Tag: EUA

  • Exportações do Brasil para os EUA registram a maior queda desde a pandemia

    Exportações do Brasil para os EUA registram a maior queda desde a pandemia

    Um estudo da Amcham Brasil mostrou que as exportações brasileiras para os Estados Unidos sofreram em 2025 a maior retração dos últimos cinco anos. As vendas totalizaram US$ 37,7 bilhões, uma queda de 6,6% frente a 2024, interrompendo uma trajetória de crescimento pós-pandemia. A participação dos EUA no total exportado pelo Brasil caiu para 10,8%, o menor patamar desde 2020.

    O Monitor do Comércio Brasil-EUA apontou dois fatores principais para o recuo: o impacto das sobretaxas americanas sobre produtos brasileiros e a queda nas exportações de petróleo bruto.

    As exportações de bens sujeitos a tarifas de 40% ou 50% recuaram 9,5% em 2025. A queda se acentuou após agosto, quando as medidas mais rigorosas entraram em vigor. No último quadrimestre do ano, as vendas desses produtos caíram 21,6%.

    A indústria de transformação, que responde por mais de 80% das vendas ao mercado americano, registrou sua primeira queda desde 2020, com retração de 4,2%. Setores como celulose, siderurgia e madeira lideraram as perdas.

    “Esta queda interrompe uma trajetória saudável. Para retomar o crescimento, especialmente de bens industriais, será crucial avançar nas negociações para reduzir ou eliminar as sobretaxas”, afirmou Abrão Neto, presidente da Amcham Brasil.

    Déficit comercial com os EUA dispara mais de 2.500%

    Enquanto as exportações caíam, as importações brasileiras de produtos dos EUA cresceram pelo terceiro ano seguido, com alta de 11,3%. Itens como máquinas, aeronaves e medicamentos puxaram o avanço.

    Essa combinação resultou em um déficit comercial de US$ 7,5 bilhões para o Brasil na relação com os EUA em 2025. O número representa um salto expressivo em relação ao déficit de apenas US$ 300 milhões registrado em 2024.

    A Amcham avalia que o início de 2026 representa uma janela estratégica para destravar o comércio bilateral. Produtos sob tarifas punitivas representam cerca de um terço das exportações brasileiras para os EUA.

    Um acordo para reduzir essas barreiras pode ser decisivo para reverter a queda e impulsionar novamente as vendas da indústria nacional ao seu principal mercado para bens manufaturados. O desempenho contrasta com o crescimento das exportações brasileiras para outros parceiros, como China, União Europeia e Mercosul.

  • Brasil bate recorde histórico com US$ 348,7 bilhões em exportações em 2025

    Brasil bate recorde histórico com US$ 348,7 bilhões em exportações em 2025

    O Brasil registrou exportações recordes de US$ 348,7 bilhões em 2025, superando em US$ 9 bilhões a marca anterior de 2023. A Secretaria de Comércio Exterior do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Secex/MDIC) divulgou os dados nesta terça-feira (6/1), consolidando os três últimos anos como os melhores da história da balança comercial brasileira.

    As exportações cresceram 3,5% em valor e 5,7% em volume comparado a 2024. O crescimento volumétrico supera em mais do dobro a previsão da Organização Mundial do Comércio (OMC) para o comércio global em 2025, estimada em 2,4%.

    Mais de 40 mercados batem recordes de compras

    O país conquistou novos patamares em mais de 40 mercados internacionais, incluindo Canadá, Índia, Turquia, Paraguai, Uruguai, Suíça, Paquistão e Noruega.

    “Em meio às dificuldades geopolíticas, conseguimos conquistar novos mercados e ampliar os que já tínhamos”, afirma o vice-presidente e ministro Geraldo Alckmin. “O resultado reflete também o conjunto de programas e ações do governo do presidente Lula para aumentar a produtividade e a competitividade de nossas empresas no exterior, sobretudo com a Nova Indústria Brasil (NIB) e com o Plano Brasil Soberano”.

    Importações e corrente de comércio alcançam recordes históricos

    As importações atingiram US$ 280,4 bilhões em 2025, valor 6,7% superior ao ano anterior e quase US$ 8 bilhões acima do recorde de 2022. A corrente de comércio somou US$ 629,1 bilhões, o maior patamar da série histórica, com crescimento de 4,9% sobre 2024.

    O superávit comercial fechou em US$ 68,3 bilhões, terceiro maior da história, ficando atrás apenas dos resultados de 2023 e 2024.

    O último mês do ano trouxe exportações recordes de US$ 31 bilhões, crescimento de 24,7% em relação a dezembro de 2024. As importações somaram US$ 21,4 bilhões (+5,7%), gerando saldo de US$ 9,6 bilhões (+107,8%), também recorde para o mês. A corrente de comércio alcançou US$ 52,4 bilhões (+16,2%).

