Bruna Marquezine já revelou que o açaí está no seu ranking de comidas favoritas. Em uma participação no canal americano First We Feast, a atriz apresentou alimentos brasileiros ao público estrangeiro e falou sobre a forma como gosta de consumir a fruta, inclusive com leite em pó.
“É açaí, não é ‘açái’. ‘Eu vou querer uma tigela de ‘açái’… É açaí, ok? (risos). Alguns tomam com canudo, mas eu prefiro com colher. No Brasil, se come com o que você quiser, granola, frutas… Mas eu gosto com isso (leite em pó). Deve parecer nojento, mas é muito bom.”
O açaí, especialmente na forma de polpa, contém fibras, lipídios e compostos fenólicos, além de antocianinas, pigmentos responsáveis pela coloração característica do fruto.
A composição, entretanto, pode variar de acordo com a espécie, o genótipo e o processamento. Pesquisas da Embrapa encontraram diferenças importantes entre amostras de polpas comerciais.
Ajuda no intestino!
As fibras presentes no açaí podem contribuir para o funcionamento intestinal quando fazem parte de uma alimentação equilibrada e de uma ingestão adequada de líquidos.
Além disso, o fruto possui antocianinas e outros compostos fenólicos associados à atividade antioxidante.
Cuidado com os acompanhamentos
O perfil nutricional da preparação pode mudar bastante dependendo dos ingredientes adicionados.
Polpa de açaí sem grandes quantidades de açúcar é diferente de uma tigela preparada com xarope, leite condensado, chocolates, caldas e outros produtos açucarados.
Por isso, o cuidado não precisa ser com o fruto em si, mas principalmente com a quantidade consumida e os acompanhamentos escolhidos.
Frutas frescas, sementes ou outros ingredientes pouco processados podem ser alternativas para complementar a preparação.
A morte de 18 elefantes em uma das regiões de vida selvagem mais conhecidas do Quênia colocou até plantações de tomate no centro de uma investigação.
Os animais morreram no ecossistema de Amboseli, no sul do país. Resultados preliminares apontaram sinais de intoxicação e levantaram a suspeita de contato com cianeto.
Além disso, veterinários encontraram tomates no conteúdo estomacal de alguns animais. Por isso, uma das hipóteses considera a possível ingestão de alimentos contaminados.
No entanto, a relação entre as mortes, os tomates e pesticidas agrícolas ainda não foi comprovada. Agricultores também contestam a hipótese e afirmam que não utilizam cianeto nas lavouras.
Mortes começaram em junho
Os primeiros casos ocorreram entre 24 de junho e 24 de julho. Inicialmente, 15 elefantes morreram. Depois, o número de animais encontrados mortos chegou a 18.
As ocorrências atingiram áreas como o Parque Nacional de Amboseli, o Kimana Sanctuary e Kuku Ranch. A região fica próxima à fronteira com a Tanzânia e aos pés do Monte Kilimanjaro.
Antes de morrer, alguns elefantes apresentaram sinais de paralisia e dificuldade para respirar, segundo informações do Kenya Wildlife Service (KWS).
Foto: Parque Nacional Amboseli/Quênia
Exames realizados após as mortes também identificaram alterações nos pulmões e no coração. Além disso, veterinários encontraram tomates e melancias no conteúdo estomacal dos animais.
Agora, uma das principais perguntas da investigação é descobrir a origem do cianeto e determinar como os elefantes tiveram contato com a substância.
Por que os tomates entraram na investigação?
A ligação com a agricultura surgiu porque o entorno de Amboseli reúne importantes áreas de produção.
A região de Kimana, por exemplo, possui lavouras de tomate, cebola e vagem. Parte desses alimentos abastece mercados de Nairóbi, capital do Quênia.
Ao mesmo tempo, elefantes entram em propriedades rurais em busca de alimento. Nessas incursões, podem consumir produtos cultivados e provocar prejuízos aos agricultores.
Foi nesse contexto que os tomates encontrados nos animais passaram a chamar atenção.
