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  • Greening avança e acende alerta para resistência do psilídeo nos citros

    Greening avança e acende alerta para resistência do psilídeo nos citros

    A expansão do greening nos pomares brasileiros reforça a necessidade de aprimorar o controle do psilídeo-dos-citros (Diaphorina citri), inseto responsável pela transmissão das bactérias associadas à doença. Ao mesmo tempo, pesquisas identificam redução da suscetibilidade do vetor a diferentes grupos de inseticidas, o que limita as alternativas disponíveis aos citricultores.

    Divulgação: Ihara

    Levantamento do Fundo de Defesa da Citricultura (Fundecitrus) mostra que a incidência de laranjeiras com sintomas de greening no cinturão citrícola de São Paulo e do Triângulo e Sudoeste de Minas Gerais subiu de 44,35%, em 2024, para 47,63%, em 2025. O avanço representa alta de 7,4% e corresponde a quase 100 milhões de árvores afetadas na principal região produtora de citros do país.

    Sem tratamento curativo, o greening reduz a produtividade, encurta a vida útil das plantas e compromete a qualidade dos frutos. Como consequência, a doença aumenta os custos de produção e pressiona a rentabilidade dos citricultores.

    Rotação de inseticidas é essencial

    Diante desse cenário, o manejo da resistência passou a ocupar posição central nos programas fitossanitários. As recomendações do Comitê de Ação à Resistência a Inseticidas (IRAC) indicam a rotação entre diferentes modos de ação como uma das principais estratégias para preservar a eficiência dos produtos e reduzir a pressão de seleção sobre as populações do psilídeo.

    O uso repetido de inseticidas com o mesmo mecanismo de ação favorece a sobrevivência e a multiplicação de indivíduos resistentes. Por isso, os especialistas recomendam evitar aplicações sequenciais de produtos pertencentes ao mesmo grupo químico.

    Pesquisas do Fundecitrus em parceria com o Laboratório de Resistência de Artrópodes da Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (Esalq/USP) já identificaram resistência do psilídeo a piretroides e neonicotinoides em algumas microrregiões do cinturão citrícola. Estudos posteriores também confirmaram o início da resistência à malationa, ingrediente ativo do grupo dos organofosforados.

    Segundo as orientações técnicas divulgadas pelo Fundecitrus, o produtor deve reavaliar o uso desses grupos quando observar falhas de controle e adotar alternativas dentro de um programa de rotação. A recomendação inclui trabalhar com diferentes grupos químicos e evitar a repetição de mecanismos de ação em aplicações consecutivas.

    Manejo integrado reduz riscos

    A rotação de inseticidas, no entanto, não deve ocorrer de forma isolada. O IRAC recomenda combinar o Manejo Integrado de Pragas (MIP) com o Manejo de Resistência a Inseticidas (MRI).

    Entre as principais medidas estão:

    • Utilizar mudas certificadas e produzidas em viveiros protegidos.
    • Monitorar regularmente a presença de psilídeos nos pomares.
    • Aplicar inseticidas conforme a necessidade e as orientações técnicas.
    • Eliminar plantas hospedeiras e reduzir fontes de inóculo próximas à propriedade.
    • Controlar as populações adultas do inseto, principalmente em períodos estratégicos.
    • Alternar aplicações no solo com pulverizações foliares de diferentes modos de ação.
    • Preservar agentes de controle biológico e reduzir o risco de surtos de pragas secundárias.

    A adoção conjunta dessas práticas ajuda a reduzir a população do vetor, diminui a disseminação do greening e prolonga a vida útil das tecnologias disponíveis.

    Novas tecnologias ampliam alternativas

    A evolução da resistência torna necessária a diversificação dos programas de controle. Produtos com diferentes mecanismos de ação permitem ao citricultor estruturar estratégias mais flexíveis e reduzir a dependência de um único grupo de inseticidas.

    “O manejo da resistência deixou de ser uma preocupação futura e passou a ser uma necessidade imediata para a sustentabilidade da citricultura. A incorporação de novas tecnologias registradas para o controle do psilídeo aos programas fitossanitários amplia as alternativas disponíveis aos citricultores ao longo das safras”, afirma o engenheiro agrônomo de Desenvolvimento de Mercado da IHARA, Silvio Marcussi.

    Para o especialista, a integração entre as ferramentas disponíveis será decisiva para enfrentar o avanço da doença.

