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  • Minas Gerais treina inspetores para garantir a qualidade do algodão

    Minas Gerais treina inspetores para garantir a qualidade do algodão

    Minas Gerais deu mais um passo para consolidar a excelência do algodão brasileiro no mercado internacional. No dia 29 de abril, em Uberlândia (MG), foi concluído o Curso de Capacitação para Inspetores de Unidades de Beneficiamento de Algodão (UBA), promovido pela Associação Mineira dos Produtores de Algodão (Amipa) em parceria com a Abrapa e o Ministério da Agricultura (Mapa).

    A iniciativa, parte do Programa de Qualidade do Algodão Brasileiro (PQAB), formou 24 novos profissionais, que se somam aos 55 já capacitados nas últimas safras, totalizando quase 80 inspetores aptos a garantir a qualidade e rastreabilidade da fibra mineira.

    Por que essa capacitação é importante?

    O Brasil é o maior exportador mundial de algodão, com 2,9 milhões de toneladas enviadas ao exterior em 2024. Para manter esse status, é essencial que cada fardo atenda a rigorosos padrões internacionais. O curso prepara os inspetores para:

    •  Amostragem precisa (duas faces do fardo, seguindo normas do Mapa e internacionais)
    •  Identificação e lacração (com etiquetas codificadas para rastreabilidade total)
    •  Registro no Sistema de Análise de Informações (SAI) (garantindo transparência)

    “Cada fardo precisa ter amostras com peso e dimensão exatos, lacres certificados e registro impecável. Isso é fundamental para a confiança dos compradores, especialmente na Ásia”, afirma Anicézio Resende, gerente da Minas Cotton (Amipa).

    Objetivo: 500 inspetores qualificados em 2025

    Edson Mizoguchi, gestor do Programa Standard Brasil HVI (SBRHVI) da Abrapa, destacou que a meta é capacitar quase 500 inspetores neste ano.

    Foto: divulgação

    “Eles são os responsáveis por coletar amostras e garantir que cheguem intactas aos laboratórios. A rastreabilidade, com códigos únicos por fardo, dá total transparência ao cliente internacional”, explica.

    PQAB: autocontrole e padrões globais

    O Programa de Qualidade do Algodão Brasileiro (PQAB), lançado em 2023, estabelece o autocontrole nas unidades de beneficiamento.

    Silmara Ferraresi, diretora da Abrapa e gestora do Sou de Algodão, reforça: “O inspetor deve dominar coleta, etiquetagem, lacração e registro online no sistema do Mapa. Só assim garantimos análises precisas nos laboratórios HVI, atendendo aos padrões mundiais.”

    Minas Cotton: excelência em classificação de fibras

    A Minas Cotton, central de classificação da Amipa, é referência em ensaios de qualidade e participa de testes internacionais como:

    •  ICAC (EUA)
    •  ICA Bremen (Alemanha)
    •  Senai/FBET (Brasil)

    Com investimentos constantes em capacitação e equipamentos, o laboratório assegura confiabilidade aos resultados, beneficiando produtores, tradings e indústria têxtil.

    A certificação PQAB reforça a imagem do algodão brasileiro como:

    •  Confiável
    •  Sustentável
    •  Alto desempenho
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  • Produção e exportação de algodão devem crescer na safra 2024/2025

    Produção e exportação de algodão devem crescer na safra 2024/2025

    A produção brasileira de algodão deve atingir 3,95 milhões de toneladas na safra 2024/2025, impulsionada pelo aumento de 10,3% na área plantada. A projeção foi apresentada pela Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa) durante a 78ª reunião da Câmara Setorial da Cadeia Produtiva do Algodão e Derivados, do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), em Brasília. O encontro também debateu o cenário econômico global, os impactos da guerra comercial entre Estados Unidos e China e as condições climáticas que podem afetar a safra.

    Além da expansão na produção e nas exportações, o consumo da indústria nacional pode crescer até 20 mil toneladas. Em 2023, a demanda interna fechou em 750 mil toneladas. O Brasil também tem ampliado sua presença no mercado internacional, com novos compradores no Egito, Paquistão e Índia. A próxima reunião da Câmara Setorial está prevista para 30 de junho.

