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  • Boi gordo em alta: entenda o impacto do clima no preço da carne

    Boi gordo em alta: entenda o impacto do clima no preço da carne

    Os preços do boi gordo continuam subindo, sem previsão de queda. Em resumo, os pesquisadores do Cepea afirmam que, apesar da importância dos confinamentos nas escalas de abate do segundo semestre, especialmente no último trimestre, a oferta de animais a pasto tem sido decisiva na formação dos preços.

    Clima impacta nas vendas

    A escassez de chuvas no segundo trimestre antecipou as vendas de animais, e as queimadas acima da média entre agosto e setembro intensificaram ainda mais a comercialização de lotes prontos para abate. Ou seja, mesmo com frigoríficos fechando contratos para grandes volumes de gado em confinamento, essa quantidade não é suficiente para atender ao mercado interno e às exportações, que seguem em alta.

    Portanto, com a oferta limitada, os reajustes de preços  do boi gordo continuam expressivos desde o início de agosto, segundo dados do Cepea.

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    Recorde de exportação

    As exportações de carne bovina do Brasil atingiram um novo recorde em setembro de 2024, com o embarque de 286.750 toneladas. O volume gerou um faturamento de US$ 1,258 bilhão, segundo dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), compilados pela Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (Abiec).

    Portanto, esse número representa um aumento de 7,12% em relação ao recorde anterior, registrado em julho de 2024. Além disso, o faturamento de setembro se destaca como o terceiro maior da história das exportações de carne bovina. Ou seja, o resultado fica atrás apenas de agosto e setembro de 2022. Naquele período, os preços médios da carne atingiram picos de US$ 5,9 mil e US$ 5,7 mil por tonelada, influenciados pela pandemia.

    Em comparação com agosto de 2024, o crescimento foi significativo: um aumento de 15,6% no volume exportado e de 17,4% no faturamento. Esses dados reforçam a força do setor, que continua a expandir suas operações no mercado internacional.

     

     

  • Reajustes de setembro compensam perdas no mercado do boi

    Reajustes de setembro compensam perdas no mercado do boi

    As cotações máximas do boi e dos animais de reposição têm registrado aumentos diários em setembro, segundo o Cepea.

    Reajustes de setembro

    O Indicador do boi gordo CEPEA/B3 acumulou uma alta de 14,4% no mês, encerrando o dia 30 a R$ 274,35. A média de setembro, de R$ 255,45, foi 8,7% superior à de agosto.

    No mercado atacadista de carne com osso na Grande São Paulo, a carcaça casada de vaca e novilha teve valorização de 15,2%, com o preço do quilo atingindo R$ 17,73. A carcaça casada de boi subiu 12,2%, chegando a R$ 18,70 no final de setembro.

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    Pesquisadores do Cepea afirmam que, após quedas no primeiro semestre, os preços iniciaram uma recuperação em julho e agosto. No entanto, os reajustes de setembro foram os responsáveis por compensar as perdas do ano. A baixa oferta de animais a pasto, agravada pela seca e queimadas, aliada à demanda aquecida, impulsionou esse cenário.

    Exportações

    As exportações de carne bovina pelo Brasil chegaram a 248.061 toneladas no mês de agosto de 2024, com faturamento de US$ 1,072 bilhão. No histórico das exportações brasileiras, contudo, este foi o melhor resultado para agosto. Ou seja, comparado ao mesmo mês, no ano passado, os embarques aumentaram 16,5% em volume e 13,7% em faturamento.

  • Cotações do boi gordo sobem 3% em setembro

    Cotações do boi gordo sobem 3% em setembro

    As cotações do boi gordo registraram alta no início de setembro, impulsionadas pela oferta limitada de animais prontos para abate. Segundo o Cepea, o Indicador CEPEA/B3 subiu 3,1% nos primeiros 10 dias do mês. Ou seja, passou de R$ 239,75 no final de agosto para R$ 247,20 em 10 de setembro.

    Pecuaristas esperam por mais aumentos

    Apesar da alta, os pecuaristas seguem resistentes em entregar os animais, esperando por valores mais elevados. No atacado, os preços da carne com osso também subiram, refletindo a demanda aquecida.

    Dados do IBGE mostram que o volume de abates no segundo trimestre bateu recorde, especialmente entre fêmeas, com 8,8 milhões de cabeças abatidas, representando 45,7% do total.

