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  • Greening ameaça pomares do Vale do Ribeira

    Greening ameaça pomares do Vale do Ribeira

    O Sistema Estadual de Agricultura (Seagri) emitiu alerta fitossanitário após a confirmação de casos de greening (HLB) nos municípios de Doutor Ulysses e Cerro Azul, no Vale do Ribeira. Considerada a mais grave doença da citricultura, o HLB pode causar perdas devastadoras à produção, levando à queda precoce de frutos e até à morte das plantas.

    Diante do risco, o governo do Paraná reforçou as medidas de controle e convocou reunião emergencial com produtores e autoridades para 23 de junho, na sede da Secretaria da Agricultura e do Abastecimento (Seab), em Curitiba.

    Operação Big Citros chega ao Vale do Ribeira

    No dia 30 de junho, a Agência de Defesa Agropecuária do Paraná (Adapar) inicia uma nova edição da Operação Big Citros na região. A ação, que já obteve resultados positivos no Norte e Noroeste do estado, visa:

    • Inspecionar pomares em busca de plantas sintomáticas
    • Orientar produtores sobre manejo preventivo
    • Eliminar focos da doença para evitar disseminação

    Além disso, o IDR-Paraná instalará armadilhas para monitorar a presença do psilídeo asiático (Diaphorina citri), inseto transmissor do HLB. Até agora, não há registros do vetor na região, o que aumenta as chances de controle eficaz.

    Sintomas e riscos do greening

    O HLB é causado pela bactéria Candidatus Liberibacter (CLas) e ataca:

    • Laranjeiras
    • Limoeiros
    • Murta (Murraya paniculata)

    Principais sintomas:

    • Folhas amareladas e manchadas
    • Frutos pequenos, deformados e com sementes abortadas
    • Queda prematura de frutos
    • Morte precoce das plantas

     

    “Não Há Motivo para Pânico”, Diz Adapar

    Renato Blood, diretor de Defesa Agropecuária da Adapar, tranquilizou os produtores: “A erradicação é feita apenas na planta doente, não em todo o pomar. Com ações rápidas, podemos conter o avanço.”

    O Paraná está em estado de emergência fitossanitária desde dezembro de 2023, e a notificação imediata de casos suspeitos é obrigatória.

    Próximos passos

    • Reunião de alinhamento (23/06) com produtores e prefeituras
    • Início da Operação Big Citros (30/06) no Vale do Ribeira
    • Instalação de armadilhas para monitoramento do psilídeo

    “A citricultura é vital para a região, especialmente a produção de poncã. Contamos com a colaboração de todos para evitar prejuízos maiores”, reforçou Blood.

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  • Sudoeste do Paraná inicia vazio sanitário da soja 

    Sudoeste do Paraná inicia vazio sanitário da soja 

    O Sudoeste do Paraná entrou nesta quinta-feira (12) no período de vazio sanitário da soja, conforme o calendário escalonado pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa). A medida, que se estende até 10 de setembro, proíbe o cultivo e a manutenção de plantas vivas de soja nos campos da região. O plantio da oleaginosa será liberado a partir de 11 de setembro, com prazo final para a semeadura em 10 de janeiro de 2026.

    O vazio sanitário é uma estratégia fitossanitária fundamental para interromper o ciclo do fungo Phakopsora pachyrhizi, causador da ferrugem asiática, considerada a principal doença da soja no Brasil. Sem a presença de plantas vivas no campo, o fungo perde seu hospedeiro, reduzindo drasticamente a incidência e a disseminação da doença na próxima safra. A ferrugem asiática pode comprometer até 90% da produção, além de elevar os custos de controle e impactar a produtividade das lavouras.

    Fiscalização e penalidades

    A Agência de Defesa Agropecuária do Paraná (Adapar) é responsável pela fiscalização do cumprimento do vazio sanitário em todo o estado. Produtores que descumprirem as regras e mantiverem soja viva durante o período proibido estão sujeitos a penalidades previstas em lei. A Adapar também monitora o calendário de plantio para garantir a efetividade da medida.

    Segundo técnicos da Adapar e do Sistema FAEP, a adesão de todos os agricultores é essencial para o sucesso da estratégia. A orientação é eliminar imediatamente qualquer planta de soja que surgir espontaneamente durante o vazio sanitário, incluindo áreas de pousio, beiras de estradas e cultivos de inverno.

