Autor: Deuseane Queiroz

  • Maracujá paulista vira referência nacional para indústria de sucos e polpas

    Maracujá paulista vira referência nacional para indústria de sucos e polpas

    O Instituto Agronômico (IAC-APTA), de Campinas (SP), vem ampliando a presença de cultivares de maracujá voltadas à produção de polpas em diferentes regiões do Brasil. As variedades IAC 275 Maravilha e IAC 1013 Laureado se destacam pelo rendimento industrial e pela produtividade, características que podem aumentar a competitividade da cadeia e criar novas oportunidades para pequenos e médios produtores.

    Foto: Rodarte/Agência Agro em Campo

    Em 2025 e no primeiro semestre de 2026, considerando pomares já produtivos e aqueles ainda em formação, São Paulo, Minas Gerais, Maranhão e Paraná lideraram o plantio das cultivares do IAC destinadas à indústria.

    Também houve registros no Rio Grande do Sul, Rio de Janeiro, Mato Grosso, Tocantins, Alagoas, Pernambuco, Pará, Bahia, Rondônia, Acre e Distrito Federal.

    Em São Paulo, os cultivos estão distribuídos por diferentes municípios, com destaque para Fartura, próximo à divisa com o Paraná.

    “Em 2025 e 2026, fornecemos sementes para produtores de Americana, Areias, Bauru, Campina do Monte Alegre, Conchas, Cruzeiro, Guaratinguetá, Iacanga, Iguape, Itaí, Itaporanga, Jarinu, Jundiaí, Louveira, Óleo, Santos, São Paulo e Sertãozinho”, afirma José Luiz Hernandes, pesquisador do IAC.

    Maracujá vira alternativa para pequenos produtores

    Nas lavouras paulistas, o cultivo tem atraído pequenos produtores familiares. Segundo o IAC, uma das vantagens é a facilidade de adoção, já que o sistema de plantio e manejo é semelhante tanto para frutos destinados à indústria quanto para aqueles comercializados in natura.

    Em agosto, os produtores paulistas entram na fase final da produção. Quem realiza duas safras no mesmo plantio inicia a limpeza e se prepara para a poda entre o fim de agosto e o começo de setembro.

    Já os produtores que trabalham com apenas uma safra começam a retirar as plantas que produziram durante o ciclo e preparam o solo e o sistema de condução para o cultivo seguinte.

    “Aqueles que realizam duas safras no mesmo plantio iniciam a limpeza e se preparam para a poda no fim de agosto e início de setembro. Já quem trabalha com apenas uma safra começa a eliminar as plantas que produziram neste ciclo, preparando o solo e o sistema de condução para o próximo cultivo”, explica Hernandes.

    O que a indústria busca no maracujá?

    Para a produção de polpa, tamanho e aparência do fruto deixam de ser os principais critérios de qualidade. A indústria busca características diretamente relacionadas ao aproveitamento da matéria-prima.

    Entre elas estão rendimento de polpa acima de 50%, teor de sólidos solúveis superior a 12 graus Brix — preferencialmente acima de 14 — e polpa de coloração alaranjada intensa.

    “As características buscadas pela indústria e plenamente atendidas pelas nossas cultivares são o rendimento de polpa acima de 50%, teor de sólidos solúveis acima de 12 graus Brix, sendo desejável acima de 14, e coloração alaranjado intenso da polpa”, afirma o pesquisador.

    O ciclo relativamente rápido da cultura também favorece o retorno econômico. Além disso, o processamento da fruta agrega valor à produção e permite a geração de renda durante boa parte do ano.

    Cultivares podem chegar a 17 graus Brix

    Atualmente, o IAC disponibiliza sementes de quatro cultivares de maracujá azedo amarelo. A IAC 275 Maravilha e a IAC 1013 Laureado são direcionadas à produção de polpa, enquanto a IAC 273 e a IAC 277 são destinadas principalmente ao mercado de frutas de mesa.

    As duas variedades industriais podem atingir 17 graus Brix, além de apresentarem alto rendimento e polpa de coloração alaranjada intensa. Na IAC 1013 Laureado, a tonalidade tende a ser ainda mais acentuada.

    A recomendação dos pesquisadores é cultivar a IAC 275 Maravilha e a IAC 1013 Laureado juntas, na proporção de 50% para cada variedade.

    “A combinação das características dessas duas cultivares permite os melhores parâmetros de qualidade para produção de polpa em rendimento, Brix e coloração da polpa”, explica Hernandes.

    A IAC 275 Maravilha produz frutos de tamanho médio e formato predominantemente alongado, embora também possam ser arredondados. A IAC 1013 Laureado, por sua vez, apresenta principalmente frutos médios e redondos, com ocorrência de exemplares alongados. Ambas possuem casca fina.

    Na região Sudeste, o amadurecimento ocorre principalmente entre janeiro e julho. O período tende a ser mais longo no Norte e Nordeste e mais curto no Sul, devido às diferenças na quantidade de luz disponível em cada região.

    Agroindústria próxima ajuda a reduzir custos

    Um dos pontos fundamentais para a viabilidade da produção é a existência de agroindústrias próximas às lavouras. A comercialização dos frutos destinados à fabricação de polpa costuma ocorrer diretamente entre produtores e unidades processadoras.

    A proximidade reduz despesas com transporte e facilita entregas frequentes.

    “Como o maracujá é colhido diariamente por cerca de seis meses do ano nas lavouras paulistas, com muitas entregas ao longo desse período, a proximidade da indústria é essencial para facilitar o escoamento frequente da produção”, afirma Hernandes.

