A Unifrango confirmou a reeleição da diretoria para mais três anos de gestão. O grupo, liderado pelo diretor-presidente Hugo Bongiorno, pela diretora de expansão e fomento Olivete Joanita Rotava e pelo diretor-financeiro Domingos Martins, seguirá à frente das operações até 2028.
A gestão reeleita já traçou um plano estratégico para fortalecer os resultados do grupo. Entre as prioridades, está o investimento no Centro de Distribuição (CD), com foco em tornar o terminal multimodal mais viável e ampliar as habilitações do CD, acompanhando o crescimento do mercado de exportação. O grupo também reforça o suporte aos acionistas, clientes e parceiros.
Bongiorno agradeceu a confiança dos acionistas e destacou o compromisso com uma gestão próxima e transparente. Ele ressaltou a importância de manter a segurança jurídica e de investir continuamente para garantir o bom desempenho da Unifrango.
Investimentos
No triênio 2022/2025, a Unifrango investiu mais de R$ 30 milhões em melhorias estruturais. Os recursos financiaram a ampliação do armazém de cargas geladas e resfriadas, a construção de um armazém a seco em Apucarana (PR) e melhorias no escritório de Maringá (PR), o que permitiu a oferta de novos serviços e o aumento do portfólio para o varejo.
A diretoria reeleita também marcou o retorno do Encontro Avícola Empresarial Unifrango ao calendário nacional do setor. O grupo ampliou sua representatividade ao participar de eventos como Fenagra e Super Rio Expofood.
A Unifrango fortaleceu sua atuação educacional ao firmar parceria com a UniCesumar para o curso de MBA em Agronegócio em Gestão e Liderança na Avicultura Industrial. A gestão atual também implementa mudanças na cultura organizacional, buscando o bem-estar dos colaboradores e a certificação Great Place to Work (GPTW).
Para os próximos anos, a Unifrango planeja expandir o atendimento ao mercado interno. Dados recentes da Associação Brasileira de Reciclagem Animal (ABRA) mostram avanços no setor. E a diretora Olivete Rotava afirma que o grupo está preparado para conquistar resultados internos e externos, ampliando a presença da marca em diferentes segmentos.
O setor de fintechs, empresas de tecnologia que oferecem serviços financeiros, tem ganhado destaque no agronegócio brasileiro. Essas startups inovadoras estão transformando a forma como os produtores rurais acessam crédito, realizam pagamentos e gerenciam suas finanças. Segundo dados recentes, as 10 maiores fintechs do agro no Brasil movimentaram oficialmente R$ 4,2 bilhões no mercado em 2023.
Elas oferecem uma ampla gama de serviços, desde plataformas de compra e venda de insumos e máquinas agrícolas até soluções de gestão financeira e acesso a crédito rural. Elas têm atraído investimentos de grandes empresas e fundos de venture capital, impulsionando o crescimento do setor.
Algumas das principais fintechs do mercado no Brasil
Agrolend: Focada em fornecer crédito a pequenos e médios produtores. financia produtores rurais de pequeno e médio porte, em parceria com revendas, cooperativas e indústrias de insumos e equipamentos agrícolas, de forma rápida, fácil e sem burocracia.
Traive: Uma plataforma completa de análise de risco com o poder da Inteligência Artificial para identificar os melhores parceiros e traçar estratégias de sucesso.
Orbia: Oferece uma plataforma de negócios agrícolas. Funciona como uma marketplace e programa de benefícios do agronegócio. Conta com mais de 230 mil produtores rurais cadastrados e mais de 300 canais de distribuição.
Bart Digital: Focada em garantias e contratos digitais. Garante a redução de até 85% do tempo necessário para concluir a formalização de títulos e garantias agrícolas.
Culte: Facilita o financiamento coletivo para pequenos agricultores.
Seedz: Oferece um programa de fidelidade para o agronegócio.
Agrosmart: Especializada em agricultura digital e monitoramento de culturas.
Agrifintech AgroForte: focada no setor de crédito voltado ao pequeno produtor de proteína, possuí mais de 20 empresas parceiras, entre agroindústrias, laticínios e cooperativas, que juntas, somam mais de 45.000 produtores nas suas cadeias de fornecimento.
Impactos no Agronegócio
A presença destas empresas no agronegócio tem trazido diversos benefícios para os produtores rurais. Com soluções digitais e ágeis, elas facilitam o acesso a crédito, reduzem os custos de transação e aumentam a eficiência dos processos financeiros. Isso permite que os produtores invistam em tecnologia, melhorem a produtividade e se tornem mais competitivos no mercado.
Além disso, as fintechs têm contribuído para a inclusão financeira no campo, alcançando produtores em regiões remotas e oferecendo soluções adaptadas às suas necessidades. Isso é especialmente relevante para os pequenos e médios produtores, que muitas vezes enfrentam dificuldades para acessar serviços financeiros tradicionais.
