Tag: Colômbia

  • Papagaio ‘dedo-duro’ avisava traficantes sobre a polícia

    Papagaio ‘dedo-duro’ avisava traficantes sobre a polícia

    Um dos casos mais curiosos envolvendo o crime organizado aconteceu em 2010, na cidade de Barranquilla, na Colômbia. O protagonista foi o papagaio Lorenzo, que ficou conhecido mundialmente depois de ser encontrado durante uma operação policial contra traficantes.

    Segundo as autoridades, a ave havia sido treinada para avisar os criminosos sempre que policiais se aproximavam do local.

    Os alertas chamaram a atenção dos agentes e rapidamente transformaram o caso em notícia ao redor do mundo.

    Papagaio funcionava como um “vigia”

    De acordo com Hollman Oliveira, integrante da Polícia Ambiental colombiana na época, Lorenzo era utilizado como uma espécie de sistema de alerta pelos traficantes.

    “O papagaio mandava alertas. Podemos dizer que era uma espécie de ‘pássaro de guarda’”.

    As autoridades estimavam que Lorenzo seria apenas um entre cerca de 1.700 papagaios treinados por organizações criminosas para desempenhar essa função.

    Operação terminou com prisões e apreensões

    Na operação policial em Barranquilla, nove pessoas foram presas.

    À época, além das detenções, os agentes apreenderam cerca de 250 armas brancas, motocicletas roubadas e grande quantidade de maconha.

    Leia mais: Cobras exóticas são encontradas vivas em encomenda postal

    Dono negou participação em esquema criminoso

    Após a repercussão, Lorenzo permaneceu temporariamente sob os cuidados da Polícia Ambiental.

    Posteriormente, autoridades locais e o comerciante apontado como dono da ave esclareceram que o papagaio não fazia parte, de forma intencional, de uma organização criminosa.

    O animal apenas reproduzia comandos e frases aprendidas durante o convívio com pessoas que frequentavam o local.

    Traficantes já recorreram a outros animais

    O caso de Lorenzo não foi o único envolvendo animais utilizados por criminosos.

    Também em 2010, policiais italianos prenderam integrantes de um cartel em Milão que utilizavam uma serpente com mais de três metros para proteger um esconderijo.

    Além das acusações relacionadas ao tráfico de cocaína, os suspeitos também responderam por manter ilegalmente uma espécie rara.

  • O legado mais bizarro de Pablo Escobar agora ameaça rios inteiros

    O legado mais bizarro de Pablo Escobar agora ameaça rios inteiros

    Você sabia que aqueles hipopótamos que Pablo Escobar trouxe para a Colômbia nos anos 80 agora ameaçam engolir rios inteiros? O que começou como excentricidade de um narcotraficante virou uma invasão fora de controle. Nesta segunda (13/4), o governo colombiano anunciou que vai sacrificar 80 deles para frear o estrago.

    De quatro animais a uma horda incontrolável

    Tudo começou na Hacienda Nápoles, o paraíso particular de Escobar. Ele importou quatro hipopótamos africanos para seu zoológico particular, junto com girafas e zebras. Depois da morte dele em 1993, a fazenda virou ruína. Os outros bichos foram levados embora, mas ninguém quis os hipopótamos. Eles escaparam e se espalharam pela bacia do rio Magdalena.

    Hoje, o censo de 2022 do Ministério do Meio Ambiente conta pelo menos 169. Sem freio, especialistas preveem mais de 500 até 2030 e mil em 2035. Na Colômbia, sem predadores naturais nem secas como na África, eles se multiplicam rápido. O Instituto Humboldt alerta: esses megaherbívoros devoram vegetação nativa, pisoteiam o terreno e soltam toneladas de cocô que poluem a água.

    Uma ameaça real

    Os hipopótamos não param quietos nas margens. Eles contaminam rios, afugentam pescadores e atacam quem se aproxima. Um estudo na revista Animals de 2021 analisou encontros em Uganda: 87% dos casos entre humanos e hipopótamos, de 1923 a 1994, acabaram em morte. Aqui, pescadores e ribeirinhos vivem com medo de barcos virados ou pisadas fatais.

    A biodiversidade sofre mais ainda. Peixe-boi e tartarugas de rio perdem habitat e comida. Registros mostram ataques a pessoas, perseguições em rios, hipopótamos em estradas e encontros com crianças, diz o Instituto Humboldt. Classificados como espécie exótica invasora desde 2022, eles bagunçam ecossistemas inteiros.

