Tag: Trump

  • Tarifas dos EUA impactam commodities agrícolas em Nova York

    Tarifas dos EUA impactam commodities agrícolas em Nova York

    As tarifas protecionistas dos Estados Unidos continuam pressionando as commodities agrícolas na bolsa de Nova York. Nesta terça-feira (8/4), mesmo com fundamentos de alta, os mercados reagiram com cautela.

    Cacau

    O cacau subiu 3,44% e fechou a US$ 7.721 por tonelada, com entrega prevista para julho. A valorização ocorreu apesar da queda na produção global, que costuma impulsionar os preços.

    Café

    O café arábica também avançou. Os contratos com vencimento em maio subiram 0,55%, cotados a US$ 3,419 por libra-peso. No entanto, analistas atribuem o movimento à insegurança dos investidores diante da escalada tarifária iniciada pelos EUA.

    “O café está sendo tarifado, mesmo sem produção significativa nos EUA, exceto no Havaí. O Vietnã também sofre com tarifas pesadas. A oferta brasileira segue limitada, o que contribui para a queda nos preços.

    A tensão no comércio global aumentou com a vigência das tarifas. O mercado teme que a combinação de preços altos e menor demanda provoque recessão internacional.

    Açúcar

    No caso do açúcar demerara, o câmbio também influenciou os preços. A queda do real frente ao dólar estimulou as exportações do Brasil, maior produtor global da commodity. Com isso, os contratos com vencimento em maio recuaram 1,98% e fecharam a 18,31 centavos de dólar por libra-peso.

    Suco de laranja

    O suco de laranja concentrado e congelado (FCOJ) liderou os ganhos do dia. Os contratos futuros com entrega em maio subiram 10,74%, encerrando a US$ 2,3465 por libra-peso.

    Algodão

    Já o algodão registrou leve baixa. Os papéis com vencimento em maio caíram 0,65% e foram negociados a 65,55 centavos de dólar por libra-peso.

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  • Preço do algodão atinge menor valor desde 2020

    Preço do algodão atinge menor valor desde 2020

    O mercado global de algodão enfrenta turbulências significativas, com o preço atingindo seu nível mais baixo desde 2020, impulsionado por uma queda acentuada na demanda chinesa por algodão dos EUA. A disputa comercial em curso entre as duas maiores economias se intensificou, com a China recentemente impondo uma tarifa de 15% sobre produtos agrícolas dos EUA, incluindo o algodão. Essa medida segue a aplicação de tarifas adicionais dos EUA sobre produtos chineses, aumentando ainda mais a tensão nas relações comerciais bilaterais.

    A China, historicamente um grande comprador de algodão dos EUA, mudou sua estratégia de fornecimento nos últimos anos. As tarifas retaliatórias e sanções sobre produtos têxteis produzidos em Xinjiang levaram a China a reduzir sua dependência do algodão americano. Em vez disso, o país voltou-se para fornecedores alternativos, incluindo o Brasil, que agora superou os EUA como o maior exportador de algodão do mundo. Na temporada 2024/25, as importações chinesas de algodão dos EUA devem ser menos da metade do volume visto em anos anteriores.

    A queda nas exportações dos EUA ocorre em um momento em que a produção global de algodão está se recuperando. O USDA prevê um aumento de 3,3% na produção global para a temporada 2024/25, liderado pelo aumento da produção nos EUA. No entanto, apesar dessa recuperação, a participação de mercado dos EUA permanece sob pressão devido ao preço competitivo do algodão e barreiras comerciais.

    Impactos para o Brasil

    O Brasil emergiu como um dos principais beneficiários dessas mudanças no comércio global de algodão. O país está prestes a alcançar uma produção recorde de 3,82 milhões de toneladas de algodão em caroço na temporada 2024/25. Ou seja, um aumento de 5,4% em relação ao ano anterior. Esse crescimento é atribuído à expansão da área plantada, especialmente em Mato Grosso, o maior estado produtor de algodão do Brasil. As exportações brasileiras de algodão permanecem robustas, com envios projetados em 2,8 milhões de toneladas para a próxima temporada.