    Cooperativas regionais e agroindústrias familiares também funcionam como canais de comercialização. Parte da produção brasileira de polpa e suco ainda é destinada à exportação, inclusive para mercados europeus.

    Além do suco e da polpa, a cadeia permite o aproveitamento de cascas e sementes, que podem ser utilizadas na fabricação de ração animal, óleos e insumos para a indústria de cosméticos.

    Polinização pode definir produtividade da lavoura

    As flores do maracujazeiro também desempenham papel essencial na produtividade. As mamangavas estão entre as principais responsáveis pela polinização natural da cultura.

    Por serem maiores, esses insetos conseguem transportar o pólen no dorso entre diferentes flores. Assim, quando a polinização é insuficiente, os frutos podem apresentar menor qualidade e formação incompleta.

    Para preservar os polinizadores, a recomendação é que eventuais pulverizações sejam realizadas pela manhã, antes da abertura das flores e do período de maior atividade desses insetos, que ocorre à tarde.

    Em regiões onde não há quantidade suficiente de mamangavas, a alternativa é recorrer à polinização manual.

    O maracujá azedo (Passiflora edulis) representa cerca de 90% dos pomares brasileiros e é o tipo mais consumido no país. A fruta é utilizada na produção de sucos concentrados, integrais e néctares, além de produtos cosméticos e fitoterápicos.

    Onde encontrar as sementes

    Produtores e viveiristas interessados nas cultivares podem procurar o Instituto Agronômico pelos contatos [email protected] e [email protected].

    O IAC também fornece material de propagação ao Serviço de Produção de Sementes e Mudas da Coordenadoria de Assistência Técnica Integral (CATI).

  • Parque em SP libera ‘rodízio’ de jabuticaba direto do pé por R$ 25

    Parque em SP libera ‘rodízio’ de jabuticaba direto do pé por R$ 25

    É tempo de jabuticabas! O Parque Maeda, em Itu (SP), abriu o pomar das famosas roxinhas para visitação. Os turistas podem colher a fruta direto do pé e saboreá-la no local, um dos passeios mais tradicionais do complexo.

    O pomar reúne mais de 10 mil árvores. Deste total, 700 pés já estão carregados de frutos e prontos para receber os visitantes em uma experiência que mistura natureza, tranquilidade e memória afetiva.

    https://www.instagram.com/p/C892pXaBkt6/?utm_source=ig_web_copy_link&igsi=NTc4MTIwNjQ2YQ==

    Quanto custa e como funciona o passeio

    O ingresso para o passeio custa R$ 25 por pessoa e garante consumo ilimitado no pomar. Quem quiser levar jabuticabas para casa paga R$ 15 por uma cumbuca da fruta.

    As visitas acontecem aos sábados e domingos, das 13h às 16h. Para participar, o visitante precisa comprar o ingresso do passeio e também o passaporte Day Use ou a entrada avulsa do parque. Crianças de até quatro anos entram de graça, desde que acompanhadas de um adulto pagante.

    O que mais o parque oferece

    Além da colheita de jabuticabas, o Parque Maeda oferece pesca esportiva, passeios a cavalo, de quadriciclo, de helicóptero e de trenzinho, pedalinho, teleférico e parque aquático. O complexo também abriga um Jardim Japonês, a Árvore Gigante, as Rodas d’Água e um restaurante self-service com mais de 100 opções entre pratos quentes, saladas e culinária japonesa.

    Os visitantes podem comprar antecipadamente pelo site oficial do parque o ingresso do Day Use (que inclui almoço) e reservas na Pousada Maeda.

    Do plantio à colheita: como nasceu o pomar

    André Maeda, fundador do complexo, começou a cultivar o pomar em 2019, realizando o sonho de criar uma plantação de jabuticabas. A variedade Sabará domina o cultivo, mas o pomar também tem, em menor escala, as variedades Paulista, Rajada, Olho de Boi e São Benedito. As 10 mil árvores ocupam três áreas da fazenda e estão em diferentes estágios de desenvolvimento.

    A equipe do parque conduz o manejo com práticas que reduzem o uso de produtos químicos: adubação orgânica do solo, controle de ervas daninhas sem herbicidas e aplicação de produtos naturais e biológicos contra pragas.

    O engenheiro agrônomo Kazuo Kawakami, responsável pelo pomar, projeta uma produção de cerca de 30 toneladas de jabuticabas ao longo do ano.

    “O segredo para ter uma boa produção em várias épocas do ano está na irrigação. A jabuticaba precisa de bastante água para florescer. Aqui, as plantas recebem irrigação por gotejamento em cada pé.”

    O parque aproveita as frutas que sobram da colheita dos turistas para fabricar licor e geleias, vendidos no próprio local.