    Clima e produtividade do algodão sob observação

    A área plantada com algodão deve superar a projeção da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) para a safra passada, que foi de 3,70 milhões de toneladas. No entanto, a produtividade média esperada é de 1.842 quilos por hectare, uma redução de 3,2% em relação ao ciclo anterior. O fenômeno climático veranico já preocupa produtores em regiões da Bahia e de Goiás.

    O presidente da Abrapa, Gustavo Piccoli, que comandou a reunião pela primeira vez após suceder Alexandre Schenkel, destacou que os números ainda são preliminares. “Até o momento, tudo segue dentro da normalidade, mas há preocupações com o clima. Algumas regiões já enfrentam estiagem, embora tenhamos recebido informações de chuvas na Bahia. Ainda é cedo para previsões definitivas, então adotamos uma postura conservadora”, afirmou.

    Guerra comercial entre EUA e China impacta mercado do algodão

    A disputa tarifária entre Estados Unidos e China dominou as discussões, superando até mesmo o impacto do clima. Segundo Marcelo Duarte, diretor de Relações Internacionais da Abrapa, essa nova fase da guerra comercial afeta diretamente o algodão brasileiro. O cenário favorece o Brasil em alguns pontos, como a valorização do basis na Ásia, maior competitividade no mercado chinês e possível aumento das exportações no curto prazo.

    No entanto, o setor enfrenta desafios. A queda nas cotações da Bolsa de Nova York e a maior concorrência em mercados alternativos são preocupações. “O Brasil já ampliou significativamente sua participação na China, o que reduz espaço para novos ganhos expressivos. Além disso, como grande parte do algodão importado pela China é usada na exportação de produtos têxteis, a taxação sobre esses bens pode limitar a demanda”, explicou Duarte.

    Com as novas tarifas previstas para 2025, os EUA podem perder ainda mais participação no mercado chinês. O Brasil tende a se consolidar como principal fornecedor, mas sem o mesmo impacto da primeira fase da guerra comercial, iniciada em 2018.

    Fim da isenção fiscal nos EUA pode influenciar consumo global

    Outro fator que pode alterar o mercado é o fim da isenção fiscal “De Minimis” nos Estados Unidos. Essa regra permitia importações de até US$ 800 sem tributação. Com a mudança, a competitividade dos produtos têxteis chineses à base de poliéster pode cair, favorecendo a demanda por algodão. “Isso pode reduzir a importação de produtos sintéticos de baixa qualidade via correios e estimular a compra de itens de algodão por canais convencionais de importação”, avaliou Duarte.

    Exportações e concorrência global

    De julho de 2024 a março de 2025, o Brasil já embarcou 2,2 milhões de toneladas de algodão. No último ano comercial, o volume total exportado foi de 2,58 milhões de toneladas. O presidente da Associação Nacional dos Exportadores de Algodão (Anea), Miguel Faus, destacou que o mercado global enfrenta preços pressionados devido à demanda enfraquecida, influenciada pela inflação e pelas baixas taxas de juros.

    A China continua sendo o principal destino do algodão brasileiro, mas a concorrência dos Estados Unidos pode aumentar em mercados estratégicos. “Os EUA negociam um acordo de livre comércio com a Índia para isentar 60 mil toneladas de algodão da tarifa de importação. Isso pode afetar a participação brasileira nesse mercado”, alertou Faus.

    Logística favorece escoamento da safra

    A infraestrutura logística tem sido um diferencial para o Brasil manter o ritmo das exportações. “Se houver disponibilidade de navios, contêineres e rotas de transporte, não teremos grandes problemas. Atualmente, cerca de 50% da safra já foi vendida”, afirmou Faus. Segundo dados do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), o Brasil continua sendo o maior exportador mundial de algodão.

    O mercado segue ajustando preços, já que a produção global ainda supera o consumo. Isso limita valorizações expressivas, mas cria um efeito regulador: quando os preços caem, a demanda tende a crescer, ajudando a equilibrar as cotações.

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  • Brasil assume liderança como maior exportador de algodão do mundo

    Brasil assume liderança como maior exportador de algodão do mundo

    Pela primeira vez na história, o Brasil ultrapassou os Estados Unidos e se consolidou como o maior exportador de algodão do mundo, segundo dados oficiais divulgados nesta semana pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) e o Ministério da Agricultura.

