Tag: Canadá

  • Ceará avança em acordo bilionário que pode transformar a pesca no Brasil

    Ceará avança em acordo bilionário que pode transformar a pesca no Brasil

    A Câmara de Comércio Brasil-Canadá (CCBC) lidera uma articulação que coloca o Ceará no centro de um corredor internacional voltado à Economia Azul. A iniciativa conecta o estado brasileiro à província de Nova Scotia, no Canadá, com foco em pesca, aquicultura, inovação oceânica, logística e sustentabilidade.

    O projeto reúne empresários, pesquisadores e representantes do setor público dos dois países para criar uma rota estratégica de negócios. A proposta integra produção, tecnologia e investimento com o objetivo de ampliar o valor agregado da cadeia do pescado.

    Parcerias estratégicas reforçam eixo Brasil-Canadá

    A CCBC aproxima instituições de referência em Nova Scotia, como a Dalhousie University, o Bedford Institute of Oceanography e o COVE, hub de tecnologia oceânica no Porto de Halifax. Essas entidades lideram pesquisas em gestão pesqueira, biodiversidade marinha e inovação aplicada ao setor.

    Além disso, o diálogo já envolve órgãos governamentais canadenses, como Invest Nova Scotia, Invest Halifax e Nova Scotia Intergovernmental Affairs. A estratégia prioriza conexões institucionais para acelerar a integração entre empresas, academia e governo.

    Exportações em alta impulsionam aproximação

    O avanço da parceria ocorre em meio ao crescimento consistente do comércio bilateral de pescado. Entre janeiro e maio de 2026, o Brasil exportou US$ 1,82 milhão para o Canadá. O Ceará respondeu por US$ 217,4 mil, o equivalente a 11,9% do total.

    O desempenho do estado chama atenção. Entre 2023 e 2025, as exportações cearenses saltaram de US$ 525 mil para US$ 2,05 milhões, alta de 291%. No mesmo período, o Brasil ampliou as vendas de US$ 2,7 milhões para US$ 7,3 milhões, crescimento de 167%.

    Ceará lidera produção e ganha protagonismo internacional

    O Ceará concentra cerca de 25% das exportações brasileiras de pescado e movimentou US$ 93,8 milhões em 2024. O estado também lidera a produção nacional de aquicultura marinha e responde por mais da metade da produção do Nordeste.

    Esse desempenho colocou o estado no radar global da Economia Azul. Segundo Igor Gonçalves, coordenador do Chapter Ceará da CCBC, a complementaridade entre os mercados motivou a aproximação.

    Ele destaca que a Economia Azul permite resultados mais rápidos ao integrar comércio, tecnologia e inovação em um mesmo ecossistema.

    Complementaridade entre mercados abre oportunidades

    O Canadá demanda espécies tropicais e produtos premium, como pargo congelado, atum, lagosta e tilápia. O pargo (Lutjanus purpureus) lidera as exportações cearenses para o país.

    Por outro lado, o Brasil importa principalmente vieiras congeladas, que representam cerca de 90% das compras de pescado canadense. Há espaço para ampliar o fluxo com produtos como bacalhau, salmão e lagosta de águas frias.

    Corredor vai além da exportação de pescado

    A iniciativa prevê mais do que comércio direto. O projeto inclui processamento de pescado, intercâmbio tecnológico e atração de investimentos bilaterais.

    Entre as possibilidades, está a instalação de unidades de processamento no Canadá com participação de empresas brasileiras. Essas estruturas podem atender o mercado local e ampliar o acesso a outros países.

    Para a CCBC, a combinação entre a capacidade produtiva do Ceará e a tecnologia de Nova Scotia cria um ambiente favorável para expandir a competitividade e gerar novos negócios na Economia Azul.

  • Exportações brasileiras ao Canadá crescem 15% e batem recorde

    Exportações brasileiras ao Canadá crescem 15% e batem recorde

    O Brasil conquistou um marco histórico no comércio com o Canadá em 2025. O país exportou US$ 7,25 bilhões em produtos para o mercado canadense, crescimento de 15% em relação a 2024, segundo dados do Quick Trade Facts (QTF), estudo que a Câmara de Comércio Brasil-Canadá (CCBC) elabora.

    O resultado representa o maior valor que a série histórica anual do ranking registra desde 2018, quando a Câmara iniciou o levantamento. As exportações superaram o recorde anterior em mais de US$ 900 milhões.

