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  • Aquisição da AgBiTech amplia portfólio biológico da BASF

    Aquisição da AgBiTech amplia portfólio biológico da BASF

    A BASF Soluções para Agricultura finalizou, em 31 de março, a aquisição da AgBiTech, multinacional especializada em soluções biológicas para o controle de pragas. A conclusão do negócio ocorreu após a aprovação de todas as instâncias regulatórias, incluindo o Conselho Administrativo de Defesa Econômica (CADE) no Brasil e outras autoridades internacionais. O fechamento consolida o acordo firmado entre a BASF, o fundo de investimento Paine Schwartz Partners e demais acionistas em janeiro deste ano.

    A compra consolida um movimento estratégico da BASF para acelerar o crescimento e a adoção de tecnologias biológicas em escala global. Com destaque para o mercado brasileiro, um dos mais dinâmicos do mundo nesse segmento.

    Segundo a CropLife Brasil, a área tratada com bioinsumos no país aumentou mais de 28% em 2025, alcançando 194 milhões de hectares. O crescimento reforça o papel da AgBiTech, que construiu sólida presença no Brasil com soluções voltadas ao manejo biológico de pragas.

    “A aquisição da AgBiTech fortalece nossa posição em um mercado altamente atraente e complementa nosso portfólio com tecnologias biológicas inovadoras. Estamos confiantes de que essa integração trará valor aos agricultores e ampliará nossa atuação global”, destacou Livio Tedeschi, presidente global da BASF Soluções para Agricultura.

    História

    Fundada em 2000 em Fort Worth, Texas (EUA), a AgBiTech é pioneira no uso da tecnologia de Nucleopoliedrovírus (NPV), que utiliza vírus naturais para controlar lagartas em soja, milho e algodão. O portfólio e a expertise da empresa passam agora a integrar as soluções oferecidas pela BASF para o manejo sustentável de cultivos.

    Para Adriano Vilas-Boas, CEO da AgBiTech, a incorporação à BASF representa “um passo decisivo” para tornar o controle biológico mais acessível aos produtores em todo o mundo. “O alcance global e a estrutura de pesquisa da BASF ajudarão a potencializar o impacto de nossas tecnologias”, afirmou.

    Na visão de Sergi Vizoso, vice-presidente sênior da BASF Soluções para Agricultura na América Latina, o movimento reforça o compromisso da companhia com a sustentabilidade e a inovação. “Seguimos empenhados em apoiar os produtores na busca por lavouras mais produtivas e resilientes, oferecendo soluções que olham para todo o sistema produtivo”, explicou.

    Já Marcelo Batistela, vice-presidente da BASF Soluções para Agricultura no Brasil, destacou a relevância da operação para o país. “O Brasil lidera a adoção de novas tecnologias para o manejo integrado de pragas, e a incorporação da AgBiTech amplia nosso alcance nesse processo”, afirmou.

  • BASF reforça portfólio biológico com aquisição da AgBiTech

    BASF reforça portfólio biológico com aquisição da AgBiTech

    A BASF Soluções para Agricultura anunciou a aquisição da AgBiTech, empresa norte-americana especializada em controle biológico de pragas. O acordo com a firma de private equity Paine Schwartz Partners e outros acionistas prevê que a BASF assuma a propriedade total da companhia, incluindo portfólio, patentes, unidades de fabricação e centros de pesquisa e desenvolvimento.

    A conclusão do negócio está prevista para o primeiro semestre de 2026, ainda sujeita à aprovação das autoridades regulatórias. Os valores e termos financeiros do acordo não foram divulgados.

    Fundada em 2000, com sede em Fort Worth (Texas, EUA), a AgBiTech desenvolve soluções baseadas na tecnologia de Nucleopoliedrovírus (NPV),vírus naturais usados para o controle de insetos que atacam culturas agrícolas. A empresa atua no Brasil, Estados Unidos e Austrália, atendendo produtores de soja, milho, algodão e outros cultivos.

    Segundo Livio Tedeschi, presidente global da BASF Soluções para Agricultura, a compra reforça o foco da companhia em práticas agrícolas sustentáveis e inovadoras. “A AgBiTech tem um histórico sólido no desenvolvimento de soluções eficientes para o manejo de pragas. Essa experiência complementa nosso portfólio de BioSoluções e reforça nossa estratégia de uma agricultura mais sustentável e holística”, destacou o executivo.

    Brasil e a integração

    O vice-presidente sênior de Marketing Estratégico e Sustentabilidade Global da BASF, Marko Grozdanovic, afirma que o Brasil será um dos principais beneficiados com a integração. “O país é um dos mercados que mais cresce em proteção biológica de cultivos. Essa aquisição fortalece nossa posição como fornecedor de soluções integradas e sustentáveis”, afirmou.

    Na mesma linha, Sergi Vizoso-Sansano, vice-presidente sênior da BASF Soluções para Agricultura na América Latina, ressaltou a importância da tecnologia da AgBiTech para o campo brasileiro. “Os produtores enfrentam grandes desafios com lagartas que afetam a produtividade. A tecnologia da AgBiTech representa uma solução adicional e eficaz para o controle dessas pragas”, disse.

