Tag: Trump

  • Lula diz a Trump que tarifas contra o Brasil são infundadas

    Lula diz a Trump que tarifas contra o Brasil são infundadas

    O presidente Luiz Inácio Lula da Silva conversou por telefone com Donald Trump nesta sexta-feira (21). O diálogo entre os presidentes durou 1 hora e 20 minutos. Segundo o Palácio do Planalto, a conversa teve tom amistoso e cordial. Durante o telefonema, Lula afirmou que as alegações dos Estados Unidos para impor tarifas ao Brasil são “infundadas”.

    As novas barreiras comerciais foram definidas após investigações do Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR). O governo norte-americano citou diferentes questões para justificar as medidas comerciais contra produtos brasileiros. Entre elas, estão o desmatamento, o combate à corrupção e o funcionamento do PIX.

    Os Estados Unidos também mencionaram o mercado de etanol e supostas importações ligadas ao trabalho forçado. Segundo o Planalto, Lula rebateu integralmente esses argumentos durante a conversa com Trump. O presidente brasileiro afirmou ainda que as tarifas prejudicam as economias dos dois países.

    Por isso, Lula defendeu a continuidade das negociações como melhor caminho para as relações bilaterais. Segundo o Planalto, Trump concordou sobre a necessidade de preservar as relações comerciais entre os países. O presidente norte-americano também sugeriu uma nova reunião entre as equipes técnicas dos dois governos.Trump pediu que os representantes retomem as tratativas o mais rapidamente possível.

    Brasil oferece cooperação contra o crime organizado

    Durante a ligação, Lula também reiterou o interesse brasileiro em cooperar com Washington contra o crime organizado. O presidente explicou a visão do governo brasileiro sobre a atuação das facções criminosas. Segundo Lula, esses grupos aterrorizam diariamente as populações mais vulneráveis, mas não são organizações terroristas. O presidente afirmou que o Brasil possui instrumentos legais para combater as facções sem classificações especiais.

    O Planalto informou que Lula apresentou a estratégia de estrangulamento financeiro das organizações criminosas. Essa estratégia já resultou na apreensão de cerca de R$ 17 bilhões, segundo o governo. Lula também citou o plano para transformar 138 unidades prisionais em presídios de segurança máxima. Além disso, mencionou a aprovação da Lei Antifacção e uma proposta de emenda à Constituição. A PEC, atualmente em análise no Congresso, amplia a atuação da União na segurança pública. A proposta prevê atuação conjunta entre o governo federal e os estados.

    Lula também citou o Centro de Cooperação Policial Internacional da Amazônia, em Manaus. A estrutura reúne autoridades policiais de todos os países que integram a bacia amazônica. Trump, por sua vez, demonstrou disposição para ampliar a cooperação entre os dois governos. O presidente norte-americano também indicou que funcionários de alto escalão participarão das próximas tratativas.

    Lula e Trump discutem conflitos internacionais

    Os presidentes também abordaram conflitos internacionais durante a conversa desta sexta-feira. Segundo o Planalto, Lula e Trump concordaram sobre a urgência de negociar uma saída para a guerra. O conflito entre Rússia e Ucrânia já se aproxima de cinco anos de duração.

    Trump também apresentou considerações sobre as perspectivas de solução para as tensões envolvendo o Irã. Lula, por outro lado, criticou a atuação do Conselho de Segurança das Nações Unidas. O presidente brasileiro propôs uma reunião extraordinária do órgão para buscar soluções diplomáticas. A proposta já havia sido apresentada por Lula aos presidentes Xi Jinping, da China, e Vladimir Putin, da Rússia. Segundo o Palácio do Planalto, Lula defendeu a atuação dos grandes líderes pela paz. Para o presidente brasileiro, grandes líderes devem buscar o fim dos conflitos, e não iniciar guerras.

  • EUA impõem nova tarifa e ampliam pressão ao agro brasileiro

    EUA impõem nova tarifa e ampliam pressão ao agro brasileiro

    O governo dos Estados Unidos ampliou as restrições comerciais contra o Brasil. A medida entrou em vigor nesta sexta-feira (24). O Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR) concluiu as investigações da Seção 301 sobre trabalho forçado.

    Como resultado, o órgão aplicou uma tarifa adicional de 12,5% sobre produtos brasileiros. O USTR avaliou 60 parceiros comerciais, responsáveis por 99,4% das importações norte-americanas. Segundo o governo americano, o Brasil não proíbe nem aplica de forma efetiva restrições à importação de bens produzidos com trabalho forçado. A decisão prevê exceções para determinados produtos e situações específicas.

    Medida cria nova frente de pressão comercial

    O USTR inaugurou uma nova estratégia ao relacionar o acesso ao mercado americano ao combate ao trabalho forçado. Diferentemente da investigação encerrada em 15 de julho, a nova medida alcança 60 economias. A tarifa aplicada exclusivamente ao Brasil permanece válida e continua produzindo efeitos.

