Tag: azeite

  • Superação: após perder 70% da safra, azeite mineiro é premiado

    Superação: após perder 70% da safra, azeite mineiro é premiado

    O azeite extravirgem Grattacielo, produzido em Córrego do Bom Jesus, no Sul de Minas Gerais, consolidou-se entre os melhores do mundo. Ele conquistou quatro medalhas de ouro em dois dos principais concursos internacionais do setor em 2025: o EVOO International Olive Oil Contest, na Itália, e o International Olive Oil Competition, na Turquia. A premiação destaca o avanço da olivicultura mineira e o papel fundamental da Empresa de Pesquisa Agropecuária de Minas Gerais (Epamig) no desenvolvimento tecnológico e na assistência aos produtores locais.

    A produção do azeite Grattacielo ocorre no Campo Experimental da Epamig, em Maria da Fé. O centro é referência nacional em pesquisa e inovação para a cultura da oliveira. Os concursos internacionais avaliam azeites em diversas categorias, como monovarietais, blends e infusões, com foco em critérios sensoriais rigorosos — a ausência total de defeitos é fundamental para a premiação.

    O produtor rural Roner Naves, responsável pelo Grattacielo, celebrou o reconhecimento após um ciclo marcado por desafios. “É como ver um filho ser aprovado no vestibular. A colheita foi menor do que esperávamos, mas de qualidade extraordinária”, afirmou Naves, ressaltando a superação após perder cerca de 70% da produção em 2024 devido à antracnose, doença fúngica que afeta severamente os olivais.

    Tecnologia e manejo inovador garantem qualidade

    Após o surto de antracnose, a Epamig orientou o produtor a adotar um protocolo de manejo preventivo, com aplicação de fungicidas nos períodos críticos do ciclo da planta, antes mesmo do surgimento dos sintomas nos frutos. Essa estratégia foi essencial para preservar a qualidade sensorial do azeite, evitando características indesejadas como mofo e ranço, além do aumento da acidez.

    Amanda Souza, pesquisadora da EPAMIN. Foto: Erasmo Reis / Epamig

    A pesquisadora e bolsista de pós-doutorado Amanda Souza, da Epamig, destaca que o rigor em todas as etapas — do plantio ao controle industrial — garante o sucesso do azeite mineiro. “A Epamig oferece suporte técnico desde o campo até a elaboração do azeite, garantindo um produto final de excelência sensorial e reconhecimento internacional”, afirma.

    Safra desafiadora e investimento em pesquisa

    Oscilações climáticas impactaram a produção de azeite na região Sudeste em 2025, com previsão de queda entre 40% e 50% em comparação a 2024. Isso segundo dados da Epamig e da Associação dos Olivicultores dos Contrafortes da Mantiqueira (Assoolive). Mesmo diante desse cenário, a Epamig coordena atualmente 11 projetos de pesquisa voltados ao controle de doenças, nutrição mineral, polinização e melhoramento genético, com investimentos que somam R$ 18,3 milhões.

    A olivicultura em Minas Gerais segue em expansão, impulsionada por eventos como o Azeitech 2025, promovido pela Epamig. O evento reúne produtores, pesquisadores e entidades do setor para debater práticas agrícolas sustentáveis e agricultura regenerativa. A criação da Câmara Técnica Setorial da Olivicultura de Minas Gerais visa fortalecer políticas públicas e ampliar o desenvolvimento da atividade no estado.

    O azeite é produzido a quase 1.800 metros de altitude e elaborado a partir das variedades Koroneiki, Arbosana e Arbequina. Ele tem tanto versões monovarietais quanto blends, é exemplo do potencial mineiro para competir e se destacar no cenário internacional.

    “A visita da equipe da Epamig foi um divisor de águas. Seguimos todas as recomendações técnicas e os resultados não poderiam ter sido melhores”, conclui Roner Naves.

