Categoria: Sustentabilidade

  • São Paulo recebe R$ 1,1 bilhão do Banco Mundial para agricultura sustentável

    São Paulo recebe R$ 1,1 bilhão do Banco Mundial para agricultura sustentável

    O Governo de São Paulo conquistou um investimento de R$ 1,1 bilhão para fortalecer a agricultura sustentável no estado. O Banco Mundial financiará R$ 800 milhões do montante total. O Tesouro Estadual complementará o restante.

    A Comissão de Financiamentos Externos (COFIEX) oficializou a aprovação do Projeto Agro Paulista Mais Verde – Microbacias III. O programa representa um dos maiores investimentos em desenvolvimento rural sustentável já realizados em São Paulo.

    O projeto beneficiará mais de 120 mil produtores rurais durante seis anos de execução. A Secretaria de Agricultura e Abastecimento coordenará as ações por meio da Coordenadoria de Assistência Técnica Integral (CATI).

    A iniciativa priorizará o aumento do valor de venda dos produtos da agricultura familiar. O programa investirá na infraestrutura produtiva de agroindústrias, cooperativas e associações rurais.

    “Em 2024, apresentamos ao Banco Mundial o potencial do agro paulista em tecnologia, sustentabilidade e segurança alimentar”, declarou Guilherme Piai, secretário de Agricultura e Abastecimento. “Vamos transformar a realidade dos produtores e fortalecer as propriedades rurais paulistas.”

    Metas ambiciosas para sustentabilidade

    O Microbacias III estabeleceu objetivos ousados para os próximos anos. O programa recuperará 1 milhão de hectares com sistemas produtivos sustentáveis. A iniciativa ampliará a conectividade e geolocalização no campo.

    O projeto investirá em infraestrutura hídrica e saneamento rural em 500 propriedades. Capacitará 15 mil produtores para uso de tecnologias sustentáveis. Apoiará a gestão econômica e ambiental de 20 mil propriedades rurais.

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    A iniciativa fortalecerá 420 associações e cooperativas. Promoverá a inclusão produtiva de 5 mil mulheres e jovens. Apoiará 80 projetos comunitários de povos tradicionais.

    Capacitação e desenvolvimento técnico

    O programa capacitará 400 extensionistas rurais. Elaborará 200 planos de negócio coletivos e 200 individuais. Formará 300 redes de comunidade solidária.

    A CATI liderará a implementação do projeto. Contará com apoio da Diretoria de Defesa Agropecuária e da Fundação Instituto de Terras (Itesp).

    “Obtivemos uma aprovação grandiosa no mês em que a CATI completa 58 anos”, celebrou Ricardo Pereira, diretor da coordenadoria. “Continuamos transformando vidas e caminhando com as famílias rurais paulistas.”

    Histórico de sucesso

    O Microbacias III representa a terceira fase de um programa consolidado. A primeira fase durou de 2000 a 2008. Envolveu quase 70 mil produtores em ações de conservação ambiental. Abrangeu 970 microbacias em 514 municípios.

    A segunda fase ocorreu entre 2011 e 2018. Focou no acesso ao mercado. Beneficiou 293 organizações e executou 355 projetos estruturantes. Modernizou a própria CATI e recuperou estradas rurais estratégicas.

    “A iniciativa representa um impulso transformador”, avaliou João Brunelli Júnior, responsável técnico do projeto. “Integra tecnologia, sustentabilidade e organização social para dinamizar economias regionais.”

    O programa seguirá as normas do Banco Mundial. Garantirá rigor técnico e transparência na execução. Promete impacto duradouro na agricultura paulista.

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  • Como uma fazenda revoluciona o agronegócio sustentável no Nordeste

    Como uma fazenda revoluciona o agronegócio sustentável no Nordeste

    Localizada estrategicamente no coração do Matopiba, a Fazenda Sol Nascente emerge como um case de sucesso que comprova: o tamanho da propriedade não determina o impacto social. Com apenas 100 hectares, sendo 35 destinados ao cultivo de soja, esta fazenda no Maranhão e Piauí tornou-se referência nacional em sustentabilidade e inclusão social no agronegócio.

    Fundada em 2002, a propriedade abriga a sede da Fundação de Apoio à Pesquisa do Corredor de Exportação Norte (Fapcen) e nasceu com uma missão clara: desenvolver a região ao longo do corredor logístico que conecta a produção de soja ao Porto de Itaqui, em São Luís (MA) — um dos portos mais estratégicos para as exportações brasileiras.

    Do laboratório ao campo: a transformação sustentável

    A trajetória da Fazenda Sol Nascente começou focada na pesquisa genética de soja adaptada às condições climáticas desafiadoras da região: baixas altitudes e altas temperaturas. O ponto de virada aconteceu em 2012, quando a propriedade aderiu à certificação da Mesa Global da Soja Responsável (Round Table on Responsible Soy – RTRS).

