Tag: azeite

  • Ministério da Agricultura proíbe venda de quatro marcas de azeite

    Ministério da Agricultura proíbe venda de quatro marcas de azeite

    O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) determinou o recolhimento de azeites de oliva de quatro marcas após identificar fraude na composição dos produtos. As fiscalizações detectaram a mistura irregular com óleos vegetais de outras espécies em produtos das marcas Royal, Godio, La Vitta e Santa Lucia.

    O Departamento de Inspeção de Produtos de Origem Vegetal da Secretaria de Defesa Agropecuária conduziu as ações de fiscalização. Os técnicos coletaram amostras dos produtos suspeitos e encaminharam para análise laboratorial.

    Os Laboratórios Federais de Defesa Agropecuária (LFDA) confirmaram a presença de óleos vegetais de outras espécies na composição dos azeites analisados. A descoberta caracteriza fraude, segundo o ministério, já que os produtos não atendem aos padrões de identidade e qualidade que a legislação brasileira estabelece.

    O Mapa desclassificou os azeites fraudados com base nos resultados laboratoriais. As empresas responsáveis precisam recolher imediatamente os lotes identificados do mercado.

    O órgão emitiu um alerta de risco ao consumidor sobre a comercialização desses produtos. A medida visa proteger os brasileiros que compram azeite de oliva e esperam receber um produto puro e de qualidade.

    A fiscalização segue ativa para identificar outras possíveis irregularidades no mercado de azeites. O Mapa orienta consumidores a verificarem a procedência dos produtos e denunciarem suspeitas de fraude.

  • Azeite de oliva: preços começam a cair com safra recorde

    Azeite de oliva: preços começam a cair com safra recorde

    Segundo dados oficiais do Conselho Oleícola Internacional (COI) e da Comissão Europeia, a produção mundial de azeite deve alcançar 3,1 milhões de toneladas na safra atual, aumento de aproximadamente 23% em relação à safra anterior. O desempenho é impulsionado principalmente pela recuperação das lavouras na Espanha, maior produtora global. A produção deve atingir cerca de 1,35 milhão de toneladas este ano, além de crescimento na Turquia e Tunísia.​

    O aumento de oferta já reflete no mercado internacional. Os produtores europeus reportam queda de até 50% nos preços da matéria-prima na origem em relação a 2024, como resultado direto da colheita mais estável e volumosa. Na Espanha, o azeite extra virgem foi cotado a cerca de 440 euros por quintal em janeiro. Uma redução de 10% em relação ao mês anterior e mais de 50% abaixo do valor registrado em 2024.​

    Alta de preços e fatores climáticos recentes

    Nos últimos dois anos, o azeite registrou valorização superior a 30% globalmente, com picos históricos em regiões tradicionais como Andaluzia (ES), onde o quilo chegou a 8,2 euros em agosto de 2023, mais do que o dobro do valor de 2021. O fenômeno foi provocado principalmente por secas severas e altas temperaturas que prejudicaram o cultivo de oliveiras em partes da Espanha, Itália, Grécia e Portugal. O Brasil acompanhou essa tendência, com preços chegando a R$ 80 por litro em alguns mercados.​

    Com a retomada dos volumes internacionais, entidades oficiais projetam queda de preços de até 20% no varejo, beneficiando consumidores em todas as regiões. Este cenário representa uma oportunidade para ampliar o consumo do azeite de oliva, especialmente nos países com importação significativa como o Brasil. O país segue na posição de quarto maior mercado mundial, atrás apenas dos Estados Unidos, UE e China.​

    Com oferta renovada, recuperação da safra europeia e avanço da produção em mercados emergentes, 2025 se configura como um ano de estabilização para o azeite mundial. O cenário favorece consumo consciente e amplia o foco em qualidade, rastreabilidade e sustentabilidade nos pontos detos de venda.