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  • Azeite brasileiro conquista medalha de platina em Londres

    Azeite brasileiro conquista medalha de platina em Londres

    O azeite Mantikir Coratina, produzido pela Vinícola Essenza em Santo Antônio do Pinhal, Serra da Mantiqueira (SP), conquistou a Medalha de Platina no London International Olive Oil Competition 2025, tornando-se o único azeite brasileiro a receber a mais alta distinção do evento neste ano. Com acidez de apenas 0,09%, o rótulo se destacou entre especialistas e produtores de todo o mundo. E reforçou a presença do Brasil no cenário internacional da olivicultura.

    Além do reconhecimento inédito com a variedade Coratina, a Essenza também foi premiada com duas Medalhas de Ouro para os azeites Mantikir Blend Summit (acidez de 0,08%) e Mantikir Grapolo (acidez de 0,09%). Consolidando sua reputação na produção de azeites extravirgens de alta qualidade. Os baixos índices de acidez, entre 0,07% e 0,09%, evidenciam a pureza e o frescor dos produtos. Isso é resultado de um rigoroso controle desde a colheita manual até o envase.

    Herbert Sales, proprietário da Vinícola Essenza, destaca que a premiação representa um marco para a olivicultura nacional. “Premiar um monovarietal brasileiro entre os melhores do mundo é o reconhecimento de um trabalho minucioso, realizado desde o campo até o envase”, afirma o produtor.

    Histórico de premiações

    Em 2025, a Essenza já acumula 22 premiações em importantes concursos internacionais. Como o TOP 100 Evooleum e o ESAO Awards (Espanha), o Prêmio CA Ovibeja (Portugal). o Anatolian iOOC (Turquia), o ATHENA International Olive Oil Competition (Grécia) e o próprio London IOOC (Reino Unido). O Prêmio CA Ovibeja elegeu o Mantikir Blend Summit Premium como o melhor azeite do Hemisfério Sul pelo segundo ano consecutivo. Enquanto o Mantikir Koroneiki conquistou a Medalha de Prata na mesma categoria.

    O azeite Mantikir Coratina, vendido por R$ 170 a garrafa de 250 ml, apresenta perfil frutado médio, com notas de folhas verdes, amêndoa, tomate e maçã, além de oferecer um sabor marcante e equilibrado. A produção artesanal, com extração a frio e controle de temperatura, garante parâmetros físico-químicos que atendem aos mais altos padrões internacionais.

    Essas conquistas reforçam a vocação da Serra da Mantiqueira para a olivicultura. E mostram que o Brasil pode competir com excelência nos principais concursos mundiais. Oferecendo ao consumidor azeites nacionais premiados e de qualidade reconhecida internacionalmente.

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  • Guerra ao azeite falsificado: Anvisa proíbe mais duas marcas

    Guerra ao azeite falsificado: Anvisa proíbe mais duas marcas

    A Anvisa proibiu nesta segunda-feira (26) a venda, distribuição, fabricação, propaganda e uso dos azeites das marcas La Ventosa e Grego Santorini.As autoridades determinaram a retirada de todos os lotes dessas marcas do mercado, pois apresentam origem desconhecida e pertencem a empresas embaladoras com CNPJs suspensos por inconsistências cadastrais na Receita Federal. A Caxias Comércio de Gêneros Alimentícios embalava o azeite La Ventosa, enquanto a Intralogística Distribuidora Concept era responsável pelo Grego Santorini.

    A decisão foi publicada no Diário Oficial da União após denúncia do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), que identificou irregularidades durante fiscalizações e apreendeu lotes dos produtos. Os testes físico-químicos apontaram que os azeites não atendem aos padrões de identidade e qualidade, sendo considerados impróprios para o consumo. Além disso, as rotulagens apresentavam apenas informações das embaladoras, sem comprovação de origem ou registro sanitário.

    Caça ao azeite falsificado

    Na última semana, a Anvisa já havia proibido outras marcas pelo mesmo motivo: Alonso, Quintas D’Oliveira, Almanara e Escarpas das Oliveiras. O órgão orienta que consumidores evitem o uso dos azeites proibidos. E que estabelecimentos comuniquem imediatamente as Vigilâncias Sanitárias municipais caso encontrem esses produtos à venda.

