Tag: Ministério da Agricultura

  • Petrobras e Ministério da Agricultura unem forças para impulsionar energias renováveis e crescimento do agro

    Petrobras e Ministério da Agricultura unem forças para impulsionar energias renováveis e crescimento do agro

    O ministro da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro, recebeu nesta quinta-feira (2), na sede do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), em Brasília, a presidente da Petrobras, Magda Chambriard. O encontro marcou a primeira visita de Magda à Pasta. E teve como foco a integração estratégica entre os setores de agropecuária e energia para alavancar o desenvolvimento do país.

    Carlos Fávaro destacou a importância do momento histórico. “É um orgulho ter sido o ministro que recebeu, pela primeira vez em 165 anos do Ministério da Agricultura, a presidente da Petrobras. Esse encontro aproxima de forma concreta o agro e o setor de energia. O agronegócio se tornou estratégico no Brasil e, da mesma forma, deve ser relevante para a Petrobras”, afirmou.

    Durante a reunião, a Petrobras apresentou três frentes para estreitar a relação com o agronegócio: originação de matérias-primas, polos de venda e vendas diretas para grandes consumidores. Magda Chambriard reforçou que a estratégia da estatal para os próximos anos busca a integração entre os principais setores da economia brasileira. “O futuro do Brasil passa pela união do agronegócio e do setor petrolífero. São motores da economia que precisam caminhar juntos e se complementar”, declarou.

    O crescimento do consumo de diesel nas regiões do Centro-Oeste e MATOPIBA, áreas com forte potencial agrícola, impulsiona a expansão das operações da Petrobras nessas áreas. A demanda do agronegócio por diesel mais que dobrou nos últimos anos nessas regiões.

    Oportunidades

    Além disso, o encontro destacou oportunidades para ampliar o transporte dutoviário e ferroviário. Além de otimizar o escoamento da produção e estimular a produção de biocombustíveis, como etanol de milho e biodiesel. Já em andamento, a Petrobras atua na produção de Hydrotreated Vegetable Oil (HVO), um biocombustível avançado feito a partir de óleos vegetais e gorduras animais tratados com hidrogênio. O Sustainable Aviation Fuel (SAF), combustível sustentável para aviação, também integra os projetos da empresa, utilizando matérias-primas renováveis e resíduos agrícolas.

    “O caminho da energia renovável, verde e limpa nasce da terra. Essa integração abre novas oportunidades para o Brasil”, reforçou o ministro Fávaro.

    O Mapa, a Petrobras e a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) firmaram acordos para cooperar com cooperativas, oferecer produtos e assistência técnica ao consumidor final e desenvolver fertilizantes de eficiência aumentada, usando matérias-primas alternativas, em parceria também com o Centro de Pesquisas Leopoldo Américo Miguez de Mello (Cenpes).

    Cooperação

    A cooperação da Petrobras no MATOPIBA começou em março, após reuniões técnicas que identificaram oportunidades e promoveram visitas a associações e produtores rurais, com o objetivo de fortalecer a presença da estatal na região.

    Magda Chambriard ressaltou o compromisso da Petrobras com políticas públicas. “Não estamos aqui para destruir nenhuma política pública. Pelo contrário, entendemos que esses investimentos valorizam o que temos de melhor: o petróleo e o agro”, afirmou.

    O encontro contou ainda com a participação do corregedor do Mapa, Cyro Dornelas; do diretor executivo de Logística, Comercialização e Mercados da Petrobras, Cláudio Schlosser; do gerente-geral de Comércio de Produtos e Claros da Petrobras, Leonardo Gouveia; do gerente de contratações de Logística e Parcerias da Petrobras, Eduardo Ávila; e representantes de associações do agronegócio brasileiro.

  • Motor da economia: faturamento do agro cresce 11,3% e alcança R$ 1,4 trilhão

    Motor da economia: faturamento do agro cresce 11,3% e alcança R$ 1,4 trilhão

    O Valor Bruto da Produção (VBP) do agronegócio brasileiro atingiu um patamar histórico de R$ 1,406 trilhão em agosto de 2025, conforme dados divulgados pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa).

    O resultado representa um expressivo crescimento de 11,3% em comparação com a safra de 2024, impulsionado principalmente pelo desempenho excepcional das lavouras de café e milho e pela forte alta na pecuária.

    O segmento de lavouras foi um dos principais motores do crescimento, com um faturamento bruto de R$ 928,07 bilhões – alta de 10,8% em relação ao ano anterior. Destaques absolutos foram o café (+47,2%), o milho (+32,4%) e o amendoim (+43%).

