Tag: azeite

  • Produção de azeite no Brasil deve bater 1 milhão de litros em 2026

    Produção de azeite no Brasil deve bater 1 milhão de litros em 2026

    A produção brasileira de azeite de oliva deve alcançar a marca de 1 milhão de litros em 2026, segundo estimativas do Instituto Brasileiro de Olivicultura (Ibraoliva). O Rio Grande do Sul deve responder por cerca de 800 mil litros, consolidando-se como o principal polo produtor do país.

    Após dois anos de safras frustradas em função das condições climáticas adversas, o clima mais estável deste ciclo favoreceu o desenvolvimento das oliveiras e permitiu a recuperação dos olivais. “Tivemos um ano com clima que contribuiu para o desenvolvimento das oliveiras e isso impacta diretamente na produção”, explica Flávio Obino Filho, presidente do Ibraoliva.

    Segundo ele, o número representa mais que uma recuperação. É também um avanço da olivicultura nacional. “O crescimento reforça a presença do azeite brasileiro no mercado e amplia o acesso do consumidor ao produto nacional”, destaca.

    A retomada do setor será celebrada durante a 14ª Abertura Oficial da Colheita da Oliva. O evento acontece em 17 de abril, na sede da Azeite Milonga, em Triunfo (RS). O evento contará com uma feira de negócios especializada em olivicultura, além da venda direta de azeites da safra 2026, reunindo produtores gaúchos e diferentes marcas no mesmo espaço.

    O restante da produção nacional, cerca de 200 mil litros, deve vir de outras regiões produtoras, que também registraram boas condições climáticas neste ciclo. O Ibraoliva organiza a Abertura da Colheita da Oliva. E tem parceria com a Secretaria da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação (Seapi) do Rio Grande do Sul.

  • Anvisa proíbe venda de alimentos naturais e manda recolher azeite adulterado

    Anvisa proíbe venda de alimentos naturais e manda recolher azeite adulterado

    A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) determinou nesta quarta-feira (25/3) a apreensão de sete alimentos naturais fabricados pela empresa MZD Comércio de Produtos de Saúde Ltda. e o recolhimento de um lote do azeite de oliva extra virgem Royal, da T. Globo Importação e Exportação Ltda. As medidas proíbem a fabricação, comercialização, distribuição, divulgação e consumo dos produtos.

    A MZD comercializava os produtos sem licença sanitária,requisito obrigatório para fabricação de alimentos no Brasil. A empresa ainda anunciava os itens com alegações terapêuticas não aprovadas pela Anvisa, o que configura infração sanitária adicional.

    A Anvisa determinou a apreensão dos seguintes produtos da marca:

    • Gengibre em pó
    • Tâmara jumbo
    • Uva-passa argentina
    • Figo seco espanhol
    • Camu-camu em pó
    • Melado de cana-de-açúcar
    • Cacau em pó

    Azeite Royal adulterado com outros óleos

    No caso do azeite Royal, análises laboratoriais do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) confirmaram fraude no lote 255001: o produto contém outros óleos vegetais, descaracterizando a classificação “extra virgem”. A T. Globo continuou comercializando o produto mesmo após as autoridades já terem determinado o recolhimento,  agravante que motivou a ação da Anvisa.

    A agência proíbe agora a comercialização, distribuição, importação, propaganda e consumo do lote irregular. Consumidores que tiverem adquirido qualquer um dos produtos citados devem interromper o uso imediatamente e podem registrar reclamações pelo canal oficial da Anvisa.

    A T. Globo Importação e Exportação Ltda., importadora do azeite, enviou uma nota de posicionamento, em que explica que apesar de ter o nome citado pela Anvisa, apenas presta o serviço de importação do azeite por encomenda de uma empresa, não sendo responsável pela comercialização do produto no Brasil. Leia abaixo a nota na íntegra.

    Posicionamento Oficial

    A T. Globo Importação e Exportação Ltda. esclarece que atuou exclusivamente como prestadora de serviços de importação no caso do azeite da marca Royal, na modalidade de importação por encomenda, conforme regulamentação da Receita Federal.

    Nesse modelo, cabe ao cliente encomendante a definição do fornecedor, das especificações e da qualidade do produto, bem como sua distribuição no mercado brasileiro.

    Entre 2024 e 2025, a T. Globo realizou a importação do produto por solicitação do ARMAZÉM MATEUS S.A., responsável pela comercialização no país.