    Plano Polêmico: Eutanásia e Busca por Adotantes

    A ministra Irene Vélez assinou um plano com 7,2 bilhões de pesos colombianos (uns R$ 10 milhões). A meta: reduzir 33 hipopótamos por ano. Prioridade para translocação a zoológicos no exterior, mas ninguém topou ainda. “Acreditamos que isso tem a ver com a pobreza genética e possíveis danos genéticos“,explicou Vélez à Blu Radio.

    Todos vêm dos mesmos quatro ancestrais, o que gera defeitos congênitos. Transporte custa caro, avisa Natalia Ramírez, diretora de Biodiversidade. Resta a eutanásia ética: injeções ou dardos, a R$ 70 mil por animal, sem contar o enterro por saúde pública. Do ponto de vista científico, esta é uma ação necessária, defendeu Vélez.

    Críticas e o Passado de Fracassos

    Nem todo mundo aplaude. A senadora Andrea Padilla, que é ativista pelos direitos dos animais, se manifestou contra a decisão, classificando-a como “simplista e cruel”.

    “Nunca apoiarei a matança de criaturas saudáveis; ainda mais quando, como neste caso, são vítimas da irresponsabilidade, negligência, indiferença e corrupção do Estado”, escreveu em sua conta na rede X.

    O governo tentou de tudo desde os anos 2000: castração química, abate seletivo. Nada segurou o boom populacional. Agora, com esse protocolo técnico, prometem ética e segurança. Mas o risco persiste: sem controle, a manada pode virar um monstro irreversível para a Colômbia.

    O império de excessos de Escobar ia além do dinheiro

    Antes mesmo dos hipopótamos virarem um problema ambiental de grandes proporções, Pablo Escobar já havia construído em torno de si a imagem de um homem fascinado por animais raros e pela ideia de transformar riqueza em espetáculo. Sua Hacienda Nápoles funcionava quase como um zoológico particular, reunindo espécies trazidas de vários lugares do mundo, em uma demonstração clara de ostentação e poder. Esse interesse por bichos exóticos ajudou a reforçar a aura de excessos que cercava o narcotraficante, sempre associado a histórias que misturavam luxo, extravagância e crueldade.

    É nesse contexto que surgiu também a lenda do “unicórnio” pedido pela filha, Manuela, uma narrativa que atravessou os anos justamente porque combina com a imagem exagerada que Escobar cultivava. A história ajuda a mostrar como, ao redor dele, tudo parecia maior do que a realidade comum, inclusive o tipo de capricho que um pai bilionário e violento estaria disposto a atender. Mais do que uma curiosidade folclórica, esse episódio revela o mesmo impulso que levou Escobar a cercar sua propriedade de animais incomuns: o desejo de impor fantasia, controle e espetáculo até nos detalhes mais absurdos da vida familiar.

  • Brasil mira México, Colômbia e Peru para diversificar exportações de tilápia

    Brasil mira México, Colômbia e Peru para diversificar exportações de tilápia

    A piscicultura brasileira vive um momento de inflexão. Diante de novas barreiras comerciais e da concorrência internacional crescente, o setor intensifica a busca por mercados alternativos para a tilápia, hoje concentrada nos Estados Unidos, destino de cerca de 92% das exportações.

    O presidente da PEIXE BR, Francisco Medeiros, vê o cenário atual como um catalisador de mudanças. “Estamos entrando nos anos de ouro da tilapicultura nacional. Não é um caminho sem desafios, mas é um período com mais oportunidades para quem estiver preparado”, afirma.

    Apesar da forte dependência do mercado norte-americano, o desempenho recente surpreendeu. O pesquisador da Embrapa Pesca e Aquicultura, Manoel Xavier Pedroza Filho, destaca que as exportações cresceram cerca de 2% no último ano, mesmo com a adoção de novas tarifas a partir de agosto. Para ele, o dado comprova a resiliência do setor, mas não elimina o risco. “A dependência de um único mercado exige atenção”, alerta.

    América Latina entra no radar

    Com o cenário em transformação, países da América Latina ganham peso na estratégia de expansão. O México lidera as atenções: o país importa cerca de 92 mil toneladas de tilápia por ano, mais da metade do volume adquirido pelos Estados Unidos. Ainda assim, a presença brasileira no país segue tímida.

    “É um mercado que começou a ser explorado mais recentemente, ainda com volumes modestos, mas com grande potencial de crescimento”, avalia Pedroza.

