laranja, principal produto do agronegócio paulista, foi responsável por 98,1% dos R$ 17,78 bilhões em exportações do setor em 2024. Para a próxima safra, há expectativa de crescimento expressivo. Estimativas do Fundo de Defesa da Citricultura (Fundecitrus) indicam que a colheita pode chegar a 314,6 milhões de caixas de 40,8 kg no cinturão citrícola de São Paulo e Triângulo/Sudeste de Minas Gerais. Um aumento de 36,2% em relação à safra anterior, que foi prejudicada por condições climáticas adversas e pela doença greening.

    A Expocitros 2025 também destaca o compromisso com a sustentabilidade, recebendo o Selo Evento Neutro, que certifica a compensação das emissões de carbono geradas durante a feira. Essa iniciativa reforça a preocupação do setor com práticas sustentáveis e a preservação ambiental.

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  • Secretaria de Agricultura de SP intensifica combate ao greening

    Secretaria de Agricultura de SP intensifica combate ao greening

    A Secretaria de Agricultura e Abastecimento (SAA) reforçou as ações contra o greening, doença que ameaça a citricultura em São Paulo e no mundo. Na segunda-feira (19), duas novas resoluções entraram em vigor para proibir plantas hospedeiras da bactéria e controlar o uso da murta no estado.

    Conheça as novas regras contra o greening:

    • Resolução nº 23/2025: Proíbe o plantio e a manutenção de plantas hospedeiras do greening em imóveis da Secretaria, exceto para pesquisa científica. Desde que devidamente registradas na Coordenadoria de Defesa Agropecuária (CDA).
    • Resolução nº 24/2025: Veda a produção, comércio, transporte e uso da murta no paisagismo urbano (público e privado), exceto para estudos científicos autorizados.

    Guilherme Piai, secretário de Agricultura, destacou: “Essas medidas são essenciais para proteger a citricultura paulista e garantir o futuro da produção de citros.”

    Fiscalização e controle

    A CDA já realizou 1.743 fiscalizações em 2024, eliminando 4,5 milhões de mudas contaminadas. Além disso, ofereceu 37 palestras educativas e mantém um canal de denúncias para pomares abandonados – em abril, 57 casos foram atendidos.

    O novo Centro de Pesquisa Aplicada em Inovação e Sustentabilidade da Citricultura (CPA), com investimento de R$ 90 milhões em 5 anos, visa desenvolver soluções contra o greening. A iniciativa é uma parceria entre SAA, Fundecitrus, FAPESP e Esalq/USP.

    Alexandre Paloschi, diretor do Departamento de Defesa Sanitária Vegetal, reforçou: “O Estado dará o exemplo, eliminando plantas hospedeiras e substituindo murtas por espécies nativas, com apoio do setor produtivo.”

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  • Safra de laranja cresce e SP reforça apoio ao setor

    Safra de laranja cresce e SP reforça apoio ao setor

    A safra de laranja 2025/26 promete recuperação no cinturão citrícola de São Paulo e Triângulo/Sudoeste Mineiro.
    Nesta sexta-feira (09), o Fundecitrus divulgou a nova estimativa: 314,60 milhões de caixas de 40,8 kg.
    O volume representa alta de 36,2% em relação à safra anterior, afetada por problemas climáticos.

    O estado de São Paulo lidera a citricultura brasileira e mundial. Ou seja, responde por 80% da produção nacional e 90% do suco processado no país. Em geral, a cadeia produtiva movimenta mais de US$ 3 bilhões por ano. Também gera cerca de 200 mil empregos, diretos e indiretos. Em 2024, o grupo de sucos representou 9,6% das exportações do agro paulista. O suco de laranja respondeu por 98,1% dos R$ 17,78 bilhões exportados.

    Estado amplia combate ao greening

    Para fortalecer a produção, o governo de São Paulo lançou a linha de crédito “Combate ao Greening”.
    A iniciativa da Secretaria de Agricultura e Abastecimento destinou mais de R$ 6 milhões a 32 produtores em 2024. Em resumo, o objetivo é apoiar medidas preventivas e de controle da doença que ameaça os pomares.