Segmentação entre os segmentados
Mesmo dentro o segmento rural, existe outra segmentação, mostrando que o mercado é repleto de possibilidades. A Agrifintech AgroForte, por exemplo, é uma empresa voltada ao crédito ao pequeno produtor de proteínas.
Suas operações iniciaram em 2022 e já somam cerca de R$ 100 milhões movimentados, acessados por produtores rurais das regiões Nordeste, Sudeste, Sul e Centro-Oeste. Atua nos principais setores de proteína. Esse é um mercado de mais de R$ 350 bilhões de produção primária. A fintech traz o mercado de capitais para dentro da fazenda, utilizando tecnologia e desenvolvimento de canais importantes para acessar o pequeno e médio produtor rural. Por meio de uma alternativa de crédito ágil, projeta dobrar esse volume de recursos injetados no mercado nos próximos 12 meses.
“Com nossa tecnologia de dados, esteira inovadora e acesso aos canais da cadeia de valor, conseguimos levar para o pequeno produtor uma proposta de crédito ágil, customizado e sem burocracia. Essa era uma demanda dos produtores dos principais setores de proteína. Nosso modelo de negócio traz valor não só para o produtor, mas também para toda a cadeia, incluindo a agroindústria e fornecedores de equipamentos e insumos. A AgroForte acaba sendo um elo conector dos players, focado no principal gargalo, que é o crédito”, explica o CEO e fundador da AgroForte, Felipe d’Ávila.
CEO e fundador da AgroForte, Felipe d’Ávila. Divulgação
Perspectivas para o Futuro
O mercado de fintechs do agronegócio no Brasil tem grande potencial de crescimento. Com a crescente digitalização do setor e a demanda por soluções financeiras inovadoras, espera-se que mais startups entrem nesse mercado e que as empresas já estabelecidas expandam seus serviços.
Além disso, a integração das fintechs com outras tecnologias, como a Internet das Coisas (IoT) e a inteligência artificial, pode levar a soluções ainda mais personalizadas e eficientes para os produtores rurais. Isso pode incluir desde monitoramento de safras e rebanhos até análises preditivas de riscos e oportunidades de mercado.
Portanto, as fintechs do agronegócio têm desempenhado um papel crucial no fortalecimento do setor no Brasil. Com a movimentação de bilhões de reais no mercado e a oferta de soluções inovadoras, elas têm contribuído para a modernização, eficiência e inclusão financeira dos produtores rurais, impulsionando a competitividade do agronegócio brasileiro no cenário global.
O uso da inteligência artificial (IA) está transformando o agronegócio, oferecendo soluções inovadoras para aumentar a produtividade e a eficiência no campo.
A IA permite monitorar e analisar dados em tempo real, otimizando o uso de recursos como água e fertilizantes. Sensores e drones equipados com a tecnologia coletam dados sobre o solo e as culturas, ajudando os agricultores a tomar decisões de forma mais assertiva.
Os algoritmos controlados por inteligência artificial conseguem analisar condições climáticas, saúde do solo e crescimento das plantas, prevendo o rendimento das colheitas. Isso ajuda os agricultores a planejar melhor a colheita, utilização dos recursos e ter uma melhor lucratividade na comercialização dos produtos.
Por exemplo, sistemas de IA conseguem identificar precocemente sinais de pragas e doenças nas plantas, permitindo intervenções rápidas e eficazes. Isso reduz a necessidade de pesticidas e melhora a qualidade das colheitas.
Mas é no setor de tratores e colheitadeiras autônomas, guiados por IA, a revolução mais fácil de ser acompanhada. Além de tornar o trabalho no campo mais eficiente e seguro, ssas máquinas podem operar 24 horas por dia, realizando tarefas repetitivas com precisão.
Melhoramento genético e tendências de mercado
A IA acelera o processo de melhoramento genético, identificando rapidamente as características desejáveis em plantas e animais. Isso resulta em cultivares e raças mais resistentes e produtivas, ou seja, mais qualidade e lucro futuro.
Ferramentas de IA também analisam tendências de mercado e preços, ajudando os agricultores a tomar decisões estratégicas sobre quando e como vender seus produtos.
Futuro Promissor
A adoção da inteligência artificial no agronegócio promete transformar o setor, tornando-o mais sustentável e lucrativo. Com o contínuo desenvolvimento de tecnologias avançadas, a IA ajudará a enfrentar desafios como mudanças climáticas e a crescente demanda por alimentos, garantindo um futuro próspero para a agricultura.
Produtividade aumenta com uso da IA
Para não ficarmos para trás, o agronegócio precisa de investimentos em tecnologia de forma rápida, pois isso pode ser uma maneira de compensar as perdas e prejuízos causados pelas mudanças climáticas que estamos passando.
