Categoria: Sustentabilidade

  • Produtores do Pantanal receberão pagamento por serviços ambientais em MS

    Produtores do Pantanal receberão pagamento por serviços ambientais em MS

    O governo de Mato Grosso do Sul lançou um programa de pagamento por serviços ambientais para incentivar a preservação do Pantanal. Ou seja, a iniciativa envolve conservação ambiental, desenvolvimento sustentável e melhoria da qualidade de vida de comunidades locais.

    Fundo Clima Pantanal

    O Fundo Clima Pantanal, criado após a aprovação da Lei do Pantanal em 2023, financiará o programa. Em geral, os produtores que mantiverem áreas de preservação acima do exigido por lei e criarem brigadas de combate a incêndios receberão os recursos. Além disso, o programa prevê investimentos de R$ 1,4 bilhão em cinco anos. O governo do estado destinará R$ 40 milhões anuais e contará com doações. Em resumo, no primeiro ano, três milhões de hectares poderão ser remunerados.

    Um estudo sobre rentabilidade da pecuária de cria no Pantanal serviu de base para o modelo de pagamento por serviços ambientais (PSA). “Buscamos uma base científica. O estudo mostrou que a rentabilidade média é de R$ 55 por hectare. Com esse dado, estruturamos o modelo de PSA”, explicou Artur Falcette, secretário adjunto de Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação de Mato Grosso do Sul.

    Ao mesmo tempo, o programa também comprará licenças de supressão vegetal já emitidas para cancelá-las. Segundo a Secretaria de Meio Ambiente, 97% do Pantanal sul-mato-grossense está em áreas privadas, com 84% da vegetação nativa preservada. “Os produtores são os principais tomadores de decisão. Esse programa garante que essas áreas sejam mantidas”, afirmou Falcette.

    Definição dos pagamentos

    Um índice socioambiental definirá os pagamentos, considerando a presença de corredores ecológicos e áreas produtivas. Os valores seguirão metodologia da Esalq-USP, podendo chegar a R$ 100 mil por propriedade, pagos em duas parcelas. Após o repasse, técnicos vão monitorar as áreas por um ano para garantir a preservação. “Esse recurso transforma o Pantanal. Além de gerar renda para quem preserva, garante a manutenção dos 84% de vegetação nativa”, destacou Falcette.

    O programa recebeu apoio do setor agropecuário. “O governo está dialogando com os pantaneiros, não apenas impondo regras. Preservar sempre foi um desejo das famílias que vivem lá”, afirmou Janes Bernardino, presidente da Associação Pantaneira de Pecuária Orgânica e Sustentável (ABPO).

    Marcelo Bertoni, presidente da Federação da Agricultura de Mato Grosso do Sul (Famasul), também elogiou a iniciativa. “O produtor rural sempre preservou o Pantanal. Agora, ele será remunerado. Isso é fundamental para mantermos o bioma”, disse.

    Além disso, o pacto também prevê recuperação de bacias hidrográficas, práticas produtivas resilientes ao clima e fortalecimento da governança territorial. “O Mato Grosso do Sul inova ao criar essa política para o agro. Essa iniciativa atrairá investimentos e parcerias”, afirmou João Paulo Capobianco, secretário-executivo do Ministério do Meio Ambiente, durante o lançamento do programa.

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  • Rondônia Rural Show premia inovação e sustentabilidade em 2025

    Rondônia Rural Show premia inovação e sustentabilidade em 2025

    A 12ª edição da Rondônia Rural Show Internacional, um dos maiores eventos de agronegócio da Região Norte, está chegando. Realizado pelo governo de Rondônia, o evento promove a integração entre produtores rurais, organizações do setor público e privado. Além disso, a feira busca incentivar a comercialização de produtos e tecnologias do agronegócio. Executado pela Secretaria de Estado da Agricultura (Seagri), o evento destaca a inovação, o desenvolvimento e o fortalecimento das cadeias produtivas.

    Durante o evento, que ocorrerá de 26 a 31 de maio, será realizado o concurso de Melhor Estande. Com foco em sustentabilidade, conexão com o tema, criatividade e beleza, os expositores têm a chance de mostrar inovações tecnológicas e compromisso com práticas ambientais responsáveis.