Foto: Rodarte/Agro em Campo
Resultados laboratoriais preliminares indicaram possível intoxicação por cianeto. Assim, investigadores passaram a analisar se os elefantes poderiam ter ingerido alimentos contaminados em propriedades próximas às áreas de conservação.
Entretanto, ainda falta estabelecer como ocorreu o contato com a substância.
A ministra do Turismo e Vida Selvagem do Quênia, Rebecca Miano, ressaltou que os resultados disponíveis ainda não permitem uma conclusão.
“Essas descobertas ainda estão sujeitas a uma verificação científica adicional antes que a investigação seja considerada concluída”, afirmou Miano, em comunicado divulgado pelo governo queniano.
Agricultores contestam suspeita
A possível ligação entre as mortes e as lavouras provocou reação entre produtores.
Agricultores afirmam que não utilizam cianeto na produção. Além disso, questionam a hipótese de que pesticidas aplicados nas plantações estejam diretamente relacionados às mortes.
Outro ponto chama atenção. Cabras, bovinos, gazelas e outros animais também circulam pelas propriedades agrícolas da região.
Foto: Parque Nacional Amboseli/Quênia
Por isso, os investigadores ainda precisam determinar a fonte da possível intoxicação e explicar por que o episódio atingiu os elefantes.
O Kenya Wildlife Service informou ainda que o cianeto não é um ingrediente comum nos pesticidas agrícolas usados na região.
Produtos químicos foram apreendidos
Nos últimos dias, as autoridades ampliaram as buscas.
Uma operação realizada em Tikondo, na área de Kimana, encontrou substâncias potencialmente tóxicas e materiais sem identificação.
Agora, esses produtos passam por análises para determinar sua composição e descobrir se existe alguma relação com as mortes.
Quatro pessoas foram detidas durante a investigação e posteriormente liberadas sob fiança. Além disso, as autoridades procuram outro suspeito.
Entretanto, o governo ressaltou que as detenções não comprovam envolvimento no caso.
“A prisão de pessoas de interesse e a recuperação de materiais não estabelecem, por si só, responsabilidade criminal”, afirmou Rebecca Miano.
Elefantes e lavouras disputam espaço
O episódio também expõe um problema antigo no Quênia: a convivência entre animais selvagens e propriedades agrícolas.
A população de elefantes do país voltou a superar 36 mil animais depois de décadas de esforços de conservação e combate à caça ilegal.
Entretanto, a expansão agrícola aumentou o contato entre comunidades rurais e esses grandes mamíferos.
Em determinadas regiões, elefantes atravessam áreas de cultivo em busca de água e alimento. Consequentemente, uma única passagem pode representar prejuízo elevado para pequenos agricultores.
Dados do Plano Nacional para Elefantes do Quênia mostram a dimensão do conflito. Pelo menos 1.160 elefantes morreram entre 2000 e 2020 em episódios relacionados à autodefesa ou à retaliação de comunidades.
Em muitos desses casos, moradores tentavam proteger pessoas, propriedades ou plantações.
Causa das 18 mortes ainda não está definida
Apesar das suspeitas, não existe até agora uma conclusão definitiva de que tomates ou pesticidas agrícolas tenham causado a morte dos 18 elefantes.
Os exames preliminares apontaram uma possível intoxicação. Além disso, a presença de alimentos cultivados nas propriedades próximas ajudou a direcionar parte da investigação.
Por outro lado, ainda é necessário determinar a origem da substância e explicar como os animais tiveram contato com ela.
Por isso, amostras dos elefantes, do ambiente e dos produtos apreendidos continuam sendo analisadas.
Enquanto a investigação avança, o episódio chama atenção para um desafio crescente no campo. De um lado estão produtores que precisam proteger suas lavouras. Do outro, elefantes que circulam por um território cada vez mais compartilhado com propriedades rurais.
Por enquanto, os tomates fazem parte do quebra-cabeça. A causa definitiva das 18 mortes, porém, ainda depende das análises científicas e da conclusão das autoridades quenianas.