    Com uma produção recorde de 3,5 milhões de toneladas na safra 2023/2024, o país desbancou os norte-americanos, que lideravam o ranking há mais de duas décadas. A qualidade superior da fibra brasileira tem atraído a atenção de gigantes globais da indústria têxtil, consolidando o algodão nacional como um dos mais competitivos do mercado internacional.

    Crescimento histórico e fatores de sucesso

    A produção brasileira de algodão registrou um salto de 25% em relação à safra anterior, impulsionada pelo aumento da área plantada em estados como Mato Grosso, Bahia e Goiás — responsáveis por 90% da colheita nacional. Tecnologia de ponta, práticas agrícolas sustentáveis e condições climáticas favoráveis foram determinantes para o resultado. De acordo com o Ministério da Agricultura, o país destinou 1,8 milhão de hectares ao cultivo, com produtividade média de 1.950 kg por hectare, uma das mais altas do mundo.

    Investimos em pesquisa, manejo integrado e certificações que garantem rastreabilidade e baixo impacto ambiental. Isso agrega valor ao nosso produto”, destacou Carlos Fávaro, ministro da Agricultura, em comunicado oficial.

    Qualidade que conquista o mercado global

    A Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa) reforça que a fibra brasileira possui classificação premium, com índice de impurezas abaixo de 2%. Um padrão superior ao exigido por compradores de países como China, Bangladesh e Vietnã, principais destinos das exportações. A demanda crescente reflete-se nos números: as vendas externas atingiram 2,7 milhões de toneladas nesta safra, gerando uma receita de US$ 5,8 bilhões, alta de 32% em relação a 2022.

    “O algodão do Brasil é sinônimo de tecnologia e sustentabilidade. Estamos suprindo a demanda por matérias-primas de alta performance para marcas de luxo e fast fashion”, afirmou Alexandre Schenkel, presidente da Abrapa.

    Desafios e oportunidades no cenário internacional

    A ascensão brasileira ocorre em um momento de retração dos EUA, que enfrentaram secas severas no Texas, maior estado produtor norte-americano. Enquanto os americanos projetam exportar 2,4 milhões de toneladas em 2024, o Brasil amplia sua participação em mercados estratégicos, como Indonésia, Paquistão e Turquia.

    Brasil se torna oficialmente o exportador de algodão. Foto: Divulgação – Abrapa

    Especialistas alertam, porém, para desafios logísticos, como custos de frete e infraestrutura portuária, que podem impactar a competitividade. Para mitigar riscos, o governo anunciou parcerias para expandir ferrovias e hidrovias, além de incentivos à industrialização local da fibra.

    Sustentabilidade como diferencial competitivo

    Com 84% da produção certificada por programas como o Algodão Brasileiro Responsável (ABR), o setor reforça seu compromisso com critérios ESG (Ambiental, Social e Governança), atraindo investidores e consumidores conscientes. A adoção de sistemas de irrigação eficientes e a recuperação de pastagens degradadas para o plantio têm reduzido a pressão sobre biomas como o Cerrado.

    A expectativa é que o Brasil mantenha a liderança na próxima safra, com projeções de aumento de 10% na área cultivada. “Estamos construindo uma trajetória sólida, baseada em inovação e responsabilidade. O mundo reconhece nosso potencial”, concluiu Schenkel.

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  • Bayer e Embrapa avançam em parcerias para descarbonização na agricultura brasileira

    Bayer e Embrapa avançam em parcerias para descarbonização na agricultura brasileira

    A Bayer e a Embrapa anunciaram iniciativas inéditas para calcular a pegada de carbono do algodão e avançar na descarbonização das cadeias produtivas do país. A ferramenta Footprint PRO Carbono foi desenvolvida em parceria pelas instituições. E realizou a primeira mensuração da pegada de carbono de cotonicultores brasileiros, utilizando dados primários de propriedades no Mato Grosso. O cálculo, focado em aproximadamente 77 mil hectares. E estimou uma média de 329 kg de CO₂ equivalente por tonelada de algodão, com potencial de redução de até 32%.