    O concurso visa premiar os estandes que se destacarem pela utilização de materiais sustentáveis, gestão de resíduos e ações voltadas para conservação de energia e água. Ou seja, a valorização do uso inteligente do espaço também será um critério de avaliação, promovendo uma ocupação eficiente e consciente da área do estande.

    Setor agrícola em alta

    Governador Marcos Rocha em edição anterior da Rodônia Rural Show – Foto: Divulgação – Seagri/RO

    O governador de Rondônia, Marcos Rocha, ressalta a importância da Feira para o setor agrícola e o desenvolvimento econômico do estado. “A Rondônia Rural Show Internacional é uma vitrine para a modernidade e inovação no agronegócio. O concurso de estandes é uma forma de premiar aqueles que se destacam por sua criatividade e, principalmente, pelas ações.”

    Os jurados avaliarão os estandes com base na capacidade de atrair e engajar o público, criando experiências únicas. Tecnologias avançadas, vitrines tecnológicas e práticas ambientais contarão pontos na escolha dos vencedores.

    Os três primeiros colocados receberão troféus e certificados de “Estande Show da 12ª Edição da Rondônia Rural Show Internacional”, reconhecendo inovação, sustentabilidade e compromisso com o agronegócio.

    Governador Marcos Rocha reforça a modernidade e inovação do agro para Rondônia – Foto: Divulgação – Seagri/RO

    A organização anunciará os vencedores em 31 de maio, durante a cerimônia de encerramento, um dos momentos mais aguardados da feira.

    Práticas Sustentáveis

    O secretário da Seagri, Luiz Paulo, salienta a importância do concurso para as empresas expositoras. “O concurso busca incentivar o uso de práticas sustentáveis nos estandes. Desse modo, damos um passo importante para atrair, ainda mais, a população e investidores, bem como a construção de um modelo agrícola mais eficiente e consciente para realização da Feira. O agronegócio do futuro passa por inovação, e esse concurso reflete exatamente esse conceito.”

    A iniciativa, portanto, é um reflexo do crescente interesse e reconhecimento de Rondônia como um polo de desenvolvimento agrícola no Brasil. Em 2025, a expectativa é que, com exposições de máquinas agrícolas, insumos e demonstrações práticas, atraia um público ainda mais diversificado, incluindo caravanas internacionais e representantes de diversas partes do Brasil.

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  • Biocombustível de coco verde impulsiona a transição energética no Brasil

    Biocombustível de coco verde impulsiona a transição energética no Brasil

    Em meio à urgência global por fontes renováveis, o Brasil ganha destaque com uma solução energética sustentável: o biocombustível produzido a partir de resíduos de coco verde. Desenvolvido pelo Instituto de Tecnologia e Pesquisa (ITP), vinculado ao Grupo Tiradentes, o projeto transforma um passivo ambiental em recurso valioso, alinhando-se às metas de descarbonização e economia circular.

    A capital sergipana, Aracaju, gera semanalmente 190 toneladas de resíduos de coco verde, segundo a Empresa Municipal de Serviços Urbanos (Emsurb). O material, de decomposição lenta, sobrecarrega a coleta pública com custos anuais de R$ 900 mil e riscos de descarte irregular. Agora, essa fibra abandonada ganha nova vida como matéria-prima para biocombustível, reduzindo impactos e criando uma cadeia produtiva sustentável.

    Como a fibra do coco vira energia?

    O Núcleo de Estudos em Sistemas Coloidais (NUESC), do ITP, lidera a tecnologia que converte o resíduo em energia. O processo inclui:

    • Secagem e trituração: A fibra é preparada para processamento.
    • Conversão térmica: Por pirólise, gera bio-óleo, biocarvão e gases combustíveis.
    • Refino e aplicação: O bio-óleo é adaptado para motores, enquanto o biocarvão serve como fertilizante ou fonte energética.

    “Transformamos um problema ambiental em solução. Além de reduzir o lixo, geramos energia renovável e fomentamos a economia local”, explica Cláudio Dariva, coordenador do NUESC e pesquisador do ITP.

    Tecnologia sustentável e parcerias estratégicas

    Com 15 anos de atuação e apoio da Petrobras, ANP e CAPES, o NUESC integrou três etapas-chave na produção: extração de óleo, fabricação de biodiesel e bio-óleo a partir de fluidos pressurizados. O método reduz solventes químicos e aproveita 100% dos resíduos, priorizando a eficiência e a sustentabilidade.

