Autor: Henrique Rodarte

  • Evento une Brasil, EUA, Colômbia e Vietnã para debater rumo do café

    Evento une Brasil, EUA, Colômbia e Vietnã para debater rumo do café

    Representantes do maior mercado consumidor de café do planeta se juntam a líderes de dois dos principais países produtores do grão nos dias 20 e 21 de agosto, em Vitória, no ES. 

    O Vitória Coffee Summit 2026 reunirá autoridades de todo setor cafeeiro do Brasil, Estados Unidos, Colômbia e do Vietnã. O objetivo é debater os rumos da cafeicultura mundial.

    O Centro do Comércio do Café de Vitória (CCCV) organiza o evento, que recebe nesta edição Bill Murray, presidente da National Coffee Association (NCA), entidade que representa a indústria e os importadores de café dos Estados Unidos. Também participam Francisco Gómez, presidente do Conselho da Associação Colombiana de Exportadores de Café (Asoexport), e Nguyen Nam Hai, presidente da Vietnam Coffee-Cocoa Association (VICOFA), principal entidade do setor cafeeiro vietnamita.

    Encontro reúne consumidor e maiores produtores

    Marcus Magalhães, curador técnico do evento e uma das principais referências em inteligência de mercado para o setor, destaca o ineditismo do encontro em território nacional. Pela primeira vez no Brasil, representantes do principal mercado consumidor de café, os EUA, se reúnem com líderes dos três maiores produtores mundiais: Brasil, Colômbia e Vietnã.

    O presidente do CCCV, Fabrício Tristão, lista os temas que vão nortear os painéis do evento. O cenário geopolítico internacional, os efeitos do El Niño e das mudanças climáticas, o andamento da colheita brasileira, a busca por novos mercados internacionais, a sustentabilidade, as boas práticas agrícolas e as transformações nos hábitos de consumo.

    “O café vive um momento de transformação profunda. O mercado internacional mudou, o consumidor mudou e a dinâmica dos negócios também mudou. Hoje, não basta produzir bem. É preciso compreender cenários, antecipar movimentos e construir conexões estratégicas.”

    Executivos de peso confirmam presença

    Magalhães também ressalta a participação de nomes relevantes da indústria, como Tina Cação, diretora de Vendas da JDE Peet’s Brasil. A empresa figura entre as maiores companhias de café do mundo e detém marcas como L’OR, Pilão, Café do Ponto, Caboclo e Pelé.

    Como agência da Organização Internacional do Café (OIC), o CCCV certifica a origem das exportações do Espírito Santo, maior produtor nacional da variedade conilon e estado que também expande o cultivo do café arábico.

    A entidade elabora estatísticas de exportação e de preços praticados no estado, realiza a cotação diária do café e oferece cursos de classificação e degustação. São iniciativas que reforçam a qualificação técnica e o fortalecimento da cadeia produtiva capixaba.

    Serviço

    • Vitória Coffee Summit 2026

    • Datas: 20 e 21 de agosto

    • Local: Cais das Artes, Enseada do Suá, Vitória (ES)

  • Cientistas descobrem que cor vermelha “engana” pragas e corta uso de agrotóxicos pela metade

    Cientistas descobrem que cor vermelha “engana” pragas e corta uso de agrotóxicos pela metade

    Um estudo conduzido por pesquisadores da Universidade de Tóquio, em parceria com o Centro de Tecnologia Agrícola, Florestal e Pesqueira da Prefeitura de Kyoto, comprova que a simples troca da cor das telas de proteção agrícola pode reduzir significativamente o uso de pesticidas nas lavouras. A pesquisa foi publicada na revista científica Scientific Reports, do grupo Nature, em fevereiro de 2024. E mostra que telas vermelhas superam as tradicionais telas pretas ou brancas no controle de pragas como a tripes-da-cebola.

    A equipe, liderada pelo professor Masami Shimoda, da Pós-Graduação em Ciências Agrícolas e da Vida da Universidade de Tóquio, testou o efeito de telas vermelhas, brancas, pretas e combinadas sobre o tripes-da-cebola (Thrips tabaci), uma praga altamente resistente a inseticidas e responsável por danos econômicos expressivos em plantações ao redor do mundo. Os pesquisadores usaram lavouras de cebolinha Kujo (também conhecida como cebola-galesa) para os testes em laboratório e em campo.

    Como a cor vermelha confunde os insetos

    O estudo aponta que os tripes não possuem fotorreceptores para a cor vermelha, o que dificulta sua percepção visual dessa faixa de cor. “Testamos telas vermelhas com abertura de malha maior que o corpo do inseto, mas ainda assim mais eficazes do que as telas pretas ou brancas convencionais com malha menor. Esse ‘controle óptico de pragas’ se baseia na natureza da visão colorida dos insetos para mantê-los afastados”, explica Shimoda.