    “Hoje, a Sol Nascente é mais do que uma fazenda. É um polo de conhecimento, de troca de tecnologias inovadoras e de fortalecimento das comunidades rurais do entorno”, explica Gisela Introvini, superintendente da Fapcen e referência na promoção de práticas sustentáveis na região.

    Os resultados comprovam a eficácia do modelo adotado. A fazenda já produziu 193 toneladas de soja e 234 toneladas de milho certificadas RTRS. Além disso, representa todos os produtores certificados da região e sedia o AgroBalsas, considerado o maior evento agro do Maranhão, onde os princípios da certificação são disseminados para agricultores e comunidades locais.

    Impacto social vai além da soja

    O diferencial da Fazenda Sol Nascente está na amplitude de sua atuação social. A propriedade não se limita à produção de soja, promovendo ativamente a diversificação agrícola em comunidades tradicionais, indígenas e entre pequenos produtores.

    Foto: Divulgação

    “Nós propagamos o cultivo da mandioca, arroz, feijão e até espécies como girassol, gergelim e amaranto, estimulando a diversidade agrícola e a segurança alimentar dessas famílias”, detalha Gisela Introvini.

    Empoderamento feminino no agronegócio

    Um dos pilares mais inovadores do trabalho desenvolvido pela Fapcen é o programa de mulheres, que promove o empoderamento feminino no campo. A iniciativa incentiva a autonomia econômica e o protagonismo social de mulheres rurais através de capacitações, dias de campo e projetos comunitários.

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    “Temos muito orgulho de dizer que, a partir daqui, irradiamos conhecimento para dezenas de comunidades, levando dias de campo, capacitações e projetos de base comunitária, agora inclusive junto às populações indígenas da região”, destaca a superintendente.

    Qualidade de vida transformada

    A certificação RTRS tem impactado diretamente as condições de trabalho nas fazendas da região. Segundo Gisela, as mudanças são visíveis no dia a dia das propriedades certificadas.

    “Ao chegar em uma fazenda certificada, o colaborador encontra uma estrutura digna dos grandes centros urbanos. Estamos falando de academias de ginástica, áreas de lazer, cursos e treinamentos constantes. A certificação transformou muitas dessas propriedades em verdadeiras minicidades organizadas”, revela.

    Em regiões distantes dos grandes centros, esse cuidado com o bem-estar do trabalhador faz toda a diferença. “É ali que o funcionário encontra qualidade de vida, oportunidade de crescimento e condições para sustentar com dignidade a sua família”, completa.

    1,5 milhão de toneladas: a meta ambiciosa

    A Fapcen administra dois grupos de certificação RTRS que já produziram mais de 830 mil toneladas de soja certificada. A expectativa é alcançar 1,5 milhão de toneladas até o final do ano, consolidando a fundação como uma das maiores referências em produção responsável no Matopiba.

    Os dois grupos contam atualmente com 16 fazendas certificadas e outras 12 em processo de análise documental e auditoria inicial. “A ideia é mais do que trazer números. É contar a história de como essa transformação vem acontecendo no dia a dia das fazendas”, explica Samaycon Gonçalves, gerente de RH e Sustentabilidade da Fapcen.

    Para incluir propriedades em preparação para a certificação oficial, a Fapcen desenvolveu o selo PMAPS (Programa de Mapeamento de Indicadores Sustentáveis). A ferramenta funciona como um sistema de gestão e incentivo para adoção gradual de boas práticas sustentáveis.

    Foco especial no aspecto social

    Entre os cinco princípios da RTRS — cumprimento legal e boas práticas empresariais, condições de trabalho responsáveis, relações comunitárias responsáveis, responsabilidade ambiental e boas práticas agrícolas — o aspecto social recebe atenção especial na região.

    “As fazendas destinam parte dos créditos obtidos com a certificação para projetos sociais. Isso gera impacto direto nas comunidades e posiciona os produtores como co-realizadores dessas ações”, destaca Samaycon Gonçalves.

    A visão da Fapcen vai além das demandas tradicionais do mercado internacional. “Enquanto o mundo foca apenas no desmatamento zero, nós vamos além. Fazemos questão de cobrar e aplicar o quarto princípio da certificação: a integração com comunidades, cidades e os próprios colaboradores”, conclui Gisela Introvini.

    Este modelo de agronegócio sustentável desenvolvido no Matopiba demonstra que é possível conciliar produtividade, responsabilidade ambiental e impacto social positivo, criando um novo paradigma para o setor no Brasil.