    Impacto econômico e social

    Além dos ganhos ambientais, a iniciativa impulsiona a economia circular:

    • Geração de empregos: Nova cadeia produtiva fortalece o mercado local.
    • Redução de custos: Diminui gastos públicos com limpeza urbana.
    • Energia acessível: Oferece alternativa ao diesel fóssil, ampliando a segurança energética.

    O ITP busca expandir a tecnologia para outras cidades brasileiras, replicando o modelo em regiões tropicais com alto consumo de coco. “É um passo crucial para a transição energética e a gestão inteligente de resíduos”, conclui Dariva.

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  • Microplásticos reduzem a fotossíntese das plantas e ameaçam agricultura

    Microplásticos reduzem a fotossíntese das plantas e ameaçam agricultura

    Os microplásticos, partículas plásticas menores que cinco milímetros, estão presentes em todos os ecossistemas, desde os oceanos até o solo agrícola. Recentemente, um estudo publicado na Proceedings of the National Academy of Sciences revelou que essas partículas reduzem a capacidade das plantas de realizar fotossíntese, processo vital para a produção de energia e crescimento vegetal. A redução na fotossíntese pode chegar a 12% em plantas terrestres e 7% em algas marinhas, o que pode levar a perdas significativas na produção de alimentos básicos como trigo, arroz e milho.

    Como os microplásticos ameaçam a agricultura

    Os microplásticos podem ser absorvidos pelas raízes das plantas ou bloquear a luz solar para algas marinhas, interferindo na fotossíntese. Isso pode resultar em uma queda na produtividade global de culturas essenciais, variando entre 4% e 14%. Além disso, os microplásticos danificam o solo, alterando sua estrutura e química, o que prejudica o crescimento das plantas ao bloquear canais de nutrientes e água.

    A redução na fotossíntese não se limita à terra firme. As algas marinhas, base da cadeia alimentar aquática, também são afetadas. O que pode levar a uma redução de 7% na disponibilidade de peixes e frutos do mar. Isso acende um alerta para o risco de uma crise alimentar global, especialmente em um cenário onde a população mundial está crescendo rapidamente.

    Ceticismo e esperança

    Embora alguns cientistas questionem a relação direta entre a redução da fotossíntese e as perdas de colheitas, outros defendem que o estudo reforça a necessidade de um tratado global contra a poluição plástica.

    Apesar do alerta, alguns cientistas pedem cautela. Florian Busch, fisiologista de plantas da Universidade de Birmingham (Reino Unido), questiona se a redução da fotossíntese realmente se traduz em perdas de colheitas. “Mesmo que uma planta cresça mais devagar, ela ainda pode produzir a mesma quantidade de alimentos”, argumenta.

    Richard Lampitt, do Centro Nacional de Oceanografia do Reino Unido, também critica a “especulação excessiva” do estudo. E destaca falhas na qualidade dos dados usados no modelo de inteligência artificial.

    Por outro lado, pesquisadores como Richard Thompson, biólogo marinho da Universidade de Plymouth (Reino Unido), defendem que o estudo reforça a necessidade de um tratado global contra a poluição plástica. Negociações na ONU, porém, estão paralisadas desde dezembro.

    A redução dos níveis atuais de microplásticos no ambiente em 13% poderia reverter até 30% da perda de fotossíntese. Destacando a importância de medidas como a restrição de plásticos descartáveis e o investimento em políticas de reciclagem.

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  • Brasil avança na transição energética e amplia soluções sustentáveis

    Brasil avança na transição energética e amplia soluções sustentáveis

    Os impactos das mudanças climáticas já são evidentes e exigem ações imediatas. A América do Sul, com sua matriz energética renovável e indústria inovadora, tem condições de liderar a transição para uma economia de baixo carbono. O Brasil ocupa posição estratégica nesse processo. Segundo o Fórum Econômico Mundial, o país alcançou a 12ª posição no Índice de Transição Energética (ETI), liderando entre nações emergentes e ocupando o terceiro lugar no G20.

