Tag: agricultor

  • Justiça condena vizinhos por abalo psicológico de agricultor após perder safra de eucalipto em MG

    Justiça condena vizinhos por abalo psicológico de agricultor após perder safra de eucalipto em MG

    A Justiça de Uberlândia (MG) condenou dois vizinhos de um agricultor por causar abalo psicológico ao produtor após ele perder parte da safra de eucalipto. A decisão destaca os riscos do uso irregular de agrotóxicos e reforça a responsabilidade dos agricultores quanto ao manejo seguro de defensivos.

    Prejuízo na lavoura e responsabilidade dos vizinhos

    O agricultor percebeu danos significativos em sua plantação de eucalipto. As inspeções revelaram que a causa foi a deriva de agrotóxicos aplicados irregularmente pelos vizinhos. Como resultado, a produtividade caiu e o produtor sofreu prejuízos econômicos relevantes.

    Além disso, o caso demonstra que aplicar defensivos fora das normas do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA) não prejudica apenas a lavoura vizinha. Por isso, é essencial que todos os agricultores sigam as regras técnicas, garantindo proteção ambiental e legal.

    Reconhecimento do abalo psicológico

    O juiz destacou que a perda da safra causou impactos emocionais graves. O laudo pericial indicou que o estresse afetou a rotina do agricultor e seu bem-estar. Por isso, a Justiça determinou a indenização, reforçando que os danos morais também são passíveis de reparação quando a conduta do vizinho prejudica a vida emocional do trabalhador rural.

    Deriva de agrotóxicos e cuidados no campo

    Especialistas em agronomia explicam que a deriva ocorre quando partículas do defensivo se deslocam pelo vento e atingem áreas vizinhas. Assim, aplicar produtos sem orientação técnica ou em condições climáticas inadequadas aumenta significativamente os riscos.

    Além disso, a deriva não afeta apenas a produtividade. Ela também pode prejudicar a saúde de pessoas, animais e o equilíbrio ambiental. Por isso, manter registros detalhados de aplicação e cultivo ajuda a proteger os direitos do agricultor caso surjam problemas.

    Precedentes e proteção do produtor

    Decisões como essa reforçam que a legislação brasileira protege os agricultores tanto contra prejuízos materiais quanto emocionais. Além disso, os casos alertam vizinhos sobre a responsabilidade compartilhada no uso de agrotóxicos.

    Para o agricultor, a condenação representa uma compensação financeira e o reconhecimento da gravidade da situação. Assim, o caso de Uberlândia serve como alerta para que todos os produtores rurais adotem boas práticas, garantindo segurança e respeito mútuo no campo.

  • Brasil propõe sediar nova conferência mundial sobre reforma agrária

    Brasil propõe sediar nova conferência mundial sobre reforma agrária

    O ministro do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar, Paulo Teixeira, defendeu nesta semana a reforma agrária como fundamento para a paz e a segurança alimentar global. A declaração ocorreu durante a abertura da 2ª Conferência Internacional sobre Reforma Agrária e Desenvolvimento Rural (ICARRD+20), em Cartagena, na Colômbia, que reúne lideranças de mais de 100 países sob o lema “Terra para trabalhar, terra para comer, terra para a vida”.

    O evento celebra os 20 anos da histórica conferência realizada em Porto Alegre, em 2006. E reafirma o papel do Brasil como referência mundial em políticas agrárias e agricultura familiar. Teixeira lembrou o massacre de Eldorado do Carajás. E destacou que a atual política do governo busca “reparar injustiças históricas e fortalecer a produção no campo”.

    Segundo o ministro, “a reforma agrária representa a justa distribuição da terra, a defesa dos territórios tradicionais e o fortalecimento da agricultura familiar, com enfrentamento ao uso excessivo de agrotóxicos”.

    Brasil reforça liderança regional e apoia produtores familiares

    Com discurso firme, Teixeira afirmou que o Estado brasileiro não é neutro em conflitos agrários e defende o lado dos agricultores familiares. “O governo brasileiro tem lado: o do agricultor que luta pela terra e pela manutenção de suas comunidades”, declarou.

    A fala foi recebida com apoio de representantes indígenas, camponeses, pescadores e organizações internacionais. O presidente da Colômbia, Gustavo Petro, endossou o posicionamento brasileiro e reforçou que a reforma agrária é fundamental para conter a inflação dos alimentos.

    “Produzir mais comida depende de garantir terra, crédito e assistência técnica ao campesino”, disse Petro.