    A soja (+8,8%) e o algodão (+8,4%) também tiveram contribuições significativas. Por outro lado, produtos como batata-inglesa (-53,9%), laranja (-17,9%) e feijão (-15,9%) registraram quedas no valor da produção.

    A pecuária também apresentou desempenho robusto, com um crescimento de 12,3% no faturamento, saltando de R$ 425,77 bilhões em 2024 para R$ 478,08 bilhões em 2025. Todos os principais produtos tiveram alta: bovinos (20,5%), ovos (14,1%), suínos (9,6%), leite (5,2%) e frango (4,7%).

    Ranking de valor por produto

    Em termos de valor individual, a soja se mantém como a cultura de maior participação, respondendo sozinha por R$ 322,1 bilhões. Na sequência, aparecem milho (R$ 164,0 bi), cana-de-açúcar (R$ 117,9 bi), café (R$ 115,2 bi) e algodão (R$ 36,6 bi). Juntos, esses cinco produtos representam 53,8% de todo o VBP nacional. Na pecuária, a bovinocultura é a líder, com R$ 204,1 bilhões.

    A análise regional confirma a força do Centro-Oeste e do Sudeste. O Mato Grosso se consolida como maior produtor, responsável por 15,7% do VBP nacional (R$ 221,3 bi), com destaque para soja, milho e algodão. Minas Gerais (12%), São Paulo (11,3%) e Paraná (11,2%) completam a liderança no ranking estadual, cada um com suas especialidades: café e leite em MG; cana e laranja em SP; e milho, soja e frango no PR.

    O VBP é calculado mensalmente pela Secretaria de Política Agrícola do Mapa com base na produção agropecuária e nos preços de mercado do período. O indicador reflete o faturamento bruto dentro das propriedades rurais. E é um importante termômetro da saúde econômica do setor, que segue como um dos pilares da economia brasileira.

  • Brasil e China avançam na cooperação por cadeias agropecuárias sustentáveis

    Brasil e China avançam na cooperação por cadeias agropecuárias sustentáveis

    O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) recebeu uma delegação chinesa ligada à Academia Chinesa de Ciências Agrícolas (CAAS). O encontro focou na sustentabilidade e transparência das cadeias produtivas agropecuárias.

    O secretário de Inovação, Desenvolvimento Sustentável, Irrigação e Cooperativismo do Mapa, Pedro Neto, liderou a reunião e destacou a importância do diálogo entre Brasil e China. Segundo ele, os dois países buscam construir um entendimento comum sobre práticas agrícolas sustentáveis. Pedro Neto ressaltou o papel do Código Florestal Brasileiro como marco regulatório que alia preservação ambiental e uso sustentável do solo.

    Durante o encontro, o Mapa apresentou duas iniciativas brasileiras para o desenvolvimento do agronegócio sustentável. A primeira é a Plataforma AgroBrasil+Sustentável, uma ferramenta digital que integra dados oficiais para gerar informações rastreáveis sobre a produção agropecuária sustentável.

    Ela facilita o acesso do produtor às políticas públicas e mercados. Para Pedro Neto, essa plataforma prova o compromisso do Brasil com a produção sem desmatamento e promove transparência.

    Caminho Verde Brasil

    A segunda iniciativa é o programa Caminho Verde Brasil, que incentiva a produção agrícola sem abrir novas áreas. O programa prioriza a recuperação de pastagens degradadas com a meta de restaurar até 40 milhões de hectares nos próximos dez anos. André Okubo, coordenador-geral de Promoção de Investimentos Estrangeiros e Cooperação do Mapa, explicou que o programa transforma passivos ambientais em oportunidades para ampliar a produção sem comprometer os biomas brasileiros.

    Pela delegação chinesa, o diretor-geral do Instituto de Economia e Desenvolvimento Agrícola da CAAS, Hu Xiangdong, destacou a similaridade entre sua instituição e a Embrapa. Ele apontou oportunidades para aprofundar a cooperação técnica e científica, ampliando parcerias em inovação agrícola além do comércio.

    Brasil e China mantêm uma relação diplomática e de amizade de cinco décadas. Esta parceria se fortalece também pela Comissão Sino-Brasileira de Alto Nível de Consulta e Cooperação (COSBAN), onde tratam de temas estratégicos. Ambos os países continuam avançando no diálogo sobre sustentabilidade para impulsionar vínculos comerciais e de cooperação em um contexto geopolítico favorável.

    Ao final da reunião, Pedro Neto reafirmou que a Plataforma AgroBrasil+Sustentável e o Caminho Verde Brasil se complementam. Juntos, eles projetam o agronegócio brasileiro como referência internacional em sustentabilidade e inovação agropecuária.