    Neste Dia Nacional de Conscientização sobre as Mudanças Climáticas (16), a atenção se volta para o papel do setor produtivo na economia de baixo carbono. Ou seja, empresas estão transformando desafios ambientais em oportunidades de inovação e crescimento sustentável.

    Indústria química impulsiona transformação verde

    A indústria química tem papel essencial nessa transição. A BASF lidera iniciativas para reduzir a pegada de carbono na produção e oferecer soluções sustentáveis a outras indústrias. O programa Triple E (Excelência em Eficiência Energética) otimiza o consumo de energia em diversas unidades produtivas da América do Sul. Em geral, desde sua implementação, mais de 250 iniciativas foram adotadas. Em 2017, a BASF tornou-se a primeira indústria química do Brasil certificada pela norma ISO 50.001 de gestão de energia.

    No Complexo Químico de Guaratinguetá (SP), a otimização energética reduziu o consumo em 28% até 2024, evitando a emissão de 15 mil toneladas de CO2 por ano. No Complexo de Tintas e Vernizes de São Bernardo do Campo (SP), o programa Demarchi+Ecoeficiente reduziu o consumo de água em 35%. “Nosso compromisso com a sustentabilidade vai além do discurso. Cada iniciativa fortalece a eficiência produtiva”, destaca Daniel Marcon, vice-presidente de operações da BASF para a América do Sul.

    Transição energética avança no agronegócio do Brasil 

    A BASF também acelera a transição para fontes renováveis em suas Estações de Pesquisa e Desenvolvimento (P&D). Unidades em Santo Antônio de Posse (SP), Trindade (GO), Sinop (MT) e Rio Verde (GO) migraram para eletricidade de fontes limpas. Até outubro de 2024, essa iniciativa evitou a emissão de 310 toneladas de CO2.

    As fábricas da BASF na América do Sul utilizam energia certificada pelo padrão internacional I-REC, garantindo zero emissão de carbono. Em resumo, desde 2022, essa transição evitou a emissão de 17.485 toneladas de CO2, reforçando a descarbonização industrial.

    Biocombustíveis impulsionam sustentabilidade

    Os biocombustíveis avançam com apoio de políticas como a Lei do Combustível do Futuro, que define a meta de 20% de biodiesel no diesel até 2030. O biodiesel tem papel estratégico na redução de emissões no Brasil. Portanto, a BASF apoia essa transição com soluções ecoeficientes, como o catalisador metilato de sódio e o ácido metanossulfônico (Lutropur® MSA), que substitui químicos agressivos e promove produção sustentável.

    Ao mesmo tempo, a busca por alternativas sustentáveis também avança na pavimentação. O aditivo B2Last® melhora a elasticidade do betume, reduzindo emissões de CO2 na produção e aplicação do asfalto. Além disso, permite temperaturas menores de trabalho, beneficiando a saúde dos trabalhadores e reduzindo impactos ambientais.

    Empresas ampliam competitividade com economia circular

    A urgência climática exige que empresas adotem soluções sustentáveis e invistam na economia circular. No setor químico, a transição para uma economia de baixo carbono representa inovação e liderança. Portanto, empresas que estruturam estratégias sustentáveis ganham relevância no mercado e atraem investidores.

    Na BASF, esse compromisso se traduz em ações concretas. “Os desafios da sustentabilidade são complexos, mas soluções já estão em curso. O setor produtivo precisa agir com metas claras e iniciativas que impulsionem a descarbonização”, afirma Santiago Ricco, gerente sênior de Energias e Utilidades da BASF para a América do Sul.

    Com a adoção de tecnologias sustentáveis, a indústria química reforça seu papel na transição para uma economia de baixo carbono. Além disso, empresas que lideram essa transformação ampliam sua competitividade e impulsionam um futuro mais sustentável.

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  • Pescadores flagram sucuri gigante: verdade ou exagero?

    Pescadores flagram sucuri gigante: verdade ou exagero?

    Um grupo de pescadores recentemente viralizou na internet ao gravar uma sucuri gigante, também conhecida como anaconda, que afirmam ter cerca de nove metros de comprimento. A cena impressionou muitos, mas também gerou dúvidas sobre a veracidade do tamanho da cobra.

