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  • Cacau – tarifaço ameaça exportações com prejuízo de R$ 190 milhões

    Cacau – tarifaço ameaça exportações com prejuízo de R$ 190 milhões

    O recente tarifaço comercial imposto pelo governo dos Estados Unidos sobre produtos importados do Brasil coloca em grave risco o setor brasileiro de cacau, que ficou fora da lista de exceções anunciada pela Casa Branca. A sobretaxa de 50%, que combina uma taxa adicional de 40% com uma anterior de 10%, ameaça inviabilizar as exportações brasileiras de derivados do cacau para o mercado americano, segundo avaliação da Associação Nacional das Indústrias Processadoras de Cacau (AIPC).

    Estima-se que, apenas em 2025, as perdas possam alcançar US$ 36 milhões (aproximadamente R$ 190 milhões na cotação atual). A taxa impacta diretamente itens como manteiga de cacau, pasta, pó e amêndoas in natura, sendo que os Estados Unidos respondem por cerca de 18% das exportações brasileiras do setor. Em 2024, as vendas para os EUA somaram US$ 72,7 milhões e só no primeiro semestre deste ano ultrapassaram US$ 64,8 milhões.

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    A AIPC alerta que a tarifa elevada tornará os produtos brasileiros proibitivos no mercado americano, levando os importadores a buscarem fornecedores alternativos. Isso deve refletir em uma redução de quase 10% na moagem nacional do cacau, aumento da ociosidade da indústria para até 37% e comprometimento de aproximadamente 70 mil empregos diretos e indiretos, especialmente nas regiões produtoras da Bahia, Pará e São Paulo.

    Até o momento, empresários do setor mantêm negociações com autoridades brasileiras para pressionar por uma negociação que inclua o cacau na lista de exceções, buscando minimizar os danos. O governo dos EUA já sinalizou para a possibilidade de criar uma lista de isenções para produtos agrícolas que não são produzidos em grande escala no país, como café, manga e cacau, fato que poderia representar um alívio para o agronegócio brasileiro.

    Impactos

    Porém, enquanto a definição desta lista é aguardada, a indústria nacional enfrenta o impacto severo da sobretaxa, que compromete a competitividade das exportações e ameaça o desenvolvimento sustentável da cadeia produtiva do cacau. O cenário também traz consequências para os pequenos agricultores familiares, que formam a base da produção e podem sofrer com a redução dos preços pagos e desestímulo ao cultivo.

    Em meio a este contexto, o setor brasileiro de cacau busca apoio junto ao governo federal para fortalecer a diplomacia e negociar a reversão da tarifação, preservando a estabilidade econômica e os postos de trabalho que dependem dessa importante atividade agroindustrial.

    Este tarifaço de 50% entrou em vigor em 6 de agosto de 2025, impactando cerca de 36% da pauta exportadora brasileira para os Estados Unidos, enquanto produtos como suco de laranja, petróleo, aeronaves e celulose foram incluídos em uma lista de exceções à sobretaxa.

    A continuidade das negociações e a possível inclusão do cacau na lista de exceções são acompanhadas com expectativa pelo setor, que visa garantir a manutenção das exportações para o mercado americano e a sustentabilidade da cadeia produtiva nacional.

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  • Centro-Oeste dribla tarifa de 50% dos EUA com força do agro

    Centro-Oeste dribla tarifa de 50% dos EUA com força do agro

    Enquanto o tarifaço de 50% assinado pelo ex-presidente Donald Trump assombra exportadores de várias regiões do país, o Centro-Oeste respira aliviado. A região, fortemente ancorada no agronegócio e na exportação de commodities como carne bovina, aves e minérios metálicos, apresenta a menor vulnerabilidade econômica entre todas as regiões brasileiras diante da nova política tarifária dos Estados Unidos.

    De acordo com estudo do pesquisador Flávio Ataliba, do FGV IBRE, o impacto sobre o Centro-Oeste tende a ser baixo, principalmente porque os principais mercados da região não estão no hemisfério norte, mas sim no Oriente e na Europa. “A região possui uma baixa exposição relativa aos EUA, o que a coloca em posição privilegiada neste cenário”, afirma Ataliba.

    Segundo os dados, apenas 3,7% das exportações do Centro-Oeste têm como destino os Estados Unidos, o que representa US$ 1,5 bilhão. Em comparação, o Sudeste, por exemplo, responde por US$ 28,6 bilhões em vendas para o mercado americano. Ou seja, 71% das exportações brasileiras para lá saem de estados como São Paulo, Minas Gerais e Rio de Janeiro.