    “Fortalecer o controle do psilídeo, tendo a rotação entre diferentes modos de ação como um dos pilares, contribui para retardar a evolução da resistência aos inseticidas e preservar a vida útil das moléculas disponíveis”, finaliza Marcussi.

  • São Paulo adota novas medidas para conter avanço do greening na citricultura

    São Paulo adota novas medidas para conter avanço do greening na citricultura

    A Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo publicou nesta quinta-feira (28) uma nova resolução com medidas voltadas à prevenção e ao controle do HLB/Greening, considerada a principal doença da citricultura brasileira.

    A pasta oficializou as mudanças por meio da Resolução SAA nº 32 de 2026, divulgada no Diário Oficial do Estado. Além disso, o texto segue as diretrizes da Portaria SDA/MAPA nº 1.326, publicada em julho de 2025 pelo Ministério da Agricultura e Pecuária, para reforçar as ações de defesa agropecuária no estado.

    Municípios passam a ter classificação por incidência

    Entre as principais novidades, a resolução cria uma divisão dos municípios paulistas conforme o nível de contaminação pelo greening.

    A partir de agora, cidades com até 10% de pomares contaminados entram na categoria de baixa incidência. Já os municípios que ultrapassarem esse índice passam a integrar a classificação de alta incidência da doença.

    Segundo a secretaria, a medida busca direcionar as estratégias de combate e tornar o controle mais eficiente em cada região produtora.

    Monitoramento do psilídeo será quinzenal

    Além da nova classificação, o governo paulista também determinou o monitoramento quinzenal do psilídeo (Diaphorina citri), inseto responsável pela transmissão do greening.

    Os produtores deverão acompanhar a presença do inseto em pomares de qualquer idade. Dessa forma, as autoridades pretendem impedir que o psilídeo complete o ciclo entre as fases de ovo e adulto.

    Regra para erradicação de plantas muda em áreas críticas

    A resolução também alterou as exigências para eliminação de plantas contaminadas.

    Nos municípios classificados com alta incidência, produtores que possuem árvores adultas doentes não precisarão mais arrancar essas plantas obrigatoriamente.

    Por outro lado, a erradicação continuará obrigatória para plantas novas com até três anos de idade nessas localidades.

    Enquanto isso, cidades enquadradas como áreas de baixa incidência deverão manter a eliminação de plantas contaminadas em todas as faixas etárias.

    Transporte de frutas terá novas exigências

    O governo paulista também modificou as regras para o transporte interestadual de frutas cítricas.

    A partir da nova norma, produtores e empresas precisarão realizar o processamento e a escovação das frutas antes do envio para outros estados.

    Segundo a secretaria, o objetivo é retirar folhas e ramos que possam transportar vetores da doença durante o trânsito da carga. A única exceção prevista pela medida vale para a Tangerina Ponkan.

    Por fim, a secretaria informou que as novas regras valem para plantas dos gêneros Citrus spp., Fortunella spp. e Poncirus spp.

  • Conflitos elevam custos e preocupam citricultores

    Conflitos elevam custos e preocupam citricultores

    Os citricultores brasileiros monitoram a alta dos custos de produção em março, pressionados por insumos ligados ao petróleo. O aumento atinge derivados como adubos nitrogenados e óleo diesel, impulsionado pelos conflitos entre Estados Unidos e Irã. Além disso, a tensão geopolítica reduz a oferta de petróleo, limita o transporte global e encarece o frete marítimo.

    Segundo pesquisadores do Cepea, fertilizantes à base de fósforo também registram valorização no período. Esses insumos são amplamente utilizados nas adubações de base e impactam diretamente o custo das lavouras. Por outro lado, os preços de produtos à base de potássio seguem estáveis até o momento.

    No caso do diesel, dados da ANP apontam alta de 15,4% até meados de março. Atualmente, produtores realizam a pulverização, o que amplia o impacto da elevação do combustível. Com isso, o custo da safra pode subir cerca de 5,8% apenas com essa operação. Além desse efeito, outros gastos operacionais e o frete também tendem a aumentar.

    Diante desse cenário, produtores demonstram preocupação com a rentabilidade da próxima safra de laranja. As margens devem ficar mais apertadas, o que exige maior cautela no planejamento agrícola.

    Fertilizantes

    Em relação aos fertilizantes, o Cepea indica um momento de atenção, mesmo fora do período de compra. Ainda assim, recentes reajustes elevam o alerta entre produtores, principalmente nos adubos nitrogenados. As listas de preços já mostram aumentos relevantes, com destaque para a ureia.