    A guerra comercial não apenas reorganizou as cadeias de suprimentos globais, mas também impactou os preços em mercados importantes. Em março de 2025, os futuros de algodão dos EUA caíram para tão baixo quanto 63 centavos por libra antes de se estabilizar em 67 centavos por libra. Enquanto isso, os preços spot brasileiros e indianos permaneceram relativamente estáveis, destacando sua crescente competitividade no mercado internacional.

    À medida que a influência do Brasil na indústria global de algodão se expande, seus produtores continuam a investir em medidas de produtividade e sustentabilidade para manter o crescimento a longo prazo. Além disso, essa mudança destaca as alterações mais amplas nas dinâmicas do comércio global. Países como o Brasil estão capitalizando as tensões geopolíticas para fortalecer suas posições no mercado.

    Para os produtores dos EUA, o cenário permanece desafiador enquanto eles navegam pela demanda em declínio da China e pela competição crescente de exportadores emergentes como o Brasil e a Austrália. O cenário em evolução pode ter implicações de longo alcance para as decisões de plantio e estratégias de preços nos próximos anos.

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  • Tarifas dos EUA podem afetar exportações do agro brasileiro, alerta CNA

    Tarifas dos EUA podem afetar exportações do agro brasileiro, alerta CNA

    A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) alertou para possíveis impactos das novas tarifas dos Estados Unidos sobre o agronegócio nacional. Em nota técnica divulgada nesta quinta-feira (3), a entidade analisou os efeitos do tarifaço imposto pelo presidente norte-americano, Donald Trump.

    A CNA classificou como “críticos” ou “altos” os impactos para 19 produtos brasileiros, entre eles carne bovina industrializada, substâncias proteicas e madeira perfilada. Hoje, os Estados Unidos são o terceiro principal destino do agronegócio brasileiro, atrás apenas da China e da União Europeia. Em 2024, as exportações para o mercado norte-americano somaram US$ 12,1 bilhões, o equivalente a 7,4% da pauta do setor.

    Segundo a CNA, a participação dos EUA nas exportações do agro brasileiro se manteve entre 6% e 7,5% na última década. Isso demonstra, segundo o documento, um mercado consolidado e relativamente previsível para o Brasil.

    Café e suco lideram a dependência

    Entre os produtos mais vulneráveis, o café verde e os sucos de laranja apresentam alta dependência do mercado dos EUA. Em 2024, os americanos compraram 17% do café verde brasileiro e 31% dos sucos de laranja. De acordo com a CNA, o aumento nas tarifas pode reduzir a competitividade brasileira nesses segmentos, afetando diretamente a renda dos produtores.

    Dificuldade de desvio

    A nota técnica destaca que produtos com exposição crítica não conseguem redirecionar suas exportações com facilidade. Já os de exposição alta enfrentam dificuldades para absorção em outros mercados. Produtos com exposição leve ou moderada até podem encontrar oportunidades em outros destinos. No entanto, mesmo esses segmentos devem sentir os reflexos das tarifas americanas.

    Brasil é líder nas exportações afetadas

    O Brasil lidera as exportações de diversos produtos atingidos. Por isso, será um dos mais impactados. Além disso, em alguns casos, o país é o único ou principal fornecedor para os EUA. Os sucos de laranja resfriados e congelados são exemplos. Em geral, o Brasil responde por 90% e 51%, respectivamente, das compras americanas. A mesma situação se repete com a carne bovina termoprocessada, que representa 63% das importações dos EUA, e com o etanol, com 75%.