    Proposta de nova conferência no Brasil e cobrança à FAO

    Ao encerrar seu discurso, Paulo Teixeira propôs que a próxima edição da ICARRD seja realizada no Brasil, em dois anos, para acompanhar metas de desconcentração fundiária e enfrentamento da crise climática.

    Durante o evento, Teixeira também fez um apelo direto à Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO). Ao lado do economista-chefe da entidade, Maximo Torero, o ministro cobrou que a FAO adote a reforma agrária como prioridade global.

    “O Brasil levará essa pauta à FAO já na próxima semana. É hora de a principal agência internacional do setor assumir esse compromisso”, afirmou.

    A ICARRD+20 segue até o dia 28 de fevereiro debatendo temas estratégicos como sucessão rural entre jovens, autonomia das mulheres no campo e segurança alimentar global. Consolidando o debate sobre o papel da terra no combate à fome e na construção da paz.

  • Alta global de fertilizantes aperta o bolso do produtor rural brasileiro

    Alta global de fertilizantes aperta o bolso do produtor rural brasileiro

    A forte demanda internacional por fertilizantes mantém os preços em patamares elevados no início de 2026, pressionando o custo de produção no campo e reduzindo o poder de compra do agricultor brasileiro. Dados da consultoria StoneX mostram uma piora significativa nas relações de troca, obrigando os produtores a desembolsar mais sacas de grãos para adquirir a mesma quantidade de insumos.

    Atualmente, o agricultor precisa vender cerca de 36 sacas de milho para comprar uma tonelada de uréia. Um aumento de cinco sacas em relação a janeiro. No caso da soja, a situação se repete: são necessárias quase 29 sacas para adquirir uma tonelada de MAP, também cinco sacas a mais que no começo do ano.

    Fatores globais que sustentam os preços

    O analista de Inteligência de Mercado da StoneX, Tomás Pernías, explica que o movimento reflete a valorização dos fertilizantes no mercado internacional. “Os principais países consumidores se preparam para a temporada de adubação da primavera no Hemisfério Norte. Este movimento sustenta os preços e impacta diretamente o Brasil”, destaca.

    Dois gigantes influenciam fortemente o mercado:

    • Estados Unidos: buscam garantir estoques para as aplicações da primavera, aumentando a demanda.
    • China: amplia suas compras internas e reduz o volume de exportações, restringindo a oferta global.

    Outro agente crucial é a Índia, que realiza grandes licitações de compra de ureia. “A expectativa de novas compras indianas reforçou a percepção de um mercado firme”, completa Pernías.

    Cautela e incerteza no mercado doméstico

    No Brasil, com o fim da janela de compra para a safrinha e um longo intervalo até a safra 2026/27 de soja, os produtores adotam postura cautelosa e tendem a adiar decisões, na esperança de condições mais favoráveis.

    No entanto, o analista da StoneX faz um alerta: não há garantias de melhora significativa no curto prazo. “A demanda norte-americana e chinesa pode perder força em algum momento, mas o apetite comprador do Brasil e da Índia tende a crescer ao longo do ano. Isso pode continuar sustentando os preços”, avalia Pernías.

    O cenário indica que os agricultores brasileiros continuarão enfrentando um ambiente de decisões complexas e custos elevados com fertilizantes. Pelo menos durante os primeiros meses de 2026.

  • Branco Motores reposiciona marca

    Branco Motores reposiciona marca

    A Branco Motores anunciou uma mudança significativa em sua identidade corporativa, passando a se chamar Branco. O reposicionamento visa refletir a ampliação do portfólio da empresa, que agora abrange não apenas motores, mas também setores como jardinagem e construção civil.

    Com a nova marca, a Branco apresenta uma gama diversificada de produtos que inclui motobombas, geradores, ferramentas elétricas, sopradores, roçadeiras, compactadores de solo e vibradores de concreto. A empresa também oferece uma linha completa de produtos para jardinagem, como lavadoras, mangueiras e conectores.

    A mudança de nome é parte da estratégia da empresa para atender diferentes perfis de clientes.
    Desde consumidores individuais que buscam soluções para o dia a dia até profissionais que utilizam os equipamentos em suas atividades.

    Processo de reposicionamento

    Para garantir que o novo nome e identidade representem adequadamente a amplitude do portfólio, a Branco conduziu um extenso estudo de mercado ao longo de seis meses. O objetivo foi analisar casos de empresas que passaram por transições semelhantes e realizar ajustes internos para otimizar a experiência do cliente.