A Universidade de São Paulo (USP) conquistou uma posição de destaque mundial em uma área diretamente ligada ao agronegócio. A instituição aparece como a 14ª melhor do planeta em Ciências Agrárias no NTU Performance Ranking of Scientific Papers for World Universities 2026.
O resultado coloca a universidade brasileira entre as principais referências internacionais em pesquisa agrícola. Além disso, reforça a presença da ciência produzida no País em áreas relacionadas à agricultura, pecuária, sustentabilidade e inovação.
Na classificação geral do NTU, a USP ficou na 55ª posição mundial, avançando uma colocação em relação a 2025. Entre as universidades brasileiras, ocupa o primeiro lugar.
Ciências Agrárias colocam USP no Top 15
O desempenho em Ciências Agrárias chama atenção porque coloca a USP no Top 15 mundial da área. A posição ajuda a dimensionar a relevância internacional da pesquisa agrícola desenvolvida no Brasil.
O ranking elaborado pela Universidade Nacional de Taiwan concentra a avaliação na produção científica das instituições. Portanto, considera indicadores que permitem medir tanto a quantidade quanto a influência das pesquisas publicadas.
Três aspectos têm peso na nota final: excelência das pesquisas, com 40%; impacto, com 35%; e produtividade, com 25%.
Além disso, a metodologia considera a frequência com que os estudos são citados e a quantidade de artigos publicados em periódicos científicos de destaque. A análise acompanha tanto a produção recente quanto o desempenho acumulado ao longo dos anos.
Ranking das universidades brasileiras no NTU 2026
A USP aparece com ampla vantagem entre as instituições brasileiras classificadas. A Unicamp, segunda colocada no País, ocupa a 358ª posição mundial.
Brasil
Universidade
Mundo
1º
Universidade de São Paulo (USP)
55º
2º
Universidade Estadual de Campinas (Unicamp)
358º
3º
Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS)
382º
4º
Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG)
435º
5º
Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ)
453º
USP também avança em produção científica
O bom desempenho não aparece apenas na classificação de Taiwan. No Academic Ranking of World Universities (ARWU) 2026, conhecido como Ranking de Xangai, a USP permaneceu como a universidade mais bem colocada do Brasil.
A instituição ficou na faixa entre as 101ª e 150ª melhores universidades do mundo. O levantamento avalia mais de 2,5 mil instituições e utiliza indicadores relacionados principalmente à produção científica.
Entre os critérios estão pesquisadores e ex-alunos vencedores de Prêmios Nobel e Medalhas Fields, pesquisadores altamente citados, artigos publicados nas revistas Nature e Science e trabalhos indexados em bases científicas internacionais.
Um indicador, entretanto, chama atenção. A USP alcançou a 30ª posição mundial em volume de publicações científicas indexadas.
Ciência produzida pode chegar ao campo
Para o agronegócio, o resultado em Ciências Agrárias ganha importância porque o conhecimento produzido pelas universidades pode posteriormente chegar às propriedades rurais.
Pesquisas envolvendo produtividade, genética, solos, nutrição animal, sustentabilidade, novas tecnologias e sistemas de produção, por exemplo, ajudam no desenvolvimento de soluções aplicadas ao campo.
Em entrevista ao Jornal da USP, o reitor da Universidade de São Paulo, Aluisio Augusto Cotrim Segurado, destacou a relação entre produção acadêmica e demandas da sociedade.
“O resultado das avaliações reforça a relevância da produção acadêmica, cujo conhecimento gerado se converte em ciência de melhor qualidade e na formulação de políticas públicas voltadas às necessidades da sociedade e do País”, afirmou.
De acordo com Segurado, o desempenho também demonstra a capacidade da universidade de reunir diferentes frentes de atuação.
“O desempenho da USP evidencia também a força de uma universidade que articula ensino, pesquisa e extensão, forma profissionais e participa de redes nacionais e internacionais de colaboração científica, produzindo conhecimento de impacto e respondendo aos desafios da sociedade contemporânea”, disse.