  • Azeite brasileiro conquista ouro em premiação na Argentina

    Azeite brasileiro conquista ouro em premiação na Argentina

    O Brasil acaba de conquistar o topo do pódio no mercado mundial de azeites de oliva. O azeite extravirgem Potenza Intenso, produzido pela Fazenda Serra dos Tapes, no Rio Grande do Sul, levou o primeiro lugar na categoria “frutado verde médio” da segunda edição do Prêmio Mario Solinas de Qualidade – Hemisfério Sul, realizada em 5 de novembro na cidade argentina de San Juan.

    A cerimônia de premiação, que reuniu autoridades locais e representantes do Conselho Oleícola Internacional (COI), celebrou a excelência de 30 azeites extravirgens de cinco países sul-americanos e africanos. O Potenza Intenso superou 29 concorrentes de Argentina, Peru, África do Sul e Uruguai, além de outros produtores brasileiros.

    Bicampeão brasileiro no Mario Solinas

    Com essa vitória, o Potenza Intenso entra para a história como o único azeite brasileiro bicampeão do prêmio considerado o “Oscar” mundial do setor. A façanha se repete após 2023, quando outro rótulo da mesma linha, o Potenza Frutado, conquistou o título de melhor azeite do Hemisfério Sul.

    “Essa conquista consolida ainda mais a qualidade dos azeites brasileiros no mercado internacional. Ganhar duas vezes em três anos o reconhecimento máximo da olivicultura mundial mostra que estamos no caminho certo”, celebra Cláudia Santos, sommelier de azeites, mestra de lagar e proprietária da Fazenda Serra dos Tapes.

    O que torna o Potenza Intenso especial

    O blend vencedor apresenta acidez máxima de apenas 0,14% e combina três variedades de olivas: Koroneiki, Picual e Frantoio. A extração segue rigorosos padrões de qualidade, com envasamento em pequenos lotes para preservar o frescor e a identidade sensorial do produto.

    Cláudia Santos, mestra de lagar e sommelier de azeites da Fazenda Serra dos Tapes. Foto: Divulgação

    No perfil sensorial, o azeite revela aromas de grama cortada, ervas frescas, rúcula, tomate verde e figueira. No paladar, destaca-se pelo equilíbrio entre amargor e picância, com frescor herbáceo persistente — características ideais para harmonizar com carnes grelhadas, pizzas, saladas, massas com molho de tomate e queijos curados.

    Prêmio Mario Solinas: referência mundial desde 2000

    Promovido pelo Conselho Oleícola Internacional desde 2000, o Prêmio Mario Solinas de Qualidade é a mais importante competição do setor oleícola mundial. A categoria específica para o Hemisfério Sul foi criada para respeitar o calendário de colheita das olivas na região, que difere do Hemisfério Norte.

    Para participar da edição 2025, os azeites precisaram atender critérios técnicos rigorosos, incluindo lotes superiores a 1.000 litros e classificação baseada em análise sensorial, mediana de qualidade e perfil de frutado. As categorias contempladas foram: frutado verde intenso, médio e ligeiro, frutado maduro e envasadores.

    Brasil no mapa mundial dos azeites premium

    A vitória do Potenza Intenso reforça a ascensão do Brasil no competitivo mercado internacional de azeites de oliva extravirgem. Com apenas quatro azeites brasileiros inscritos contra 15 argentinos e oito uruguaios, a conquista demonstra que a olivicultura gaúcha alcançou padrão de excelência mundial.

    “Nosso time está comprometido na missão de buscar a perfeição na produção de azeite de oliva extravirgem”, finaliza Cláudia Santos, destacando o trabalho contínuo da Fazenda Serra dos Tapes pela qualidade.

  • Conheça os azeites brasileiros que estão entre os melhores do mundo

    Conheça os azeites brasileiros que estão entre os melhores do mundo

    Nove marcas brasileiras de azeite foram incluídas na edição 2026 do Flos Olei, considerado um dos mais importantes guias internacionais de azeite extravirgem. A seleção representa um marco para a olivicultura nacional, que tem crescido em qualidade e reconhecimento no mercado global.