    Brasil integra grupo de países com maior tarifa

    O USTR classificou o Brasil entre 54 economias que, segundo sua avaliação, não aplicam proibição efetiva às importações ligadas ao trabalho forçado. Outras seis economias possuem mecanismos de controle, mas ainda não os aplicam plenamente. Entre elas estão Canadá, México, União Europeia, Equador, Indonésia e Paquistão. O órgão estabeleceu tarifas de 10% para alguns países e de 12,5% para os demais, incluindo o Brasil.

    Produtos poderão acumular tarifas de até 37,5%

    A nova medida difere da tarifa adicional de 25% aplicada ao Brasil em outra investigação da Seção 301.
    As listas de exceções das duas decisões não são iguais. Por isso, alguns produtos antes isentos da tarifa de 25% agora pagarão a nova alíquota de 12,5%.

    Quando um produto estiver sujeito às duas medidas, as tarifas serão cumulativas. Nesse caso, a taxação adicional chegará a 37,5%. Entre os exemplos estão café solúvel sem adição de sabor, mel orgânico, tilápia, produtos específicos de madeira, couros e peles.

    Mais da metade das exportações do agro segue isenta

    A análise da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) mostra impactos distintos sobre o agronegócio. Segundo a entidade, 53,14% das exportações agropecuárias brasileiras para os Estados Unidos permanecem isentas das duas medidas. Outros 12,34% pagarão apenas a nova tarifa de 12,5%.
    Já 32,91% das exportações enfrentarão a tributação acumulada de 37,5%. Além disso, 1,61% dos produtos continuam sujeitos exclusivamente às medidas da Seção 232.

    Café e carne seguem protegidos

    Entre os principais produtos exportados aos Estados Unidos, o café em grão continua totalmente isento das novas medidas. A carne bovina congelada também permanece fora das tarifas adicionais da Seção 301.
    Por outro lado, parte dos produtos de madeira poderá enfrentar tributação de até 37,5%. Alguns sucos também passam a recolher a nova tarifa de 12,5%.

    CNA critica decisão dos Estados Unidos

    A CNA informou que acompanhou toda a investigação iniciada em março de 2026. A entidade apresentou contribuições técnicas, participou das audiências públicas e coordenou o setor agropecuário durante o processo.
    Nas manifestações enviadas ao USTR, a confederação afirmou que o Brasil possui uma legislação robusta contra o trabalho análogo à escravidão.

    Segundo a CNA, o país adota regras mais amplas que as convenções da Organização Internacional do Trabalho (OIT). A entidade destacou que o sistema brasileiro inclui prevenção, fiscalização, responsabilização e transparência. Além disso, a CNA argumentou que as tarifas não fortalecem a proteção aos trabalhadores.
    Para a confederação, a medida penaliza produtores que cumprem a legislação e reduz a competitividade do agronegócio brasileiro.

    Medida poderá sofrer alterações

    O USTR encerrou a fase ordinária das investigações abertas em março deste ano.
    Mesmo assim, o governo americano poderá alterar as listas de exceções ou promover novos ajustes nas tarifas.
    A CNA informou que continuará acompanhando o tema e defenderá os interesses dos produtores rurais brasileiros.

  • Entenda como tarifa dos EUA pode afetar sua pizza

    Entenda como tarifa dos EUA pode afetar sua pizza

    As tarifas de 25% impostas pelos Estados Unidos sobre parte das exportações brasileiras podem gerar impactos além do comércio exterior. Especialistas afirmam que pizzarias, padarias, restaurantes e pequenos negócios também podem sentir os efeitos indiretos da medida.

    O governo federal anunciou um pacote de R$ 18,5 bilhões para apoiar empresas afetadas pelo tarifaço. Apesar disso, alimentos como café, carne bovina e suco de laranja ficaram fora da lista de produtos tarifados.

    Custos podem aumentar em toda a cadeia produtiva

    O contador, advogado e especialista em tributação empresarial Felipe Oliveira afirma que guerras comerciais afetam toda a economia. Segundo ele, empresas reorganizam fornecedores, renegociam contratos e absorvem novos custos quando grandes economias alteram regras do comércio internacional.

    “Quando uma grande economia muda as regras do comércio internacional, empresas precisam reorganizar fornecedores, renegociar contratos e absorver novos custos. Esse movimento acaba chegando ao pequeno empresário e, muitas vezes, ao consumidor”, explica.

    Pizza pode refletir impactos indiretos

    Uma pizzaria ilustra como os efeitos podem atingir negócios voltados apenas ao mercado interno. Embora não importe ingredientes diretamente, o estabelecimento depende de embalagens, energia elétrica, combustíveis, transporte, equipamentos e produtos de limpeza.