  • Mercado de azeite: conheça as marcas proibidas no Brasil

    Mercado de azeite: conheça as marcas proibidas no Brasil

    Nos últimos dois anos (2024 e 2025), o governo federal, por meio do Ministério da Agricultura (Mapa) e da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), intensificou a fiscalização do mercado de azeites no Brasil.

    Mais de 70 medidas proibitivas foram emitidas, incluindo a proibição total de marcas ou a interdição de lotes específicos devido a fraudes, adulterações e irregularidades sanitárias. Essas ações visam proteger os consumidores de produtos que representam riscos à saúde, como a mistura com óleos vegetais não declarados (ex.: soja), origem clandestina e falhas cadastrais.

    Lista de marcas proibidas

    As marcas abaixo foram proibidas total ou parcialmente com base em análises laboratoriais e operações de fiscalização.

    Entre os critérios para veto estão: adulteração com óleos vegetais, CNPJ irregular ou inexistente, condições sanitárias inadequadas e origem desconhecida.

    Marcas com Proibição Total ou Parcial

    • Alonso (proibida em maio/2025)
    • Grego Santorini (maio/2025)
    • La Ventosa (maio/2025)
    • Quintas D’Oliveira (maio/2025)
    • Almazara (maio/2025)
    • Escarpas das Oliveiras (maio/2025)
    • Los Nobles (setembro/2025)
    • Serrano (junho/2025)
    • Málaga (junho/2025)
    • Campo Ourique (junho/2025)
    • Vale dos Vinhedos (julho/2025)
    • Santa Lucía (junho/2025)
    • Villa Glória (junho/2025)
    • Terra de Olivos (junho/2025)
    • Casa do Azeite (junho/2025)
    • Terrasa (junho/2025)
    • Castelo de Viana (junho/2025)
    • San Martín (junho/2025)
    • Doma (fevereiro/2025)
    • Azapa (fevereiro/2025)
    • Cordilheira (2024)
    • Don Alejandro (2024)
    • Garcia Torres (2024)
    • Olivas Del Tango (2024)
    • Quinta de Aveiro (2024)
    • Vincenzo (2024)
    • Vila Real (2024)
    • Terra de Óbidos (março/2024)
    • Serra Morena (março/2024)
    • De Alcântara (março/2024)
    • Az Azeite (março/2024)
    • Mezzano (março/2024)
    • Uberaba (março/2024)
    • Rio Negro (outubro/2024)
    • Oviedo (outubro/2024)
    • Imperial (outubro/2024)
    • Ouro Negro (outubro/2024)
    • Carcavelos (outubro/2024)

    Fonte: Listas consolidados do Mapa e Anvisa (2024–2025).

    Riscos à saúde e irregularidades encontradas

    Os produtos proibidos apresentaram uma ou mais das seguintes irregularidades:

    • Adulteração com óleos vegetais (ex.: soja) não declarados no rótulo.
    • Fabricação em estabelecimentos clandestinos com condições higiênicas precárias.
    • CNPJ das empresas embaladoras inexistentes, suspensos ou cancelados na Receita Federal.
    • Origem desconhecida e não atendimento aos padrões de identidade e qualidade (Instrução Normativa Mapa nº 01/2012).
    • Rotulagem falsa ou incompleta.
    Foto: Wenderson Araujo/Trilux/Sistema CNA/Senar

    Essas práticas configuram fraude alimentar e podem causar danos à saúde, como reações alérgicas e intoxicações, devido à incerteza sobre a composição real dos produtos.

    Como verificar se um azeite é regular

    Para evitar o consumo de produtos fraudulentos, o Mapa e a Anvisa recomendam:

    • Consultar as listas oficiais de produtos proibidos, da Anvisa e a do Mapa
    • Verificar o registro da empresa no Cadastro Geral de Classificação (CGC) do Mapa.
    • Desconfiar de preços muito abaixo do mercado.
    • Evitar azeites vendidos a granel.
    • Examinar o rótulo: data de envase, origem e ingredientes.

    Consumidores que possuírem produtos proibidos devem suspender o uso imediatamente e solicitar a substituição ou reembolso nos pontos de venda, conforme o Código de Defesa do Consumidor. Denúncias podem ser feitas via Fala.BR.

    Operações de fiscalização e apreensões

    Em 2024, operações como a Getsêmani (em Saquarema/RJ) apreenderam mais de 60 mil litros de azeite adulterado em fábricas clandestinas. Entre novembro e dezembro de 2024, o Mapa apreendeu 31 mil litros em ações nacionais. Em 2025, as proibições continuaram, com destaque para a marca Los Nobles (setembro/2025), que se autodeclarava argentina, mas não tinha aprovação da autoridade sanitária da Argentina (Anmat).

