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  • Bioenergia e crédito dominam debates no 15º Congresso Andav

    Bioenergia e crédito dominam debates no 15º Congresso Andav

    O 15º Congresso Andav começou nesta terça-feira, 11 de agosto, em São Paulo. A Associação Nacional dos Distribuidores de Insumos Agrícolas e Veterinários (Andav) promove o evento, que a Zest Eventos organiza.

    O congresso reforça o protagonismo do mercado de distribuição de insumos agropecuários para o crescimento sustentável do agronegócio brasileiro. E espera reunir 18,5 mil participantes e mais de 260 marcas ao longo da programação.

    Setor busca novos modelos de negócio

    “Com resiliência, diálogo contínuo e qualificado, e atenção a tendências, o segmento vem trabalhando. E entregando novos modelos de negócios, com o objetivo de diminuir custos, elevar produtividade e gerar valor para todo o agro”, destacou Marcos Chaves, presidente do Conselho Diretor da Andav, durante a abertura do evento.

    Diógenes Kassaoka, Secretário-Executivo da Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo, ressaltou o peso econômico do setor na solenidade de abertura. Segundo ele, a distribuição de insumos movimenta mais de R$ 160 bilhões por ano.

    Alexandre Alonso Alves, Diretor de Negócios e Inovação Tecnológica da Embrapa, chamou atenção para a capacidade do setor de identificar as demandas dos produtores e levar novas tecnologias até o campo. Roberto Betancourt, Vice-Presidente da Fiesp, reforçou a crescente integração entre o agronegócio, a indústria e os demais setores da economia como fator relevante para o desenvolvimento do país.

    Distribuidor ganha papel estratégico com novas tecnologias

    No painel “Agroeconomia Brasileira: Reflexões para o Futuro, Tendências e Oportunidades”, moderado por Marcelo Prado, presidente da MPrado Consultoria, Ingo Plöger, presidente da Associação Brasileira do Agronegócio (ABAG), avaliou que as tecnologias vão reduzir o uso de insumos. Para ele, o distribuidor do futuro assumirá cada vez mais o papel de parceiro de inteligência aplicada.

    Antonio Botelho, CEO da Agrológica, defendeu a manutenção do financiamento como parte da atuação das empresas de distribuição, já que essas empresas conhecem o histórico e a realidade dos produtores. “Temos a proximidade com o cliente, experiência em fazer isso e, neste momento, o produtor precisa desse apoio. O desafio é aperfeiçoar os mecanismos de análise e financiamento para tornar esse modelo mais eficiente e sustentável”, afirmou.

    Bioenergia conecta produção agrícola, indústria e logística

    O painel sobre cenários e oportunidades para o setor, moderado por Marcos Fava Neves, chanceler da Harven Agribusiness School, apontou o avanço da bioenergia como uma das principais transformações estruturais do agronegócio brasileiro. Os participantes mostraram como o crescimento dos biocombustíveis vem ampliando a conexão entre produção agrícola, indústria, energia, alimentação animal, logística e desenvolvimento regional.

    “A cadeia dos biocombustíveis não é uma pauta das usinas, mas de todo o agro”, afirmou João Marcelo Dumoncel, CEO da 3tentos. O executivo acrescentou que o setor cria uma demanda adicional e mais previsível por soja, milho e outras matérias-primas, beneficia o produtor rural e abre novas possibilidades de agregação de valor dentro do país.

    Janaína Lemes, vice-presidente da Unibio MT e líder em Biocombustíveis na Caramuru, destacou que a complementaridade entre biocombustíveis, produção de grãos, alimentação animal e outros derivados cria uma lógica de economia circular. Essa lógica estimula investimentos, empregos, diversificação de culturas e melhor aproveitamento da produção agrícola.

    Ricardo Amorim projeta novo ciclo de alta para as commodities

    O economista Ricardo Amorim encerrou o primeiro dia do Congresso Andav com uma análise sobre o cenário internacional e seus reflexos para o agronegócio. Ele projeta que o mercado global ingressará em um novo ciclo de valorização das commodities agrícolas. Isso impulsionado pela alta do petróleo, pelas guerras em curso e pelos efeitos das tarifas comerciais adotadas pelos Estados Unidos.

    Segundo Amorim, a estratégia norte-americana de reduzir importações e estimular a produção doméstica contribui para a desvalorização do dólar. Esse movimento fortalece outras moedas, amplia o poder de compra internacional de commodities e tende a sustentar a demanda e os preços.

    Andav homenageia advogada na categoria Defesa do Setor

    A advogada Samanta Pineda, especialista em Direito Socioambiental, recebeu o Prêmio Andav de Reconhecimento na categoria Defesa do Setor. Paulo Tiburcio, presidente executivo da Andav, entregou a premiação e agradeceu a contribuição da advogada na defesa do agronegócio brasileiro.

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  • Fenasucro & Agrocana abre 32ª edição com foco na bioenergia brasileira

    Fenasucro & Agrocana abre 32ª edição com foco na bioenergia brasileira

    A 32ª edição da Fenasucro & Agrocana começou nesta terça-feira (11) em Sertãozinho (SP), no Centro de Eventos Zanini. A cerimônia de abertura reuniu autoridades políticas e lideranças do agronegócio, que reforçaram o protagonismo do Brasil na transição energética global.

    O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, prestigiou o evento ao lado do secretário estadual da Agricultura, Geraldo Melo Filho, e do prefeito de Sertãozinho, Zezinho Gimenez. Também participaram o presidente da Fenasucro & Agrocana, Paulo Montabone; o presidente de honra da edição e presidente da União Nacional da Bioenergia (UDOP), Hugo Cagno Filho; o presidente emérito da feira, Antônio Eduardo Tonielo; e a presidente do Ceise Br, Rosana Amadeu.