    Além disso, parte da farinha de trigo utilizada pela indústria alimentícia brasileira depende do mercado internacional. Assim, oscilações cambiais e mudanças no fluxo global de comércio podem pressionar o custo da matéria-prima. Como consequência, produtos derivados podem ficar mais caros.

    “Nem sempre o aumento acontece imediatamente nem pode ser atribuído a um único fator. O que ocorre é uma soma de pressões sobre custos que, em algum momento, pode exigir reajustes para manter a operação financeiramente saudável”, afirma o especialista.

    Pequenos negócios também podem ser afetados

    Felipe Oliveira ressalta que o mesmo cenário pode atingir padarias, hamburguerias, supermercados, restaurantes e pequenos comércios. Segundo ele, a economia global conecta diferentes cadeias de fornecimento. Por isso, decisões tomadas por grandes economias influenciam custos operacionais até de empresas que atuam somente no mercado interno.

    Diante desse cenário, o especialista orienta empresários a monitorarem os impactos econômicos sobre o caixa das empresas. Ele recomenda revisar contratos, controlar despesas e acompanhar a evolução da carga tributária para preservar a competitividade.

    Para os consumidores, a recomendação é evitar conclusões precipitadas. O tarifaço não significa aumento imediato no preço da pizza. No entanto, a medida evidencia como decisões tomadas no exterior podem provocar efeitos graduais sobre os custos e chegar ao bolso dos brasileiros.

     

  • Brasil evita retaliação imediata ao tarifaço dos EUA

    Brasil evita retaliação imediata ao tarifaço dos EUA

    O governo brasileiro decidiu não responder imediatamente ao novo tarifaço dos Estados Unidos. A tarifa adicional de 25% sobre parte dos produtos brasileiros entrou em vigor nesta quarta-feira (22).

    Após a confirmação da medida pelo governo norte-americano, o Palácio do Planalto classificou a decisão como um “marco lastimável”. Além disso, informou que iniciaria os trâmites para aplicar a Lei da Reciprocidade Econômica.

    Apesar do anúncio, o governo ainda não apresentou medidas concretas com base na legislação. Por enquanto, a estratégia prioriza a avaliação do cenário político e econômico.

    Governo adota cautela antes de reagir

    Na terça-feira (21), o vice-presidente Geraldo Alckmin afirmou que a Lei da Reciprocidade não representa uma retaliação aos Estados Unidos. Segundo ele, o objetivo é corrigir uma situação considerada injusta para o Brasil.

    “A ideia não é retaliação. Diz que olho por olho pode acontecer de os dois ficarem cegos. A reciprocidade é: nós estamos sendo injustiçados e queremos corrigir isso”, afirmou Alckmin.

    O vice-presidente concedeu entrevista ao lado do ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Márcio Elias Rosa. Ambos participaram de uma reunião com representantes dos setores atingidos pela nova tarifa.

    Empresários defendem solução diplomática

    Nos últimos dias, entidades empresariais demonstraram preocupação com possíveis respostas comerciais do Brasil. Por isso, defenderam cautela nas decisões do governo.

    A postura adotada pelo Planalto segue a orientação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Assim, o governo busca preservar o diálogo antes de adotar medidas previstas na Lei da Reciprocidade.

    Durante as reuniões com o governo, representantes do setor de máquinas agrícolas também descartaram medidas de reciprocidade. Em vez disso, eles defenderam a resolução do impasse por meio de negociações diplomáticas e empresariais.

    Tarifa dos EUA atinge setores estratégicos

    A nova tarifa norte-americana exclui uma ampla lista de produtos brasileiros. Entre eles estão petróleo, café e carne bovina. Por outro lado, segmentos como etanol, máquinas agrícolas e papel sofrerão impactos com a cobrança adicional.

  • Tarifa dos EUA deve atingir 36,5% do agro brasileiro

    Tarifa dos EUA deve atingir 36,5% do agro brasileiro

    A tarifa adicional de 25% anunciada pelos Estados Unidos deve atingir 36,5% das exportações do agronegócio brasileiro para o mercado americano, segundo a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA). A medida entra em vigor na próxima quarta-feira (22).

    A entidade informou que a ampliação da lista de produtos isentos reduziu o impacto da medida sobre o setor. Mesmo assim, parte das vendas brasileiras continuará sujeita à cobrança. A diretora de Relações Internacionais da CNA, Sueme Mori, afirmou que a entidade recebeu com preocupação o resultado da investigação conduzida pelo governo americano. Segundo ela, a inclusão de novos produtos na lista de exceções preservou 63,5% do valor exportado pelo agronegócio brasileiro aos Estados Unidos.