    O aumento nas fraudes coincide com a alta de quase 50% no preço do azeite entre 2023 e 2024, impulsionada por secas na Europa (maior produtora mundial). Isso levou à busca por alternativas baratas e, em muitos casos, fraudulentas. O azeite é o segundo produto alimentar mais fraudado do mundo, segundo o Mapa.

  • Ministério pede suspensão de vacina após mais de 100 mortes

    Ministério pede suspensão de vacina após mais de 100 mortes

    O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) determinou a suspensão imediata do uso da vacina Excell 10, dos lotes 016/2024 e 018/2024, após mais de 100 mortes repentinas de bovinos, caprinos e ovinos nos municípios de Simões e Curral Novo do Piauí, além de registros em outras cidades do estado e em outros estados do Nordeste, como Sergipe, Rio Grande do Norte e Maranhão. A medida vale também para os casos em que o imunizante já havia sido adquirido antes da suspensão.

    A Dechra Brasil fabrica a vacina para prevenir a clostridiose, um conjunto de doenças provocadas por bactérias do gênero Clostridium, comuns no ambiente e no trato intestinal dos animais, que podem causar morte súbita nos rebanhos. Os sintomas relatados pelos produtores incluem edema no local da aplicação, febre transitória e apatia. E os casos de morte começaram a ser notificados cerca de dez dias após a vacinação.

    Foto: Wenderson Araujo/Trilux/Sistema CNA/Senar

    O caso está sendo investigado em conjunto pelo Ministério da Agricultura, a Agência de Defesa Agropecuária do Piauí (Adapi) e a Universidade Federal do Piauí (UFPI). Também com apoio da Universidade Estadual do Ceará (UECE) e de laboratórios em São Paulo. As equipes coletaram amostras dos animais mortos para analisar se a vacina está diretamente relacionada às mortes e verificar possíveis falhas no processo de fabricação, armazenagem ou aplicação do produto. Os responsáveis pelas investigações devem divulgar os resultados em até 30 dias.

    A Dechra Brasil divulgou nota informando que está colaborando com as investigações e, de forma preventiva, suspendeu a distribuição dos lotes identificados. A empresa reafirmou seu compromisso com a qualidade, eficácia e segurança dos seus produtos, garantindo que as análises detalhadas continuarão até a conclusão do caso.

    Você também pode gostar:

    + Agro em Campo: São Paulo recebe R$ 1,1 bilhão do Banco Mundial para agricultura sustentável
    + Agro em Campo: Grupo J&F compra única mina de potássio em operação do Brasil

    Além do Piauí, foram confirmados relatos de mortes de animais imunizados com os mesmos lotes da vacina em outros estados nordestinos. Incluindo Sergipe, Rio Grande do Norte, Maranhão e Ceará, totalizando mais de 500 animais mortos, segundo informações recentes. A maioria dos produtores afetados são agricultores familiares que dependem economicamente dos rebanhos, o que agrava o impacto socioeconômico da situação.

    O Ministério da Agricultura orienta os produtores e revendedores a interromperem o uso e comercialização das vacinas dos lotes 016/2024 e 018/2024. E também comunicarem quaisquer novos casos suspeitos pelo canal FalaBR. Até o momento, não foram registrados problemas em outros lotes da vacina.

    “Neste momento o Mapa está dedicado e atuando de forma coordenada e integrada com os órgãos estaduais de defesa sanitária para confirmar a causa dos óbitos dos animais e adotar todas as medidas necessárias para proteção da produção pecuária”, destacou o secretário de Defesa Agropecuária, Carlos Goulart.

    Nota oficial

    Em nota oficial publicada na noite desta quinta-feira, o MAPA fez um histórico com a ordem cronológica das ações do Ministério da Agricultura e Pecuária:

    • Após avaliação do caso, o Mapa, em 13 de agosto de 2025, iniciou o processo de fiscalização, solicitando à empresa relatórios de farmacovigilância do produto suspeito.
    • Em 14 de agosto de 2025, foi realizada fiscalização no laboratório fabricante, em Londrina (PR), com levantamento das notificações do Serviço de Atendimento ao Consumidor (SAC), além da verificação do processo de fabricação e do controle de qualidade da vacina.
    • No dia seguinte foi emitida ordem de apreensão cautelar das frações dos lotes 016/2024 e 018/2024 da vacina EXCELL 10 na distribuidora que comercializou unidades da vacina associadas à notificação da ADAPI. De forma complementar, o Mapa solicitou à fabricante o painel de distribuição da vacina em todo o país. Na mesma data, 15 de agosto, a empresa encaminhou comunicado aos distribuidores e lojistas para que fossem interrompidas as vendas dos lotes 016/2024 e 018/2024 da vacina EXCELL 10.
    • Três dias depois, em 18 de agosto, o Mapa iniciou a apreensão dos lotes na distribuidora localizada em Teresina (PI), coletando amostras para análise fiscal em laboratório da rede oficial. Após avaliação dos dados de distribuição, a ordem de apreensão foi estendida a todos os estados em 19 de agosto.
    • Na sequência, em 20 de agosto, a empresa emitiu comunicado oficial de recolhimento dos lotes 016/2024 e 018/2024, direcionado a distribuidores, médicos-veterinários e lojistas.

