Autor: Rian Fernandes

  • Com área 52% menor que na década de 60, produção de café cresce 400% no Brasil

    Com área 52% menor que na década de 60, produção de café cresce 400% no Brasil

    Durante a abertura do 10º Coffee Dinner & Summit, realizada nesta quarta-feira (2), em Campinas (SP), o presidente do Conselho Deliberativo do Cecafé, Márcio Cândido Ferreira, apresentou dados que reforçam o compromisso da cafeicultura brasileira com a preservação ambiental. A produção de café aumentou de forma expressiva mesmo com a redução da área cultivada. 

    “A área de cultivo atual é 52% menor do que na década de 1960, e mesmo assim, a produtividade aumentou mais de 400%”, afirmou. 

    Os números evidenciam a transformação do setor ao longo das últimas décadas, aliando produção em larga escala à sustentabilidade.

    Após a cerimônia, Márcio concedeu uma entrevista ao Agro em Campo, em que detalhou os avanços técnicos e ambientais da cafeicultura brasileira. Para ele, o aumento da produtividade aliado a redução da área de cultivo é fruto de um trabalho que envolve a ciência e a tecnologia, junto do compromisso com a sustentabilidade. 

    “Então você tem, obviamente, um adensamento que só é permitido em função de variedade, ciência e tecnologia. E entregando um café que enfrenta os desafios climáticos, oferece qualidade, resistente às pragas e, ao mesmo tempo, ele é carbono negativo”. 

    Ainda conforme explicou Márcio Cândido Ferreira, o café brasileiro faz parte de uma cultura regenerativa, que quanto maior a produção, mais se entrega ao meio ambiente em virtude do fator carbono negativo. Isso resulta em um impacto positivo no quesito sustentabilidade. 

    “O mundo quer isso, café com conceito: valorize esse café”, enalteceu. 

    Plataforma de rastreabilidade é resposta à legislação europeia

    Durante seu discurso, Ferreira também destacou o desenvolvimento de uma plataforma tecnológica de rastreabilidade, elaborada pelo Cecafé em parceria com a Serasa e a Xperia. A ferramenta foi criada para atender às exigências do novo regulamento europeu que proíbe a importação de produtos associados ao desmatamento.

    “A plataforma integra dados públicos e oficiais para comprovar que o café brasileiro não vem de áreas desmatadas após dezembro de 2020”, explicou. 

    A ferramenta atende a regulamentação europeia e busca fortalecer a posição do Brasil no mercado internacional por meio da transparência e da sustentabilidade.

    O 10º Coffee Dinner & Summit acontece até sexta-feira (4), com uma programação intensa voltada aos principais desafios e oportunidades do setor, envolvendo temas como logística, economia, consumo, ESG e comércio global.

  • Plataforma proíbe importação de produtos ligados a desmatamento

    Plataforma proíbe importação de produtos ligados a desmatamento

    A abertura do 10º Coffee Dinner & Summit contou com a apresentação de um avanço importante para o setor cafeeiro: a criação de uma plataforma tecnológica de rastreabilidade. 

    Desenvolvida pelo Cecafé, em parceria com a Serasa e a Xperia, a ferramenta atende às exigências do regulamento europeu que proíbe a importação de produtos associados ao desmatamento. 

    “A plataforma integra dados públicos e oficiais para comprovar que o café brasileiro não vem de áreas desmatadas após dezembro de 2020”, afirmou o presidente do Conselho Deliberativo do Cecafé, Márcio Cândido Ferreira.

    Segundo ele, a ferramenta atende ao artigo 9 do regulamento europeu e é uma resposta direta à nova legislação, que entrará em vigor nos próximos anos. 

    “O Cecafé atua junto à Comissão Europeia e outras organizações para regionalizar o risco de desmatamento, facilitando assim a adequação dos exportadores brasileiros”, explicou.

    Momento exige um debate profundo 

    Ferreira destacou ainda o protagonismo do Brasil na produção sustentável de café. 

    Em seu discurso, ressaltou os avanços do país em práticas agrícolas ambientalmente responsáveis, alinhadas às exigências dos mercados internacionais. A solenidade acontece nesta quarta-feira (2), em Campinas (SP). 

    “Nos 25 anos do Cecafé, escolhemos como tema o futuro do fluxo do comércio, protagonismo e liderança dos cafés do Brasil”, destacou Márcio Cândido Ferreira. 