    Calendário escalonado por regiões

    O Paraná adotou o escalonamento do vazio sanitário para respeitar os diferentes microclimas e otimizar o controle da doença. Confira as datas para cada região:

    A Portaria nº 1.271, de 30 de abril de 2025, do Mapa definiu os períodos após consultar entidades representativas do setor agrícola.

    A Adapar alerta que a fiscalização será intensificada durante o vazio sanitário. E a colaboração dos produtores é decisiva para evitar prejuízos econômicos e garantir a sanidade das lavouras de soja no Paraná.

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  • Liberada comercialização de moluscos em Guaratuba

    Liberada comercialização de moluscos em Guaratuba

    A comercialização de ostras, mexilhões, vieiras e berbigões em Guaratuba (PR) foi liberada nesta semana pela Agência de Defesa Agropecuária do Paraná (Adapar). A decisão ocorreu após novos testes comprovarem que os índices da toxina ácido ocadáico – associada à maré vermelha – estão dentro dos limites seguros para consumo humano.

    Os resultados das análises, realizadas em amostras coletadas em 31 de março e 3 de abril, foram divulgados em Nota Técnica da Adapar. A interdição, imposta no fim de março, exigia dois testes consecutivos com resultados negativos para a toxina. A agência reforçou que seguirá monitorando a região para garantir a qualidade dos produtos.

    O que é a ficotoxina ácido ocadáico?

    Produzida por microalgas marinhas, a substância se acumula em moluscos filtradores (como ostras e mexilhões) que se alimentam desses organismos. Embora não cause danos aos animais, em humanos pode provocar:

    • Náuseas e vômitos;
    • Dores abdominais;
    • Diarreia intensa.

    A contaminação ocorre principalmente durante o fenômeno da maré vermelha, quando as algas tóxicas se proliferam em excesso, mudando a coloração da água para tons avermelhados ou alaranjados.

    Maré vermelha: entenda o fenômeno

    A maré vermelha é um evento natural temporário, associado a mudanças nas correntes marítimas, temperatura da água e condições climáticas. No litoral paranaense, o monitoramento constante da Adapar é essencial para evitar riscos à saúde pública e prejuízos aos produtores.

    Em 2023, por exemplo, o estado registrou 12 interdições em áreas de cultivo de moluscos devido a surtos de toxinas.

    A Adapar mantém o programa de vigilância ativa em Guaratuba e outras regiões do litoral. Produtores e consumidores podem acompanhar atualizações no site oficial da agência.

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  • Porco Moura: Paraná preserva raça que revoluciona a carne suína gourmet no Brasil

    Porco Moura: Paraná preserva raça que revoluciona a carne suína gourmet no Brasil

    O Paraná, segundo maior produtor de suínos do Brasil (21,5% do mercado nacional), está escrevendo um novo capítulo na suinocultura: o resgate do Porco Moura, raça crioula com carne comparada a cortes bovinos premium. Com 3.500 animais registrados em 2024 – 74% deles no Estado –, a espécie, quase extinta nos anos 1970, virou símbolo de gastronomia sustentável e alavanca projetos de Indicação Geográfica (IG).

    Originário das missões jesuíticas do século XVI, o Porco Moura foi essencial no Brasil colonial: sua banha abastecia lamparinas e cozinhas até ser substituída por óleos vegetais. Com a industrialização, raças europeias de engorda rápida dominaram o mercado, quase extinguindo a Moura. “Em 2014, restavam 625 animais. O Paraná salvou a raça”, afirma Marson Bruck Warpechowski, coordenador do Projeto Porco Moura da UFPR, retomado em 2014 após décadas de esquecimento.

    Em 2024, a raça foi declarada Patrimônio Histórico, Cultural e Genético do Paraná, e uma portaria inédita da Adapar regulamenta sua criação em sistema extensivo, garantindo biosseguridade e bem-estar animal.