    Como a proteção depende da cor e não do tamanho dos furos da malha, as telas vermelhas permitem aberturas maiores. Essa característica melhora a circulação de ar, reduz o acúmulo de calor e diminui a umidade dentro das estufas. Fator que ajuda a prevenir doenças fúngicas nas plantas e torna o ambiente de trabalho mais confortável para os agricultores.

    Testes de campo confirmam queda no uso de inseticidas

    Nos experimentos de campo, os cientistas compararam lavouras totalmente cobertas, parcialmente cobertas (apenas topo ou apenas laterais) e sem cobertura alguma. As áreas protegidas com tela vermelha total precisaram de 25% a 50% menos aplicações de inseticida do que as áreas descobertas, além de produzirem cebolas de maior valor comercial. As parcelas com cobertura parcial exigiram uma aplicação adicional de inseticida em comparação com a cobertura total.

    Segundo Shimoda, a tecnologia também ajuda a reduzir o risco de contaminação por vírus transmitidos pelos tripes, como o vírus da mancha amarela da íris (IYSV) e o vírus da murcha manchada do tomateiro (TSWV), que causam prejuízos a diversas hortaliças.

    Custo compensa a longo prazo, avaliam pesquisadores

    “Essas novas telas vermelhas custam mais caro do que os pesticidas, mas se tornam econômicas porque podem ser usadas por anos. Elas também são muito eficazes no controle de pragas, sem todo o trabalho envolvido na pulverização de defensivos”, afirma Shimoda. O pesquisador projeta ainda o desenvolvimento de telas que mantenham o mesmo efeito repelente sobre os insetos. Porém, sem aparência vermelha aos olhos humanos, o que reduziria custos de fabricação e aumentaria a durabilidade do produto.

    Para a equipe, a técnica representa um caminho de baixa complexidade tecnológica para diminuir a dependência de defensivos químicos, desacelerar o desenvolvimento de resistência das pragas aos inseticidas e fortalecer práticas agrícolas mais sustentáveis.

  • Cientistas revelam truque simples para evitar que abelhas invadam ninhos errados

    Cientistas revelam truque simples para evitar que abelhas invadam ninhos errados

    Pesquisadores da Embrapa Meio Ambiente (SP) e da Universidade de Bristol, no Reino Unido, comprovaram que mudanças simples e de baixo custo diminuem os erros de navegação de abelhas-sem-ferrão dentro dos meliponários.

    A proximidade e a semelhança visual entre os ninhos confundem as operárias, que às vezes entram na colônia errada ao voltar do campo, um fenômeno conhecido como drifting.

    O erro parece inofensivo à primeira vista, mas, quando se repete com frequência, o drifting favorece a disseminação de patógenos, parasitas e até resíduos de defensivos agrícolas entre as colônias. Isso compromete a saúde dos ninhos e reduz a produção de mel.

    Ana Paula Cipriano, doutoranda da universidade britânica e integrante do Bristol Bee Group, conduz a pesquisa sob supervisão do professor Christoph Grüter e coorientação do pesquisador da Embrapa Meio Ambiente Cristiano Menezes.

    A equipe avaliou duas espécies brasileiras de abelhas-sem-ferrão, a Scaptotrigona depilis e a Melipona quadrifasciata, ambas polinizadoras importantes de culturas agrícolas.

    Pequenas mudanças, grandes resultados

    Os testes compararam diferentes configurações de caixas de M. quadrifasciata, a abelha mandaçaia. Quando todos os ninhos tinham a mesma cor e as entradas apontavam para a mesma direção, a taxa de drifting chegou a 59,5%. Ao manter as caixas iguais e apenas alternar a orientação das entradas, o índice caiu para 48,1%. Já quando os pesquisadores pintaram as caixas com cores distintas, mantendo as entradas voltadas para o mesmo lado, a taxa recuou para 37,6%.

    As caixas coloridas reduziram o drifting em 21,9% na comparação com o arranjo tradicional, enquanto a alternância na direção das entradas cortou os erros em 11,4%.

    Segundo os pesquisadores, a orientação das abelhas depende não só da distância entre os ninhos. Mas também de referências visuais e espaciais usadas no retorno à colônia.

    “É a primeira vez que analisamos o efeito do arranjo dos meliponários sobre o comportamento de drifting. Apenas pintando as caixas ou invertendo a orientação das entradas já observamos uma redução significativa dos erros de navegação.”

    A descoberta abre caminho para benefícios práticos entre os meliponicultores. Além de reduzir a circulação de doenças e parasitas entre colônias, o uso de pistas visuais e diferentes orientações facilita o manejo dos ninhos em espaços reduzidos.

    “Esse resultado mostra que não é apenas a distância entre as caixas que reduz o drifting. As abelhas também utilizam pistas visuais e a orientação das entradas para encontrar sua colônia. Isso pode facilitar a organização dos meliponários e até a extração de recursos produzidos pelas abelhas, como o mel”, acrescenta o pesquisador.