    Mortes notificadas

    Até o momento, foram notificados ao Mapa os óbitos de 194 ovinos, 4 caprinos e 1 bovino. As ações de fiscalização e investigação seguem em andamento, por meio de inspeções no estabelecimento fabricante/proprietário, e realização de testes em amostras dos lotes da vacina e dos animais que vieram a óbito. A estimativa inicial de conclusão do processo de investigação é de 60 dias.

    O Mapa esclarece que a clostridiose é uma doença fatal causada por toxinas de bactérias do gênero Clostridium spp., apresentando sintomas como inchaço muscular, manqueira, incoordenação motora e, em casos graves, rigidez muscular, tremores, trismo, opistótono (arqueamento do corpo com cabeça para trás) e convulsões.

    A vacinação continua sendo considerada uma estratégia eficaz no combate à clostridiose. O Ministério ressalta, ainda, que o consumo de produtos de origem caprina, ovina e bovina provenientes de animais saudáveis e inspecionados pelo Serviço Veterinário Oficial é seguro.

    Leia mais:

    + Agro em Campo: Pernambuco estreia em sistema nacional de inovação agropecuária

    + Agro em Campo: Ovo ganha protagonismo na mesa do brasileiro

  • Parceria promete turbinar produtividade de pequenas agroindústrias brasileiras

    Parceria promete turbinar produtividade de pequenas agroindústrias brasileiras

    Uma parceria estratégica firmada nesta quarta-feira (6) entre o Sebrae e o Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA) promete revolucionar o cenário das pequenas agroindústrias brasileiras. O acordo tem como meta aumentar a produtividade em até 20% e beneficiar inicialmente cerca de 2,5 mil estabelecimentos rurais em todo o país.

    A iniciativa foca no fortalecimento do Sistema Brasileiro de Inspeção de Produtos de Origem Animal (SISBI) e do Selo Arte, instrumentos fundamentais para que pequenos produtores possam comercializar seus produtos em escala nacional com qualidade e segurança garantidas.

    Inclusão e desenvolvimento sustentável no campo

    “O mercado não foi feito para os pequenos, por isso precisa de processos protetivos e principalmente de políticas de um estado social”, destacou Décio Lima, presidente do Sebrae, durante o evento de assinatura do acordo. “Essa parceria é justamente para garantir a inclusão da pequena agricultura e o desenvolvimento da economia dos pequenos dentro dessa lógica de poder ter longevidade e fazer escala no mercado.”

    Você também pode gostar:

    + Agro em Campo: Centro-Oeste dribla tarifa de 50% dos EUA com força do agro
    + Agro em Campo: Como conseguir crédito rural? BNDES bate recorde de recursos

    A parceria surge em um momento estratégico para o agronegócio brasileiro. Atualmente, o SISBI possui 3.526 estabelecimentos registrados, mas apenas 1.061 estão habilitados para comercialização nacional através do cadastro geral SISBI-POA. O novo acordo visa ampliar significativamente esse número.

    Capilaridade e tecnificação: a fórmula do sucesso

    O Sebrae atuará nos serviços de inspeção municipal dos aproximadamente 800 consórcios existentes no país, promovendo a adesão ao SISBI e simplificando processos burocráticos. A estratégia aproveita a reconhecida capilaridade da instituição para chegar até os pequenos produtores.

    “O selo SISBI garante a inspeção, a qualidade do alimento e, com isso, sua comercialização em todo o território nacional”, explicou o ministro Carlos Fávaro. “O Sebrae, com sua capilaridade, acessa esses empreendedores para que possam atender às novas demandas, conquistar o Selo Arte e gerar mais oportunidades no meio rural.”

    Formalização e inserção na economia global

    Um dos principais objetivos da parceria é combater a informalidade no setor. “Queremos fazer com que as pequenas agroindústrias possam se formalizar para se inserir inclusive no contexto da globalização econômica”, enfatizou Décio Lima.