    Mayara Amaral, Gerente de Marketing da Branco, destaca a importância dessa mudança: “Tínhamos um grande desafio e mapeamos todas as variáveis antes de tomar qualquer decisão que pudesse impactar negativamente nossa marca.” A executiva enfatiza que a comunicação clara dos objetivos de cada categoria é essencial para o sucesso do reposicionamento.

    Nova estratégia de comunicação

    A estratégia da Branco será baseada em três pilares: o cliente (agricultor, jardineiro, construtor ou famílias), o contexto de uso (campo, cidade ou construção) e a declaração da marca. Isso garantirá uma comunicação autêntica e eficaz com todos os públicos-alvo.

    A primeira apresentação do novo nome foi feita aos colaboradores durante uma festa de final de ano em dezembro. A empresa implementou ações de endomarketing para engajar os funcionários nesse processo transformador.

    Com o reposicionamento, a Branco projeta um ano inovador, com expectativas de superar lançamentos anteriores e oferecer soluções de excelência para diversos profissionais. “A mudança reflete nosso desejo de impulsionar o Brasil com inovação e soluções potentes e duráveis,” conclui Mayara Amaral.

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  • 1º de fevereiro é o Dia do Tomate

    1º de fevereiro é o Dia do Tomate

    No dia 1º de fevereiro, comemora-se o Dia do Tomate, uma data que celebra não apenas a importância nutricional dessa fruta, mas também seu impacto econômico. O tomate, fruta que conquistou seu lugar de destaque na culinária mundial, é um ingrediente indispensável na maioria dos lares brasileiros. Além de ser um alimento saudável, rico em vitaminas, minerais e antioxidantes, o tomate é extremamente versátil.

    Ele pode ser consumido fresco em saladas, transformado em molhos, polpas, extratos e até mesmo em produtos como ketchup. Além disso, sua produção movimenta bilhões de dólares anualmente e desempenha um papel crucial na agricultura e na economia do Brasil. O país se consolida como o nono maior produtor mundial, com uma safra que ultrapassou 1,7 milhão de toneladas em 2024, segundo dados do IBGE.

    Rio apresenta programa de incentivo aos produtores

    A Secretaria de Estado de Agricultura do Rio de Janeiro aproveita a data para comemorar a produção de tomate no estado e apresentar o Cultivar Orgânico, um programa do Agrofundo que oferece incentivos aos produtores.

    O Cultivar Orgânico funciona como um fomento agropecuário, permitindo que os produtores obtenham empréstimos com juros de apenas 2% ao ano. O objetivo é aumentar a produção e a produtividade tanto nos sistemas orgânicos quanto nos convencionais, sempre com foco em ações sustentáveis.

    De acordo com a Emater-Rio, os municípios de Sumidouro e Paty do Alferes se destacam na produção de tomate. Eles respondempor cerca de 30% da produção total do estado, que é de aproximadamente 98.538,18 toneladas. Em 2023, o valor da produção no estado alcançou cerca de R$ 400 milhões, com pelo menos 2.400 produtores cultivando diferentes variedades de tomate, incluindo italiano, sweet grape, cereja e carmen.

    Produção no Brasil

    A produção de tomate no Brasil é um setor que gera empregos, impulsiona a agricultura e abastece uma cadeia produtiva que vai desde pequenos agricultores até grandes indústrias de alimentos. Entre essas empresas, destaca-se a Kraft Heinz, uma das líderes globais no segmento de alimentos e bebidas, responsável por marcas consagradas como Heinz, Hemmer, Quero e BR Spices.

    Lucas Paschoal, Head de Agricultura da Kraft Heinz Brasil. Foto: divulgação

    A Kraft Heinz é uma das principais contribuintes para a produção nacional de tomate, cultivando milhões de quilos por ano. “Valorizamos profundamente a qualidade dos nossos produtos. E cada etapa do processo de produção é essencial para atingir esse nível de excelência”, afirma Lucas Paschoal, Head de Agricultura da Kraft Heinz Brasil.

    Tecnologia e sustentabilidade na produção de tomate

    A empresa utiliza práticas avançadas de cultivo e colheita, além de contar com sementes híbridas desenvolvidas pela Heinz Seeds, nos Estados Unidos. Essas técnicas garantem safras de alta qualidade, que refletem o compromisso da empresa com o consumidor e com a sustentabilidade. Anualmente, a Kraft Heinz cultiva uma área equivalente a 2,5 mil campos de futebol, produzindo mais de sete bilhões de tomates. Se enfileirados, esses tomates ocupariam o espaço correspondente a treze voltas ao redor do mundo.