    As importações brasileiras de produtos canadenses também avançaram. O Brasil comprou US$ 3,14 bilhões do Canadá em 2025, alta de 13% na comparação anual. O movimento gerou um superávit comercial de US$ 4,11 bilhões, o maior que os dois países já registraram.

    A corrente de comércio bilateral – soma de exportações e importações – cresceu 14% no período. A participação do Canadá nas exportações totais do Brasil subiu de 1,9% em 2024 para 2,1% em 2025. Nas importações brasileiras, a fatia canadense avançou de 1,06% para 1,12%.

    “Os números de 2025 mostram que o Brasil consolidou e ampliou sua presença no mercado canadense. O avanço expressivo em ouro, café e carnes evidencia a competitividade da pauta exportadora brasileira, mesmo em um cenário de incertezas econômicas”, afirma Hilton Nascimento, diretor-presidente da CCBC.

    Ouro lidera com crescimento de 74%

    O setor de extração mineral comandou o desempenho recorde. As exportações de ouro em formas brutas para uso não monetário totalizaram US$ 3,14 bilhões, crescimento de 74% sobre 2024. O produto representou 43,3% de tudo que o Brasil vendeu ao Canadá no ano.

    Divulgação/CCBC

    O café verde não torrado registrou expansão de 46%, com vendas de US$ 336,6 milhões. O agronegócio também se destacou nas proteínas animais: as exportações de carne bovina desossada e congelada saltaram 189%, atingindo US$ 60,5 milhões, enquanto outras carnes suínas congeladas cresceram 58%, para US$ 40,9 milhões.

    Outros destaques incluem ouro em barras, fios e perfis (alta de 214%), minérios de níquel (77%), manteiga e gordura de cacau (163%) e coque de petróleo calcinado (75%).

    Alguns segmentos apresentaram retração. As exportações de aeronaves caíram 52%, os açúcares de cana recuaram 25% e a alumina calcinada registrou queda de 7%.

    Fertilizantes e turborreatores puxam importações

    O Brasil intensificou as compras de produtos canadenses após a retração que ocorreu entre 2023 e 2024. Os fertilizantes lideraram a pauta: os cloretos de potássio somaram US$ 1,52 bilhão em importações, crescimento de 22%. O produto respondeu por 48,4% do total importado do Canadá.

    Os turborreatores de empuxo superior a 25 kN avançaram 46,5%, alcançando US$ 201 milhões. Outros setores registraram crescimentos expressivos: enxofre a granel (678,3%), aparelhos para filtragem de gases (380,2%), moldes para borracha e plásticos (109,1%) e máquinas agrícolas (83,3%).

    Equipamentos para colheita cresceram 69,4%, helicópteros de até 2.000 kg subiram 29,4% e medicamentos contendo compostos heterocíclicos expandiram 13,4%.

    “O Canadá continua sendo um parceiro essencial para cadeias produtivas estratégicas no Brasil, especialmente nos segmentos químico, farmacêutico e de máquinas industriais”, diz Nascimento. “O crescimento das importações em 2025 reforça a integração entre as economias”, complementa.

    O desempenho comercial entre Brasil e Canadá ganhou relevância em um ano marcado por incertezas no comércio internacional, especialmente após o ‘tarifaço’ que os Estados Unidos impuseram. O fortalecimento da relação bilateral demonstra a capacidade dos dois países de expandir negócios mesmo em cenários desafiadores.

  • Canadá reabre mercado e volta a importar carne de frango do Brasil

    Canadá reabre mercado e volta a importar carne de frango do Brasil

    O governo canadense comunicou ao Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) a reabertura do mercado para a carne de frango brasileira, meses depois de suspender as compras por causa de um foco de influenza aviária em Montenegro, no Rio Grande do Sul. O país da América do Norte era o último grande comprador que ainda mantinha embargo total à proteína. Isso torna a decisão estratégica para o setor avícola brasileiro.

    ​O caso que motivou as restrições ocorreu em 16 de maio de 2025, em uma granja comercial gaúcha. E levou à adoção de medidas de contenção, sacrifício sanitário das aves e monitoramento intensivo na região. Segundo autoridades brasileiras, o episódio permaneceu restrito ao foco inicial, sem transmissão ao consumo de carne de aves ou ovos.