    Carne marmorizada e produção 100% natural: o diferencial

    Enquanto suínos industriais atingem o abate em 150 dias, o Moura leva 300 dias, criado solto e alimentado com frutas, tubérculos e pastagens. O resultado é uma carne com:

    • Marmoreio superior: Gordura intramuscular que garante maciez e suculência.
    • Coloração vermelho intenso: Similar a cortes bovinos como prime rib e T-bone.
    • Espessura de toucinho: 3 cm a 5 cm, contra 0,5 cm a 1,5 cm dos industriais.
    Projeto de IG e charcutaria premium colocam o Paraná no mapa da gastronomia sustentável. Foto: Projeto Porco Moura/UFPR

    “Sua adaptação genética ao clima sulista e dieta diversificada criam um terroir único”, destaca Warpechowski. A carne já é vendida em açougues e restaurantes de Curitiba, com rastreabilidade e preços até 30% mais altos que o convencional.

    Do abate ao selo de origem

    A falta de abatedouros adaptados ainda é um entrave. “Frigoríficos industriais não processam pequenos lotes, encarecendo a logística”, explica Warpechowski. Para viabilizar a cadeia, o Paraná discute a criação de uma marca coletiva e o registro de IG, seguindo o modelo do presunto ibérico espanhol.

    Carne do Moura tem marmoreio superior e valor 30% mais alto que a suína industrial. Foto: Projeto Porco Moura/UFPR

    Outra frente é a charcutaria gourmet: cortes como ancho steak e bochecha têm atraído chefs e consumidores premium. “Produtos diferenciados agregam valor e justificam o custo”, afirma o professor.

    Legislação pioneira e futuro sustentável

    A Adapar finaliza a primeira normativa nacional para criação extensiva, com regras claras sobre biosseguridade, espaço por animal e limites para produção de subsistência. “A portaria protege toda a cadeia, inclusive a industrial”, afirma João Humberto Teotônio de Castro, chefe de sanidade suína da agência.

    A expectativa é que o texto, publicado em abril de 2024, anteceda a Semana Estadual dos Porcos Crioulos em maio – data que celebra a tradição e impulsiona o mercado.

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  • Paraná intensifica vigilância contra gripe aviária no Litoral

    Paraná intensifica vigilância contra gripe aviária no Litoral

    A Agência de Defesa Agropecuária do Paraná (Adapar) reforçou nesta semana a fiscalização em propriedades rurais e áreas de circulação de aves migratórias no Litoral paranaense. O objetivo é evitar a entrada da gripe aviária H5N1, doença que já causou prejuízos bilionários nos Estados Unidos e preocupa o maior produtor e exportador de frangos do Brasil.

    Após o registro de 23 milhões de aves infectadas nos EUA apenas em janeiro de 2025, o Paraná ampliou medidas de biossegurança para proteger seu rebanho avícola. De acordo com Rafael Gonçalves Dias, chefe do Departamento de Saúde Animal da Adapar, “o vírus H5N1 representa um risco econômico imenso para o Estado, que responde por 34,2% da produção nacional de frangos”.

    Desde maio de 2023, quando o Brasil confirmou o primeiro caso da doença em uma ave silvestre, o Paraná registrou 13 focos isolados, todos controlados em animais silvestres.

    Por que o Litoral é prioritário?

    A região é rota de aves migratórias que podem carregar o vírus de outros países. A Adapar atua em parceria com o Centro de Estudos Marinhos da UFPR para monitorar espécies como maçaricos e batuíras, potenciais vetores da doença. “Elas são a porta de entrada do vírus. Por isso, intensificamos a vigilância e a orientação a produtores de subsistência”, explica Dias.

    O governo paranaense prorrogou até julho de 2025 o decreto de emergência zoossanitária, válido desde janeiro de 2023. A medida permite ações rápidas de contenção, como interdição de propriedades e restrições sanitárias.

    Impacto na economia: Paraná lidera exportações

    Dados do IBGE de 2024 mostram que o Estado:

    • Abateu 2,2 bilhões de frangos (34,2% do total nacional).
    • Produziu 4,756 milhões de toneladas de carne de frango.
    • Exportou 2,171 milhões de toneladas, gerando US$ 4 bilhões em receita.

    “Se o vírus atingir granjas comerciais, o prejuízo será incalculável. Não podemos baixar a guarda”, alerta Dias. A Adapar orienta produtores e moradores a:

    • Evitar contato com aves silvestres mortas ou doentes.
    • Notificar imediatamente casos suspeitos pelo telefone 181.
    • Reforçar higiene em criações domésticas.

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