    Segundo biólogos, o tamanho médio de uma sucuri adulta varia entre quatro e oito metros, mas há registros de exemplares que podem chegar a 11 metros de comprimento. No entanto, a maioria desses relatos não é documentada cientificamente, e o tamanho real pode ser exagerado por questões de segurança ou percepção visual.

    Mas existe sucuri de 9 metros?

    A anaconda verde (Eunectes murinus), nativa da América do Sul, é a maior serpente do mundo em peso e a segunda em comprimento, atrás da píton-reticulada. De acordo com o Instituto Butantan, o tamanho médio da espécie varia entre 4 e 6 metros, com fêmeas (maiores que os machos) podendo atingir até 7 metros em casos excepcionais. O registro científico mais confiável até hoje é de uma sucuri de 8,43 metros, encontrada na década de 1940 na Venezuela – mas a medição, feita com a pele esticada, é considerada imprecisa.

    No entanto, existem relatos de exemplares maiores, como o caso de uma sucuri gigante que teria sido vista por indígenas com cerca de 7,5 metros e mais de 500 quilos, embora isso não tenha sido confirmado oficialmente.

    Em 2024, um estudo na Diversity revelou a existência de uma nova espécie de anaconda gigante (Eunectes akiyama) no Equador, com indivíduos de até 7,5 metros.

    “É quase impossível uma sucuri de 9 metros”, explica Henrique Costa, biólogo e pesquisador de répteis. “Sem medição profissional, é comum que leigos superestimem o tamanho. A perspectiva do vídeo, o ambiente aquático e o medo natural amplificam a percepção”. Ele ressalta que, mesmo cobras grandes, raramente ultrapassam 200 kg – peso limitado pela biomecânica do corpo.

    Piadas, fake news e riscos à conservação

    A postagem gerou uma série de reações na internet, com muitas pessoas duvidando do tamanho da cobra. Alguns pediram que a cobra fosse morta, enquanto outros fizeram piadas, comparando o narrador com o personagem Didi, do humorista Renato Aragão. A maioria dos especialistas, no entanto, alerta para a importância de manter distância e respeitar esses animais, que não são predadores naturais do ser humano.

    O vídeo reacendeu discursos perigosos, de pessoas pedindo para matar o animal. É urgente combater a desinformação. Matar uma sucuri é crime ambiental (Lei 9.605/98. Essas cobras são controladoras naturais de pragas, como capivaras e roedores. Ataques a humanos são raríssimos e só ocorrem em defesa própria.

    Conservação das sucuris

    As sucuris são animais importantes no ecossistema amazônico, servindo como predadoras de pequenos mamíferos e répteis. A conservação dessas cobras é crucial para a manutenção do equilíbrio ambiental. Iniciativas de educação ambiental ajudam a promover a coexistência segura entre humanos e sucuris.

    Nas regiões pantaneiras e amazônicas, onde as sucuris são mais comuns, projetos de educação ambiental já reduziram conflitos. Uma iniciativa no Mato Grosso do Sul, por exemplo, ensina ribeirinhos a evitar áreas de desova e a proteger criações de animais sem violência.

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  • Programa Amigos da Onça promove coexistência na Caatinga

    Programa Amigos da Onça promove coexistência na Caatinga

    Na região da Área de Proteção Ambiental (APA) do Boqueirão da Onça, norte da Bahia, um projeto inovador busca equilibrar a preservação de felinos ameaçados e o cotidiano de comunidades rurais. O Programa Amigos da Onça (PAO), do Instituto Pró-Carnívoros, em parceria com a ENGIE Brasil Energia, está ampliando ações para proteger as últimas populações de onças-pintadas (Panthera onca) e onças-pardas (Puma concolor) da Caatinga, bioma onde esses animais enfrentam riscos críticos de extinção.

    Desafios da convivência no sertão

    Com apenas 30 onças-pintadas e 120 onças-pardas estimadas na região, a Caatinga baiana é um dos últimos refúgios desses felinos no Nordeste. A expansão de atividades humanas, como a pecuária extensiva, aumenta os conflitos: as onças, que não distinguem entre presas silvestres e rebanhos domésticos, frequentemente atacam cabras e ovelhas, levando a retaliações por parte de produtores. “Na região da Caatinga, o manejo é extensivo e os rebanhos costumam dormir na serra, que geralmente são áreas mais preservadas. Esse comportamento favorece o encontro com as onças, que não distinguem entre presas naturais e domésticas”, explica Carolina Esteves, coordenadora técnica do projeto.