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  • Agro quer ser parte da solução na COP30, afirma Abag

    Agro quer ser parte da solução na COP30, afirma Abag

    A Associação Brasileira do Agronegócio (Abag) divulgou nesta segunda-feira (11) seu posicionamento para a COP30. O evento ocorrerá em novembro, em Belém, no Pará, e reunirá países para discutir mudanças climáticas.

    No documento “Agronegócio Frente às Mudanças Climáticas – Posicionamento do Setor para a COP30”, a Abag afirma que o setor tem papel crucial nessa agenda global. A entidade ressalta que o agronegócio brasileiro é vulnerável aos impactos do clima, mas pode ser parte fundamental da solução.

    Medidas propostas

    A associação defende que o agro pode mitigar emissões e fortalecer a segurança alimentar. Para isso, recomenda a adoção de práticas agrícolas inovadoras, adaptadas à realidade tropical do país.

    Entre as medidas propostas estão o uso eficiente dos recursos naturais, o cultivo de variedades tolerantes a estresses climáticos e o manejo sustentável do solo. A Abag reforça que o avanço dessas práticas depende da ampliação do financiamento ao setor. Segundo a entidade, é preciso criar critérios objetivos e transparentes para liberar recursos e incentivar tecnologias sustentáveis.

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    Mercado de carbono

    O documento também destaca a importância de adaptar métricas e metodologias do mercado de carbono à realidade brasileira. A Abag defende que a tropicalização dessas ferramentas garante a credibilidade internacional dos projetos nacionais. A associação vê a COP30 como oportunidade para o Brasil liderar a agricultura de baixo carbono.

    Para alcançar esse papel, o país deve apresentar resultados concretos em regulamentações, tecnologias e sistemas de registro. Assim, poderá gerar créditos íntegros e atrair investimentos ao setor.

     

  • Cientistas brasileiros descobrem peixe pré-histórico na Antártica

    Cientistas brasileiros descobrem peixe pré-histórico na Antártica

    Pesquisadores da Uerj e do Museu Nacional da UFRJ identificaram uma nova espécie de peixe pré-histórico na Península Antártica. A revista científica Nature publicou a descoberta foi nesta segunda-feira (11).
    O fóssil articulado, chamado Antarctichthys longipectoralis, viveu entre 145 e 66 milhões de anos, no período Cretáceo.

    O exemplar é o mais bem preservado encontrado na região. Pesquisadores localizaram o fóssil na Formação Snow Hill Island, durante a expedição Paleoantar, no verão de 2018/2019. A iniciativa reuniu especialistas de diferentes áreas e instituições brasileiras. O estudo começou com a chegada do fóssil ao Brasil e durou cinco anos.

    Reconstituição tridimensional

    Os cientistas usaram microtomografia para reconstruir o peixe, técnica semelhante à tomografia médica.
    Esse método gera imagens internas por raios X sem danificar o fóssil. Em geral, no processo, projeções em alta resolução foram digitalmente integradas, formando “fatias” detalhadas do objeto.

    Ao todo, mais de 2 mil tomogramas permitiram modelar o peixe como ele era no Cretáceo. O Antarctichthys media entre 8 e 10 centímetros. Ele tinha cabeça longa, corpo delgado e pequenos espinhos neurais.

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    Clima no período Cretáceo

    A bióloga Valéria Gallo, professora da Uerj, afirma que a paleontologia ainda explora pouco a Antártica, mas encontra pistas sobre a evolução da vida no hemisfério sul. Ela explica que florestas já cobriram o continente que abrigou rica vida marinha.

    Segundo a pesquisadora, descobertas como essa ajudam a entender como ecossistemas antigos reagiram a mudanças ambientais. Ou seja, a presença do fóssil indica que a Península Antártica tinha clima mais quente e biodiversidade maior no Cretáceo.

    Relevância para o presente

    A Uerj destaca que a análise de fósseis de fauna e flora ajuda a prever como organismos podem reagir ao aquecimento global. Portanto, esse conhecimento é essencial para desenvolver estratégias de conservação.

     

     

  • Restauração de áreas degradadas no Brasil recebe investimento de R$ 30 bilhões

    Restauração de áreas degradadas no Brasil recebe investimento de R$ 30 bilhões

    O segundo leilão do Eco Invest Brasil superou as expectativas e deve destinar cerca de R$ 30 bilhões à primeira fase do Programa Caminho Verde Brasil. A iniciativa mira recuperar 40 milhões de hectares de áreas degradadas nos próximos 10 anos e torná-las produtivas por meio de práticas sustentáveis.

    Coordenado pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), o programa busca restaurar essas áreas para aumentar a produtividade sem expandir o desmatamento. Também promove o uso de tecnologias que reduzem a emissão de carbono.