    Por fim, os desdobramentos geopolíticos das próximas semanas mantêm os agricultores em alerta. Segundo o Cepea, esse cenário pode limitar investimentos e afetar o desenvolvimento das lavouras.

  • Estoque do suco de laranja brasileiro sobe 25%, aponta CitrusBR

    Estoque do suco de laranja brasileiro sobe 25%, aponta CitrusBR

    Os estoques globais de suco de laranja brasileiro, controlados pelas empresas associadas à CitrusBR, cresceram 25,4% em junho de 2025 em relação ao mesmo período anterior. O volume alcançou 146,3 mil toneladas de FCOJ equivalente a 66° Brix, contra 116,7 mil toneladas em 2024. Apesar do avanço, os números continuam entre os mais baixos da série histórica, reforçando o cenário de oferta restrita e pressionando o mercado internacional.

    Números da citricultura 2024/25

    • Estoques globais de FCOJ: 146,3 mil t (+25,4%)

    • Safra total: 230,9 milhões de caixas (–21,8%)

    • Processamento industrial: 194,8 milhões de caixas (–27,3%)

    • Produção de suco: 703,2 mil t de FCOJ (–21,8%)

    • Rendimento industrial: 276,9 caixas/t (+7,1%)

    Produção registra forte retração

    Esse movimento reflete a menor safra de laranja em mais de três décadas no cinturão citrícola de São Paulo e Triângulo Mineiro, segundo o Fundecitrus. A safra 2024/25 encerrou com 230,9 milhões de caixas de 40,8 quilos, queda de 21,8% em relação às 307,2 milhões do ciclo anterior. A sequência de cinco anos de baixa produtividade ocorreu em meio a secas prolongadas e eventos climáticos severos, que comprometeram a colheita e reduziram os volumes disponíveis.

    Processamento industrial também cai

    O impacto atingiu o processamento industrial, já que o setor utilizou 194,8 milhões de caixas, 27,3% abaixo das 267,9 milhões processadas no ciclo anterior. Com menos fruta disponível, a produção total de suco recuou para 703,2 mil toneladas de FCOJ equivalente a 66° Brix em 2024/25, retração de 21,8% ante as 898,7 mil toneladas da safra anterior.

    Rendimento apresenta melhora

    Embora a produção tenha caído, a indústria registrou aumento na eficiência. Assim, em média, foram necessárias 276,9 caixas para produzir uma tonelada de FCOJ, contra 298,2 caixas em 2023/24. Além disso, esse avanço de 7,1% mostra que, mesmo com menos matéria-prima, o setor conseguiu extrair maior volume de suco por caixa processada. Dessa forma, a melhora atenuou parcialmente as perdas.

    Expectativas para 2025/26

    Na safra 2025/26, iniciada em maio, o Fundecitrus aponta que as floradas registradas em 2024 definiram a qualidade da fruta colhida até agora. A segunda florada, favorecida pelas chuvas de novembro e dezembro, deve sustentar a qualidade no segundo semestre. Entretanto, as condições climáticas sugerem maturação mais lenta e ratio (relação Brix/acidez) em patamares baixos, com expectativa de melhora apenas no último trimestre de 2025.

    Greening segue como ameaça

    O greening permanece como um dos maiores desafios da citricultura, elevando os custos de manejo e reduzindo a produtividade dos pomares. Sendo assim, a indústria mantém atenção redobrada para conter os impactos da doença, que compromete a oferta futura e pressiona a competitividade global do setor.

  • Safra de laranja 2025/26 deve crescer 36%

    Safra de laranja 2025/26 deve crescer 36%

    A safra de laranja 2025/26 do cinturão citrícola de São Paulo e Minas Gerais deve atingir 314,60 milhões de caixas. Ou seja, o volume representa alta de 36,2% sobre a safra passada, que fechou com 230,87 milhões de caixas. O dado foi divulgado pelo Fundecitrus nesta sexta-feira (9), com base em pesquisa feita no parque citrícola.

    O crescimento da produção está ligado a dois fatores principais: mais frutos por árvore e aumento do número de árvores produtivas. Ao mesmo tempo, o novo censo do Fundecitrus revelou expansão de 7,5% no total de plantas em produção. São 182,7 milhões de árvores, espalhadas por 362 mil hectares em São Paulo e no Triângulo/Sudoeste Mineiro.