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  • De novo: Governo proíbe venda de mais 2 marcas de azeite

    De novo: Governo proíbe venda de mais 2 marcas de azeite

    O governo federal proibiu nesta quinta-feira (22) a comercialização, distribuição, fabricação, propaganda e uso das marcas de azeite Almazara e Escarpas das Oliveiras. A decisão foi publicada no Diário Oficial da União após denúncia do Ministério da Agricultura e fiscalização da Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária).

    A proibição ocorreu porque os produtos têm como embaladora a empresa Oriente Mercantil Importação e Exportação Ltda. Esse  CNPJ foi extinto em novembro de 2023, o que configura irregularidade grave para comercialização.

    Essa é a segunda medida do governo contra marcas de azeite nesta semana. Na terça-feira (20), as marcas Alonso e Quintas D’Oliveira também foram proibidas pela Anvisa após denúncias do Ministério da Agricultura sobre origem desconhecida e irregularidades nos rótulos e na composição dos produtos.

    Em outubro de 2024, o Ministério da Agricultura já havia apreendido lotes dessas quatro marcas, alertando que os produtos apresentavam risco à saúde devido à incerteza sobre sua procedência e composição. Na ocasião, o órgão esclareceu que existem duas marcas chamadas Alonso. A regular é de origem chilena, enquanto a proibida no Brasil tem origem desconhecida e está associada à empresa Comércio de Gêneros Alimentícios Cotinga Ltda., com CNPJ inexistente na Receita Federal.

    Consumidores que adquiriram essas marcas devem interromper o uso imediatamente e buscar a substituição, conforme orienta o Código de Defesa do Consumidor. Denúncias sobre a venda de produtos irregulares podem ser feitas pelo canal oficial Fala.BR, indicando o local da compra.

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  • Azeite: governo proíbe comercialização de duas marcas

    Azeite: governo proíbe comercialização de duas marcas

    O governo federal proibiu a comercialização, distribuição, fabricação, propaganda e uso de azeite das marcas Alonso e Quintas D’Oliveira, após denúncias do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) e investigação da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). A medida foi publicada no Diário Oficial da União em 20 de maio de 2025.

    A proibição ocorreu após apreensões que revelaram que os produtos dessas marcas têm origem desconhecida e não cumprem diversos dispositivos legais. Entre as principais irregularidades identificadas estão:

    • Falta de conformidade com os padrões legais de rotulagem;
    • Não atendimento às exigências sanitárias nas instalações de fabricação;
    • Ausência de licença junto à autoridade sanitária competente e falta de registro no Ministério da Saúde.

    Além disso, análises laboratoriais apontaram a presença de óleos vegetais não identificados, indicando adulteração dos azeites, o que compromete a qualidade e representa risco à saúde dos consumidores.

    Ações contra fraudes em azeites

    Em outubro de 2024, o Mapa já havia realizado apreensões e proibido a venda de lotes dessas marcas, destacando o risco à saúde devido à incerteza sobre a origem e composição dos produtos. Desde o início de 2024, 29 marcas de azeite tiveram lotes vetados ou foram proibidas pelo governo por apresentarem irregularidades semelhantes, como mistura com óleos de qualidade inferior e fabricação em estabelecimentos clandestinos com condições sanitárias inadequadas.

    Algumas das empresas responsáveis pelas marcas Alonso e Quintas D’Oliveira possuem CNPJs suspensos ou baixados pela Receita Federal, reforçando as suspeitas de fraude.

    Como identificar azeites de qualidade?

    • Verifique se o produto tem selo de certificação da Anvisa.
    • Prefira marcas com classificação “extravirgem” e origem transparente.
    • Evite azeites com preço muito abaixo do mercado, pois podem ser adulterados

    A fiscalização é contínua e visa garantir que o azeite comercializado no Brasil atenda aos padrões de identidade, qualidade e segurança alimentar.

    Consumidores que adquiriram produtos das marcas proibidas devem interromper o uso imediatamente e procurar a substituição conforme previsto no Código de Defesa do Consumidor. Denúncias sobre a venda de produtos irregulares podem ser feitas pelo canal oficial Fala.BR.

