Tag: EUA

  • Primeiro caso de gripe aviária em suínos é registrado nos EUA

    Primeiro caso de gripe aviária em suínos é registrado nos EUA

    O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) e as autoridades de Oregon confirmaram os primeiros casos de gripe aviária (H5N1) em suínos no país. Elas identificaram o vírus em uma criação de animais no condado de Crook, onde um dos cinco porcos testou positivo. Esse é o primeiro registro da doença em suínos nos Estados Unidos.

    Testes

    O Departamento de Saúde de Oregon e o USDA realizaram testes nos suínos, embora eles não apresentassem sinais de gripe aviária. Os testes foram motivados pela presença do H5N1 em outras espécies na mesma fazenda. Dois dos cinco porcos testaram negativo, e os demais aguardam resultados. As autoridades sacrificaram os animais infectados para realizar análises mais detalhadas e evitar riscos adicionais.

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    Além disso, o USDA informou que a fazenda opera apenas para consumo próprio, sem comercializar produtos. Ou seja, a descoberta, portanto, não afeta a segurança do abastecimento de carne suína no país. A fazenda está em quarentena para impedir a disseminação do vírus.

    O Laboratório Nacional de Serviços Veterinários (NVSL) do USDA analisou o vírus e concluiu que ele não apresenta mutações que aumentem a transmissibilidade para humanos. Portanto, as autoridades reforçam que o risco ao público permanece baixo.

  • Flórida: safra de laranja pode cair 16%, aponta USDA

    Flórida: safra de laranja pode cair 16%, aponta USDA

    A produção de laranjas na Flórida deve recuar 16% na safra 2024/25, segundo estimativa do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA). A previsão é de que sejam colhidas 15 milhões de caixas, o equivalente a 675 mil toneladas.

    Impacto dos furacões na Flórida ainda é incerto

    O USDA informou que a queda na produção está associada à doença bacteriana greening, que afetou os pomares locais. O impacto dos recentes furacões, no entanto, ainda não foi avaliado pelo órgão.

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    Produção nacional também em em baixa

    Além da Flórida, a produção total de laranjas nos Estados Unidos deve atingir 2,62 milhões de toneladas em 2024/25, o que representa uma queda de 5% em relação à temporada anterior.

    Soja em queda, mas milho surpreende

    No mesmo relatório, o USDA revisou para baixo a previsão de produção de soja, embora ainda espere uma safra recorde. Já o milho registrou alta. Os agricultores norte-americanos colheram mais milho do que o estimado inicialmente, e o órgão ampliou a projeção para a segunda maior colheita da história do país.

     

     

     

  • Furacão Milton ameaça produção de fertilizantes nos EUA

    Furacão Milton ameaça produção de fertilizantes nos EUA

    O furacão Milton atingiu a Flórida na noite de quarta-feira (9), acendendo o alerta no mercado de fertilizantes. A região abriga 62% das plantas de fosfatados dos Estados Unidos, concentrando unidades de grandes empresas como Mosaic e Nutrien.

    Furacão Milton

    O fenômeno causou enchentes e deixou 3,2 milhões de pontos sem energia no estado. A Mosaic, que já havia sofrido danos com o furacão Helene em setembro, viu sua unidade em Riverview ser fechada para reparos, com previsão de reabertura em 10 dias. No entanto, o furacão Milton chegou antes do previsto.

    A área de Tampa, onde a Mosaic opera três plantas e um terminal marítimo, pode ser a mais impactada. Juntas, essas unidades produzem 5,7 milhões de toneladas de fertilizantes por ano. As fábricas de Bartow e New Wales estão diretamente na rota do furacão, o que torna o cenário ainda mais preocupante.

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    Em 2022, o furacão Ian já havia causado uma queda de 250 mil toneladas na produção da Mosaic, agravando um mercado fragilizado pela guerra entre Rússia e Ucrânia. A Nutrien, com uma unidade em White Springs, sofreu os impactos do furacão Helene, mas não divulgou a extensão dos danos.

    A consultoria Agrinvest alerta que, embora os Estados Unidos não sejam grandes fornecedores de fosfatados para o Brasil, uma redução significativa na produção americana pode impactar os preços globais de fertilizantes.

