Tag: azeite

  • Óleo de amendoim é alternativa saudável a “crise do azeite”

    Óleo de amendoim é alternativa saudável a “crise do azeite”

    Com altos preços, a crise do azeite de oliva tem levado os consumidores brasileiros a buscar alternativas mais acessíveis, como o óleo de amendoim. Este óleo, extraído da planta Arachis hypogaea, é amplamente utilizado em bares, estádios e restaurantes em todo o Brasil, onde o amendoim é um petisco popular.

    Produção e Exportação

    O Brasil produz anualmente cerca de 747 mil toneladas de amendoim. Aproximadamente 90% dessa produção concentrada no Estado de São Paulo. As cidades de Tupã, Marília e Jaboticabal são as maiores responsáveis pela produção, contribuindo significativamente para a extração de 87 mil toneladas de óleo de amendoim. Deste total, cerca de 60% é destinado à exportação. A China é o principal comprador, absorvendo 80% das vendas externas.

    A relação comercial entre Brasil e China é histórica e se fortaleceu ao longo dos anos. O Brasil se consolidou como líder na exportação de óleo de amendoim, mesmo ocupando apenas a 12ª posição na produção global deste insumo.

    A necessidade da China de importar alimentos, devido à sua limitada capacidade produtiva interna, impulsionou uma demanda crescente por produtos agrícolas brasileiros, incluindo o óleo de amendoim.

    “O setor agropecuário e mineral [brasileiro] é um setor que desde os primórdios, depois da Segunda Guerra Mundial particularmente, esteve muito focado no mercado internacional,  porque a escala é tão grande que, para o mercado interno, não tem demanda”, explicou o professor Simão Davi Silber, da Faculdade de Economia, Administração, Contabilidade e Atuária (FEA) da Universidade de São Paulo, em entrevista para o Jornal da USP.

    Benefícios Nutricionais

    O óleo de amendoim não só desempenha um papel crucial na economia brasileira. Sendo assim, também oferece diversos benefícios nutricionais, em meio a crise do azeite de oliva.

    Ele é rico em vitamina E e antioxidantes como o resveratrol, que ajudam na desintoxicação do corpo e na prevenção de doenças como Alzheimer.

    Além disso, contém gorduras poli-insaturadas, especialmente ômega-6, que são benéficas para a saúde cardiovascular e o sistema imunológico.

    “Já tem diversos estudos comprovando boas atividades fisiológicas e metabólicas do Ômega 6, por exemplo, para sistema imunológico, parte estética, saúde cardiovascular e muitas outras”, afirma Juliana Gimenez Casagrande, nutricionista e doutora em Ciência dos Alimentos, em depoimento ao Jornal da USP.

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    O amendoim é um alimento popular que se encaixa bem em eventos sociais, tornando-se uma opção saudável e saborosa para petiscos.

    O alto ponto de fumaça do óleo (232 ºC, segundo o Guia Michelin) também o torna ideal para frituras. Afinal resiste a temperaturas elevadas sem degradar-se rapidamente.

    Com a crescente busca por alternativas ao azeite de oliva e a popularidade do amendoim no Brasil, o óleo de amendoim tem se destacado.

    À medida que os consumidores se tornam mais conscientes dos benefícios desse óleo e da sua versatilidade na cozinha, é provável que sua aceitação no mercado interno continue a crescer.

    Portanto, a combinação da demanda externa com as qualidades intrínsecas do produto posiciona o Brasil favoravelmente no cenário global das exportações agrícolas.

  • Entenda as diferenças entre os tipos de azeites

    Entenda as diferenças entre os tipos de azeites

    O azeite de oliva é um dos ingredientes mais valorizados na gastronomia mundial, mas nem todos conhecem as diferenças entre os tipos mais comuns de azeites: azeite virgem, extra virgem e outros tipos refinados.

    Entender essas diferenças é essencial para escolher o produto certo de acordo com suas necessidades culinárias e preferências de sabor e qualidade.

    Azeite extra virgem

    O azeite extra virgem é considerado a mais alta categoria de azeite de oliva. Ele é obtido diretamente das azeitonas e exclusivamente por processos mecânicos, sem a utilização de produtos químicos ou tratamentos de calor.