    A Coordenadoria de Defesa Agropecuária (CDA) atua na linha de frente contra o greening e o cancro cítrico.
    A equipe realiza fiscalizações, orientações técnicas e ações sanitárias em todo o estado. A legislação paulista proíbe o comércio ambulante de mudas cítricas, para proteger os pomares comerciais. Somente neste ano, a CDA realizou 1.743 fiscalizações e retirou mais de 4,5 milhões de mudas irregulares. Além disso, promoveu 37 palestras educativas para o público externo.

    A Coordenadoria mantém também um canal de denúncias sobre pomares abandonados ou mal manejados.
    Em abril, foram atendidas 57 ocorrências. Essas áreas, sem controle do psilídeo ou erradicação das plantas contaminadas, favorecem a propagação da doença.

    Pesquisa integra inovação e políticas públicas

    Para impulsionar soluções duradouras, o estado investe em ciência e inovação. Em parceria com o Fundecitrus, a FAPESP e a Esalq/USP, criou o Centro de Pesquisa Aplicada em Inovação e Sustentabilidade da Citricultura (CPA).
    Sediado em Piracicaba (SP), o CPA receberá R$ 90 milhões nos próximos cinco anos.

    O centro quer formar novos grupos de pesquisa e fortalecer ações já existentes. O foco principal é o combate ao greening, que segue como maior desafio da citricultura. Portanto, a expectativa é que o CPA seja um marco estratégico para o setor, unindo ciência, tecnologia e políticas públicas.

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  • Centro de Pesquisa em Inovação e Sustentabilidade reforça combate ao greening

    Centro de Pesquisa em Inovação e Sustentabilidade reforça combate ao greening

    O Fundecitrus, a Esalq/USP e a Fapesp uniram forças para criar o Centro de Pesquisa Aplicada em Inovação e Sustentabilidade da Citricultura (CPA). O projeto foi apresentado pelo governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas. O objetivo é intensificar o combate ao greening, doença que afeta 44% dos pomares paulistas em 2024.

    Investimento

    O CPA terá um investimento de R$ 200 milhões nos próximos cinco anos, renováveis por mais cinco. Ou seja, Fundecitrus e Fapesp destinarão R$ 90 milhões em recursos financeiros. O restante será contrapartida não financeira, como infraestrutura e salários de técnicos. Em geral, o centro busca desenvolver pesquisas, transferir tecnologia e difundir conhecimento para fortalecer a citricultura, setor responsável por 8,2% das exportações paulistas e 45 mil empregos no estado.

    Márcio de Castro Silva e Filho, diretor-científico da Fapesp, destacou a relevância histórica da parceria com o Fundecitrus. “Juntos, avançamos na pesquisa e mitigação do greening. Agora, damos um passo transformador para a citricultura paulista”, afirmou. Além disso, a colaboração entre as instituições remonta ao Projeto Genoma, que, em 2000, sequenciou o genoma da Xylella fastidiosa, bactéria causadora da CVC (amarelinho).

    Impactos do greening

    A doença, que provoca queda de produtividade e eleva os custos de produção, já reduziu pela metade o número de propriedades citrícolas no estado. Ou seja, de 2008 a 2024, a incidência subiu de 0,6% para 44,4%, condenando 90,7 milhões de árvores só neste ano. Portanto, desde 2004, outras 64 milhões de árvores foram eliminadas na tentativa de controlar a doença.

    Ao mesmo tempo, o aumento da população do inseto vetor, resistente a inseticidas, intensifica o problema. Entre 2019 e 2024, o número de vetores cresceu dez vezes, ampliando os desafios para conter a disseminação. “O CPA foi criado para oferecer respostas eficazes e reduzir os prejuízos à produção”, explicou Lilian Amorim, pesquisadora da Esalq/USP e diretora do CPA.

    Em resumo, nas últimas cinco safras, o greening causou a perda de 97,2 milhões de caixas de laranja, totalizando US$ 972 milhões em receita. Algumas regiões já registram mais de 60% de pomares afetados pela doença, que ameaça a sustentabilidade do setor.

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    Pesquisa e transferência de tecnologia

    As pesquisas do CPA abordarão interações entre patógenos, plantas e vetores, com foco em resistência genética e controle integrado. Outras áreas de estudo incluirão nutrição das plantas, avaliação de perdas e impactos econômicos das medidas de manejo.