    CNA defende cautela e diplomacia

    Apesar do alerta, a CNA pede cautela. Para a entidade, ainda é cedo para calcular perdas ou ganhos concretos com as novas tarifas. A medida, segundo o documento, afeta todos os países exportadores, não apenas o Brasil. A CNA também defende o uso de instrumentos legais para proteger o setor brasileiro, como o Projeto de Lei 2088/2023, conhecido como PL da Reciprocidade. O texto, já aprovado pelo Congresso, segue para sanção presidencial.

    No entanto, a entidade ressalta que medidas retaliatórias devem ser o último recurso, após o esgotamento dos canais diplomáticos.

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  • Brasil pode se beneficiar de tarifas de Trump, avalia ministro

    Brasil pode se beneficiar de tarifas de Trump, avalia ministro

    O ministro da Agricultura, Carlos Fávaro, afirmou que as tarifas impostas pelos Estados Unidos podem abrir oportunidades para o Brasil no comércio internacional. Durante a 2ª Conferência Internacional Unem Datagro sobre Etanol de Milho, em Cuiabá, Fávaro comentou a decisão do presidente americano, Donald Trump.

    Análise das tarifas

    Apesar das críticas, o ministro destacou que o Brasil tem capacidade de transformar o cenário em vantagem para o setor agropecuário. “O Brasil é competitivo, principalmente na agropecuária. Se agirmos com prudência e altivez, vamos aproveitar essa oportunidade”, afirmou Fávaro.

    Ele reforçou que o país pode sair fortalecido, desde que saiba explorar o momento com responsabilidade e estratégia comercial. No entanto, o ministro alertou para os impactos negativos que as tarifas podem causar nos mercados globais e nos índices de inflação.

    Ou seja, segundo Fávaro, a medida já pressiona os preços nos Estados Unidos e pode provocar inflação em escala mundial. “Essas tarifas geram inflação elevada nos EUA. E isso tende a se espalhar globalmente”, declarou o ministro. Fávaro também comentou a aprovação da lei de reciprocidade pelo Congresso, sancionada pelo presidente Lula.

    Diálogo diplomático

    Ele destacou que o Brasil continuará priorizando o diálogo diplomático com os parceiros comerciais. “Espero que a lei de reciprocidade seja a última alternativa. A negociação sempre vale mais”, afirmou. Além disso, o ministro ainda reforçou o compromisso da Pasta em buscar financiamento alternativo para produtores rurais que exportam.

    Segundo ele, o objetivo é reduzir a dependência da equalização de juros no próximo Plano Safra. “Vamos buscar crédito internacional para exportadores. Isso alivia a pressão sobre os recursos do Plano Safra”, explicou Fávaro.

    Ele avaliou que a atual taxa Selic dificulta a equalização dos juros nos níveis exigidos pelo setor agrícola. Fávaro também garantiu que o próximo Plano Safra dará prioridade ao Pronamp, voltado aos médios produtores rurais.

    Portanto, a ideia é oferecer condições semelhantes às do Pronaf, programa destinado à agricultura familiar.

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  • Tarifas Trump: saiba quais setores do agro podem ser mais impactados

    Tarifas Trump: saiba quais setores do agro podem ser mais impactados

    O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, intensificou disputas comerciais no início de seu mandato. Nesta quarta-feira (2/4), ele anunciou tarifas recíprocas para cem países. O Brasil ficou na faixa de 10%, além dos 25% já aplicados sobre aço e alumínio. A China enfrentará sobretaxa de 34%, enquanto a União Europeia terá 20%.

    No agronegócio, Brasil e Estados Unidos competem na venda global de soja e algodão. No entanto, os americanos são o segundo maior destino das exportações agrícolas brasileiras. Segundo o Ministério da Agricultura, o setor enviou 9,43 milhões de toneladas para os EUA em 2024, gerando US$ 12,09 bilhões. Ou seja, o país ficou atrás apenas da China, elevando sua participação nas exportações agropecuárias de 5,9% para 7,4%.

    Entenda o impacto das tarifas

    Mesmo sem enfrentar as tarifas mais altas, o Brasil pode sofrer impactos. Alguns segmentos do agronegócio estarão mais expostos. Confira os principais setores afetados.