    Para ser classificado como extra virgem, o azeite deve ter uma acidez livre (expressa em ácido oleico) de até 0,8% e passar em rigorosos testes sensoriais que garantam a ausência de defeitos e a presença de aromas e sabores frutados. Esse tipo de azeite é ideal para temperar saladas, pães e finalizar pratos, oferecendo um sabor fresco e complexo.

    Azeite virgem

    O azeite virgem também é produzido por métodos mecânicos e é menos processado que as versões refinadas. Sua acidez pode chegar até 2%, e ele pode ter leves imperfeições sensoriais, embora mantenha boa parte das propriedades saudáveis e do sabor das azeitonas. O azeite virgem é uma opção mais acessível que o extra virgem. Ele pode ser usado tanto em cozimentos de baixa temperatura quanto em preparos frios.

    Azeites refinados e azeite comum

    Os azeites refinados passam por um processo de tratamento químico e térmico para remover impurezas e defeitos sensoriais. Por isso, eles têm uma acidez praticamente nula (geralmente inferior a 0,3%), mas também perdem uma parte significativa de seu sabor e benefícios nutricionais.

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    Esses azeites são frequentemente misturados com azeites virgens para melhorar seu sabor e cor, originando o azeite comum ou “azeite de oliva”, que costuma ser mais acessível e é indicado principalmente para cozimentos e frituras.

    Como não ser enganado

    Para evitar ser enganado na hora de escolher entre um dos vários tipos de azeites, é importante ficar atento a alguns aspectos:

    • Rotulagem: Verifique o rótulo do produto. Um azeite extra virgem legítimo terá informações claras sobre sua acidez (deve ser inferior a 0,8%) e a origem. Certifique-se de que o produto realmente traz essa classificação e não apenas a palavra “virgem” ou “puro”, que podem indicar misturas.
    • Acidez: A acidez não é algo perceptível ao paladar, mas sim um indicador de qualidade que pode ser verificado na embalagem. Azeites extra virgens têm acidez máxima de 0,8%, enquanto os virgens podem ter até 2%.
    • Data de colheita e validade: Um bom azeite deve indicar a data de colheita das azeitonas. Quanto mais recente, melhor o sabor e a qualidade. Além disso, preste atenção na data de validade para garantir que o azeite esteja fresco.
    • Cor e embalagem: A cor do azeite pode variar do verde intenso ao amarelo dourado, mas não indica qualidade. Já a embalagem é importante: prefira azeites em garrafas escuras, que protegem o produto da luz e preservam melhor suas propriedades.
    • Sabor e aroma: Se possível, experimente o azeite. O extra virgem tem sabor e aroma mais frutados, levemente picantes e amargos, indicativos de maior frescor e qualidade.
    • Preço: Azeites de qualidade, especialmente os extra virgens, tendem a ter um preço mais elevado devido ao processo de produção mais rigoroso. Desconfie de produtos com preços muito baixos para a categoria “extra virgem”.

    Com essas dicas, enfim, é possível escolher o azeite que realmente corresponde à sua classificação e qualidade esperada, evitando fraudes e garantindo que você tenha um produto autêntico na sua mesa.

    Como escolher o melhor azeite

    Para escolher o azeite ideal, leve em consideração o uso pretendido. O extra virgem é perfeito para pratos que exijam mais sabor e qualidade, enquanto o virgem é uma boa opção intermediária. Para cozimentos que requerem altas temperaturas, os azeites refinados podem ser mais adequados.

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    Os azeites extra virgem e virgem contêm antioxidantes naturais, como polifenóis, que ajudam na prevenção de doenças cardiovasculares e têm propriedades anti-inflamatórias. Os azeites refinados, por outro lado, apresentam uma menor quantidade desses compostos devido ao processo de refino.

    Sendo assim, conhecer essas diferenças ajuda a aproveitar melhor as qualidades de cada tipo de azeite, destacando suas características e otimizando suas aplicações na cozinha.