    Os benefícios nutricionais da jabuticaba

    Além do sabor, a jabuticaba se destaca pela presença de compostos antioxidantes, principalmente na casca. Entre os nutrientes associados à fruta estão:

    • Compostos antioxidantes: a casca concentra antocianinas e outros compostos fenólicos que ajudam a proteger as células contra os radicais livres
    • Fibras: favorecem o funcionamento do intestino e a sensação de saciedade
    • Vitamina C: contribui para o sistema imunológico e a formação de colágeno
    • Compostos fenólicos: têm papel estudado na saúde cardiovascular e no metabolismo
    • Baixo teor calórico: torna a fruta uma opção doce dentro de uma alimentação equilibrada
    Entre em Contato

    ☎ WhatsApp: (11) 94303-9767

    ☎ Telefone: (11) 2118-6200

    Endereço: Rodovia Deputado Archimedes Lammoglia, Km 18 – Itu/SP

    Site: www.parquemaeda.com.br

  • Evento reúne lideranças do agro para discutir produção de alimentos

    Evento reúne lideranças do agro para discutir produção de alimentos

     O painel “Políticas Agrícolas e Segurança Alimentar” será realizado em 1º de outubro, durante o Global Agribusiness Festival (GAFFFF) 2026, com a participação do ex-ministro da Agricultura Roberto Rodrigues. O encontro será realizado no Nubank Parque, em São Paulo.

    Na ocasião, serão discutidas medidas capazes de ampliar a produção de alimentos e reduzir os riscos enfrentados por produtores e consumidores. Além disso, serão analisados temas como crédito, seguro rural, infraestrutura, comércio internacional, sustentabilidade, tecnologia e previsibilidade regulatória.

    Produção é pressionada

    A segurança alimentar passou a receber mais atenção no cenário internacional. Entre os fatores responsáveis estão o crescimento populacional, as mudanças climáticas e os conflitos geopolíticos.

    Além disso, a volatilidade dos mercados de commodities e a necessidade de aumento da produtividade também são apontadas como fontes de pressão sobre o setor agropecuário.

    Segundo a Organização das Nações Unidas (ONU), a população mundial, estimada em 8,2 bilhões de pessoas em 2024, deverá chegar a aproximadamente 9,7 bilhões em 2050.

    Ao mesmo tempo, o relatório OECD-FAO Agricultural Outlook 2026–2035 estima que a produção agrícola e pesqueira mundial precisará crescer 13% na próxima década.

    Diante desse cenário, políticas públicas de longo prazo serão discutidas como instrumentos para melhorar as condições de produção, estimular investimentos e ampliar o acesso a tecnologias.

    Riscos serão debatidos

    Durante o painel, deverão ser avaliadas medidas voltadas à garantia de uma oferta mais regular de alimentos. Para isso, serão considerados mecanismos capazes de reduzir os riscos da atividade agropecuária.

    Entre os temas previstos, serão abordados:

    • acesso ao crédito
    • seguro rural
    • infraestrutura
    • comércio internacional
    • sustentabilidade
    • incorporação de tecnologias
    • previsibilidade regulatória

    Dessa forma, também deverão ser analisados os fatores que afetam a competitividade do produtor, o abastecimento e os preços dos alimentos.

    A participação de Roberto Rodrigues foi destacada por Luiz Felipe Nastari, diretor de Comunicação e Eventos da DATAGRO:

    “É uma honra para o evento contar com a participação de uma das principais referências do agro brasileiro e uma voz fundamental no debate sobre o futuro da produção de alimentos, o ex-ministro Roberto Rodrigues,” ressalta Nastari.

    Programação terá três palcos

    O painel será integrado à programação do evento. Segundo a organização, mais de 35 painéis serão realizados, com a participação de mais de 100 palestrantes.

    As atividades serão distribuídas em três palcos simultâneos. Paralelamente, serão promovidas ações relacionadas à feira de negócios, à gastronomia e ao entretenimento.

    Em 2026, duas edições do evento serão realizadas no Brasil. A programação de São Paulo ocorrerá nos dias 1º e 2 de outubro, no Nubank Parque.

  • ABRATE tem novo presidente e lança marca 3.0 para o setor elétrico

    ABRATE tem novo presidente e lança marca 3.0 para o setor elétrico

    A Associação Brasileira das Empresas de Transmissão de Energia Elétrica (ABRATE) tem novo Conselho Diretor para o ciclo 2026-2028. Jorge Bauer, vice-presidente da State Grid Brazil Holding, assume a presidência. Rinaldo Pecchio, CFO da TAESA, fica com a vice-presidência.

    Frederich Einstein, da Cymi Brasil, passa a presidir o Conselho Fiscal, no lugar de Fábio Marques, da Quantum. A nova gestão também assume o Conselho do Instituto ABRATE, responsável por estudos e pesquisas sobre o setor de transmissão.

    A troca de comando coincide com o lançamento da marca ABRATE 3.0. Segundo a associação, a iniciativa reforça o regimento e o estatuto da entidade diante dos desafios da transição energética.

    Bauer promete agilidade na nova gestão

    Bauer afirmou que pretende colocar a ABRATE 3.0 em prática rapidamente. “Temos a expectativa de implementar de maneira rápida esse novo momento. Conto com todo o suporte da associação e da State Grid”, disse.

    Ricardo Cyrino, CEO da Evoltz e ex-presidente do conselho, avaliou a passagem de comando como positiva para a continuidade dos trabalhos. “É muito bom ter o Jorge, que era meu vice, como presidente agora, para dar continuidade, melhorando ainda mais o protagonismo da associação no setor elétrico”, declarou.

    Nova identidade reforça papel da transmissão

    A presidente-executiva da ABRATE, Talita Porto, disse que a mudança de marca acompanha a modernização do setor elétrico brasileiro. Para ela, a transmissão conecta a energia gerada ao consumo em indústrias, cidades e residências.

    Na nova identidade visual, as linhas de transmissão ganham movimento. A associação afirma que o elemento simboliza redes vivas, que sustentam a infraestrutura nacional durante a transição energética.