Ranking não mostra toda a universidade
Apesar dos resultados, o reitor faz uma ressalva sobre a interpretação das classificações internacionais. Para ele, os rankings são ferramentas importantes, mas não conseguem representar todas as dimensões de uma universidade pública.
“Devemos pontuar, entretanto, que os rankings são instrumentos importantes para acompanhar tendências e identificar oportunidades de aprimoramento, mas não traduzem, isoladamente, a complexidade de uma universidade pública”, afirmou.
Assim, para o setor agropecuário, a 14ª posição mundial em Ciências Agrárias é um dos números de maior destaque. O resultado coloca a pesquisa brasileira entre as referências internacionais justamente em uma área estratégica para o País.
O El Niño pode encarecer os alimentos no Brasil e pressionar a inflação nos próximos meses. Segundo estudo do Rabobank, os preços podem atingir o pico até seis meses após choques climáticos. O banco desenvolveu um modelo matemático com base no histórico do fenômeno climático no Brasil.
Hortaliças e carnes devem sofrer maior impacto
Os alimentos in natura, como carnes e hortaliças, tendem a registrar as maiores altas. Em um El Niño forte, essa categoria pode acumular aumento de 19,9%. No mesmo cenário, os preços da alimentação no domicílio avançariam 6,32%. Já em um El Niño moderado, as altas chegariam a 13,4% e 2%, respectivamente.
As hortaliças respondem mais rapidamente aos impactos climáticos devido aos ciclos curtos de produção. Assim, problemas climáticos podem reduzir a oferta e pressionar os preços em pouco tempo.
Os alimentos semi-elaborados sentem os efeitos de maneira mais gradual, principalmente pelo aumento dos custos dos insumos. Essa categoria inclui produtos como arroz e feijão, que passam por algum processamento antes do consumo.
Por outro lado, os industrializados tendem a registrar aumentos mais moderados. Nesse caso, o preço final também depende de processamento, embalagem, transporte e comercialização.
El Niño pode pressionar a inflação
A intensidade e a duração dos impactos dependem da força do fenômeno climático. Além disso, as condições da safra e o cenário econômico também influenciam os resultados. Em um El Niño moderado, os preços dos alimentos in natura poderiam subir 13,4% em 12 meses. Essa alta acrescentaria cerca de 0,36 ponto percentual ao IPCA.
Os semi-elaborados e industrializados também subiriam, mas em menor intensidade. Os aumentos seriam de 0,27% e 0,5%, respectivamente. Somados, esses efeitos acrescentariam cerca de 0,41 ponto percentual ao IPCA.
El Niño forte teria impacto maior
Em um El Niño forte, os preços dos alimentos in natura poderiam subir quase 20%. Sozinha, essa alta acrescentaria cerca de 0,53 ponto percentual ao IPCA. Os alimentos semi-elaborados subiriam 3,6%, com impacto de 0,20 ponto percentual.
Já os industrializados avançariam 1,4%, acrescentando outros 0,11 ponto percentual. No total, os alimentos acrescentariam cerca de 0,83 ponto percentual ao IPCA. O impacto mais forte apareceria aproximadamente seis meses após o choque climático.
El Niño pode atingir regiões metropolitanas
O estudo também avaliou os possíveis efeitos do fenômeno nas principais regiões metropolitanas. Localidades com maior consumo ou produção de alimentos in natura devem sentir os impactos mais rapidamente. Nessas regiões, os preços também podem subir com maior intensidade. Em outras localidades, o repasse pode ocorrer de forma mais gradual e durar mais tempo.
No curto prazo, os maiores aumentos podem ocorrer em Porto Alegre, Curitiba e São Paulo. Também estão entre as regiões mais afetadas Rio de Janeiro, Goiânia, Brasília, Fortaleza e Belém. Salvador e Recife, por outro lado, teriam impactos menores inicialmente. Segundo o relatório, essas regiões podem registrar um repasse mais gradual dos choques climáticos aos preços.
Previsão aponta El Niño forte no fim do ano
O El Niño ocorre quando as águas do Oceano Pacífico registram aquecimento acima do normal. O fenômeno altera os padrões climáticos em diferentes regiões do mundo. Como resultado, pode provocar secas em áreas produtoras e chuvas mais intensas em outras localidades.