    Além disso, a média estimada da safra atual é 4,8% maior que a média das últimas dez safras. Em resumo, o ciclo 2025/26 marca o fim do período negativo e sinaliza o retorno do ciclo bienal positivo da produção.

    Clima e manejo favoreceram a segunda florada

    A primeira florada, que ocorreu entre agosto e setembro de 2024, sofreu com o calor e a falta de chuva. O aumento de 3,2°C na média das temperaturas máximas e a escassez hídrica afetaram o pegamento dos frutos. Essa florada representa apenas 20,7% da estimativa de produção.

    No entanto, o cenário mudou entre outubro e dezembro. A região registrou chuvas acima da média histórica. Portanto, a umidade do solo recuperou-se e favoreceu uma segunda florada intensa e bem distribuída. O desenvolvimento dessa florada foi ainda mais estimulado pelas chuvas de janeiro e fevereiro de 2025. Ela representa 70% do volume estimado para a safra.

    Frutificação aumentou com clima e boas práticas

    A maior rentabilidade da citricultura em 2024 incentivou os produtores a investir no manejo dos pomares. Eles intensificaram os cuidados com nutrição, irrigação e controle de pragas. A combinação entre manejo eficiente e clima favorável resultou em 617 frutos por árvore. O número representa um aumento de 30% em relação à safra anterior.

    A expectativa é que cada fruta pese em média 158 gramas na colheita. Apesar de discretamente abaixo do peso médio da última safra (159 gramas), a produtividade deve se recuperar. A estimativa é de 869 caixas por hectare, contra 687 caixas na safra anterior.

    Queda de frutos e impacto do greening

    Mesmo com os avanços, o setor ainda enfrenta desafios. A taxa de queda de frutos projetada é de 20%, 2,2 pontos percentuais acima da safra passada. A alta está associada ao avanço do greening e à colheita mais tardia, causada pela predominância da segunda florada.

    Censo mostra expansão da citricultura

    O Fundecitrus atualizou em 2025 o Inventário de Árvores do cinturão citrícola. O levantamento mapeou 182,7 milhões de árvores produtivas em São Paulo e Minas Gerais. A área cultivada cresceu 18 mil hectares em relação ao censo anterior de 2022, somando 362 mil hectares. A Pesquisa de Estimativa de Safra (PES) tem supervisão estatística do professor José Carlos Barbosa, da Unesp de Jaboticabal.

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  • Multinacional francesa investe em biogás a partir de resíduos de citros

    Multinacional francesa investe em biogás a partir de resíduos de citros

    A multinacional francesa Louis Dreyfus Company (LDC) anunciou a construção da maior usina de biogás do mundo movida a resíduos cítricos. A empresa vai será instalar a unidade em Bebedouro, no interior de São Paulo, com o apoio do governo estadual. O projeto promete transformar subprodutos da citricultura em energia renovável.

    O secretário de Agricultura e Abastecimento, Guilherme Piai, destacou o pioneirismo da iniciativa. “É a primeira planta do Brasil a produzir combustíveis renováveis a partir da laranja. O investimento demonstra que São Paulo oferece segurança jurídica, pesquisa e incentivos ao setor”, afirmou.

    Produção e impacto econômico

    Em resumo, na safra 2023/2024, o setor de citros gerou 45.112 empregos no estado, um aumento de 10% em relação ao período anterior. Além disso, São Paulo responde por cerca de 70% do suco de laranja consumido no mundo. Ao mesmo tempo, o setor ocupa o segundo lugar na balança comercial do agronegócio paulista, com 15,5% das exportações. O faturamento somou US$ 334,41 milhões, sendo 99% desse valor referente ao suco de laranja.

    A nova planta da LDC será construída ao lado da principal indústria de suco de laranja da empresa. Com capacidade de processar 390 metros cúbicos por hora de resíduos industriais, a usina poderá gerar 7 milhões de metros cúbicos normais de gás por hora (Nm³/h) em até três anos. Em geral, a companhia estima reduzir em 50% o consumo de combustíveis fósseis e planeja tornar a unidade de Bebedouro autossuficiente em energia.

    Incentivo às energias renováveis

    O governo paulista vem ampliando o apoio à produção de biogás e biometano no setor agropecuário. Em 2024, a Secretaria de Agricultura e Abastecimento, em parceria com a Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (Cetesb), lançou diretrizes para incentivar essa produção em propriedades rurais. Portanto, além da citricultura, outras atividades como avicultura, suinocultura, bovinocultura, frigoríficos e abatedouros também podem gerar biocombustíveis.