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  • Olivicultura mineira: setor será mapeado para orientar políticas e avanços

    Olivicultura mineira: setor será mapeado para orientar políticas e avanços

    A Câmara Técnica Setorial de Olivicultura, criada no final de 2024 pelo Governo de Minas Gerais, iniciou um diagnóstico da atividade no estado. Um questionário online, baseado em um modelo já aplicado a produtores de cachaça, está disponível para coleta de dados.

    As informações ajudarão a equipe, formada por representantes de 16 instituições públicas e da sociedade civil, a propor políticas públicas para impulsionar o setor. Pedro Moura, coordenador do Programa de Pesquisa em Olivicultura da Epamig, destaca: “A Câmara Técnica aproxima a cadeia produtiva do governo, buscando ações mais assertivas.”

    A Assoolive, representada pelo presidente Moacir Batista do Nascimento Filho, coordena a Câmara. “Precisamos consolidar dados sobre olivicultores e área plantada em Minas e no Sudeste. Temos projeções de 150 produtores no estado e 200 na região. A Câmara unirá a cadeia e oficializará essas informações”, afirma Moacir.

    Paula Braga, relatora da Câmara e servidora do IMA, ressalta que o mapeamento é a primeira ação concreta do grupo. “Trabalhamos quatro meses na elaboração do questionário, lançado durante a Festa do Azeite Novo, em Maria da Fé.”

    Segundo Paula, o objetivo é fortalecer a olivicultura no estado, reunindo entidades para apoiar o setor em pesquisas, questões tributárias e outras demandas.

    Instituições participantes

    Além da Epamig, IMA e Assoolive, integram a Câmara:

    • Secretarias de Estado de Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Seapa)
    • Desenvolvimento Econômico (Sede)
    • Cultura e Turismo (Secult)
    • Emater-MG, Embrapa, Sebrae-MG
    • Federações da Agricultura e Trabalhadores Rurais
    • Conselhos e Sociedades de Engenharia Agronômica e Florestal

    Perspectivas

    Em 2025, a produção de azeitonas e azeites na Serra da Mantiqueira foi menor devido a fatores climáticos e à bienalidade da cultura. Para 2026, a expectativa é de recuperação. Pedro Moura explica: “Com a bienalidade e mais horas de frio este ano, esperamos uma safra alta em 2026.”

    Moacir Batista concorda: “O clima em 2025 deve ser mais regular, favorecendo a floração. Em 2026, teremos mais frutos e azeites de qualidade elevada.” Este mapeamento será fundamental para orientar políticas públicas e impulsionar a olivicultura mineira.

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  • Tunísia promove degustação de azeites e tâmaras em São Paulo

    Tunísia promove degustação de azeites e tâmaras em São Paulo

    Em uma estratégia para ampliar sua presença no mercado brasileiro, a Tunísia organiza nesta sexta-feira (16) uma degustação especial de seus produtos premium em São Paulo. O evento, realizado pela Embaixada da Tunísia no Brasil em parceria com a Câmara de Comércio Árabe-Brasileira, tem como objetivo apresentar a qualidade dos azeites e tâmaras tunisianos a importadores e consumidores brasileiros.

    A iniciativa ocorre paralelamente à Apas Show, maior feira de alimentos e bebidas da América Latina, onde empresas tunisianas já estão expondo. A degustação acontecerá às 10h30, no espaço de eventos da Câmara Árabe-Brasileira (Avenida Paulista, 283/287, 11º andar), e será aberta ao público, com inscrições gratuitas via formulário online.

    Oportunidade de negócios entre Brasil e Tunísia

    Entre os destaques do evento estão produtos de nove empresas do país norte-africano, incluindo Agroliva, Bizerta, Bulla Regia, Riviere D’or, STCA Al Jazira, FIT Fadhel International Trading, Golden Export, Cure All & More e Nouri Dates. O embaixador da Tunísia no Brasil, Nabil Lakhal, estará presente e espera que o encontro facilite novos acordos comerciais entre os dois países.

    Embaixada da Tunísia e Câmara Árabe-Brasileira fazem degustação para importadores convidados

    “Esta é uma chance para os importadores brasileiros conhecerem de perto a excelência dos azeites e tâmaras tunisianas. Que são reconhecidos mundialmente por sua qualidade”, afirma Lakhal.

