Banco Central afirma que o clima pressiona o crédito rural

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Eventos climáticos extremos elevaram a inadimplência no agronegócio brasileiro em 2025. A avaliação é do Banco Central do Brasil. O dado aparece no REF, Relatório de Estabilidade Financeira, divulgado nesta segunda-feira (25).

Segundo o BC, os impactos climáticos atingiram principalmente as operações de crédito rural. Além disso, o cenário aumentou a inadimplência no setor agropecuário.

Risco climático x crédito rural

A autoridade monetária afirmou que o sistema financeiro segue exposto ao risco climático por meio do crédito rural. De acordo com o relatório, os maiores riscos concentram-se na agropecuária e na indústria extrativista.

O documento destaca ainda que todas as 122 atividades agropecuárias analisadas apresentaram alto risco climático. Entre os eventos extremos registrados em 2025, o BC citou tempestades no Sul do Brasil. Além disso, mencionou temporais no interior paulista, enchentes e períodos de seca.

Segundo o Banco Central, algumas instituições financeiras aperfeiçoaram mecanismos de gerenciamento climático após os eventos extremos de 2024.

O relatório também mostrou queda no número de instituições afetadas por problemas climáticos nas carteiras de crédito. O percentual recuou de 44% na pesquisa anterior para 21% no levantamento realizado em 2026.

Mesmo assim, o BC afirmou que o risco de crédito continua sendo o principal canal de transmissão climática ao Sistema Financeiro Nacional.

Por outro lado, o documento ressaltou que a inadimplência no agronegócio possui múltiplos fatores. Dessa forma, o Banco Central afirmou que não é possível calcular o impacto exclusivo dos eventos climáticos sobre os atrasos financeiros.

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