    Carlos Fávaro e Décio Lima apostam na capilaridade do Sebrae para ampliar o atendimento. Foto: Maicon Felipe./Sebrae

    O diretor-técnico do Sebrae, Bruno Quick, ressaltou o potencial transformador da iniciativa: “Só tem uma coisa que segura o filho do produtor no campo: a industrialização da sua produção. Isso vai mudar a pequena agricultura no Brasil.”

    A parceria fortalecerá diversos programas já existentes:

    • Selo Arte: Reconhece produtos artesanais de origem animal e já conta com mais de 2 mil registros
    • Indicações Geográficas (IG): 139 reconhecimentos em todo o país que valorizam identidade regional
    • Programa Mais Leite Saudável: Foca na profissionalização do setor leiteiro
    • Plano de Qualificação de Fornecedores de Leite: Visa elevar padrões de qualidade

    Números que impressionam

    O impacto da parceria pode ser dimensionado pelos números do Sebrae no campo. Nos últimos dois anos, a instituição realizou cerca de 1,1 milhão de atendimentos em parceria com mais de 250 mil produtores rurais.

    As propriedades de agricultura familiar representam dados expressivos na economia nacional:

    • 23% do valor bruto da produção agropecuária brasileira
    • 67% das ocupações no campo
    • Aproximadamente 10,1 milhões de trabalhadores empregados

    Para o ministro Fávaro, a parceria representa uma oportunidade única de democratizar o acesso ao mercado nacional. “A partir do selo de inspeção instalado nos municípios, o Ministério passará a ter, por intermédio do Sebrae, acesso direto aos empreendimentos rurais. Ninguém tem mais capilaridade e competência para qualificar e prepará-los para agregar valor ao produto.”

    A iniciativa promete não apenas aumentar a produtividade, mas também fortalecer as economias locais, reduzir desigualdades e criar novas oportunidades de desenvolvimento sustentável no meio rural brasileiro.

    Leia mais:
    + Agro em Campo: Potência mundial – Brasil registra mais de 43 mil marcas de cervejas

    + Agro em Campo: Entregas de fertilizantes no Brasil crescem 11,4% em 2025

  • Sete países retiram barreiras à importação de carne de aves brasileira

    Sete países retiram barreiras à importação de carne de aves brasileira

    O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) anunciou nesta sexta-feira (4) a atualização do status das exportações de carne de aves do Brasil, após a detecção de um foco de Influenza Aviária de Alta Patogenicidade (IAAP) no município de Montenegro (RS). Segundo o órgão, sete países decidiram retirar as restrições impostas à carne de frango brasileira: Argentina, Cuba, Emirados Árabes Unidos, Filipinas, Índia, Mauritânia e Uruguai.

    A decisão representa um avanço para o setor avícola nacional, que vinha enfrentando barreiras comerciais desde o registro do surto. Com a reabertura desses mercados, o Brasil reforça sua posição como um dos principais exportadores mundiais de carne de frango.

    Países sem restrições à carne de frango do Brasil

    Além dos sete países que reabriram seus mercados, outros destinos importantes já não possuem restrições à carne de aves brasileira. Entre eles estão Argélia, Bolívia, Bósnia e Herzegovina, Egito, El Salvador, Iraque, Lesoto, Líbia, Marrocos, Mianmar, Paraguai, República Dominicana, Sri Lanka, Vanuatu e Vietnã.

    Apesar dos avanços, alguns mercados mantêm restrições totais ou parciais às exportações brasileiras de carne de aves:

    • Suspensão total: Albânia, Canadá, Chile, China, Macedônia do Norte, Malásia, Paquistão, Peru, Timor-Leste e União Europeia.
    • Suspensão restrita ao Rio Grande do Sul: África do Sul, Angola, Arábia Saudita, Armênia, Bahrein, Bielorrússia, Cazaquistão, Coreia do Sul, Kuwait, México, Namíbia, Omã, Quirguistão, Reino Unido, Rússia, Tajiquistão, Turquia e Ucrânia.
    • Suspensão limitada ao município de Montenegro (RS): Catar e Jordânia.
    • Suspensão limitada aos municípios de Montenegro, Campinápolis e Santo Antônio da Barra: Japão.
    • Suspensão limitada à zona específica: Hong Kong, Maurício, Nova Caledônia, São Cristóvão e Nevis, Singapura, Suriname e Uzbequistão.

    O Mapa destaca que a regionalização das restrições segue as diretrizes da Organização Mundial de Saúde Animal (OMSA) e do Acordo sobre Medidas Sanitárias e Fitossanitárias (SPS) da Organização Mundial do Comércio (OMC). Esse reconhecimento permite que apenas áreas afetadas pelo surto sejam alvo de restrições, preservando a competitividade das demais regiões produtoras do país.