    Azeite tunisiano ganha vantagem com redução de impostos

    O diretor de novos negócios da Câmara Árabe-Brasileira, Estevão Carvalho, destaca que a isenção do imposto de importação para o azeite, anunciada pelo governo brasileiro em março, deve impulsionar as vendas dos produtos tunisianos no país.

    “Com a redução de taxas, os azeites da Tunísia se tornam ainda mais competitivos no mercado brasileiro. Muitas dessas empresas já participam da Apas Show pela segunda ou terceira vez, o que mostra que estão encontrando oportunidades reais aqui”, explica Carvalho.

    Por que os produtos tunisianos se destacam?

    A Tunísia é um dos maiores produtores de azeite do mundo, conhecido por seu sabor intenso e qualidade superior. As pessoas apreciam as tâmaras tunisianas por sua doçura natural e versatilidade na culinária.

    O evento em São Paulo não só reforça a presença desses produtos no Brasil. Mas também fortalece os laços comerciais entre os dois países, abrindo portas para futuras parcerias.

    Serviço:

    📅 Data: Sexta-feira, 16 de maio

    ⏰ Horário: 10h30

    📍 Local: Câmara de Comércio Árabe-Brasileira (Av. Paulista, 283/287, 11º andar – São Paulo)

    🎟️ Inscrições: Gratuitas, via formulário online

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  • Azeite brasileiro é o único das Américas entre os 100 melhores do mundo

    Azeite brasileiro é o único das Américas entre os 100 melhores do mundo

    O azeite Mantikir Summit Premium, produzido pela Vinícola Essenza, conquistou reconhecimento internacional ao ser incluído no Top 100 do prestigiado Evooleum Awards 2025, principal premiação mundial do setor, realizada na Espanha. Com 93 pontos, o rótulo conquistou o título de melhor azeite brasileiro e representa, sozinho, as Américas na lista deste ano.

    O Evooleum Awards é considerado o concurso mais influente e rigoroso do segmento, reunindo um júri internacional formado por 25 especialistas de 11 países, que avaliam às cegas quase mil amostras de azeites extravirgens de 26 nações. Na edição de 2025, apenas 10 países tiveram azeites classificados no ranking final, entre eles Brasil, China, África do Sul, Grécia, Portugal, Croácia, Turquia, Itália e Espanha — esta última liderando com 67 azeites, sendo 43 da Andaluzia.

    Blend exclusivo produzido em Minas Gerais

    O Mantikir Summit Premium é um blend de campo elaborado com quatro variedades de azeitonas. São elas arbequina, coratina, grapolo e koroneiki. Todas colhidas manualmente no final de fevereiro em Maria da Fé, Minas Gerais, a 1.910 metros de altitude. O clima local, com noites frias mesmo no verão, favorece a alta concentração de compostos fenólicos, resultando em um azeite de alta qualidade e perfil sensorial diferenciado.

    Produtores extraem azeite de um olival localizado a 1.910 metros de altitude, considerado o mais alto do mundo. Foto: Divulgação

    O processo de produção prioriza a colheita prematura e o manejo cuidadoso dos frutos, com extração a frio e temperatura controlada a 22°C. Para produzir 1 litro de azeite artesanal, são necessários cerca de 12 quilos de azeitonas, garantindo um produto final de excelência.

    Premiação reforça potencial do azeite nacional

    Segundo Herbert Sales, proprietário da Vinícola Essenza, o reconhecimento no Evooleum Awards confirma o potencial do Brasil para produzir azeites extravirgens de alta performance técnica e sensorial. Em 2024, o Mantikir Summit conquistou o título de melhor azeite do mundo na categoria de produção limitada até 2.500 litros. Portanto, superando marcas tradicionais da Europa e do Oriente Médio.

    O azeite brasileiro se destaca por seu perfil aromático intenso, notas verdes e complexidade, consolidando o país no cenário internacional de azeites premium.

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  • Azeite da Serra da Mantiqueira leva ouro em prêmio internacional

    Azeite da Serra da Mantiqueira leva ouro em prêmio internacional

    A Vinícola Essenza, encravada nas alturas da Serra da Mantiqueira, em Minas Gerais, conquistou mais uma vez os holofotes do cenário internacional. Desta vez, brilhou na 14ª edição do Concurso Internacional de Azeite Virgem Extra – Prémio CA Ovibeja, realizado em Beja, Portugal, um dos eventos mais respeitados do setor.