O setor fica no aguardo das promessas do vice presidente, Geraldo Alckim, e do do Ministro da Agricultura, Carlos Fávaro, de que o Governo Federal irá abrir linhas de crédito para a modernização da estrutura no agro.
O anuncio do Plano Safra Brasil 2024-2025 está gerando grande expectativa entre os produtores e a indústria do agronegócio. Esse plano é essencial para definir as diretrizes de financiamento e apoio ao setor agrícola no próximo ciclo.
O governo federal prometeu um valor recorde para os agricultores, com taxas de juros mais baixas do que as aplicadas no ciclo anterior. O ministro da Agricultura, Carlos Fávaro, informou que o volume de recursos a serem oferecidos deve representar um novo recorde e que a expectativa é que o Plano Safra seja maior e eficiente, trazendo mais oportunidades no campo.
Recursos estão sendo negociados entre os ministérios da Agricultura e da Fazenda, e devem superar os trezentos e sessenta bilhões do ano passado, um aumento de mais de trinta por cento.
Os deputados da Frente Parlamentar da Agropecuária se reuniram ontem em Brasília, e o encontro foi momento para o debate sobre as expectativas dos produtores para esse anuncio. Além do valor maior que do ano passado, também é esperado a confirmação de um seguro de pelo menos três bilhões de reais.
O setor aguarda apoio para a adoção de novas tecnologias, incluindo agricultura de precisão e biotecnologia, para aumentar a produtividade e a eficiência. O plano deve reforçar a segurança alimentar, assegurando que os agricultores tenham acesso a recursos e insumos necessários para manter a produção. Programas como o Moderfrota e InovAgro terão juros quase trinta por cento menos que no ano passado.
Isso tudo baseado na fala do Ministro da Agricultura e também do Vice Presidente da República, Geraldo Alckimn, na última edição da Agrishow, de que os planos do governo devem ajudar a modernização da frota, maquinários e equipamentos utilizados no agronegócios, para aumentar a produtividade.
Espera-se também que o plano contemple medidas para apoiar pequenos agricultores e comunidades rurais, promovendo a inclusão social e econômica. É esperado também um anuncio de um pacote de medidas de ajuda aos agricultores gaúchos, por conta dos impactos das chuvas que arrasaram o estado.
Esses pontos são cruciais para garantir a competitividade do agronegócio brasileiro no mercado global e a sustentabilidade do setor a longo prazo.
Além do valor, a expectativa também é em relação aos juros, depois da fala do Ministro Carlos Fávaro na última edição da Agrishow, que “devido a uma safra difícil por mudanças climáticas, a prioridade seria o plano safra e oferta de juros mais compatíveis”.
O plano safra deve ser anunciado na segunda quinzena de junho.
O preço do tomate de mesa segue em queda nos principais polos de produção e distribuição do Brasil, segundo dados do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea) e do Departamento Intersindical de Estatísticas e Estudos Socioeconômicos (Dieese).
A análise da variação estacional dos preços pagos ao produtor entre 2013 e 2017 mostra que os valores recebidos pelos agricultores apresentaram uma tendência de queda consistente, chegando a R$ 1,58 por quilograma em dezembro de 2017 . Esse cenário de baixa nos preços ao produtor é observado principalmente nos meses de fevereiro a abril, quando os níveis de oscilação podem variar muito de um ano para outro.
Por outro lado, os preços médios pagos pelo consumidor final mantiveram-se relativamente estáveis no período, ficando entre R$ 3,00 e R$ 4,00 por quilo, sem alterações bruscas devido à sazonalidade . Evidenciada pela análise gráfica da variação sazonal, essa estabilidade nos valores ao consumidor demonstra uma diferença previsível nos preços quando comparados mês a mês em anos diferentes.
Um fenômeno interessante observado é que a distância entre os preços do produtor e do consumidor, conhecida como margem de comercialização, seguia um padrão semelhante de aproximadamente R$ 1,00 por quilo de janeiro de 2013 a abril de 2016 . Após o último pico de preço registrado em 2016, essa margem aumentou para cerca de R$ 2,00, pressionando os preços recebidos pelos produtores.
Essa mudança no comportamento histórico da margem de comercialização, que passou a variar entre 40% e 70% após 2016, em comparação aos 20% a 50% observados de 2013 a 2015, evidencia uma reestruturação no mercado de tomate de mesa no país . Para os produtores, que têm apresentado incrementos sucessivos de produtividade, a nova configuração das margens pressiona os preços para baixo, tendendo ao equilíbrio ou a uma queda ainda maior.
Pensando em reconhecer e celebrar o papel fundamental das mulheres, que muitas vezes permanecem sem reconhecimento, o Prêmio Mulheres Positivas no Agronegócio tem o objetivo de ampliar a voz e a visibilidade dessas mulheres extraordinárias, mostrando que são mais do que positivas: são essenciais e inspiradoras.