    Indústria de transformação lidera com US$ 189 bilhões

    A indústria de transformação cresceu 3,8% em valor e registrou aumento de 6% em volume, atingindo o montante recorde de US$ 189 bilhões. O setor estabeleceu recordes nas exportações de diversos produtos:

    • Carne bovina: US$ 16,6 bilhões
    • Carne suína: US$ 3,4 bilhões
    • Alumina: US$ 3,4 bilhões
    • Veículos para transporte de mercadorias: US$ 3,1 bilhões
    • Caminhões: US$ 1,8 bilhões
    • Café torrado: US$ 1,2 bilhões

    A indústria extrativa aumentou 8% o volume exportado. Minério de ferro (416 milhões de toneladas) e petróleo (98 milhões de toneladas) bateram recordes de embarque.

    Agronegócio mantém força nas exportações

    Os bens agropecuários cresceram 3,4% em volume e 7,1% em valor. O café verde alcançou valor recorde de US$ 14,9 bilhões, enquanto a soja registrou volume histórico de 108 milhões de toneladas. O algodão em bruto também estabeleceu marca com 3 milhões de toneladas exportadas.

    As exportações para a China cresceram 6% e atingiram US$ 100 bilhões, impulsionadas por soja, carne bovina, açúcar, celulose e ferro-gusa. A União Europeia registrou crescimento de 3,2%, com destaque para café, carne bovina, minério de cobre, milho e aeronaves.

    A Argentina apresentou salto de 31,4% nas compras de produtos brasileiros, puxado pelo setor automotivo.

    Estados Unidos reduzem compras em 6,6%

    As exportações para os Estados Unidos caíram 6,6% no ano, concentrando a redução entre agosto e dezembro. O governo norte-americano impôs tarifas sobre parte dos produtos brasileiros, gerando a maior queda em outubro (-35,4%). Dezembro mostrou recuperação, com redução de apenas 7,2% e embarques de US$ 3,4 bilhões.

    Nas importações, os bens de capital registraram o maior aumento (+23,7%), seguidos por bens intermediários (+5,9%) e bens de consumo (+5,7%). As importações de combustíveis recuaram 8,6%.

    O Brasil aumentou as compras originárias da China (11,5%), Estados Unidos (11,3%) e União Europeia (6,4%). A importação de produtos argentinos recuou 4,7%.

  • Área de pistache cresce 500% na Argentina enquanto Brasil prepara primeiro cultivo

    Área de pistache cresce 500% na Argentina enquanto Brasil prepara primeiro cultivo

    A Argentina registra expansão acelerada no cultivo de pistache, transformando o agronegócio da região oeste do país. A área plantada multiplicou por cinco nos últimos cinco anos, impulsionada por condições climáticas favoráveis, demanda global crescente e uma revolução no perfil produtivo local.

    A província de San Juan, encravada na Cordilheira dos Andes, comanda essa transformação. A região reúne elementos essenciais para o desenvolvimento da oleaginosa: terra disponível, água e um clima marcado por verões quentes e secos alternados com invernos frios.

    Estados Unidos e Irã dominam mercado de US$ 4,7 bilhões

    O mercado mundial de pistache concentra-se fortemente em três países: Estados Unidos lidera com 676 mil toneladas anuais (52% da produção global), seguido por Irã com 308 mil toneladas (24%) e Turquia com 176 mil toneladas (14%). A produção total mundial superou 1,3 milhão de toneladas em 2023.

    O mercado global de pistache movimenta US$ 4,7 bilhões em 2024 e projeta crescimento para US$ 5,85 bilhões até 2029, segundo análises setoriais. A Califórnia, nos Estados Unidos, desenvolveu tecnologias agrícolas que permitiram produção em larga escala mesmo sem invernos rigorosos.

    A China emerge como maior consumidora mundial, absorvendo 80 mil toneladas anuais, enquanto os Estados Unidos consomem 450 mil toneladas da própria produção. A Turquia completa o top 3 de consumidores, com 130 mil toneladas anuais.

    Brasil importa 100% do pistache e prepara primeiro cultivo

    O Brasil importou 970 toneladas de pistache em 2024, totalizando R$ 13,9 milhões — oito vezes mais que em 2020. Todo o pistache consumido no país vem de importação, principalmente dos Estados Unidos (85% do total).

    As importações brasileiras mais que dobraram em 2023, saltando de uma média de 340 toneladas anuais nos cinco anos anteriores para 601 toneladas. O crescimento continuou em 2024, alcançando quase mil toneladas.

    Ceará lidera projeto pioneiro da Embrapa

    A Embrapa planeja implantar projeto piloto de cultivo de pistache na Serra da Ibiapaba, região entre Ceará e Piauí, até 2027. O local foi escolhido por suas noites frescas e altitude elevada, características essenciais para o desenvolvimento da planta.