    Tecnologia acompanha o voo das abelhas

    Outra frente do estudo emprega microetiquetas de radiofrequência, tecnologia ainda pouco explorada no Brasil para pesquisas com abelhas-sem-ferrão de pequeno porte. Fabricadas na Alemanha, as micro tags grudam individualmente no dorso dos insetos e representam cerca de 11% do peso corporal das abelhas.

    Os sensores registram horários de saída e retorno, duração dos voos, frequência de entradas em colônias vizinhas e períodos de maior atividade. Os pesquisadores cruzam essas informações com dados ambientais, como temperatura e umidade.

    Cipriano explica que o objetivo é entender como diferentes estressores, químicos e ambientais, interferem na capacidade de orientação das abelhas e aumentam a chance de elas confundirem as colônias.

    “Quando isso acontece com frequência, o drifting deixa de ser um evento isolado e passa a representar um risco coletivo”, constata.

    Pesticidas alteram o comportamento dos insetos?

    Entre fevereiro e abril de 2025 e 2026, os pesquisadores avaliaram também os efeitos do inseticida imidacloprido e do herbicida glifosato, dois produtos amplamente usados na agricultura. A equipe expôs as abelhas S. depilis a doses realistas, compatíveis com as encontradas em condições de campo.

    Os resultados preliminares, ainda não publicados, mostram que a exposição química altera o padrão de voo das operárias. Mesmo quando retornam aos ninhos, elas realizam menos viagens e permanecem menos tempo em atividade.

    “Com os pesticidas, elas continuam errando, mas passam a fazer menos viagens. Quando combinamos inseticida e glifosato, observamos viagens pelo menos 34% mais curtas”, observa Cipriano.

    Os dados mostram que a orientação das abelhas depende da distância entre os ninhos e também de referências visuais e espaciais durante o retorno à colônia (Foto: Ana Paula Cipriano/Embrapa)

    Além da desorientação, a redução no número e na duração das viagens pode significar menor entrada de alimento nos ninhos.

    Na próxima etapa, os pesquisadores pretendem recapturar as abelhas monitoradas para avaliar peso corporal, quantidade de pólen transportado, qualidade do néctar e possíveis reflexos sobre a nutrição das colônias.

  • Goiás reforça presença no mercado global com alta de 15,3% na carne suína

    Goiás reforça presença no mercado global com alta de 15,3% na carne suína

    Goiás ampliou sua presença no mercado internacional de carne suína no primeiro semestre de 2026. O estado embarcou 10,8 mil toneladas da proteína entre janeiro e junho e movimentou US$ 20,0 milhões no comércio exterior. As exportações cresceram 15,3% em volume na comparação com o mesmo período de 2025, segundo dados do levantamento Agro em Dados, divulgado em agosto pela Secretaria de Estado de Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Seapa).

    Singapura liderou as compras da carne suína goiana e respondeu por 47,5% do valor total exportado pelo estado, com US$ 9,5 milhões. Hong Kong, Angola, Vietnã e Geórgia também figuram entre os principais destinos do produto.

    A produção interna acompanhou o ritmo das exportações. Goiás registrou 493,5 mil suínos abatidos no primeiro trimestre de 2026, alta de 0,5% ante o mesmo período do ano anterior. Com esse volume, o estado ocupou a oitava posição entre as unidades da federação em número de animais abatidos.

    Expansão do setor

    O crescimento da suinocultura goiana reflete a expansão do setor em todo o país. O Brasil abateu 15,27 milhões de suínos no primeiro trimestre deste ano, 5,5% a mais que no mesmo período de 2025. O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) classificou o resultado como o melhor já registrado para um primeiro trimestre desde o início da série histórica da pesquisa.

    As vendas externas brasileiras também avançaram. Entre janeiro e junho de 2026, o país exportou 773,1 mil toneladas de carne suína, crescimento de 10,5% na comparação com o mesmo período de 2025. A receita das exportações alcançou US$ 1,8 bilhão, alta de 8,3%.

    O Brasil encerrou 2025 como o terceiro maior exportador mundial de carne suína, segundo dados consolidados pela ABPA. Ao longo do ano passado, a produção brasileira chegou a 5,592 milhões de toneladas, das quais 1,510 milhão de toneladas foram destinadas ao mercado externo.

  • Ameaçada de extinção, arara-azul recebe proteção no Pantanal

    Ameaçada de extinção, arara-azul recebe proteção no Pantanal

    A arara-azul voltou à lista nacional de espécies ameaçadas de extinção em junho deste ano. O novo status reforça o alerta para a conservação da ave e, principalmente, para a recuperação das árvores das quais ela depende para se alimentar e se reproduzir no Pantanal.