    Leia mais:

    + Agro em Campo: Alívio: preço do azeite no Brasil deve começar a cair

    + Agro em Campo: Mercado do café se adapta a nova era de exigências ESG

  • RS inicia vazio sanitário da soja hoje

    RS inicia vazio sanitário da soja hoje

    O vazio sanitário da soja começa nesta quinta-feira (3/7) no Rio Grande do Sul e segue até 30 de setembro. Durante esse período de 90 dias, produtores não podem manter plantas vivas de soja em qualquer fase de desenvolvimento em suas lavouras. A medida, definida pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) através da Portaria 1217/2025, visa combater a ferrugem asiática e proteger a produtividade das lavouras gaúchas.

    Além do vazio sanitário, o Mapa também estabeleceu o calendário de semeadura da soja no estado. O plantio poderá ocorrer de 1º de outubro a 28 de janeiro de 2026.

    Segundo Ricardo Felicetti, diretor do Departamento de Defesa Vegetal da Secretaria da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação (Seapi), o vazio sanitário e o calendário de plantio são estratégias essenciais para o controle da ferrugem asiática. “Essas ações garantem o manejo da praga, a manutenção das ferramentas químicas e a produtividade da cultura para nosso estado”, afirma Felicetti.

    A ferrugem asiática, causada pelo fungo Phakopsora pachyrhizi, representa uma das maiores ameaças à sojicultura. Para monitorar a doença, o Rio Grande do Sul mantém o programa Monitora Ferrugem RS, que acompanha a presença de esporos nas regiões produtoras do estado.

    O programa utiliza métodos de detecção de esporos aliados à análise das condições meteorológicas para gerar mapas de risco da doença. Essas informações orientam técnicos e produtores na adoção de medidas preventivas e no manejo eficiente das lavouras.

    Leia mais:

    + Agro em Campo: Inovação monitora em tempo real criação de moluscos em Santa Catarina

    + Agro em Campo: Setor rural lidera expansão econômica em SP com alta de 7,8%

  • Plano Safra 2025/2026 investirá R$ 516,2 bilhões no agro

    Plano Safra 2025/2026 investirá R$ 516,2 bilhões no agro

    O Governo Federal lançou nesta terça-feira (1º), no Palácio do Planalto, o Plano Safra 2025/2026, que destina R$ 516,2 bilhões para impulsionar a agricultura empresarial no Brasil. O valor supera em R$ 8 bilhões o montante da safra anterior e marca o maior investimento já feito no setor. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o ministro da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro, além do ministro da Fazenda, Fernando Haddad, participaram da cerimônia de lançamento, que reforçou o compromisso com o crescimento do agro nacional sob o slogan “Força para o Brasil crescer”.

    Crédito ampliado e foco em sustentabilidade

    O Plano Safra 2025/2026 oferece crédito para médios e grandes produtores, abrangendo operações de custeio, comercialização e investimento. As condições de financiamento variam conforme o perfil do produtor e o programa acessado. Os detalhes sobre taxas de juros e prazos estão disponíveis nas tabelas oficiais do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa).

    Foto: Ricardo Stuckert / PR

    A nova edição traz medidas inéditas para promover segurança e sustentabilidade no campo. Agora, o crédito rural de custeio agrícola exige o cumprimento das recomendações do Zoneamento Agrícola de Risco Climático (Zarc), ampliando a exigência para operações acima de R$ 200 mil e para contratos sem Proagro. A medida busca evitar financiamentos fora dos períodos indicados e em áreas com restrições, fortalecendo a produção sustentável.

    O plano também permite financiar rações, suplementos e medicamentos adquiridos até 180 dias antes da formalização do crédito, facilitando o acesso a insumos. Além disso, produtores podem destinar recursos à produção de sementes e mudas de essências florestais, nativas ou exóticas. E investir em plantas de cobertura para proteger o solo no período de entressafra.

    Renegociação de dívidas e acesso ampliado ao Funcafé

    Para apoiar produtores que enfrentaram dificuldades em safras anteriores, o Plano Safra facilita a renegociação de dívidas, proporcionando mais flexibilidade para reorganizar passivos e manter o fluxo produtivo.

    O Fundo de Defesa da Economia Cafeeira (Funcafé) ampliou o acesso nesta edição. Agora, portanto, os beneficiários do Pronaf e do Pronamp podem acessar o fundo mesmo com contratos ativos pelo Plano Safra, fortalecendo o setor cafeeiro e ampliando as opções de crédito.