    Carolina Esteves, pesquisadora associada do Instituto Pró-Carnívoros e co-fundadora do “Programa Amigos da Onça”

    A nova fase do PAO, financiada pela ENGIE, inclui a duplicação da área monitorada com câmeras trap (de 20 para 40 equipamentos). Essa é uma estratégia essencial para mapear rotas e hábitos das onças. Além disso, um “curral-piloto” será construído para testar estruturas de proteção aos rebanhos, reduzindo predações. O modelo inspira-se em iniciativas bem-sucedidas em outros biomas, utilizando materiais resistentes e designs que impedem o acesso dos felinos.

    O programa prevê a distribuição de cartilhas educativas adaptadas para crianças e adultos em cinco comunidades e três escolas da APA do Boqueirão da Onça. Os materiais trazem orientações práticas, como como agir ao encontrar uma onça e procedimentos em casos de ataques a rebanhos. Oficinas do Programa Conexão ENGIE também levarão moradores a visitarem os parques eólicos da empresa (Umburanas, Campo Largo I e II). Portanto, integrando educação ambiental e geração de energia renovável.

    Por que preservar as onças?

    Além do valor ecológico — as onças são espécies-chave para o equilíbrio da Caatinga —, a iniciativa reforça o turismo de observação de fauna, potencial fonte de renda para comunidades. “O Instituto Pró-Carnívoros atua com valores essenciais para o negócio da ENGIE, unindo respeito ao meio ambiente e o apoio às comunidades onde atuamos. Essa iniciativa integra essas duas frentes em um único projeto. Estamos entusiasmados para acompanhar os resultados dessa parceria ao longo dos próximos meses”, destaca Karen Schröder, gerente de Meio Ambiente da ENGIE Brasil.

    Karen Schröder, gerente de Meio Ambiente da ENGIE Brasil Energia

    Com duração inicial de 12 meses (a partir de dezembro de 2024), a parceria servirá como modelo para replicação em outras áreas do semiárido. Dados coletados serão compartilhados com órgãos ambientais, contribuindo para políticas públicas de conservação.

    Com 12 anos de atuação, o instituto alia pesquisa científica e diálogo com comunidades, tendo já reduzido em 60% os ataques a rebanhos em projetos anteriores. O PAO é hoje uma referência nacional na coexistência entre humanos e grandes felinos.

    Para saber mais, acesse os sites oficiais do Instituto Pró-Carnívoros e da ENGIE Brasil para detalhes sobre como apoiar a iniciativa.

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    Fundação Banco do Brasil investirá R$ 1 bilhão em projetos ambientais até 2030

    A Fundação Banco do Brasil reforça seu compromisso com a sustentabilidade ao anunciar um investimento de R$ 1 bilhão em projetos ambientais até 2030. O objetivo é priorizar o uso sustentável dos recursos naturais e fortalecer comunidades vulneráveis, contribuindo para a mitigação dos impactos das mudanças climáticas.

    Entre 2019 e 2024, a Fundação destinou R$ 159,2 milhões a projetos ambientais pelo programa Meio Ambiente e Renda, impulsionando a preservação ambiental, a agroecologia, a agrofloresta e a inclusão socioeconômica de produtores familiares. Destaca-se o projeto Outras Florestas, que promove reflorestamento e segurança alimentar em comunidades de Marechal Thaumaturgo (AC), Belo Horizonte (MG) e Boipeba (BA).

    Além disso, o edital Ecoforte Redes 2024 destinará R$ 100 milhões para fortalecer redes de agroecologia, extrativismo e produção orgânica, com recursos do BNDES, do Fundo Amazônia e da própria Fundação Banco do Brasil.

    Capacitação e engajamento comunitário

    A Fundação investe na capacitação e no engajamento comunitário, aproximando-se das populações diretamente impactadas pelas mudanças climáticas. As ações incluem treinamentos técnicos, pesquisas de campo e desenvolvimento de soluções sustentáveis alinhadas às necessidades locais.