    Essa produção abastece os 50 SKUs (unidades de manutenção de estoque) que utilizam o tomate como ingrediente principal, incluindo ketchup, molhos, polpas e extratos das marcas Heinz, Hemmer e Quero. A diversidade de produtos derivados do tomate reforça a importância dessa fruta não apenas na alimentação, mas também na economia e na cultura brasileira.

    O tomate é muito mais do que um simples ingrediente: é um símbolo de saúde, versatilidade e prosperidade econômica. No Dia do Tomate, celebramos não apenas suas qualidades nutricionais. Mas também o trabalho de milhares de agricultores e empresas que transformam essa fruta em produtos essenciais para o dia a dia dos brasileiros.

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  • Embrapa: drone traz inovação para pequenos produtores

    Embrapa: drone traz inovação para pequenos produtores

    O lançamento do Plano Safra 2024-2025 em Brasília apresentou uma solução inovadora para pequenos produtores. Em parceria com a Embrapa e a empresa paulista BirdView, com apoio financeiro da Fapesp, o drone Orbio promete revolucionar o controle biológico na agricultura, substituindo agroquímicos, por exemplo.

    Desenvolvido para combater pragas e doenças sem prejudicar o meio ambiente, o Orbio utiliza um sistema de otimização de planos de voo com dispensador de insetos. A nova tecnologia foi destaque na exposição na Praça dos Três Poderes, onde o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e vários ministros, incluindo Paulo Teixeira, Carlos Fávaro, Fernando Haddad e Marina Silva, estiveram presentes.

    O presidente da Embrapa, Silvia Massruhá, apresentou a tecnologia ao presidente Lula, destacando sua importância para o controle biológico. “Pragas e doenças agrícolas causam prejuízos financeiros de milhões por ano”, explicou Lúcio Jorge, pesquisador da Embrapa Instrumentação. Ele enfatizou as vantagens do uso de drones, como o baixo custo operacional, alta eficiência e grande alcance de aplicação.

    Drone no campo

    Segundo Jorge, os drones otimizam o planejamento de rotas para o controle biológico, reduzindo o tempo de planejamento e minimizando erros humanos graças à automatização. Além disso, ele destacou que softwares existentes no mercado não possuem a capacidade de otimização de rotas configurada pelo usuário, exigindo maior experiência do operador.

    A parceria com a BirdView foi essencial para o desenvolvimento do projeto. “A empresa é especialista na aplicação de biodefensivos por drones desde 2015, com operações no Brasil, África do Sul, Índia e México”, disse Jorge. O protótipo do Orbio está em fase final de testes em fazendas e como resultado, promete ampliar a gama de clientes, incluindo a agricultura familiar.

    Drone para produtores familiares

    Durante a solenidade de lançamento, o ministro Paulo Teixeira elogiou a Embrapa e a presidente Silvia Massruhá, destacando sua contribuição para o setor leiteiro e outras áreas. O presidente Lula demonstrou interesse na acessibilidade da tecnologia para produtores familiares. Silvia Massruhá destacou que o Plano Safra é uma oportunidade para que as tecnologias da Embrapa. Elas devem chegar a todos os produtores rurais, e as linhas de crédito são um estímulo à adoção de práticas sustentáveis como a Integração Lavoura-Pecuária-Floresta.

  • Cultivo de amendoim cresce no Brasil

    Cultivo de amendoim cresce no Brasil

    O cultivo de amendoim no Brasil tem mostrado um crescimento significativo nos últimos anos. De acordo com dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a produção de amendoim em 2023 atingiu 598 mil toneladas. Isso representa um aumento de 5,2% em relação ao ano anterior. Este crescimento se deve principalmente ao aumento da área plantada, que passou de 151 mil hectares em 2022 para 159 mil hectares em 2023.

    As projeções para a safra 2024 são otimistas. Segundo a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), espera-se que a área plantada com amendoim continue a crescer, atingindo 165 mil hectares. O aumento na área cultivada é impulsionado pela demanda crescente tanto no mercado interno quanto no externo. Além disso, a introdução de novas tecnologias e melhores práticas agrícolas tem contribuído para o aumento da produtividade, com uma expectativa de produção superior a 620 mil toneladas para 2024.