    No caso do Centro-Oeste, o que embarca rumo aos EUA são produtos de base: carnes bovinas e aves, ferro-gusa, aço e minérios metálicos. Embora relevantes, esses itens não se encaixam nas faixas mais altas de valor agregado e, por isso, tendem a sofrer menos pressão tarifária, especialmente quando comparados aos manufaturados e calçados do Nordeste, que são intensivos em mão de obra e muito mais sensíveis a choques externos.

    Flávio Ataliba do FGV IBRE – Foto: Divulgação – FGV/Marcelo Freire

    “O tarifaço impacta mais onde há produtos de baixa escala e forte concentração de pequenos produtores, como o mel do Piauí ou as frutas de Pernambuco. No Centro-Oeste, temos grandes grupos exportadores e cadeias produtivas integradas, o que confere mais resistência e capacidade de resposta”, explica o pesquisador.

    Alívio no campo

    O estudo ainda alerta para os riscos socioeconômicos do tarifaço. As regiões mais afetadas são, principalmente Norte e Nordeste, onde as cadeias produtivas são mais frágeis e a estrutura empresarial, pulverizada. Já o Centro-Oeste, epicentro do agro nacional, mostra musculatura. Os grandes frigoríficos, cooperativas robustas e alto nível de mecanização da produção blindam a região contra perdas severas.

    Mas isso não significa cruzar os braços. Ataliba defende que o país precisa aproveitar o momento para qualificar e diversificar suas cadeias produtivas, com foco em três frentes: cooperação federativa para políticas regionais, reforço à inteligência comercial subnacional e investimento pesado em inovação, infraestrutura e certificações internacionais.

  • Marfrig dribla tarifa dos EUA e mantém operação no Brasil

    Marfrig dribla tarifa dos EUA e mantém operação no Brasil

    A Marfrig garantiu, nesta quinta-feira (1º), que segue operando normalmente no Brasil. Apesar das novas tarifas dos Estados Unidos, nenhuma linha foi paralisada.

    Segundo a empresa, as vendas para os EUA representaram apenas 0,18% do total global em 2025. Já o volume vindo da América do Sul foi de apenas 1,4%.

    Portanto, mesmo com o aumento das tarifas, a companhia não enxerga impacto na receita, na produção ou na rentabilidade.

    “Nossas operações continuam funcionando em plena capacidade”, disse a Marfrig, em nota oficial ao mercado. A empresa desmentiu boatos de paralisação em Mato Grosso.

    Além disso, a Marfrig reforçou que mantém presença forte nos Estados Unidos. Para isso, utiliza as unidades no Uruguai e na Argentina, além da National Beef, controlada pelo grupo.

    Ao todo, as exportações para o mercado americano somaram 27 mil toneladas em 2025, de acordo com o comunicado.

    A reação da empresa veio logo após a confirmação da sobretaxa norte-americana. O presidente Donald Trump assinou uma ordem executiva que eleva os impostos a 50% sobre produtos brasileiros.

    O número soma uma tarifa de 40% recém-anunciada a uma anterior, de 10%, em vigor desde abril.

    Contudo, para a carne bovina brasileira, o impacto é ainda maior. Fora da cota isenta, o produto já pagava 26,4% de imposto.

    Com a nova medida, a tarifa total chega a 76,4%, o que torna as exportações praticamente inviáveis, segundo a Abiec.

    Mesmo assim, a Marfrig sustenta que sua estratégia de diversificação protege os negócios. O foco em mercados alternativos e produtos com valor agregado também ajuda.

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  • Isenção do suco na tarifa dos EUA alivia o setor

    Isenção do suco na tarifa dos EUA alivia o setor

    A decisão dos Estados Unidos de isentar o suco brasileiro da tarifa extra trouxe alívio imediato ao setor citrícola. A Casa Branca publicou a ordem executiva em julho de 2025, mas manteve a cobrança da taxa fixa de US$ 415 por tonelada. Ou seja, o produto seguirá com a sobretaxa de 10%. Mesmo assim, a exclusão da tarifa extra de 40% garante fôlego ao Brasil.

    Suco sem sobretaxa

    Pesquisadores do Cepea atribuem a medida à forte dependência americana do suco importado, que responde por 60% do consumo local. Para o Brasil, a isenção preserva a competitividade no principal mercado externo e evita perdas significativas de receita, afirmam os especialistas. Eles destacam que a decisão pode destravar novos contratos de venda de laranja in natura da safra 2025/26.

