Tag: Chile

  • Exportação de frango bate recorde histórico em 2026

    Exportação de frango bate recorde histórico em 2026

    As exportações brasileiras de carne de frango alcançaram recorde histórico no primeiro semestre de 2026. O resultado veio mesmo diante das tensões geopolíticas no Oriente Médio, um dos principais destinos da proteína brasileira.

    Segundo pesquisadores do Cepea, o desempenho confirma a capacidade da avicultura nacional de ampliar mercados e reduzir os impactos das instabilidades internacionais. Em 2025, o Oriente Médio respondeu por quase 25% das exportações brasileiras de carne de frango. Neste ano, porém, os conflitos na região desafiaram o comércio internacional.

    Exportação de frango cresce apesar da crise no Oriente Médio

    O Cepea explica que os desdobramentos do conflito afetaram o tráfego no Estreito de Ormuz. Como consequência, o recebimento da carne de frango enfrentou dificuldades em diversos países da região. Mesmo assim, o Brasil manteve o ritmo das exportações ao ampliar as vendas para outros mercados estratégicos.

    Os embarques para os Emirados Árabes Unidos recuaram 8,3% no primeiro semestre, frente ao mesmo período de 2025. Por outro lado, as vendas ao Japão cresceram 21,2%. Além disso, os embarques para a África do Sul avançaram expressivos 38,3%. Segundo o Cepea, esse movimento demonstra a ampla diversificação da carteira de compradores da avicultura brasileira.

    Maior volume nas exportações de carne de frango

    O levantamento da Secex, analisado pelo Cepea, mostra que o Brasil exportou 2,9 milhões de toneladas de carne de frango, entre produtos in natura e processados, no primeiro semestre. O volume representa alta de 12,9% sobre as 2,6 milhões de toneladas embarcadas no mesmo período de 2025.

    Além disso, o resultado estabelece o maior volume para um primeiro semestre desde o início da série histórica da Secretaria de Comércio Exterior, em 1997.

    Exportação de ovos cresce com aumento das compras do Chile

    As exportações brasileiras de ovos voltaram a avançar em junho. Segundo o Cepea, o principal fator foi o aumento da demanda do mercado chileno.

    Dados da Secex mostram que o Brasil embarcou 2,59 mil toneladas de ovos in natura e processados no mês. O volume cresceu 19% em relação a maio. Contudo, permaneceu 60% abaixo do registrado em junho de 2025.

    Chile lidera importações de ovos brasileiros pelo quinto mês

    O Chile permaneceu como principal destino dos ovos brasileiros pelo quinto mês consecutivo. Em junho, o país importou 1,87 mil toneladas do produto. O volume representa crescimento de 41% frente ao mês anterior.

    Segundo pesquisadores do Cepea, o avanço das compras ocorreu após o Chile confirmar, em abril, o primeiro caso de gripe aviária em uma granja comercial. Desde então, o mercado chileno intensificou as importações de ovos do Brasil, fortalecendo o desempenho das exportações brasileiras da proteína.

  • América Latina registra superávit de US$ 21 bilhões no comércio de animais aquáticos

    América Latina registra superávit de US$ 21 bilhões no comércio de animais aquáticos

    A produção mundial de animais aquáticos atingiu um novo recorde de 195 milhões de toneladas em 2024, impulsionada principalmente pela expansão da aquicultura. Os dados integram o relatório O Estado Mundial da Pesca e da Aquicultura 2026 (SOFI), lançado pela Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO) na última terça-feira (16), durante a Conferência Our Ocean, realizada em Mombaça, no Quênia.

    No mesmo período, o comércio internacional de produtos aquáticos,incluindo animais e algas, US$ 186 bilhões, envolvendo 230 países e territórios. No cenário global, a América Latina e o Caribe se destacaram como um dos principais exportadores líquidos do setor, acumulando um superávit comercial de US$ 21 bilhões em 2024.

    “A região desempenha um papel fundamental no abastecimento de produtos da pesca e da aquicultura para os mercados globais, apoiada por ecossistemas marinhos altamente produtivos e por um setor aquícola em rápido crescimento”, afirma Rene Orellana Halkyer, Diretor-Geral Adjunto e Representante Regional da FAO para a América Latina e o Caribe.

    A região exportou US$ 27 bilhões em produtos de animais aquáticos e importou US$ 6 bilhões no mesmo período, totalizando 6,4 milhões de toneladas exportadas. Isso é o equivalente a 15% das exportações globais do setor. As principais culturas responsáveis por esse desempenho foram a anchoveta peruana e chilena, destinada à produção de farinha e óleo de peixe, o camarão cultivado no Equador e o salmão chileno.