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    Exportações

    As exportações de carne bovina do Brasil alcançaram 248.061 toneladas em agosto de 2024, gerando uma receita de US$ 1,072 bilhão. Ou seja, este foi o melhor desempenho registrado para o mês de agosto na história das exportações brasileiras. Em comparação com o mesmo período de 2023, o volume de embarques cresceu 16,5%, enquanto o faturamento aumentou 13,7%. Além disso, no acumulado do ano, o Brasil já exportou 1,8 milhão de toneladas, um crescimento de 27,9% em relação ao ano anterior, totalizando US$ 7,9 bilhões em receita, um aumento de 18,7%, segundo dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC).

     

     

     

     

  • Carne mais cara: entenda o motivo do aumento do preço

    Carne mais cara: entenda o motivo do aumento do preço

    O mercado brasileiro de boi gordo vem registrando uma tendência de alta desde julho. No início de setembro, algumas negociações no estado de São Paulo já alcançaram R$ 250 por arroba. Na última terça-feira, 4, o Indicador CEPEA/B3, que reflete os negócios no mercado spot paulista, fechou em R$ 241,80. Em agosto, houve um aumento de 3,12%.

    Carne mais cara

    Pesquisadores do Cepea apontam que o clima seco tem reduzido a oferta de animais criados a pasto, tornando-os cada vez mais escassos. Assim, as escalas de abate devem ser abastecidas por animais de confinamento. Ao mesmo tempo, indicadores macroeconômicos sugerem que o consumo interno de carne bovina pode se manter firme.

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    Mercado Internacional

    Nas exportações, as expectativas também são positivas. Ou seja, os preços competitivos da carne brasileira e a produção deficitária nos Estados Unidos, desde o ano passado, favorecem as vendas internacionais.

    Isenção de impostos para a carne

    A Câmara dos Deputados aprovou em julho o texto-base do primeiro projeto que regulamenta a reforma tributária. Com 336 votos favoráveis e 142 contrários, os deputados analisaram em seguida os destaques, incluindo a tributação zero para carne bovina e de frango, uma demanda do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. O destaque aprovado inclui a carne vermelha na cesta básica, isentando-a de impostos sobre consumo.

     

  • Arroba do boi gordo dispara: preço chega a R$ 230

    Arroba do boi gordo dispara: preço chega a R$ 230

    O preço da arroba do boi gordo, medido pelo Indicador CEPEA/B3, recuperou-se em julho, voltando a ser negociado a R$ 230. Pesquisadores do Cepea apontam que a baixa oferta de animais a pasto é a principal causa desse reajuste.

    Arroba do boi gordo

    Além disso, os preços da carne também registram aumento. Os especialistas do Cepea explicam que, além da redução no número de animais prontos para o abate, houve um leve crescimento no consumo doméstico.

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    Recorde de carne bovina no mercado

    No entanto, no acumulado do primeiro semestre, os preços do boi e de outras categorias de animais apresentaram queda. Esse movimento reflete a disponibilidade recorde de carne bovina no mercado. Segundo cálculos do Cepea, baseados em dados do IBGE e da Secex, o volume de carne disponível de janeiro a junho foi 14,43% maior do que no mesmo período do ano passado, totalizando cerca de 3,58 milhões de toneladas.

  • Preços do agro: fique por dentro das negociações

    Preços do agro: fique por dentro das negociações

    O Agro em Campo traz agora a análise do Cepea sobre os preços dos principais produtos do agronegócio brasileiro. A produção de açúcar cristal branco em São Paulo cresceu, impulsionada pelos avanços na colheita e moagem da cana-de-açúcar da safra 2024/25, em junho. Esse aumento de oferta foi especialmente notável no mercado spot do Icumsa 180. Apesar disso, os preços permaneceram firmes nas duas primeiras semanas do mês, sustentados pela desvalorização do real frente ao dólar, o que tornou as exportações mais atraentes. No final de junho, a menor demanda pressionou as cotações. Indústrias alimentícias relataram vendas fracas para o varejo, indicando que o açúcar recebido por contratos foi suficiente para manter a produção, eliminando a necessidade de compras adicionais no mercado spot.

    Alta nos preços do algodão

    Os preços do algodão em pluma subiram no mercado interno ao longo de junho. Esse movimento foi sustentado pela firme posição dos vendedores e pelo aumento na demanda dos compradores, mesmo que de forma pontual. Após três meses de queda, o preço da pluma registrou alta no último mês.

    Mercado de arroz mantém preços firmes no Rio Grande do Sul

    O mercado de arroz em casca no Rio Grande do Sul terminou junho com preços firmes, apesar do ritmo lento de negócios devido às incertezas no cenário econômico. A demanda internacional aquecida, que manteve as exportações mais atraentes do que as vendas internas, deu suporte aos preços. No entanto, a menor saída de arroz beneficiado para grandes centros consumidores nacionais limitou a liquidez e os aumentos nos valores da matéria-prima. Vendedores mantiveram suas propostas firmes devido aos altos custos estimados, enquanto as perdas agrícolas causadas pelo El Niño levaram produtores a buscar maior valorização do arroz em casca.