  • Saiba como evitar azeite falso

    Saiba como evitar azeite falso

    O mercado brasileiro de azeite de oliva enfrenta desafios sérios com a proliferação de fraudes que envolvem a adulteração do produto, um problema agravado por fatores econômicos e pela fiscalização ainda insuficiente. A recente quebra na safra das oliveiras na Europa — principal produtora mundial — impulsionou uma elevação nos preços e reduziu a oferta do produto no mercado, criando condições propícias para práticas fraudulentas.

    Empresas oportunistas têm aproveitado esse cenário para adulterar o azeite de oliva, misturando-o com óleos vegetais mais baratos, como os de soja e girassol, sem informar aos consumidores. Essa prática visa reduzir custos e aumentar os lucros, uma vez que o azeite puro tem um valor de mercado elevado. Especialistas apontam que o status do azeite como produto premium e sua alta rentabilidade tornam-no um alvo recorrente de fraudes. Isso se intensifica em um mercado saturado, com forte concorrência de produtos de baixo custo importados.

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    A fiscalização do Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA) tem intensificado as ações de controle, com interdições e multas para empresas infratoras. Neste ano, diversas marcas foram proibidas de serem comercializadas após análises detectarem irregularidades. Entre as marcas desclassificadas estão: Málaga, Rio Negro, Quinta de Aveiro, Cordilheira e outras, que apresentaram misturas não identificadas de óleos vegetais, representando riscos à saúde do consumidor. Algumas empresas responsáveis também estavam irregulares junto à Receita Federal, o que reforça as suspeitas de irregularidades na cadeia de distribuição.

    Fiscalização e controle para evitar compra de azeite falso

    O controle ainda esbarra na falta de uma cadeia de rastreabilidade eficaz e em métodos de análise que demandam tecnologias avançadas. Para identificar um azeite adulterado, é importante ficar atento a alguns sinais:

    • Preços muito baixos: desconfie se o valor for significativamente menor que o de outros azeites.
    • Checar o registro: verifique se a empresa está registrada no Ministério da Agricultura.
    • Evitar produtos a granel: azeites vendidos dessa forma tendem a ser mais vulneráveis a adulterações.
    • Analisar a validade e os ingredientes: produtos de má qualidade podem apresentar dados inconsistentes.
    • Escolher azeites com envase recente: quanto mais recente o envase, menor a chance de alterações ou deteriorações no produto.

    Essas práticas, combinadas com a intensificação da fiscalização e campanhas educativas, são essenciais para proteger o consumidor de comprar um azeite falso.

  • Saiba o motivo de tanto azeite de oliva falso no mercado

    Saiba o motivo de tanto azeite de oliva falso no mercado

    A recente série de fraudes envolvendo azeites de oliva no Brasil revela um problema multifacetado, impulsionado por fatores econômicos e pela falta de fiscalização rigorosa. Um dos motivos pelo crime é o atual preço do produto, que graças a uma quebra da safra das oliveiras, está em falta no mercado.

    Com isso, o produto está mais difícil de ser encontrado, e o preço, mais elevado. Como o consumidor continua querendo o azeite em suas compras, fica tentador para empresas sem preocupação com o cliente partir para a adulteração, principalmente utilizando marcas novas com nomes pomposos para chamar a atenção.

    A tendência é que essa falta da matéria prima na Europa, principal produtor e consumidor do azeite, continue nos próximos anos, então a previsão de retorno aos preços em que o consumidor brasileiro está acostumado é muito quase nula.

    Adulteração do azeite de oliva

    A adulteração ocorre principalmente pela mistura do azeite com outros óleos vegetais mais baratos, como soja e girassol, sem informar ao consumidor. Essa prática visa reduzir os custos de produção e aumentar as margens de lucro, já que o azeite de oliva possui um valor elevado no mercado.

    Segundo especialistas, a alta lucratividade associada ao azeite — e a percepção do consumidor de que é um produto premium — torna a prática tentadora para empresas desonestas. Muitas marcas recorrem a essa fraude para se manterem competitivas em um mercado saturado e marcado pela forte concorrência de produtos importados de baixo custo.

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    Além disso, o controle ainda é considerado insuficiente, e a detecção de adulterações demanda tecnologia e análise criteriosa, algo que nem sempre é realizado com frequência ou de forma abrangente no país.