    Entre os dias 24 e 28 de agosto, o fotógrafo e ambientalista Mario Barila, fundador do Projeto Água Vida, participa de uma nova etapa de plantio na região. A iniciativa dá continuidade ao trabalho iniciado com a criação do primeiro Bosque das Araras, em Bonito (MS), em outubro de 2025.

    Desta vez, voluntários irão plantar 50 mudas na Fazenda Caiman, em uma ação organizada pelo Instituto Arara Azul, com apoio do Projeto Água Vida e de outros parceiros. A entrega das mudas está prevista para 26 de agosto, a partir das 7h, com a participação de Barila.

    Foto: Mario Barila/Projeto Água Vida

    Entre as espécies escolhidas estão árvores frutíferas e silvestres importantes para a fauna pantaneira. Uma delas, porém, ocupa papel central na conservação da arara-azul: o manduvi, também conhecido como amendoim-de-bugre ou amendoim-de-arara.

    A árvore desenvolve cavidades naturais em seu tronco que são utilizadas pelas araras-azuis para construir seus ninhos. A redução da presença do manduvi no Pantanal, especialmente em áreas atingidas pelo fogo, ameaça diretamente a disponibilidade desses locais de reprodução.

    “O manduvi é fundamental para a preservação da ave. Porém, a quantidade de árvores dessa espécie vem diminuindo com as queimadas e é importante recuperar esse número”, afirma Mario Barila.

    Viveiro parceiro fornece mudas para plantio no Pantanal

    As 50 mudas serão doadas pelo Projeto Água Vida e fornecidas pela viveirista Élida Aivi, por meio da Chácara Boa Vida, parceira de longa data da iniciativa. O viveiro mantém uma área destinada à produção de espécies que oferecem alimento e abrigo para as araras, estruturada a partir de insumos anteriormente doados pelo projeto.

    O plantio será realizado próximo à Base de Pesquisas do Instituto Arara Azul, que mantém parceria com a Fazenda Caiman desde 1998. Ao longo das últimas décadas, a região se consolidou como um importante centro reprodutivo da arara-azul em ambiente natural.

    Esta será a terceira parceria entre Mario Barila e o Instituto Arara Azul.

    Os incêndios recorrentes no Pantanal e os efeitos das mudanças climáticas estão entre as ameaças enfrentadas pela espécie. Além de depender do manduvi para a reprodução, a arara-azul tem uma alimentação fortemente ligada aos frutos de palmeiras como acuri e bocaiuva.

    “Com os incêndios recorrentes no Pantanal e os impactos das mudanças climáticas, a arara-azul e seu habitat vêm enfrentando novos desafios. A espécie depende de poucas árvores para fazer seus ninhos, especialmente o manduvi. Também, por ter uma alimentação que depende especialmente de dois frutos, do Acuri e da Bocaiuva. A doação de mudas pelo Projeto Água Vida fortalece esse trabalho de recuperação do ambiente e a formação do Bosque das Araras”, afirma Eliza Mense, diretora-executiva do Instituto Arara Azul.

    Plantio também chegará ao território indígena Kadiwéu

    A iniciativa não ficará restrita à Fazenda Caiman. Nos dias 27 e 28 de agosto, durante a mesma viagem, Barila seguirá para a Aldeia Tomázia, localizada no território indígena do povo Kadiwéu, no Pantanal.

    Conhecidos historicamente como “índios cavaleiros do Pantanal”, os Kadiwéu mantêm uma forte relação cultural com os cavalos. Durante a visita, além do plantio de manduvis e árvores frutíferas pantaneiras, Barila realizará um ensaio fotográfico com indígenas e seus cavalos caracterizados com as tradicionais pinturas de festa.

    O plantio também pretende gerar benefícios diretos para a comunidade. As árvores frutíferas poderão fornecer alimentos, enquanto os manduvis contribuirão para a recuperação da vegetação utilizada pela fauna da região.

    As fotografias produzidas durante a passagem pela aldeia serão incorporadas ao acervo do Projeto Água Vida, que comercializa imagens para ajudar a financiar ações socioambientais em diferentes biomas brasileiros.

    Recuperação de árvores ajuda a proteger a arara-azul

    A criação de novos Bosques das Araras busca recuperar pontos importantes para alimentação, abrigo e reprodução da fauna. No caso da arara-azul, a disponibilidade de determinadas espécies vegetais é especialmente importante para sua sobrevivência.

    Por isso, o plantio de árvores como o manduvi, acuri e bocaiuva pode contribuir para reconstruir partes do habitat afetadas por incêndios e outras alterações ambientais no Pantanal.

    Para Barila, recuperar essas áreas vai além da proteção de uma única espécie e pode beneficiar todo o ecossistema pantaneiro.