    O guia italiano, editado anualmente pelos jornalistas e críticos especializados Marco Oreggia e Laura Marinelli, é uma referência essencial para importadores e consumidores que buscam os melhores azeites do mundo. A publicação funciona como termômetro da qualidade na produção oleícola internacional.

    Produção brasileira concentrada no Sul e Sudeste

    Das nove marcas brasileiras selecionadas para o Flos Olei 2026, sete são do Rio Grande do Sul e duas de Minas Gerais, consolidando essas regiões como principais polos de produção de azeite de qualidade premium no país.

    O anúncio oficial da seleção foi feito em setembro, mas o lançamento do guia completo, com informações detalhadas sobre cada produtor selecionado, está previsto para dezembro.

    A seleção do Flos Olei segue padrões internacionais de excelência. Aproximadamente 40 degustadores profissionais avaliam os azeites com notas que variam de 0 a 100 pontos, considerando aspectos como qualidade sensorial e perfil aromático.

    O guia também valoriza produtores que:

    • Cultivam oliveiras próprias em vez de comprar azeitonas de terceiros
    • Possuem equipamentos próprios para processar o azeite
    • Mantêm controle total sobre a cadeia produtiva

    Somente azeites que atingem nota superior a 80 pontos são incluídos na publicação, garantindo um padrão elevado de qualidade entre os selecionados.

    Edição 2026 reúne 500 marcas de 57 países

    A 14ª edição do Flos Olei apresenta 500 marcas de azeite de 57 países, refletindo a diversidade e a qualidade da produção oleícola mundial. Na edição anterior, divulgada em 2024, o Brasil havia conquistado 11 posições.

    Nove produtores europeus atingiram a nota máxima de 100 pontos no guia 2026, demonstrando a tradição e excelência da olivicultura no continente:

    Espanha:

    • Casas de Hualdo (Castela-La Mancha)
    • Castelo de Canena (Andaluzia)
    • Aceites Finca La Torre (Andaluzia)

    Itália:

    • Comincioli (Lombardia)
    • Frantoio Bonamini (Vêneto)
    • Frantoio Franci (Toscana)
    • Azienda Agrária Viola (Úmbria)
    • Américo Quattrociocchi (Lácio)

    Croácia:

    • Amigo (Istra)

    O reconhecimento das marcas brasileiras no Flos Olei 2026 confirma o amadurecimento da olivicultura nacional e abre portas para maior competitividade no mercado internacional de azeites premium.

  • Governo proíbe nova marca de azeite:  já são mais de 20 marcas vetadas em 2025

    Governo proíbe nova marca de azeite:  já são mais de 20 marcas vetadas em 2025

    A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) publicou nesta segunda-feira (20) no Diário Oficial da União a proibição total da venda do azeite da marca Ouro Negro em todo o território nacional. A medida também determina a apreensão imediata de todos os produtos da marca disponíveis no mercado.

    A decisão marca mais uma ação do governo federal no combate a azeites irregulares. Desde o início de 2025, mais de 20 marcas já foram banidas ou tiveram lotes específicos vetados pelas autoridades sanitárias e do Ministério da Agricultura. Somando-se às ações de 2024, o número de interdições ultrapassa 70 casos.

    Origem desconhecida e empresa com CNPJ suspenso

    De acordo com a Anvisa, o azeite Ouro Negro foi desclassificado pelo Ministério da Agricultura em fiscalização realizada em outubro de 2024, apresentando origem desconhecida. A situação se agrava pelo fato de a empresa responsável pela importação, Intralogística Distribuidora Concept Ltda, estar com o CNPJ suspenso na Receita Federal.

    Com a proibição, ficam vetadas todas as atividades relacionadas ao produto, incluindo comercialização, distribuição, fabricação, importação, propaganda e uso do azeite Ouro Negro.