    Disparidade de preços no mercado de boi

    O mercado de boi vivo registrou uma maior dispersão nos preços coletados pelo Cepea no final do semestre, refletindo diferentes percepções sobre as condições do mercado. Após quedas sucessivas no primeiro semestre, agentes buscam preços que se ajustem melhor às condições atuais.

    Café fecha junho com alta de preços

    Os preços dos cafés robusta e arábica subiram no mercado spot nacional em junho, mas a comercialização de novos lotes permaneceu lenta. A liquidez aumentou apenas em momentos de forte elevação nos valores.

    Demanda por etanol

    A safra sucroenergética 2024/25 avança rapidamente no Centro-Sul, favorecida pelas boas condições climáticas para a colheita e moagem da cana-de-açúcar. A demanda por etanol no varejo, especialmente em São Paulo, se mantém firme, sustentada pela vantagem do biocombustível frente à gasolina.

    Valores do frango variam

    Os preços médios dos produtos avícolas acompanhados pelo Cepea apresentaram variações distintas em junho. Em alguns casos, a demanda aquecida elevou as cotações, sustentando a média mensal, enquanto em outros, a baixa liquidez resultou em queda nos valores.

    Preços do milho caem com avanço da colheita

    Os preços do milho caíram em junho na maioria das regiões acompanhadas pelo Cepea, influenciados pelo avanço da colheita da segunda safra. Parte dos produtores aumentou o volume de milho disponível no mercado spot, enquanto outros, receosos quanto aos impactos do clima adverso, limitaram a oferta. Consumidores priorizaram o uso de estoques e adquiriram poucos lotes no spot, aguardando novas desvalorizações com o avanço da colheita.

    Cotações de ovinos

    Em junho, os preços do cordeiro vivo apresentaram variações nas regiões acompanhadas pelo Cepea. No Rio Grande do Sul e em Mato Grosso, os valores subiram, enquanto em outras regiões os preços recuaram.

    Soja registra alta nas negociações

    As negociações de soja estiveram aquecidas no mercado brasileiro em junho, impulsionadas pela demanda firme, tanto doméstica quanto externa. A valorização cambial, com o dólar subindo 5% de maio para junho, deixou as commodities nacionais mais atraentes para importadores.

    Preços do trigo permanecem firmes

    Os preços do trigo mantiveram-se firmes no mercado brasileiro em junho, operando acima dos níveis do mesmo período do ano passado. Esse cenário foi sustentado pelos baixos estoques domésticos e pela elevação da paridade de importação, o que limitou a liquidez e resultou em negociações pontuais.

  • Alerta de tendência: preço do boi gordo continua em queda

    Alerta de tendência: preço do boi gordo continua em queda

    No cenário atual do mercado pecuário brasileiro, os preços do boi gordo continuam em declínio, conforme apontado por especialistas do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea).

    Esta tendência de desvalorização é atribuída principalmente à maior oferta de animais no campo, impulsionada pelas condições favoráveis das pastagens, pelo término da safra e pelo comportamento de produtores que, temendo quedas mais acentuadas, têm optado por antecipar a entrega de seus animais.

    A dinâmica do mercado de carne na região atacadista da Grande São Paulo também reflete essa queda nos preços.

    Analistas do Cepea ressaltam que os valores da carne estão diretamente ligados ao equilíbrio entre a capacidade de consumo dos brasileiros e a disponibilidade de volume no mercado.

    As exportações em crescimento têm exercido um papel crucial ao evitar quedas mais expressivas nos preços da carne no mercado interno.

    Números confirmam tendência da primeira quinzena de maio

    Os números recentes confirmam a tendência observada ao longo da primeira quinzena de maio.

    Com escalas de abate prolongadas em diversos frigoríficos e a proximidade do clima mais frio, a expectativa é de um aumento na oferta de lotes remanescentes de animais a pasto.

    No período acumulado até o dia 14, o Indicador do boi gordo CEPEA/B3 registrou uma queda de 1,02%, encerrando em R$ 227.

    Já no mercado atacadista da Grande São Paulo, a carcaça casada bovina apresentou uma desvalorização de 0,8%, atingindo o valor de R$ 16,23/kg no mesmo dia.

    Esses dados evidenciam a atual dinâmica do mercado pecuário nacional, influenciada por fatores sazonais, comportamentais e econômicos, que impactam diretamente os preços do boi gordo e da carne.