    Quem é Jorge Bauer

    Bauer é engenheiro eletricista formado pela Universidad Tecnológica Nacional de Rosario, na Argentina, com pós-graduação em Desenvolvimento Gerencial pela IESE Business School, em São Paulo.

    Ele soma mais de 30 anos de atuação no setor elétrico e de infraestrutura, com passagens por cargos executivos em multinacionais no Brasil e na Argentina. Está na vice-presidência da State Grid Brazil Holding desde novembro de 2022.

  • Colheita de arábica salta a 87% no Cerrado Mineiro; entenda o que preocupa os produtores agora

    Colheita de arábica salta a 87% no Cerrado Mineiro; entenda o que preocupa os produtores agora

    Tempo firme e ausência de chuvas favorece avanço da colheita nas propriedades associadas à Expocacer, mas técnicos pedem atenção redobrada ao café de chão

    A colheita de café arábica avançou para 87% no Cerrado Mineiro até a última sexta-feira, 21 de agosto, segundo levantamento da Cooperativa dos Cafeicultores do Cerrado (Expocacer). O ritmo ficou levemente atrás do observado no mesmo período do ano passado, quando uma safra menor permitiu que os produtores associados concluíssem 90% da colheita.

    Do total colhido até agora, os produtores já beneficiaram cerca de 70% da produção, com rendimento médio de 495 litros por saca de 60 kg beneficiada.

    Técnicos de campo da Expocacer atribuem o avanço dos trabalhos à estabilidade do tempo. Condições firmes e a ausência de chuvas nas últimas semanas permitiram maior continuidade das operações de colheita nas lavouras da região.

    Qualidade do café e colheita de chão exigem atenção

    Na semana passada, a cooperativa registrou um elevado percentual de catação nos cafés recebidos reflexo direto do avanço da colheita de chão. O indicador voltou a subir e já supera 20% no período.

    Diante desse cenário, os técnicos orientam os produtores a priorizar a colheita do café que caiu no chão nas próximas semanas. Eles recomendam aproveitar o período de tempo seco para concluir essa etapa antes do retorno das chuvas. O que reduz o risco de perdas de produção e de qualidade dos frutos.

    “É importante aproveitar o período de tempo firme para avançar e, sempre que possível, concluir essa operação antes de um eventual retorno das chuvas, reduzindo os riscos de perdas de produção e de qualidade dos frutos que permanecem no solo”, explicam os técnicos.

    Os especialistas também recomendam que os produtores acompanhem de perto as previsões meteorológicas.

    Manejo da irrigação pede ajustes neste período

    Nas áreas irrigadas, a cooperativa recomenda atenção redobrada ao manejo da irrigação, com ajuste das lâminas de acordo com a evapotranspiração e as condições de cada propriedade.

    Segundo os técnicos da Expocacer, este período do ano concentra elevada demanda hídrica e altas taxas de evapotranspiração. Por isso, um fornecimento adequado de água se torna essencial para manter o vigor das plantas. Além de preservar o enfolhamento e garantir boas condições para o pegamento da próxima florada.

    Os técnicos também recomendam que os produtores monitorem e controlem pragas com potencial de causar desfolha, preservando a área foliar das plantas para o próximo ciclo produtivo.

    Como estão as condições climáticas no Cerrado Mineiro

    O período mais recente manteve o cenário predominantemente seco na região de atuação da Expocacer, sem registro de chuvas nos municípios acompanhados. O quadro reforça a baixa disponibilidade hídrica observada nas últimas semanas.

    Para os próximos dias, a previsão não indica mudanças significativas no padrão meteorológico, sem chuvas esperadas até 25 de agosto. As temperaturas máximas devem variar entre 23°C e 32°C, e as mínimas entre 15°C e 20°C. O período deve registrar uma leve elevação das mínimas em alguns dias e uma tendência de queda das máximas até 26 de agosto.

  • Safra de soja 2026/27 pode ter maior custo da história em Goiás

    Safra de soja 2026/27 pode ter maior custo da história em Goiás

    A possibilidade de ser registrado o maior custo da série histórica na safra de soja 2026/27 em Goiás é apontada por uma análise preliminar da Federação da Agricultura e Pecuária de Goiás (Faeg). Em algumas regiões, um aumento de até cinco sacas por hectare poderá ser registrado.

    Essa projeção foi apresentada após a frustração da segunda safra de milho, que teve as margens dos agricultores reduzidas. Por isso, um planejamento mais cauteloso deverá ser adotado para o plantio da soja, especialmente diante da menor disponibilidade de caixa.

    Apesar disso, uma redução da área cultivada não é esperada pela Faeg. No entanto, uma diminuição do pacote tecnológico poderá ser adotada para que as despesas sejam contidas.

    Custo supera produtividade

    Em Rio Verde, no sudoeste de Goiás, uma elevação do custo de produção da soja Intacta deverá ser registrada. O valor deverá passar de 70,8 para 75,5 sacas por hectare.

    No município, cerca de 480 mil hectares são cultivados com soja no verão. Além disso, aproximadamente 90% dessas áreas são ocupados posteriormente por milho, sorgo ou girassol.

    Segundo Lucas Lopes, assessor técnico da Faeg, a produtividade média das duas últimas safras poderá ser superada pelo custo projetado. Nos ciclos anteriores, foram registradas médias de 69 e 65 sacas por hectare.

    No cálculo, são considerados os custos operacionais, a remuneração do capital investido e o custo de oportunidade da terra. Separadamente, o custo operacional da safra 2026/27 já está próximo de 55 sacas por hectare.