    Controle do greening avança no estado

    O combate ao greening, praga que ameaça os pomares de citros, registrou avanços em São Paulo. Dados do Fundo de Defesa da Citricultura (Fundecitrus) mostram que a incidência da doença caiu 54% no cinturão citrícola paulista em 2024.

    A Coordenadoria de Defesa Agropecuária (CDA) intensificou a fiscalização e retirou mais de 40 mil mudas irregulares do mercado desde 2023. Algumas delas apresentavam suspeita de contaminação pelo greening. Ou seja, a ação reforça o compromisso do setor em proteger a citricultura paulista.

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  • Oferta de laranja deve novamente ficar abaixo da demanda na safra 2025/26

    Oferta de laranja deve novamente ficar abaixo da demanda na safra 2025/26

    Mesmo com o retorno das chuvas em outubro de 2024, a safra 2025/26 de laranjas no estado de São Paulo e no Triângulo Mineiro segue incerta. As flores abertas após as precipitações foram volumosas, mas o desenvolvimento dependerá das condições climáticas ao longo da temporada.

    Enquanto o cenário para 2025/26 permanece indefinido, a safra atual (2024/25) foi estimada pelo Fundecitrus em 223,14 milhões de caixas de 40,8 kg. Esse volume representa uma queda de 27,4% em comparação com 2023/24. A produção reduzida deve resultar em estoques de suco de laranja praticamente zerados até o fim da temporada.

    De acordo com cálculos do Cepea, mesmo com a redução nas exportações brasileiras de suco de laranja em 2024/25, os estoques devem cair significativamente. Assim, as fábricas continuarão com alta demanda por matéria-prima para manter a produção.

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    Oferta de laranja nos Estados Unidos

    Nos Estados Unidos, a situação também é preocupante. A Flórida enfrenta baixos estoques e deve aumentar as importações de suco brasileiro, o que deve sustentar os preços no mercado nacional.

    Além disso, dados divulgados em dezembro pelo USDA apontam que a produção da Flórida para 2024/25 deve alcançar apenas 12 milhões de caixas de 40,8 kg. O número representa uma queda de 20% em relação ao relatório de outubro.

    Doenças como o greening e os impactos do furacão Milton, que atingiu diversas fazendas em outubro, contribuíram para essa redução. Com isso, a demanda internacional pelo suco brasileiro segue aquecida, enquanto o mercado interno lida com estoques apertados e produção limitada.

  • Mapa registra novos produtos para manejo de pragas no Brasil

    Mapa registra novos produtos para manejo de pragas no Brasil

    Os produtores brasileiros agora dispõem de novas soluções para o controle de pragas como psilídeo, mosca-branca e cigarrinha. Em geral, entre os destaques estão um produto de baixo risco e outro com mecanismo de ação inédito.

    O Ato nº 58, publicado pelo Departamento de Sanidade Vegetal e Insumos Agrícolas da Secretaria de Defesa Agropecuária no Diário Oficial da União, oficializou o registro de 23 defensivos formulados. Os especialistas consideram oito deles de baixo impacto. Além disso, os produtos, agora disponíveis para os agricultores, incluem soluções inovadoras e mais sustentáveis.

    Os registros incluem quatro produtos baseados em ingredientes ativos novos. A Anvisa classificou dois deles, de origem química, como categoria 5, indicando baixo risco toxicológico. Os outros dois foram desenvolvidos para a cultura dos citros, que enfrenta desafios fitossanitários significativos, prejudicando a produtividade.

    Produtos para controle de pragas em diferentes culturas

    Um dos destaques é o defensivo à base de dimpropiridaz, indicado para combater a mosca-branca (Bemisia tabaci), a cigarrinha-do-milho (Dalbulus maidis) e o psilídeo (Diaphorina citri), vetor do Greening. Em resumo, o produto atua paralisando a alimentação dos insetos, reduzindo a transmissão de vírus e bactérias. Além disso, não apresenta resistência cruzada com outros ingredientes ativos, tornando-se uma opção eficaz para o manejo integrado de pragas.