    “Cada árvore plantada é também uma oportunidade de devolver à fauna um pouco do espaço que ela perdeu. Quando se trata da arara-azul, recuperar as árvores que oferecem alimento e locais para seus ninhos é ajudar a preservar todo um ecossistema”, afirma.

  • Colheita de café arábica no Cerrado Mineiro já chega a 81%

    Colheita de café arábica no Cerrado Mineiro já chega a 81%

    A colheita de café arábica no Cerrado Mineiro avançou para 81% até o dia 14 de agosto, segundo o boletim técnico semanal da Cooperativa dos Cafeicultores do Cerrado (Expocacer). O predomínio de tempo seco e firme favoreceu as operações no campo e garantiu mais continuidade e agilidade aos trabalhos.

    Os produtores já beneficiaram cerca de 63% do café colhido na região, com rendimento médio de 500 litros de café em coco para cada saca de 60 kg beneficiada. O tempo seco da semana passada permitiu que as operações de campo ganhassem ritmo, sem as interrupções comuns em períodos chuvosos.

    Café de chão preocupa e exige atenção redobrada

    Os técnicos da Expocacer registraram novo aumento no percentual de café de cataçã, ou seja, aquele colhido diretamente do chão, que já representa pouco mais de 20% do total da safra. Esse crescimento acompanha o avanço da colheita nas etapas finais em diversas áreas da região.

    Diante desse cenário, os especialistas recomendam que os produtores priorizem a retirada dos frutos ainda presentes nas plantas e intensifiquem o recolhimento dos grãos caídos no solo. Segundo eles, essas ações se tornam ainda mais urgentes com a possibilidade de retorno das chuvas, já que o aumento da umidade pode comprometer tanto o andamento dos trabalhos quanto a qualidade final do produto.

    Pós-colheita e monitoramento de pragas entram no radar

    Os técnicos da cooperativa reforçam também a importância de executar os manejos pós-colheita no momento certo. Essa é uma etapa fundamental para a recuperação das plantas e a preparação delas para o próximo ciclo produtivo.

    O monitoramento de pragas ganha destaque neste período. Isso porque a combinação de tempo seco com temperaturas mais altas favorece o desenvolvimento e o crescimento das populações no campo. Os especialistas pedem atenção especial ao bicho-mineiro e ao ácaro-vermelho, com acompanhamento frequente das lavouras para identificar focos logo no início e definir o manejo mais adequado para cada situação.

    Nas áreas irrigadas, a baixa disponibilidade hídrica e as temperaturas elevadas exigem cuidado redobrado com o manejo da irrigação. Os técnicos orientam os produtores a monitorar a umidade do solo e a demanda hídrica das plantas, ajustando lâminas e turnos de rega conforme as condições de cada área. Uma estratégia que otimiza o uso da água e prepara melhor as lavouras para o ciclo seguinte.

    Previsão do tempo reforça tendência de estiagem

    Na semana passada, o tempo firme predominou na região de Patrocínim, com baixa ocorrência de chuvas. Entre os municípios monitorados pela Expocacer, apenas Uberaba registrou precipitação, com um acumulado de 0,3 milímetro.

    A previsão indica continuidade do tempo seco até o dia 20 de agosto, sem chuvas para os municípios acompanhados. As temperaturas máximas devem variar entre 28°C e 30°C, enquanto as mínimas seguem em queda gradual, oscilando entre 8°C e 15°C nos próximos dias.

    Esse padrão climático favorece tanto a conclusão da colheita quanto o processo de secagem dos grãos. Ou seja, permitindo que produtores mantenham o ritmo das atividades no campo e nos terreiros. Os técnicos reforçam ainda que este é o momento ideal para retirar os frutos remanescentes das plantas e recolher o café de chão, aproveitando a janela de tempo seco.

    Por outro lado, a extensão do período sem chuvas pode intensificar a perda de umidade do solo. Um fator que exige atenção especial nas áreas mais suscetíveis ao déficit hídrico.

  • Período seco exige atenção redobrada contra queimadas no campo

    Período seco exige atenção redobrada contra queimadas no campo

    O período seco no Brasil, que costuma se estender até setembro e varia conforme a região, eleva significativamente o risco de queimadas no campo. Em Goiás, a situação exige atenção especial: o clima tropical do estado, marcado por uma estação seca bem definida, potencializa fatores como temperaturas altas, baixa umidade do ar, ventos fortes, vegetação ressecada e acúmulo de palhada e restos culturais. Uma combinação que favorece o início e a propagação do fogo.

    Diego Braga, consultor de Desenvolvimento de Mercado da Conceito Agrícola, reforça que o momento pede vigilância redobrada e adoção antecipada de medidas preventivas. Segundo ele, as queimadas comprometem a produção agrícola e também degradam o solo, reduzem a biodiversidade e prejudicam a qualidade do ar.

    Por isso, a prevenção representa a estratégia mais segura para proteger tanto a propriedade quanto o meio ambiente.