    ​Impacto nas exportações de frango

    Com o anúncio canadense, o Brasil conclui o processo de reabertura de todos os mercados que haviam imposto restrições após o registro do foco de influenza aviária de alta patogenicidade. Ao longo dos últimos meses, União Europeia, China e outros destinos estratégicos já haviam normalizado as compras. Portanto, retomando gradualmente os embarques de carne de frango brasileira.

    ​A retomada plena das exportações reforça o papel do Brasil como um dos maiores fornecedores globais de carne de frango. E reduz a pressão sobre frigoríficos e produtores que enfrentaram renegociações de contratos e redirecionamento de cargas durante o período de embargo. Para o setor, o fim do último bloqueio tende a melhorar a previsibilidade comercial e a competitividade em um mercado marcado por disputas acirradas de preço e exigências sanitárias cada vez mais rígidas.

    ​Avaliação da ABPA e do governo

    A Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) afirma que a reabertura do mercado canadense encerra um “processo exemplar” de resposta sanitária e diplomática conduzido pelo Brasil. Segundo a entidade, o país atuou com transparência, rigor técnico e agilidade. Fatores que ajudaram a recuperar a confiança dos importadores e encurtar o período de embargo.

    ​O presidente da ABPA, Ricardo Santin, destaca que a decisão do Canadá demonstra reconhecimento internacional da robustez do sistema de defesa agropecuária brasileiro e da capacidade de gestão de crises sanitárias. Para o governo brasileiro, o desfecho também reforça a importância de manter investimentos em vigilância epidemiológica, rastreabilidade e comunicação rápida com os parceiros comerciais.

    ​Relevância do caso para a avicultura

    O foco de gripe aviária em granja comercial no Rio Grande do Sul ocorreu em um estado que figura entre os maiores exportadores de carne de frango do país. E que, além disso, destina mais de metade da sua produção ao mercado externo. A confirmação da doença acendeu um alerta econômico regional, com impacto direto sobre produtores, cooperativas e frigoríficos que dependem fortemente da cadeia avícola.

    ​Mesmo com o caráter isolado do caso, diversos parceiros adotaram suspensões temporárias ou restrições regionais. O que evidenciou a sensibilidade do comércio internacional a qualquer registro de influenza aviária em plantéis comerciais. A rápida eliminação do foco e a posterior derrubada dos embargos, culminando na decisão canadense, reforçam a importância de protocolos bem estruturados para preservar acesso a mercados e manter a imagem do Brasil como fornecedor confiável.

  • Brasil bate recorde histórico em exportações para o Canadá

    Brasil bate recorde histórico em exportações para o Canadá

    O Brasil estabeleceu um novo marco nas exportações para o Canadá em 2025. Entre janeiro e setembro, as vendas brasileiras ao país norte-americano somaram US$ 5,08 bilhões, representando um crescimento de 14% comparado ao mesmo período do ano anterior. Os dados fazem parte do Quick Trade Facts (QTF), relatório trimestral da Câmara de Comércio Brasil-Canadá (CCBC).

    O valor supera em mais de US$ 600 milhões o recorde anterior, registrado em 2024, consolidando a trajetória ascendente do comércio bilateral entre as duas nações.

    As importações brasileiras de produtos canadenses também apresentaram expansão, com alta de 7% no acumulado do ano, totalizando US$ 2,36 bilhões. O resultado gerou um saldo comercial positivo de US$ 2,7 bilhões para o Brasil.

    A corrente de comércio entre os países,que soma exportações e importações, alcançou US$ 7,45 bilhões, crescimento de 12% em relação a 2024.

    Competitividade supera valorização cambial

    Um dos destaques da análise da CCBC é o crescimento das exportações brasileiras mesmo diante da valorização gradual do real frente ao dólar canadense. Normalmente, quando a moeda brasileira se fortalece, os produtos nacionais ficam mais caros para compradores estrangeiros, reduzindo a competitividade.

    “O desempenho confirma que os produtos brasileiros continuam ganhando espaço no mercado canadense pela qualidade, diversificação de portfólios e pelo cenário econômico mundial atual”, afirma Hilton Nascimento, diretor-presidente da CCBC.

    Nascimento também destaca o impacto das tarifas impostas pelos Estados Unidos a diversos países. “O tarifaço que foi imposto pelos Estados Unidos a vários países ajudou a impulsionar ainda mais a relação bilateral entre Brasil e Canadá que já vinha em alta”, complementou o executivo.