    Governador aposta no etanol para descarbonizar transporte marítimo e aéreo

    Durante o discurso, Tarcísio de Freitas defendeu a diversidade de fontes renováveis do país e apontou oportunidades na descarbonização de diferentes modais de transporte. Segundo o governador, grandes empresas de navegação já preparam a adoção do biobunker, combustível marítimo misturado a fontes renováveis, e do etanol na propulsão de navios.

    “Uma das vocações do Brasil é a transição energética”, declarou Tarcísio, ao citar também o avanço do combustível sustentável de aviação (SAF) e da cana-de-açúcar como matéria-prima estratégica. O governador ainda destacou a chegada do biometano a regiões como Ribeirão Preto, que já substitui combustíveis fósseis em frotas de veículos pesados.

    Sertãozinho consolida posição como polo tecnológico da bioenergia

    O diretor da Fenasucro & Agrocana, Paulo Montabone, ressaltou o papel de Sertãozinho no desenvolvimento tecnológico da cadeia sucroenergética. A feira reúne mais de 600 marcas expositoras e representantes de mais de 80 países nesta edição.

    32ª Fenasucro & Agrocana
    Foto: Divulgação / 32ª Fenasucro & Agrocana

    “Precisamos valorizar esse patrimônio nacional, exportar nossas tecnologias e incentivar o uso do etanol”, afirmou Montabone, ao defender maior participação brasileira no mercado global de bioenergia a partir das soluções desenvolvidas na região.

    Bioenergia brasileira evolui para modelo de biorrefinaria, diz presidente da UDOP

    O presidente de honra da edição, Hugo Cagno Filho, que também preside a União Nacional da Bioenergia (UDOP), avaliou que a transição energética deixou de ser promessa para se tornar realidade concreta nos mercados. Segundo ele, a bioenergia brasileira já opera como um conjunto de biorrefinarias, capazes de produzir etanol, bioeletricidade, biogás, biometano, biobunker e SAF.

    “É um setor que gera empregos, promove o desenvolvimento regional, investe em inovação e fortalece a posição do Brasil na agenda mundial da descarbonização”, declarou Cagno Filho, ao citar o crescente interesse internacional pelos biocombustíveis brasileiros.

    Etanol marítimo pode movimentar mercado de 225 milhões de toneladas

    A sustentabilidade dominou a programação do primeiro dia de feira. Em painel promovido pela Canaoeste, especialistas apresentaram iniciativas que combinam redução de custos, eficiência produtiva e preservação ambiental.

    O painel “Etanol na Navegação Marítima: O Futuro Chegou” discutiu o potencial do etanol brasileiro na descarbonização do setor marítimo. Plínio Nastari, CEO da DATAGRO, projetou um mercado potencial de 225 milhões de toneladas para o etanol marítimo. Um volume que supera em mais do dobro a atual produção mundial do combustível, estimada em 100 milhões de toneladas.

    A Copersucar, por sua vez, apresentou um teste com navio cargueiro apto a substituir o e-metanol por etanol. E também detalhou a inclusão de biocombustíveis em sua logística. A empresa já opera 74 caminhões movidos a biometano no transporte de açúcar até o Porto de Santos.

    SAF ganha espaço entre as discussões da feira

    O painel “Por que o mercado de SAF do Brasil pode estar mais próximo do que você imagina” reuniu especialistas para debater perspectivas e oportunidades do combustível sustentável de aviação no país. O tema reforça o interesse crescente do setor aéreo brasileiro pela descarbonização.

    A programação da Fenasucro & Agrocana continua nesta quarta-feira (12) com os painéis da FenaBio e a exposição de tecnologias e oportunidades de negócios para a cadeia da bioenergia.

    Serviço – 32ª Fenasucro & Agrocana
    • Data: até sexta-feira, 14 de agosto de 2026
    • Local: Centro de Eventos Zanini – Sertãozinho (SP)
    • Exposição: das 13h30 às 20h
    • Eventos de conteúdo: das 8h às 18h

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  • Estudo revela que cana-de-açúcar remove mais carbono da atmosfera do que se pensava

    Estudo revela que cana-de-açúcar remove mais carbono da atmosfera do que se pensava

    Pesquisadores da Embrapa e colaboradores desenvolveram um método mais preciso para estimar os estoques de carbono na biomassa da cana-de-açúcar cultivada no Brasil. O estudo foi publicado na revista científica GCB Bioenergy. E propõe um fator de conversão específico para a cultura brasileira, capaz de calcular o carbono armazenado a partir da produtividade agrícola e de considerar diferenças regionais, temporais e de manejo entre as safras. A metodologia amplia a precisão das avaliações sobre o papel da bioenergia na mitigação das mudanças climáticas.

    Segundo Thayse Hernandes, bolsista da Embrapa Meio Ambiente, a proposta responde a uma limitação importante das avaliações internacionais. Os valores padrão (default) usados atualmente não captam a diversidade brasileira de solos, clima, sistemas de manejo e produtividade. “Ao incorporar dados nacionais, a metodologia reduz incertezas em estudos de mudança direta do uso da terra, conhecida pela sigla DLUC, e oferece base técnica mais robusta para inventários de gases de efeito estufa, avaliações de ciclo de vida e políticas públicas”, afirma a pesquisadora.