    A Fundação disponibiliza mais de 760 iniciativas de construção coletiva certificadas pela instituição, que podem aliar conhecimento popular, organização social e estudo técnico-científico. Essas tecnologias sociais promovem soluções efetivas e podem ser adaptadas à realidade de outras comunidades.

    Compromisso com o futuro

    “O combate às mudanças climáticas não depende de uma única entidade, mas da mobilização coletiva de governos, empresas e sociedade civil. Precisamos agir agora para garantir um futuro sustentável para as próximas gerações”, afirma Kleytton Morais, presidente da Fundação Banco do Brasil.

    As mudanças climáticas representam um dos maiores desafios do século XXI. De acordo com relatórios da ONU, limitar o aquecimento global a 1,5ºC é essencial para evitar impactos ainda mais severos. A temperatura média global tem aumentado sistematicamente desde 1880, com 19 dos 20 anos mais quentes registrados desde 2001.

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  • Estudo da Embrapa revela preço do carbono na agricultura brasileira: US$ 11,54 por tonelada

    Estudo da Embrapa revela preço do carbono na agricultura brasileira: US$ 11,54 por tonelada

    Um estudo da Embrapa Territorial estimou em US$ 11,54 por tonelada de CO₂ equivalente (tCO₂e) o preço das emissões de carbono na agropecuária brasileira. Publicado na Revista de Economia e Sociologia Rural da Sociedade Brasileira de Economia e Sociologia Rural (Sober), o trabalho oferece uma base científica para programas de incentivo à sustentabilidade e políticas públicas no setor. Leia o artigo completo aqui.

    Como a Embrapa chegou a esse valor?

    A equipe analisou 32 estudos internacionais sobre precificação de carbono na agricultura, publicados entre 2004 e 2024 em plataformas como Science Direct e Web of Science. Países como China, Austrália e Reino Unido lideram as pesquisas na área. Os valores globais variaram de US$ 2,60 e US$ 157,50 /tCO₂e, refletindo diferenças metodológicas e níveis tecnológicos entre nações.

    Para adaptar os dados ao Brasil, os pesquisadores usaram um modelo econométrico que considerou fatores-chave:

    • PIB nacional: Economias maiores tendem a ter preços de carbono mais baixos.
    • Emissões de CO₂: Mercados voluntários podem não refletir aumentos de emissões no preço.
    • Uso de fertilizantes nitrogenados e participação do agro no PIB.

    Por que precificar o carbono no agro?

    O carbono é usado como indicador ambiental para uniformizar o impacto de todos os gases do efeito estufa (GEE). Segundo Daniela Tatiane de Souza, economista da Embrapa e autora do estudo, a precificação cria incentivos financeiros para:

    • Reduzir o uso de nitrogênio em fertilizantes (que emitem óxido nitroso).
    • Adotar tecnologias que aumentem a produtividade e o sequestro de carbono.
    • Balizar programas de pagamento por serviços ambientais (PSA).

    Gustavo Spadotti, chefe-geral da Embrapa Territorial, destaca: “A sustentabilidade exige visão completa: medimos tanto as emissões quanto o carbono capturado pelos sistemas produtivos brasileiros”.

    Impacto para o mercado e políticas públicas

    O valor de US$ 11,54/tCO₂e aproxima-se do observado em mercados voluntários internacionais, servindo como referência para:

    • Negociações de créditos de carbono: Certificados de emissão reduzida (CER) podem superar esse preço.
    • Programas governamentais: Como o PSA, que já está em implementação no Brasil.
    • Empresas: Que buscam compensar emissões ou investir em agro sustentável.

    Lauro Nogueira Júnior, pesquisador da Embrapa, ressalta: “Esse preço ajuda a calcular custos sociais e ambientais da descarbonização, direcionando investimentos para onde são mais urgentes”.

    • Apesar do avanço, o estudo alerta para a complexidade do tema:
    • Tecnologia: Sistemas mais eficientes podem elevar emissões no curto prazo, mas compensar com ganhos futuros.
    • Regulação: Mercados voluntários carecem de padronização, exigindo critérios claros para evitar greenwashing.

    Com a agropecuária respondendo por 25% das emissões globais de GEE, o Brasil posiciona-se não apenas como produtor de alimentos, mas como protagonista na transição para o baixo carbono. A precificação é um passo estratégico para alinhar produtividade e sustentabilidade.