    Isentos da tarifa

    Entre os produtos excluídos da tarifa estão pescados, mel e café solúvel. De acordo com Mori, a ampliação das exceções ocorreu após atuação técnica da CNA e de outras entidades do setor privado junto ao governo americano. “Esse resultado é fruto do trabalho realizado pela CNA e por outros representantes do setor privado, que atuaram diretamente junto ao governo americano na defesa técnica dos interesses do agro brasileiro”, afirmou.

    Madeira, arroz, ovos e açúcar continuam tarifados

    Apesar das exceções, produtos como madeira, arroz, uva, ovos e açúcar permanecem sujeitos à tarifa adicional de 25%. Segundo a CNA, esses produtos movimentaram cerca de US$ 4,6 bilhões em exportações brasileiras para os Estados Unidos em 2025.

    A entidade também destacou a justificativa apresentada pelo governo americano para ampliar a lista de exceções. As autoridades dos EUA afirmaram que alguns produtos brasileiros são essenciais para a indústria americana. Além disso, alegaram oferta insuficiente no mercado interno e risco de impactos em setores estratégicos da economia.

    CNA continuará defendendo o agronegócio brasileiro

    Sueme Mori informou que a CNA acompanhou toda a investigação comercial. A entidade apresentou estudos técnicos e participou de consultas públicas e audiências realizadas em Washington.

    Segundo a diretora, a confederação demonstrou que a competitividade do agronegócio brasileiro resulta de produtividade, inovação e investimentos realizados ao longo de décadas. Além disso, a CNA defendeu a exclusão dos produtos agropecuários da medida. Para a entidade, Brasil e Estados Unidos mantêm cadeias produtivas complementares e uma relação comercial estratégica para ambos os países.

    Mori afirmou que a confederação continuará acompanhando o caso. Também buscará alternativas para reduzir os impactos da tarifa sobre o agronegócio brasileiro. “A CNA acredita no diálogo construtivo e continuará trabalhando em defesa do setor agropecuário brasileiro, apoiando as cadeias produtivas afetadas e buscando soluções que preservem e fortaleçam a relação comercial entre o Brasil e os EUA”, concluiu.

  • EUA isentam cafés do Brasil de tarifa adicional de 25%

    EUA isentam cafés do Brasil de tarifa adicional de 25%

    As exportações de cafés do Brasil para os Estados Unidos ficaram livres da tarifa adicional de 25% anunciada pelo governo americano. A decisão contempla o café verde, os produtos industrializados, o café solúvel e seus subprodutos.

    A Associação Brasileira da Indústria de Café (Abic), a Associação Brasileira da Indústria de Café Solúvel (Abics) e o Conselho dos Exportadores de Café do Brasil (Cecafé) comemoraram a medida. As entidades também destacaram o trabalho de defesa realizado desde o anúncio do primeiro tarifaço, em 2025.

    Negociações e apoio de importadores americanos

    Além disso, representantes das três instituições participaram, nos dias 6 e 7 de julho, das audiências públicas promovidas pelo Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR). Os encontros discutiram a proposta de aplicar sobretaxa de 25% sobre produtos brasileiros, com base na Seção 301 da Lei de Comércio dos EUA.

    Segundo comunicado conjunto, a atuação coordenada com a National Coffee Association (NCA) e o apoio dos importadores americanos garantiram dois resultados importantes.

    Primeiramente, o USTR manteve os cafés anteriormente incluídos na lista de exceções. Em seguida, ampliou essa relação ao incluir o café solúvel não aromatizado entre os produtos isentos da tarifa.

    Com isso, o café verde, o café torrado, o café solúvel e os demais produtos industrializados brasileiros poderão continuar entrando no mercado americano sem a cobrança da taxa adicional de 25%.

    Na avaliação das entidades, a decisão preserva exportações anuais entre US$ 2 bilhões e US$ 2,5 bilhões para os Estados Unidos. O país é o maior consumidor e importador mundial de café.

    As instituições também afirmam que a medida reforça a posição do Brasil como maior produtor e exportador global de café. Segundo elas, o mercado americano considera o produto brasileiro um parceiro estratégico e insubstituível.

    Apesar da vitória, Abic, Abics e Cecafé alertam que uma segunda investigação conduzida pelo USTR continua em andamento. Esse processo poderá resultar na aplicação de uma nova tarifa de até 12,5% sobre o café brasileiro.

    Diante desse cenário, as entidades afirmam que manterão o trabalho de representação do setor. O objetivo é defender a sustentabilidade, a qualidade e a competitividade dos cafés do Brasil, além de preservar os interesses de toda a cadeia produtiva.

  • Tarifaço de Trump isenta café, carne, petróleo e celulose

    Tarifaço de Trump isenta café, carne, petróleo e celulose

    O governo dos Estados Unidos confirmou uma tarifa adicional de 25% sobre produtos brasileiros. Apesar disso, o tarifaço de Trump isentou café, carne bovina, petróleo, aeronaves e celulose. O Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR) anunciou a medida nesta quarta-feira (15). A nova tarifa passa a valer em 22 de julho.