    “Os custos de produção do agricultor vêm aumentando ano a ano. Na próxima safra, para a soja, é algo que preocupa bastante. Dentro da série histórica, pode ser o mais alto que o produtor já teve”, relata Lopes.

    Insumos pressionam despesas

    A alta dos fertilizantes e do óleo diesel deverá ser refletida nos custos da safra. Além disso, despesas com as operações nas propriedades e com o transporte de insumos e grãos também deverão ser elevadas.

    Nesse cenário, um ritmo mais lento de compras vem sendo observado. Em meados de agosto, cerca de 75% dos fertilizantes e 55% dos defensivos haviam sido adquiridos.

    “O produtor tem deixado para comprar na boca da safra, a não ser quem faz pool de compra e consegue antecipar, pois tem poder de barganha maior”, resume Lopes.

    Assim, negociações antecipadas poderão ser realizadas por produtores que participam de compras coletivas. Dessa forma, parte da pressão sobre o caixa poderá ser reduzida.

    Arrendamento reduz margem

    Os gastos com arrendamento não foram incluídos no cálculo da Faeg. Ainda assim, uma alta também foi registrada nesse item, que chega a aproximadamente 20 sacas por hectare em algumas regiões.

    Diante desse cenário, a devolução de áreas arrendadas poderá ser realizada por parte dos produtores, conforme a expectativa da entidade.

    “Não tem margem para erro”, diz Dourivan Cruvinel, presidente-executivo da Cooperativa Agroindustrial do Sudoeste Goiano (Comigo).

    Segundo Cruvinel, pequenos agricultores vêm sendo afastados pela alta dos arrendamentos. Por isso, áreas mais baratas estão sendo procuradas em estados como Tocantins e Piauí.

    Expansão deverá desacelerar

    Apesar da pressão financeira, uma redução da área de soja em Goiás não é esperada. Entretanto, a expansão prevista para o Vale do Araguaia deverá ser desacelerada pelos custos e pelas condições climáticas.

    A região está localizada próxima à divisa com Mato Grosso. De acordo com Lucas Lopes, até quatro milhões de hectares de pastagens degradadas poderão ser convertidos em lavouras.

    Na safra 2025/26, 5,1 milhões de hectares de soja foram plantados em Goiás.

    Plantio será feito com cautela

    Por enquanto, a orientação da Faeg é para que a semeadura não seja iniciada logo nas primeiras chuvas. Assim, maior estabilidade das condições climáticas deverá ser aguardada pelos agricultores.

    Caso a janela ideal da soja seja perdida, o risco de uma segunda safra com margens menores deverá ser evitado, segundo a entidade. Nesse caso, culturas como sorgo e girassol poderão ser consideradas alternativas com maior margem.

    Enquanto isso, uma redução das despesas deverá ser buscada por meio do aproveitamento da reserva de nutrientes acumulada nas áreas ao longo dos anos, conforme a avaliação de Everaldo Pereira, presidente do Sindicato Rural de Rio Verde.

    “A tendência de produtividade menor na próxima safra é evidente. O cenário é preocupante, pois pode haver quebra por conta do clima mais seco”, admite Pereira.

    Novas dívidas devem ser evitadas

    Nesse contexto, o controle dos custos deverá ser priorizado pelos agricultores, segundo Charles Peeters, vice-presidente da Associação dos Produtores de Soja, Milho e Outros Grãos Agrícolas de Goiás (Aprosoja-GO).

    Além das despesas da produção, os gastos financeiros e os custos que não estão diretamente ligados à atividade também deverão ser incluídos no planejamento.

    “A recomendação é não se alavancar, não tomar novos investimentos e fazer mais com menos”, relatou Peeters.

    Por sua vez, a área agrícola de Rio Verde é considerada consolidada pelo engenheiro agrônomo e consultor de mercado Enio Fernandes. Para ele, mesmo com margens menores, a decisão de plantar deverá ser mantida.

    “Área consolidada não diminui. O produtor planta com o cheiro de adubo e vê o que vai colher”, disse Fernandes.

  • Mudanças climáticas já causaram R$ 785 bi em danos no Brasil; escolas apostam em educação para mudar esse cenário

    Mudanças climáticas já causaram R$ 785 bi em danos no Brasil; escolas apostam em educação para mudar esse cenário

    Entre 2013 e 2025, os desastres ambientais causaram R$ 785,4 bilhões em danos no Brasil. Os dados, consolidados em 2026 pela Confederação Nacional de Municípios (CNM), revelam que os desastres afetaram 95,1% dos municípios brasileiros. Com impactos sobre moradias, infraestrutura, serviços públicos e setores como agronegócio, segurança pública e indústria. Diante do aumento de eventos extremos como o El Niño que provoca tempestades, secas, ondas de calor e incêndios florestais, o país precisa fortalecer a preparação municipal e da sociedade.

    O Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF) aponta que o estresse pós-traumático, a ansiedade e a perda cognitiva causados pelas ondas de calor afetam diretamente o desenvolvimento infantojuvenil. Por isso, escolas têm colocado os próprios estudantes no centro do debate climático. “Para reduzir esses danos, é necessário atuar antes, durante e depois do desastre. Isso envolve educação climática, mapeamento de riscos, alertas acessíveis, simulados, escolas preparadas, proteção das famílias, espaços seguros nos abrigos, continuidade da aprendizagem, atendimento de saúde e acompanhamento psicossocial prolongado”, afirma Keles Gonçalves de Lima, coordenador de evangelização do Marista Brasil e doutor em Educação.