    Colômbia e Peru também figuram como oportunidades concretas. Além do volume expressivo de importações, a proximidade geográfica pode dar ao Brasil vantagem logística frente a concorrentes asiáticos.

    Gargalo industrial trava avanço nos mercados de maior volume

    O principal entrave para avançar nesses mercados não está na produção, está no produto. O Brasil exporta majoritariamente filé fresco, item de maior valor agregado, mas de menor escala. No mercado global, quem domina o volume é o produto congelado, mais barato e amplamente controlado por China e Vietnã.

    “A indústria brasileira passa por um momento de reorganização. A expectativa é que novas regras ampliem a competitividade no filé congelado, o que pode mudar o posicionamento do país no mercado internacional”, explica Pedroza.

    A possível flexibilização de normas industriais aparece como ponto-chave nessa equação. Para Medeiros, o impacto pode ser rápido. “Ajustes industriais têm potencial de gerar resultados em curto prazo, ao contrário de avanços produtivos, que levam anos”, ressalta. Segundo ele, a vantagem dos concorrentes asiáticos está diretamente ligada à eficiência industrial. E é essa diferença que o Brasil precisa reduzir para disputar mercados de maior volume.

    O setor enfrenta ainda outro obstáculo relevante: o fechamento do mercado europeu para o pescado brasileiro desde 2017. Na avaliação de Medeiros, a reabertura depende de negociações diplomáticas e adequações sanitárias que fogem do alcance direto do setor produtivo. “Esse bloqueio reforça ainda mais a necessidade de diversificar mercados e reduzir riscos”, completa Pedroza.

    Coordenação e inteligência de mercado ganham protagonismo

    Com o ambiente mais competitivo, a articulação entre indústria, associações e pesquisa passa a ocupar papel central na estratégia do setor. A atuação conjunta entre PEIXE BR e Embrapa orienta a identificação de mercados e o direcionamento das empresas.

    Diego Vargas / Seapa MG

    “A associação organiza informações, aponta caminhos e antecipa tendências. A decisão é do empresário, mas é fundamental ter clareza sobre onde estão as oportunidades”, reforça Medeiros.

    A próxima fase da produção de tilápia brasileira aponta para maior inserção internacional e pressão crescente por competitividade. Além da tilápia, espécies nativas como o tambaqui despontam como vetor de crescimento. Principalmente no mercado interno e, no longo prazo, nas exportações.

    “A palavra-chave para 2026 é ampliação de mercado, dentro e fora do Brasil”, resume Pedroza.

  • Descoberta brasileira pode salvar produção de bananas no mundo de doença

    Descoberta brasileira pode salvar produção de bananas no mundo de doença

    O Brasil se tornou o único país das Américas preparado para enfrentar a murcha de Fusarium raça 4 tropical (R4T), considerada a mais grave doença mundial das bananeiras. A descoberta revolucionária veio de uma pesquisa da Embrapa realizada na Colômbia, que comprovou a resistência excepcional das cultivares BRS Princesa e BRS Platina a esse patógeno devastador.

    A murcha de Fusarium, causada pelo fungo Fusarium oxysporum f. sp. cubense (Foc), representa um dos maiores desafios fitossanitários da atualidade. Presente em 17 países da Ásia, África e Oceania, a doença provoca prejuízos bilionários ao contaminar colheitas e impor severas restrições às exportações.

    Anteriormente conhecida como “mal-do-Panamá”, a raça 4 tropical ainda não chegou ao território brasileiro, mas sua presença nos países vizinhos – Colômbia (2019), Peru (2020) e Venezuela (2023) – mantém a bananicultura nacional em permanente estado de alerta.

    “O fungo se dissemina através de solo contaminado, ferramentas, mudas infectadas e até plantas ornamentais”, explica o fitopatologista da Embrapa, Fernando Haddad, que lidera as pesquisas com Fusarium. A facilidade de propagação torna a ameaça ainda mais preocupante para produtores de todo o mundo.

    Testes inovadores comprovam eficácia das variedades brasileiras

    Os experimentos conduzidos pela Corporação Colombiana de Pesquisa Agropecuária (AgroSavia) representaram um marco na luta contra o Fusarium. As variedades brasileiras foram testadas lado a lado com bananeiras Williams, cultivares do grupo Cavendish altamente suscetíveis à doença e que representam a variedade mais consumida globalmente.