    A iniciativa começou em 2022, após visita de agricultores cearenses às plantações da Califórnia. A Federação da Agricultura e Pecuária do Ceará articula com a Embrapa a importação do material genético necessário.

    O desafio técnico é significativo. A árvore do pistache pode conter nematoides, vermes com potencial de se tornarem pragas para outras plantas. O processo de importação e quarentena pode levar até 18 meses.

    As primeiras safras comerciais brasileiras estão previstas entre 2035 e 2040. A planta leva aproximadamente dez anos desde o plantio até atingir ciclo produtivo completo.

    Pesquisadores avaliam outras regiões promissoras. O polo Petrolina/Juazeiro, no Nordeste, apresenta tradição no cultivo de frutas, infraestrutura de irrigação e disponibilidade hídrica. As regiões mais frias do Sudeste e Sul também aparecem como possibilidades.

    Argentina substitui vinhedos por pistache

    Os produtores argentinos iniciaram substituição estratégica de vinhedos por pistache, amêndoas e nozes. A mudança responde à queda global no consumo de vinhos e busca culturas mais rentáveis alinhadas à demanda internacional.

    San Juan e Mendoza concentram o potencial produtivo. Estimativas do setor apontam possibilidade de expansão para 60 mil a 100 mil hectares cultivados nas duas províncias, mediante condições adequadas de investimento.

    A transformação enfrenta obstáculos financeiros e políticos. O cultivo exige investimentos elevados com retorno de longo prazo — a planta leva cerca de sete anos desde a semeadura até gerar produção significativa. Crédito acessível e estabilidade econômica tornam-se essenciais para novos projetos.

    TikTok e chocolates de Dubai impulsionam consumo mundial

    Uma tendência viral no TikTok envolvendo doces recheados conhecidos como chocolate de Dubai ajudou a impulsionar o consumo mundial da oleaginosa. O pistache deixou de ser produto de nicho e passou a ocupar espaço central na indústria alimentícia.

    Em 2024, as importações brasileiras do produto aumentaram, marcando recorde histórico de 80% em relação ao ano anterior. Grandes redes de sorveterias, padarias e docerias adaptaram-se à demanda crescente, oferecendo variedade ampliada de produtos com pistache.

    A popularização ocorre especialmente em confeitaria e panificação. Produtos como panetones e doces natalinos recheados com pistache ganham destaque em datas comemorativas. Sorvetes, chocolates, alfajores e cafés especiais incorporam a oleaginosa.

    Pioneiro iraniano enfrentou ceticismo na Argentina

    Um imigrante iraniano iniciou a primeira plantação comercial de pistache na Argentina ainda na década de 1980, em San Juan. O projeto enfrentou forte descrença inicial. “Diziam que eu era louco”, relatou o produtor. A persistência transformou o ceticismo em crescimento acelerado de sua empresa.

    A produção de mudas tornou-se peça-chave da expansão. Desde 2023, a produção anual de porta-enxertos mais que dobrou. A expectativa aponta 400 mil plantas até o fim de 2025, garantindo fornecimento para novos agricultores e reduzindo dependência externa.

    Empresas argentinas passaram a incorporar pistache em produtos industrializados. Doces, chocolates e até alfajores tradicionais começaram a usar a oleaginosa. Essa diversificação agrega valor, gera emprego e amplia o mercado interno, fortalecendo a estratégia de longo prazo.

    O objetivo declarado dos produtores argentinos é claro: transformar o país em grande exportador e rivalizar com os atuais líderes mundiais. A confiança baseia-se na combinação de clima favorável, mudança no perfil agrícola e demanda global aquecida.

    Benefícios nutricionais impulsionam popularidade

    O pistache destaca-se pelo alto valor nutricional. A oleaginosa oferece proteínas completas, fibras alimentares, antioxidantes, vitamina E, potássio e magnésio. Entre todas as nozes, apresenta os níveis mais altos de potássio.

    Marketing focado em saúde impulsiona consumo. A American Pistachio Growers, associação que representa mais de 800 produtores nos Estados Unidos, promove o produto globalmente enfatizando benefícios como proteção ocular contra luz azul de telas e redução de riscos de problemas de visão relacionados à idade.

    Desafios para expansão na América Latina

    O sucesso da expansão argentina depende de destrava de crédito, atração de investimentos e manutenção de estabilidade econômica. O setor identifica o principal gargalo como financeiro e político, não técnico.

    A experiência californiana serve de modelo. Os Estados Unidos adaptaram o cultivo mesmo sem temperaturas rigorosamente baixas, utilizando hormônios vegetais que simulam condições de frio para a planta.

    Se conseguir superar as barreiras financeiras, a Argentina pode deixar de ser produtor emergente e se tornar protagonista global em poucos anos. O Brasil, por sua vez, dá os primeiros passos para reduzir dependência de importações e construir cadeia produtiva local até 2035.