    O movimento deve aumentar a liquidez do mercado interno, que apresentou poucas variações nas últimas semanas, apontam os analistas.

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  • Carne bovina sofre impacto com tarifa dos EUA

    Carne bovina sofre impacto com tarifa dos EUA

    Os Estados Unidos anunciaram uma tarifa de 50% sobre produtos brasileiros, atingindo em cheio a carne bovina. Donald Trump assinou a medida nesta quarta-feira (30). Ela entra em vigor no dia 6 de agosto.
    Apesar do desafio, o Cepea lembra que o estoque mundial de carne é o menor em 20 anos. Atualmente, 49% das exportações brasileiras seguem para a China, principal destino. Portanto, os EUA não têm tantas opções de fornecedores com preços e qualidade semelhantes.

    Setor reage à tarifa norte-americana

    A Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (ABIEC) acompanha com atenção a decisão dos EUA. A nova tarifa de 50% se soma aos atuais 26,4%, elevando a carga total para 76%. Esse cenário ameaça a viabilidade das exportações para os EUA, que importaram 229 mil toneladas em 2024. A expectativa para 2025 era chegar a 400 mil toneladas.

    A entidade mantém diálogo com importadores norte-americanos e colabora com o governo federal em busca de acordo. Além disso, a ABIEC reforça a importância de preservar o fluxo comercial com os EUA. Afinal, o país enfrenta o menor ciclo pecuário dos últimos 80 anos.

    O setor também destaca o esforço conjunto do Ministério da Agricultura, do MDIC e do Itamaraty. Essas instituições trabalham na abertura de novos mercados e articulações diplomáticas. Por fim, a ABIEC afirma que seguirá atuando com propostas e parcerias para manter a competitividade da carne bovina brasileira. O objetivo é garantir previsibilidade aos exportadores e colaborar com a segurança alimentar global.

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  • Setor cafeeiro reage à tarifa de 50% nos EUA

    Setor cafeeiro reage à tarifa de 50% nos EUA

    O governo dos Estados Unidos confirmou hoje (30) uma tarifa de 50% sobre produtos brasileiros, incluindo o café. O Conselho dos Exportadores de Café do Brasil (Cecafé) anunciou que seguirá negociando com a National Coffee Association (NCA). A entidade quer que o café seja incluído na lista de exceções criada pelo governo americano.

    Brasil e Estados Unidos mantêm uma relação estratégica no comércio cafeeiro. Cafés brasileiros representam mais de 30% do mercado americano. Os EUA, por sua vez, compram 16% das exportações brasileiras do produto.

    O café é essencial para os consumidores e para a economia norte-americana. Dados mostram que 76% da população consome a bebida. O gasto anual chega a US$ 110 bilhões, incluindo itens relacionados, o equivalente a US$ 301 milhões por dia.

    O setor responde por 8% do valor da indústria de serviços alimentícios nos EUA, segundo pesquisa da Technomic de 2022. A cadeia cafeeira sustenta mais de 2,2 milhões de empregos no país, com salários que superam US$ 101 bilhões.

    Cada dólar gasto em importação de café gera outros US$ 43 na economia americana. Ao todo, o setor movimenta US$ 343 bilhões por ano, equivalente a 1,2% do PIB dos Estados Unidos.

    Márcio Ferreira, presidente do Cecafé, afirmou que a tarifa elevará os preços e pressionará a inflação. Ele destacou que os custos serão repassados aos consumidores americanos. Ferreira defendeu a revisão da medida e garantiu que seguirá trabalhando para excluir o café da taxação. Abaixo segue o vídeo gravado pelo diretor-geral do Cecafé, Marcos Matos.

    Impacto nos cafés especiais

    A Associação Brasileira de Cafés Especiais (BSCA) também se manifestou contra a tarifa de 50% sobre cafés especiais. Os EUA são o maior comprador desses produtos, adquirindo cerca de 2 milhões de sacas por ano, com receita superior a US$ 550 milhões.

    Se mantida, a medida afetará produtores, exportadores e consumidores em todo o mundo, sobretudo no Brasil e nos EUA. A BSCA defende o diálogo para reverter a decisão, preservar empregos e manter a parceria entre os dois países.