    Pesca de captura lidera a produção regional

    Em 2024, a América Latina e o Caribe responderam por 9% da produção mundial de animais aquáticos, percentual semelhante ao da Europa, mas bem abaixo da Ásia, que concentrou 72% do total global. A pesca de captura dominou a produção regional com 13 milhões de toneladas, 75% do total, sustentada em grande parte pelo altamente produtivo Sistema da Corrente de Humboldt, ao longo da costa oeste da América do Sul. A região detém 15% do total mundial de 92 milhões de toneladas produzidas pela pesca de captura, o que a coloca como o segundo maior polo global, atrás apenas da Ásia.

    O Peru liderou a pesca de captura regional em 2024, com 5,7 milhões de toneladas, ocupando a quarta posição no ranking mundial. O Chile ficou em segundo na região e décimo no mundo. Após a forte queda provocada pelo El Niño em 2023, a anchoveta (Engraulis ringens) se recuperou com vigor: as capturas saltaram quase 65%, de 3,5 milhões para 5,7 milhões de toneladas. A espécie representa cerca de 5% da produção global de pesca de captura e permanece entre as mais importantes do mundo. O relatório destaca que as capturas regionais oscilam de forma significativa em função das condições oceanográficas ligadas ao fenômeno El Niño–Oscilação Sul (ENOS).

    Aquicultura cresce acima da média mundial

    Embora ainda represente uma fatia menor da produção total, a aquicultura avança rapidamente e já responde por aproximadamente 25% da produção regional de animais aquáticos. Espécies de alto valor, como salmão e camarão, puxam esse crescimento. A produção aquícola na América Latina e no Caribe cresceu em média 7,2% ao ano, acima da média mundial de 4,9%. Portanto, passando de 0,8 milhão de toneladas em 2000 para 4,4 milhões de toneladas em 2024.

    O crescimento concentra-se na América do Sul. Chile (1,4 milhão de toneladas), Equador (1,2 milhão) e Brasil (0,9 milhão) responderam, juntos, por 79% da produção aquícola regional em 2024. Os países da região também ampliam o cultivo de algas, com destaque para Chile, Venezuela e Brasil.

    Pesca marinha emprega mais de 3 milhões na região

    Globalmente, cerca de 65,3 milhões de pessoas trabalhavam no setor primário da pesca e da aquicultura em 2024. Na América Latina e no Caribe, o setor emprega mais de 3 milhões de pessoas,5% do total mundial, sustentando comunidades costeiras e rurais. A pesca marinha responde por 73% dos empregos no setor primário da região. A pesca de pequena escala também cumpre papel essencial na nutrição, na segurança alimentar e na identidade cultural de comunidades costeiras e insulares.

    Apesar de ocupar a segunda posição entre as maiores regiões produtoras, a América Latina e o Caribe registram consumo de alimentos aquáticos abaixo da média mundial. Em 2023, a disponibilidade per capita foi de 10,1 kg, ante uma média global de 21,1 kg. Desde 2000, a disponibilidade total cresceu, mas em ritmo modesto, 1,8% ao ano. Portanto, resultando em ganhos per capita de apenas 0,8% anuais.

    Projeções apontam crescimento de 26% na aquicultura até 2034

    A produção de animais aquáticos deve crescer 8% até 2034, impulsionada principalmente pela aquicultura, que projeta expansão de 26%. A América Latina e o Caribe devem manter a segunda posição entre as maiores regiões produtoras, com participação de cerca de 5% na produção aquícola global.

    “O trabalho da FAO na região mostra que a Transformação Azul pode gerar resultados concretos para as pessoas, as economias e os ecossistemas. Portanto, fortalecendo cadeias de valor e melhorando a nutrição em comunidades vulneráveis”, conclui Orellana Halkyer.

  • Além do vinho, salmão também lidera exportações em 2026

    Além do vinho, salmão também lidera exportações em 2026

    As exportações do Chile para o Brasil movimentaram US$ 897 milhões entre janeiro e abril de 2026, segundo dados do ProChile, órgão ligado ao Ministério das Relações Exteriores chileno. O valor representa 4,72% de todos os embarques do país no período e mantém o Brasil como o quinto principal destino das exportações chilenas no mundo, atrás apenas de China, Estados Unidos, Japão e Índia.