  • Tarifas dos EUA ainda ameaçam milhares de empregos

    Tarifas dos EUA ainda ameaçam milhares de empregos

    Mais de um terço das mercadorias brasileiras continua sob tarifas de 40% impostas pelos Estados Unidos, mesmo após a retirada de taxas sobre café, carne bovina e frutas há um mês. Produtores de mel, pescados, máquinas e calçados enfrentam riscos crescentes aos negócios e alertam para perdas de competitividade no mercado americano.

    O setor de pescados enfrenta um cenário de encolhimento, segundo a Abipesca (Associação Brasileira das Indústrias de Pescado). A entidade estima que o Brasil perdeu cerca de US$ 250 milhões em exportações de pescados aos Estados Unidos em 2025, após perder competitividade para países não tarifados.

    A situação é especialmente crítica para a tilápia. No início de 2025, até 99% da tilápia brasileira tinha como destino os Estados Unidos. Com as tarifas, a PeixeBR (Associação Brasileira da Piscicultura) projeta que esse percentual pode cair praticamente a zero.

    As mercadorias redirecionadas para o mercado interno e outros países encontram preços mais baixos, o que compromete a rentabilidade do setor.

    Calçados e máquinas projetam milhares de demissões

    A Abicalçados (Associação Brasileira das Indústrias de Calçados) alerta que a permanência das tarifas pode gerar até 8 mil demissões em 2026. O setor já registrou 1.650 demissões em outubro devido à taxação. Nos últimos quatro meses, o volume de exportações de calçados brasileiros aos EUA caiu 23,4%.

    O setor de máquinas também sofre impacto significativo. A Abimaq (Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos) destaca que as tarifas geraram demissões em diversas empresas. A participação do Brasil no mercado americano despencou de 27% para 13%.

    A associação adverte que novos mercados não conseguem absorver o volume de vendas e as mesmas condições comerciais dos EUA no curto prazo. A demora no corte de impostos pode gerar substituição permanente dos produtos brasileiros por concorrentes estrangeiros.

    Pequenos produtores de mel enfrentam ameaça ao sustento

    A guerra comercial compromete principalmente pequenos produtores e agricultores familiares, que representam a maioria dos produtores de mel no Brasil. A Abemel (Associação Brasileira dos Exportadores de Mel) ressalta que 53% do mel produzido no país tem como destino os Estados Unidos.

    A entidade pede que o governo solucione a taxação por meio de diplomacia estratégica, alertando para os riscos à cadeia produtiva.

    Café solúvel perde liderança no mercado americano

    A Abics (Associação Brasileira da Indústria de Café Solúvel) aponta “risco de perda permanente de mercado”. Os EUA são o principal destino do café solúvel brasileiro, mas as vendas ao país caíram 52% em volume desde agosto, quando começou a taxação.

    Em outubro, a Rússia assumiu o lugar dos EUA como principal destino do café solúvel brasileiro. No entanto, o mercado russo não absorve a mesma demanda americana.

    Tarifaço teve redução parcial há um mês

    Trump anunciou a retirada de tarifas sobre café, carne bovina, frutas, suco de laranja, cacau e madeira em novembro, após meses de negociações com o governo brasileiro. O tarifaço havia atingido mais de 200 produtos.

    Atualmente, 36,5% dos produtos brasileiros seguem taxados, segundo a Câmara de Comércio Brasil-EUA. Máquinas, calçados, roupas, pescados, mel e café solúvel estão entre os itens que mantêm a sobretaxa de 40%.

    Brasil diversifica mercados e registra crescimento nas exportações

    O total de exportações agrícolas do Brasil cresceu 1,7% entre janeiro e novembro de 2025, segundo a CNA (Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil). As vendas aos EUA caíram 38% entre agosto e novembro, em comparação ao mesmo período de 2024.

    Carla Beni, economista da FGV, avalia que o impacto negativo das tarifas foi muito menor do que o esperado. A situação obrigou o Brasil a diversificar mercados, o que pode aquecer a economia do país.

    “Quanto mais parceiros comerciais, melhor”, afirma Beni. A maior presença de produtos brasileiros em novos mercados, como a Europa, pode facilitar novos acordos comerciais, como o esperado entre União Europeia e Mercosul.

    Café prevê retomada de vendas em 2026

    O CNC (Conselho Nacional do Café) projeta que a queda de 30% nas exportações aos EUA deve ser retomada no ano que vem. O otimismo se baseia na queda dos impostos e nos baixos estoques no país norte-americano.

    Silas Brasileiro, presidente do CNC, explica que o café não tem validade curta, o que permitiu que produtores estocassem parte das sacas até a solução do problema. Ele destaca que a diversificação de destinos muda para sempre a dinâmica setorial e reduz a dependência futura dos Estados Unidos.

    Setor de carnes mostra resiliência e redireciona vendas

    A Abiec (Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes) já registra retomada de vendas após a queda de tarifas. O setor tinha grande presença em muitos países antes das taxações.