O estudo comparou o Índice Oceânico Niño (ONI) com a inflação dos alimentos consumidos em casa. O ONI acompanha a intensidade do fenômeno climático a partir da temperatura do Oceano Pacífico. Valores acima de 0,5°C na média de três meses indicam El Niño moderado.
Já temperaturas superiores a 1°C caracterizam episódios fortes. Segundo a última divulgação da NOAA, em agosto, havia 26% de probabilidade de El Niño moderado. A entidade também apontava 57% de chance de um evento forte. Além disso, havia 16% de probabilidade de um episódio muito forte. Para o fim do ano, as projeções indicavam cerca de **80% de probabilidade de El Niño forte.
A aquisição de leite cru por estabelecimentos que operam sob algum tipo de inspeção sanitária chegou a 6,61 bilhões de litros no segundo trimestre de 2026.
O volume representa uma alta de 1% em relação ao mesmo período de 2025, segundo os primeiros resultados das Pesquisas Trimestrais da Produção Animal divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
A pesquisa considera estabelecimentos submetidos à inspeção sanitária federal, estadual ou municipal.
Apesar do crescimento na comparação anual, o resultado foi menor do que o observado nos três primeiros meses deste ano.
Aquisição de leite recua frente ao primeiro trimestre
Na comparação com o primeiro trimestre de 2026, a aquisição de leite apresentou queda de 2,5%.
Nos primeiros três meses do ano, o IBGE havia registrado aquisição de aproximadamente 6,78 bilhões de litros de leite cru por estabelecimentos inspecionados.
A diferença entre as duas comparações é importante: enquanto o setor apresentou crescimento em relação ao segundo trimestre do ano passado, houve redução na passagem de um trimestre para o outro.
Os números fazem parte das pesquisas do IBGE sobre abate de animais, leite, couro e produção de ovos de galinha, que acompanham trimestralmente alguns dos principais segmentos da produção pecuária brasileira.
Produção de ovos chega a 1,25 bilhão de dúzias
A produção de ovos de galinha também apresentou crescimento no segundo trimestre de 2026.
Segundo o IBGE, foram produzidas 1,25 bilhão de dúzias de ovos no período. O resultado corresponde a uma alta de 0,3% em relação ao segundo trimestre de 2025.
Na comparação com os três primeiros meses de 2026, o crescimento foi mais expressivo, de 2,6%.
No primeiro trimestre, a produção havia alcançado cerca de 1,21 bilhão de dúzias, segundo os dados divulgados anteriormente pelo instituto.
Os resultados são preliminares e integram o acompanhamento trimestral realizado pelo IBGE sobre a atividade pecuária brasileira.
Uma operação realizada em Mato Grosso apreendeu aproximadamente 217 toneladas de fertilizantes adulterados, segundo o Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA).
A Operação Safra Paralela foi deflagrada na terça-feira (18) e os produtos apreendidos foram avaliados em cerca de R$ 645 mil.
A ação faz parte da Operação Ronda Agro CXLVI, realizada no âmbito do Programa de Vigilância em Defesa Agropecuária para Fronteiras Internacionais (Vigifronteiras), do MAPA.
Fiscalização encontrou irregularidades nos fertilizantes
Durante a fiscalização, as equipes constataram que o estabelecimento envolvido não tinha registro junto ao Ministério da Agricultura e Pecuária.
Também foram identificadas irregularidades relacionadas à rotulagem e à rastreabilidade dos fertilizantes.
De acordo com o Mapa, havia ainda indícios de manipulação dos produtos com componentes não autorizados, além da utilização de sacarias pertencentes a terceiros.
Amostras dos materiais foram coletadas e serão encaminhadas ao Laboratório Federal de Defesa Agropecuária (LFDA) para análise.
Investigação apura possíveis crimes
Além das irregularidades encontradas nos produtos, a investigação apura a possível ocorrência de crimes relacionados às atividades investigadas, como organização criminosa, furto qualificado e estelionato.