    Produtos florestais

    O segmento de madeira, celulose e papel liderou as exportações para os Estados Unidos em 2024. O faturamento foi de US$ 3,73 bilhões, representando 30,88% do total, segundo o Agrostat. O Brasil exportou 4,9 milhões de toneladas para os EUA, equivalendo a 52,2% de todo o volume enviado pelo setor agropecuário brasileiro ao mercado americano.

    A celulose foi o principal item exportado, com 3,02 milhões de toneladas e receita de US$ 1,68 bilhão, representando 13,94% do total. A madeira perfilada ocupou a quinta posição entre os produtos do setor, com 252,59 mil toneladas e receita de US$ 480,94 milhões. O papel ficou na 11ª posição, com 203,91 mil toneladas exportadas e faturamento de US$ 267,03 milhões.

    Café

    Foto: Divulgação – Secretaria de Agricultura e Abastecimento -SP

    Os Estados Unidos são o maior comprador do café brasileiro. Segundo o Conselho dos Exportadores de Café do Brasil (Cecafé), o país recebeu 16,1% do volume total exportado pelo Brasil em 2024, um aumento de 34% em relação a 2023.

    Em geral, o café representou 5% do volume total exportado para os EUA, com 471,53 mil toneladas, ou 7,85 milhões de sacas de 60 quilos. Em receita, o segmento gerou US$ 2,07 bilhões, equivalente a 17,16% do faturamento total do agronegócio brasileiro para o país. O café verde foi o item mais exportado, somando 453,23 mil toneladas. O café solúvel registrou 17,4 mil toneladas e US$ 172,88 milhões em faturamento. Já o café torrado e moído teve 807 toneladas embarcadas e receita de US$ 5,46 milhões.

    Carnes

    Foto: Divulgação – ABIEC

    O setor de carnes ocupou a terceira posição nas exportações para os Estados Unidos. O volume embarcado foi de 248,5 mil toneladas, representando 2,63% do total enviado. A receita atingiu US$ 1,4 bilhão, ou 11,65% do faturamento.

    A carne bovina in natura liderou, com 189,24 mil toneladas exportadas e receita de US$ 942,73 milhões. Ao mesmo tempo, a carne bovina industrializada teve 38,08 mil toneladas enviadas, gerando US$ 393,55 milhões. Na sequência, a carne suína in natura ficou na terceira posição do setor, com 18,43 mil toneladas e faturamento de US$ 59,4 milhões.

    Suco de laranja

    O segmento de sucos ocupou a quarta posição nas exportações agropecuárias brasileiras para os Estados Unidos. O volume exportado foi de 1,32 milhão de toneladas, representando 14,06% do total. A receita somou US$ 1,19 bilhão, equivalente a 9,87% do faturamento.

    O suco de laranja dominou o setor. Nos últimos anos, a produção americana sofreu quedas devido a doenças como o greening, principal ameaça à citricultura global. O Brasil aproveitou a demanda e enviou 1,21 milhão de toneladas em 2024, equivalente a 12,9% do volume agropecuário exportado para os Estados Unidos. Em resumo, a receita totalizou US$ 1,04 bilhão, representando 8,65% do faturamento do setor agropecuário brasileiro para o mercado americano.

    Complexo sucroalcooleiro

    O açúcar e o etanol ocuparam a quinta posição entre os segmentos mais exportados para os Estados Unidos. O volume embarcado foi de 1,38 milhão de toneladas, representando 14,65% do total. O faturamento chegou a US$ 794,28 milhões, equivalente a 6,57% do total.

    O açúcar bruto liderou o setor, com 883,36 mil toneladas exportadas e receita de US$ 442,02 milhões. O álcool etílico ficou em segundo lugar, com 247,77 mil toneladas enviadas e US$ 181,82 milhões faturados. O açúcar refinado registrou 283,58 mil toneladas exportadas e receita de US$ 164,25 milhões.