    Para evitar 50% de impostos sobre mercadorias nos EUA, 60 mil toneladas foram rapidamente redirecionadas para mais de 160 destinos, incluindo Ásia, Europa, Chile e Rússia.

    A troca de compradores apertou o lucro, mas o setor mostrou resiliência. “De janeiro a novembro já exportamos 244,5 mil toneladas e US$ 1,4 bilhão para os EUA, superando todo o resultado de 2024”, destaca Roberto Perosa, presidente da Abiec. O setor espera recuperação total do volume de vendas de 2024 durante 2026.

    Tarifas elevam preços nos EUA

    Ulisses Ruiz de Gamboa, professor de Economia do Insper, explica que a taxação de produtos estrangeiros aumentou preços de itens do cotidiano dos americanos, como café, hambúrguer e suco de laranja.

    O professor ressalta que a maioria dos exportadores brasileiros conseguiu encontrar alternativas. O maior impacto no Brasil ficou localizado em setores específicos que tinham exportação dependente dos EUA.

  • Agronegócio bate recorde com US$ 155 bilhões em exportações em 2025

    Agronegócio bate recorde com US$ 155 bilhões em exportações em 2025

    O agronegócio brasileiro consolidou sua posição como principal motor das exportações nacionais ao registrar US$ 13,4 bilhões em vendas externas durante novembro de 2025, representando crescimento de 6,2% em relação ao mesmo período do ano anterior. Os números colocam o mês como o segundo melhor novembro da série histórica do setor.

    No acumulado de janeiro a novembro, as exportações do agronegócio brasileiro alcançaram marca inédita de US$ 155,25 bilhões, superando em 1,7% o desempenho do mesmo período de 2024. O resultado reafirma a relevância estratégica do setor para a economia nacional, respondendo por quase metade das vendas externas do país.

    Expansão internacional impulsiona resultados

    A China mantém-se como principal destino dos produtos agropecuários brasileiros, com US$ 52,02 bilhões importados no período (+10%). A União Europeia aparece em segundo lugar, com US$ 22,89 bilhões (+5,4%), seguida pelos Estados Unidos, que registraram US$ 10,48 bilhões (-4%).

    Mercados emergentes demonstram crescimento expressivo: a Índia ampliou suas compras em 11%, atingindo US$ 3,02 bilhões, enquanto o México aumentou as importações em 8,5%, somando US$ 3 bilhões. A diversificação geográfica revela estratégia consistente de expansão do agronegócio brasileiro em diferentes regiões.

    Recordes históricos em produtos estratégicos

    Novembro destacou-se pelos recordes em categorias fundamentais. A carne bovina liderou com US$ 1,75 bilhão (+51,8%) e volume recorde de 318 mil toneladas exportadas para o mês. No acumulado anual, foram 3,15 milhões de toneladas embarcadas (+18,3%), gerando receita de US$ 16,18 bilhões (+37,5%).

    O café verde registrou US$ 1,5 bilhão em exportações (+9,1%), também estabelecendo novo recorde em valor. A soja em grãos alcançou US$ 1,83 bilhão (+64,6%), impulsionada pelo aumento de 6,5% no volume embarcado.

    Produtos como celulose (US$ 939,2 milhões, +8,6%) e algodão (US$ 640,1 milhões, +18,6%) bateram recordes simultâneos de valor e volume. O gergelim surpreendeu com crescimento de 47,7% em quantidade exportada, totalizando 72,3 mil toneladas.

    Abertura de mercados amplia oportunidades

    As miudezas bovinas exemplificam o impacto positivo das aberturas de mercado conquistadas em 2025. A Indonésia, após habilitar 17 novas plantas frigoríficas e autorizar importações de carne com osso e miúdos, aumentou suas compras em 579%. As Filipinas, com abertura similar, elevaram as importações em 35%.

    Desde 2023, foram conquistados 500 novos mercados para produtos do agronegócio brasileiro. Iniciativas como AgroInsight e Caravana do Agro Exportador aproximam produtores de oportunidades internacionais, tendo identificado mais de 800 possibilidades comerciais em 38 países.

    Feijões e pulses beneficiam-se de aberturas recentes na Rússia, Líbano, Costa Rica, Peru, China, Coreia do Sul, Malásia e África do Sul, registrando crescimento consistente nas exportações.

    Resultados sustentados por volume e estratégia

    O desempenho das exportações manteve-se positivo mesmo diante de preços internacionais moderados, demonstrando a competitividade do agronegócio brasileiro baseada em ganhos de produtividade e eficiência. O aumento de 6,5% no volume embarcado em novembro comprova a capacidade do setor em expandir sua presença global.

    As vendas externas continuam cumprindo papel estratégico ao complementar o mercado interno, ampliar escala produtiva, fortalecer cadeias, gerar empregos e estimular investimentos em todas as regiões do Brasil. Os números recordes de 2025 refletem esforço coordenado entre setor produtivo e governo para diversificar destinos e produtos exportados.