    Planta infectada com a mancha de Fusarium R4T. Foto: Fernando Haddad/Embrapa

    Os pesquisadores escolheram para os testes um local altamente representativo: a primeira fazenda da Colômbia onde identificaram a raça 4 tropical. Mónica Betancourt, pesquisadora sênior da AgroSavia e responsável pelo convênio, detalha o rigoroso processo: “Quando estavam maiores, a BRS Princesa e a BRS Platina foram para o campo, em área que já tinha a doença estabelecida.”

    Resultados surpreendem comunidade científica

    Após quatro ciclos de produção estabelecidos na Colômbia, os resultados foram impressionantes. Menos de 1% da BRS Princesa e da BRS Platina foi afetado pela doença. Para efeitos de comparação, índices entre 5% e 8% já significariam alto risco de contaminação.

    “Por isso, consideramos que são resistentes”, destaca Betancourt. Os números representam uma eficácia de 99% na proteção contra a murcha de Fusarium.

    Edson Perito Amorim, líder do Programa de Melhoramento Genético de Banana e Plátano da Embrapa, celebra o resultado: “Enviamos três híbridos comerciais desenvolvidos pelo programa. E eles foram 100% eficientes, sendo que um vai ser lançado em 2026.”

    Vigilância reforçada protege território nacional

    O Ministério da Agricultura intensificou as ações preventivas através do Programa Nacional de Prevenção e Vigilância de Pragas Quarentenárias Ausentes. Ricardo Hilman, gestor da Coordenação de Controle de Pragas, explica a estratégia: “Esse trabalho é realizado para dar tempo para a pesquisa produzir resultados. E eles chegaram.”

    Bananeira Williams, infectada com a murcha de Fusarium R4T, ao lado da brasileira BRS Princesa saudável, à direita. Foto: Fernando Haddad/Embrapa

    As ações incluem:

    • Vigilância em portos, aeroportos e fronteiras
    • Sistema de levantamento fitossanitário em possíveis áreas de ingresso
    • Treinamentos especializados para equipes técnicas
    • Análise de dados e inteligência sobre rotas de trânsito

    Produtores celebram descoberta

    Para Augusto Aranha, presidente da Associação dos Bananicultores do Vale do Ribeira (Abavar), a notícia representa esperança para o maior polo nacional de cultivo da fruta. “Ter variedades resistentes nos dá tranquilidade de saber que, plantando a BRS Princesa e a BRS Platina, nós poderemos produzir”, afirma.

    A preocupação é justificada: a banana representa mais de 70% da economia local do Vale do Ribeira, com 30 mil hectares plantados. “A R4T é uma doença que poderia dizimar a bananicultura e causar um impacto enorme”, alerta Aranha.

    Testes de mercado realizados em setembro de 2020 mostraram excelente aceitação da BRS Princesa pelos consumidores. “Poucos perceberam diferença entre ela e a original”, relata Aranha, da TropSabor, que hoje mantém 25 hectares de BRS Princesa e 20 de BRS Platina.

    Na Companhia de Entrepostos e Armazéns Gerais de São Paulo (Ceagesp), a maior rede de entrepostos do país, a variedade já conquistou espaço. “Ela aparece como banana Maçã, mas praticamente é tudo BRS Princesa”, confirma Gabriel Bitencourt, chefe da seção do Centro de Qualidade Hortigranjeira.

    Parcerias internacionais ampliam pesquisas

    Além da Colômbia, a Embrapa mantém colaboração com a Corporação Bananeira Nacional (Corbana), da Costa Rica, focando no desenvolvimento de variedades Cavendish resistentes. A parceria resultou em 25 novos híbridos, todos em avaliação quanto à qualidade e resistência.

    “É possível que alguns desses híbridos desenvolvidos de Cavendish também possuam resistência a essa terrível doença”, projeta Amorim.

    Com o lançamento programado de uma nova variedade para 2026 e os resultados promissores das pesquisas internacionais, o Brasil se posiciona como líder mundial no desenvolvimento de soluções contra a murcha de Fusarium. A descoberta não apenas protege a bananicultura nacional, mas oferece esperança para produtores de todo o mundo que enfrentam essa ameaça devastadora.

    A pesquisa representa 40 anos de trabalho científico da Embrapa, combinando melhoramento genético tradicional, biotecnologia e estudos moleculares para desenvolver variedades que aliam resistência, produtividade e qualidade.