    A decisão encerra uma investigação comercial iniciada há um ano. O processo teve como base a Seção 301 da Lei de Comércio de 1974. Segundo o USTR, esse mecanismo permite investigar práticas comerciais consideradas prejudiciais aos interesses dos Estados Unidos.

    Durante a investigação, o governo Donald Trump alegou que o Brasil mantém práticas que restringem o comércio bilateral. O governo norte-americano citou o PIX, o mercado de etanol, o desmatamento ilegal e a pirataria entre os principais pontos da investigação.

    Café, carne, petróleo e aeronaves escapam da tarifa dos EUA

    Mesmo com as críticas, o tarifaço de Trump preservou uma ampla lista de produtos brasileiros. Entre os produtos isentos da tarifa dos EUA estão café, carne bovina, petróleo, aeronaves e celulose. Esses produtos ocupam posição estratégica na pauta de exportações brasileiras para o mercado americano.

    Segundo o governo dos Estados Unidos, os itens isentos podem pressionar preços internos. Além disso, a produção doméstica não atende toda a demanda. Com isso, parte dos principais produtos exportados pelo Brasil continuará sem a cobrança da tarifa adicional.

    A investigação foi concluída após negociações entre os governos de Luiz Inácio Lula da Silva e Donald Trump. Representantes de diversos setores econômicos também participaram das audiências públicas promovidas neste mês.

    O USTR afirmou que tentou negociar mudanças com o Brasil ao longo do último ano. Entretanto, o órgão declarou que não conseguiu eliminar as práticas consideradas injustas.

    Integrantes do governo brasileiro informaram que três temas concentraram os maiores impasses. As negociações envolveram o PIX, a ampliação do acesso do etanol americano ao mercado brasileiro e uma proposta sobre plataformas digitais. A proposta previa uma moratória de quatro anos para isentar essas empresas do pagamento de tributos e multas.

    Governo brasileiro contesta tarifa de Trump

    O governo brasileiro afirmou que não existe justificativa para medidas unilaterais contra o país. Segundo dados do próprio governo americano, os Estados Unidos acumularam superávit de US$ 424,5 bilhões no comércio de bens e serviços com o Brasil nos últimos 15 anos.

    O governo também destacou que, em 2025, 76% das importações americanas entraram no Brasil sem imposto de importação. Além disso, a alíquota média aplicada aos produtos dos Estados Unidos foi de apenas 3,1%.

    Na nota oficial, o governo brasileiro afirmou que não reconhece a legitimidade da investigação realizada fora das regras multilaterais do comércio.

    Apoio para setores atingidos

    ]O texto informa que o Plano Brasil Soberano protegerá os setores atingidos pelas tarifas impostas pelos Estados Unidos. Segundo o governo, as medidas buscam preservar empregos, investimentos e a capacidade produtiva nacional.

    Além disso, o Brasil iniciará imediatamente os procedimentos previstos na Lei de Reciprocidade. Por fim, o governo levará o caso ao mecanismo de solução de controvérsias da Organização Mundial do Comércio (OMC).

  • Trump confirma tarifa de 25% contra o Brasil após meses de negociação

    Trump confirma tarifa de 25% contra o Brasil após meses de negociação

    Os Estados Unidos confirmaram nesta quarta-feira (15/7) a aplicação de uma tarifa de 25% sobre produtos brasileiros. O Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR) concluiu a investigação que motivou a decisão e atribuiu ao Brasil a adoção de “práticas desleais” que prejudicam empresas e exportadores norte-americanos.

    Junto com a recomendação de aplicar as tarifas, o USTR também propôs à Casa Branca uma atualização na lista de isenções, que define quais produtos ficam de fora da nova alíquota.

    O Palácio do Planalto já esperava a decisão, mesmo após meses de negociação com o órgão americano. O governo brasileiro aguardava o anúncio oficial para dimensionar o alcance da medida, tanto em relação às alíquotas quanto à lista de produtos afetados.

    Impacto bilionário atinge múltiplos setores da indústria

    As novas taxas atingem diversos setores da indústria brasileira. A Confederação Nacional da Indústria (CNI) estima que a medida pode afetar cerca de 4 mil produtos e gerar um impacto de aproximadamente US$ 14,9 bilhões em exportações aos EUA.

    Autoridades que se reuniram nesta manhã com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) para discutir assuntos internacionais avaliam que os argumentos apresentados pelos EUA carecem de base técnica e escondem viés político.

    Aplicação de tarifa terá grande impacto na exportação. Foto: divulgação – Porto de Santos

    O comércio entre os dois países favorece os Estados Unidos em termos de saldo comercial. Ainda assim, o governo de Donald Trump sustenta que o Brasil pratica medidas que oneram a indústria e os produtores americanos, e justifica a nova tarifa como forma de equilibrar a balança bilateral.