Segundo o Mapa, o nome Safra Paralela faz referência à suspeita da existência de um mercado clandestino relacionado à adulteração de fertilizantes e à subtração de grãos.
Operação reuniu forças de segurança em Mato Grosso
A operação foi conduzida pela Força Integrada de Combate ao Crime Organizado em Mato Grosso (FICCO/MT).
A ação contou ainda com apoio do Comando Regional da Polícia Militar de Mato Grosso, em Primavera do Leste, e da Polícia Rodoviária Federal, em Rondonópolis.
A fiscalização integra as ações de defesa agropecuária voltadas à regularidade da cadeia produtiva e ao controle dos insumos comercializados no setor rural.
A combinação de ar quente e seco, baixa umidade relativa e vegetação ressecada aumenta as condições favoráveis à ocorrência e propagação de incêndios florestais e queimadas em áreas rurais.
Diante do risco, a Secretaria de Agricultura e Abastecimento de São Paulo reuniu recomendações para reduzir as chances de incêndios e proteger as propriedades rurais.
Áreas em vermelho têm risco perigosíssimo de incêndio, segundo Instituto Nacional de Meteorologia (Foto: Inmet)
Mantenha os aceiros limpos
Uma das principais medidas é manter os aceiros limpos e conservados. Essas faixas sem vegetação funcionam como barreiras para dificultar que o fogo avance de uma área para outra.
A orientação citada pela Secretaria prevê largura mínima de 3 metros entre talhões no interior da propriedade, 5 metros em cada lado de cercas e divisas e 6 metros no entorno de vegetação nativa.
A manutenção deve ocorrer durante toda a estiagem. Quando tomado por vegetação seca, o aceiro perde eficiência como barreira contra a propagação do fogo.
A legislação paulista também estabelece aceiros mínimos em situações envolvendo queima controlada e prevê que as dimensões sejam ampliadas quando condições ambientais, climáticas ou topográficas exigirem maior proteção.
Vegetação seca aumenta o risco
Outra recomendação é manter a vegetação bem roçada, principalmente nos limites da propriedade rural durante períodos de calor intenso.
Mato alto e seco funciona como material combustível, facilitando a propagação das chamas e permitindo que um foco iniciado fora da propriedade alcance áreas produtivas.
Redobre o cuidado com fontes de calor
Durante a onda de calor, produtores e trabalhadores rurais devem redobrar os cuidados com qualquer fonte capaz de iniciar um incêndio.
A recomendação é evitar churrasqueiras, fogueiras e velas próximas à vegetação, além de garantir o descarte adequado de cigarros, fósforos e cinzas de fornos a lenha.
A queima de resíduos vegetais também exige atenção. O emprego de fogo em queima controlada está sujeito às regras ambientais e à autorização correspondente. A Cetesb mantém procedimento específico para autorização de queima controlada utilizada como fator de produção, manejo agrícola e florestal e para determinadas finalidades fitossanitárias e científicas.
Em períodos de risco elevado de incêndios, autorizações também podem sofrer restrições ou suspensões, como já ocorreu no Estado em situações críticas.
Reforce as rondas pela propriedade
Nos dias mais quentes, a Secretaria de Agricultura recomenda aumentar a frequência do monitoramento das áreas consideradas mais vulneráveis.
A atenção deve ser maior em locais com vegetação seca, divisas das propriedades e áreas próximas a estradas, onde um foco de incêndio pode se espalhar rapidamente.
Identificar fumaça ou fogo ainda no início pode reduzir o tempo necessário para acionar as equipes responsáveis pelo combate.
Se precisar, acione os bombeiros
Focos de incêndio devem ser enfrentados apenas por pessoas treinadas e com equipamentos adequados. Tentar controlar as chamas sem preparo pode colocar trabalhadores e moradores em risco.
Ao identificar fumaça suspeita ou um princípio de incêndio, a orientação é acionar imediatamente o Corpo de Bombeiros pelo telefone 193 ou a Defesa Civil pelo 199.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva sancionou nesta terça-feira (18) uma nova legislação que amplia os instrumentos do governo para enfrentar os impactos do El Niño no campo e reforçar os estoques públicos de alimentos.