    Quais medidas o produtor deve adotar

    Braga elenca um conjunto de práticas que ajudam a reduzir o risco de incêndios na propriedade rural:

    • Manutenção de aceiros sempre limpos e bem definidos;
    • Proibição de queimadas controladas sem autorização e acompanhamento técnico;
    • Manejo adequado da palhada, com distribuição uniforme e sem acúmulo excessivo em pontos específicos;
    • Armazenamento correto de resíduos vegetais;
    • Monitoramento constante das condições climáticas, com suspensão de atividades de risco em dias críticos;
    • Rotação de culturas, sempre que possível, para favorecer a decomposição natural da palhada.
    • Tecnologia amplia a capacidade de prevenção

    Ferramentas tecnológicas também ganham espaço como aliadas na prevenção de queimadas. Sistemas de monitoramento via satélite, aplicativos de alerta de risco, drones e sensores de umidade do solo e do ar permitem que o produtor identifique áreas vulneráveis e tome decisões mais assertivas antes que o risco se concretize.

    Os números reforçam a urgência do tema: somente em 2024, a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) estimou prejuízos de R$ 14,7 bilhões causados por queimadas na agropecuária, com 2,8 milhões de hectares de propriedades rurais afetados.

    Portanto, para Braga, planejamento e tecnologia caminham juntos na redução dos riscos. “Com planejamento e tecnologia é possível reduzir significativamente o risco de queimadas e seus impactos”, reforça o consultor.

  • Comprou lombo suíno recentemente? Anvisa recolhe lote por risco à saúde

    Comprou lombo suíno recentemente? Anvisa recolhe lote por risco à saúde

    A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) determinou nesta segunda-feira (17/8) a suspensão da venda, da distribuição e do consumo do Lombo Tipo Canadense 1 kg, da marca Suinco, pertencente à Linha Cozinha Premiada. A medida atinge especificamente o lote 070726 e consta na Resolução nº 3.243/2026, publicada no Diário Oficial da União.

    Lombo Tipo Canadense 1 kg, da marca Suinco
    Foto: Divulgação

    A Suinco – Cooperativa de Suinocultores Ltda. (CNPJ 06.067.949/0003-57) comunicou à Anvisa que o lote apresentou concentração de nitritos e nitratos acima dos limites estabelecidos pela legislação sanitária brasileira. Diante da irregularidade, a própria empresa decidiu recolher o produto de forma voluntária das prateleiras.

    Nitritos e nitratos são aditivos amplamente usados na indústria de carnes processadas para prolongar a validade, evitar a proliferação de micro-organismos e manter a coloração avermelhada característica de produtos como presunto, salame e lombo defumado. Quando ingeridos em quantidade acima do recomendado, porém, esses compostos podem se converter no organismo em substâncias N-nitrosas, associadas por estudos científicos a maior risco de câncer, principalmente colorretal e gástrico.

    Consumidores devem verificar o lote em casa

    Quem já comprou o produto deve conferir a embalagem antes de consumir. Os dados de identificação são:

    • Produto: Lombo Tipo Canadense 1 kg – Linha Cozinha Premiada
    • Marca: Suinco
    • Lote: 070726
    • Data de fabricação: 7/7/2026
    • Data de validade: 5/10/2026

    A Anvisa orienta que consumidores que tenham o lote em casa não consumam o produto e procurem o ponto de venda para orientações sobre troca ou devolução, conforme os canais de atendimento da fabricante.

    Recolhimentos de alimentos se tornam mais frequentes em 2026

    O caso da Suinco se soma a uma série de recolhimentos determinados pela Anvisa ao longo de 2026. Em janeiro, a agência havia mandado recolher um lote de molho de tomate da marca Passata di Pomodoro De Puglia após identificar a presença de pedaços de vidro no produto, depois de um alerta da rede europeia de segurança alimentar RASFF. Já  junho, a Anvisa também suspendeu a fabricação, a divulgação e o uso de suplementos alimentares da Sanibras Medicamentos e Nutrição após uma inspeção sanitária encontrar falhas graves e sistêmicas nas boas práticas de fabricação da empresa.

    Em maio, produtos de limpeza da marca Ypê também entraram na lista de recolhimentos, com risco de contaminação por micro-organismos. Já em julho, a agência havia determinado o recolhimento de um lote de repelente por reprovação em teste de eficácia.

    Esse aumento no número de ações reforça a importância de os consumidores conferirem regularmente comunicados da Anvisa sobre produtos alimentícios, cosméticos e de higiene. Especialmente antes de itens perecíveis chegarem à mesa.