    O ministro da Agricultura, Carlos Fávaro, destacou: “Vamos crescer a economia, produzir mais alimentos e gerar empregos protegendo o meio ambiente. O governo Lula apostou na sustentabilidade e no combate à fome.”

    Leilão

    O leilão reuniu 11 instituições financeiras. Elas se comprometeram a financiar a recuperação de pelo menos 1,4 milhão de hectares de terras degradadas entre 2025 e 2027. A iniciativa aumenta a oferta de terras para a agropecuária de forma sustentável.

    Carlos Augustin, coordenador do Caminho Verde Brasil, afirmou que o programa possibilita ampliar a produção de alimentos certificados, expansão das exportações e preservação de matas nativas.

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    Além do crédito com juros abaixo do mercado, os produtores devem cumprir regras de desmatamento zero durante o financiamento e manter o balanço de carbono equilibrado. Estima-se que a recuperação de 1,4 milhão de hectares retire 19,5 milhões de toneladas de CO2 da atmosfera por ano, segundo o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID).

    Liderança da economia verde global

    O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, ressaltou que o leilão posiciona o Brasil na liderança da economia verde global. Ele destacou a importância de instrumentos financeiros inteligentes para aumentar a produtividade e a competitividade do país.

    A ministra do Meio Ambiente e Mudança do Clima, Marina Silva, também valorizou o papel do leilão no incentivo à restauração florestal e no freio ao avanço da fronteira agrícola.

    O BID, parceiro estratégico no projeto, aponta que o programa fortalece a resiliência econômica, ambiental e social e amplia a mobilização do mercado de capitais para investimentos sustentáveis.

    O Mapa busca mecanismos para financiar as próximas fases do Caminho Verde Brasil, com contratos de equity e parcerias nacionais e internacionais. A meta do programa é restaurar 40 milhões de hectares em uma década, aproveitando o potencial de terras degradadas para uso agropecuário sustentável.

    O Eco Invest Brasil criou novos instrumentos financeiros para atrair capital privado e externo. O programa financia projetos estratégicos que promovem a indústria verde, a recuperação de biomas e a adaptação às mudanças climáticas. A ação reforça o compromisso do Brasil com a transformação ecológica.

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  • Ibama autoriza manejo sustentável do pirarucu no Vale do Javari

    Ibama autoriza manejo sustentável do pirarucu no Vale do Javari

    O Ibama autorizou a captura e comercialização legal do pirarucu (Arapaima gigas) na Terra Indígena Vale do Javari, localizada no extremo oeste do Amazonas. A decisão beneficia diretamente comunidades indígenas que vivem em uma das regiões mais isoladas da Amazônia.

    Quatro entidades receberam autorização para realizar o manejo sustentável do peixe. São elas: Associação dos Produtores Rurais e Preservadores da Comunidade São Rafael; Associação Marubo do Médio Curuçá; Cooperativa de Preservação Etnoambiental Autônoma dos Kanamaris da Aldeia São Luiz; e Organização Geral dos Mayuruna. A prefeitura de Atalaia do Norte apoiou o processo.

    As autorizações contemplam vários territórios e aldeias da região. No Rio Itacoaí, no Complexo Lacustre de São Rafael, a captura está liberada para 154 unidades do pirarucu. No Médio Javari e Médio Curuçá, que inclui aldeias como São Sebastião e Nova Página, a cota é de 90 peixes. Para o Médio Javari – Kanamari, o limite autorizado é de 191 unidades. E no Rio Pardo, Baixo e Médio Rio Curuçá, e Médio Javari, as aldeias Nova Esperança, Bela Vista e outras podem capturar 216 pirarucus em 51 lagos.

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    Ao todo, o Ibama autorizou a captura de 649 pirarucus, com peso estimado em 51,9 toneladas. Esse manejo sustentável pode gerar até R$ 415 mil para as comunidades indígenas. Além da carne, as comunidades podem explorar comercialmente o couro, a carcaça e as vísceras do peixe.

    Essa atividade tem base legal sólida. O manejo do pirarucu obedece a normas como a Instrução Normativa nº 34/2004, que determina tamanho mínimo e período de defeso reprodutivo, e outras regulações estaduais e federais. O peixe está listado no Anexo II da Convenção CITES, o que limita o comércio internacional e reforça a proteção da espécie.

    A iniciativa fortalece a conservação da biodiversidade e oferece uma fonte sustentável de renda para as comunidades indígenas do Vale do Javari. Comprar pirarucu legal e manejado de forma sustentável ajuda a preservar a floresta e apoia diretamente quem vive e protege a Amazônia.