  • Fruta exótica: conheça a cherimoia

    Fruta exótica: conheça a cherimoia

    A cherimoia (Annona cherimola), também conhecida como anona ou coração-de-negro, é uma fruta originária das regiões andinas da América do Sul, especialmente Bolívia, Peru e Colômbia, onde cresce em altitudes entre 1.400 e 2.000 metros. No Brasil, seu cultivo se concentra principalmente no Sudeste, com destaque para a Serra da Mantiqueira e a região de Itapetininga, no Estado de São Paulo, onde ocupa cerca de 25 hectares. Produtores cultivam a fruta também em outras áreas de altitude da região Sudeste do Brasil.

    A cherimoia é uma árvore de pequeno porte, que pode atingir até 7 metros de altura. Seus frutos são grandes, chegando a pesar até 1,8 kg, com casca verde e escamosa, polpa branca, suculenta e poucas sementes. O sabor adocicado, que lembra uma mistura de banana, abacaxi e morango, conquista o paladar no consumo in natura e também enriquece sobremesas, sucos e sorvetes.

    Cultivo

    O cultivo da cherimoia requer solos profundos, bem drenados e ricos em matéria orgânica. As mudas enxertadas são recomendadas, pois aceleram a produção, aumentam a resistência a doenças e garantem maior uniformidade do pomar. A planta floresce na primavera e verão, com colheita concentrada no outono e inverno.

    Foto: divulgação

    Mudas enxertadas podem produzir frutos já no primeiro ano após o plantio, desde que recebam os cuidados adequados, como proteção contra ventos fortes e geadas.

    Benefícios para a saúde

    A cherimoia é rica em nutrientes essenciais, como vitamina C, vitamina B6, potássio, magnésio, ferro e fibras alimentares. Entre seus principais benefícios para a saúde, destacam-se:

    • Fortalecimento do sistema imunológico: Alta concentração de vitamina C, que ajuda a prevenir gripes, resfriados e infecções.
    • Ação antioxidante e anti-inflamatória: Protege as células contra os radicais livres e processos inflamatórios, contribuindo para a prevenção do câncer e do envelhecimento precoce.
    • Saúde cardiovascular: o equilíbrio entre sódio e potássio auxilia no controle da pressão arterial e na redução do colesterol ruim (LDL), além de aumentar o colesterol bom (HDL), prevenindo hipertensão, AVC e infarto.
    • Saúde cerebral: fonte de vitamina B6, que protege contra doenças neurodegenerativas, como o mal de Parkinson, e auxilia no alívio do estresse e depressão.
    • Saúde óssea: o cálcio presente na fruta ajuda na prevenção da osteoporose e na manutenção de ossos fortes.
    • Saúde intestinal: as fibras contribuem para o bom funcionamento do intestino e auxiliam no controle do colesterol e da glicemia, sendo recomendada para diabéticos.

    A cherimoia oferece diversos usos: entra na alimentação, contribui para a hidratação dos cabelos na área cosmética e fornece sementes com ação inseticida natural.

    Brasil

    Considerada uma das frutas mais saborosas por colecionadores e apreciadores de frutas exóticas, a cherimoia ainda é pouco explorada comercialmente no Brasil. Mas tem potencial para expansão, especialmente entre pequenos produtores. Seu nome vem do quíchua, idioma dos Andes, e significa “sementes frias”, em referência ao clima de sua origem.

    Com produção concentrada no outono e inverno e uma série de benefícios nutricionais, a cherimoia se destaca como uma alternativa saudável e saborosa para diversificar o consumo de frutas no país.

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  • Brasil abre 34 novos mercados agrícolas em outubro

    Brasil abre 34 novos mercados agrícolas em outubro

    Em outubro, o Brasil obteve o segundo maior resultado histórico na abertura de mercados para produtos agrícolas. No mês, o país criou 34 novas oportunidades de exportação em 12 países, quase igualando as 35 aberturas registradas durante todo o ano de 2019. Portanto, esse desempenho ficou atrás apenas de setembro deste ano, que bateu recorde com 55 novos mercados em 14 países.

    Principais destinos

    Entre os principais destinos de outubro, destacam-se a Arábia Saudita, que passou a receber algodão em pluma e caroço. Já o Gabão, com sementes de milho, sorgo, soja e braquiária; e a Colômbia, com sementes de setária. Outros produtos que ganharam novos mercados incluem amêndoas de cacau e erva-mate para países da União Eurasiática (como Rússia e Armênia). Além disso, sêmen e embriões de ovinos e caprinos para Cuba, frutos secos de macadâmia para o Japão e carne de ovinos e caprinos para o Catar.