    Entre os produtos mais exportados ao mercado brasileiro, o salmão e a truta seguem na liderança. Juntos, eles somaram US$ 359 milhões nos quatro primeiros meses do ano, o equivalente a 40% de tudo o que o Chile vendeu ao Brasil no período. Além disso, o setor registrou crescimento de 3,6% na comparação com o mesmo intervalo de 2025.

    O vinho aparece na segunda posição entre os destaques da pauta exportadora chilena. As vendas da bebida alcançaram US$ 64 milhões entre janeiro e abril, avanço de 17,6% em relação ao ano anterior.

    Dentro da categoria, os vinhos tintos engarrafados lideraram os embarques, com US$ 31 milhões e alta de 28,3%. Na sequência aparecem os vinhos brancos engarrafados, como Riesling, Pinot Blanc e blends, que somaram US$ 8 milhões, crescimento de 38,7%. Já os vinhos tintos Cabernet Sauvignon engarrafados movimentaram US$ 6 milhões, com avanço de 7,6%.

    Segundo Hugo Corales, diretor do ProChile no Brasil, a relação comercial entre os dois países segue fortalecida. Atualmente, as exportações chilenas ao mercado brasileiro giram em torno de US$ 4,6 bilhões por ano, enquanto as vendas brasileiras ao Chile variam entre US$ 7 bilhões e US$ 9 bilhões.

    “Essa forte relação faz do Brasil o principal mercado do Chile na América Latina. Quase 100% do salmão, mais de 44% do vinho importado e a liderança mundial em cerejas e frutas secas vêm de um único vizinho, a menos de quatro horas de voo”, destacou Corales.

    Brasil registra recorde no consumo de vinho

    Enquanto o consumo mundial de vinho caiu 2,7%, o Brasil seguiu na contramão e bateu recorde em 2025. De acordo com dados da Organização Internacional da Vinha e do Vinho (OIV), o consumo interno cresceu 41,9%, alcançando 4,4 milhões de hectolitros, a maior marca já registrada no país.

    O aquecimento do mercado também impulsionou a produção nacional. A área de vinhedos brasileiros cresceu pelo quinto ano consecutivo e atingiu 91 mil hectares.

    Além disso, o setor vitivinícola encerrou 2025 com faturamento estimado em R$ 21,1 bilhões, resultado 10% superior ao registrado no ano anterior.

  • Brasil inicia 2026 como líder global na carne bovina

    Brasil inicia 2026 como líder global na carne bovina

    O Brasil inicia 2026 consolidado como o maior exportador e fornecedor de carne bovina do mundo. Após um 2025 de recordes históricos de abate e exportação, o país se firma como pilar estratégico em um cenário global de oferta limitada e concentrada. Segundo Larissa Barboza Alvarez, analista de mercado da StoneX, começam a surgir sinais de mudança no ciclo pecuário, o que pode afetar a disponibilidade de gado nos próximos anos.

    Essas tendências estão detalhadas no relatório “Perspectivas para Commodities 2026”, publicado pela StoneX em 27 de janeiro. O documento traz projeções para os principais mercados agropecuários e destaca a carne bovina como ativo central para o Brasil em 2026.

    Oferta de gado e virada do ciclo

    O ponto de maior incerteza neste início de ano está na oferta de animais para abate. Em 2025, a pecuária nacional registrou volume recorde de abates, impulsionado sobretudo pelo descarte expressivo de fêmeas. Movimento que tende a se limitar naturalmente, já que essas matrizes garantem a reposição do rebanho.

    “Nos últimos meses, a queda no abate de fêmeas indica que os produtores podem estar iniciando um novo ciclo de retenção”, afirmou Larissa. Como o ciclo pecuário costuma durar de 18 a 30 meses, ajustes realizados agora devem influenciar a oferta até 2027. Se a virada realmente se confirmar, a produção pode se tornar mais ajustada justamente em um momento de demanda aquecida nos mercados interno e externo, favorecendo a valorização da carne bovina ao longo do ano.

    Consumo interno em expansão

    O bom momento da economia brasileira, com crescimento e baixo desemprego, sustenta o avanço do consumo doméstico. “A melhora da renda tende a estimular a compra de carne bovina, que tem papel central na dieta do brasileiro”, explicou a analista.

    Ainda assim, ela alerta para fatores de moderação, como o aumento da inadimplência e a maior cautela das famílias em um ano eleitoral. Eventos sanitários também seguem no radar — o impacto da gripe aviária em 2025 mostrou como choques pontuais de oferta podem alterar a competitividade entre proteínas e influenciar preços.