    A Mosaic informou que paralisou as operações na Flórida e que acionou equipes de segurança para minimizar os danos. Além disso, a empresa também está entrando em contato com os funcionários para confirmar a segurança deles e quando as condições permitirem irá avaliar os impactos. Até o momento, a Nutrien não se pronunciou sobre os efeitos do furacão Milton.

     

  • Como o furacão Milton afeta o Brasil e o seu bolso?

    Como o furacão Milton afeta o Brasil e o seu bolso?

    O furacão Milton, que atingiu o pico de intensidade como um dos mais fortes da temporada, trouxe grandes impactos à agricultura dos EUA, especialmente nas áreas de cultivo de milho, algodão, frutas cítricas e cana-de-açúcar na Flórida e outras regiões afetadas no sul do país.

    As chuvas intensas e os ventos fortes danificaram plantações, interromperam cadeias de abastecimento e afetaram diretamente a colheita, já que muitas dessas culturas estavam em fase de maturação. Além disso, a destruição da infraestrutura energética também dificultou o uso de equipamentos agrícolas e o transporte dos produtos.

    Esse impacto na agricultura dos EUA pode gerar reflexos econômicos no Brasil. O aumento da demanda global por milho, por exemplo, devido à redução da oferta americana, pode favorecer exportações brasileiras, elevando os preços do grão no mercado internacional.

    Esse cenário também se aplica a outras commodities que o Brasil exporta, como açúcar e suco de laranja, já que a Flórida é um grande produtor de frutas cítricas. Contudo, essa valorização dos preços pode também pressionar o mercado interno. E isso resultar em aumento de custos para produtores brasileiros que dependem de insumos importados dos EUA, como fertilizantes e equipamentos agrícolas.

    Essas previsões ainda estão se desenrolando, e dependerá muito da capacidade dos agricultores americanos de se recuperarem e da resposta do mercado global às mudanças na oferta e demanda​

    Impactos do Furacão Milton na Agricultura dos EUA

    Furacões podem causar danos significativos à agricultura, incluindo danos às colheitas, inundações, afetar a logística e o aumento de doenças e praças na agricultura.

    Ventos fortes e chuvas intensas podem destruir plantações, especialmente aquelas que estão em fase de maturação. Isso é particularmente preocupante para culturas como milho e soja, que são sensíveis a condições climáticas extremas.

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    O excesso de chuva pode levar a inundações, afetando o solo e impedindo o acesso dos agricultores às suas terras. Isso pode atrasar a colheita e aumentar a perda de produtos.

    Estradas danificadas e infraestrutura afetada podem dificultar o transporte de produtos agrícolas para os mercados, resultando em perdas financeiras para os produtores.

    Condições úmidas podem favorecer o surgimento de doenças nas plantas e pragas, complicando ainda mais a recuperação das lavouras após o furacão.

    Efeitos no Brasil

    Os impactos do furacão Milton na agricultura dos EUA também podem ter outras consequências para o Brasil, afetando os preços das commodities, com mudança na demanda e com impacto nas exportações.

    Se as colheitas nos EUA forem severamente afetadas, isso pode levar a um aumento nos preços das commodities agrícolas no mercado global. O Brasil, como um dos principais exportadores de soja e milho, pode se beneficiar com preços mais altos.

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    A necessidade de importação de grãos pelos EUA pode aumentar se a produção local for insuficiente. Isso pode abrir oportunidades para os exportadores brasileiros.

    A logística e o transporte afetados nos EUA podem impactar a capacidade do Brasil de enviar produtos para outros mercados que dependem dos portos americanos.

    Os efeitos do furacão Milton sobre a agricultura nos EUA têm implicações diretas para o Brasil, tanto em termos de oportunidades quanto de desafios no comércio agrícola. A monitorização contínua da situação é essencial para que os produtores brasileiros possam se adaptar às mudanças no mercado global.

  • Exportações de carne bovina atingem recorde em agosto

    Exportações de carne bovina atingem recorde em agosto

    As exportações de carne bovina do Brasil alcançaram 248.061 toneladas em agosto de 2024, gerando uma receita de US$ 1,072 bilhão. Ou seja, este foi o melhor desempenho registrado para o mês de agosto na história das exportações brasileiras. Em comparação com o mesmo período de 2023, o volume de embarques cresceu 16,5%, enquanto o faturamento aumentou 13,7%. Além disso, no acumulado do ano, o Brasil já exportou 1,8 milhão de toneladas, um crescimento de 27,9% em relação ao ano anterior, totalizando US$ 7,9 bilhões em receita, um aumento de 18,7%, segundo dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC).