    O café especial brasileiro é referência no mercado global. Por isso, a entidade alerta que a taxação pode prejudicar tanto a indústria quanto os consumidores norte-americanos.

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  • Trump confirma tarifa de 50% sobre produtos do Brasil

    Trump confirma tarifa de 50% sobre produtos do Brasil

    O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, assinou uma ordem executiva que eleva para 50% as tarifas sobre importações do Brasil. A Casa Branca confirmou a medida nesta quinta-feira.

    A decisão soma 40% adicionais aos 10% aplicados anteriormente. As novas tarifas entram em vigor em 6 de agosto, à meia-noite, no horário local.

    Produtos que saírem dos portos brasileiros antes dessa data ficam isentos, mesmo que cheguem aos EUA depois. Porém, mercadorias não liberadas para consumo até 5 de outubro pagarão a tarifa, mesmo que já estejam no país.

    A medida pode impactar exportadores que aceleraram embarques para escapar do tarifaço, anunciado inicialmente para 1º de agosto.

    Governo dos EUA justifica decisão

    Trump declarou uma nova emergência nacional para sustentar a decisão. Segundo a Casa Branca, ações recentes do Brasil ameaçam a segurança nacional, a economia e a política externa americana.

    O texto acusa o governo brasileiro de perseguir politicamente o ex-presidente Jair Bolsonaro e seus aliados. Também cita violações de direitos humanos e enfraquecimento da democracia.

    A ordem menciona ainda o ministro Alexandre de Moraes, do STF. Segundo o documento, ele teria ordenado que empresas americanas censurassem discursos políticos e entregassem dados de usuários sob ameaça de sanções.

    Quase 700 produtos ficam fora da tarifa

    A lista de exceções divulgada pela Casa Branca inclui suco de laranja, combustíveis, veículos, aeronaves civis e alguns tipos de metais e madeira.

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  • Está chegando o dia: tarifas de Trump ameaçam bilhões do agronegócio

    Está chegando o dia: tarifas de Trump ameaçam bilhões do agronegócio

    O agronegócio brasileiro enfrenta uma ameaça sem precedentes. As novas tarifas americanas podem cortar quase pela metade as exportações do setor para os Estados Unidos. A retração estimada chega a 48%, o que representa uma perda de US$ 5,8 bilhões em vendas.

    Os setores mais afetados incluem citricultura, carnes, madeira, celulose e açúcar. O impacto se estende do campo até a indústria. Empregos, renda e a economia de regiões inteiras que dependem da agropecuária estão em risco.

    Produtos com maior processamento enfrentam os maiores desafios. O suco de laranja exemplifica essa situação crítica. A tarifa de 50% praticamente inviabiliza as vendas brasileiras no mercado americano.

    “O anúncio representa um choque brutal na competitividade global”, afirma André Matos, CEO da MA7 Negócios. “O suco perde totalmente sua margem de atuação, tornando-se praticamente inviável sua venda nos EUA.”

    O mercado já estima o risco real de zerar esse fluxo de exportação. Em 2024, o setor movimentou mais de US$ 1,3 bilhão apenas para os americanos. Isso representou 41,7% dos embarques na safra 2024/25.

    Brasil perde escala de produção

    O Brasil, maior produtor mundial de suco, perde escala e ganha custos. A impossibilidade de absorver o excedente interno gera pressões adicionais. Europa e Ásia não conseguem assumir esse volume sem depreciar toda a cadeia produtiva.

    A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) confirma os números alarmantes. O agronegócio perderia cerca de US$ 5,8 bilhões em exportações para os EUA. Isso representa quase metade do fluxo atual de negócios.

    “Esse impacto vai direto para a balança comercial brasileira”, explica Matos. “O agro representa uma fatia expressiva do superávit. Perder quase US$ 6 bilhões compromete boa parte desse saldo positivo em 2025.”

    Outros setores também sofrem impactos

    O prejuízo ultrapassa a citricultura. O Brasil pode perder participação em setores de liderança mundial. Carnes bovina e suína enfrentam restrições significativas. Produtos florestais e derivados do açúcar também sofrem com as medidas.

    As consequências incluem pressão sobre preços internos e queda na geração de divisas. O financiamento do ciclo agrícola se torna mais difícil. A tarifa funciona como um bloqueio comercial direto à base exportadora nacional.

    Especialistas apontam a fragilidade do modelo atual. A concentração em poucos compradores expõe riscos estruturais do setor.