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    Outras aberturas de mercados

    Segundo a Secretaria de Comércio e Relações Internacionais do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), o Brasil abriu 192 mercados em 48 destinos nos últimos 10 meses. Desde o início do terceiro mandato do presidente Lula, em 2023, e da gestão do ministro Carlos Fávaro no Mapa, o total subiu para 270 mercados em 61 países.

    “O avanço na abertura de mercados comprova que o Brasil oferece atributos essenciais atualmente, como sanidade, sustentabilidade e competitividade. Esse resultado é fruto do trabalho conjunto liderado pelos ministros Carlos Fávaro e Mauro Vieira e do apoio dos adidos agrícolas nas negociações comerciais”, afirmou o secretário de Comércio e Relações Internacionais, Luis Rua. Ele destacou que mais de 65% das aberturas ocorreram em postos com adidos agrícolas. Em resumo, a expansão dessas representações de 29 para 40 postos deverá impulsionar novos recordes.

    Fortalecimento das exportações

    A abertura de novos mercados vem fortalecendo as exportações brasileiras. Em setembro, as vendas externas do agronegócio atingiram o recorde de US$ 14,19 bilhões, um aumento de 3,6% em comparação ao mesmo mês de 2023. No acumulado dos últimos 12 meses, as exportações do setor somaram US$ 166,19 bilhões. Ou seja, uma alta de 1,8% sobre os US$ 163,19 bilhões do período anterior.

  • Agro abre mercado na Colômbia para grãos secos de destilaria

    Agro abre mercado na Colômbia para grãos secos de destilaria

    O governo brasileiro recebeu com satisfação a autorização concedida pela Colômbia para a exportação de grãos secos de destilaria, conhecidos como DDG ou DDGS.

    Este insumo, essencial na produção de ração para ruminantes, suínos, aves, peixes e camarões, é gerado a partir do processo de etanol de milho durante a segunda safra.

    A plantação ocorre na mesma área da safra principal, após a colheita, o que não exige terras adicionais e resulta em um uso mais eficiente dos recursos naturais.

    Com esta nova autorização, o agronegócio brasileiro alcança sua 105ª abertura de mercado em 2024, totalizando 183 aberturas em 58 destinos desde o início do ano.

    Esses números refletem o esforço conjunto do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) e do Ministério das Relações Exteriores (MRE), que têm trabalhado para expandir as oportunidades de exportação e fortalecer a presença do Brasil no mercado internacional.

  • Alimentec – Missão comercial leva empresários a Bogotá

    Alimentec – Missão comercial leva empresários a Bogotá

    A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) em parceria com a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil), organizaram uma missão comercial à capital colombiana com a participação de empresários rurais brasileiros inscritos no projeto Agro.BR a Alimentec 2024.

    A Alimentec 2024 acontece de 18 a 21 de junho. Reconhecida como a principal feira de alimentos da Colômbia, é também como uma das maiores da América Latina. Realizada em Bogotá, a Alimentec se destaca como a principal plataforma para a indústria de alimentos e bebidas, além de atender à indústria hoteleira da Colômbia e da Região Andina.

    Este evento é extremamente importante para contatos comerciais atraindo compradores de toda a América Latina e Caribe. Dessa forma, além de apresentar aos nossos empresários rurais as particularidades da região, as tendências do mercado e as regulamentações sanitárias e fitossanitárias exigidas.

    Durante os quatro dias de evento, os empresários apresentarão seus produtos no estande do Agro.BR e se encontrarão com potenciais compradores da região. Ao todo, estão previstas mais de 150 rodadas de negócios.

    A importância da participação

    Rodrigo da Matta, Coordenador de Promoção Comercial da CNA, afirmou que “por intermédio da CNA, os empresários passam a ter contato direto com a embaixada no Brasil no país. Dessa forma, eles podem solicitar demandas e resolver eventuais problemas, o que facilita o diálogo ”.

    Segundo Rodrigo, a presença na missão comercial é essencial para a representatividade de diversos setores de alimentos do Brasil. “Essas empresas são pioneiras, abrindo novos caminhos e oportunidades para outros empresários brasileiros. Portanto, eles desempenham um papel crucial na inserção do país em novos mercados”, destacou.

    Fernando Argondizo, representante da Argo Foods, empresa de produtos derivados da mandioca e integrante da comitiva da CNA, ressaltou o valor da participação na feira. “Embora já conheçamos o mercado colombiano, esta é a primeira vez que expomos nossos produtos em uma feira.  Como resultado, temos percebido um grande interesse pelos produtos brasileiros, e a Argo Foods tem se posicionado bem no mercado internacional’.