  • Exportações brasileiras para os EUA caem pelo 4º mês consecutivo em novembro

    Exportações brasileiras para os EUA caem pelo 4º mês consecutivo em novembro

    As exportações brasileiras para os Estados Unidos registraram em novembro a quarta queda consecutiva, com recuo de 28,1% em relação ao mesmo período do ano anterior. O desempenho negativo reflete os efeitos das tarifas de até 50% aplicadas sobre produtos brasileiros desde agosto, segundo dados divulgados pela Amcham Brasil (Câmara Americana de Comércio).

    A retração nas vendas externas tem atingido diversos setores da economia brasileira, afetando tanto produtos que sofreram sobretaxas quanto itens inicialmente não tarifados, como petróleo e celulose. A amplitude do impacto demonstra que as medidas protecionistas americanas geraram efeitos em cascata sobre a balança comercial bilateral.

    Sinais de recuperação após isenções setoriais

    Apesar do cenário desafiador, analistas identificam sinais positivos no desempenho de novembro. A queda registrada no último mês foi menos acentuada que a observada em outubro, sugerindo uma possível estabilização após as recentes isenções concedidas pelo governo americano a produtos relevantes da pauta exportadora agroindustrial brasileira.

    A recuperação parcial, no entanto, não elimina a preocupação do setor exportador. As sobretaxas de até 50% continuam em vigor para mais de um terço das exportações brasileiras destinadas ao mercado americano, comprometendo significativamente a competitividade dos produtos nacionais.

    Necessidade de acordo bilateral ganha força

    Diante do cenário persistente de perdas comerciais, cresce a pressão por avanços nas negociações entre Brasil e Estados Unidos. Os dois países têm intensificado o diálogo em alto nível nos últimos meses, buscando soluções que possam normalizar as relações comerciais.

    “Brasil e Estados Unidos têm intensificado o diálogo em alto nível. Um caminho que deve ser aprofundado, com vistas a um acordo bilateral capaz de reduzir as sobretaxas, normalizar as condições de acesso ao mercado americano e aprofundar a cooperação em temas de interesse comum”, avaliou Abrão Neto, presidente da Amcham Brasil.

    A entidade defende que um acordo comercial abrangente seria fundamental não apenas para eliminar as barreiras tarifárias. Mas também para estabelecer bases sólidas de cooperação estratégica entre as duas maiores economias das Américas.

    Impactos econômicos preocupam exportadores

    O prolongamento da situação adversa nas exportações para os Estados Unidos representa um desafio significativo para a economia brasileira. O mercado americano é um dos principais destinos dos produtos nacionais. E a manutenção das tarifas elevadas pode comprometer empregos e investimentos em diversos setores produtivos.

    Especialistas avaliam que a continuidade do diálogo bilateral e a busca por soluções negociadas são essenciais para reverter a trajetória de quedas. Além de restaurar a confiança dos exportadores brasileiros no mercado norte-americano.

  • Tarifaço ainda afeta 22% das exportações brasileiras

    Tarifaço ainda afeta 22% das exportações brasileiras

    O tarifaço dos Estados Unidos ainda impacta 22% das exportações brasileiras. O presidente em exercício, Geraldo Alckmin, confirmou o dado nesta sexta-feira, no Palácio do Planalto. Ele comentou o avanço obtido após a Casa Branca excluir 238 itens da lista de sobretaxas.

    Alckmin lembrou que o tarifaço atingiu 36% das vendas brasileiras no início das medidas. Ele afirmou que as negociações reduziram gradualmente essa fatia. “Com a retirada dos 238 produtos, reduzimos para 22% a parcela atingida”, disse o ministro.

    Os Estados Unidos revogaram a tarifa extra de 40% para itens majoritariamente agrícolas. A lista inclui café, carne bovina, banana, tomate, açaí, castanha de caju e chá. A medida vale desde 13 de novembro. O governo norte-americano também autorizou o reembolso de produtos exportados após essa data.

    Impacto direto nas vendas externas

    Dados do MDIC mostram o peso das tarifas sobre os US$ 40,4 bilhões exportados aos Estados Unidos em 2024. As informações revelam a seguinte distribuição:
    • US$ 8,9 bilhões seguem com tarifa adicional de 40% ou 10% mais 40%.
    • US$ 6,2 bilhões continuam sujeitos à sobretaxa de 10%.
    • US$ 14,3 bilhões estão livres de tarifas extras.
    • US$ 10,9 bilhões permanecem enquadrados nas tarifas horizontais da Seção 232, aplicadas à siderurgia e ao alumínio.

    A secretária de Comércio Exterior, Tatiana Prazeres, destacou que a fatia isenta cresceu 42% desde o início da crise. Ela avaliou que a indústria continua mais exposta às barreiras. “A indústria enfrenta mais dificuldade para buscar novos mercados do que as commodities”, afirmou. Aeronaves da Embraer seguem com tarifa de 10%.