    Portanto, mesmo sem estar entre os países mais atingidos pelas tarifas de Trump, o Brasil pode sofrer impactos no agronegócio. A relação comercial entre os dois países segue forte, mas a política protecionista americana pode trazer desafios para setores estratégicos.

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  • Canadá suspende importação de carne suína dos EUA

    Canadá suspende importação de carne suína dos EUA

    O Canadá suspendeu as importações da maior planta de processamento de carne suína dos EUA, localizada em Tar Heel, Carolina do Norte, administrada pela Smithfield Foods. A medida ocorre no contexto de uma disputa comercial entre os dois países.

    Segundo o USDA, “três problemas de não conformidade em seis meses geram uma suspensão temporária”, mas não foram divulgados os motivos específicos para a ação canadense.

    A suspensão restringe o mercado canadense para carne suína dos EUA, que já enfrenta desafios devido a possíveis retaliações comerciais. O USDA afirmou que está trabalhando com a Smithfield para solucionar os problemas e desenvolver um plano de ação corretiva. “Após a revisão e aceitação, o Canadá poderá considerar restabelecer a elegibilidade de exportação da planta”, informou o órgão.

    A medida, aplicada na quinta-feira, afeta um número limitado de remessas de miúdos, segundo Jim Monroe, porta-voz da Smithfield. Apesar disso, as ações da empresa permaneceram estáveis na sexta-feira. Em 2024, o Canadá foi o quinto maior mercado para carne suína dos EUA, com exportações de aproximadamente US$ 850 milhões.

    A carne suína dos EUA tem forte presença no varejo e nos serviços de alimentação canadenses, de acordo com Joe Schuele, da Federação de Exportação de Carne dos EUA. Em janeiro, a Smithfield voltou a negociar suas ações no mercado acionário dos EUA, incluindo marcas como Eckrich e Nathan’s Famous.

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  • Crise dos ovos assola os EUA: entenda o motivo

    Crise dos ovos assola os EUA: entenda o motivo

    Os Estados Unidos enfrentam uma severa “crise dos ovos” em 2025, impulsionada por um surto devastador de gripe aviária, que resultou no abate de milhões de aves e na disparada dos preços do alimento. A situação, que já afeta o bolso dos consumidores e o funcionamento de restaurantes, reacende o debate sobre segurança alimentar e abre oportunidades para o Brasil no mercado internacional.

    O principal gatilho da crise é o surto de gripe aviária (H5N1), que desde 2022 dizimou cerca de 123 milhões de galinhas, perus e outras aves em 49 estados americanos. Em dezembro de 2024, aproximadamente 17,2 milhões de galinhas poedeiras foram sacrificadas. O abate em larga escala para conter a propagação do vírus reduziu drasticamente a oferta de ovos, elevando os preços a patamares alarmantes.

    A dúzia de ovos, que antes custava em média US$ 2,50, chegou a ser vendida por mais de US$ 6 (cerca de R$ 35) em janeiro de 2025. Em algumas regiões, como a Califórnia, onde há restrições à criação de galinhas em gaiolas, os preços atingiram picos de US$ 8,85 (R$ 52). Há relatos de consumidores pagando quase R$ 60 por uma dúzia. A expectativa é que os preços subam mais de 20% ao longo de 2025.

    Consumidores mudam hábitos e restaurantes repassam custos

    Diante dos preços exorbitantes, os consumidores americanos estão mudando seus hábitos alimentares. As vendas de ovos caíram 15% em janeiro de 2025 em comparação com o ano anterior. Muitos buscam alternativas, como substitutos à base de plantas ou ovos de produtores locais. Restaurantes também sentem o impacto: a rede Waffle House, por exemplo, já cobra uma taxa extra de US$ 0,50 nos pratos que levam ovos.