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  • Brasil aposta na tequila para produzir etanol sustentável

    Brasil aposta na tequila para produzir etanol sustentável

    O Brasil está dando passos importantes rumo à diversificação de suas fontes de energia renovável. A Agave tequilana, planta mundialmente conhecida por ser a matéria-prima da famosa bebida mexicana, agora é objeto de pesquisa científica no país como uma promissora alternativa para produção de etanol sustentável.

    A iniciativa, liderada pela Embrapa Algodão (PB) em parceria com a empresa Santa Anna Bioenergia (BA), representa um marco na busca por soluções energéticas adaptadas às condições climáticas do Semiárido nordestino. O projeto vai além da produção de biocombustível, incluindo também o sequestro de carbono e o aproveitamento de resíduos para alimentação animal.

    Uma aposta no potencial do Semiárido

    O diferencial da Agave tequilana está justamente em sua resistência à seca e adaptação ao clima semiárido, características que a tornam viável em regiões onde outras culturas energéticas não conseguem prosperar. Embora seu ciclo de crescimento seja mais longo que o da cana-de-açúcar – cerca de cinco anos até a colheita -, essa desvantagem é compensada pela capacidade de produção em áreas anteriormente consideradas inadequadas para cultivos comerciais.

    Pesquisador Tarcísio Gondim. Foto: Tarcísio Gondim/Embrapa

    “Essa inovação tecnológica pode contribuir para mitigar desigualdades regionais e enfrentar a precarização das áreas sisaleiras do Nordeste brasileiro”, explica o pesquisador Tarcísio Gondim, da Embrapa Algodão. O projeto utiliza plantas xerófilas com múltiplo propósito: produção de etanol, alimentação para ruminantes e captura de CO2 em regiões de baixo Índice de Desenvolvimento Humano (IDH).

    Aproveitamento integral da biomassa

    A pesquisa não se limita apenas à Agave tequilana. O estudo também inclui outras variedades do gênero Agave mantidas no Banco Ativo de Germoplasma da Embrapa, incluindo a Agave sisalana (sisal), atualmente utilizada principalmente para produção de cordas, tapetes e materiais de construção civil.

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    O Brasil é o maior produtor mundial de Agave sisalana, com 95 mil toneladas de fibra produzidas em 2023, segundo dados do IBGE. Cerca de 95% dessa produção se concentra na Bahia, no chamado Território do Sisal, enquanto a Paraíba ocupa a segunda posição no ranking nacional.

    Um dos objetivos centrais da pesquisa é otimizar o aproveitamento da biomassa dessas plantas. Atualmente, apenas 4% da biomassa da folha da Agave sisalana é utilizada no processo de industrialização, evidenciando o enorme potencial de melhor aproveitamento do material.

    Primeiros experimentos em campo

    O projeto já saiu do papel e chegou ao campo. Em março deste ano, pesquisadores da Embrapa Algodão realizaram uma missão ao México, visitando o Instituto Nacional de Investigações Florestais, Agrícolas e Pecuárias (Inipaf) e diversas instituições ligadas à cadeia produtiva da tequila.

    As primeiras 500 mudas de Agave tequilana Weber var. Azul, oriundas do México e trazidas pela Santa Anna Bioenergia, já passaram pelo processo de quarentena obrigatório. Atualmente, os pesquisadores brasileiros estão iniciando os estudos de avaliação da espécie em Jacobina, na Bahia. Na cidade foi instalada a primeira Unidade de Referência Tecnológica (URT) de Agave tequilana.

    O projeto prevê ainda a implantação de outras duas URTs nos municípios de Alagoinha e Monteiro, na Paraíba, totalizando 1.800 mudas na primeira etapa do experimento.

    Análise química e tecnologia inovadora

    O experimento faz parte do projeto “Agave na produção de etanol, sequestro de carbono e ração animal nas condições do Semiárido brasileiro”. E terá duração de cinco anos. Durante esse período, a equipe técnica vai conduzir ensaios para recomendar arranjos de plantio, estratégias de adubação e tratos culturais que garantam maior rendimento e viabilidade econômica.

    O estudo inclui também outras variedades. Foto: Tarcísio Gondim/Embrapapromissoras do gênero Agave mantidas no Banco Ativo de Germoplasma da Embrapa, para produção de biomassa .

    Segundo o pesquisador Everaldo Medeiros, responsável pelas análises no laboratório de Química da Embrapa Algodão, as atividades de caracterização química estão sendo conduzidas com metodologias inovadoras. Portanto, possibilitando a criação de um painel abrangente de dados que servirá de base para estratégias eficazes de aproveitamento da biomassa.

    Alimentação animal e mecanização

    O projeto também contempla o aproveitamento dos resíduos do processo de produção de etanol. Para o zootecnista Manoel Francisco de Sousa, da Embrapa Algodão, “os resíduos do processo de produção de etanol a partir da A. Tequilana podem atuar como importante aporte forrageiro na alimentação de ruminantes, especialmente na época de escassez de forragens no Semiárido”.