    Negociações continuam abertas

    Alckmin afirmou que o avanço ocorreu após o encontro entre Donald Trump e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva na Malásia, em outubro. O Brasil enviou uma proposta de acordo comercial aos Estados Unidos no dia 4 de novembro. O governo não divulgou detalhes do documento.
    O presidente em exercício disse que as discussões incluem temas tarifários e não tarifários. A agenda trata de áreas como terras raras, big techs, energia renovável e o regime tributário para data centers. Ele confirmou que Lula também questionou a aplicação da Lei Magnitsky, que impôs sanções a autoridades brasileiras.
    Alckmin disse que ainda não há reunião prevista entre Lula e Trump. O presidente brasileiro, no entanto, convidou o líder norte-americano para visitar o país.

    Setores industriais continuam mais pressionados

    Mesmo com o alívio para produtos agrícolas, o governo considera que a indústria segue como o principal ponto de atenção. Itens de maior valor agregado e produtos fabricados sob encomenda têm mais dificuldade para buscar novos compradores.
    Alckmin afirmou que o governo continuará a negociar novas exceções. “Estamos otimistas. O trabalho não terminou, mas avança com menos barreiras”, declarou.

     

  • Soja cai em Chicago apesar de nova compra da China

    Soja cai em Chicago apesar de nova compra da China

    A soja recuou pela terceira vez seguida na bolsa de Chicago. Mesmo assim, a confirmação de novas compras chinesas não conteve a pressão baixista. Nesta quinta-feira (20/11), o contrato para janeiro caiu 1,21%, para US$ 11,2250 por bushel.

    O USDA confirmou uma nova venda de soja dos Estados Unidos para a China. O órgão informou o embarque de 462 mil toneladas. Com isso, as compras chinesas de soja americana superam 1,8 milhão de toneladas.
    O mercado já esperava novos anúncios de exportações para o país asiático. Por isso, o impacto das vendas sobre os preços permaneceu limitado.

    Investidores avaliam se a China vai manter a demanda firme por soja americana. Também questionam se o país comprará as 12 milhões de toneladas prometidas pelo presidente dos EUA, Donald Trump, no fim de outubro.

    Milho também recua em Chicago

    O milho fechou em queda na bolsa de Chicago apesar da demanda aquecida. O contrato para dezembro caiu 0,76%, para US$ 4,2650 por bushel.
    Os preços recuaram mesmo com o avanço das vendas externas. Segundo o USDA, as vendas líquidas de milho somaram 2,25 milhões de toneladas na semana encerrada em 2 de outubro. O volume ficou próximo do teto estimado por analistas, de 2,50 milhões de toneladas.

    Trigo renova queda com oferta maior

    O trigo manteve o movimento de baixa diante da oferta global favorável. O contrato para março de 2026 caiu 1,59%, para US$ 5,75 por bushel.
    A consultoria SovEcon elevou sua previsão de safra na Rússia, maior exportadora mundial. A colheita de 2025/26 deve alcançar 88,60 milhões de toneladas, acima das 87,80 milhões estimadas anteriormente.

  • Cecafé se manifesta sobre a retirada do tarifaço

    Cecafé se manifesta sobre a retirada do tarifaço

    Depois do anúncio da Casa Branca sobre a retirada da tarifa de 40% sobre o café brasileiro, o presidente do Conselho dos Exportadores de Café do Brasil (Cecafé), Márcio Ferreira, comentou sobre o trabalho realizado pelo setor juntamente com o governo brasileiro até chegar ao resultado divulgado hoje por Donald Trump.

    Alívio pelo fim do tarifaço

    Ferreira afirma que o setor comemora a retirada da tarifa sobre o café verde que vinha numa situação desvantajosa e muito preocupante em relação ao futuro. Além disso, o presidente do Cecafé esclareceu que ontem, numa reunião em Brasília, junto com o vice-presidente Geraldo Alckmin, o setor apresentou o cenário que era desafiador no caso da manutenção da tarifa.

    Cenário com as tarifas

    Vale lembrar que os Estados Unidos representam cerca de  US$ 2,5 bilhões para as exportações de café do Brasil e nos últimos três meses a queda foi de 50%. Na semana passada, a tarifa para os países concorrentes de café em grão foi zerada, com isso a estimativa era perder mais 30% de mercado. Em resumo, redução de 80%.

    Trabalho diplomático

    Setor agradece ao trabalho diplomático do governo brasileiro que focou nas questões comerciais e não políticas.

    Café solúvel

    Agora a expectativa é pela retirada das tarifas do café solúvel que representa 10% das exportações brasileiras. O produto continua tarifado, não apenas para o Brasil, mas também para outros países.