    Marina Menin, diretora da área de carbono da Bayer, destacou a importância de entender a dinâmica de emissões regionais para desenvolver soluções alinhadas à agricultura regenerativa. Além da Bayer e da Embrapa, associações como a Abrapa e a Abiove participam do projeto, que busca criar uma referência nacional para a pegada de carbono do algodão e seus derivados.

    “Acreditamos no potencial de crescimento da cadeia produtiva do algodão. E a ABIOVE tem a satisfação de participar dessa cooperação técnica que ressaltará os atributos ambientais dos produtos dessa agroindústria que contribui para a produção de alimentos, rações, fibras e bioenergia” destacou André Nassar, presidente da ABIOVE.

    Soja com menor pegada de carbono

    No segmento da soja, a Cooperalfa, de Santa Catarina, aderiu à iniciativa, com o cálculo inicial da pegada de carbono em 5.000 hectares. A Footprint PRO Carbono estimou uma média de 643 kg de CO₂ equivalente por tonelada, significativamente inferior à média internacional de 1.526 kg. Com práticas aprimoradas, é possível reduzir o impacto para 383 kg, segundo Antônio Everaldo, executivo da Bayer.

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    Durante o evento Carbon Science Talks, a Bayer e a Embrapa também apresentaram o Modelo Preditivo PRO Carbono, que simula a dinâmica de carbono no solo considerando práticas conservacionistas. Luis Gustavo Barioni, da Embrapa, destacou que a solução reduzirá custos de análises e impulsionará projetos em larga escala na agricultura tropical.

    Reconhecimento global

    Renata Ferreira, da Bayer, reforçou que o alinhamento com padrões internacionais é essencial para validar as soluções brasileiras e garantir competitividade no mercado de carbono. A Bayer é uma das quatro empresas selecionadas pela Verra para adaptar protocolos de contabilidade de emissões ao contexto tropical, marcando um avanço para a agricultura nacional.

    O Carbon Science Talks, realizado em Campinas (SP), reuniu pesquisadores, empresas e especialistas para debater avanços na agricultura sustentável. A iniciativa demonstra o compromisso do agronegócio brasileiro com a mitigação climática e a valorização de commodities de baixo impacto ambiental.

  • Entidades representativas do agro se reuniram com Ministro para balanço do setor

    Entidades representativas do agro se reuniram com Ministro para balanço do setor

    O ministro da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro, se reuniu nesta terça-feira (12) com cerca de 20 entidades representativas do setor agropecuário para apresentar um balanço das ações do Ministério da Agricultura (Mapa) no último ano e discutir as prioridades para 2025. O encontro teve como foco os resultados do segundo ano do governo Lula, especialmente em relação à abertura de novos mercados para os produtos brasileiros.

    Na abertura da reunião, Fávaro expressou sua gratidão pela presença das entidades e enfatizou a importância de ouvir as demandas e sugestões do setor. “Queremos receber as demandas, as críticas e as sugestões dos setores. Também é importante prestarmos contas sobre o trabalho do Mapa ao longo desses dois anos e mostrar os resultados alcançados”, afirmou.

    Entre as entidades presentes estavam representantes da Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa); Federação Nacional de Seguros Gerais (Fenseg); Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carne (Abiec); Associação Brasileira da Indústria do Fumo (Abifumo); Croplife Brasil; Associação Brasileira das Indústrias de Pescados (Abipesca); Associação Matogrossense dos Produtores de Algodão (Ampa); União Nacional do Etanol de Milho (Unem); Associação Brasileira de Laticínios (Viva Lácteos); Associação Nacional dos Exportadores de Sucos Cítricos (Citrus BR); Exportadores de Sucos Cítricos Ibiapaba Netto (diretor-executivo); Associação Brasileira da Indústria de Alimentos (Abia); Associação Brasileira do Agronegócio (Abag); Conselho dos Exportadores de Café do Brasil (Cecafé); Indústria Brasileira de Árvores (Ibá); Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA); Sociedade Rural Brasileira (SRB); Federação da Agricultura e Pecuária do Mato Grosso (Famato) e a Associação Brasileira de Frigoríficos (Abrafrigo).

