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  • O fim dos percevejos: nanotecnologia é aposta da ADAMA

    O fim dos percevejos: nanotecnologia é aposta da ADAMA

    O avanço dos percevejos nas lavouras de soja e milho segue como um dos principais desafios do produtor rural, com impacto direto na produtividade e no bolso. Atenta a esse cenário, a ADAMA apresentou ao mercado brasileiro o Galil nano, inseticida desenvolvido no Brasil que utiliza nanotecnologia para elevar o padrão de controle de percevejos e da cigarrinha-do-milho. O lançamento ocorreu durante o Show Rural Coopavel, uma das maiores feiras agrícolas do país, que acontece em Cascavel (PR) e marcou a estreia da plataforma de Nanotecnologia da companhia.

    Apontado como a grande estrela do estande da ADAMA, o Galil nano foi apresentado por Yvan Lopes, diretor de Marketing da empresa no Brasil, que destacou o impacto silencioso, porém severo, causado pelos percevejos. Segundo ele, os insetos se alimentam sugando a seiva da planta e ainda injetam toxinas por meio da saliva, comprometendo o desenvolvimento da lavoura. “É um inseto que tira, em pouco tempo, tudo aquilo que o agricultor construiu ao longo da safra, reduzindo o potencial produtivo por hectare”, afirmou.

    Os prejuízos são expressivos. No caso do percevejo-marrom (Euschistus heros), a presença de três insetos por metro pode resultar em perda de 1,5 saca por hectare, o equivalente a cerca de R$ 180/ha. Já o percevejo-barriga-verde (Diceraeus spp.), com a mesma infestação, pode causar danos ainda mais severos, chegando a aproximadamente 20 sacas por hectare, o que representa até R$ 1.200/ha. No milho, os danos podem ser ainda mais críticos, exigindo atenção redobrada no manejo.

    Yvan Lopes, diretor de Marketing da Adama no Brasil

    Tecnologia nano muda o padrão de controle

    O Galil nano atua de forma estratégica no controle de percevejos, explorando principalmente a contaminação tarsal, responsável por cerca de 80% da eficácia do produto, enquanto a ingestão representa 15% e o contato direto, 5%. Essa característica está diretamente ligada à nanotecnologia presente na formulação.

    “Para se ter ideia, uma partícula nano pode ser até mil vezes menor do que uma partícula de uma formulação convencional”, explica Raphael Malandrino, gerente de Inseticidas da ADAMA. Segundo ele, esse tamanho reduzido permite uma distribuição mais uniforme sobre a superfície da folha, garantindo maior exposição do inseto ao ingrediente ativo.

    “No manejo do percevejo, o maior desafio não é aplicar o produto; é garantir que ele esteja presente em toda a superfície da folha, exatamente onde o inseto caminha e entra em contato com o ativo”, destaca Malandrino. Com isso, a tecnologia nano aumenta a biodisponibilidade do ingrediente ativo, intensifica o contato tarsal e potencializa o efeito de choque, mesmo em cenários de difícil controle.

    Pesquisa brasileira por trás da inovação

    Desenvolvido integralmente no centro de Pesquisa e Desenvolvimento da ADAMA, em Londrina (PR), o Galil nano foi testado por várias safras, em diferentes regiões produtoras de soja e milho do País, sempre com resultados consistentes. A formulação também garante estabilidade e eficiência da aplicação em condições climáticas distintas, fator essencial para o dia a dia do produtor.

    Além do controle do percevejo-marrom e do percevejo-barriga-verde, o produto se consolida como uma ferramenta estratégica para áreas de produção de sementes, onde os danos causados por insetos sugadores exigem um manejo ainda mais rigoroso.

    Disponível comercialmente a partir da safra 2026/2027, o Galil nano sinaliza um novo momento da Adama em tecnologias de formulação. “A nanotecnologia muda o jogo ao entregar controle mais eficiente, seguro e alinhado às práticas de manejo integrado de pragas”, reforça Malandrino, em um cenário marcado pela escassez de novos ingredientes ativos no mercado.

  • Migração de percevejos da soja para o milho aumenta risco à segunda safra

    Migração de percevejos da soja para o milho aumenta risco à segunda safra

    Com o término da safra de soja, produtores estão enfrentando uma preocupante migração de percevejos, especialmente o percevejo-barriga-verde, para as lavouras de milho. Esse movimento pode representar um risco significativo para a segunda safra, destacando a importância do monitoramento e manejo antecipado para evitar prejuízos.

    O percevejo-barriga-verde (Diceraeus spp.) é uma praga que pode causar danos significativos ao milho. Segundo Raphael Malandrino, gerente de Produto (Inseticidas) da ADAMA, o manejo antecipado é crucial. “O produtor precisa monitorar a lavoura e utilizar medidas para interromper o aumento populacional da praga, como o uso assertivo de inseticidas”, afirma.

    Estratégias de manejo

    O período de dessecação pré-colheita da soja é fundamental para o agricultor, pois permite uma visão clara da população de percevejos presentes na lavoura. Nesse momento, o agricultor pode adotar estratégias de manejo inteligentes antes que a cultura do milho se estabeleça.

    O uso de inseticidas no tratamento de sementes também é essencial. Em regiões com histórico de alta pressão de percevejos-barriga-verde, é recomendado aplicar inseticidas antes mesmo da emergência do milho, com foco na redução da população dos insetos. Aplicações pós-emergentes são igualmente importantes, assim que o milho emergir, e devem continuar até as plantas terem cerca de quatro folhas.

    Malandrino destaca que a combinação de ativos traz resultados mais eficazes. “É importante que o produtor observe os intervalos entre as aplicações e entenda que a combinação de ativos é fundamental para o controle efetivo dos percevejos”, finaliza.

    Portanto, a migração de percevejos da soja para o milho é um desafio que exige atenção imediata dos produtores. Com estratégias de manejo antecipado e o uso adequado de inseticidas, é possível minimizar os danos e garantir uma safra mais rentável.

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  • ADAMA anuncia novo líder de fungicidas no Brasil

    ADAMA anuncia novo líder de fungicidas no Brasil

    A ADAMA, uma das principais empresas do setor agrícola, nomeou Marcelo Gimenes como o novo líder da estratégia de fungicidas da companhia no Brasil. Com seis anos de experiência na ADAMA, Gimenes anteriormente atuava como gerente de Desenvolvimento de Mercado e agora será responsável por expandir o portfólio de produtos da empresa.

    Formado em Engenharia Agronômica, Gimenes possui mestrado pela Universidade de São Paulo e doutorado pela The Ohio State University e pela Unesp. Sua trajetória inclui passagens por grandes empresas do setor agroindustrial, onde adquiriu experiência valiosa em desenvolvimento de produtos e soluções para o mercado.

    “Assumir a liderança do segmento de fungicidas é uma tarefa desafiadora e gratificante. A ADAMA tem uma trajetória de excelência em desenvolver soluções para o controle das principais doenças que desafiam os agricultores em todo o Brasil”, afirma Gimenes. Ele destaca seu compromisso em continuar a história de sucesso da empresa. Desenvolvendo fungicidas inovadores que atendam às necessidades específicas de cada região e assegurando a sustentabilidade dos sistemas de produção.

    A ADAMA está constantemente ampliando sua presença no mercado com um portfólio diversificado que combina eficiência e sustentabilidade. A empresa investe em tecnologia e inovação, criando formulações diferenciadas que atendem às exigências ambientais e impulsionam a produtividade das lavouras.

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