    Dessa forma, a T. Globo não possui responsabilidade sobre a qualidade, composição ou distribuição do produto, incluindo eventuais medidas de recolhimento determinadas pelos órgãos competentes.

    A empresa permanece à disposição das autoridades e segue colaborando com as medidas cabíveis.

     

  • Azeitech 2026 destaca uso de drones e boas práticas na produção de azeite de oliva

    Azeitech 2026 destaca uso de drones e boas práticas na produção de azeite de oliva

    A 6ª edição do Azeitech, promovida pela Empresa de Pesquisa Agropecuária de Minas Gerais (Epamig), ocorre no dia 10 de abril. O evento acontece no Campo Experimental de Maria da Fé (MG), com foco em difusão de conhecimento e inovação na olivicultura. E integra o 21º Dia de Campo de Olivicultura e a 11ª Mostra Tecnológica de Olivicultura, consolidando-se como referência para produtores, técnicos e agroindústrias do setor.

    Logo pela manhã, a programação destaca a palestra “Uso de drones na olivicultura”, conduzida por Charles Santana. Ele é professor e pesquisador do Instituto Tecnológico de Agropecuária de Pitangui (Epamig/Itap). A abertura está marcada para as 8h30. E será seguida da apresentação sobre como a tecnologia auxilia o monitoramento das áreas de oliveiras e o manejo individualizado das plantas.

    Segundo o pesquisador da Epamig Luiz Fernando de Oliveira, o uso de drones permite mapear talhões, atribuir códigos a cada planta e acompanhar indicadores como nutrição, controle de pragas e produtividade. Ele ressalta que a ferramenta se tornou aliada dos produtores ao oferecer controle mais preciso e assertivo das áreas experimentais e comerciais.

    Boas práticas para azeite de qualidade ganham espaço na programação

    Além de integrar a Comissão Organizadora do Azeitech, Luiz Fernando coordena a estação “Boas práticas e processos para elaboração de azeite de oliva”. Nesse espaço, a equipe apresenta os resultados do projeto “Processos inovadores para as agroindústrias de azeite de oliva e abacate”. Financiado pela Fapemig, tem foco na modernização da agroindústria e na melhoria da qualidade do produto final.

    A estação aborda práticas essenciais para produção de azeite de alta qualidade, critérios de avaliação sensorial e físico-química. Além de orientações para aperfeiçoar processos nas unidades de extração. A proposta é aproximar as recomendações técnicas do dia a dia dos produtores e das agroindústrias que atuam na Serra da Mantiqueira e em outras regiões olivícolas do país.

    Painel técnico discute ATeG, rastreabilidade e gestão de resíduos

    No período da tarde, o Azeitech 2026 dedica a programação a um painel técnico com palestras e rodas de conversa. Um dos destaques é a apresentação dos resultados do projeto de Assistência Técnica e Gerencial (ATeG) em Olivicultura. Desenvolvido pelo Senar, acompanha cerca de 30 produtores e foca em gestão da propriedade e eficiência produtiva.

    A programação também inclui conteúdos sobre rastreabilidade, em parceria com pesquisadores da área, e propostas de novas ações voltadas ao tratamento de resíduos da atividade olivícola. Os debates contam com a participação do coordenador do Programa Estadual de Pesquisa em Olivicultura da Epamig, Pedro Moura, e da pesquisadora Carolina Zambon, que conduzem os momentos de interação com o público.

    Inscrições gratuitas e mais informações

    A participação no Azeitech 2026 é gratuita, com inscrições realizadas no próprio dia e local do evento, no Campo Experimental de Maria da Fé. A Epamig divulgará informações detalhadas sobre a programação nos seus canais oficiais e no site do Azeitech, incluindo horários das estações de campo, palestras e atividades da Mostra Tecnológica.

  • Anvisa proíbe azeite em todo o país e ordena recolhimento imediato

    Anvisa proíbe azeite em todo o país e ordena recolhimento imediato

    A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) determinou, nesta [inserir dia da semana], a proibição imediata da comercialização e o recolhimento de todos os lotes do azeite de oliva extra virgem da marca San Olivetto em território nacional. A medida drástica foi publicada no Diário Oficial da União e visa proteger a saúde dos consumidores após a identificação de irregularidades graves na origem do produto e nas empresas responsáveis por sua importação e distribuição.

    De acordo com a publicação, a fiscalização da Anvisa constatou que o azeite San Olivetto tem origem desconhecida, o que por si só já configura um risco sanitário, podendo indicar adulteração, má qualidade ou até mesmo a venda de um produto falsificado.