    Com a aquisição, a BASF amplia seu portfólio de soluções biológicas e reforça sua presença no segmento de proteção sustentável de cultivos, especialmente no Brasil — um dos mercados mais promissores para o setor.

  • Saiba o que são os baculovírus

    Saiba o que são os baculovírus

    Pesquisas apontam que os baculovírus têm se destacado como uma ferramenta crucial para enfrentar a resistência de lagartas a biotecnologias e inseticidas químicos.

    Estudos conduzidos por pesquisadores de instituições como a Esalq/USP e as universidades federais de Pelotas e Santa Maria (RS) destacam a eficiência dos bioinseticidas à base de baculovírus no controle de pragas.

    Com sua atuação biológica, esses inseticidas vêm se mostrando uma solução eficiente em meio à crescente resistência das lagartas aos produtos convencionais.

    Avanços e evidências científicas

    Celso Omoto, especialista da Esalq/USP, explica que testes realizados com as espécies Spodoptera frugiperda e Helicoverpa armigera demonstraram a suscetibilidade dessas lagartas aos baculovírus, sem indicativos de resistência cruzada com inseticidas químicos.

    Omoto também destaca que esses bioinseticidas, classificados no Grupo 31 pelo IRAC Internacional, têm um modo de ação inédito, o que favorece sua aplicação em estratégias de manejo integrado de pragas (MIP).

    Essa abordagem combina múltiplas táticas para garantir um controle mais robusto das populações de lagartas.

    Oderlei Bernardi, da Universidade Federal de Santa Maria, aponta que a resistência de lagartas aos inseticidas químicos em plantações de soja continua a crescer.

    Seus estudos indicam que os baculovírus representam uma alternativa viável, devido ao seu mecanismo de ação diferenciado.

    Além disso, há evidências de que esses produtos intensificam o controle de pragas quando aplicados em cultivos de soja transgênica, como a soja ‘Intacta’.

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    Na Universidade Federal de Pelotas, o entomologista Daniel Bernardi também reforça a importância dos baculovírus.

    Segundo ele, o aumento da resistência de Spodoptera frugiperda a inseticidas químicos e a biotecnologias têm tornado o manejo dessa praga no milho um desafio crescente. “Os baculovírus se destacam como uma das melhores alternativas biológicas para lidar com essa resistência”, observa Bernardi.

    Impacto e expansão no mercado

    A vice-presidente de Pesquisa & Desenvolvimento da AgBiTech, Paula Marçon, ressalta que os baculovírus são não apenas sustentáveis do ponto de vista ambiental. Eles são essenciais para a gestão das pragas em grandes cultivos.

    “Além de suprimir populações, os baculovírus promovem epizootias, prolongando o controle de lagartas a campo e melhorando a eficácia de biotecnologias e inseticidas químicos, cuja eficiência tem sido comprometida pela resistência”, explica Marçon.

    Trabalhos acadêmicos e a campo demonstram que os bioinseticidas à base de baculovírus agem como supressores de populações de lagartas, além de impulsionar desempenho de biotecnologias e inseticidas químicos nas culturas

    Dados da consultoria Kynetec revelam que a adesão aos bioinseticidas de baculovírus aumentou na última safra. Em 59% das áreas tratadas de soja, eles superaram o uso dos produtos à base de Bacillus thuringiensis.

    A AgBiTech, principal fornecedora desses biolagarticidas, viu seu alcance expandir para mais de cinco milhões de hectares em lavouras brasileiras.

    “Nosso objetivo é fornecer alternativas que ajudem a manter a rentabilidade do produtor e a sustentabilidade do agronegócio”, conclui Pedro Marcellino, diretor de marketing da empresa.

    O crescente uso de baculovírus na agricultura brasileira reflete uma mudança de estratégia para lidar com a resistência de pragas, reforçando a importância dessas soluções biológicas no manejo integrado e sustentável.

    Mas o que é um baculovírus?

    Baculovírus são vírus que infectam insetos, principalmente lagartas, sendo utilizados amplamente como bioinseticidas no controle de pragas agrícolas.

    Eles pertencem à família Baculoviridae e se destacam por sua especificidade, afetando apenas determinados insetos sem causar danos a outros organismos.

    Isso incluí  humanos, plantas e animais. Esse tipo de vírus é caracterizado por possuir um DNA de fita dupla e ser encapsulado em proteínas que facilitam sua dispersão e eficácia no ambiente.

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    No controle biológico, os baculovírus agem ao infectar e matar lagartas que atacam culturas agrícolas, como milho e soja.

    A infecção ocorre quando as lagartas consomem folhas ou partes da planta contaminadas com o vírus. Após serem ingeridos, os vírus se multiplicam dentro do corpo das lagartas, provocando sua morte em alguns dias.

    Além de serem altamente eficazes, eles apresentam a vantagem de serem ambientalmente sustentáveis, pois são inofensivos a inimigos naturais e outros polinizadores.

    Esses vírus também são importantes em programas de manejo integrado de pragas (MIP), onde são utilizados junto com outras estratégias, como biotecnologias e inseticidas químicos. A ideia é ,asssim, garantir um controle mais eficaz e sustentável das pragas.