    Onda de proibições revela fraudes no setor

    A lista de marcas proibidas em 2025 inclui nomes como Los Nobles (setembro), Vale dos Vinhedos (julho) e mais de 15 produtos vetados apenas no mês de junho, entre eles Serrano, Málaga, Campo Ourique, Santa Lucía e Villa Glória.

    As investigações do governo têm revelado uma série de irregularidades graves no mercado de azeites. Entre os principais problemas identificados desde 2024 estão:

    Adulteração e falsificação de produtos

    Presença de óleos vegetais misturados ao azeite

    Importação por empresas sem registro no Brasil

    Descumprimento de normas sanitárias e de rotulagem

    Falta de licenciamento junto às autoridades competentes

    Incerteza sobre a real origem e composição dos produtos

    Como se proteger de azeites fraudulentos

    Especialistas recomendam atenção redobrada na hora da compra. Produtos com preços muito abaixo da média do mercado devem levantar suspeitas, assim como azeites vendidos a granel, sem identificação adequada.

    Consumidores podem verificar a situação de marcas e lotes através dos sites oficiais da Anvisa e do Ministério da Agricultura. O Cadastro Geral de Classificação (CGC) permite confirmar se a empresa importadora ou produtora possui registro válido, requisito obrigatório para comercialização de azeites no Brasil.

    A orientação é sempre priorizar produtos com envase recente e verificar se a marca não consta nas listas de proibições antes de efetuar a compra. A fiscalização continua ativa, com novas operações previstas para os próximos meses.

    Lista completa das marcas proibidas em 2025:

    Ouro Negro, Los Nobles, Vale dos Vinhedos, Serrano, Málaga, Campo Ourique, Santa Lucía, Villa Glória, Alcobaça, Terra de Olivos, Casa do Azeite, Terrasa, Castelo de Viana, San Martín, Grego Santorini, La Ventosa, Escarpas das Oliveiras, Almazara, Quintas D’Oliveira, Alonso, Doma e Azapa.

  • Azeite brasileiro quebra recorde em guia italiano Flos Olei

    Azeite brasileiro quebra recorde em guia italiano Flos Olei

    O Brasil acaba de escrever um novo capítulo na história da olivicultura nacional. O Azeite Sabiá conquistou impressionantes 98 pontos de um máximo de 100 na edição 2025/2026 do renomado guia italiano Flos Olei, estabelecendo a maior pontuação já alcançada por um produtor brasileiro na publicação que é referência mundial no setor.

    Para alcançar esta marca histórica, o azeite extravirgem da marca com rótulos de Santo Antônio do Pinhal (SP) e Rio Grande do Sul passou por um processo de avaliação extremamente rigoroso. Painéis especializados conduziram degustações às cegas com 831 amostras de azeites de todo o mundo, analisando critérios técnicos como intensidade, qualidade do frutado, amargor, picância, equilíbrio, persistência e complexidade.

    O Flos Olei, que chegou à sua 16ª edição, é reconhecido pelo pioneirismo e rigor na avaliação de azeites extravirgem, sendo consultado por especialistas, chefs e consumidores exigentes globalmente. A conquista marca o quinto ano consecutivo em que o Sabiá figura entre os melhores azeites do mundo no guia italiano.

    “Estar entre os melhores azeites do mundo, com 98 pontos de 100 no Flos Olei, é a recompensa pelo nosso empenho diário e, sobretudo, a prova de que o Brasil também produz azeites de excelência”, comemorou a cofundadora Bia Pereira.

    Brasil mantém presença de elite na olivicultura mundial

    Apesar do feito excepcional do Sabiá, a representatividade brasileira no Flos Olei 2025/2026 apresentou ligeira redução. Nove marcas nacionais foram reconhecidas na atual edição. Isso representa duas a menos que em 2024, quando 11 rótulos brasileiros integraram o seleto grupo de azeites de excelência mundial.