    Ao mesmo tempo, outro produto registrado utiliza peptídeos que ativam o sistema imunológico das plantas de citros. Ele é eficaz contra Xanthomonas citri subsp. Citri (causadora do cancro cítrico) e Liberibacter asiaticus (responsável pelo Greening). Os pesquisadores testaram mais de 40 combinações em campo e desenvolveram o produto, considerado de baixo risco, com foco na resposta imunológica contra doenças bacterianas.

    “Nosso objetivo é oferecer soluções inovadoras e sustentáveis para o manejo integrado de doenças, especialmente bacterianas e fúngicas”, afirmou Tatiane Nascimento, chefe de Divisão de Registro de Produtos Formulados.

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    Inovações para soja, milho e café

    Outro produto registrado utiliza óleo de café e eucalipto para controlar Bemisia tabaci na soja e Dalbulus maidis no milho. Já um defensivo à base de ácido nonanóico foi desenvolvido para combater a broca do café (Hypothenemus hampei), praga que ataca frutos em qualquer estágio de maturação e causa prejuízos globais.

    Impacto econômico e segurança

    Os demais produtos utilizam ingredientes já registrados no país, mas contribuem para aumentar a concorrência no mercado de defensivos. Isso promove custos de produção mais baixos e um comércio mais justo para a agricultura brasileira.

    Todos os defensivos registrados passaram por análise rigorosa dos órgãos responsáveis pela saúde, meio ambiente e agricultura, seguindo critérios científicos e melhores práticas internacionais. Portanto, essas soluções representam um avanço significativo para a sanidade vegetal e a produtividade agrícola no Brasil.

     

  • Incêndios afetam áreas pontuais de citros em São Paulo

    Incêndios afetam áreas pontuais de citros em São Paulo

    Um levantamento realizado pelo Cepea revelou que os incêndios registrados em algumas áreas de citros no estado de São Paulo, no final da última semana, foram pontuais. A previsão é de que esses incidentes não impactem significativamente o volume de frutas no mercado. De acordo com colaboradores do Cepea, as áreas atingidas são pequenas, e os proprietários conseguiram controlar o fogo rapidamente. Em algumas regiões, leves chuvas também contribuíram para o rápido controle das chamas.

    No mercado de laranja, pesquisadores do Cepea destacam que a recente frente fria em São Paulo afastou os consumidores. Além disso, o fim do mês limitou as vendas. Apesar disso, a oferta reduzida e os altos preços dos contratos industriais continuam sustentando os valores da laranja in natura.

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    Preço da laranja

    Um levantamento realizado pelo Cepea revelou que os incêndios registrados em algumas áreas de citros no estado de São Paulo, no final da última semana, foram pontuais. A previsão é de que esses incidentes não impactem significativamente o volume de frutas no mercado. De acordo com colaboradores do Cepea, as áreas atingidas são pequenas, e os proprietários conseguiram controlar o fogo rapidamente. Em algumas regiões, leves chuvas também contribuíram para o rápido controle das chamas.

    No mercado de laranja, pesquisadores do Cepea destacam que a recente frente fria em São Paulo afastou os consumidores. Além disso, o fim do mês limitou as vendas. Apesar disso, a oferta reduzida e os altos preços dos contratos industriais continuam sustentando os valores da laranja in natura.

     

  • Preços da laranja sobem pela 10º semana seguida

    Preços da laranja sobem pela 10º semana seguida

    Os preços da laranja pera sobem pela 10ª semana consecutiva. Os pesquisadores do Cepea afirmam que a oferta de frutas no mercado in natura é bastante limitada. Além disso, há uma rápida redução do volume de laranjas precocemente.

    Preços da laranja

    Mesmo com a demanda reduzida devido ao clima ameno, os preços continuam subindo. Na parcial desta semana (de segunda a quinta-feira), a média da pera na árvore é de R$ 91,16 por caixa de 40,8 kg, um aumento de 0,82% em relação ao período anterior. Além disso, a produção de laranjas no estado de São Paulo e no Triângulo Mineiro é baixa, enquanto a necessidade das fábricas de suco é alta. Ou seja, as fábricas encerraram a temporada 2023/24 com estoques bastante restritos.

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    Os estados de São Paulo e Minas Gerais, maiores produtores de laranja do Brasil, enfrentam uma safra desafiadora devido às condições climáticas adversas. Chuvas irregulares, secas prolongadas e altas temperaturas têm afetado a produção e a qualidade das frutas. Isso tem potencial de impacto significativo no mercado global, já que o Brasil é o maior produtor de laranja do mundo.