    Outro fator que contribui é a ausência de uma cadeia de rastreabilidade bem estabelecida, o que facilita o comércio de produtos de origem duvidosa. Como resultado, consumidores correm o risco de adquirir um azeite que, na verdade, não possui as características nutricionais e de qualidade esperadas, o que afeta também a confiança no mercado como um todo.

    Atuação da fiscalização

    O Ministério da Agricultura tem intensificado as fiscalizações e aplicando medidas mais rígidas contra fraudes, interditando lotes e multando empresas envolvidas. Mas especialistas reforçam a importância de regulamentações mais rigorosas e de campanhas educativas para orientar os consumidores sobre como identificar produtos adulterados.

    Neste ano, o Ministério da Agricultura proibiu a venda de diversas marcas de azeite de oliva devido a irregularidades e adulterações. Entre as marcas que tiveram seus produtos desclassificados estão: Málaga, Rio Negro, Quinta de Aveiro, Cordilheira, Serrano, Oviedo, Imperial, Ouro Negro, Carcavelos, Pérola Negra e La Ventosa. Essas marcas foram consideradas impróprias para consumo após análises que mostraram não conformidade com os padrões estabelecidos. Em algumas delas, a adulteração envolveu a mistura de outros óleos vegetais não identificados, um risco para a saúde do consumidor. Além disso, as empresas responsáveis estavam em situação irregular junto à Receita Federal, reforçando as suspeitas de fraude.

    Para identificar um azeite adulterado, é importante ficar atento a alguns sinais:

    • Preços muito baixos: desconfie se o valor for significativamente menor que o de outros azeites.
    • Checar o registro: verifique se a empresa está registrada no Ministério da Agricultura.
    • Evitar produtos a granel: azeites vendidos dessa forma tendem a ser mais vulneráveis a adulterações.
    • Analisar a validade e os ingredientes: produtos de má qualidade podem apresentar dados inconsistentes.
    • Escolher azeites com envase recente: quanto mais recente o envase, menor a chance de alterações ou deteriorações no produto.

    Essas medidas ajudam a reduzir os riscos de adquirir um azeite fraudado e garantir a qualidade do produto. Caso você tenha comprado algum dos produtos citados, recomenda-se procurar o estabelecimento para uma substituição, conforme as diretrizes do Código de Defesa do Consumidor​

  • Governo proíbe 12 marcas de azeite por perigo à saúde

    Governo proíbe 12 marcas de azeite por perigo à saúde

    O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) emitiu um alerta sobre a comercialização de 12 marcas de azeite de oliva que foram desclassificadas por fraude.

    As análises realizadas pelo Departamento de Inspeção de Produtos de Origem Vegetal revelaram a presença de outros óleos vegetais não identificados na composição dos produtos, comprometendo sua qualidade e segurança.

    Marcas Afetadas

    As 12 marcas de azeite afetadas incluem:

    • Grego Santorini
    • La Ventosa
    • Alonso
    • Quintas D’Oliveira
    • Olivas Del Tango
    • Vila Real
    • Quinta de Aveiro
    • Vincenzo
    • Don Alejandro
    • Almazara
    • Escarpas das Oliveiras
    • Garcia Torres

    Esses produtos foram considerados impróprios para consumo, pois não atendem aos padrões estabelecidos pela Instrução Normativa nº 01/2012. Além disso, algumas empresas responsáveis por essas marcas têm CNPJs suspensos ou baixados pela Receita Federal, o que levanta suspeitas adicionais de fraude.

    Riscos à Saúde

    As análises detectaram que a presença desses óleos não identificados representa portanto um risco à saúde dos consumidores. Além disso, a falta de clareza sobre a procedência desses ingredientes aumenta a preocupação em relação à segurança alimentar.

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    O Mapa alertou que a comercialização desses produtos configura uma infração grave; portanto, os estabelecimentos que continuarem a vendê-los poderão ser responsabilizados.

    Orientações ao Consumidor

    Os consumidores que adquiriram essas marcas devem interromper o uso imediatamente e buscar substituições, conforme o Código de Defesa do Consumidor. Sendo assim, o Mapa disponibilizou o canal Fala.BR para denúncias sobre a venda de produtos fraudulentos.