    Os azeites brasileiros destacados no Flos Olei 2025/2026:

    • Fazenda do Azeite Sabiá (RS) – 98 pontos (recorde nacional)
    • Prosperato (RS) – 97 pontos
    • Lagar H (RS) – 93 pontos
    • Estância das Oliveiras (RS) – 93 pontos
    • Capela de Santana (RS) – 90 pontos
    • Azeite Bem te Vi (RS) – 89 pontos
    • Al-Zait & Co. (RS) – 87 pontos
    • Azeite Verolí (MG) – 86 pontos
    • Borriello (MG) – 81 pontos

    Movimentação no ranking nacional

    A edição 2025/2026 trouxe mudanças significativas na participação brasileira. Saíram da seleção os rótulos Vinícola Essenza, Oliq Azeite Extravirgem, Orfeu, Olivas de Gramado e Azeite Puro. Em contrapartida, conquistaram lugar no prestigioso guia as marcas Borriello, Capela de Santana e Lagar H, demonstrando o dinamismo e crescimento contínuo da olivicultura nacional.

    O Flos Olei mantém padrões extremamente elevados para inclusão em suas edições anuais. Apenas azeites que recebem no mínimo 80 pontos na avaliação dos jurados especialistas são contemplados. Das mais de 800 amostras avaliadas no processo, somente 500 fazendas “de excelência” de cinco continentes e 57 países conseguiram classificação.

    A publicação é disponibilizada em três versões: italiano-inglês, italiano-chinês e italiano-espanhol. Portanto, refletindo seu alcance global e importância no mercado internacional de azeites premium.

    Brasil entre os melhores da América Latina

    Na edição 2025/2026, apenas nove azeites alcançaram a pontuação máxima de 100 pontos, distribuídos entre cinco rótulos italianos, três espanhóis e um croata. Na América Latina, apenas três produtos superam o recorde brasileiro: os chilenos Agrícola Pobeña e TerraMater, além do argentino Familia Zuccardi, todos com 99 pontos.

    A predominância gaúcha entre os azeites brasileiros premiados confirma o estado como principal hub da olivicultura nacional. Das nove marcas reconhecidas, sete têm origem no Rio Grande do Sul, evidenciando as condições climáticas favoráveis e o desenvolvimento de expertise técnica na região.

    O recorde de 98 pontos do Azeite Sabiá no Flos Olei 2025/2026 consolida o Brasil como produtor de azeites de classe mundial e abre novas perspectivas para o setor. O reconhecimento internacional fortalece a credibilidade dos produtos nacionais e pode acelerar investimentos em olivicultura, beneficiando toda a cadeia produtiva brasileira.

  • Azeite brasileiro é destaque mundial em Paris pelo segundo ano consecutivo

    Azeite brasileiro é destaque mundial em Paris pelo segundo ano consecutivo

    A Vinícola Essenza, localizada na Serra da Mantiqueira (SP), conquistou pelo segundo ano consecutivo um importante reconhecimento internacional ao ser eleita a melhor produtora de azeite do Brasil no Olio Nuovo Days, realizado em Paris nesta terça-feira (23), durante o Festival Du Monde, promovido pelo jornal francês Le Monde.

    O azeite Mantikir Grappolo ficou em segundo lugar entre os melhores do Hemisfério Sul, enquanto o Mantikir Coratina recebeu a Medalha Premium de Ouro.

    Herbert Sales, produtor de azeites e proprietário da Vinícola Essenza, destacou a importância do feito. “Estar no topo do ranking internacional mais uma vez é um orgulho imenso. Nosso olival fica a 1.900 metros de altitude, em Maria da Fé (MG), e essa conquista é resultado da dedicação e respeito ao terroir da Mantiqueira, que valorizamos em cada etapa da produção.”

    Olio Nuovo Days

    O Olio Nuovo Days é um evento reconhecido que premia os melhores azeites do Hemisfério Norte no início do ano e do Hemisfério Sul em setembro. E reúne países como Argentina, Austrália, Brasil, Chile, Peru, Uruguai e África do Sul. A edição de 2025 contou com a presidência do concurso por Eugénie Béziat e o júri coordenado por Marcelo Scofano, destacando nomes importantes do setor, incluindo chefs com estrela Michelin.