    Investigação usa Seção 301 e mira Pix, etanol e desmatamento

    O USTR fundamentou a investigação na Seção 301 da Lei de Comércio de 1974, que rege a política comercial americana. O documento questiona a atuação do Brasil em áreas como comércio digital, tarifas preferenciais, combate à corrupção, proteção à propriedade intelectual, etanol e desmatamento ilegal.

    O relatório também dedica críticas específicas ao Pix e ao Banco Central do Brasil. Segundo o USTR, o sistema de pagamentos instantâneos cria vantagens competitivas em relação a empresas privadas estrangeiras que oferecem serviços similares.

    As principais acusações contra o Brasil

    • Comércio digital e pagamentos eletrônicos: os EUA acusam o Brasil de restringir empresas americanas de tecnologia e pagamentos, e citam decisões judiciais que determinam remoção de conteúdos, bloqueio de perfis e aplicação de multas às plataformas.
    • Tarifas preferenciais: o governo americano afirma que o Brasil concede tarifas de importação mais baixas a produtos do México e da Índia. E não estende o mesmo tratamento aos produtos dos EUA.
    • Combate à corrupção: o USTR considera insuficientes as medidas brasileiras contra suborno e corrupção.
    • Propriedade intelectual: o relatório aponta falhas no combate à pirataria e à falsificação, além de demora na análise de pedidos de patentes.
    • Etanol: os EUA alegam que o Brasil deixou de oferecer tratamento tarifário recíproco ao etanol americano depois de alterar sua política de importação em 2017.
    • Desmatamento ilegal: o governo americano argumenta que o Brasil possui legislação para combater o desmatamento, mas falha em aplicá-la de forma eficaz.

    Governo brasileiro avalia decisão como política

    A conclusão da investigação seguiu para a Casa Branca, onde aguarda o aval de Donald Trump, uma etapa que encerra o rito, incluindo as audiências realizadas para ouvir empresários e representantes da sociedade civil sobre o impacto das tarifas.

    Apesar de a investigação se apoiar formalmente em critérios técnicos da Seção 301, o governo brasileiro enxerga viés político na decisão. A avaliação se apoia, entre outros fatores, na aproximação da Casa Branca com políticos da oposição no Brasil, como o senador e pré-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL-RJ).

    Flávio, filho do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), participou da audiência sobre o tema nos Estados Unidos, ao lado de dezenas de inscritos brasileiros e americanos. A maioria das empresas e associações usou o espaço de argumentação no USTR para se posicionar contra as tarifas. Flávio Bolsonaro, por sua vez, adotou tom mais político durante a reunião. Ele classificou o momento como o “pior possível” para a taxação, por causa do período pré-eleitoral, e afirmou que a medida beneficiaria Lula.

    Segunda investigação pode elevar tarifas para 37,5%

    Além da taxa de 25% já confirmada, o governo brasileiro aguarda a conclusão de uma segunda investigação, que sugere uma nova tarifa de 12,5% sobre produtos brasileiros. Essa apuração se baseia em denúncias de exploração de trabalho forçado. Caso as duas investigações avancem, setores da indústria brasileira podem enfrentar tarifas somadas de até 37,5%.

    “Esperamos que os governos do Brasil e dos Estados Unidos mantenham abertos os canais de diálogo. Embora não tenha sido possível alcançar um acordo, as negociações se intensificaram nos últimos meses. E seguem sendo o caminho mais eficaz para a retirada das sobretaxas e a construção de uma agenda bilateral mais ampla. Esse esforço torna-se ainda mais urgente diante da probabilidade de novas tarifas no âmbito da investigação da Seção 301 sobre trabalho forçado, que poderão elevar as sobretaxas sobre produtos brasileiros para até 37,5%”, afirma Abrão Neto, presidente da Amcham Brasil.

  • Brasil apresenta defesa do agro em audiência sobre tarifas de Trump nesta segunda

    Brasil apresenta defesa do agro em audiência sobre tarifas de Trump nesta segunda

    O setor produtivo brasileiro finaliza a argumentação que vai levar a Washington nesta segunda-feira (6), véspera da audiência do USTR (Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos) sobre as tarifas comerciais impostas pelo governo Donald Trump com base na seção 301. A estratégia do Brasil aposta no impacto econômico da medida: com matérias-primas brasileiras sobretaxadas, a inflação deve pesar diretamente no bolso do consumidor americano.

    Mais de 70 brasileiros participam do encontro, entre representantes de cadeias produtivas, especialistas em diplomacia e economia, e políticos. O setor produtivo brasileiro terá 11 representantes com direito à fala, contra 12 do lado americano.