    Abertura de mercados

    Um dos principais destaques da reunião foi a abertura de 274 novos mercados em 61 destinos desde o início de 2023. Fávaro atribuiu esse recorde à boa relação diplomática e ao trabalho das equipes técnicas do Mapa, do Ministério das Relações Exteriores e da Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil). “Nosso foco é ampliar as relações comerciais para a agropecuária brasileira, especialmente em um cenário de preços de commodities achatados”, ressaltou o ministro.

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    O secretário de Comércio e Relações Internacionais do Mapa, Luis Rua, apresentou dados que evidenciam o crescimento econômico do agronegócio no Brasil, destacando que, apesar da queda nos preços médios de exportação de alguns produtos, o desempenho geral tem sido positivo. O setor agrícola representa quase metade das exportações totais brasileiras em 2024, com 49,3% do total.

    Novas secretarias e lei antidesmatamento

    Durante a reunião, Fávaro anunciou a possível criação de duas novas secretarias no Mapa: uma para o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) e outra para Promoção Comercial dos Produtos do Agro. “Teremos o melhor Instituto Meteorológico da América Latina”, garantiu.

    Outro assunto debatido foi a carta enviada pelo Brasil à União Europeia pedindo a suspensão da Lei Antidesmatamento. Fávaro enfatizou que o Brasil possui um código florestal rigoroso e que é fundamental respeitar a soberania nacional.

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    O presidente da Abrapa, Alexandre Schenkel, destacou a importância da interação entre o setor privado e o governo. “Essa interação faz com que tenhamos resultados para o Brasil”, afirmou.

    O presidente da Abiec, Jorge Camardelli, destacou o que ele chamou de excelência do processo comercial. “O Brasil é competitivo e tem oferta para o mundo. Nenhum player no mundo hoje ou nos próximos anos terá a produção que o Brasil tem para abastecer o mundo com qualidade proteica e principalmente com volume” afirmou.

    A reunião refletiu o compromisso do governo em fortalecer o agronegócio brasileiro e buscar soluções para os desafios enfrentados pelo setor.

  • Washington Olivetto e sua contribuição para o agronegócio

    Washington Olivetto e sua contribuição para o agronegócio

    Washington Olivetto, um dos maiores nomes da publicidade brasileira, faleceu neste dia 13 de outubro de 2024. Ele deixa um legado marcante com campanhas icônicas, como o “Garoto Bombril” e o “Primeiro Sutiã” da Valisère.

    Ao longo de sua carreira, ele se destacou por criações que transcenderam o campo da publicidade, tornando-se uma referência cultural no Brasil e internacionalmente. Ele também era conhecido por seu envolvimento em causas sociais e por sua ligação com o esporte, especialmente com o Corinthians, onde ajudou a criar o movimento “Democracia Corintiana” nos anos 1980​.

    Mas um de seus lados não tão conhecidos pela grande massa foram as campanhas que visaram promover o agronegócio do Brasil, um dos setores mais estratégicos da economia nacional. Seu trabalho se destacou por reforçar a importância do agro como motor do desenvolvimento econômico e social do país.

    Importância

    Nos últimos anos, Olivetto colaborou com entidades e empresas ligadas ao agronegócio para criar campanhas que visavam não apenas destacar a força produtiva do setor, mas também mudar percepções internacionais sobre as práticas agrícolas brasileiras. Suas campanhas se esforçam em apresentar o Brasil como um país comprometido com a sustentabilidade. E também com a inovação no campo, desmistificando críticas ambientais relacionadas ao desmatamento e à pegada ecológica.

    Uma dessas campanhas de destaque foi a criação de peças publicitárias para a Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carne (ABIEC). A campanha tinha o objetivo de promover a carne brasileira no exterior. Apresentando o país como um líder global não apenas em volume, mas também em sustentabilidade. A mensagem central das campanhas de Olivetto para o agro gira em torno da combinação entre tradição, tecnologia e práticas sustentáveis. Ressaltando a importância do setor para a segurança alimentar global.

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    Outra campanha significativa foi para a Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (ABRAPA), onde ele trabalhou para reforçar a imagem do algodão brasileiro como sustentável e de alta qualidade, utilizando o slogan “Sou de Algodão”. O objetivo dessa campanha era aproximar o consumidor final do produto nacional e conectar moda, sustentabilidade e produção agrícola, mudando a visão sobre o papel do Brasil na cadeia produtiva global.