    Um dos desafios técnicos do projeto será viabilizar a mecanização completa do cultivo. No México, mesmo com a mecanização de várias etapas — como o preparo do solo, a adubação, a capina e a aplicação de defensivos —, os agricultores ainda realizam o plantio de forma manual.

    “Nossa visão de futuro é ter grandes áreas cultivadas com Agave. E isso não pode ser feito manualmente”, destaca Odilon Reny Ribeiro, pesquisador especialista em mecanização agrícola da Embrapa Algodão.

    Impacto ambiental e social

    Além dos benefícios econômicos, o projeto apresenta importantes vantagens ambientais. A capacidade da Agave de sequestrar carbono contribui diretamente para a redução das emissões de gases de efeito estufa, alinhando-se aos compromissos brasileiros de sustentabilidade.

    Do ponto de vista social, a iniciativa pode representar uma nova fonte de renda para agricultores do Semiárido, região historicamente marcada por desafios socioeconômicos. O desenvolvimento de uma cadeia produtiva baseada na Agave tequilana tem potencial para gerar empregos e dinamizar a economia regional.

    O projeto representa um exemplo concreto de como a pesquisa científica pode contribuir simultaneamente para a transição energética, a sustentabilidade ambiental e o desenvolvimento social. Especialmente em regiões que enfrentam limitações climáticas para cultivos tradicionais.

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  • Tatu-canastra: o gigante ameaçado do Cerrado Brasileiro

    Tatu-canastra: o gigante ameaçado do Cerrado Brasileiro

    O tatu-canastra (Priodontes maximus) representa um dos mamíferos mais fascinantes e menos conhecidos do Brasil. Considerado o maior tatu do mundo, este gigante da fauna brasileira enfrenta sérias ameaças à sua sobrevivência, sendo classificado como espécie Vulnerável pela União Internacional para Conservação da Natureza (IUCN).

    O tatu-canastra impressiona por suas dimensões excepcionais. Com mais de 1,5 metro de comprimento total, pode pesar entre 30 a 60 quilos, sendo que exemplares de 40 quilos já foram registrados em pesquisas recentes. Sua carapaça escura e robusta é composta por bandas flexíveis que permitem movimentação, apresentando uma linha branca lateral característica que auxilia na identificação individual dos animais.

    Anatomia especializada

    Uma das características mais marcantes da espécie são suas garras anteriores em formato de foice, extremamente desenvolvidas para escavação. Essas garras são tão grandes que o animal caminha apoiado nas pontas delas. Todo o corpo é coberto por escamas pentagonais rígidas, incluindo pernas, cauda e cabeça, proporcionando proteção natural contra predadores.

    O tatu-canastra possui hábitos noturnos e semifossoriais, passando considerável tempo em tocas subterrâneas que podem atingir mais de 40 centímetros de largura e 30 centímetros de altura. Apesar da aparência robusta, é um animal surpreendentemente ágil, capaz de correr rapidamente e manter equilíbrio sobre as patas traseiras.

    Durante suas atividades noturnas, pode percorrer trajetos superiores a 3 quilômetros em busca de alimento. Seu comportamento solitário e tímido torna a espécie praticamente invisível, dificultando estudos científicos e observações na natureza.

    Alimentação e papel ecológico

    O tatu-canastra é o maior mirmecófago entre os tatus, alimentando-se quase exclusivamente de formigas e cupins. Durante o processo alimentar, destrói completamente os cupinzeiros, deixando-os espalhados e rebaixados ao nível do solo – um sinal característico de sua presença no ambiente.

    Ocasionalmente, complementa sua dieta com outros insetos, aranhas, minhocas, larvas, cobras e carniça. Sua importância ecológica é fundamental para o controle populacional de insetos sociais e manutenção do equilíbrio dos ecossistemas onde habita.

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    A espécie possui ampla distribuição no território brasileiro, ocorrendo principalmente no Cerrado, Pantanal e Mata Atlântica. Pesquisadores monitoram populações em diferentes regiões, desde o Pantanal sul-mato-grossense até reservas no Espírito Santo, o que demonstra a capacidade de adaptação da espécie a diversos biomas.

    Ameaças e desafios de conservação

    O tatu-canastra enfrenta múltiplas ameaças em seu habitat natural. A destruição de ambientes naturais, expansão agropecuária e atropelamentos em rodovias representam os principais fatores de risco. Dados recentes indicam que entre maio de 2023 e abril de 2024, 2.300 animais foram atropelados em apenas 350 quilômetros da BR-262.

    tatu canastra de pé
    Foto: Kevin Schafer/ICAS

    A natureza tímida e os hábitos noturnos da espécie dificultam estudos científicos abrangentes. O tatu-canastra permanece como um dos mamíferos de grande porte menos conhecidos do Brasil, limitando o desenvolvimento de estratégias de conservação mais eficazes.