    O que diz a ciência sobre nitrito e nitrato em excesso

    Segundo pesquisas citadas por entidades de saúde, a Agência Internacional de Pesquisa em Câncer (IARC), vinculada à Organização Mundial da Saúde, classifica as carnes processadas como comprovadamente associadas ao aumento do risco de câncer colorretal. O órgão francês de segurança sanitária ANSES recomenda, inclusive, limitar o consumo desse tipo de alimento a no máximo 150 gramas por semana. Isso justamente pela presença desses conservantes.

    Por isso, órgãos reguladores como a Anvisa fixam limites máximos de nitrito e nitrato permitidos em produtos cárneos, justamente para reduzir a exposição da população a esses compostos ao longo da vida.

  • Hoje é o Dia do Pão de Queijo: conheça a história por trás da receita

    Hoje é o Dia do Pão de Queijo: conheça a história por trás da receita

    O Brasil celebra nesta segunda-feira (17) o Dia Nacional do Pão de Queijo. A data homenageia um dos salgados mais populares do país e movimenta padarias, cafeterias e fabricantes em todo o território nacional.

    Foto: Debora Dienstmann/Flickr

    Diferentemente do que muita gente imagina, não existe uma lei federal que tenha instituído oficialmente o Dia do Pão de Queijo. A comemoração se consagrou pelo uso, abraçada ao longo dos anos por padarias, cafeterias, indústrias de alimentos e entidades do setor de panificação, como a Associação Brasileira da Indústria de Panificação e Confeitaria (Abip). A data circula no calendário gastronômico desde 2007, quando ganhou força após um concurso promovido pela apresentadora Ana Maria Braga no programa “Mais Você”.

    Alguns municípios e comércios chegam a celebrar a data em outros dias de agosto. Mas o dia 17 é o mais aceito e o que concentra a maioria das ações comerciais e promocionais ligadas ao quitute.

    Das fazendas mineiras para o país inteiro

    A origem do pão de queijo remonta ao século 18, nas cozinhas e fazendas de Minas Gerais. Cozinheiras da época enfrentavam a escassez de farinha de trigo de boa qualidade e passaram a substituí-la pelo polvilho, extraído da mandioca. À massa, elas acrescentavam sobras de queijo, ovos e leite, ingredientes de fácil acesso nas propriedades rurais da região.

    O resultado, moldado ao longo de gerações, deu origem à receita crocante por fora e macia por dentro que hoje faz parte do cardápio de padarias em qualquer canto do Brasil. Ainda que a criação tenha nascido em Minas Gerais, o pão de queijo ultrapassou fronteiras estaduais e ganhou reconhecimento internacional. Portanto, despertando curiosidade em turistas estrangeiros e saudade em brasileiros que moram fora do país.

    Um patrimônio gastronômico que move a indústria

    Segundo dados do Instituto Tecnológico de Panificação e Confeitaria, o Brasil consome cerca de 430 mil toneladas de pão de queijo por ano, volume que evidencia o peso do produto na rotina alimentar do país. O quitute permanece entre os salgados mais vendidos nas padarias brasileiras, mesmo diante da concorrência de outras opções de panificação.

    Fabricantes e panificadores aproveitam a data para lançar novidades: variações recheadas, formatos diferentes, tamanhos e opções que atendem restrições alimentares, como versões sem glúten, sem lactose e veganas.

    Um símbolo que ultrapassa o café da manhã

    Consumido a qualquer hora do dia, no café da manhã, como lanche da tarde ou acompanhamento de jantar, o pão de queijo carrega um significado que vai além do sabor. A combinação entre a elasticidade da massa de polvilho e o toque salgado do queijo minas consolidou o produto como um dos maiores representantes da culinária brasileira dentro e fora do país.

    “O pão de queijo tem uma característica muito forte de conexão com a rotina dos brasileiros. Ele combina praticidade e familiaridade, podendo estar presente em um café da manhã rápido, em uma pausa ao longo do dia ou em momentos de consumo mais indulgentes. Essa versatilidade ajuda a explicar sua presença no foodservice”, afirma Ingrid Devisate, vice-presidente executiva do Instituto Foodservice Brasil (IFB).

    Para quem quiser marcar a data, a sugestão mais simples continua sendo a mais eficaz. Passar pela padaria mais próxima e aproveitar um pão de queijo fresquinho, direto do forno.

  • Estado de São Paulo atualiza lista de flora em risco de extinção após 9 anos

    Estado de São Paulo atualiza lista de flora em risco de extinção após 9 anos

    O Instituto de Pesquisas Ambientais (IPA), ligado à Secretaria de Meio Ambiente, Infraestrutura e Logística do Estado de São Paulo (Semil), firmou um acordo de cooperação técnica com o Centro Nacional de Conservação da Flora (CNCFlora), do Jardim Botânico do Rio de Janeiro, para atualizar a lista de espécies vegetais ameaçadas de extinção no território paulista.