    Segundo ele, o momento exige um debate profundo sobre os desafios econômicos, climáticos, regulatórios e logísticos que afetam a cafeicultura, não apenas no Brasil, mas em todo o mundo.

    Durante sua fala, o presidente do Conselho Deliberativo do Cecafé destacou dados expressivos que evidenciam o compromisso da cafeicultura nacional com a preservação ambiental. 

    “A área de cultivo atual é 52% menor do que na década de 1960, e mesmo assim, a produtividade aumentou mais de 400%”, afirmou. 

    Os dados reforçam a combinação entre inovação tecnológica e sustentabilidade, que têm guiado o setor nos últimos anos.

    O Brasil, além de maior produtor e segundo maior consumidor mundial de café, também se consolidou como referência internacional em responsabilidade socioambiental. 

    “Produzimos um café sustentável e de alta qualidade, atendendo aos mercados mais exigentes do mundo”, enfatizou o presidente do Cecafé.

    Lavouras que sequestram carbono

    Um dos principais pontos abordados por Ferreira foi o avanço dos projetos voltados à captura de carbono nas lavouras brasileiras. Ele citou estudos conduzidos pelo professor Carlos Cerri, da Esalq USP, e Imaflora, que comprovaram que práticas como o uso de fertilizantes organominerais e cobertura vegetal geram um balanço negativo de carbono nas lavouras. Isso significa que as plantações de café sequestram mais carbono do que emitem.

    “As duas etapas do estudo, realizadas em Minas Gerais e no Espírito Santo, apontaram que o café arábica e o conilon são aliados no combate às mudanças climáticas”, lembrou Ferreira. 

    Além disso, o Cecafé concluiu um estudo de viabilidade para um programa pago de crédito de carbono, em parceria com a Stonex Carbon Solutions e a Allcot, confirmando o bom posicionamento do setor cafeeiro brasileiro frente aos desafios climáticos globais.

    Café como estilo de vida e símbolo de inovação

    Ferreira também falou sobre a transformação da cultura do café, que deixou de ser apenas uma commodity e passou a ser um símbolo de estilo de vida, principalmente entre os jovens consumidores. Segundo ele, o café brasileiro vem ganhando espaço justamente por unir qualidade, inovação e compromisso socioambiental.

    “O café se expandiu e se reinventou. Hoje é uma bebida que dialoga com o bem-estar, a sustentabilidade e a responsabilidade social”, afirmou. 

    Ele concluiu reforçando que o Coffee Dinner & Summit é um espaço essencial para que os principais players do setor compartilhem experiências, fomentem negócios e ampliem redes de relacionamento.

    Presença de autoridades e lideranças mundiais

    A cerimônia de abertura, que contou com a presença de autoridades, produtores, exportadores, pesquisadores e investidores, deu início ao que promete ser a edição mais robusta e estratégica do Coffee Dinner & Summit.

    Com uma programação intensa, o 10º Coffee Dinner & Summit segue até sexta-feira (04), discutindo temas como logística, economia, ESG, tendências de consumo e comércio internacional.

  • Café brasileiro em pauta: começa o 10º Coffee Dinner & Summit

    Café brasileiro em pauta: começa o 10º Coffee Dinner & Summit

    Um dos mais relevantes encontros da cafeicultura mundial começa nesta quarta-feira (2), em Campinas (SP), no Royal Palm Hall. O 10º Coffee Dinner & Summit é promovido pelo Conselho dos Exportadores de Café do Brasil (Cecafé). O evento promete reunir cerca de 1.200 profissionais de toda a cadeia do café, incluindo produtores, exportadores, lideranças empresariais, entidades setoriais e autoridades públicas nacionais e internacionais.

    Com o tema “O futuro do fluxo do comércio: protagonismo e liderança dos Cafés do Brasil”, o encontro vai abordar os principais desafios e oportunidades para o setor cafeeiro global. Entre os temas, estão a sustentabilidade (ESG), a nova regulamentação europeia (EUDR), tendências de consumo e a logística que impacta o comércio internacional.

    A solenidade de abertura acontece na noite desta quarta-feira (2), com a presença de representantes do governo federal, lideranças dos estados produtores e autoridades do agronegócio. A programação seguirá até sexta-feira (4), com painéis estratégicos, palestras técnicas, rodadas de negócios, área de expositores e o tradicional jantar de gala que marcará o encerramento do evento.