    “A perda desse mercado afeta o saldo da balança comercial brasileira em 2025”, analisa Volnei Eyng, CEO da Multiplike. “É um alerta claro sobre a necessidade de diversificar mercados e reduzir a dependência de poucos compradores.”

    Eyng também destaca o papel do governo na resolução da crise. “O governo deve ter extrema cautela e visão para negociar com os EUA e buscar caminhos diplomáticos para diminuir estes efeitos.”

    Impactos das tarifas nos empregos preocupam setor

    A queda na produção traz o efeito mais preocupante: o desemprego. A redução de receita suspende colheitas e atrasa contratos. A mão de obra do campo sofre impacto direto dessa situação.

    O cenário exige ações urgentes do setor público e privado. A diversificação de mercados se torna prioridade estratégica. O Brasil precisa reduzir sua dependência do mercado americano para garantir a sustentabilidade do agronegócio nacional.

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    Setor de pescado pede crédito para enfrentar tarifa dos EUA

    A Associação Brasileira das Indústrias de Pescado (Abipesca) solicitou crédito emergencial ao governo federal para apoiar o setor exportador. O pedido foi protocolado nesta segunda-feira (21) no Palácio do Planalto e se destina ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

    Tarifa de Donald Trump

    A medida tenta reduzir o impacto da tarifa de 50% imposta pelos Estados Unidos às exportações brasileiras de pescado. Em geral, segundo a Abipesca, os EUA são o destino de 70% do pescado exportado pelo Brasil.

    Com a nova taxação, cerca de R$ 300 milhões em produtos estão parados em portos, embarcações e unidades industriais. A proposta da entidade prevê liberação de R$ 900 milhões em crédito com carência de seis meses e pagamento em até 24 meses. A associação afirma que a tarifa causou uma grave crise de capital de giro nas indústrias do setor. Além disso, o mercado interno, já abastecido, não consegue absorver os cortes específicos voltados à exportação.

    Empregos em risco

    Sem ajuda imediata, 35 indústrias e 20 mil trabalhadores podem ser afetados por cortes e paralisações. Entre os trabalhadores estão pescadores artesanais, diretamente impactados pela medida norte-americana.

    No documento, a Abipesca também cobra ações para reabrir o mercado europeu, fechado desde 2017 às exportações brasileiras de pescado. Ou seja, a associação quer que o governo brasileiro intensifique as negociações com a União Europeia.

    Negociação

    No dia 9, o presidente dos EUA, Donald Trump, anunciou a nova tarifa em carta enviada ao presidente Lula. Trump justificou a medida alegando “ataques insidiosos do Brasil contra eleições livres” e “violações à liberdade de expressão”.

    As tarifas entram em vigor no dia 1º de agosto e atingem todo o pescado exportado aos EUA. Em entrevista à Rádio CBN, o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, disse que o Brasil continuará negociando com os norte-americanos. Haddad garantiu que o governo prepara planos de contingência para apoiar os setores mais afetados.

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  • Brasileiros que atuam como PJ para empresas dos EUA devem se preocupar com taxas?

    Brasileiros que atuam como PJ para empresas dos EUA devem se preocupar com taxas?

    O governo dos EUA anunciou tarifas de até 50% sobre produtos brasileiros, gerando preocupações no mercado. Mas essa medida afeta quem presta serviços digitais como pessoa jurídica (PJ)? A resposta é não, pelo menos por enquanto. As tarifas incidem apenas sobre bens físicos, deixando os serviços digitais e remotos isentos.

    Eduardo Garay, CEO da TechFX, explica que o impacto indireto pode ocorrer se a empresa estrangeira enfrentar aumento nos custos de importação. Esse cenário pode levar a cortes ou renegociações contratuais, incluindo serviços prestados por PJs brasileiros.

    Com o dólar em alta após o anúncio, profissionais que recebem em moeda estrangeira podem ter ganhos momentâneos no poder de compra. Porém, Garay recomenda cautela diante da volatilidade cambial e indica estratégias para minimizar riscos:

    • Consultar a empresa contratante sobre possíveis impactos;
    • Monitorar o câmbio para escolher o melhor momento de conversão;
    • Incluir cláusulas contratuais de proteção cambial;
    • Acompanhar as negociações diplomáticas entre Brasil e EUA.

    Por ora, o cenário sugere atenção, mas não motivo para alarmes. A exportação de serviços permanece intacta, e a alta do dólar pode representar uma vantagem para profissionais que trabalham remotamente do Brasil.

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