    Washington Olivetto usou sua expertise para criar uma comunicação que enaltece o agro brasileiro como parte de um ecossistema global em transformação. E mostrou queo segmento é capaz de aliar eficiência produtiva à responsabilidade ambiental.

    Campanhas de Washington Olivetto para o agronegócio

    • “Agro é Tech, Agro é Pop”: Essa campanha visa mostrar a modernização do agronegócio brasileiro, destacando o uso de tecnologia e inovação no campo. A ideia é conectar o agronegócio à cultura pop e à tecnologia, desmistificando a imagem do setor.
    • Campanhas para a ABAG (Associação Brasileira do Agronegócio): Olivetto tem colaborado com a ABAG em campanhas que promovem a importância do agronegócio para a economia brasileira e a segurança alimentar. Essas campanhas enfatizam a relevância dos produtores rurais e suas contribuições.
    • “O Brasil que Alimenta o Mundo”: Essa campanha destaca o papel do Brasil como um dos maiores produtores de alimentos do mundo. Além disso, reessaltou a qualidade e a diversidade dos produtos agrícolas brasileiros.
    • Campanhas para produtos específicos: Olivetto também trabalhou em campanhas para marcas específicas dentro do setor agrícola. Promoveu produtos como café, soja e carnes, sempre buscando valorizar a produção nacional.

    Essas campanhas refletiram não apenas o talento de Olivetto como publicitário, mas também sua capacidade de comunicar a importância do agronegócio de maneira eficaz e envolvente. Entre tantas campanhas para a história nacional das propagangas, o agro também teve espaço para o talento inigualável de Washigton Olivetto.

     

  • Líder em algodão: tecnologia impulsiona a produção no Brasil

    Líder em algodão: tecnologia impulsiona a produção no Brasil

    A safra de algodão 2023/2024 no Brasil atingiu um recorde histórico de 3,7 milhões de toneladas de pluma, resultado de práticas agrícolas inovadoras, avanços tecnológicos e parcerias estratégicas. Esses temas foram destaque em diversas das 114 palestras apresentadas no 14º Congresso Brasileiro do Algodão, em Fortaleza (CE). O aumento da área plantada no país, que chegou a dois milhões de hectares (um crescimento de 15% em relação à safra anterior), reforça a importância da tecnologia no campo.

    “Com o resultado positivo, já fechamos novos negócios, como a contratação de colhedoras para a próxima safra, mesmo por produtores que ainda nem começaram a plantar. Eles buscam se antecipar, entender as tecnologias das máquinas para estar preparados na colheita”, explica Alex Johann, Gerente de Frotas e Mecanização da RZK Rental.

    Muitos optam pela locação das máquinas, uma estratégia que, segundo Eduardo Martinatti, diretor comercial da RZK Rental, reduz custos em torno de 30%, e 13% no ganho de eficiência da máquina, refletindo em melhorias gerais nas propriedades. “Contribuir para o Brasil ser líder na produção de algodão é motivo de orgulho”, diz Martinatti. A RZK Rental foi responsável por atender cerca de 10% da área plantada no Mato Grosso. Segundo ele, isso demonstra a crescente aceitação da gestão eficiente com novas máquinas.

    Tecnologia para alto desempenho

    A Bayer, por sua vez, contribui com a plataforma  , que será destaque na safra 2024/2025. Essa tecnologia proporciona proteção contra plantas daninhas, integrando dicamba e glufosinato de amônio, ampliando a eficácia no controle e manejo das plantações.

    Casa do Algodão da Bayer no Congresso do Algodão 2024

    Fernando Prudente, líder de Produto de Soja e Algodão da Bayer, enfatiza que a combinação de novas tecnologias e boas práticas ajudou a colocar o Brasil entre os maiores produtores de algodão do mundo. Nos últimos três anos, a Bayer investiu mais de € 6,5 bilhões em pesquisa e desenvolvimento de sementes e biotecnologias. “Nosso foco é contribuir para o crescimento sustentável e produtivo, o que nos move a buscar inovações”, diz Prudente.