    Ouro lidera lista de produtos exportados

    O bulhão dourado (ouro em forma bruta) manteve a liderança absoluta nas exportações brasileiras ao Canadá. No terceiro trimestre de 2025, as vendas do metal precioso somaram US$ 1,79 bilhão, um salto de 43,8% frente ao mesmo período de 2024.

    Outros destaques incluem:

    • Alumina calcinada: US$ 883,1 milhões (crescimento de 37%)
    • Café verde: US$ 177,6 milhões (alta de 16%)
    • Carne suína: crescimento significativo no período
    • Óxido de alumínio: expansão na categoria de produtos da indústria de transformação

    Apesar da queda em itens como aeronaves e açúcar, a combinação de commodities minerais e agrícolas continua sustentando o bom desempenho da balança comercial. A participação do Canadá nas exportações totais do Brasil subiu de 1,7% para 2% no período analisado.

    Importações: fertilizantes e tecnologia em destaque

    As compras brasileiras de produtos canadenses cresceram 7% no acumulado de 2025, com destaque para insumos industriais e tecnológicos.

    No terceiro trimestre, os cloretos de potássio lideraram as importações, somando US$ 1,09 bilhão, alta de 6% em relação ao mesmo período de 2024. Outros produtos com desempenho expressivo incluem:

    • Turborreatores: US$ 113,8 milhões (aumento de 28%)
    • Helicópteros de até 2 mil kg: US$ 32,9 milhões (crescimento de 20%)
    • Enxofre a granel: US$ 28,1 milhões (salto de 678%)

    Nióbio, moldes industriais e betume de petróleo também registraram aumentos significativos, evidenciando a continuidade dos fluxos comerciais em setores estratégicos como alta tecnologia e energia.

    Para Hilton Nascimento, os números vão além de um simples recorde. “Mais do que um recorde comercial, esses números refletem o amadurecimento das relações econômicas entre Brasil e Canadá e o início de um novo ciclo de oportunidades”, conclui o presidente da CCBC.

    O Canadá consolida-se como parceiro estratégico do Brasil no comércio exterior, especialmente como fornecedor importante para a indústria brasileira nos segmentos químico, farmacêutico e de equipamentos pesados.

  • China revoga embargo e retoma importação de frango do Brasil

    China revoga embargo e retoma importação de frango do Brasil

    Em uma decisão amplamente comemorada pelo agronegócio brasileiro, o governo da China revogou a suspensão às exportações de carne de frango do Brasil. A medida, anunciada pela Administração Geral das Alfândegas da China (GACC), entra em vigor imediatamente e põe fim a um embargo que durava desde maio, quando um único foco de Influenza Aviária de Alta Patogenicidade (IAAP) foi detectado no Rio Grande do Sul.

    A retomada do comércio com a China, principal destino da carne de frango brasileira, é crucial para a economia do país. De acordo com a Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), o Brasil é o maior exportador mundial do produto, sendo responsável por aproximadamente 35% de todo o frango comercializado globalmente. Em 2022, as vendas para os chineses somaram mais de US$ 1,2 bilhão, destacando a importância estratégica desse mercado.

    A revogação foi baseada nos resultados da análise de risco conduzida pelas autoridades sanitárias chinesas, que atestaram a eficácia dos controles implementados pelo Brasil. Conforme comunicado oficial do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), desde 18 de junho o país recuperou o status sanitário de “país livre de IAAP”, após a conclusão bem-sucedida de todos os procedimentos de desinfecção e vigilância na propriedade afetada.

    Fim do embargo e panorama atual

    A suspensão temporária foi um reflexo dos protocolos sanitários internacionais. A detecção de um caso em uma granja comercial em Montenegro (RS) acionou medidas automáticas por parte de alguns países importadores. No entanto, a rápida ação do Mapa e dos produtores para conter e erradicar o vírus foi fundamental para minimizar o impacto.

    Com a reabertura do mercado chinês, a atenção do setor agora se volta para o Canadá, que se tornou o único país a manter a suspensão total das importações de carne de aves brasileiras. A ABPA e o governo brasileiro já sinalizaram que estão trabalhando junto às autoridades canadenses para normalizar o fluxo comercial o mais breve possível.

    Especialistas apontam que a retomada com a China deve ser rápida, com os embarques sendo normalizados nas próximas semanas. Portanto, reintegrando o produto brasileiro, conhecido por sua qualidade e competitividade, ao prato dos consumidores chineses.