  • Saiba quais produtos ficaram isentos da tarifa de 40% dos EUA

    Saiba quais produtos ficaram isentos da tarifa de 40% dos EUA

    O presidente Donald Trump assinou hoje uma ordem executiva que elimina as tarifas de 40% aplicadas a diversos produtos brasileiros desde julho deste ano. A medida atinge principalmente itens agrícolas como café, carne bovina, frutas tropicais e castanhas. São produtos que tiveram forte impacto nos preços do mercado americano nos últimos meses.

    A decisão vem depois que os consumidores americanos sentiram no bolso o peso das tarifas. O Brasil é o maior fornecedor de café dos Estados Unidos. E com as sobretaxas acumuladas chegando a 50%, o preço do café no mercado americano subiu quase 20% em setembro comparado ao mesmo período de 2024.

    Essa alta nos preços virou dor de cabeça politica para Trump. Muitos eleitores começaram a rejeitar a medida. E especialistas apontam que a vitória de candidatos democratas nas eleições municipais em diversos estados foi um dos sinais claros da insatisfação popular com a gestão das tarifas.

    Lula conversou diretamente com Trump

    As negociações entre Brasil e Estados Unidos foram cruciais pra reverter o cenário. Segundo o comunicado oficial da Casa Branca, houve contato direto entre autoridades brasileiras e o governo americano, incluindo uma conversa entre os presidentes.

    “Em 6 de outubro de 2025, participei de uma conversa com o presidente brasileiro Lula, durante a qual concordamos em iniciar negociações para abordar as preocupações identificadas no Decreto Executivo 14323. Essas negociações estão em andamento”, diz trecho da ordem executiva assinada por Trump.

    Medida é retroativa a novembro

    O documento tem efeito retroativo a 13 de novembro e lista uma ampla gama de produtos agrícolas beneficiados. Além de carne e café, a ordem inclui frutas e nozes, produtos de cacau, chá, especiarias, vegetais, raízes e tubérculos. A relação ainda contempla alimentos processados, bebidas, fertilizantes, minérios, combustíveis fósseis e derivados de petróleo.

    Na semana passada, o governo americano já havia removido a tarifa básica de 10% sobre importação de café, carne bovina, tomate, banana e outros produtos agrícolas que tinha sido anunciada em abril contra diversos parceiros comerciais.

    Quais produtos brasileiros ficaram mais baratos

    A lista de produtos liberados das tarifas é extensa e beneficia diversos setores da economia brasileira:

    • Carnes: todos os cortes bovinos, incluindo carne fresca, refrigerada, congelada, com osso ou desossada, além de miúdos como língua e fígado, e produtos como carne salgada e corned beef.
    • Café: desde o grão cru até o torrado, com ou sem cafeína, além de cascas, substitutos e extratos concentrados.
    • Castanhas e nozes: castanha-do-pará, castanha de caju, macadâmia e outras variedades, todas com e sem casca.
    • Frutas tropicais: manga, abacaxi, abacate, mamão, goiaba, banana, limão e açaí — tanto frescos quanto processados em polpas, sucos e preparações.

    Importante: alguns tipos de suco de laranja congelado e não concentrado ainda continuam pagando a tarifa adicional, segundo o documento.

    A lista também inclue especiarias como pimenta-do-reino, baunilha, canela e cravo; produtos de cacau; mandioca e seus derivados; inhame; tomate fresco; erva-mate; chás verde e preto; e itens mais específicos como palmito, cogumelos secos e bambu.

    Vitória para exportadores brasileiros

    A remoção das tarifas representa um alívio significativo para os exportadores brasileiros, que vinham enfrentando dificuldades pra competir no mercado americano com os preços inflacionados pelas sobretaxas. O setor agrícola, um dos pilares da economia brasileira, deve sentir os efeitos positivos da medida nos próximos meses.

    Agora resta saber se as negociações em andamento entre os dois países vão resultar em acordos comerciais mais amplos ou se novas tarifas podem surgir no futuro, dependendo do clima político em Washington.

    Amcham Brasil emite nota

    A Amcham Brasil avalia como muito positiva a decisão anunciada hoje pelo governo dos Estados Unidos de eliminar as sobretaxas de 40%, em vigor desde agosto, sobre um conjunto de produtos brasileiros. Incluindo itens relevantes da pauta exportadora para o mercado americano, como café, carnes bovinas, frutas e óleos essenciais.

    A medida representa um avanço importante rumo à normalização do comércio bilateral, com efeitos imediatos para a competitividade das empresas brasileiras envolvidas e sinaliza um resultado concreto do diálogo em alto nível entre os dois países.

    Ao mesmo tempo, a Amcham reforça a necessidade de intensificar esse diálogo entre Brasil e Estados Unidos. Com o objetivo de estender a eliminação dessas sobretaxas aos demais produtos ainda impactados, com destaque para bens industriais. E de aprofundar a cooperação bilateral em temas de interesse mútuo.