    “Ser reconhecido neste concurso internacional duas vezes consecutivas prova que o Brasil compete em pé de igualdade com grandes produtores tradicionais. Isso abre as portas para que mais consumidores conheçam e se apaixonem pela qualidade do azeite nacional”, afirmou Herbert Sales.

    O azeite Mantikir Grappolo possui acidez de apenas 0,08% em ácido oleico e apresenta aroma intenso com notas de folhas de oliveira, tomateira, rúcula, alcachofra, avocado e amêndoa verde. No paladar, destaca-se pelo sabor robusto e equilibrado, com predominância de folhas, ervas e pimenta verde.

    O produtor Herbert Sales celebra em Paris a conquista da Vinícola Essenza no Olio Nuovo Days 2025. Foto: Régis Silva/DIvulgação

    Além da qualidade do produto, a Essenza investe em inovação tecnológica e práticas sustentáveis. Herbert Sales explica: “Nosso olival em Maria da Fé é o mais alto do Brasil. E se beneficia de um microclima único que potencializa a qualidade do azeite. A extração ocorre em Quelemém (MG), com controle rigoroso para manter o frescor e as características sensoriais do azeite.”

    O reconhecimento internacional também impulsiona o enoturismo na Serra da Mantiqueira. “Queremos que cada visitante vivencie a história por trás de cada safra e entenda o esforço para alcançar esse nível de qualidade”, destaca Sales. Desde 2024, a Essenza já conquistou mais de 60 medalhas em competições internacionais, consolidando-se como a vinícola mais premiada do Brasil.

  • Mercado de azeite: conheça as marcas proibidas no Brasil

    Mercado de azeite: conheça as marcas proibidas no Brasil

    Nos últimos dois anos (2024 e 2025), o governo federal, por meio do Ministério da Agricultura (Mapa) e da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), intensificou a fiscalização do mercado de azeites no Brasil.

    Mais de 70 medidas proibitivas foram emitidas, incluindo a proibição total de marcas ou a interdição de lotes específicos devido a fraudes, adulterações e irregularidades sanitárias. Essas ações visam proteger os consumidores de produtos que representam riscos à saúde, como a mistura com óleos vegetais não declarados (ex.: soja), origem clandestina e falhas cadastrais.

    Lista de marcas proibidas

    As marcas abaixo foram proibidas total ou parcialmente com base em análises laboratoriais e operações de fiscalização.

    Entre os critérios para veto estão: adulteração com óleos vegetais, CNPJ irregular ou inexistente, condições sanitárias inadequadas e origem desconhecida.

    Marcas com Proibição Total ou Parcial

    • Alonso (proibida em maio/2025)
    • Grego Santorini (maio/2025)
    • La Ventosa (maio/2025)
    • Quintas D’Oliveira (maio/2025)
    • Almazara (maio/2025)
    • Escarpas das Oliveiras (maio/2025)
    • Los Nobles (setembro/2025)
    • Serrano (junho/2025)
    • Málaga (junho/2025)
    • Campo Ourique (junho/2025)
    • Vale dos Vinhedos (julho/2025)
    • Santa Lucía (junho/2025)
    • Villa Glória (junho/2025)
    • Terra de Olivos (junho/2025)
    • Casa do Azeite (junho/2025)
    • Terrasa (junho/2025)
    • Castelo de Viana (junho/2025)
    • San Martín (junho/2025)
    • Doma (fevereiro/2025)
    • Azapa (fevereiro/2025)
    • Cordilheira (2024)
    • Don Alejandro (2024)
    • Garcia Torres (2024)
    • Olivas Del Tango (2024)
    • Quinta de Aveiro (2024)
    • Vincenzo (2024)
    • Vila Real (2024)
    • Terra de Óbidos (março/2024)
    • Serra Morena (março/2024)
    • De Alcântara (março/2024)
    • Az Azeite (março/2024)
    • Mezzano (março/2024)
    • Uberaba (março/2024)
    • Rio Negro (outubro/2024)
    • Oviedo (outubro/2024)
    • Imperial (outubro/2024)
    • Ouro Negro (outubro/2024)
    • Carcavelos (outubro/2024)

    Fonte: Listas consolidados do Mapa e Anvisa (2024–2025).