  • China impõe tarifas a produtos agrícolas do Canadá em retaliação

    China impõe tarifas a produtos agrícolas do Canadá em retaliação

    A China anunciou novas tarifas sobre produtos agrícolas e alimentícios do Canadá, totalizando mais de US$ 2,6 bilhões (R$ 15,05 bilhões). A medida, divulgada pelo Ministério do Comércio chinês, entra em vigor em 20 de março e responde às taxas impostas por Ottawa em outubro.

    Em resumo, o governo canadense havia implementado tarifas de 100% sobre veículos elétricos chineses e de 25% sobre produtos de aço e alumínio. Agora, Pequim adota uma retaliação equivalente. Analistas apontam que a decisão também busca pressionar por negociações comerciais, já que a China excluiu a canola da lista de produtos tarifados. A oleaginosa já havia sido alvo de uma investigação antidumping no ano passado.

    Especialistas enxergam as novas tarifas como um alerta. O governo dos Estados Unidos já indicou que pode reduzir a tarifa de 25% sobre produtos canadenses e mexicanos caso esses países apliquem a taxa extra de 20% sobre produtos chineses relacionada ao fentanil.

    O Ministério do Comércio da China afirmou que as medidas canadenses violam regras da Organização Mundial do Comércio (OMC) e configuram protecionismo discriminatório. “As ações do Canadá prejudicam gravemente os direitos e interesses legítimos da China”, declarou a pasta.

    Com a decisão, a China aplicará uma tarifa de 100% sobre US$ 1 bilhão (R$ 5,79 bilhões) em importações canadenses de óleo de colza, bolos de óleo e ervilhas. Além disso, incidirá uma tarifa de 25% sobre US$ 1,6 bilhão (R$ 9,26 bilhões) em produtos aquáticos e carne suína do Canadá.

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  • Canadá suspende importação de carne suína dos EUA

    Canadá suspende importação de carne suína dos EUA

    O Canadá suspendeu as importações da maior planta de processamento de carne suína dos EUA, localizada em Tar Heel, Carolina do Norte, administrada pela Smithfield Foods. A medida ocorre no contexto de uma disputa comercial entre os dois países.

    Segundo o USDA, “três problemas de não conformidade em seis meses geram uma suspensão temporária”, mas não foram divulgados os motivos específicos para a ação canadense.

    A suspensão restringe o mercado canadense para carne suína dos EUA, que já enfrenta desafios devido a possíveis retaliações comerciais. O USDA afirmou que está trabalhando com a Smithfield para solucionar os problemas e desenvolver um plano de ação corretiva. “Após a revisão e aceitação, o Canadá poderá considerar restabelecer a elegibilidade de exportação da planta”, informou o órgão.

    A medida, aplicada na quinta-feira, afeta um número limitado de remessas de miúdos, segundo Jim Monroe, porta-voz da Smithfield. Apesar disso, as ações da empresa permaneceram estáveis na sexta-feira. Em 2024, o Canadá foi o quinto maior mercado para carne suína dos EUA, com exportações de aproximadamente US$ 850 milhões.

    A carne suína dos EUA tem forte presença no varejo e nos serviços de alimentação canadenses, de acordo com Joe Schuele, da Federação de Exportação de Carne dos EUA. Em janeiro, a Smithfield voltou a negociar suas ações no mercado acionário dos EUA, incluindo marcas como Eckrich e Nathan’s Famous.

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  • Canadá: oportunidades de imigração ou investimento

    Canadá: oportunidades de imigração ou investimento

    O Canadá se destaca como um destino promissor para brasileiros que buscam novas oportunidades, especialmente no setor do agronegócio. Com uma economia estável e uma forte demanda por produtos agrícolas, o país oferece um ambiente favorável para aqueles que desejam expandir suas atividades ou iniciar novos empreendimentos.

    O Canadá é um dos maiores produtores agrícolas do mundo, com uma vasta extensão de terras cultiváveis e um clima diversificado que permite o cultivo de uma ampla variedade de produtos. Os principais setores incluem grãos, oleaginosas, laticínios, carnes e frutas. O país é conhecido por sua produção de trigo, cevada, canola e milho, além de ser um dos líderes na produção de carne bovina e suína.

    O Agri-Food Immigration Pilot e as correntes rurais de alguns Programas de Nomeação Provincial (PNPs) são projetados para atrair trabalhadores agrícolas. O país investe em tecnologia agrícola, oferecendo oportunidades para quem deseja trabalhar com sistemas modernos e sustentáveis.