    Novo fator reduz incertezas nos cálculos

    Para chegar ao novo indicador, a equipe revisou a literatura científica sobre parâmetros de biomassa da cana-de-açúcar no Brasil. Nilza Patrícia Ramos, pesquisadora da Embrapa Meio Ambiente, explica que o principal resultado do trabalho foi a definição do CFSUG, fator de carbono da biomassa da cana, estimado em 0,133, com incerteza relativamente baixa.

    “O fator permite estimar o estoque de carbono ao multiplicá-lo pela produtividade da cultura, captando diferenças entre municípios, safras e regiões produtoras. Com base na média de produtividade de dez anos, o estudo estimou o estoque nacional de carbono na biomassa superior ao valor de referência do IPCC e com incerteza menor”, destaca Ramos.

    Aplicação do método aponta remoção líquida de carbono

    Ao aplicar o novo fator às mudanças diretas do uso da terra associadas à cana-de-açúcar entre 2000 e 2019, os pesquisadores identificaram um balanço negativo de CO₂, o que indica remoção líquida de carbono da atmosfera. A média estimada ficou em aproximadamente -4,8 milhões de toneladas de CO₂ por ano, com faixa de incerteza entre -9,1 e -0,5 milhões de toneladas anuais.

    Foto: Arquivo Agro em Campo

    Com o fator proposto, 62% dos municípios produtores de cana registraram remoção de carbono. Ou seja, uma proporção superior à observada em estudos anteriores, que usavam valores padrão internacionais. A diferença reforça a importância de dados regionalizados para evitar superestimações ou subestimações dos efeitos ambientais da expansão da cultura.

    Setor produtivo e formuladores de políticas podem usar os dados

    Os benefícios climáticos da bioenergia dependem de uma contabilização adequada das emissões e remoções ligadas à produção agrícola. Por isso, os autores recomendam o uso do CFSUG em cálculos de balanço de CO₂ associados à DLUC. Principalmente em inventários de gases de efeito estufa, estudos de avaliação do ciclo de vida, programas de certificação de biocombustíveis e políticas de descarbonização.

    Além dos inventários nacionais, as novas estimativas podem apoiar decisões de empresas, produtores rurais, certificadoras e formuladores de políticas públicas. Como o fator proposto se aplica diretamente à produtividade, a metodologia permanece flexível e admite atualizações conforme surgem novas informações de manejo e produção.

    Metodologia pode inspirar outros países produtores

    O estudo reforça que avaliações ambientais da cana-de-açúcar precisam considerar a realidade dos sistemas produtivos brasileiros. Ao substituir estimativas amplas por parâmetros ajustados ao contexto nacional, o trabalho amplia a compreensão sobre o papel da cultura na bioeconomia e na transição energética.

    Embora voltada ao Brasil, a abordagem pode inspirar metodologias semelhantes em outros países produtores de biomassa para energia. Com dados mais representativos, pesquisadores e formuladores de políticas conseguem avaliar de forma mais equilibrada os impactos da cana-de-açúcar sobre o clima, reconhecer situações de remoção líquida de carbono e orientar decisões mais consistentes para a transição energética.

  • Congresso Andav discute os novos rumos do agronegócio

    Congresso Andav discute os novos rumos do agronegócio

    A competitividade do agronegócio brasileiro passa por uma transformação que vai além da produção no campo. Juros elevados, mudanças nas relações comerciais internacionais e novas exigências dos mercados importadores influenciam diretamente as decisões de investimento. Além disso, a expansão do crédito privado e a implementação da Reforma Tributária ampliaram a complexidade do ambiente de negócios. Nesse cenário, esses temas estarão no centro das discussões do 15º Congresso da Associação Nacional dos Distribuidores de Insumos Agrícolas e Veterinários (Andav), que será realizado entre os dias 11 e 13 de agosto, no Transamérica Expo Center, em São Paulo.

    Com o tema “Agroeconomia Brasileira: Reflexões para o Futuro”, o encontro reunirá economistas, empresários, especialistas e representantes da cadeia de distribuição de insumos. Entre os palestrantes confirmados estão Ricardo Amorim, Alexandre Baldy, Paulo Camargo, Carlos Cogo, Antonio da Luz e outras lideranças do setor. Assim, o congresso pretende reunir diferentes visões sobre os desafios que influenciam o agronegócio brasileiro.

    Segundo Paulo Tiburcio, presidente executivo da Andav, o ambiente de negócios tornou-se mais complexo. Por isso, as empresas precisam ampliar a visão estratégica sobre temas econômicos e regulatórios.

    “A agenda do agronegócio tornou-se mais ampla e mais complexa. Questões tributárias, acesso ao crédito, sustentabilidade, ambiente regulatório e competitividade internacional passaram a fazer parte da rotina de decisão das empresas. O Congresso Andav busca reunir diferentes visões para discutir esses temas de forma pragmática e conectada à realidade do setor”, afirma.

    Crédito e mercado estarão no centro dos debates

    Um dos principais eixos da programação será o financiamento da atividade agropecuária. Com a expansão do mercado de capitais, o setor busca novas alternativas para complementar os recursos tradicionais do crédito rural. Ao mesmo tempo, temas como recuperação judicial, gestão de riscos e segurança financeira passaram a ocupar espaço crescente nas estratégias das empresas.

    Além do crédito, o congresso discutirá competitividade internacional, geopolítica, acesso a mercados e relacionamento entre distribuidores e indústria. Também fazem parte da programação assuntos ligados à sucessão empresarial, gestão de pessoas e bioenergia. Já a transição energética deverá ampliar o debate sobre combustíveis renováveis e novas oportunidades para o agronegócio brasileiro.