    Importância da Conservação

    A conservação do tatu-canastra é essencial não apenas para a sobrevivência da própria espécie, mas também para manutenção do equilíbrio ecológico de seus habitats. Sua função como controlador de populações de insetos sociais influencia diretamente a dinâmica de outros organismos.

    Como espécie que requer grandes territórios preservados, o tatu-canastra funciona como espécie guarda-chuva, cuja proteção beneficia inúmeras outras espécies que compartilham os mesmos habitats.

    Projeto tatu-canastra: pioneirismo na conservação

    O Projeto Tatu-Canastra teve início em 2010 na Fazenda Baia das Pedras, região da Nhecolândia, no Pantanal sul-mato-grossense. Desenvolvido pelo Instituto de Conservação de Animais Silvestres (ICAS), o projeto representa mais de 14 anos de dedicação à pesquisa e conservação da espécie.

    O objetivo principal é compreender a ecologia, biologia e história natural do tatu-canastra, gerando conhecimento científico essencial para estratégias de preservação eficazes. Atualmente, estima-se a presença de 7 a 8 indivíduos a cada 10 quilômetros quadrados na região de estudo original.

    O projeto utiliza técnicas avançadas de monitoramento, incluindo radiotelemetria e análises genéticas, para acompanhar indivíduos em vida livre. Recentemente, foi registrada a captura do maior tatu-canastra já documentado no Parque Natural Municipal do Pombo, em Três Lagoas, pesando 40 quilos.

    Foto: Prefeitura de Três Lagoas

    As pesquisas revelaram informações cruciais sobre padrões de movimentação, uso de habitat e comportamento reprodutivo da espécie. Uma fêmea monitorada desde 2021 tornou-se embaixadora científica da espécie, contribuindo significativamente para o conhecimento sobre a biologia reprodutiva em ambiente natural.

    Instituto de Conservação de Animais Silvestres (ICAS)

    O ICAS destaca-se como instituição pioneira na conservação de fauna silvestre brasileira, desenvolvendo projetos científicos que combinam pesquisa de campo com ações de preservação. Além do tatu-canastra, a organização atua na proteção de outras espécies ameaçadas, como o tamanduá-bandeira.

    O instituto mantém parcerias com universidades, como a Universidade Federal do Espírito Santo (UFES), e organizações internacionais, ampliando o alcance das pesquisas. Colaborações com o Instituto de Pesquisas Ecológicas (IPÊ) fortalecem as ações de conservação em diferentes biomas.

    O ICAS promove regularmente exposições e eventos educativos, como a exposição “Nossos Gigantes” realizada no Bioparque Pantanal, apresentando características e curiosidades sobre o tatu-canastra e outras espécies para o público geral.

    Os esforços contínuos do Projeto Tatu-Canastra e do ICAS representam esperança para o futuro da espécie. Com mais de uma década de pesquisas dedicadas, o conhecimento acumulado fornece base sólida para implementação de medidas de proteção mais eficazes.

    A expansão do projeto para diferentes biomas e o fortalecimento de parcerias institucionais ampliam as possibilidades de sucesso na conservação desta espécie única da fauna brasileira. O trabalho pioneiro desenvolvido serve como modelo para conservação de outras espécies ameaçadas, demonstrando a importância da pesquisa científica de longo prazo na preservação da biodiversidade nacional.

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  • Produtores rurais de Anápolis ganham apoio para proteger recursos hídricos

    Produtores rurais de Anápolis ganham apoio para proteger recursos hídricos

    O Programa Produtor de Água de Anápolis (PPA Anápolis) busca ampliar a disponibilidade e a qualidade da água, com ações como recuperação de vegetação nativa, conservação do solo e saneamento rural.

    Até agora, o programa já atuou em 88 hectares nas bacias do Ribeirão Piancó, Rio das Antas e Rio Caldas, em Anápolis. A meta é conservar mais de 2 mil hectares até 2029, beneficiando diretamente 100 propriedades rurais.

    Várias instituições fecharam um Acordo de Cooperação Técnica para impulsionar o programa. Entre elas estão Seapa, Semad, Emater Goiás, Saneago e a ONG TNC Brasil. O objetivo é consolidar Goiás como referência em práticas agrícolas de baixo impacto ambiental.

    O PPA Anápolis surgiu para reduzir os riscos de escassez de água na região, que já enfrentou crise no abastecimento. As bacias atendidas são essenciais para Anápolis, incluindo o Distrito Agroindustrial (DAIA), polo econômico do estado.