    Além disso, o setor agrícola no Canadá oferece contratos formais, com direitos trabalhistas e salários acima da média, garantindo segurança e estabilidade.

    Vantagens para brasileiros

    • Apoio Governamental: O governo canadense oferece diversos programas de apoio aos agricultores, incluindo subsídios e incentivos fiscais. Isso facilita a entrada de novos produtores no mercado e proporciona um ambiente mais seguro para investimentos.
    • Tecnologia e Inovação: O Canadá é reconhecido por sua inovação no setor agrícola. Com acesso a tecnologias avançadas e práticas sustentáveis, os agricultores têm a oportunidade de aumentar a produtividade e a eficiência. Brasileiros que trazem conhecimentos em tecnologias agrícolas podem encontrar espaço para implementar soluções inovadoras.

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    • Mercado em Crescimento: A demanda por produtos agrícolas no Canadá continua a crescer, impulsionada pela população crescente e pela necessidade de alimentos sustentáveis. Isso cria oportunidades para brasileiros que desejam exportar produtos ou estabelecer parcerias comerciais.
    • Qualidade de Vida: O Canadá é conhecido por sua alta qualidade de vida, segurança e diversidade cultural. Para brasileiros que buscam não apenas oportunidades profissionais, mas também um ambiente seguro para viver e criar suas famílias, o país se apresenta como uma excelente opção.

    Especialista em imigração para o Canadá

    Conversamos com Daniel Braun, especialista e agente de imigração e fundador da Meegra, plataforma que descomplica a imigração para o Canadá. “O Canadá possui um setor agrícola robusto, mas enfrenta escassez de mão de obra qualificada. Isso gera oportunidades para brasileiros com experiência na área, seja na produção de grãos, manejo de gado ou tecnologia agrícola”.

    Para mais dicas sobre imigração para o Canadá e informações sobre como se preparar para essa jornada, siga o especialista Daniel Braun no Instagram: @danielmbraun.

    Outra boa opção é pensar no país como investimento. Segundo Daniel, “investir na agricultura canadense pode ser muito promissor. O governo do Canadá apoia fortemente o setor agrícola, oferecendo subsídios, incentivos fiscais e programas de apoio para novos investidores e produtores.  Há uma necessidade crescente de alimentos locais e sustentáveis, criando oportunidades para produtores que queiram inovar”.

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    Além disso, o Canadá é um dos maiores exportadores de produtos agrícolas, com acesso preferencial a mercados globais graças a tratados de comércio, como o CUSMA e o CETA. Isso facilita a exportação e acesso e dá acesso à vários mercados internacionais.

    Melhores cidades para morar

    Ele sugere as melhores cidades para imigrantes trabalharem no Canadá: Toronto, Vancouver e Calgary

    Essas três cidades oferecem vantagens únicas para imigrantes que desejam trabalhar no Canadá. De acordo com Daniel, essas localidades combinam acolhimento, economia vibrante e excelentes condições de vida.

    “Toronto é multicultural e cosmopolita, Vancouver oferece contato com a natureza e inovação, enquanto Calgary é reconhecida pela estabilidade econômica e salários elevados”, explica Braun.

    Em Toronto, tecnologia, finanças e saúde lideram o mercado de trabalho. É uma cidade multicultural, com diversidade de culturas e línguas. O salário médio é de cerca de 65 mil dólares canadenses por ano.

    Já em Vancouver, os principais postos são em TI, cinema, turismo e sustentabilidade. A cidade possui uma beleza natural incomparável e alta qualidade de vida. E o salário médio é d cerca de 60 mil dólares canadenses por ano.

    Toronto é multicultural e cosmopolita, segundo especialista em imigração.

    Finalizando, em Calgary (Alberta), os setores em alta são os que envolvem energia, engenharia e transporte. O custo de vida é mais acessível que outras grandes cidades. E o aalário médio é cerca de 70 mil dólares canadenses por ano.

    Essas cidades são ótimas opções para quem deseja começar uma nova trajetória no Canadá, seja pela segurança, seja pelas oportunidades de crescimento profissional. Cada uma oferece um estilo de vida distinto, permitindo que imigrantes escolham a que mais se alinha com seus objetivos pessoais e profissionais.