    Letramento climático substitui o medo pela ação

    Por meio do Observatório Marista do Clima, crianças e adolescentes de diferentes biomas brasileiros deixam de apenas receber notícias alarmantes que geram ecoansiedade e medo e passam a vivenciar o chamado “letramento climático”. Na prática, mais de 700 alunos e professores investigam problemas reais de seus bairros, representam países em simulações da COP (Conferência das Nações Unidas sobre Mudança do Clima) e implementam soluções que vão da gestão de resíduos a hortas agroecológicas. Ao longo de 2025, 88 instituições participaram do Observatório, os estudantes propuseram mais de 220 ações climáticas e o projeto somou 42.448 participantes diretos.

    Keles explica que o Observatório entende as questões climáticas como permanentes. E por isso adota uma estratégia educativa capaz de preparar as comunidades para diferentes manifestações da emergência climática. “O Observatório trabalha com quatro dimensões: conhecimento científico, adaptação, mitigação e comunicação. Entre elas, está a compreensão dos riscos de desastres e a preservação da vida”, comenta.

    Os jovens não atuam apenas como destinatários de informações. Eles investigam problemas reais de seus territórios, representam países em negociações climáticas, formulam propostas e implementam ações voltadas à economia de água e energia, à gestão de resíduos, às hortas agroecológicas e à criação de soluções sustentáveis. O projeto busca transformar a preocupação com o clima em conhecimento, participação e ação concreta, evitando tanto a indiferença quanto uma abordagem que gere apenas medo.

    Semeando a mudança

    Entre os projetos criados está o “Desperdiçômetro”, que nasceu da necessidade de enfrentar o grande volume de alimentos descartados no refeitório. Para tornar o problema visível, o Marista Escola Social Ecológica, em Almirante Tamandaré (PR), passou a pesar diariamente os restos alimentares. E divulgar os resultados em um mural, mobilizando toda a comunidade escolar. Além da medição, a escola promoveu debates, palestras com profissionais de nutrição, oficinas práticas sobre tamanho de porções e uso completo dos ingredientes, além de campanhas de conscientização.

    O projeto também criou um ciclo sustentável e pedagógico ao integrar o manejo dos descartes: os restos orgânicos passaram a alimentar uma composteira, que produz adubo para a horta da própria escola a mesma que abastece a cozinha com vegetais frescos. Sementes, folhas e cascas, por sua vez, viraram alimento para as ovelhas mantidas no local.

    Essa abordagem já gerou resultados importantes. A escola reduziu o volume de comida descartado no refeitório, aumentou a percepção dos alunos sobre a importância da alimentação, engajou as famílias, diminuiu custos institucionais e reforçou o reconhecimento do alimento como um bem fundamental.

    No Marista Escola Social – Robru, em São Paulo (SP), o projeto “Fraternidade e Ecologia Integral” resultou na criação de uma horta. A iniciativa incluiu um estudo de solo, a construção de canteiros, a instalação de uma estufa e uma formação em permacultura. A escola incorporou a proposta ao currículo da Educação Infantil, unindo agroecologia, permacultura e conscientização ambiental.

    “Cuidar das crianças e dos adolescentes diante da emergência climática significa reconhecê-los como prioridade absoluta. Mas também como sujeitos capazes de participar da construção de comunidades mais preparadas, solidárias e resilientes”, finaliza Lima.

    A escola como ponto de apoio em tragédias climáticas

    A tragédia climática que atingiu o Rio Grande do Sul em 2024 reconfigurou a atuação dos municípios e das instituições civis e de ensino. Antes, as enchentes eram vistas como episódios sazonais; hoje, os Maristas do Brasil as tratam como rotina institucional. “Não é mais possível tratar os eventos climáticos extremos como situações excepcionais. Precisamos incorporar permanentemente a prevenção, a adaptação e o cuidado com as populações mais vulneráveis aos processos institucionais e educativos”, avalia Keles.

    Diante do El Niño e de outras ameaças, os projetos de ações climáticas reforçam a necessidade de planos de contingência territorializados. “Os planos operacionais de contingência precisam ser territorializados, pois cada unidade está exposta a riscos diferentes, como enchentes, deslizamentos, secas, incêndios ou ondas de calor. Por isso, devem considerar os alertas oficiais, as orientações das defesas civis e as responsabilidades das mantenedoras e dos municípios”, afirma Lima.

    O coordenador ressalta que o Plano de Contingência é responsabilidade do poder público. “A escola não substitui a Defesa Civil, mas pode contribuir com educação climática, mobilização comunitária, conhecimento do território e participação de crianças e adolescentes. Um dos próximos avanços possíveis é justamente aproximar ainda mais as ações educativas do Observatório Marista do Clima dos planos municipais de prevenção e adaptação climática”, destaca.

    Sobre os Maristas no Brasil

    Os Maristas no Brasil integram uma rede global presente em mais de 80 países em todos os continentes. Há 129 anos no país, atuam hoje em mais de 94 cidades, em 25 estados brasileiros e no Distrito Federal. A rede reúne 97 unidades de educação básica, 34 unidades sociais e instituições de ensino superior como a Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUCRS), a Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUCPR) e a Católica de Santa Catarina, além do Hospital Cajuru e do Hospital Marcelino Champagnat, no Paraná, do Hospital São Lucas, em Porto Alegre, e de editoras como a FTD Educação.