    Etanol dos EUA pressiona por tarifas recíprocas

    O agronegócio brasileiro enfrenta resistência de entidades setoriais americanas, especialmente do setor de biocombustíveis. A RFA (Renewable Fuels Association), que representa os produtores de etanol dos Estados Unidos, defende tarifas recíprocas e acusa o Brasil de praticar concorrência desleal.

    Uma pesquisa encomendada pela entidade mostra que os combustíveis renováveis ganharam apoio popular em meio ao debate sobre segurança energética e alta da gasolina. O levantamento indica que 74% dos eleitores registrados apoiam o RFS (programa federal que obriga a mistura de biocombustíveis aos combustíveis fósseis), o maior índice de aprovação em uma década de pesquisas trimestrais da associação. Apenas 12% dos entrevistados rejeitam a política.

    Os dados também revelam que 87% dos entrevistados consideram a independência energética uma prioridade para os EUA, enquanto 80% apontam o etanol como ferramenta relevante para alcançar esse objetivo. A RFA usa justamente esse argumento para sustentar a defesa de tarifas recíprocas.

    A entidade avalia que o etanol produzido internamente reduz a dependência americana de fontes externas de energia, fortalece a economia rural e barateia o preço dos combustíveis. Analistas de mercado, porém, contestam essa leitura e afirmam que os Estados Unidos ainda dependem de importações para suprir a demanda interna.

    Café brasileiro já mudou o blend americano

    Fontes ligadas às negociações apontam receio da indústria americana de perder espaço diante da qualidade e da competitividade dos produtos brasileiros. Alías, o que já acontece no setor de café.

    Aguinaldo Lima, diretor executivo da ABICS (Associação Brasileira da Indústria de Café Solúvel), afirmou à imprensa que os torrefadores americanos já alteraram os blends de café por falta do produto brasileiro no mercado, e que qualquer nova tarifa vai elevar o preço do cafezinho nos Estados Unidos.

    Os EUA perderam o posto de maior comprador de café solúvel brasileiro para a Alemanha no fim do ano passado, já que as tarifas sobre o produto seguiram fixadas em 10%, segundo Lima.

    Rebanho americano na pior baixa em 70 anos

    O setor de carnes também entra na disputa. Mesmo que o Brasil perca a venda direta e sem tarifas aos EUA, frigoríficos brasileiros com plantas instaladas em países vizinhos da América Latina continuarão abastecendo o mercado americano. Isso justamente quando o rebanho bovino dos EUA enfrenta sua pior baixa em 70 anos.

    Analistas brasileiros destacam que o consumidor americano continuará, na prática, consumindo carne com origem brasileira, ainda que de forma indireta, através de hambúrgueres processados fora do Brasil.

    O Itaú BBA reforçou em relatórios recentes que a indefinição comercial, somada à instabilidade geopolítica, torna ainda mais complexo o custeio e o escoamento das safras agrícolas, enquanto o Brasil busca alternativas de mercado para reduzir prejuízos.

    Como funciona a audiência do USTR

    A audiência reúne 14 painéis sobre diferentes temas, além do agro, com início às 10h no horário de Washington. Cada representante setorial tem até cinco minutos para apresentar um sumário executivo em defesa da cadeia produtiva que representa.

    O USTR pode fazer perguntas aos representantes e abrir espaço para réplicas, mas fontes ouvidas indicam que a argumentação deve ser objetiva e concentrada nas consequências econômicas caso as tarifas entrem em vigor. Os setores tiveram até 1º de julho para enviar a argumentação por escrito, que serve de base para as apresentações desta segunda-feira (6).

    Quem representa o agro brasileiro na audiência
    • Andressa Silva — Associação Brasileira da Indústria do Arroz
    • Vinicius Vanzella — Associação dos Fabricantes de Gelatina da América do Sul
    • Marcelo Schunn Junqueira — Sociedade Rural Brasileira
    • Fernanda Carneiro — Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil
    • Marcos Matos — Conselho dos Exportadores de Café do Brasil
    • José Luiz Pimenta Junior — Associação Brasileira da Indústria de Café Solúvel
    • João Marcelo Messas — Associação Brasileira dos Exportadores de Mel
    • Andrea Almeida — União Nacional do Etanol de Milho
    • Welber Barral — União da Indústria de Cana-de-Açúcar e Bioenergia e Indústria Brasileira de Árvores
    • Gian Carlo Almeida Marodin — Associação Brasileira da Indústria de Madeira Processada Mecanicamente
  • Lula e Trump orientam ministros a resolverem tarifas em 30 dias

    Lula e Trump orientam ministros a resolverem tarifas em 30 dias

    O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou que Brasil e Estados Unidos buscarão um acordo comercial em 30 dias. Lula reuniu-se nesta quinta-feira (7) com o presidente Donald Trump na Casa Branca, em Washington.