    Riscos à saúde e irregularidades encontradas

    Os produtos proibidos apresentaram uma ou mais das seguintes irregularidades:

    • Adulteração com óleos vegetais (ex.: soja) não declarados no rótulo.
    • Fabricação em estabelecimentos clandestinos com condições higiênicas precárias.
    • CNPJ das empresas embaladoras inexistentes, suspensos ou cancelados na Receita Federal.
    • Origem desconhecida e não atendimento aos padrões de identidade e qualidade (Instrução Normativa Mapa nº 01/2012).
    • Rotulagem falsa ou incompleta.
    Foto: Wenderson Araujo/Trilux/Sistema CNA/Senar

    Essas práticas configuram fraude alimentar e podem causar danos à saúde, como reações alérgicas e intoxicações, devido à incerteza sobre a composição real dos produtos.

    Como verificar se um azeite é regular

    Para evitar o consumo de produtos fraudulentos, o Mapa e a Anvisa recomendam:

    • Consultar as listas oficiais de produtos proibidos, da Anvisa e a do Mapa
    • Verificar o registro da empresa no Cadastro Geral de Classificação (CGC) do Mapa.
    • Desconfiar de preços muito abaixo do mercado.
    • Evitar azeites vendidos a granel.
    • Examinar o rótulo: data de envase, origem e ingredientes.

    Consumidores que possuírem produtos proibidos devem suspender o uso imediatamente e solicitar a substituição ou reembolso nos pontos de venda, conforme o Código de Defesa do Consumidor. Denúncias podem ser feitas via Fala.BR.

    Operações de fiscalização e apreensões

    Em 2024, operações como a Getsêmani (em Saquarema/RJ) apreenderam mais de 60 mil litros de azeite adulterado em fábricas clandestinas. Entre novembro e dezembro de 2024, o Mapa apreendeu 31 mil litros em ações nacionais. Em 2025, as proibições continuaram, com destaque para a marca Los Nobles (setembro/2025), que se autodeclarava argentina, mas não tinha aprovação da autoridade sanitária da Argentina (Anmat).

    O aumento nas fraudes coincide com a alta de quase 50% no preço do azeite entre 2023 e 2024, impulsionada por secas na Europa (maior produtora mundial). Isso levou à busca por alternativas baratas e, em muitos casos, fraudulentas. O azeite é o segundo produto alimentar mais fraudado do mundo, segundo o Mapa.

  • Como evitar cair no golpe do azeite falso no Brasil

    Como evitar cair no golpe do azeite falso no Brasil

    Nos últimos meses, o Brasil tem registrado um aumento expressivo nas apreensões de azeite de oliva falsificado, um problema que preocupa tanto o mercado quanto os consumidores.

    A adulteração consiste geralmente na diluição do azeite extravirgem com outros óleos vegetais, como de soja ou canola, ou até o uso de corantes e aromatizantes de origem não autorizada, que podem representar risco à saúde.

    Um dos principais desafios para o consumidor é identificar produtos adulterados, já que muitas vezes a falsificação é feita de forma sofisticada, tornando difícil a detecção apenas pelo cheiro ou sabor. Por isso, especialistas recomendam atenção redobrada na hora da compra.

    Para evitar cair em fraudes, é fundamental:

    • Observar atentamente o rótulo: prefira azeites produzidos e envasados no mesmo local, evite rótulos genéricos ou confusos com muitos idiomas ou termos pouco claros.
    • Desconfiar de preços muito baixos: o azeite extravirgem tem preço relativamente alto; ofertas muito abaixo da média podem indicar adulteração.
    • Optar por produtos mais frescos, de safra recente, garantindo melhor qualidade e frescor.
    • Preferir embalagens de vidro escuro para proteger o produto da luz e conservar suas propriedades.