    Dependência global do Brasil

    No cenário externo, o Brasil mantém posição dominante no comércio internacional. A China segue como principal destino das exportações brasileiras e ainda apresenta necessidade de importação superior à capacidade total de embarque do país. Outros mercados relevantes, como Japão, Coreia do Sul, Egito, Emirados Árabes, Chile e Estados Unidos, continuam com demanda estável.

    Em 2025, a rápida reação da China à redução das compras norte-americanas  após o aumento de tarifas reforçou a competitividade brasileira e a confiança na capacidade de resposta do setor exportador.

    “O Brasil entra em 2026 com protagonismo ampliado e o desafio de equilibrar consumo interno firme com uma possível redução na oferta de gado”, destacou Larissa Barboza Alvarez. O desfecho desse equilíbrio deve orientar preços, margens e a dinâmica da pecuária nacional ao longo do novo ciclo.

  • Brasil recebe rinoceronte-branco do Chile

    Brasil recebe rinoceronte-branco do Chile

    O Aeroporto Internacional de Viracopos, em Campinas (SP), recebeu no dia 2 de dezembro um passageiro especial: Atanásio, um rinoceronte-branco macho de 5 anos que veio do Chile. O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) coordenou toda a operação de importação, que envolveu análise documental, controle sanitário e verificação das condições de bem-estar animal.

    Foto: Zooparque de Itatiba

    O Serviço de Fiscalização de Insumos e Sanidade Animal (Sisa-SP) avaliou previamente a autorização de importação. No momento do desembarque, a Vigilância Agropecuária Internacional (Vigiagro) conferiu os documentos e as condições de transporte antes de liberar o animal. Atanásio seguiu então para o Zooparque de Itatiba (SP), seu destino final.

    Protocolos sanitários garantem segurança na importação

    O Certificado Zoossanitário Internacional (CZI), acordado entre Brasil e Chile, estabeleceu todos os procedimentos necessários. O Chile realizou os trâmites sanitários na origem, o que dispensou a quarentena no Brasil.

    A operação exigiu comprovação de que Atanásio nasceu e viveu no Chile, permanecendo no país nos seis meses anteriores ao embarque. A autoridade veterinária chilena inspecionou o estabelecimento de origem e atestou a ausência de doenças transmissíveis nos 90 dias anteriores à exportação.

    O animal permaneceu em isolamento sob supervisão oficial por, no mínimo, 30 dias antes da viagem. Neste período, realizou os testes exigidos pelo CZI, incluindo exame de brucelose, com resultado negativo.

    Características da espécie impressionam

    Apesar do nome “rinoceronte-branco”, Atanásio apresenta cor acinzentada. A espécie, também conhecida como rinoceronte-de-lábios-quadrados, representa a maior das cinco espécies de rinocerontes existentes no mundo. O animal nasceu em cativeiro e pesa 1,96 tonelada.

    O auditor fiscal federal agropecuário do Vigiagro em Viracopos, André Marcondes, acompanhou todo o procedimento. Ele destaca que Atanásio manteve-se calmo durante a operação, resultado do manejo prévio e do acompanhamento técnico especializado.

    “A operação ocorreu conforme o planejado, com foco total no bem-estar animal e na observância de todos os requisitos sanitários”, afirma Marcondes.

    O Vigiagro autorizou o desembarque após confirmar que todas as exigências sanitárias foram cumpridas, priorizando o bem-estar do animal durante toda a operação.

  • Chile assume 2º lugar nas importações de carne suína brasileira

    Chile assume 2º lugar nas importações de carne suína brasileira

    As exportações de carne suína ao Chile cresceram fortemente em 2025, segundo dados da Secex analisados pelo Cepea.

    O volume saltou de 7,7 mil toneladas em janeiro para 13,3 mil toneladas em agosto. Em julho, os embarques chegaram a 14,5 mil toneladas, o dobro de janeiro. Com esse avanço, o Chile se tornou, em julho e agosto, o segundo maior destino da proteína suína brasileira. O país ultrapassou a China, que até então ocupava essa posição.

    As Filipinas seguem como principal comprador da carne suína nacional desde fevereiro deste ano.
    Pesquisadores do Cepea explicam que o crescimento das exportações ao Chile está ligado a mudanças sanitárias importantes.
    Em abril, o governo chileno reconheceu o Paraná como livre de febre aftosa sem vacinação e de peste suína clássica. A decisão foi oficializada em julho, favorecendo o comércio com o segundo maior produtor nacional.