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    Durante o Congresso Brasileiro do Algodão, a FMC, outra gigante do setor, apresentou a plataforma Arc™ farm intelligence. Ela promete ser capaz de prever a pressão de pragas com precisão maior que 90%. Isso gera uma aplicação de proteção de cultivos mais assertiva para garantir a produtividade e a rentabilidade do agricultor.

    Previsão de clima regional

    A ferramenta móvel da FMC também conta com uma previsão de clima a nível regional em parceria com a IBM. Ela conta com uma tecnologia patenteada que é capaz de identificar imediatamente qual praga está na armadilha. O histórico de pressão fica disponível aos produtores, como um auxílio a mais para tomada de decisão, facilitando o manejo regional e um futuro modelo preditivo.

    “Sabemos da importância da Abrapa (Associação Brasileira dos Produtores de Algodão) para o desenvolvimento da cadeia produtiva no Brasil e, por isso, a FMC tem orgulho de participar dessa história desde o início. Neste ano, nossa participação no Congresso Brasileiro do Algodão é para reforçar o nosso compromisso em estar à frente dos debates e inovações para cotonicultura. Pois, além de termos o mais completo e eficiente portfólio do mercado, oferecemos soluções para o manejo integrado para todo o ciclo, buscando otimização de recursos, maior produtividade, melhor qualidade de fibra e, consequentemente, a sustentabilidade do algodão brasileiro”, diz Fábio.

    Sustentabilidade e novas parcerias

    A Sipcam Nichino Brasil, outra gigante do setor, apresentou no congresso três novos produtos voltados para o desenvolvimento da cultura do algodão. Leandro Alves Martins, diretor de marketing da empresa, destacou a crescente abertura do mercado de algodão para novas oportunidades.

    Com o objetivo de garantir produtividade e resiliência frente às mudanças climáticas, os produtores estão cada vez mais focados em práticas sustentáveis. E buscando reduzir sua pegada ambiental e preservar recursos naturais. Prudente, da Bayer, ressalta que o uso de ferramentas digitais, proteção já na semente e manejo flexível são essenciais para produzir mais em menos espaço. Ao mesmo tempo que regeneram o meio ambiente.

    A Bayer também apoia o movimento “Sou de Algodão”, promovido pela Abrapa e pelo Instituto Brasileiro do Algodão (IBA). O movimento incentiva a produção responsável e certificada. “Essa colaboração nos permite antecipar tendências e promover impactos positivos em toda a cadeia do algodão”, finaliza Prudente.

    Essa trajetória de inovação e parceria é o que mantém o Brasil como um dos principais líderes globais na produção de algodão, unindo alta tecnologia, sustentabilidade e eficiência operacional no campo.

  • Brasil ganha destaque como líder mundial em exportação de algodão

    Brasil ganha destaque como líder mundial em exportação de algodão

    O 14º Congresso Brasileiro do Algodão (14º CBA), realizado em Fortaleza, Ceará, destacou a posição de liderança do Brasil na exportação de algodão. O evento, promovido a cada dois anos pela Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa), vai até o dia 5 de setembro e reúne especialistas e autoridades do setor para discutir rastreabilidade, sustentabilidade, qualidade e promoção do algodão brasileiro.

    Durante a cerimônia de abertura, Jorge Viana, presidente da ApexBrasil, celebrou a conquista do Brasil como maior exportador mundial de algodão. Viana anunciou que a ApexBrasil intensificará seus esforços para expandir a presença do algodão brasileiro no mercado europeu, destacando a qualidade e a sustentabilidade do produto. “Vamos fazer nossa parte e mostrar à Europa que o Brasil não é apenas o maior exportador, mas também possui o melhor ecossistema de produção de algodão”, afirmou Viana.

    Ministro da Agricultura e Pecuária (MAPA), Carlos Fávaro, o governador do Ceará, Elmano de Freitas e o presidente da Frente Parlamentar da Agropecuária, deputado Pedro Lupion, entre outras autoridades.
    Ministro da Agricultura e Pecuária (MAPA), Carlos Fávaro, o governador do Ceará, Elmano de Freitas e o presidente da Frente Parlamentar da Agropecuária, deputado Pedro Lupion, entre outras autoridades.