    Entre produtores de várias partes do mundo, os azeites brasileiros mostraram que têm, sim, um lugar de destaque. E o grande nome da vez foi o Mantikir Blend Summit Premium, que faturou a Medalha de Ouro na categoria Hemisfério Sul pelo segundo ano consecutivo. A mistura das variedades Arbequina, Koroneiki, Grappolo e Coratina rendeu ao rótulo o título de melhor azeite produzido abaixo da Linha do Equador.

    Mas não parou por aí: o Mantikir Koroneiki, feito exclusivamente com a variedade Koroneiki, também subiu ao pódio, garantindo a Medalha de Prata na mesma categoria.

    “A produção de azeites na Vinícola Essenza é um processo que combina técnicas tradicionais com a excelência do terroir da Serra da Mantiqueira. A vinícola preza pela qualidade em todas as etapas de produção, desde o cultivo das oliveiras até o envase do azeite”, afirmou a vinícola em comunicado.

    Foto: Vinícola Essenza

    Com apenas cinco anos desde o primeiro plantio e três safras finalizadas, a Essenza vem surpreendendo até os mais céticos.

    A plantação fica na Fazenda Tuiuva, entre 1.700 e 1.910 metros de altitude, considerada a mais alta do Brasil. Lá em cima, por exemplo, as oliveiras encontram o clima fresco ideal, que aliado ao cuidado técnico, resulta em azeites premiadíssimos.

    “A produção de azeites na Vinícola Essenza é um exemplo do compromisso da vinícola com a qualidade e a excelência”, conforme o comunicado.

    Referência mundial

    O Concurso CA Ovibeja é organizado pela ACOS – Associação de Agricultores do Sul, com apoio da Casa do Azeite. Um júri internacional, liderado pelo especialista José Gouveia, avaliou cerca de 100 azeites, provenientes de mais de dez países. Os organizadores dividiram as amostras conforme características como o frutado e as agruparam por hemisférios.

    A cerimônia oficial de entrega dos prêmios está marcada para o dia 3 de maio, em Portugal — e, portanto, os representantes da Mantiqueira devem subir ao palco mais uma vez com orgulho.

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  • Fiscalização apreende azeite de oliva adulterado no RS

    Fiscalização apreende azeite de oliva adulterado no RS

    O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) apreendeu 30.990 litros de azeite de oliva adulterado em duas redes de supermercados do Rio Grande do Sul. Os produtos das marcas Doma (Santa Catarina) e Azapa (São Paulo) foram recolhidos após análises do Laboratório Federal de Defesa Agropecuária confirmarem a presença de óleos vegetais não autorizados na composição.

    Detalhes da operação

    • Marcas envolvidas: Doma (vendida na rede Comercial Zaffari Ltda) e Azapa (comercializada no Master Sonda Hipermercados).
    • Irregularidades: adulteração com óleos vegetais em desacordo com padrões de qualidade e identidade.
    • Consequências: as autoridades consideraram os produtos impróprios para consumo, e os supermercados podem enfrentar penalizações.

    Reações das empresas

    A Master ATS Supermercados (responsável pela Azapa) retirou o produto das gôndolas e notificou o fabricante chileno Santiago Foods, enquanto a Domazzi Importadora (Doma) iniciou investigação junto ao fornecedor.

    O presidente do Instituto Brasileiro de Olivicultura (Ibraoliva), Renato Fernandes, destacou que o azeite de oliva é o segundo produto mais fraudado do mundo. Em 2024, 27 marcas foram proibidas no Brasil. Fernandes defende a ampliação de análises sensoriais para identificar fraudes na classificação como “extravirgem”.

    Orientações ao consumidor vítima de azeite de oliva adulterado:

    • Troca ou reembolso: Solicite substituição conforme o Código de Defesa do Consumidor.
    • Denúncias: Registre irregularidades no canal Fala.BR, indicando o local de compra.

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