    A Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carne (Abiec) atribui o crescimento contínuo das exportações aos esforços conjuntos do setor e do governo federal. Portanto, a parceria com a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil) por meio do projeto Brazilian Beef tem sido fundamental para a abertura de novos mercados. Atualmente, a carne bovina brasileira já chega a mais de 150 países.

    China e EUA lideram importações

    De janeiro a agosto de 2024, o Brasil exportou uma média mensal de 226.700 toneladas de carne bovina, o equivalente a mais de 8 mil contêineres por mês. Ao mesmo tempo, o faturamento médio mensal atingiu quase US$ 1 bilhão. A China continua sendo o principal destino, com 797 mil toneladas exportadas no período, gerando US$ 3,5 bilhões em receita.

    Os Estados Unidos aparecem como o segundo maior mercado, importando quase 122 mil toneladas, sendo 97 mil de carne in natura e o restante de carne industrializada. O total faturado chegou a US$ 725 milhões. Já os Emirados Árabes, um importante ponto de distribuição para outros países, como o Irã, importaram 113,5 mil toneladas, com uma receita de US$ 517 milhões.

    Hong Kong, o quarto maior destino, recebeu quase 83 mil toneladas, com faturamento de US$ 270,4 milhões.

    União Europeia e novas demandas

    As exportações de carne bovina para a União Europeia também mostraram um crescimento expressivo. Em agosto de 2024, o valor FOB subiu 27,9%, alcançando US$ 57,6 milhões, enquanto o volume exportado aumentou 27,7%, com 7.960 toneladas embarcadas. A categoria de carne in natura dominou as exportações para o bloco, impulsionada pela iminente implementação das novas regras da EUDR, previstas para janeiro, segundo o presidente da Abiec, Antonio Jorge Camardelli.

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    Mercados em expansão

    Outros mercados, como Filipinas, Rússia, Arábia Saudita, Argélia, México e Israel, também registraram aumento nas importações entre janeiro e agosto de 2024. As Filipinas apresentaram o maior crescimento, com um aumento de 61,9% no volume e 50% em valor. A Rússia viu suas importações crescerem 49,9% em volume e 43,7% em valor. A Arábia Saudita, por sua vez, aumentou as compras em 21,9% em volume e 24,8% em valor.

    Israel, que importou 24.626 toneladas, registrou um crescimento de 22,9% no volume e 19,4% no valor das exportações brasileiras.

    México

    O México, um dos mercados mais recentes a ser conquistado, também mostra crescimento constante. No último mês, a Abiec participou de uma missão no país, promovendo o potencial da carne bovina brasileira e consolidando parcerias comerciais. “O sucesso dessa iniciativa é uma prova do trabalho eficaz de promoção da carne bovina brasileira”, destacou Camardelli.

    A Abiec reúne 43 empresas, responsáveis por 98% da carne exportada pelo Brasil. Com projetos como o Brazilian Beef, em parceria com a ApexBrasil, o Brasil tem fortalecido sua presença global, ampliando o reconhecimento da qualidade da carne bovina brasileira e consolidando sua participação no mercado internacional.

     

  • Produtor dos EUA bate recorde mundial de produtividade de soja

    Produtor dos EUA bate recorde mundial de produtividade de soja

    Um produtor dos Estados Unidos quebrou o próprio recorde mundial de produtividade de soja. Alex Harrell, agricultor de Smithville, na Geórgia, alcançou 244,67 sacas por hectare, estabelecendo um novo marco global. Anteriormente, Harrell havia registrado o recorde anterior, de 231,8 sc/ha, no ano passado.

    Novo recorde mundial

    O novo recorde confirma a eficiência da tecnologia nutricional da BRANDT, que tem ajudado a maximizar o potencial das colheitas. O programa nutricional de Harrell foi elaborado em parceria com a equipe técnica da empresa, utilizando produtos-chave como BRANDT Smart Trio®, BRANDT Smart Quatro® Plus, BRANDT Smart B-Mo e BRANDT Smart K B.