    Pesquisa apresenta panorama da distribuição

    Durante o evento, será apresentada a Pesquisa Nacional da Distribuição Andav 2026. O estudo é desenvolvido em parceria com o Cepea/Esalq-USP. O levantamento reúne indicadores sobre faturamento, infraestrutura, crédito, tecnologia, gestão, recursos humanos e perspectivas de crescimento das empresas de distribuição de insumos agropecuários.

    Segundo Paulo Tiburcio, a distribuição exerce papel estratégico para a competitividade do agronegócio. Isso porque conecta tecnologia, assistência técnica, inteligência de mercado e soluções financeiras ao produtor rural.

    “A distribuição é um elo estratégico para a competitividade do agro. Ela conecta tecnologia, assistência técnica, inteligência de mercado e soluções financeiras ao produtor rural. O Congresso reflete essa evolução e busca promover discussões alinhadas aos desafios que já estão moldando o futuro do setor”, destaca.

    Ao longo dos três dias de programação, o Congresso Andav 2026 ocupará mais de 24 mil metros quadrados de área de exposição. Além disso, reunirá centenas de marcas, instituições, distribuidores, fabricantes e especialistas ligados ao agronegócio. Dessa forma, o evento pretende estimular debates sobre os temas econômicos, regulatórios e tecnológicos que influenciam a cadeia agropecuária brasileira.

  • Feira de bioenergia em SP projeta recorde de participação e negócios em 2026

    Feira de bioenergia em SP projeta recorde de participação e negócios em 2026

    A Fenasucro & Agrocana 2026 projeta crescimento e reforça sua posição como principal evento global da cadeia de bioenergia. A 32ª edição da feira registrou aumento de 13% no número de expositores e deve atrair visitantes qualificados do Brasil e de mais de 80 países.

    O evento ocorre entre 11 e 14 de agosto, no Centro de Eventos Zanini, em Sertãozinho (SP), com organização da RX e apoio do Centro Nacional das Indústrias do Setor Sucroenergético e Biocombustíveis (CEISE Br).

    A feira reunirá mais de 600 marcas em uma área de 100 mil m², com cerca de 3 mil produtos nacionais e internacionais. O portfólio reforça o papel da Fenasucro & Agrocana como plataforma de negócios, tecnologia e inovação para o setor bioenergético.

    Cadeia bioenergética em foco

    A programação abrange os segmentos agrícola, industrial, transporte e logística, além de temas como descarbonização, biocombustíveis e transição energética. A edição de 2026 também amplia o conteúdo técnico, com mais de 100 horas distribuídas em conferências, congressos e painéis.

    Segundo o diretor do evento, Paulo Montabone, a feira acompanha as transformações da bioeconomia e prioriza a eficiência produtiva diante dos desafios globais de competitividade.

    A presidente do CEISE Br, Rosana Amadeu, destaca que o evento conecta indústria, usinas, centros de pesquisa, investidores e formuladores de políticas públicas. Para ela, a feira impulsiona negócios, investimentos e soluções para a transição energética.

    ATALAC estreia no Brasil

    Como novidade, a edição de 2026 sediará o 13º Congresso Latino-Americano da ATALAC – “José Paulo Stupiello”. O encontro ocorrerá pela primeira vez no Brasil, entre 10 e 14 de agosto, no Hotel JP, em Ribeirão Preto (SP).

    Organizado pela STAB, CEISE Br e Fenasucro & Agrocana, o congresso reunirá profissionais, pesquisadores e empresas da América Latina e do Caribe para discutir avanços técnicos e integração regional no setor.

    FenaBio amplia debates

    A programação inclui ainda a segunda edição da FenaBio, voltada às novas rotas da bioenergia e às alternativas energéticas emergentes. O evento acontece nos dias 12 e 13 de agosto e reunirá especialistas e executivos para discutir inovação, descarbonização e oportunidades de mercado.

    A organização anunciou Hugo Cagno Filho, presidente da União Nacional da Bioenergia (UDOP), como presidente de honra da edição. O reconhecimento destaca sua atuação no fortalecimento da cadeia bioenergética e na qualificação do setor.

  • Fenasucro & Agrocana 2026 amplia rastreabilidade de carbono e gestão de resíduos na bioenergia

    Fenasucro & Agrocana 2026 amplia rastreabilidade de carbono e gestão de resíduos na bioenergia

    A Fenasucro & Agrocana 2026, maior feira do mundo voltada à cadeia da bioenergia, ampliará suas iniciativas de sustentabilidade ao fortalecer o monitoramento de impactos ambientais e implementar novas medidas voltadas à economia circular. A 32ª edição do evento acontecerá entre os dias 11 e 14 de agosto, no Centro de Eventos Zanini, em Sertãozinho (SP).

    Nesta edição, a organização passará a monitorar com maior precisão as emissões de gases de efeito estufa (GEE) geradas durante as fases de montagem e desmontagem dos estandes. Além disso, adotará um sistema integrado de gestão de resíduos, abrangendo todas as etapas da feira.

    Canaoeste Green

    O aprimoramento das ações ocorre por meio do programa Canaoeste Green, desenvolvido em parceria com a Associação dos Plantadores de Cana do Oeste do Estado de São Paulo (Canaoeste).

    O projeto segue os critérios estabelecidos pelo GHG Protocol, principal metodologia internacional utilizada para contabilização e divulgação de emissões de carbono.

    A compensação das emissões continuará sendo realizada em áreas de vegetação nativa preservadas por produtores associados à Canaoeste. Esses agricultores possuem certificação internacional Bonsucro, reconhecimento concedido a produtores de cana-de-açúcar que adotam práticas sustentáveis em suas propriedades.