  • Quatro países retiram restrições à exportação da carne de aves brasileira

    Quatro países retiram restrições à exportação da carne de aves brasileira

    Chile, Namíbia, Macedônia do Norte e Arábia Saudita anunciaram a retirada das restrições temporárias à importação da carne de aves do Brasil. A decisão ocorre após a confirmação do encerramento do foco de Influenza Aviária de Alta Patogenicidade (IAAP) registrado em Montenegro, no Rio Grande do Sul.

    Com essa recente atualização, o Brasil mantém autorização para exportar carne de aves a mais de 40 países, entre eles África do Sul, Argentina, Coreia do Sul, Emirados Árabes Unidos, México, Reino Unido e Vietnã.

    No entanto, alguns países continuam com suspensão total das importações brasileiras, como Canadá, China, União Europeia e Malásia. Já países como Japão e Rússia adotaram suspensões específicas, limitadas a zonas ou estados determinados, conforme o sistema de regionalização previsto pela Organização Mundial de Saúde Animal (OMSA) e pela Organização Mundial do Comércio (OMC).

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    Essa flexibilização nas restrições fortalece a posição do Brasil como um dos maiores exportadores globais de carne de aves, garantindo o acesso a mercados importantes e demonstrando o controle efetivo sobre a Influenza Aviária no país.

  • São Paulo inicia exportação de avocado para novos países

    São Paulo inicia exportação de avocado para novos países

    O estado de São Paulo, maior produtor nacional de abacate, está expandindo suas fronteiras comerciais ao iniciar a exportação do avocado da variedade Hass para o Japão e o Chile. Essa nova etapa no mercado internacional foi possível após missões estrangeiras visitarem o estado desde 2023 para validar os requisitos fitossanitários necessários para a importação.

    O Chile, segundo maior consumidor per capita de avocado no mundo, oferece uma oportunidade significativa para o produto paulista. “O consumo chileno é altíssimo, com cerca de 8kg por pessoa/ano, e vem subindo. É um país que nos gera altas expectativas. Esse ano será experimental, mas no futuro esperamos importantes ganhos”, destaca Lígia Carvalho, produtora e diretora da Jaguary, pioneira no desenvolvimento do abacate Hass no Brasil.

    Outra vantagem é a produção brasileira estar na contra-safra do avocado chileno, que produz até agosto, enquanto no Brasil a safra ocorre de fevereiro a junho/julho. O Japão, por sua vez, é um importante comprador de frutas frescas na Ásia, representando um potencial significativo para a expansão das vendas, embora a distância e as exigências do mercado japonês ainda apresentem desafios.

    Produção e mercado nacional

    Em 2024, São Paulo produziu mais de 223 mil toneladas de abacate, com destaque para as regiões de Ourinhos, Mogi Mirim e São João da Boa Vista. No mercado nacional, o consumo de avocado ainda é baixo, com o brasileiro consumindo em média 300 gramas por ano. “Há um caminho a trilhar que envolve muitos desafios: comunicação, marketing, ensinar sobre o avocado, quais as possibilidades de consumo, e principalmente, não ter ruptura do produto no supermercado”, afirma Lígia Carvalho.

    “A abertura de mercados internacionais para os produtos paulistas reforça a qualidade e a competitividade da fruticultura do Estado. São Paulo se destaca não apenas pelo volume. Mas pela excelência em atender os mais rigorosos padrões fitossanitários internacionais”, destaca o secretário de Agricultura e Abastecimento, Guilherme Piai.

    Garantia fitossanitária

    A Coordenadoria de Defesa Agropecuária (CDA) garante o cumprimento dos requisitos fitossanitários para a exportação, realizando inspeções e monitoramentos nas propriedades e casas de embalagem. Atualmente, estão cadastradas cinco propriedades e cinco casas de embalagem para o abacate Hass.

    “A certificação é feita através do acompanhamento de campo do responsável técnico habilitado. Assim, garante o cumprimento das medidas, como inspeção, monitoramento e retirada de frutos caídos. Todo o processo é auditado pela CDA”, explica a engenheira agrônoma Cristina Abi Rached Iost. Ela é gerente do Programa Estadual de Certificação Fitossanitária e do Programa Estadual de Exportação de Produtos Vegetais.