  • Brasil vai escolher os melhores cafés conilon e robusta em concurso internacional

    Brasil vai escolher os melhores cafés conilon e robusta em concurso internacional

    A Associação Brasileira de Cafés Especiais (BSCA) lançou o The Best of Canephora Brazil 2026, primeiro concurso internacional dedicado exclusivamente aos cafés especiais da espécie Coffea canephora, que reúne conilon e robusta.

    Produtores brasileiros vinculados ao projeto Brazil The Coffee Nation podem inscrever amostras da safra 2026 até 3 de setembro. Os melhores lotes serão selecionados por especialistas brasileiros e estrangeiros e, posteriormente, comercializados em um leilão internacional.

    A competição é organizada pela BSCA em parceria com a Alliance for Coffee Excellence (ACE) e a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil).

    Concurso terá duas categorias

    O The Best of Canephora Brazil segue o modelo do Cup of Excellence, tradicional competição voltada aos cafés arábica.

    As inscrições estão divididas em duas categorias:

    • Processo Clássico: frutos secos com casca ou despolpados/desmucilados;
    • Processo Experimental: cafés canéforas submetidos à fermentação induzida, sem adição de substâncias externas ao café.

    Entre 7 e 11 de setembro, juízes brasileiros avaliarão os lotes na sede da BSCA, em Varginha (MG).

    Serão analisados critérios como tipo, cor, aspecto, umidade, atividade de água, defeitos e qualidade da bebida, seguindo protocolo internacional específico para canéforas.

    As 24 amostras que alcançarem pelo menos 83 pontos, em uma escala de zero a 100, avançarão para a Fase Internacional.

    Nessa etapa, juízes estrangeiros virão ao Brasil para selecionar os 10 melhores cafés da safra, com no máximo cinco vencedores por categoria.

    Vencedores irão a leilão internacional

    Os cafés vencedores serão comercializados em um leilão internacional presencial em 29 de novembro, durante a cerimônia de premiação em Cacoal (RO).

    Cada lote terá preço mínimo de US$ 9 por kg, equivalente a US$ 9 mil por tonelada.

    Segundo a BSCA, o valor é 140% superior à cotação de US$ 3.702 por tonelada registrada na Bolsa de Londres em 20 de agosto, referência internacional para os cafés canéforas.

    Para o diretor executivo da BSCA, Vinicius Estrela, a competição também busca ampliar a visibilidade internacional das diferentes origens produtoras brasileiras.

    “Os constantes investimentos em pesquisa, tecnologia e inovação realizados pelos produtores de canéforas no Brasil subiram o sarrafo da qualidade”, afirma Estrela.

    De acordo com o diretor, o país já produz cafés 100% robusta ou conilon de alta qualidade para consumo sem mistura com arábica, enquanto anteriormente esses grãos eram utilizados principalmente em blends.

    Produtores e empresas interessados podem consultar o regulamento e realizar a inscrição no site da BSCA.

    Cup of Excellence também recebe inscrições

    A BSCA também recebe, até 3 de setembro, inscrições para o Cup of Excellence Brazil 2026, concurso internacional de qualidade voltado aos cafés arábica especiais.

    Podem participar cafeicultores e empresas vinculados ao Brazil The Coffee Nation com cafés da safra 2026/27.

    Na edição anterior, o leilão virtual dos vencedores durou cerca de nove horas e movimentou R$ 1,8 milhão, com preço médio de R$ 15 mil por saca de 60 kg.

    O lote campeão chegou a R$ 46.803,11 por saca. Os cafés foram adquiridos por compradores da Arábia Saudita, China, Coreia do Sul, Estados Unidos, Japão, Malásia, Noruega e Brasil.

  • Sustentabilidade empresarial: prazo para concorrer a prêmio nacional termina em 31 de agosto

    Sustentabilidade empresarial: prazo para concorrer a prêmio nacional termina em 31 de agosto

    A Amcham Brasil recebe, até 31 de agosto, inscrições de empresas de todo o país para o Prêmio Eco 2026, iniciativa que reconhece projetos, empresas e lideranças que incorporam a sustentabilidade à estratégia e às decisões de negócio.

    A poucos dias do encerramento do prazo, empresas de todos os portes e setores associadas ou não à Amcham ainda podem inscrever iniciativas relacionadas à sustentabilidade em processos, produtos e serviços.

    A edição deste ano também traz a categoria Lideranças Eco, voltada a CEOs e executivos que exercem papel de liderança na agenda de sustentabilidade dentro das organizações, mobilizando suas empresas e conectando compromissos socioambientais à estratégia, aos investimentos e à geração de valor.

    “A sustentabilidade já deixou de ser uma agenda paralela para fazer parte das decisões centrais das empresas. Queremos reconhecer tanto as iniciativas que estão produzindo resultados concretos quanto as lideranças que têm papel decisivo para colocar essa agenda no centro da estratégia dos negócios”, afirma Daniela Aiach, diretora de Sustentabilidade e Business Center da Amcham Brasil.

    Uma das premiações de sustentabilidade mais tradicionais do país

    Criada pela Amcham Brasil, a premiação se consolidou como uma das iniciativas mais tradicionais de reconhecimento da sustentabilidade empresarial no país. O Prêmio Eco dá visibilidade a práticas que ajudam a transformar a atuação das empresas e cria referências para todo o setor privado.

    Ao longo de sua trajetória, o prêmio já reconheceu iniciativas de empresas como Telefônica Brasil, Banco do Brasil, C&A, Gerdau, Banco Votorantim, Hyundai Motor Brasil, Mercado Livre, BASF e Faber-Castell, entre outras.