Serão premiadas as seguintes categorias: Granja, Grãos, Flores, Pecuária, Piscicultura, Hortaliças, Equinos, Óleos medicinais, Apicultura e Frutas.
Hoje é o último dia para as indicações, e o calendário a seguir fica assim:
🌱 De 03/06 a 04/06 – apuração dos eventos
🌱 De 05/06 a 19/06 – votação das 30 mais indicadas
🌱 E a partir de 24/06 – divulgação das 10 vencedoras
🌱 O evento de premiação acontece no dia 26/06!
Essa iniciativa de reconhecer mulheres incríveis que fazem a diferença no agronegócio se tornou possível através do trabalho em conjunto entre o aplicativo Mulheres Positivas, Carolina Scatena Gama e Sônia Bonato.
“Mulheres são invisibilizadas o tempo todo, especialmente em setores tradicionalmente dominados por homens, como é o caso do agronegócio. Talvez você não tenha percebido quantas mulheres incríveis temos no agro, conduzindo inovações, gerenciando fazendas, liderando pesquisas e transformando o setor com suas contribuições valiosas. São mulheres que além de fazer um trabalho muito bem feito, ainda pavimentam o caminho para futuras gerações de mulheres no setor” falou Fabi Saad, empresária, que além do prêmio também tem o maior aplicativo da América do Sul para ajudar as mulheres a emprender.
As indicações podem ser feiras no aplicativo Mulheres Positivas.
As recentes inundações no Rio Grande do Sul resultaram em perdas significativas para a agricultura local, com estimativas apontando prejuízos que podem ultrapassar a marca dos milhões de reais para os agricultores. O estado, um dos principais polos agrícolas do Brasil, enfrenta agora o desafio de recuperar a produtividade e mitigar os impactos econômicos dessa catástrofe natural.
De acordo com a Secretaria da Agricultura do Rio Grande do Sul, mais de 100 mil hectares de plantações foram afetados pelas enchentes, comprometendo culturas como soja, milho e arroz. “A situação é crítica. As áreas mais baixas foram severamente inundadas, levando à perda total das plantações em muitos casos”, afirmou o secretário estadual da Agricultura, Covatti Filho.
Impacto Econômico e Social
Os prejuízos não se limitam às plantações. A infraestrutura agrícola, incluindo estradas, silos e sistemas de irrigação, também foi gravemente danificada. “Estamos falando de um impacto profundo não apenas na produção, mas também na logística e no armazenamento dos grãos. Isso afeta diretamente a cadeia de abastecimento e a economia local”, destacou o economista agrícola Carlos Mendes.
Além dos danos materiais para os agricultores do Rio Grande do Sul, as enchentes também colocaram em risco a subsistência de milhares de famílias que dependem da agricultura. “Muitos produtores estão enfrentando a perda total de suas colheitas, o que compromete sua renda e a capacidade de sustentar suas famílias. É uma situação desesperadora para muitos”, relatou o presidente da Federação dos Trabalhadores na Agricultura no Rio Grande do Sul (FETAG-RS), Carlos Joel da Silva.
Medidas de Recuperação
Diante desse cenário, o governo estadual está mobilizando recursos e buscando apoio federal para implementar medidas emergenciais de recuperação. “Estamos trabalhando em várias frentes, desde a assistência direta aos produtores afetados até a reconstrução da infraestrutura danificada. Nossa prioridade é garantir que os agricultores possam voltar à atividade o mais rápido possível”, afirmou Covatti Filho.
Entre as ações previstas estão a concessão de linhas de crédito emergencial, a distribuição de insumos agrícolas e a reparação das estradas rurais. “Precisamos de um esforço conjunto para superar essa crise. O apoio governamental é crucial, mas também estamos contando com a solidariedade e o trabalho árduo dos próprios agricultores para reconstruir o que foi perdido”, ressaltou Carlos Joel da Silva.
Perspectivas para o Futuro
Apesar das dificuldades, especialistas acreditam que o setor agrícola do Rio Grande do Sul tem a capacidade de se recuperar. “A resiliência dos agricultores gaúchos é notável. Com o apoio adequado e a implementação de políticas eficazes, é possível reverter parte dos danos e retomar a produção em um prazo relativamente curto”, afirmou Carlos Mendes.
O caminho para a recuperação, contudo, será árduo. “Vamos precisar de tempo e muito trabalho para restaurar a normalidade. Mas acreditamos na força da nossa comunidade agrícola e na capacidade de superação de todos os envolvidos”, concluiu Covatti Filho.
As perdas provocadas pelas inundações no Rio Grande do Sul representam um golpe duro para a agricultura local, mas também evidenciam a importância da união e da resiliência para enfrentar os desafios e reconstruir um futuro mais forte e sustentável para todos.