    A situação se agrava com a situação cadastral das empresas envolvidas. O rótulo do produto aponta a Agro Indústria e Cerealista Norte Paraná Ltda como importadora. No entanto, o CNPJ desta empresa está suspenso pela Receita Federal desde 22 de maio de 2025 devido a inconsistências cadastrais. Paralelamente, a distribuidora Comercial Alimentícia e Cerealista Capixaba Ltda, que também aparece na cadeia do produto, teve suas operações oficialmente encerradas em 6 de novembro de 2024, após um processo de liquidação voluntária.

    O que diz a determinação da Anvisa?

    A decisão da Agência vai além da simples proibição da venda. A resolução determina o recolhimento de todos os lotes do azeite San Olivetto que estejam em poder de supermercados, mercados, distribuidoras e outros estabelecimentos comerciais. A medida também proíbe, em todo o Brasil:

    • A comercialização e a distribuição;
    • A fabricação e a importação;
    • A propaganda e qualquer tipo de uso do produto.

    O que fazer se você tiver o produto em casa?

    A Anvisa orienta que os consumidores que já adquiriram o azeite San Olivetto não devem consumi-lo. A recomendação orienta o consumidor a entrar em contato com o estabelecimento onde realizou a compra para buscar orientações sobre a devolução e o reembolso do valor pago, conforme prevê o Código de Defesa do Consumidor em casos de produtos proibidos ou impróprios para o consumo.

    A fiscalização nos pontos de venda deve ser intensificada para garantir que o produto seja retirado das prateleiras. E quem descumprir a determinação estará sujeito às penalidades da lei, que incluem multa e outras sanções sanitárias.

  • Bactéria silenciosa pode derrubar a produção de azeite no Brasil

    Bactéria silenciosa pode derrubar a produção de azeite no Brasil

    Uma bactéria capaz de secar ramos, matar plantas e colapsar toda a cadeia produtiva de azeite no Brasil está no centro de uma corrida científica em Minas Gerais. A Xylella fastidiosa, responsável por devastar olivais em diversas regiões do mundo, passou a ser monitorada com tecnologia de ponta pela Empresa de Pesquisa Agropecuária de Minas Gerais (Epamig), que combina imagens captadas por drones com dados coletados em campo para detectar a doença o mais cedo possível.

    Foto: Erasmo Pereira/Epamig

    O trabalho é conduzido em parceria entre pesquisadores do Programa Estadual de Pesquisa em Olivicultura da Epamig, com base em Maria da Fé, e a equipe do Instituto Tecnológico de Agropecuária de Pitangui (Epamig ITAP). Já no segundo ano de avaliações, o projeto utiliza drones equipados com câmeras multiespectrais capazes de captar informações invisíveis a olho nu. Um diferencial que pode antecipar diagnósticos e salvar plantações inteiras.

    Como funciona o monitoramento

    “Fazemos o monitoramento das oliveiras tentando entender o comportamento da Xylella a partir do imageamento aéreo. As câmeras especiais dos drones nos possibilitam enxergar informações além das visíveis a olho nu”, explica o pesquisador Charles Santana, da Epamig ITAP.

    Drones coletam as imagens, e a equipe de campo processa esse material e cruza os dados com informações fisiológicas e agronômicas levantadas no local. A próxima etapa prevê o desenvolvimento de modelos preditivos capazes de antecipar quais plantas apresentam maior risco de infecção pela Xylella fastidiosa. Isso antes mesmo do surgimento dos sintomas visíveis.

    Além do controle da doença, o sistema abre caminho para outras aplicações. “Esse monitoramento vai permitir a coleta de dados referentes a avaliações de produtividade, fisiologia da planta e incidência de outras doenças”, destaca Gabriel Koch, pesquisador em fitopatologia na Olivicultura da Epamig.

    O risco para a produção de azeite nacional

    A preocupação tem fundamento econômico. O Brasil vem expandindo sua olivicultura, especialmente na região da Serra da Mantiqueira, e a ameaça da Xylella fastidiosa representa um risco real para um setor em crescimento. “Trata-se de um agente causal muito importante na cultura da oliveira, com grande potencial destrutivo”, alerta Koch.

    O projeto conta com financiamento da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Minas Gerais (Fapemig), sob o código PPE-00057-24. E tem como foco central a epidemiologia, a resistência vegetal e o uso de agentes biológicos no manejo da seca da oliveira. O objetivo final é evitar o que os próprios pesquisadores descrevem como um possível “colapso na cadeia produtiva de azeite na Serra da Mantiqueira”.