    Segundo Fábio de Camargo Soldera, gestor de Sustentabilidade da Canaoeste, a iniciativa gera benefícios ambientais e valoriza os produtores comprometidos com a conservação.

    “Além de contribuir para a mitigação das mudanças climáticas, o programa fortalece um modelo de reconhecimento baseado em resultados mensuráveis”, afirma.

    Energia consumida no evento terá como fonte a biomassa da cana-de-açúcar — Foto: Divulgação

    Na área de resíduos, a parceria com a Copercana BioCoop prevê a instalação de pontos de coleta seletiva distribuídos pelo evento. Além disso, haverá sinalização específica para descarte correto e uma estrutura dedicada à triagem e destinação adequada dos materiais gerados.

    Sustentabilidade alinhada à transição energética

    De acordo com Paulo Montabone, diretor da Fenasucro & Agrocana, as novas ações representam uma evolução na forma como a feira mede e demonstra seus resultados ambientais.

    “A sustentabilidade já faz parte da essência da feira por representarmos um setor que contribui diretamente para a transição energética. Estamos avançando para que esse compromisso seja cada vez mais tangível e verificável”, afirma.

    Reconhecimento internacional para a cadeia canavieira

    Além das iniciativas implementadas na feira, a Canaoeste conquistou recentemente destaque internacional ao vencer o Prêmio RELX SDG Customer, reconhecimento destinado a projetos alinhados aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da Organização das Nações Unidas (ONU).

    A premiação teve como base os resultados obtidos pelo Programa SEMEIA, iniciativa voltada à disseminação de boas práticas ambientais e ao fortalecimento da sustentabilidade na cadeia produtiva da cana-de-açúcar.

    A cana-de-açúcar está entre as principais matérias-primas da transição para uma economia de baixo carbono — Foto: GOV

    Credenciamento e programação

    A feira contará com mais de 600 marcas expositoras e estima receber visitantes de mais de 80 países.

    Promovida pela RX com apoio exclusivo do CEISE Br, a Fenasucro & Agrocana consolidou-se como a principal plataforma de negócios e conexão entre fornecedores e compradores do setor bioenergético.

    O credenciamento gratuito para visitantes da 32ª edição já está disponível no site oficial do evento: www.fenasucro.com.br

    Além disso, também estão abertas as vendas de ingressos para a segunda edição da FenaBio, evento paralelo que integra a programação do setor.

  • Faesp/Senar aposta em inovação e capacitação na Agrishow

    Faesp/Senar aposta em inovação e capacitação na Agrishow

    O Sistema Faesp/Senar participa da Agrishow 2026, em Ribeirão Preto, com um estande institucional de 300 metros quadrados voltado ao acolhimento de produtores rurais e à articulação do setor. A estrutura funciona como ponto estratégico para encontros, troca de experiências e difusão de conhecimento, com o objetivo de fortalecer o agronegócio paulista por meio da inovação e da capacitação.

    No local, produtores, lideranças e especialistas se reúnem para discutir demandas do campo. Além disso, o espaço estimula parcerias e amplia o acesso a informações técnicas. Dessa forma, o Sistema reforça sua atuação no desenvolvimento produtivo e gerencial no campo.

    Durante a feira, o Senar/SP mobiliza mais de 180 caravanas em parceria com sindicatos rurais e o Sebrae. Ao todo, cerca de 8 mil pequenos e médios produtores participam da iniciativa. Esses visitantes têm acesso direto a tecnologias, soluções e oportunidades do setor. Assim, o conhecimento apresentado na feira chega a diferentes regiões do estado.

    Outro ponto relevante é a presença de 600 alunos de 40 turmas do programa Jovem Empreendedor do Agro (JEA). Os estudantes participam das atividades acompanhados pelos sindicatos. Com isso, o programa fortalece a formação de novas lideranças e incentiva o empreendedorismo rural.

    Além das atividades técnicas, o estande recebe apresentações culturais diárias. Duplas de violeiros formadas pelo Senar-SP se apresentam ao longo do evento. A iniciativa valoriza a cultura do campo e evidencia talentos desenvolvidos nos cursos da instituição.

    Centros de excelência impulsionam inovação no campo

    A Agrishow também serve como vitrine para os Centros de Excelência da Faesp. Essas estruturas atuam na formação técnica, na inovação e na pesquisa aplicada. Entre os destaques está o Centro de Excelência em Cana-de-Açúcar e Bioenergia, em Ribeirão Preto.

    A unidade deve iniciar as atividades no segundo semestre. O espaço terá foco educacional e tecnológico. Serão oferecidos cursos do e-Tec em Agricultura e Agronegócio. Além disso, está previsto um curso técnico de especialização em cana-de-açúcar. O conteúdo aborda desde a escolha da área até a colheita. O foco está no aumento da produtividade e na redução de custos.

    Ao mesmo tempo, o projeto inclui debates sobre bioenergia e combustíveis alternativos. Entre os temas estão biodiesel e combustível sustentável de aviação (SAF). Esse debate ocorre em meio à pressão internacional sobre custos de produção, especialmente fertilizantes, defensivos e diesel.

    Foto: Faesp/ Divulgação

    O Sistema também apresenta a rede de centros distribuídos pelo estado. As unidades atuam em áreas estratégicas. Entre elas estão Internet das Coisas, Big Data, bioinsumos e turismo rural, em São Roque. Há ainda agricultura familiar, em Mirante do Paranapanema, e culturas como cacau, banana e pupunha, em Miracatu. Outras frentes incluem agroindústria e irrigação, em Avaré, além de genética da bovinocultura de leite e de corte, em São José do Rio Preto e Barretos. Na capital, o foco está na agricultura urbana.