    Além disso, o CPA atuará na formação de profissionais, com programas de pós-graduação e cursos online. Pesquisadores e técnicos de instituições parceiras, como CATI e Defesa Agropecuária do Estado, farão a transferência de tecnologia.

    Sediado na Esalq/USP, em Piracicaba, o CPA reunirá especialistas de universidades e centros de pesquisa do Brasil e do exterior. Entre os parceiros estão a UFSCar, Unicamp, Embrapa e instituições de países como França, Espanha, Estados Unidos, Inglaterra e Portugal.

    O secretário de Agricultura de São Paulo, Guilherme Piai, reforçou a importância do setor. “A citricultura paulista é referência mundial. O CPA fortalecerá o setor, possibilitando enfrentarmos desafios como o greening com mais eficiência”, destacou.

    Com essa iniciativa, o estado de São Paulo renova seu compromisso com a inovação e a sustentabilidade da citricultura, promovendo soluções que alavancam a economia e protegem uma das principais cadeias produtivas do Brasil.

  • Combate ao greening retira 25 mil mudas irregulares em SP

    Combate ao greening retira 25 mil mudas irregulares em SP

    O Governo de São Paulo intensificou o combate ao greening, uma doença que ameaça a citricultura no estado. Entre os dias 2 e 4 de julho, agrônomos e técnicos agropecuários atuaram em Herculândia e Tupã, onde retiraram de circulação 25.040 mudas cítricas produzidas e comercializadas de forma irregular. A ação, coordenada pela Secretaria de Agricultura e Abastecimento (Saa) e a Coordenadoria de Defesa Agropecuária (CDA), atendeu a denúncias e resultou na fiscalização de seis locais.

    “Nesta ação, identificamos mudas cítricas armazenadas a céu aberto. Coletamos amostras para diagnóstico de Cancro Cítrico e greening, além de destruir e apreender as mudas”, explica Valentim Scalon, engenheiro agrônomo e gerente do Programa Estadual de Sanidade na Produção de Materiais de Propagação. Ele acrescenta que essas ações se tornarão rotineiras até que a produção seja regularizada e o comércio irregular cesse.

    A operação contou ainda com o apoio da Polícia Militar Ambiental, resultando em quatro autos de infração baseados nas legislações vigentes. Ou seja, essas leis estabelecem medidas de defesa sanitária vegetal para coibir o comércio ambulante de mudas, que causa graves danos econômicos às lavouras e pomares comerciais.

    A equipe técnica da Defesa Agropecuária retornou à região após coordenar uma ação no final de 2023, quando apreenderam mais de 9 mil mudas.

    Canal de denúncia

    Para conter o avanço do greening, a Defesa Agropecuária lançou em outubro um canal direto para denúncias de pomares de citros abandonados ou mal manejados. Esses pomares, sem controle do psilídeo (Diaphorina citri), vetor do greening, ou sem erradicação de plantas contaminadas, representam uma ameaça à citricultura.

    O greening, causado pela bactéria Candidatus Liberibacter spp., afeta todas as plantas cítricas e não tem cura. Ou sejam uma vez contaminada, a planta torna-se uma fonte de infecção para outras. Portanto, o greening é a doença mais ameaçadora para a citricultura global atualmente.

    O canal de denúncia visa informar a Defesa Agropecuária sobre a localização de pomares abandonados ou mal manejados. Isso permite ações de educação e conscientização dos produtores para adoção de medidas necessárias ao controle do greening, por exemplo. A legislação vigente exige o controle eficiente do psilídeo em todos os pomares e a eliminação de plantas sintomáticas em pomares com até oito anos de idade.

    Relatório cancro/greening

    A Defesa Agropecuária alerta os produtores de citros sobre a necessidade de entregar o relatório Cancro/Greening até 15 de julho. O documento deve ser enviado pelo sistema Gedave. Ele deve conter os resultados das vistorias trimestrais realizadas entre 1º de janeiro e 30 de junho de 2024.

    A entrega dos relatórios com dados precisos permite à Defesa Agropecuária direcionar melhor as ações de defesa fitossanitária e políticas públicas. Em São Paulo, a entrega do relatório é obrigatória para todos os produtores, independentemente da idade das plantas. Ou seja, atraso ou a não entrega do relatório sujeita o produtor às sanções previstas no Decreto Estadual Nº 45.211, de 19 de setembro de 2000.