  • Festival do Azeite Olivas de Gramado celebra safra 2026 com experiências sensoriais e imersivas

    Festival do Azeite Olivas de Gramado celebra safra 2026 com experiências sensoriais e imersivas

    O Olivas de Gramado, parque pioneiro em olivoturismo no Brasil, abriu a temporada de colheita de azeitonas com o 2º Festival do Azeite Nostra Oliva. O evento acontece em oito datas: 28 de fevereiro; 1º, 7 e 8; 14 e 15; 21 e 22 de março. E reúne experiências sensoriais, gastronômicas e educacionais voltadas ao universo do azeite de oliva extravirgem.

    Foto: Divulgação

    Durante o festival, os visitantes acompanham de perto o processo de produção do azeite — da colheita manual nos olivais à extração do azeite recém-prensado. Cada participante leva para casa um frasco de 100 ml de azeite novello, não filtrado e rico em polifenóis e antioxidantes naturais. Esse tipo de azeite é conhecido por seus benefícios à saúde e por preservar o sabor original das azeitonas.

    Entre as atrações mais procuradas está a Degustação Sensorial Harmonizada, conduzida por um sommelier especialista. A atividade aborda a história das oliveiras, os perfis das variedades, as combinações com doces e salgados e as notas olfativas e gustativas de cada blend.

    A Imersão 360° também promete encantar o público, com projeções que contam a trajetória das oliveiras desde a mitologia grega até o panorama atual da olivicultura brasileira. O passeio a bordo do Expresso Olivas completa o roteiro, levando os visitantes pelos cânions Pedra Branca, entre os 29 hectares de plantações do parque.

    Mistura gastrônomica

    A gastronomia ítalo-germânica ganha espaço com o Piquenique Toscano, servido ao ar livre. A mesa inclui queijos, pães artesanais, cucas, frutas e espumantes, além da linha de azeites e infusões aromáticas da casa. O cardápio apresenta ainda o primeiro chopp de oliva da América Latina.

    O encerramento ocorre no Olivas Sunset, evento com DJs e saxofonista ao vivo, que embalam o pôr do sol nos cânions, um dos pontos altos da experiência. Quem participar recebe uma ecobag exclusiva, com uma garrafa da nova Olivas Bier (cerveja de oliva), um frasco de azeite novello e brindes preparados pelos patrocinadores.

    Segundo o azeitólogo e mestre lagareiro André Bertolucci, o festival reforça a conexão entre a marca, o território e as origens da imigração italiana na Serra Gaúcha. “Queremos que o público participe da colheita e entenda de perto o valor do azeite feito em solo brasileiro, com qualidade reconhecida internacionalmente”, afirma.

    O Olivas de Gramado, inaugurado em 2018, ocupa 150 hectares. Sendo 29 dedicados ao cultivo de seis variedades de azeitonas; Arbequina, Manzanilla, Picual, Frantoio, Ascolana e Koroneiki. Seus azeites já receberam prêmios em concursos como Flos Olei, NY IOOC, EVOO IOOC Itália, Athenas IOOC e Terra Olivo Israel, consolidando a marca entre as melhores do mundo.

    Os ingressos antecipados estão disponíveis por R$ 269 (primeiro lote) no site olivasdegramado.com.br/nostraoliva ou na Central de Agendamentos do parque. O ticket inclui 11 experiências, como degustações, colheita manual, passeio no Expresso Olivas, acesso VIP ao Olivas Sunset e souvenirs exclusivos.

  • Serra da Mantiqueira deve ter safra recorde de azeite em 2026

    Serra da Mantiqueira deve ter safra recorde de azeite em 2026

    A colheita de azeitonas iniciada há cerca de 30 dias na Serra da Mantiqueira já indica um cenário histórico para a olivicultura mineira. Segundo a Empresa de Pesquisa Agropecuária de Minas Gerais (Epamig), os resultados iniciais do serviço de extração de azeite no Campo Experimental de Maria da Fé superam as expectativas e reforçam a projeção de safra recorde em 2026.

    O coordenador do Programa Estadual de Pesquisa em Olivicultura da Epamig, Pedro Moura, destaca que a colheita atual confirma a tendência de alta iniciada em 2024, quando foram produzidos cerca de 150 mil litros de azeite. “A quantidade de frutos e a qualidade do óleo mostram que podemos ultrapassar o recorde da região. A safra é resultado direto da excelente florada de 2025, beneficiada pelas condições climáticas ideais do último inverno”, ressalta.