    Opinião do produtor

    “Confio nos produtos da BRANDT porque eles sempre entregam resultados”, afirmou Harrell. “Este ano, nos esforçamos ainda mais, e as soluções da BRANDT não decepcionaram. Cada produto manteve os nutrientes no nível ideal, permitindo que alcançássemos esse rendimento recorde.”

    O pilar do programa de Harrell foi a linha de nutrientes foliares BRANDT® Smart System®. Essa tecnologia garante a entrega eficiente de micronutrientes, se integra a produtos de proteção de culturas e ajuda a mitigar o estresse, mesmo em condições desafiadoras.

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    Brian Haschemeyer, vice-presidente da BRANDT Discovery & Innovation, destacou o foco da empresa em trazer valor real aos agricultores. “Não se trata apenas de quebrar recordes, mas de garantir que os agricultores obtenham o melhor retorno sobre seu investimento”, disse.

    A BRANDT tem um histórico de contribuições para recordes mundiais, incluindo as conquistas de David Hula e Randy Dowdy em produtividade de milho e soja. “Parabéns, Alex, por mais uma vez empurrar os limites do que é possível na agricultura”, celebrou Rick Brandt, presidente e CEO da BRANDT.

    Harrell alcançou 244,67 sc/ha em um ano em que a média de rendimento de soja do USDA foi de 56,04 sc/ha. “Essa conquista é extraordinária, ainda mais porque ele a repetiu”, concluiu Rick Brandt.

    Sobre a BRANDT

    A BRANDT Brasil é uma subsidiária da norte-americana BRANDT, líder em tecnologias agrícolas, atendendo agricultores em mais de 80 países. Fundada em 1953, a empresa desenvolve tecnologias que atuam na fisiologia vegetal, tecnologia de aplicação e biossoluções para diversas culturas. No Brasil desde 2015, a empresa tem sede em Cambé (PR) e filial em Olímpia (SP).

     

  • Brasil vai vender óleo de cozinha usado para os Estados Unidos

    Brasil vai vender óleo de cozinha usado para os Estados Unidos

    O agronegócio brasileiro comemora mais uma conquista com a recente abertura do mercado dos Estados Unidos para a exportação de óleo de cozinha usado (UCO).

    A decisão dos EUA de aceitar o Certificado Sanitário Internacional Vegetal (CSIV) do Brasil foi recebida com entusiasmo pelo governo brasileiro. Esse certificado permite a exportação de UCO, um resíduo de óleos e gorduras vegetais usados em cozinhas e na indústria alimentícia, por exemplo.

    Certificações

    Para atender às exigências norte-americanas, o Departamento de Inspeção de Produtos de Origem Vegetal (DIPOV) do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) emitirá certificações que garantem a rastreabilidade, identidade e origem do produto. Além disso, auditorias rigorosas dos procedimentos de autocontrole dos estabelecimentos armazenadores e exportadores servirão de base para essas certificações.

    Matéria-prima para biocombustíveis

    Os biocombustíveis, como biodiesel e combustível de aviação sustentável, valorizam o UCO como matéria-prima.

    A exportação de UCO do Brasil para os Estados Unidos representa uma oportunidade de mercado significativa, impulsionada pela crescente demanda por biocombustíveis nos EUA. Em 2023, os Estados Unidos importaram aproximadamente 1,4 milhão de toneladas métricas de UCO, suficientes para produzir 2,27 bilhões de litros de biocombustíveis. Esse volume de importação totalizou cerca de US$ 1,66 bilhão, com os principais fornecedores sendo China, Canadá, Austrália, Nova Zelândia e Chile.

    Este avanço é a segunda abertura de mercado dos EUA para produtos agrícolas brasileiros em 2024, depois da autorização para exportação de gelatina e colágeno de origem animal concedida em janeiro. No ano passado, as vendas de produtos do agronegócio brasileiro para os Estados Unidos superaram US$ 9,82 bilhões, confirmando os EUA como o segundo maior parceiro comercial do Brasil.

    Novos mercados

    Com a nova abertura, o agronegócio brasileiro demonstra também seu vigor ao alcançar 146 novas expansões comerciais desde o ano passado. Em geral, o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) e o Ministério das Relações Exteriores (MRE) abriram 68 novos mercados em 29 países em 2024, evidenciando seu trabalho conjunto.