    O consumo de azeite falsificado pode acarretar problemas gastrointestinais como dor no estômago, náusea, vômitos e até intoxicação, dependendo dos ingredientes usados na fraude. Além de colocar a saúde em risco, o consumidor é vítima ao pagar por um produto que não entrega os benefícios do verdadeiro azeite de oliva extravirgem.

    Preços estão caindo

    Além do alerta contra os falsificados, o cenário do preço do azeite no Brasil tem passado por mudanças significativas. Nos últimos anos, o preço sofreu grande alta devido a fatores climáticos adversos em países produtores europeus, como Espanha, Itália e Portugal, que impactaram a oferta mundial. Em 2023 e nos primeiros meses de 2024, o produto chegou a custar quase 50% mais caro, chegando a valores elevados no varejo brasileiro.

    Entretanto, desde o início de 2025, o preço do azeite vem apresentando queda gradual, reflexo da melhora nas safras desses países, permitindo um aumento da oferta. Em Belo Horizonte, por exemplo, a redução no preço médio da garrafa de 500 ml foi de cerca de 6% no primeiro semestre de 2025, um alívio para o consumidor brasileiro.

    Portanto, para garantir segurança e qualidade ao comprar azeite, além de desconfiar de ofertas muito baratas, é fundamental buscar marcas confiáveis, verificar o rótulo com atenção e, sempre que possível, comprar produtos de procedência garantida e recente fabricação. Denúncias de produtos falsificados podem ser feitas ao Ministério da Agricultura pelo telefone 0800 704 1995, contribuindo para combater essa fraude cada vez mais sofisticada.

  • Anvisa proíbe venda de marca de azeite por irregularidades sanitárias

    Anvisa proíbe venda de marca de azeite por irregularidades sanitárias

    A Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) proibiu nesta terça-feira (16) a comercialização de todos os lotes do azeite Los Nobles. A decisão foi publicada no Diário Oficial da União.

    O produto se apresenta como argentino na internet. Contudo, a Anvisa classifica o azeite como clandestino. A marca não possui aprovação da Anmat (Administração Nacional de Medicamentos, Alimentos e Tecnologia da Argentina).

    A medida proíbe a comercialização, distribuição, importação e propaganda do azeite Los Nobles. A Anvisa não conseguiu identificar a empresa responsável nem o CNPJ da distribuidora.

    Governo intensifica fiscalização de azeites em 2025

    O caso Los Nobles integra uma série de ações do governo federal contra marcas irregulares. A Anvisa e o Ministério da Agricultura já proibiram 21 marcas de azeite desde janeiro de 2025.

    As irregularidades mais comuns incluem importação por empresas sem CNPJ, adulteração, presença de óleos vegetais e falta de licenciamento sanitário. Problemas de rotulagem e incertezas sobre origem também motivam as proibições.

    O governo federal intensificou a fiscalização desde 2024. Autoridades proibiram lotes e marcas de azeite mais de 70 vezes no ano passado.

    Cronologia das proibições mostra intensificação das ações

    Setembro marca a proibição da Los Nobles. Julho viu o banimento da Vale dos Vinhedos. Junho concentrou 10 proibições, incluindo Serrano, Málaga e Campo Ourique.

    Maio registrou seis banimentos: Grego Santorini, La Ventosa, Escarpas das Oliveiras, Almazara, Quintas D’Oliveira e Alonso. Fevereiro iniciou o ano com as proibições de Doma e Azapa.

    Dicas para comprar azeite seguro

    Escolha produtos com envase recente para garantir qualidade. Desconfie de ofertas com preços muito baixos, pois podem indicar irregularidades. Nunca compre azeite vendido a granel.

    Consulte regularmente as listas da Anvisa e do Ministério da Agricultura. A verificação prévia evita a compra de produtos proibidos ou sob suspeita.