    Desafios

    Embora as oportunidades sejam promissoras, os brasileiros que consideram mudar-se para o Canadá devem estar cientes de alguns desafios. A adaptação ao clima frio pode ser difícil para aqueles provenientes de regiões mais quentes. Além disso, é importante entender as regulamentações locais sobre imigração e trabalho, bem como os requisitos específicos do setor agrícola.

    O Canadá representa uma oportunidade atraente para brasileiros interessados em expandir suas atividades no agronegócio. Com um mercado agrícola robusto, apoio governamental e um ambiente propício à inovação, os profissionais do setor podem encontrar sucesso em suas empreitadas no país. A mudança pode exigir adaptação e planejamento, mas as recompensas potenciais tornam essa jornada digna de consideração para aqueles que buscam novos horizontes.

  • Canadá retoma importação de carne bovina do Brasil

    Canadá retoma importação de carne bovina do Brasil

    O Canadá voltou a importar carne bovina brasileira. A Agência Canadense de Inspeção Alimentar (CFIA) aprovou o Certificado Sanitário Internacional (CSI). Ou seja, é o documento que libera a exportação de carne fresca desossada e produtos cárneos crus do Brasil. Além disso, a decisão beneficia estados reconhecidos pela Organização Mundial de Saúde Animal (OMSA) como livres de febre aftosa sem vacinação.

    Estados liberados

    A medida inclui o Rio Grande do Sul, Paraná, Acre, Rondônia, além de 14 municípios do Mato Grosso e cinco do Amazonas, que receberam o status de zona livre da doença em 2021. Atualmente, 11 estabelecimentos nessas regiões estão habilitados a exportar. Já em Santa Catarina, que já possuía reconhecimento do Canadá como área livre de febre aftosa sem vacinação, apenas um frigorífico pode realizar a exportação.

    “A retomada desse mercado era esperada pelo setor de proteína animal, especialmente para esses estados. Desde março de 2022, eles estavam impedidos de exportar carne bovina crua para o Canadá por conta da ausência de vacinação nos rebanhos”, afirma o ministro da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro.

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    No caso da carne cozida, o Canadá retirou a exigência de vacinação, permitindo que qualquer frigorífico autorizado, independente da localização, possa exportar. “Estamos trabalhando, junto à Embaixada do Brasil no Canadá, para retirar essa exigência também para a carne crua”, destaca o secretário de Comércio e Relações Internacionais do Ministério, Roberto Perosa.

    Em resumo, em 2023, o Brasil exportou US$ 10,5 bilhões em carne bovina, totalizando 2,28 milhões de toneladas. O Canadá comprou US$ 39 milhões em carne brasileira, o que representou um aumento de 18% em relação ao ano anterior.

     

  • Canadá retoma importação de carne bovina brasileira

    Canadá retoma importação de carne bovina brasileira

    A Agência Canadense de Inspeção Alimentar (CFIA) confirmou ao Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) que o Brasil poderá voltar a exportar carne bovina fresca desossada e produtos cárneos processados para o Canadá, a partir de estados reconhecidos como livres de febre aftosa sem vacinação pela Organização Mundial de Saúde Animal (OMSA).

    Esses estados incluem Rio Grande do Sul, Paraná, Acre, Rondônia, além de regiões específicas do Mato Grosso e Amazonas, reconhecidas em 2021. No total, 11 frigoríficos dessas regiões estão habilitados a exportar para o Canadá. Além disso, o estado de Santa Catarina, já reconhecido anteriormente como livre de febre aftosa sem vacinação, tem um frigorífico autorizado para exportar.

    O setor considera essa medida é uma grande conquista. Ele aguardava a retomada das exportações para o Canadá desde 2022. Segundo o ministro Carlos Fávaro, essa reabertura é especialmente relevante para estados que, apesar da abertura do mercado canadense, estavam impedidos de exportar carne bovina crua devido à política de não vacinação de seus rebanhos.

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    Porém, para a exportação de carne cozida, a exigência de vacinação foi retirada, permitindo que qualquer estabelecimento habilitado no Brasil possa exportar o produto. Além disso, o governo brasileiro também está trabalhando para retirar a exigência de vacinação para exportação de carne crua.

    Em 2023, o Brasil exportou 2,28 milhões de toneladas de carne bovina, gerando US$ 10,541 bilhões. As exportações para o Canadá, por sua vez, atingiram US$ 39 milhões, com um aumento de 18% em relação ao ano anterior.