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  • Brasil ao Pacífico: Ponte Bioceânica chega a 70% das obras

    Brasil ao Pacífico: Ponte Bioceânica chega a 70% das obras

    A Ponte Bioceânica, um projeto que promete transformar a logística entre o Brasil e o Chile, está em fase avançada de construção. A obra, que conectará Mato Grosso do Sul aos portos do Chile no oceano Pacífico, passando pelo Chaco paraguaio e pela Argentina, foi tema do Seminário Internacional da Rota Bioceânica e o 6º Foro de los Gobiernos Subnacionales del Corredor Bioceânico, no Centro de Convenções Rubens Gil de Camilo, em Campo Grande (MS).

    O governador de Mato Grosso do Sul, Eduardo Riedel, destacou que quase 70% da obra da ponte binacional entre Porto Murtinho (MS) e Carmelo Peralta (Alto Paraguay) já está concluída. O Ministério das Obras Públicas e Comunicações (MOPC) do Paraguai espera finalizar a travessia no primeiro trimestre de 2026.

    A ponte terá uma extensão total de 1.294 metros, dividida em três partes: duas constituirão os viadutos de acesso em ambas as margens do rio e uma corresponderá à parte estaiada, com 632 metros, sendo que o vão central terá 350 metros.

    Comércio e turismo

    Riedel enfatizou a importância desse projeto para a integração regional e o desenvolvimento econômico. “Estamos construindo não apenas uma ponte, mas uma nova via para o comércio e o turismo na nossa região”, afirmou. O governador também mencionou que a obra não só encurtará distâncias, mas criará novas oportunidades de negócios e investimentos.

    Foto: Divulgação – Itaipu Binacional

    Além disso, construção da ponte é vista como um passo crucial para facilitar o escoamento de mercadorias para os mercados asiáticos. O consórcio responsável pela obra, PYBRA, está utilizando tecnologia avançada para garantir segurança e eficiência. Com as estacas já alcançando mais de 65% de conclusão, a montagem do tabuleiro deve começar em breve.

    Foto: Divulgação – Mopc Paraguay

    Além dos benefícios logísticos, a Ponte Bioceânica deve atrair investimentos significativos para Mato Grosso do Sul. Riedel projetou que a infraestrutura em desenvolvimento pode impulsionar cerca de R$ 70 bilhões em novos investimentos para o estado nos próximos anos. “Estamos prontos para receber esses investimentos e transformar nosso estado em um hub logístico”, declarou.

    Portanto, com a obra avançando e os acordos sendo firmados entre os países envolvidos, a Ponte Bioceânica se configura como um marco na infraestrutura sul-americana e um símbolo da colaboração entre Brasil e Paraguai. A conclusão desse projeto não apenas melhorará a conectividade regional, mas também abrirá novas possibilidades comerciais entre os países sul-americanos e além.

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  • Baleia jubarte engole e solta jovem no Chile; veja o vídeo

    Baleia jubarte engole e solta jovem no Chile; veja o vídeo

    O chileno Adrián Simancas, 23, viveu uma experiência rara. Enquanto navegava em um caiaque inflável perto da Terra do Fogo, ele foi engolido e expelido por uma baleia jubarte. Confira o vídeo:

    Simancas e seu pai partiram da baía El Águila, 70 km ao sul de Punta Arenas, para atravessar um canal. O plano era chegar à Ilha de Nassau, mas o trajeto foi interrompido pelo encontro inesperado com a baleia. “Perdi meu remo e tivemos que cancelar a viagem”, disse Simancas ao jornal La Prensa Austral.

    Meia hora antes do incidente, o jovem avistou jatos de água. Logo depois, sentiu um forte impacto. “No início, pensei que fosse uma onda, pois o tempo havia piorado. Mas, quando a força aumentou, percebi que não poderia ser apenas isso”, relatou.

    Um vídeo gravado pelo pai mostra o momento em que a baleia jubarte emerge das águas e engole Simancas. Segundos depois, ele reaparece na superfície. “Senti algo roçando meu rosto, uma cor entre azul e branco vindo de cima e dos lados. Fui puxado para baixo”, contou.

    O jovem temeu ter sido atacado por uma orca, já que havia conversado com o pai sobre a presença desses animais na região. O pai manteve a calma e orientou o filho a se agarrar ao caiaque. Em seguida, Simancas nadou até a outra embarcação e amarrou os caiaques para ser rebocado até a costa.

    Ele também temia que a baleia derrubasse seu pai na água. “Se os dois caíssem, seria ainda mais difícil chegar à terra firme”, afirmou.

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