    Para evitar ser enganado na compra de azeites, recomenda-se:

    • Desconfiar de preços muito abaixo da média.
    • Verificar se a empresa está registrada no Mapa.
    • Conferir listas de produtos irregulares já apreendidos.
    • Não comprar azeite a granel.
    • Estar atento à data de validade e aos ingredientes contidos.
    • Optar por produtos com a data de envase mais recente.

    Ou seja, essas medidas visam proteger os consumidores e garantir a qualidade dos produtos no mercado.

  • Azeite de oliva – MAPA divulga nova lista de marcas impróprias para consumo

    Azeite de oliva – MAPA divulga nova lista de marcas impróprias para consumo

    Nesta quinta-feira (3), o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) divulgou uma lista com 11 marcas de azeite de oliva que foram desclassificadas e consideradas impróprias para consumo.

    As marcas afetadas incluem Málaga, Rio Negro, Quinta de Aveiro, Cordilheira, Serrano, Oviedo, Imperial, Ouro Negro, Carcavelos, Pérola Negra e La Ventosa.

    O Laboratório Federal de Defesa Agropecuária analisou os produtos e os desclassificou por não atenderem aos parâmetros estabelecidos pela Instrução Normativa nº 01/2012.

    Além disso, todas as empresas responsáveis por esses produtos estão com o CNPJ baixado junto à Receita Federal, indicando a possibilidade de fraude.

    Reincidência

    As marcas Serrano e Cordilheira haviam sido proibidas recentemente pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), e as análises físico-químicas do Mapa confirmam a suspeita de fraude nos produtos.

    O Mapa alerta que poderá responsabilizar supermercados e atacadistas que vendem produtos desclassificados e de procedência desconhecida, com base no Decreto nº 6.268/2007.

    Eles ainda analisam outras marcas e divulgarão uma nova lista assim que concluírem os resultados.

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    Os consumidores que adquiriram esses produtos devem interromper seu consumo imediatamente.

    Além disso, o consumidor deve solicitar a substituição conforme o Código de Defesa do Consumidor ou por meio do canal oficial Fala.BR do Mapa, informando o estabelecimento e o endereço onde adquiriu o produto.

    Lista por marcas

    Ao todo são 11 marcas: Málaga, Rio Negro, Quinta de Aveiro, Cordilheira, Serrano, Oviedo, Imperial, Ouro Negro, Carcavelos, Pérola Negra e La Ventosa. Reprodução MAPA

    Dicas ao Consumidor

    O azeite de oliva ocupa o segundo lugar entre os produtos alimentares mais fraudados no mundo, ficando atrás apenas do pescado. Portanto, para evitar fraudes, os consumidores devem adotar alguns cuidados ao escolher os produtos:

    • Desconfie sempre de preços abaixo da média.
    • Verifique se a empresa está registrada no Mapa.
    • Consulte a lista de produtos irregulares já apreendidos em ações do Mapa.
    • Evite comprar azeite a granel.
    • Esteja atento à data de validade e aos ingredientes contidos.
    • Opte por produtos com a data de envase mais recente.
  • Azeite brasileiro Sabiá é eleito o melhor do mundo

    Azeite brasileiro Sabiá é eleito o melhor do mundo

    O azeite brasileiro Sabiá Koroneike recebeu o prestigiado título de melhor azeite do mundo na categoria monovarietal frutado médio, que avalia azeites produzidos a partir de uma única variedade de azeitona, no renomado guia Flos Olei.

    Essa conquista não apenas destaca a qualidade do azeite brasileiro, mas também coloca o Brasil em evidência no cenário global, tradicionalmente dominado por potências como Itália, Espanha e Grécia.

    O azeite brasileiro Sabiá Koroneike é produzido na Fazenda do Campo Alto, na região da serra da Mantiqueira, em São Paulo. O azeite é feito com azeitonas koroneike, uma variedade originária da Grécia. Essas condições, entretanto, são fundamentais para a obtenção de um produto de qualidade excepcional.

    Além disso, o compromisso com práticas de manejo sustentável e um controle rigoroso ao longo do processo produtivo asseguram um padrão elevado de excelência.