Entre as principais mudanças está a possibilidade de o governo comprar determinados produtos agrícolas por valores até 25% superiores ao preço mínimo estabelecido para a safra.
A medida abre caminho para ampliar os estoques administrados pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) em um período de preocupação com os possíveis efeitos do fenômeno climático sobre a produção e o abastecimento.
A estratégia do Ministério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar (MDA) prevê a compra de até 310 mil toneladas de arroz e 180 mil toneladas de milho.
Caso seja necessário para viabilizar a formação dos estoques, o governo poderá pagar acima do preço mínimo, respeitando o limite estabelecido pela nova legislação.
O que muda nas compras da Conab
Até então, a legislação condicionava a aquisição para formação de estoques à situação em que os produtos estivessem negociados abaixo do preço mínimo.
O mecanismo funcionava principalmente como instrumento de sustentação de preços e renda do produtor. Entretanto, essa condição restringia a atuação da Conab quando os preços estavam acima desse patamar, mesmo diante da necessidade de recompor estoques.
Com a mudança, o governo ganha maior margem para realizar compras públicas voltadas ao abastecimento.
Na prática, a alteração permite que a política de estoques seja utilizada não apenas quando há pressão de baixa sobre os preços recebidos pelos produtores, mas também diante da necessidade de garantir disponibilidade de produtos para períodos posteriores.
El Niño aumenta preocupação com abastecimento
A mudança ocorre em meio à preparação do governo para os possíveis impactos do El Niño sobre a produção agropecuária brasileira.
O fenômeno altera os padrões de chuva e temperatura e pode produzir efeitos diferentes entre as regiões produtoras. Por isso, eventuais impactos sobre as safras dependem da intensidade do fenômeno, da época do ano e da localização das lavouras.
Nesse cenário, a formação de estoques de arroz e milho funciona como instrumento adicional da política de abastecimento.
Os estoques públicos podem ser utilizados pelo governo para aumentar a disponibilidade de determinados produtos no mercado quando houver necessidade, dentro das regras estabelecidas para cada programa.
Mais produtos entram no programa para pequenos criadores
A nova legislação também amplia a cesta de produtos que poderá ser adquirida pela Conab e posteriormente comercializada pelo Programa de Venda em Balcão (ProVB).
O programa atende principalmente pequenos criadores de animais, facilitando o acesso a produtos destinados à alimentação dos rebanhos.
Até agora, o ProVB disponibilizava milho. Com as novas regras, a Conab poderá trabalhar também com:
sorgo;
caroço de algodão;
farelo de soja;
farelo de milho;
outros produtos destinados à alimentação animal.
A diversificação pode ampliar as alternativas disponíveis aos pecuaristas, especialmente em períodos de pressão sobre a oferta ou os preços dos insumos utilizados na alimentação animal.
Cooperativas poderão comprar até 80 toneladas por mês
O limite mensal para os pequenos criadores permanece em até 27 toneladas.
A legislação também passa a contemplar cooperativas e associações, que poderão adquirir até 80 toneladas por mês, conforme as regras do programa.
Outra mudança importante é o fim do limite de 200 mil toneladas anuais que existia para o abastecimento do ProVB.
A partir de agora, o volume destinado ao programa deverá ser estabelecido conjuntamente pelo MDA, Ministério da Agricultura e Pecuária e Ministério da Fazenda, considerando a disponibilidade orçamentária e financeira.
Esses ministérios também ficarão responsáveis por estabelecer as condições para as vendas destinadas às cooperativas de produção agropecuária e associações da agricultura familiar, em articulação com a Conab.
Estoques também poderão abastecer programas sociais
A nova legislação ainda autoriza a venda direta de produtos dos estoques públicos da Conab para atender programas sociais, ações de abastecimento e iniciativas relacionadas à segurança alimentar.
Entre os beneficiários previstos estão micro e pequenas indústrias de alimentos, micro e pequenas empresas do varejo alimentar, cooperativas e associações.