    A parceria marca a retomada de um processo que estava parado desde 2016, ano da última publicação oficial da lista. Naquele levantamento, o Estado registrava 1.088 espécies sob algum grau de ameaça: 368 presumivelmente extintas, 15 extintas na natureza, 57 em perigo crítico, 271 em perigo e 377 vulneráveis.

    Novos critérios seguem padrão da UICN

    A partir de agora, as avaliações paulistas passam a seguir a metodologia da União Internacional para a Conservação da Natureza (UICN), referência usada em levantamentos nacionais e globais de risco de extinção. O acordo prevê dois movimentos simultâneos: a análise de espécies que nunca haviam sido avaliadas e a reavaliação de todas as plantas já incluídas na lista de 2016, com base em estudos recentes sobre as espécies e os habitats onde ocorrem.

    Segundo o IPA, o Brasil concentra cerca de 37 mil espécies nativas de plantas, das quais aproximadamente 9.100 ocorrem em São Paulo. Esse patrimônio enfrenta pressões crescentes ligadas à mudança no uso do solo, à fragmentação de habitats e aos efeitos das mudanças climáticas. São fatores que reforçam a necessidade de listas atualizadas periodicamente, capazes de acompanhar novas descobertas científicas e mudanças na nomenclatura botânica.

    Primeira fase avalia 405 espécies exclusivas de SP

    A etapa inicial do projeto concentra os esforços em 405 espécies endêmicas do Estado de São Paulo. Ou seja, plantas que ocorrem exclusivamente em território paulista e que nunca foram avaliadas quanto ao risco de extinção, ou não passam por análise há mais de 12 anos. As pesquisadoras do IPA Cíntia Kameyama e Rosangela Simão Bianchini coordenam o trabalho no Estado.

    A iniciativa integra o Plano de Ação Territorial (PAT) Cinturão Verde de São Paulo. E deve fortalecer as políticas públicas de conservação da biodiversidade paulista, ao indicar quais espécies correm maior risco de desaparecer. E também ao gerar subsídios técnicos para ações de proteção de habitats, criação de áreas protegidas e programas de manejo e recuperação.

    “Além de orientar ações de conservação, as listas oficiais de espécies ameaçadas constituem importantes instrumentos para o planejamento ambiental”, afirma Cíntia Kameyama. Segundo a pesquisadora, os dados subsidiam a criação e gestão de unidades de conservação, a definição de reservas legais, o zoneamento ecológico-econômico, análises de impacto ambiental, projetos de restauração de áreas degradadas e processos de licenciamento e fiscalização ambiental.

    Capacitação prepara pesquisadores para os novos protocolos

    O CNCFlora conduziu um curso de quatro dias para transferir a metodologia a pesquisadores, assistentes de pesquisa, estagiários e alunos de pós-graduação do IPA. Eduardo Pinheiro Fernandez e Jaqueline Sousa Lima, do instituto carioca, ministraram o treinamento. Ele abordou os critérios internacionais de avaliação, a identificação e categorização de espécies ameaçadas e o uso de plataformas como ProFlora e Avalia, que vão dar suporte às análises futuras.

    Fernandez explica que o modelo usado anteriormente em São Paulo estava desatualizado em relação aos padrões internacionais vigentes. Ele destaca que a harmonização dos critérios busca capacitar os pesquisadores paulistas a aplicar a metodologia oficial de avaliação do risco de extinção.

    Jaqueline Sousa Lima reforça o caráter técnico do processo. Segundo ela, trata-se de um trabalho estritamente científico, que mede a probabilidade de as espécies desaparecerem diante das condições ambientais atuais. A padronização, afirma a pesquisadora, garante consistência às avaliações. E permite comparar os resultados de São Paulo com os de outras regiões do Brasil e do mundo.

    Mudanças climáticas devem ganhar peso nas próximas análises

    Os pesquisadores indicam que as próximas avaliações vão considerar de forma mais ampla os impactos das mudanças climáticas sobre a flora. Alterações na temperatura, no regime de chuvas e nas condições microclimáticas podem alterar a distribuição das espécies. E ampliar o risco de extinção de diversas plantas nativas.

    Fernandez resume o papel do diagnóstico no processo de conservação. Primeiro é preciso identificar quais espécies estão ameaçadas e por quê, para então definir ações efetivas de proteção.

    Proteção de habitats segue como estratégia central

    A conservação dos ambientes naturais continua sendo a principal ferramenta para evitar a extinção das espécies. Entre as prioridades apontadas pelo IPA estão a preservação de remanescentes de vegetação nativa, a criação e ampliação de unidades de conservação e a gestão adequada das áreas onde essas plantas ocorrem.

    O trabalho também prevê ações complementares, como a formação de bancos de sementes, a manutenção de coleções vivas em jardins botânicos, a produção de mudas, a implantação de viveiros e hortos, a reintrodução de espécies na natureza e estudos sobre genética da conservação e viabilidade populacional.