    Mulheres ampliam protagonismo no agro

    A Comissão Semeadoras do Agro participa de toda a programação com um espaço exclusivo no estande. O local promove acolhimento, networking e troca de experiências. Dessa maneira, o grupo fortalece a presença feminina no setor.

    A presidente Juliana Farah acompanha as atividades ao longo da feira. Na Arena Agrishow Para Elas, o espaço “Semear é Cuidar” oferece serviços de saúde e bem-estar. Entre eles estão testes de glicemia, aferição de pressão arterial e bioimpedância.

    Além disso, oito expositoras participam em sistema de revezamento. A ação amplia a visibilidade do empreendedorismo feminino rural. Outro destaque é o Encontro Mulheres do Agro em Ação, marcado para 29 de abril. A expectativa é reunir cerca de 650 participantes.

    O evento ocorre em Ribeirão Preto e reúne diferentes iniciativas voltadas ao desenvolvimento do agronegócio.

  • Expandir o cultivo de cana, milho e soja em terras degradadas pode triplicar produção de bioenergia

    Expandir o cultivo de cana, milho e soja em terras degradadas pode triplicar produção de bioenergia

    O Brasil possui 100 milhões de hectares (ha) de áreas de pasto degradados, equivalentes a quatro vezes a extensão territorial do Estado de São Paulo. Se pouco mais de 30% dessa área – 36 milhões de ha – fosse usada para expandir o plantio de cana-de-açúcar, milho e soja voltado, especificamente, para produção de bioenergia, seria possível gerar 6,8 exajoules (EJ) de energia por ano, equivalentes ao total de energia renovável produzida mundialmente hoje. O impacto ambiental seria neutro ou negativo, dependendo da região, porque o plantio dessas culturas energéticas nessas terras degradadas promoveria a fixação de carbono no solo.

    Pesquisadores do Laboratório Nacional de Biorrenováveis (LNBR), do Centro Nacional de Pesquisa em Energia e Materiais (CNPEM), em Campinas (SP), elaboraram as estimativas.

    Mário Murakami, diretor do LNBR, apresentou parte dos resultados do trabalho — já submetido para publicação — durante uma mesa-redonda sobre a bioeconomia como impulsionadora da neoindustrialização e da transformação ecológica da economia brasileira. O Evento aconteceu segunda-feira (17/11) em evento na Casa da Ciência, no Museu Emilio Goeldi, em Belém. E foi realizado paralelamente à 30ª Conferência das Nações Unidas sobre as Mudanças Climáticas (COP30).

    “A conversão dessas terras degradadas em lavouras de culturas energéticas pode ter impacto global. Vai contribuir muito para a transição energética do Brasil e do mundo para a bioeconomia. E atingir a meta estabelecida nessa COP de quadruplicar a produção de biocombustíveis globalmente até 2035. Incluindo biocombustíveis líquidos, biogás e hidrogênio de baixa emissão”, disse Murakami à Agência FAPESP.

    Método

    Para chegar à estimativa de 100 milhões de hectares de terras degradadas no país, os pesquisadores utilizaram imagens obtidas por meio de mapeamento de satélite de alta resolução e definiram uma série de critérios, como não estarem situadas em áreas de preservação ecológica, próximas de floresta nativa, de nascente de água ou na transição do Cerrado com a Amazônia.

    “Fomos bastante restritivos para garantir que essas áreas realmente não vão afetar o sistema hídrico, a disponibilidade de água e, muito menos, mata nativa, respeitando toda a legislação ambiental vigente”, afirmou Murakami.

    “Por isso que, do total de 100 milhões de hectares de terras degradadas, somente 36 milhões foram considerados para o plantio de culturas para produção de bioenergia. E os 64 milhões de hectares restantes poderiam ser resguardados para reflorestamento”, explicou.

    Além disso, a análise considerou a logística do cultivo dessas culturas energéticas em terras degradadas conforme a localização, para integrá-las às cadeias produtivas regionais de bioenergia.

    “Talvez em uma determinada região faça mais sentido cultivar milho e soja e em outra cana-de-açúcar. Isso tudo foi muito bem mapeado no trabalho com o intuito de indicar, especificamente, qual cultura se encaixa melhor em cada região do país. Uma vez que cada uma tem suas especificidades de restrições, oportunidades e vantagens”, disse Murakami.

    De acordo com o pesquisador, a área total de cultivo de cana-de-açúcar no Brasil hoje ocupa 9 milhões de hectares. A expansão do plantio dessa e de outras culturas energéticas nos 36 milhões de hectares de pastos degradados permitiria triplicar a produção de bioenergia no país.

    “O Brasil tem o potencial de triplicar sua produção de bioenergia usando somente uma pequena parcela das terras degradadas e mantendo mais da metade para o reflorestamento.”

    Vantagens comparativas

    Na avaliação do pesquisador, o Brasil apresenta uma série de vantagens comparativas que tornam o país um concorrente imbatível em matéria de bioeconomia. Uma dessas vantagens aparece no fato de que mais de 90% da energia elétrica do país vem de fontes renováveis, enquanto no restante do mundo predomina o uso de fontes não renováveis.