    O Congresso, considerado o maior evento do setor, conta com a presença de autoridades como o ministro da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro, o governador do Ceará, Elmano de Freitas, e o presidente da Frente Parlamentar da Agropecuária, deputado Pedro Lupion. Alexandre Schenkel, presidente da Abrapa, ressaltou a importância dos pilares discutidos no evento e a expectativa de novas oportunidades no mercado global.

    O Brasil ultrapassou os Estados Unidos no ranking mundial de exportação de algodão, com previsão de exportar cerca de 2,70 milhões de toneladas de algodão beneficiado (pluma) entre agosto de 2023 e julho de 2024, em comparação com 2,57 milhões de toneladas dos EUA. Este avanço é resultado de investimentos em tecnologias, sustentabilidade e rastreabilidade, características que destacam o algodão brasileiro no mercado internacional.

    O projeto Cotton Brasil, uma parceria entre a ApexBrasil e a Abrapa, tem sido crucial para a conquista de novos mercados e o fortalecimento da reputação do algodão brasileiro. Desde sua criação em 2020, o projeto já apoiou 54 empresas e responde por 75% das exportações brasileiras de algodão. As novas metas incluem ampliar a presença em países prioritários como China, Vietnã e Turquia.

    A trajetória do algodão no Brasil, marcada por desafios como a praga ‘bicudo-do-algodoeiro’ e disputas comerciais com os EUA, demonstra a resiliência e a capacidade de inovação do setor. Com investimentos em modernização e práticas sustentáveis, o Brasil se consolidou como líder global, superando desafios históricos e estabelecendo um novo padrão de excelência.

     

  • Brasil se torna o maior exportador mundial de algodão

    Brasil se torna o maior exportador mundial de algodão

    O Brasil se torna oficialmente o maior exportador mundial de algodão, superando os Estados Unidos pela primeira vez. O país comercializou 2,6 milhões de toneladas da pluma para o mercado internacional na safra 2023/2024. Embora celebrada, a liderança não é definitiva. Brasil e EUA devem seguir emparelhados ou se alternando no topo do ranking futuramente.

    Na safra em curso, o Brasil deve colher cerca de 3,7 milhões de toneladas de algodão beneficiado, com 60% da produção já comercializada.”A liderança no fornecimento mundial da pluma é um marco histórico, mas não é uma meta em si. Trabalhamos para aperfeiçoar nossos processos, incrementando qualidade, rastreabilidade e sustentabilidade”, explica o presidente da Abrapa, Alexandre Schenkel.

    Há pouco mais de duas décadas, o Brasil era o segundo maior importador mundial. “Essa guinada se deve a muito trabalho e investimento na reconfiguração total da atividade, com pesquisa, desenvolvimento científico, profissionalismo e união”, afirma Schenkel.

    Porém, garantir a liderança no próximo ano dependerá da safra americana, que tende a ser maior que a de 2023.

    Desafios indústria

    O aumento da produção traz desafios para a indústria têxtil nacional, cujo consumo está estagnado em 700-750 mil toneladas. A Abit e a Abrapa discutem caminhos para aumentar a produção de fios e tecidos no país para 1 milhão de toneladas ao ano.

    Foto: Divulgação – Abrapa

    Presente à reunião, o presidente da diretor-superintendente da Associação Brasileira da Indústria Têxtil e de Confecção (Abit), Fernando Pimentel, afirma que a entidade e a Abrapa discutem caminhos para aumentar a produção de fios e tecidos no país, para um milhão de toneladas ao ano.

    “É preciso fazer acontecer. E uma das primeiras condições é estimular o consumo no ponto de venda. A nossa indústria tem sofrido ataques recorrentes das importações de países que nem sempre concorrem lealmente conosco. São origens que têm custos mais baixos, menos impostos, juros mais competitivos. Não é uma agenda simples, mas acredito que podemos trabalhar com ênfase na sustentabilidade, no respeito ao meio ambiente, em energia limpa e em certificação”, diz Pimentel. Contudo, ele acrescenta que esta não é uma jornada instantânea. “Vai exigir muita dedicação, estratégia e uma boa execução”, conclui.