    Além das condições de clima e frio acumulado, a bienalidade da oliveira (alternância natural entre anos de menor e maior produtividade) explica o desempenho da atual colheita. Em 2025, a produção caiu para cerca de 60 mil litros, abrindo espaço para o ciclo de alta previsto para este ano.

    Crescimento da olivicultura mineira

    Com cerca de 100 produtores, 25 agroindústrias e 50 marcas próprias, a olivicultura da Serra da Mantiqueira vem consolidando sua presença no cenário nacional. A Epamig tem papel central nesse avanço, ao desenvolver e difundir tecnologias de extração e manejo que aumentam a qualidade dos azeites produzidos em Minas Gerais.

    Luiz Augusto, gerente dos Olivais de Quelemém — fazenda parceira da Epamig — destaca que a produção da Mantiqueira desperta atenção internacional. “Hoje, especialistas do Conselho Oleícola Internacional e azeitólogos de renome reconhecem a qualidade do nosso azeite. Essa visibilidade reforça o potencial da safra de 2026, que pode superar 300 a 400 mil litros na região”, afirma.

    Evento Azeitech 2026

    A Epamig realiza em 10 de abril a 6ª edição do Azeitech, no Campo Experimental de Maria da Fé, com participação gratuita. O evento reunirá o 21º Dia de Campo de Olivicultura e a 11ª Mostra Tecnológica de Olivicultura, com palestras, demonstrações e estações práticas focadas no dia a dia do produtor.

    Foto: Diego Vargas/Seapa

    “O Azeitech conecta o conhecimento das pesquisas da Epamig com a experiência dos produtores e empresas do setor. Participamos todos os anos, porque sempre há inovações relevantes para o campo”, destaca Luiz Augusto.

  • Brasil deve bater recorde histórico na produção de azeite de oliva

    Brasil deve bater recorde histórico na produção de azeite de oliva

    A produção de azeite de oliva no Brasil deve alcançar em 2026 a maior safra da história, superando os 640 mil litros registrados em 2023, segundo o Instituto Brasileiro de Olivicultura (Ibraoliva). As condições climáticas favoráveis neste ciclo reacenderam a expectativa de o país se aproximar da marca de 1 milhão de litros.

    A olivicultura brasileira começou sua produção comercial há cerca de duas décadas e superou o desafio de desenvolver azeites extravirgens de alta qualidade fora das condições típicas do Mediterrâneo. “Produzir azeites extravirgens no hemisfério sul, em climas muito diferentes dos mediterrâneos, foi nosso grande desafio, e ele foi vencido”, afirma o presidente do Ibraoliva, Flávio Obino Filho.

    O dirigente destaca que os azeites nacionais conquistaram prestígio global. “Não conheço concurso internacional em que um azeite brasileiro participe e não receba medalha. Considerando a média de qualidade, o azeite brasileiro é o melhor do mundo”, comenta.

    Depois do recorde de 2023, o setor enfrentou duas safras difíceis. O volume recuou para 340 mil litros em 2024 e 240 mil em 2025, impactado por excesso de chuvas e alta umidade. Fatores que prejudicam o desenvolvimento das oliveiras.

    Revisão das estratégias

    Segundo Obino Filho, os últimos anos exigiram uma revisão profunda das estratégias produtivas. “Em 2023, nossa preocupação era o mercado. Em 2025, centramos esforços em entender erros e acertos, com investimento pesado em pesquisa”, explica.

    Para 2026, o ambiente é mais promissor. “As condições climáticas estão colaborando e devemos ter a maior safra da olivicultura brasileira, superando os 640 mil litros de 2023. E, quem sabe, alcançar 1 milhão de litros de azeite extravirgem produzido no Brasil”, projeta.

    Atualmente, o país conta com cerca de 550 produtores distribuídos em 200 municípios, nos estados do Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná, São Paulo, Minas Gerais, Rio de Janeiro e Bahia. O Rio Grande do Sul concentra a maior parte da produção nacional. “O caminho é seguir investindo em pesquisa e aprimoramento. Temos qualidade para figurar entre os grandes produtores mundiais”, conclui o presidente do Ibraoliva.