    Fatores de Crescimento

    • Demanda Externa: A crescente demanda por amendoim no mercado internacional, especialmente em países asiáticos, tem incentivado os produtores brasileiros a expandir suas áreas de cultivo.
    • Tecnologia Agrícola: A adoção de tecnologias de ponta, como sistemas de irrigação modernos e variedades de sementes mais resistentes. Isso tem aumentado a eficiência e a produtividade das plantações de amendoim.
    • Incentivos Governamentais: Programas de incentivo ao agronegócio, incluindo financiamentos e subsídios, têm apoiado os agricultores na expansão de suas áreas de cultivo.
    • Demanda Festiva: A maior demanda por produtos de amendoim durante as festas juninas e julinas impulsiona o cultivo.
    Reprodução: IBGE

    Conexão com as Festas Juninas e Julinas

    As festas juninas e julinas, celebradas em junho e julho respectivamente, são tradições populares no Brasil que incluem uma variedade de doces típicos feitos de amendoim. Entre os mais populares estão a paçoca, o pé-de-moleque, e o cajuzinho. O aumento do cultivo de amendoim contribui diretamente para a disponibilidade desses ingredientes, garantindo que os festejos sejam bem abastecidos com esses doces tradicionais.

    A paçoca é um doce de amendoim triturado com açúcar e farinha de mandioca, enquanto o pé-de-moleque é feito com amendoim torrado e caramelizado com açúcar. Ambos são indispensáveis nas mesas das festas juninas e julinas e representam a forte conexão entre a agricultura e a cultura brasileira.

    Apesar do crescimento, o setor ainda enfrenta desafios, como a necessidade de manejo sustentável do solo e água, além de questões relacionadas à logística e armazenamento.

    Outr o fator relevante: com o preço do azeite de oliva em alta constante, muitos consumidores brasileiros estão buscando alternativas mais acessíveis, como o óleo de amendoim, o que pode impulsionar ainda mais a busca pelo produto.

    Entretanto, o aumento do cultivo de amendoim no Brasil é um reflexo da demanda crescente e dos avanços tecnológicos no setor agrícola. Com projeções otimistas para os próximos anos, o país se consolida como um importante produtor de amendoim, tanto para o mercado interno quanto para o externo.

  • Entenda porque as hortaliças estão tão caras

    Entenda porque as hortaliças estão tão caras

    O preço das hortaliças tem registrado aumentos significativos no Brasil, e diversos fatores contribuem para essa elevação, conforme dados de órgãos e entidades oficiais, como a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) e o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

    Os fenômenos climáticos adversos, como secas prolongadas e geadas, têm impactado diretamente a produção de hortaliças. A Conab aponta que a seca nas regiões Centro-Oeste e Sudeste e as geadas no Sul do Brasil afetaram drasticamente as safras. As hortaliças são particularmente sensíveis às variações climáticas, resultando em menor oferta e, consequentemente, em preços mais altos. Alguns produtos, como alface, tem o consumo reduzido no frio, e por conseqüência os produtores diminuem a produção para evitar perdas. Isso diminui a oferta e aumenta o preço.

    O aumento nos custos de insumos agrícolas, como fertilizantes e defensivos, também contribui para a alta nos preços. Segundo a Associação Nacional para Difusão de Adubos (ANDA), os preços dos fertilizantes aumentaram significativamente devido à escassez global e aos altos custos de transporte. Além disso, a alta do dólar encarece os insumos importados, pressionando ainda mais os custos de produção.

    A logística é outro fator crucial. A Associação Brasileira de Logística (Abralog) destaca que a infraestrutura deficiente e os altos custos de transporte influenciam diretamente no preço final das hortaliças. As más condições das estradas e a elevação dos preços dos combustíveis aumentam os custos de distribuição, que são repassados ao consumidor final.

    A relação entre demanda e oferta também desempenha um papel significativo. Durante a pandemia de COVID-19, houve uma mudança nos padrões de consumo, com aumento da demanda por alimentos frescos e saudáveis, como hortaliças. Essa demanda crescente, associada a uma oferta reduzida por problemas climáticos e logísticos, eleva os preços.

    Soluções a médio prazo

    Para mitigar esses aumentos, é essencial investir em tecnologias agrícolas que aumentem a resiliência das safras às condições climáticas adversas. A Conab sugere o uso de sistemas de irrigação mais eficientes e o desenvolvimento de variedades de hortaliças mais resistentes. Além disso, melhorias na infraestrutura de transporte e políticas de subsídios para insumos agrícolas podem ajudar a reduzir os custos de produção e distribuição.

    A alta nos preços das hortaliças é resultado de uma combinação de fatores climáticos, custos de produção elevados, desafios logísticos e uma demanda crescente. Soluções integradas envolvendo tecnologia, infraestrutura e políticas públicas são essenciais para estabilizar os preços e garantir a acessibilidade desses alimentos fundamentais para a população brasileira.