    O Prêmio Eco também reúne lideranças empresariais e referências nacionais e internacionais em sustentabilidade. Sua trajetória já recebeu nomes como Al Gore, ex-vice-presidente dos Estados Unidos, e Gro Harlem Brundtland, ex-primeira-ministra da Noruega e referência internacional em desenvolvimento sustentável.

    Empresas podem concorrer em três categorias

    Em 2026, o Prêmio Eco contempla três frentes de reconhecimento:

    • Sustentabilidade em Processos: iniciativas que incorporam práticas sustentáveis às políticas, aos indicadores, à gestão e às operações das empresas;
    • Sustentabilidade em Produtos & Serviços: projetos que integram atributos de sustentabilidade ao desenvolvimento e ao ciclo de vida de produtos e serviços;
    • Lideranças Eco: reconhecimento a CEOs e executivos que exercem papel relevante na condução da agenda de sustentabilidade, influenciando a estratégia e a tomada de decisão de suas organizações.

    Para a Amcham, dar visibilidade a essas experiências também acelera a evolução da agenda no setor empresarial. “Mais do que reconhecer boas práticas, queremos identificar experiências que possam inspirar outras empresas e mostrar como a sustentabilidade pode estar conectada à competitividade, à inovação e à geração de valor. O Prêmio Eco cria uma plataforma para dar visibilidade a quem já está liderando esse movimento”, afirma Aiach.

    O Prêmio Eco 2026 recebe empresas de todos os portes, associadas ou não à Amcham Brasil. As inscrições terminam em 31 de agosto de 2026. Interessados podem se inscrever e obter mais informações pelo site premioeco.com.br

  • Incêndios florestais: veja os descuidos mais comuns e como evitá-los

    Incêndios florestais: veja os descuidos mais comuns e como evitá-los

    Bitucas de cigarro mal apagadas, queima de resíduos, cinzas com brasas e churrasqueiras próximas à vegetação seca estão entre os principais riscos de incêndios florestais em áreas rurais de São Paulo.

    Durante a estiagem, a combinação de vegetação ressecada, baixa umidade e vento facilita a propagação das chamas. Um foco pequeno pode percorrer grandes distâncias em poucos minutos.

    A Secretaria de Agricultura e Abastecimento de São Paulo listou os descuidos mais frequentes e as medidas que podem ajudar produtores rurais a reduzir os riscos.

    Mato seco e aceiros exigem atenção

    O mato alto funciona como combustível e pode facilitar a entrada do fogo na propriedade. A orientação é manter a vegetação roçada, principalmente nas divisas e áreas comuns.

    Os aceiros também precisam de manutenção durante toda a estiagem. Mesmo quando feitos no início da temporada, podem perder a eficácia à medida que o material combustível volta a se acumular.

    Cigarros, cinzas e churrasqueiras aumentam o risco

    Bitucas de cigarro e fósforos descartados no chão estão entre os principais perigos. Às margens de estradas, carreadores e áreas de pastagem seca, uma pequena fonte de calor pode iniciar um incêndio.

    O cigarro deve ser completamente apagado e descartado em recipiente apropriado.

    Outro cuidado envolve as cinzas de fogões a lenha e churrasqueiras. Mesmo quando parecem frias, elas podem manter brasas ativas por horas. O material deve ser descartado somente depois de resfriado, em local sem vegetação e, sempre que possível, umedecido.

    Churrasqueiras, fogueiras e velas próximas ao mato também representam risco. O vento pode transportar brasas e faíscas por vários metros. Em dias críticos, a recomendação é evitar qualquer tipo de fogo próximo à vegetação.

    Queima para limpeza pode provocar incêndios

    A queima de resíduos de poda, restos de culturas e lixo está entre as principais causas de incêndios florestais.

    O uso do fogo para fins agrossilvipastoris exige autorização prévia da CETESB (Companhia Ambiental do Estado de São Paulo) ou da Defesa Agropecuária e pode ser suspenso em períodos críticos. Focos não autorizados configuram crime ambiental.

    A soltura e a fabricação de balões também são crimes ambientais. Além do risco para lavouras, pastagens e áreas de vegetação nativa, a prática pode provocar acidentes. Permitir a soltura de balões dentro da propriedade também configura crime.

    Máquinas podem gerar faíscas

    Roçadeiras, tratores e implementos agrícolas podem provocar faíscas ao atingir pedras, apresentar superaquecimento ou sofrer falhas de funcionamento.

    Por isso, é importante verificar escapamentos, motores e sistemas de abastecimento, além de evitar a operação nos horários mais quentes.

    Ao trabalhar em áreas secas, o produtor também deve manter equipamentos de combate ao fogo por perto.

    O que fazer ao identificar fumaça

    Ao perceber fumaça suspeita ou um princípio de incêndio na vegetação, a orientação é acionar imediatamente o Corpo de Bombeiros pelo 193 ou pelo aplicativo Bombeiros Emergência. A Defesa Civil também pode ser chamada pelo número 199.

    Os vizinhos devem ser avisados, e a recomendação é não tentar combater um incêndio florestal sozinho.

    O risco de incêndios pode ser acompanhado pelo Monitoramento de Risco de Incêndios da Defesa Civil, pelo Centro Integrado de Informações Agrometeorológicas (CIIAGRO) e pelos focos detectados por satélite no Painel do Fogo.

    Para receber alertas gratuitos da Defesa Civil no celular, basta enviar um SMS com o CEP para o número 40199.