    A alta dos preços dos ovos tem afetado desproporcionalmente os grupos mais vulneráveis da população, com 26% dos consumidores em má saúde enfrentando insegurança alimentar.

    Oportunidade para o Brasil?

    A crise nos EUA abre uma janela de oportunidade para o Brasil, um dos maiores produtores de ovos do mundo. Com a redução da oferta americana, o país pode aumentar suas exportações e conquistar novos mercados.

    No entanto, é importante ressaltar que o Brasil também precisa estar atento aos riscos da gripe aviária. A prevenção e o controle da doença são fundamentais para garantir a sanidade dos rebanhos e a competitividade do setor avícola brasileiro.

    Roubos e medidas de controle

    O aumento dos preços dos ovos tem levado a situações extremas, como o roubo de uma carga de 100 mil ovos, avaliada em US$ 40 mil, na Pensilvânia. Alguns supermercados já limitam a quantidade de ovos que cada cliente pode comprar.

    A crise dos ovos nos EUA expõe a fragilidade da cadeia de produção e distribuição de alimentos e a importância de medidas preventivas aqui no Brasil para evitar surtos de doenças em animais. A situação também evidencia a necessidade de políticas públicas que garantam o acesso a alimentos básicos para toda a população.

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  • Saiba quais setores do agro podem sofrer com tarifas de Trump

    Saiba quais setores do agro podem sofrer com tarifas de Trump

    O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, tem adotado medidas protecionistas desde o início de seu mandato. Em menos de um mês no cargo, anunciou tarifas sobre importações do México, Canadá e China. Além disso, agora, cogita taxar produtos da União Europeia. Para o Brasil, especialistas avaliam riscos e oportunidades para a economia, especialmente no agronegócio.

    Brasil e Estados Unidos competem no mercado global em produtos como soja e algodão, mas também mantêm forte relação comercial. Ou seja, Os Estados Unidos são o segundo maior destino das exportações do agro brasileiro, atrás apenas da China. Em resumo, em 2024, o país importou 9,43 milhões de toneladas de produtos agropecuários brasileiros, gerando receita de US$ 12,09 bilhões.

    No ano passado, a participação dos Estados Unidos nas exportações do agro brasileiro cresceu de 5,9% para 7,4%. Durante o governo Trump, o país ampliou a compra de produtos como feno, erva-mate e flor seca de cravo-da-índia. No entanto, setores estratégicos podem ser afetados por novas tarifas. Veja os cinco mais expostos:

    Produtos florestais

    O setor de madeira, celulose e papel lidera as exportações agropecuárias para os Estados Unidos. Em 2024, as vendas somaram US$ 3,73 bilhões, o equivalente a 30,88% da receita total. O volume embarcado foi de 4,9 milhões de toneladas, representando 52,2% de tudo o que o Brasil exportou para o mercado americano.

    Em geral, a celulose é o principal item do segmento. O Brasil exportou 3,02 milhões de toneladas para os Estados Unidos, movimentando US$ 1,68 bilhão. A madeira perfilada também se destacou, com 252,59 mil toneladas exportadas e receita de US$ 480,94 milhões. Ao mesmo tempo, o papel ocupou a 11ª posição na lista de exportações, com 203,91 mil toneladas e faturamento de US$ 267,03 milhões.

    Café

    O Brasil é o maior produtor e exportador de café do mundo, e os Estados Unidos são seu principal comprador. Em 2024, o país importou 16,1% do volume total exportado pelo Brasil, um aumento de 34% em relação a 2023.

    O café representou 5% do volume exportado para os Estados Unidos, somando 471,53 mil toneladas. A receita alcançou US$ 2,07 bilhões, equivalente a 17,16% do total. O café verde lidera as exportações do setor, com 453,23 mil toneladas enviadas. O café solúvel registrou 17,4 mil toneladas exportadas e faturamento de US$ 172,88 milhões. Já o café torrado e moído somou 807 toneladas, gerando receita de US$ 5,46 milhões.