A regulamentação dessa modalidade ficará a cargo dos ministérios do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar; do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome; e da Fazenda.
Já a Conab deverá estabelecer os critérios de adesão e credenciamento dos beneficiários, além da metodologia para definição dos preços.
A carambola é uma das frutas favoritas de Mariana Ximenes. Aos 45 anos, a atriz de Quem Ama Cuida compartilhou fotos nas redes sociais em que aparece colhendo carambolas diretamente do pé.
Na publicação, Mariana escreveu: “Carambola direto do pé – Aceitam?!”. O registro chamou atenção justamente pelo hábito de consumir uma fruta bastante associada aos afetivos quintais de vó brasileiros.
Foto: Reprodução/Instagram/@marianaximenes
A carambola tem formato de estrela quando cortada e apresenta sabor que pode variar do ácido ao doce. Além disso, é uma fruta com água, fibras e vitamina C em sua composição.
A carambola (Averrhoa carambola) pertence à família Oxalidaceae e é comum em regiões tropicais, incluindo o Brasil.
Entre os nutrientes presentes na fruta estão vitamina C, fibras e minerais, como o potássio. A vitamina C exerce função antioxidante e participa de processos importantes do organismo, enquanto as fibras contribuem para o funcionamento intestinal e podemaumentar a sensação de saciedade.
Fruta de quintal também exige cuidados
Apesar de nutritiva, a carambola merece atenção em algumas situações. Pessoas com doença renal crônica devem evitar o consumo da fruta, devido ao risco de intoxicação.
O motivo está relacionado à caramboxina, uma neurotoxina presente na carambola. Em pessoas com função renal comprometida, a substância pode não ser eliminada adequadamente pelo organismo e atingir o sistema nervoso central.
O período seco no Brasil, que costuma se estender até setembro e varia conforme a região, eleva significativamente o risco de queimadas no campo. Em Goiás, a situação exige atenção especial: o clima tropical do estado, marcado por uma estação seca bem definida, potencializa fatores como temperaturas altas, baixa umidade do ar, ventos fortes, vegetação ressecada e acúmulo de palhada e restos culturais. Uma combinação que favorece o início e a propagação do fogo.
Diego Braga, consultor de Desenvolvimento de Mercado da Conceito Agrícola, reforça que o momento pede vigilância redobrada e adoção antecipada de medidas preventivas. Segundo ele, as queimadas comprometem a produção agrícola e também degradam o solo, reduzem a biodiversidade e prejudicam a qualidade do ar.
Por isso, a prevenção representa a estratégia mais segura para proteger tanto a propriedade quanto o meio ambiente.
Quais medidas o produtor deve adotar
Braga elenca um conjunto de práticas que ajudam a reduzir o risco de incêndios na propriedade rural:
Manutenção de aceiros sempre limpos e bem definidos;
Proibição de queimadas controladas sem autorização e acompanhamento técnico;
Manejo adequado da palhada, com distribuição uniforme e sem acúmulo excessivo em pontos específicos;
Armazenamento correto de resíduos vegetais;
Monitoramento constante das condições climáticas, com suspensão de atividades de risco em dias críticos;
Rotação de culturas, sempre que possível, para favorecer a decomposição natural da palhada.
Tecnologia amplia a capacidade de prevenção
Ferramentas tecnológicas também ganham espaço como aliadas na prevenção de queimadas. Sistemas de monitoramento via satélite, aplicativos de alerta de risco, drones e sensores de umidade do solo e do ar permitem que o produtor identifique áreas vulneráveis e tome decisões mais assertivas antes que o risco se concretize.
Os números reforçam a urgência do tema: somente em 2024, a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) estimou prejuízos de R$ 14,7 bilhões causados por queimadas na agropecuária, com 2,8 milhões de hectares de propriedades rurais afetados.
Portanto, para Braga, planejamento e tecnologia caminham juntos na redução dos riscos. “Com planejamento e tecnologia é possível reduzir significativamente o risco de queimadas e seus impactos”, reforça o consultor.