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  • Conselho Nacional das Populações Extrativistas intensifica mobilização para COP30

    Conselho Nacional das Populações Extrativistas intensifica mobilização para COP30

    O Conselho Nacional das Populações Extrativistas (CNS) iniciou uma ampla mobilização rumo à COP30 — Conferência das Nações Unidas sobre as Mudanças Climáticas, marcada para novembro de 2025, em Belém, no Pará. Reconhecido como um dos principais movimentos sociais em defesa das comunidades tradicionais que vivem nas florestas, rios e maretórios brasileiros, o CNS planeja levar mais de 500 lideranças extrativistas ao evento global.

    Entre os principais objetivos da participação na COP30 estão o fortalecimento das comunidades extrativistas e a defesa da criação de novas Unidades de Conservação (UCs), a regularização fundiária, a melhoria da infraestrutura nas Reservas Extrativistas, além da valorização da economia da sociobiodiversidade, com foco em linhas de financiamento específicas.

    A entidade também destaca a importância da gestão socioprodutiva dos territórios, o fortalecimento da organização social das comunidades e o incentivo à participação ativa de mulheres e jovens no movimento.

    <h4>Movimento celebra legado de Chico Mendes na COP30

    Fundado por Chico Mendes, ícone da luta socioambiental no Brasil, o CNS completará 40 anos de atuação em 2025. A entidade organizará diversas atividades para celebrar a data e reforçar sua presença na COP30. Uma das principais ações será a Marcha dos Povos da Floresta, que reunirá mais de 1.000 participantes nas ruas de Belém. Todos usando a tradicional poranga, instrumento de iluminação utilizado por seringueiros — agora adaptado com óleos naturais, como babaçu e andiroba.

    “Queremos reafirmar que a Amazônia também pertence às comunidades tradicionais extrativistas, que protegem os territórios e mantêm seus modos de vida. Nosso protagonismo precisa ser reconhecido nas decisões climáticas globais”, destacou Letícia Moraes, vice-presidente do CNS.

    CNS e o mercado de carbono: protagonismo no REDD+

    Outro destaque da mobilização será a atuação estratégica no mercado de carbono. O CNS está promovendo capacitações sobre REDD+ (Redução das Emissões por Desmatamento e Degradação Ambiental). E também estáe participando ativamente da implementação da Lei nº 15.042/2024, que regulamenta o mercado de carbono no Brasil.

    O presidente do CNS, Júlio Barbosa, ressalta que o movimento já iniciou consultas comunitárias para elaborar um documento que represente os interesses das populações extrativistas nas discussões sobre políticas de REDD+ e créditos de carbono.

    “É essencial garantir salvaguardas, proteção territorial e governança. As comunidades devem ter autonomia para desenvolver seus próprios projetos de carbono e receber os benefícios financeiros de forma justa e direta”, afirma Barbosa.

    Programação especial: Vila Extrativista e réplica da casa de Chico Mendes

    Durante a COP30, o Conselho Nacional das Populações Extrativistas, em parceria com o Comitê Chico Mendes, organizará uma “Vila Extrativista”. Com destaque para a montagem de uma colocação de seringa — espaço que representará a vivência das famílias extrativistas, com casa, roçado e estradas de seringais. A estrutura também valorizará a diversidade socioprodutiva das comunidades tradicionais.

    Outra ação simbólica será a réplica da casa de Chico Mendes, instalada no Museu Paraense Emílio Goeldi, permitindo que visitantes tenham contato com o cotidiano das populações da floresta.

    “Queremos proporcionar uma experiência imersiva para que as pessoas compreendam a realidade de quem vive e protege a floresta. Nossa história precisa ser contada com protagonismo e respeito”, afirmou Ângela Mendes, filha de Chico Mendes e presidente do Comitê Chico Mendes.

    Planejamento estratégico para 2025

    As ações da mobilização foram discutidas na Reunião do Conselho Deliberativo do CNS e do Memorial Chico Mendes, realizada em Belém, com representantes de toda a Amazônia. O encontro definiu o planejamento estratégico do movimento para 2025 e revisou projetos em andamento. Além disso, traçou metas para ampliar a participação das comunidades tradicionais nas políticas socioambientais do Brasil e do mundo.

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