    O governo manteve a taxa de desconto de 0,5 ponto percentual nos juros do crédito rural de custeio até junho de 2026 para produtores do Pronamp e para quem investir em práticas sustentáveis. Além disso, os programas Moderagro e Inovagro foram unificados, aumentando o limite para investimentos em granjas e facilitando a modernização das estruturas.

    O subprograma RenovAgro Ambiental agora inclui ações de prevenção e combate a incêndios, além da recuperação de áreas protegidas. Assim, produtores podem financiar caminhões-pipa, carretas-pipa e mudas de espécies nativas para recompor áreas de preservação permanente e reservas legais.

    O Programa de Construção e Ampliação de Armazéns (PCA) dobrou o limite de capacidade por projeto, passando de 6 mil para 12 mil toneladas. Assim, melhorando a infraestrutura de estocagem e escoamento da produção rural.

    Outra novidade é o aumento do limite de renda anual para enquadramento no Pronamp, que subiu de R$ 3 milhões para R$ 3,5 milhões. Portanto, ampliando o acesso às condições diferenciadas do programa.

    Agro fortalecido para o futuro

    O Plano Safra 2025/2026 reforça o papel estratégico da agropecuária no desenvolvimento do Brasil. Ao ampliar o crédito, incentivar práticas sustentáveis e modernizar o campo, o governo aposta em um setor mais eficiente, competitivo e alinhado às demandas ambientais, consolidando o agro brasileiro como referência mundial.

    Leia mais:
    + Agro em Campo: Comunidade global discutirá mercado e futuro do abastecimento do café no 10º Coffee Dinner & Summit

    + Agro em Campo: Embrapa lança novas variedades de mandioca

  • Brasil deve se declarar livre da gripe aviária hoje

    Brasil deve se declarar livre da gripe aviária hoje

    O Brasil deve anunciar nesta quarta-feira (18) a erradicação da gripe aviária em granjas comerciais, após cumprir o período de 28 dias sem registro de novos focos da doença. A medida segue protocolos internacionais. E marca um passo importante para a retomada das exportações de carne de frango. Elas foram impactadas por embargos desde o primeiro caso em Montenegro (RS), registrado em maio.

    O período de 28 dias, conhecido como “vazio sanitário”, começou a ser contado após a desinfecção da granja em Montenegro. Na cidade ocorreu o primeiro e único foco da doença em aves comerciais no Brasil. De acordo com o Ministério da Agricultura, esse intervalo é fundamental para garantir que não restem vestígios do vírus H5N1 no ambiente antes da retomada das atividades normais nas granjas.

    Durante esse período, o governo brasileiro monitorou possíveis suspeitas em granjas comerciais e todas foram descartadas. As investigações ocorreram em municípios como Ipumirim (SC), Aguiarnópolis (TO), Bom Despacho (MG), Anta Gorda (RS), União da Serra (RS) e Westfalia (RS), sem confirmação de novos casos.

    Comunicação internacional e impacto nas exportações

    Com o fim do vazio sanitário, o Brasil irá notificar oficialmente a Organização Mundial da Saúde Animal (OMSA) e os países importadores sobre a condição de livre de influenza aviária. O objetivo é facilitar a reabertura dos mercados e a redução das áreas sob restrição. Porém, a retirada dos bloqueios não seja automática e dependa da avaliação de cada país importador.

    Atualmente, a União Europeia e outros 20 países mantêm bloqueio total à carne de frango brasileira. Enquanto outros 19 restringem apenas produtos do Rio Grande do Sul. Em quatro países, o embargo é local, atingindo principalmente a região de Montenegro. O Japão, terceiro maior importador, ampliou recentemente o embargo para cidades de Goiás e Mato Grosso devido a casos em criações domésticas.

    Situação da gripe aviária no Brasil

    Desde o início dos registros em 2023, o Brasil confirmou 174 casos de gripe aviária. Foram 168 em aves silvestres, cinco em criações domésticas e apenas um em granja comercial (Montenegro). O Ministério da Agricultura reforça que a gripe aviária não é transmitida pelo consumo de carne de aves ou ovos. Além disso, o país nunca registrou casos da doença em humanos.

    Apesar da queda de 13% nas exportações de frango em maio, segundo a Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), a maior parte da produção segue destinada ao mercado interno. O governo espera que, com o reconhecimento internacional da erradicação da doença, os principais mercados importadores, como a China, flexibilizem as restrições, inicialmente limitando os embargos ao Rio Grande do Sul ou à região de Montenegro, com expectativa de normalização gradual das exportações.

    Leia mais:
    + Agro em Campo: Preço do arroz volta ao nível de fevereiro de 2022

    + Agro em Campo: Japão suspende importação de carne de aves de dois estados