    O Royal Palm Hall foi escolhido para oferecer melhor estrutura e logística aos participantes, favorecendo o networking e a participação de visitantes nacionais e internacionais. A expectativa da organização é de que os debates reforcem o papel do Brasil como líder global na produção e exportação de café.

    Confira a programação do 10º Coffee Dinner & Summit

    Quarta-feira – 2 de julho

    • 18h às 19h30 – Credenciamento e início da visitação aos estandes
    • A partir das 19h30 – Solenidade de abertura oficial

    Quinta-feira – 3 de julho

    • 8h30 – Credenciamento e visitação aos estandes
    • 8h30 – Palestras técnica: Evolução da Cafeicultura do Espírito Santo, com Sandro Rodrigues, Lúcio Herzog De Muner
    • 8h30 – Palestra técnica: O Risco Fiscal e a polêmica do FUNRURAL, com Marcelo Wanderley
    • 8h30 – Palestras técnicas: EUDR & ICE Commodity Traceability (ICE CoT) Service, com Clive de Ruig, Toby Brandon, Anthony Mangnall, Ed Mitchard, Camila Marques
    • 9h30 – Abertura oficial do Summit
    • 9h45 – Painel CEOs & Lideranças do Agronegócio Café Global, com Carlos Alberto Santana Jr., David Neumann, Nicolas A. Tamari, Teddy Esteve, Ben Clarkson
    • 11h00 – Painel Geopolítica Global, com Luiz Carlos Corrêa Carvalho, Ingo Plöger, Embaixador Fernando Meirelles de Azevedo Pimentel, Luis Rua
    • 12h15 – Almoço
    • 13h40 – Coffee Talks: Facilitando as exportações de café para a Europa no contexto do EUDR, com Clive de Ruig
    • 14h00 – Painel Organizações Globais do Café: EUDR e Novas Regras em Tempos de ESG, com Marcos Matos, Bill Murray, Paul Rooke, Hannelore Beerlandt, Holger Preibisch, Eileen Gordon, Dr. Krisztina Szalai
    • 15h15 – Painel Futuro da Cafeicultura Sustentável, com Flávia Barbosa, Dra. Charlotte Heyl, Vanúsia Nogueira, João Paulo Rodrigues Arciprete, Rodolfo Oliveira
    • 16h30 – Coffee-break
    • 16h50 – Painel Economia Brasileira: O que esperar do futuro?, com Marcos Troyjo
    • 18h30 – Palestra técnica: Produção de Créditos de Carbono sob demanda – Cumprindo normas e gerando riquezas, com José Marcelo Ferreira

    Sexta-feira – 4 de julho

    • 8h30 – Credenciamento e visitação aos estandes
    • 8h30 – Palestra técnica: Espírito Santo: novos investimentos para alavancar soluções logísticas, com Júlio César Lourenço, Carla Rios do Amaral, Claudio Pinheiro Melim
    • 8h30 – Palestra técnica: EUDR & ICE Commodity Traceability (ICE CoT) Service, com Clive de Ruig, Toby Brandon, Anthony Mangnall, Ed Mitchard
    • 9h30 – Abertura do segundo dia do Summit
    • 9h45 – Painel Coffee Market Outlook: O Futuro do Abastecimento, com Luiz Fernando dos Reis, Charles Chiapolino, Germán Bahamón, Oscar Schaps
    • 11h00 – Painel Desafios Logísticos no Abastecimento de Café, com Eduardo Heron, Claudio Oliveira, Elber Justo, Priscila Ceolin, Casemiro Tércio, Tetsu Köller, Júlio César Lourenço
    • 12h15 – Almoço
    • 13h30 – Coffee Talks: Cafés do Brasil: Branding em tempos de ESG, com Prof. Dr. José Luiz Tejon, Aguinaldo José de Lima
    • 14h00 – Painel Político: Futuro do Agro Brasileiro, com Márcio Cândido Ferreira, Tania Zanella, Romeu Zema, Deputado Arnaldo Jardim, Enio Bergoli
    • 15h15 – Painel Tendências de Consumo de Café, com Márcio Cândido Ferreira, Pavel Cardoso, Bill Murray, Stefan Dierks, Ryo Satomi, Marcel Motta
    • 19h30 – Jantar de encerramento

    A cobertura completa do evento será publicada aqui no Agro em Campo, com matérias especiais sobre os principais painéis, bastidores e entrevistas exclusivas com os nomes que movem a cafeicultura nacional e global.