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    O guia Flos Olei de 2025 destaca 11 marcas brasileiras, evidenciando a crescente presença do Brasil e refletindo um avanço significativo na olivicultura nacional. Os avaliadores, portanto, analisaram os azeites brasileiros com base em critérios rigorosos como frescor, equilíbrio e complexidade, essenciais para classificar produtos premium.

    Lista e pontuação dos azeites brasileiros:

    • Fazenda do Azeite Sabiá – 97 pontos (SP)
    • Prosperato – 97 pontos (RS)
    • Estância das Oliveiras – 90 pontos (RS)
    • Azeite Bem te Vi – 89 pontos (RS)
    • Azeite Puro – 88 pontos (RS)
    • Oliq Azeite Extravirgem – 87 pontos (SP)
    • Vinícola Essenza – 86 pontos (SP)
    • Verolí – 86 pontos (MG)
    • Al-Zait & Co. – 85 pontos (RS)
    • Olivas de Gramado – 85 pontos (RS)
    • Orfeu – 85 pontos (SP)

    Ou seja, a presença dos azeites brasileiros entre os melhores do mundo, com marcas classificadas entre os 500 produtores de 56 países, reafirma o excelente momento da produção nacional. Além disso, o reconhecimento é um reflexo dos investimentos contínuos no setor e abre perspectivas promissoras para o futuro do azeite brasileiro no mercado global.

  • Porque o azeite está caro?

    Porque o azeite está caro?

    O aumento significativo nos preços do azeite tem sido uma preocupação para consumidores e produtores. Vários fatores estão contribuindo para essa elevação de preços, que deve persistir por algum tempo.

    As condições climáticas adversas, como secas severas e temperaturas extremas, têm afetado a produção de azeitonas em países produtores, especialmente na Europa, que é responsável por uma grande parte da oferta global de azeite. Essas condições resultam em safras menores e, consequentemente, em preços mais altos.

    Além disso, o consumo de azeite tem crescido globalmente, impulsionado por uma maior conscientização sobre os benefícios à saúde associados ao seu uso, como a dieta mediterrânea. Esse aumento na demanda, combinado com a oferta limitada, pressiona ainda mais os preços.

    O aumento nos custos de produção, incluindo mão de obra, fertilizantes e transporte, também tem impactado o preço final do azeite. A inflação e as interrupções nas cadeias de suprimento devido a eventos globais recentes têm exacerbado essa situação.

    A especulação nos mercados financeiros também pode influenciar os preços do azeite, levando a flutuações que não necessariamente refletem as condições reais de oferta e demanda.

    Até quando essa situação deve durar?

    Os especialistas preveem que os preços do azeite continuarão elevados pelo menos até o final deste ano. A recuperação das safras depende das condições climáticas nos próximos meses e da capacidade dos produtores de se adaptarem às novas realidades do mercado. Além disso, se a demanda continuar alta enquanto a oferta permanecer restrita, é provável que os preços se mantenham em patamares elevados por um período prolongado.

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    Em resumo, o preço do azeite está alto devido a uma combinação de fatores climáticos adversos, aumento da demanda global e custos de produção crescentes. As expectativas indicam que essa tendência deve persistir até que as condições do mercado se estabilizem.

    Azeite falsificado

    Nos últimos meses, operações em todo o Brasil revelaram um aumento preocupante na venda de azeites de oliva adulterados. A “Operação Getsêmani”, conduzida pelo Ministério da Agricultura (Mapa) em conjunto com as polícias Civil e Militar, resultou na apreensão de mais de 100 mil litros de azeite falsificado.

    O esquema envolvia a adulteração de azeite extravirgem com óleo de soja em uma fábrica clandestina no Rio de Janeiro, e a distribuição desse produto para supermercados em várias regiões do país. A fraude, que causou um prejuízo estimado em R$ 8,1 milhões, representa um risco à saúde pública, já que produtos adulterados podem conter substâncias prejudiciais à saúde​.

    O Mapa também alerta os consumidores a ficarem atentos a preços muito baixos e a rótulos com informações incompletas ou suspeitas. Marcas reconhecidas e com boa procedência são sempre a melhor escolha para evitar problemas.