    Foto: Divulgação – Biosul

    A disponibilidade dessa energia elétrica renovável permite gerar hidrogênio para produzir combustível sustentável de aviação (SAF, na sigla em inglês). Uma alternativa ao querosene de aviação tradicional, produzido a partir de fontes renováveis como óleos vegetais, gorduras animais, resíduos agrícolas e lixo, sem despacho fóssil. Ou seja, com pegada de carbono zero, avaliou Murakami.

    “O Brasil é o único país que consegue produzir hidrogênio de baixo carbono sem despacho fóssil, porque usa energia renovável para isso. O mundo inteiro vai depender de despacho fóssil adicional para produzir hidrogênio, que é um insumo central para produzir SAF”, comparou.

    Biomassa

    Outra vantagem do país é a disponibilidade de biomassa lignocelulósica. O país produz hoje mais de meio bilhão de toneladas desse insumo, que não compete com alimento. Desse total, 200 milhões de toneladas estão disponíveis na indústria. Já prontas para serem biotransformadas e convertidas em escala para produção de combustíveis, nutrição animal, cosméticos ou em qualquer molécula obtida hoje por meio do petróleo, a partir de energia renovável, apontou Murakami.

    “Nenhum lugar no mundo tem essa biomassa cativa. Os Estados Unidos produzem muita biomassa, só que ela está disponível no solo das fazendas. No Brasil, essa biomassa já está na indústria, é limpa, abundante e de baixo custo. Isso permite reduzir em duas a três vezes o custo do produto final”, afirmou.

    Além disso, o país já possui toda uma cadeia produtiva instalada baseada em culturas de bioenergia, como a da cana-de-açúcar, sublinhou Murakami.

    “Esse é um grande diferencial e muda completamente o cenário. Não tem como competir com o Brasil em produção de bioenergia, em bioeconomia, com as vantagens comparativas que temos hoje.”

    Alguns dos obstáculos, contudo, para o país avançar nessa área são as tecnologias, em grande parte importadas, para desconstruir a celulose da biomassa. Que é extremamente recalcitrante à despolimerização biológica. Por isso, a missão do LNBR é codesenvolver e compartilhar riscos com a indústria nacional para desenvolver tecnologias que possibilitem a soberania tecnológica, explicou o pesquisador.

    “Nosso papel não é competir com as indústrias, mas dar opções de escolha de tecnologias nacionais ou importadas para elas.”

    Inspiração na biodiversidade

    Para superar as barreiras tecnológicas para conversão da biomassa disponível no Brasil em produtos de interesse econômico, os pesquisadores do LNBR têm procurado alternativas na biodiversidade brasileira.

    Por meio de trabalhos de bioprospecção, eles encontraram em amostras de solo recoberto por bagaço de cana-de-açúcar um novo filo bacteriano que permitiu mudar o paradigma do metabolismo da celulose, o polímero mais abundante da natureza.

    Por meio de análises realizadas em uma das linhas de feixe do Laboratório Nacional de Luz Síncrotron do CNPEM – acelerador circular de partículas carregadas (elétrons) que gera uma radiação, chamada de luz síncrotron, que permite investigar a composição e a estrutura da matéria na escala dos átomos e das moléculas –, eles conseguiram elucidar o mecanismo da enzima e aplicá-la em escala industrial, em reatores de 300 litros.

    O artigo publicado em fevereiro deste ano na revista Nature apresentou o trabalho. (leia mais aqui)

    “Conseguimos mostrar que essa enzima representa uma das maiores revoluções nos últimos 20 anos em termos de aplicação industrial. Isso em comparação com outras descobertas de biocatalisadores. E que ela possibilita um ganho de mais de 20% [na conversão de biomassa]”, afirmou Murakami.

    “Isso é um exemplo concreto do valor da biodiversidade e por que é importante a preservação de florestas”, avaliou.

    A equipe integrou o resultado à plataforma de produção de coquetel enzimático mantida pelo Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI). E está disponível para os cientistas, que podem codesenvolver e melhorar a tecnologia.

    Elton Alisson, de Belém | Agência FAPESP

  • Fenasucro & Agrocana bate recorde de público e negócios

    Fenasucro & Agrocana bate recorde de público e negócios

    A Fenasucro & Agrocana 2025 terminou na sexta-feira (15) consolidada como a maior feira mundial de bioenergia. O evento em Sertãozinho (SP) superou expectativas de público, negócios e conteúdos, reforçando sua relevância global.

    O Centro de Eventos Zanini recebeu mais de 600 marcas expositoras e visitantes de 60 países. A feira também entregou 100 horas de conteúdo qualificado, com palestras de especialistas, lideranças e executivos do setor. Segundo Paulo Montabone, diretor da feira, os resultados refletem a força da bioenergia brasileira. “O público altamente qualificado e as intenções de compra mostram que podemos superar R$ 10,7 bilhões”, afirmou.

    FenaBio amplia discussões sobre sustentabilidade

    A edição apresentou o novo espaço FenaBio, dedicado à mobilidade sustentável e à bioeconomia. O espaço trouxe debates estratégicos, inovação e tendências para a transição energética. Rosana Amadeu, presidente do CEISE Br, avaliou que a FenaBio ampliou o perfil de expositores e fortaleceu a indústria de base. “Estamos otimistas e já planejamos uma edição ainda mais representativa”, disse.

    A programação reuniu nomes de peso como André Nassar (Abiove), Henry Joseph Jr. (Anfavea), Newton Duarte (Cogen), Paulo Sousa (Cargill) e os ex-ministros Roberto Rodrigues e Joaquim Levy. Daniel Pereira, gerente de produto, destacou o impacto do evento. “As conexões feitas e os conteúdos mostraram que a bioenergia segue no centro da agenda global.”