  • Azeite de oliva e café de açaí são proibidos pela Anvisa

    Azeite de oliva e café de açaí são proibidos pela Anvisa

    A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) determinou nesta sexta-feira (06/02) a proibição e recolhimento imediato de azeite de oliva extravirgem e café de açaí que apresentaram irregularidades graves. As medidas, publicadas no Diário Oficial da União, também incluem a suspensão de um pó para decoração de doces contaminado com materiais plásticos.

    O Azeite de Oliva Extravirgem da marca Campo Ourique, comercializado pela empresa L.F.S Distribuidora de Alimentos Ltda. (CNPJ 26.071.942/0001-54), está proibido de ser vendido, distribuído, fabricado, importado e consumido em todo território nacional.

    A irregularidade que motivou a ação fiscal foi a origem desconhecida do produto. Segundo a Anvisa, o rótulo apresentava apenas informações da importadora, sem comprovação adequada da procedência do azeite.

    Análises realizadas pelo Laboratório Central de Saúde Pública do Distrito Federal (LACEN/DF) reprovaram o produto, que não atendeu aos padrões de qualidade e segurança exigidos pela legislação sanitária. Consumidores que adquiriram o azeite devem descartá-lo imediatamente e evitar o consumo.

    Café de açaí com alegações terapêuticas falsas é apreendido

    O Café de Açaí da empresa DU Brasil também foi alvo de medida restritiva da Anvisa. O produto, que prometia benefícios no tratamento de diabetes e fibromialgia, teve sua comercialização, distribuição, fabricação, importação, propaganda e consumo totalmente proibidos.

    A fiscalização identificou múltiplas irregularidades no café de açaí:

    • Origem desconhecida do produto
    • Uso de constituinte não autorizado em suplementos alimentares
    • Condições inadequadas de armazenamento
    • Presença de alegações terapêuticas não comprovadas no rótulo, prática proibida pela legislação sanitária

    Especialistas alertam que produtos com promessas de cura ou tratamento de doenças sem registro na Anvisa representam risco à saúde e podem induzir consumidores a abandonar tratamentos médicos adequados.

    Pó para decoração contaminado com plástico também é suspenso

    Além dos dois principais produtos, a Anvisa determinou a suspensão de um pó para decoração de doces que apresentava contaminação grave. Análises detectaram a presença de materiais plásticos, resinas e pigmentos de composição desconhecida.

    O produto era comercializado em plataformas de comércio eletrônico com indicação para uso em alimentos, representando sério risco à saúde dos consumidores, especialmente crianças.

    Como se proteger de produtos irregulares

    A Anvisa orienta os consumidores a:

    • Verificar sempre a origem dos produtos no rótulo
    • Desconfiar de preços muito abaixo do mercado
    • Evitar produtos com alegações de cura ou tratamento de doenças
    • Comprar apenas em estabelecimentos confiáveis
    • Denunciar irregularidades à vigilância sanitária local

    Consumidores que adquiriram os produtos mencionados devem descartá-los imediatamente e, em caso de consumo, procurar orientação médica se apresentarem sintomas adversos.

  • Preço do azeite despenca 25% em 11 meses, aponta APAS/FIPE

    Preço do azeite despenca 25% em 11 meses, aponta APAS/FIPE

    O azeite de oliva registrou uma das maiores deflações entre os produtos vendidos nos supermercados do estado de São Paulo em 2025. Segundo o Índice de Preços dos Supermercados (IPS), elaborado pela Associação Paulista de Supermercados (APAS) em parceria com a Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (FIPE), o produto acumulou queda de 25,02% no ano, após 11 meses consecutivos de recuo nos preços.

    Apenas em dezembro de 2025, o azeite apresentou retração de 3,02%, contribuindo para a deflação de 4,93% na subcategoria de óleos. Portanto, o resultado representa um alívio para o consumidor, após anos marcados por aumentos expressivos no preço do produto.

    De acordo com o economista-chefe da APAS, Felipe Queiroz, a redução é explicada pela normalização da oferta internacional e por medidas adotadas pelo governo federal. “O movimento de queda vem sendo observado desde o início de março. Principalmente devido à retomada da produção europeia e à isenção da alíquota de importação do azeite”, afirmou.

    O levantamento destaca que a recuperação das safras na Europa, após as perdas registradas em 2024, foi essencial para estabilizar a oferta e amenizar as cotações no mercado interno. Queiroz acrescenta que “a partir de março de 2025, os preços começaram a recuar gradualmente. Impulsionados pela melhora na produção externa e pelos incentivos fiscais aplicados no Brasil”.