    Produtos fora de padrão

    Nesta semana, o Ministério da Agricultura determinou o recolhimento de 12 lotes de azeites de oliva no Brasil, após análises laboratoriais confirmarem que os produtos não atendem aos padrões de identidade e qualidade exigidos. As irregularidades identificadas incluem fraudes nos ingredientes e formulações dos azeites. Ao todo, 82 mil litros de azeite foram apreendidos, representando 10 marcas de oito empresas diferentes. O Ministério orienta que consumidores evitem o consumo desses produtos e os devolvam aos pontos de venda onde foram adquiridos.

    O azeite de oliva é um dos produtos mais frequentemente adulterados globalmente, ficando atrás apenas do pescado em termos de fraudes. Para se proteger, o Ministério recomenda que os consumidores desconfiem de preços muito baixos, verifiquem a validade e optem por produtos com engarrafamento recente. Além disso, estão sendo investigados outros lotes que podem apresentar irregularidades e aguardam resultados definitivos.

    Essa operação faz parte de uma fiscalização contínua para garantir a qualidade dos produtos alimentícios no mercado brasileiro, com foco na proteção dos consumidores

  • Azeite de oliva perde reinado para óleo de girassol entre os consumidores

    Azeite de oliva perde reinado para óleo de girassol entre os consumidores

    O azeite de oliva, tradicional líder nas cozinhas espanholas, perdeu espaço para o óleo de girassol em 2024. Dados da Associação Nacional de Industriais Envasadores e Refinadores de Óleos Comestíveis (Anierac) mostram que os espanhóis compraram 107 milhões de litros de azeite no primeiro semestre deste ano. Em contrapartida, o consumo de óleo de girassol atingiu 179 milhões de litros no mesmo período. A alta nos preços do azeite de oliva é apontada como a principal razão para a mudança de comportamento dos consumidores, no país que é o maior produtor de azeite do mundo.

    Até o ano passado, o azeite de oliva representava 62% das vendas de óleos de cozinha na Espanha, enquanto o óleo de girassol correspondia a cerca de 34%, conforme dados do Ministério da Agricultura. Contudo, em 2024, esse cenário mudou drasticamente. “É evidente que o consumo de azeite de oliva está caindo na Espanha”, afirma Primitivo Fernández, porta-voz da Anierac. “Há lares que antes compravam apenas azeite de oliva e agora, pela primeira vez, compram óleo de girassol e azeite de oliva”, destaca.

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    De acordo com a Anierac, as vendas de azeite em volume registraram uma queda de 18% em comparação com o primeiro semestre de 2023. Ao mesmo tempo, as vendas de óleo de girassol cresceram 25% no último ano, conforme dados oficiais. Em média, uma garrafa de óleo de girassol custou 1,86 euro por litro em 2023. Já os tipos mais caros de azeite de oliva ultrapassaram 6 euros por litro. Portanto, um aumento de 50% em relação ao ano anterior.

    Maior produtor mundial

    A Espanha, responsável por cerca de 40% da produção mundial de azeite de oliva, enfrenta dificuldades devido às mudanças climáticas. Ondas de calor na primavera e uma seca prolongada nos últimos dois anos reduziram a colheita de azeitonas, levando o preço do azeite de oliva a níveis recordes. Esse cenário afastou o produto das mesas das famílias de baixa renda, que passaram a optar pelo óleo de girassol, mais acessível, segundo um relatório do Ministério da Agricultura sobre tendências de consumo alimentar em 2023.

    Foto: Divulgação – Anierac

    O estudo aponta que, no final do ano passado, o azeite era consumido principalmente por famílias de classe média e média alta. Em alguns supermercados, garrafas de um litro de azeite extra virgem chegaram a ser vendidas por até 14,5 euros, o que levou os varejistas a equipá-las com etiquetas de segurança. Em uma tentativa de tornar o produto mais acessível, o governo espanhol reduziu o imposto sobre valor agregado (IVA) do azeite em junho deste ano.

    Além disso, a maior rede de supermercados da Espanha, a Mercadona, reduziu em 25% o preço do azeite de oliva em 2024. Nesta semana, a empresa oferece garrafas de um litro por menos de 7 euros, buscando atrair mais clientes, segundo uma fonte da companhia.