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    A adesão ao programa é voluntária. Os participantes recebem assistência técnica e podem ter acesso a pagamentos por serviços ambientais (PSA). Uma das primeiras propriedades beneficiadas, a Fazenda Três Pontas, já adotou medidas como terraceamento e recuperação de estradas.

    “O programa une produção sustentável, recuperação do Cerrado e segurança hídrica. Queremos expandi-lo para mais cidades”, afirmou Pedro Leonardo Rezende, secretário de Agricultura de Goiás.

    Para Stella Miranda, gerente de Sustentabilidade da Seapa, as ações conservacionistas evitam crises hídricas e valorizam o trabalho no campo. “Além de preservar, garantimos água para todos e agregamos valor à produção rural”, destacou.

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  • Pesquisadores aproveitam algas na fabricação de matéria-prima para construção civil

    Pesquisadores aproveitam algas na fabricação de matéria-prima para construção civil

    Pesquisadores brasileiros desenvolveram uma argila cerâmica mais leve que a normalmente utilizada na construção civil graças à adição de algas do gênero Sargassum no processo de fabricação.

    Comuns na região central do oceano Atlântico, essas algas marrons – também conhecidas como sargaço – têm se deslocado em grandes quantidades para praias do Caribe, dos Estados Unidos e da região Norte brasileira, onde tornaram-se um problema. Seu acúmulo nas praias pode trazer efeitos nocivos à saúde humana por causa dos gases emitidos durante a decomposição, além de prejudicar o turismo, a pesca e a biodiversidade local.

    “Normalmente, o sargaço é coletado e descartado em aterros sanitários sem qualquer uso prático. Por isso, decidimos pesquisar uma forma de aproveitar essa grande quantidade de biomassa nas praias”. É o que conta João Adriano Rossignolo, professor do Departamento de Engenharia de Biossistemas da Faculdade de Zootecnia e Engenharia de Alimentos da Universidade de São Paulo (FZEA-USP), que coordenou o estudo.

    Em parceria com pesquisadores da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar), o grupo da USP testou o uso da alga na fabricação de argilas cerâmicas, utilizadas na construção civil para diminuir o peso do concreto, em lajes para melhorar o conforto térmico e na jardinagem. A investigação contou com apoio da FAPESP.

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    O sargaço foi incorporado às amostras nas proporções de 20% e 40% – e também 0%, para comparação. Em seguida, as amostras foram moldadas e sinterizadas (processo que compacta a argila por calor, tornando-a sólida) a temperaturas de 800 °C, 900 °C e 1.000 °C em fornos convencionais e de micro-ondas.

    Com os materiais prontos, foram realizados diversos ensaios para avaliar fatores como absorção de água, porosidade e resistência à compressão. Além disso, foi feita uma comparação entre o ciclo de vida (metodologia que avalia os impactos ambientais de um produto desde a extração da matéria-prima até o descarte final) da argila expandida convencional e das diferentes formulações acrescidas de sargaço.

    Resultados

    Os resultados, publicados no Journal of Materials in Civil Engineering, indicam que a adição de sargaço levou a uma redução na densidade aparente dos agregados de argila cerâmica leve, especialmente na concentração de 40%. No entanto, apenas os materiais sinterizados em forno de micro-ondas atenderam aos requisitos de resistência para todas as temperaturas. Quanto ao ciclo de vida, as versões com sargaço apresentaram melhor desempenho ambiental em comparação à argila expandida comum.

    Isso levou os pesquisadores a concluir que os agregados de argila cerâmica leve com sargaço sinterizado em forno micro-ondas são uma alternativa viável para mitigar os prejuízos provocados pela grande quantidade da alga no litoral, com consumo reduzido de recursos naturais e maior eficiência energética.

    Material é usado para diminuir o peso do concreto, para melhorar o conforto térmico em lajes e em jardinagem. Foto: João Adriano Rossignolo/FZEA-USP

    Além desse trabalho, a equipe avaliou a viabilidade de usar a alga na produção de painéis particulados, destinados à indústria de móveis e à construção civil. E em telhas de fibrocimento, colocando as cinzas de sargaço como substitutas do calcário. “Os resultados foram surpreendentes, pois conseguimos usar 30% de sargaço nos painéis e substituir 100% do calcário com as suas cinzas. Com resultados que atendem plenamente às normas vigentes para esses produtos e melhoram a durabilidade e as propriedades mecânicas dos materiais”, diz Rossignolo.

    O artigo Life cycle assessment of lightweight ceramic clay aggregates sintered in a microwave oven with the incorporation of Sargassum spp. particles pode ser lido em: https://ascelibrary.org/doi/10.1061/JMCEE7.MTENG-20224.

    Por Thais Szegö | Agência FAPESP

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