    Carnes

    O setor de carnes foi o terceiro maior em exportações para os Estados Unidos. Em 2024, o Brasil enviou 248,5 mil toneladas, movimentando US$ 1,4 bilhão. O segmento representou 2,63% do volume e 11,65% do faturamento total.

    A carne bovina in natura liderou as exportações, com 189,24 mil toneladas embarcadas e receita de US$ 942,73 milhões. Já o produto industrializado ocupou a segunda posição, com 38,08 mil toneladas exportadas e faturamento de US$ 393,55 milhões. A carne suína in natura ficou em terceiro, com 18,43 mil toneladas enviadas e receita de US$ 59,4 milhões.

    Sucos

    O segmento de sucos ocupa a quarta posição entre os principais produtos agropecuários exportados para os Estados Unidos. Em 2024, o Brasil enviou 1,32 milhão de toneladas, equivalente a 14,06% do total exportado. A receita somou US$ 1,19 bilhão, representando 9,87% do faturamento do agro brasileiro no mercado americano.

    O suco de laranja domina esse setor. Em resumo, o Brasil exportou 1,21 milhão de toneladas do produto, faturando US$ 1,04 bilhão. Além disso, a produção americana, concentrada na Flórida, tem enfrentado quedas devido ao avanço do greening, principal ameaça à citricultura global. Isso abriu mais espaço para o suco brasileiro no mercado norte-americano.

    Complexo sucroalcooleiro

    O setor de açúcar e etanol foi o quinto maior em exportações para os Estados Unidos. Em 2024, o Brasil enviou 1,38 milhão de toneladas, representando 14,65% do volume exportado. O faturamento atingiu US$ 794,28 milhões, equivalente a 6,57% do total.

    O açúcar bruto liderou as exportações do segmento, com 883,36 mil toneladas embarcadas e receita de US$ 442,02 milhões. O etanol apareceu em seguida, com 247,77 mil toneladas exportadas e faturamento de US$ 181,82 milhões. Já o açúcar refinado registrou 283,58 mil toneladas enviadas e receita de US$ 164,25 milhões.

    Trump gera apreensão

    Caso Donald Trump amplie as tarifas sobre produtos brasileiros, setores estratégicos do agronegócio podem ser impactados. As exportações de madeira, celulose, café, carnes, suco de laranja e açúcar são fundamentais para a balança comercial brasileira. Portanto, a relação comercial entre Brasil e Estados Unidos seguirá sob observação, enquanto o país avalia medidas para reduzir os riscos e manter sua competitividade no mercado global.

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  • Brasil bate recorde de exportações para os EUA em 2024

    Brasil bate recorde de exportações para os EUA em 2024

    As exportações brasileiras para os Estados Unidos alcançaram um recorde histórico em 2024. Em geral, o total chegou a US$ 40,3 bilhões, representando um crescimento de 9,2% em comparação ao ano anterior. O Monitor do Comércio Brasil-EUA, da Amcham Brasil, destacou que esse desempenho superou o aumento médio das importações americanas, que foi de 5,3%. O Brasil consolidou sua posição como um dos principais fornecedores dos EUA, superando países como México, Alemanha, Japão e Índia.

    “O Brasil está conquistando mercado nos EUA e se posicionando com força”, afirmou Abrão Neto, CEO da Amcham Brasil. Ele destacou que as exportações de bens industriais atingiram US$ 31,6 bilhões, impulsionando renda e emprego no Brasil.

    Comércio bilateral atinge segundo maior valor histórico

    O comércio bilateral Brasil-EUA somou US$ 80,9 bilhões em 2024, sendo o segundo maior valor da série histórica. Ou seja, esse volume reflete a importância da parceria entre os dois países. No entanto, a posse do presidente eleito Donald Trump, prevista para 20 de janeiro, gera incertezas sobre 2025. Analistas preveem possíveis mudanças na política comercial americana, como a introdução de tarifas.