    Após o encontro, Lula informou que ministros dos dois governos apresentarão uma proposta para encerrar o impasse tarifário. O Brasil também voltou a defender o encerramento da investigação comercial aberta pelos Estados Unidos no ano passado. Os norte-americanos conduzem a apuração com base na Seção 301 da Lei de Comércio dos EUA.

    Segundo Lula, representantes da Indústria e Comércio dos dois países negociarão uma solução conjunta. O presidente afirmou que o governo brasileiro aceitará eventuais concessões, caso sejam necessárias.

    Os Estados Unidos acusam o Brasil de concorrência desleal em áreas como Pix, etanol e propriedade intelectual. O governo brasileiro, porém, rejeita a legitimidade da Seção 301.

    Além disso, o Brasil argumenta que o instrumento contraria regras da Organização Mundial do Comércio. Lula declarou que o tema do Pix não entrou na conversa com Trump.

    Reunião durou mais de três horas

    Lula e Trump permaneceram reunidos por mais de três horas na Casa Branca. O encontro incluiu um almoço oferecido pelo presidente norte-americano.

    Trump classificou Lula como “um presidente muito dinâmico” em publicação nas redes sociais. O norte-americano também afirmou que a reunião foi produtiva e indicou novos encontros entre representantes dos dois países.

    As equipes negociaram previamente a reunião bilateral. Os governos discutiram comércio, segurança, crime organizado e minerais estratégicos. Após o encontro, Lula afirmou que saiu otimista das conversas.

    O presidente disse que o Brasil está aberto ao diálogo internacional, mas não abrirá mão da democracia e da soberania.

    Brasil e EUA ampliam cooperação contra o crime

    Durante coletiva, Lula anunciou um novo plano brasileiro de combate ao crime organizado. O governo deve lançar a iniciativa na próxima semana.

    Brasil e Estados Unidos também acertaram ações conjuntas contra organizações criminosas transnacionais. Segundo Lula, os países querem enfraquecer financeiramente facções criminosas.

    O ministro da Fazenda, Dario Durigan, informou que Receita Federal e autoridades norte-americanas atuarão em operações conjuntas. As ações buscarão combater contrabando de armas e tráfico internacional de drogas sintéticas.

    Lula afirmou que não discutiu especificamente facções brasileiras durante a reunião. O governo dos EUA avalia classificar grupos criminosos brasileiros como organizações terroristas. O Brasil considera a proposta um risco à soberania nacional.

    Em abril, os dois países já haviam firmado acordo de cooperação contra tráfico internacional de armas e drogas. A parceria prevê compartilhamento de informações sobre apreensões realizadas nas aduanas.

    Terras raras entram na pauta bilateral

    Lula e Trump também discutiram investimentos em minerais críticos e terras raras. Esses minerais são essenciais para equipamentos de alta tecnologia.

    Lula informou a Trump sobre a aprovação da Política Nacional de Minerais Críticos e Estratégicos. A nova legislação prevê um conselho para definir minerais estratégicos brasileiros.

    O Brasil possui a segunda maior reserva mapeada de terras raras do mundo. O país soma cerca de 21 milhões de toneladas, atrás apenas da China.

    Lula afirmou que o Brasil quer ampliar parcerias internacionais no setor mineral. Porém, o presidente destacou que o país pretende agregar valor à produção nacional. Segundo Lula, o Brasil não deseja atuar apenas como exportador de matérias-primas.

    Lula pede revisão de restrições de vistos

    Lula afirmou que entregou a Trump uma lista de autoridades brasileiras afetadas por restrições de vistos norte-americanos. As medidas ocorreram após o julgamento da tentativa de golpe de Estado no Brasil. Segundo Lula, familiares de autoridades também sofreram restrições.

    O presidente citou ministros do Supremo Tribunal Federal e familiares de integrantes do governo. Participaram da comitiva brasileira ministros das áreas econômica, diplomática e de segurança pública.

    Tensões comerciais cresceram desde 2025

    Brasil e Estados Unidos enfrentam disputas comerciais desde 2025. O conflito começou após Trump impor tarifas de 25% sobre aço e alumínio. O Brasil está entre os principais fornecedores desses produtos aos Estados Unidos.

    Os EUA também aplicaram tarifas adicionais sobre outros produtos brasileiros. Washington alegou falta de reciprocidade comercial nas relações bilaterais.

    Em resposta, o Brasil intensificou negociações diplomáticas e acionou a Organização Mundial do Comércio. O governo brasileiro também reforçou mecanismos legais de reciprocidade comercial.

    No fim de 2025, os Estados Unidos reduziram parcialmente algumas medidas tarifárias. Apesar disso, setores como aço e alumínio continuam com tarifas elevadas. A comitiva brasileira retorna a Brasília nesta sexta-feira (8).