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    Expositores celebram geração de negócios

    Foto: divulgação -Fenasucro & Agrocana

    Os expositores também avaliaram positivamente a feira. Guilherme Dezza, da Wirebus, destacou o grande volume de leads e a presença de tomadores de decisão. Mario Michalski, CEO da Comlink, reforçou a importância da feira. “O público é fantástico e altamente qualificado, exatamente o que buscamos”, disse.

    A Siemens alinhou sua participação à estratégia de transição energética. Segundo Ricardo Muniz Ferreira, gerente da empresa, a visita de empresas relevantes abriu novas oportunidades de negócio.

    A Vibromaq também comemorou os resultados. “Garantimos visibilidade, aproximamos clientes e realizamos vendas durante o evento”, afirmou Fabrício Stum, coordenador de produção e vendas.

    Canaoeste Green neutraliza emissões de carbono

    O programa Canaoeste Green ganhou destaque na feira. A iniciativa neutralizou mais de 400 toneladas de CO₂ emitidas durante o evento. Segundo Almir Torcato, diretor da Canaoeste,  o programa mostra que é possível unir rentabilidade e responsabilidade ambiental. “Valorizamos o produtor que preserva e reforçamos o compromisso do setor com a sustentabilidade.”

    LIDE Agronegócios lança unidade em Ribeirão Preto

    O encerramento da feira trouxe o lançamento da unidade do LIDE Agronegócios em Ribeirão Preto. O encontro reuniu líderes e empresários para debater bioeconomia e políticas estratégicas.

    No painel “A bioeconomia como motor da nova agroindústria”, especialistas ressaltaram o potencial da região e o papel dos biocombustíveis na descarbonização. Ou seja, o evento consolidou Ribeirão Preto como polo de decisões e oportunidades para o futuro sustentável do Brasil.

     

     

  • Fenasucro & Agrocana – Alckmin e Tarcísio estarão na abertura da feira

    Fenasucro & Agrocana – Alckmin e Tarcísio estarão na abertura da feira

    A 31ª edição da Fenasucro & Agrocana, considerada a maior feira mundial de bioenergia, tem início nesta terça-feira (12). Ela é realizada em Sertãozinho, interior de São Paulo, e conta com a presença de autoridades de alto escalão. O evento contará com a participação do vice-presidente da República, Geraldo Alckmin, e do governador do Estado de São Paulo, Tarcísio de Freitas, durante a cerimônia oficial de abertura.

    A feira, que reúne mais de 600 marcas expositoras e recebe visitantes de mais de 60 países, tem a expectativa de superar os R$ 10,7 bilhões movimentados na edição anterior. O evento se posiciona como a principal plataforma de conexão entre a indústria fornecedora e os compradores do setor bioenergético. Com foco especial em transição energética, mobilidade de baixo carbono e políticas sustentáveis.

    Programação de abertura e debates estratégicos

    A programação oficial começa às 13h30 com a 12ª Conferência DATAGRO Ceise Br Fenasucro, que traz como tema central “Combustível do Futuro – Brasil Líder Mundial da Transição Energética”. O presidente da DATAGRO, Plínio Nastari, receberá Arnaldo Jardim, presidente da Comissão Especial da Transição Energética e Produção de Hidrogênio Verde e relator do Combustível do Futuro.

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    O cerimonial de abertura oficial está programado para às 15h, com a presença das principais autoridades políticas e lideranças do setor bioenergético.

    “Estamos ansiosos para entregar mais uma edição histórica, com os principais nomes do setor, muita inovação, tecnologia e debates sobre os temas que vão trilhar o futuro da bioenergia”, destaca Paulo Montabone, diretor da Fenasucro & Agrocana.

    Desafios do comércio internacional em foco

    A feira acontece em um momento estratégico para o setor, em meio aos impactos das políticas tarifárias internacionais que afetam diretamente as exportações brasileiras. Segundo especialistas, o evento se posiciona como um espaço fundamental para a reinvenção do comércio internacional, oferecendo oportunidades para novas parcerias e mercados.

    Cristiane Fais, CEO da Accrom, consultoria especializada em logística internacional, avalia que a Fenasucro representa uma oportunidade estratégica para o setor. “Estamos vivendo um momento de transformação no comércio exterior. As empresas precisam revisar seus modelos logísticos, identificar novas rotas e parceiros, e adaptar-se a uma nova realidade global. A Fenasucro é um ambiente ideal para fomentar esse debate e construir soluções”, afirma.

    Com mais de três décadas de história, a Fenasucro & Agrocana movimenta significativamente a economia da região de Ribeirão Preto. Que é reconhecida como um dos polos mais importantes da agroindústria brasileira. A expectativa é de que o evento gere milhões em negócios e oportunidades de exportação, impulsionando a inovação em áreas como automação, sustentabilidade e energias renováveis.

    Brasil como potência agroenergética

    Segundo a especialista em comércio internacional Cristiane Fais, o evento reforça a posição estratégica do Brasil no cenário global. “Mais do que uma vitrine de máquinas e tecnologias, a Fenasucro se consolida como um espaço de inteligência estratégica. Em tempos de instabilidade geopolítica e reconfiguração de cadeias produtivas, o evento reforça a importância do Brasil como potência agroenergética. E da região de Ribeirão Preto como epicentro desse movimento”, destaca.

    A feira se consolidou como o principal evento focado exclusivamente na bioenergia no mundo, reunindo fabricantes nacionais e internacionais de equipamentos, soluções e tecnologias voltadas à produção de biocombustíveis e energia limpa.

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