    “O cenário internacional é desafiador, com disputas geopolíticas, guerras e eventuais alterações tarifárias nos EUA. Embora o Brasil não seja um alvo preferencial, como a China, ajustes na política comercial podem impactar setores estratégicos. Isso já ocorreu no passado, como no caso do aço”, alertou Abrão Neto.

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    Projeções otimistas para 2025

    Segundo a Amcham, o fluxo comercial Brasil-EUA deve se manter robusto em 2025, com valores próximos aos picos históricos. A Organização Mundial do Comércio (OMC) projeta crescimento de 3% no comércio global. Já o Fundo Monetário Internacional (FMI) estima aumento de 2,8% no PIB dos EUA e de 2% no PIB brasileiro. Esses avanços devem impulsionar a demanda por comércio exterior.

    “As relações empresariais entre Brasil e EUA são maduras e pragmáticas. Esperamos que eventuais divergências sejam resolvidas por meio do diálogo, garantindo os avanços econômicos conquistados”, afirmou Abrão Neto.

    Exportações: setores líderes e produtos em destaque

    Os setores de agropecuária, indústria extrativa e de transformação continuarão liderando as exportações brasileiras para os EUA. Ou seja, produtos como petróleo bruto, aeronaves, café e carne bovina, que se destacaram em 2024, devem seguir contribuindo para a pauta exportadora em 2025. A expectativa é que esses itens mantenham o ritmo de crescimento e fortaleçam ainda mais a presença brasileira no mercado americano.

     

     

  • Efeito Trump: China amplia compras de soja brasileira

    Efeito Trump: China amplia compras de soja brasileira

    A China, maior importador mundial de soja, está intensificando as compras do grão brasileiro. A estratégia reflete o temor de tarifas sobre produtos agrícolas dos Estados Unidos após a posse de Donald Trump, hoje, 20 de janeiro.

    Processadores chineses estão adquirindo quase todas as cargas brasileiras para o primeiro trimestre. O movimento ocorre devido aos preços competitivos da soja brasileira e à possibilidade de tensões comerciais entre Washington e Pequim, segundo fontes do mercado.

    No início de 2024, o Brasil forneceu 54% da soja importada pela China no primeiro trimestre, enquanto os EUA responderam por 38%. Atualmente, o Brasil já domina 74% das compras chinesas, deixando os EUA com apenas 18%, conforme dados da alfândega chinesa.

    “Empresas estatais e privadas da China estão priorizando grãos brasileiros para fevereiro e março”, afirmou um trader de Cingapura. “Essa mudança favorece totalmente o Brasil.”

    Preços competitivos e safra recorde atraem importadores da China

    Os preços da soja brasileira, impulsionados por um clima favorável e pela desvalorização do real, atraem compradores. Em fevereiro, o grão brasileiro é cotado a US$ 420 por tonelada, incluindo frete, enquanto o produto norte-americano custa cerca de US$ 451 por tonelada.

    As expectativas de uma safra recorde no Brasil e os custos reduzidos de produção consolidam o país como principal fornecedor da China. A ampla oferta doméstica chinesa, no entanto, pode limitar as importações no primeiro trimestre para cerca de 17,3 milhões de toneladas, abaixo das 18,58 milhões do mesmo período de 2024.

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    Impacto nos estoques e exportações dos EUA

    Os estoques dos EUA podem alcançar 10,34 milhões de toneladas até agosto de 2025, o maior volume em cinco anos. Isso ocorre porque a China reduziu sua dependência do grão norte-americano, impactando os exportadores em plena alta temporada.

    Mesmo assim, a estatal chinesa Sinograin continua comprando soja dos EUA. O grão norte-americano é valorizado pelo maior teor de óleo, ideal para estocagem estratégica.

    Com a intensificação das tensões comerciais, o Brasil consolida sua posição de liderança no mercado global de soja, enquanto os EUA enfrentam desafios crescentes para competir no maior mercado mundial.